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domingo, 11 de julho de 2010

Conhecimentos Gerais: atualizações do mês de Julho. Temas Gerais: política, saúde, economia, etc.

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ELEIÇÕES 2010

Vox Populi: Dilma dispara e abre 8 pontos sobre Serra no 1º e no 2º turnos

Última atualização filoparanavai 24.07.10




A pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi, contratada e divulgada sexta (23) pela Band e pelo Portal IG, mostra mais uma vez a liderança da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Dessa vez, a petista tem 8 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado, José Serra (PSDB).

O levantamento aponta Dilma com 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano. Marina Silva, candidata do PV, tem 8%. Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina.

O Vox Populi aponta ainda que os demais candidatos somam 1% da intenção de votos. Os votos brancos e nulos chegam a 4%. E 13% dos entrevistados disseram que ainda estão indecisos.

Esse foi o primeiro levantamento desde a oficialização das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto ouviu 3 mil eleitores nesta semana, e a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

Voto espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista para escolher o candidato preferido, Dilma também lidera. A petista tem 28%, contra 21% do candidato do PSDB e 5% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem estar concorrendo, tem 4% das intenções de voto.

A rejeição do candidato tucano também é a maior entre os concorrentes: 24%. A de Dilma é a menor e ficou em 17%.

Segundo turno

Numa possível disputa entre Dilma e o candidato tucano no segundo turno, a candidata do PT também venceria segundo o levantamento. Dilma teria 46% das intenções de voto e Serra apenas 38%.

A candidata que representa a continuidade do governo Lula tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde abre 30 pontos de vantagem em relação ao concorrente da oposição (54% a 24%). O tucano só leva vantagem na região Sul, onde a pesquisa aponta uma vantagem de 4 pontos em relação à Dilma (39% a 35%).

Na região Sudeste, onde se concentra o maior eleitorado do país, há um empate técnico. O tucano tem 36% da intenção de votos, e Dilma está com 34%.

A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, o tucano 32% e a verde 9%. Dilma também é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.

www.dilma13.com.br

Direitos Humanos / Internacional
Senado argentino aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo


Com 33 votos a favor, 27 contra e 3 abstenções, o Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15) o projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O resultado da votação é considerado histórico porque reforma o Código Civil e pode transformar a Argentina no primeiro país de toda a América Latina a permitir o casamento homossexual.

A sessão do Senado durou 14 horas e envolveu intensos debates entre parlamentares ligados ao governo de Cristina Kirchner, que já sinalizara sua aprovação ao projeto, e da oposição. Os debates mostraram senadores contrários e favoráveis ao projeto tanto no bloco governista quanto na oposição. A presidente deverá sancionar o projeto assim que retornar de viagem que faz à China.

Logo após o resultado da votação, o líder dos senadores governistas, Miguel Angel Pichetto, mostrou-se satisfeito com a aprovação do projeto e comentou que o Congresso argentino deu um "passo significativo no caminho da igualdade. Os acalorados debates que aqui se registraram fazem parte da dinâmica da Casa".

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo repercutiu fora do prédio do Congresso argentino, onde manifestantes contrários e favoráveis estavam concentrados desde as primeiras horas da tarde do dia anterior. No começo da noite, eles trocaram insultos e quase entraram em choque diante do prédio do Congresso.

Claudio Morgado, diretor do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (Inadi), que assistia aos debates entre os senadores, deixou o prédio e dirigiu-se aos manifestantes pedindo que defendessem seus pontos de vista "da melhor maneira possível e com argumentos sólidos", mas evitando confrontos.

Diante do Congresso argentino, 60 mil pessoas convocadas por organizações católicas e evangélicas realizaram ontem uma das maiores manifestações já vistas em Buenos Aires, mostrando repúdio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e pedindo que os senadores mantivessem a solidez da família tradicional. Caravanas com autoridades e famílias da maioria das províncias argentinas concentraram-se diante do Congresso com bandeiras de cor laranja – que simbolizavam os manifestantes contrários ao casamento homossexual –, faixas e estandartes com motivos religiosos.


Cristina Kirchner sanciona casamento gay na Argentina
Atualizado em filoparanavai 24.07.10

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, promulgou nesta quarta-feira (21/07) a lei que aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada há uma semana pelo Congresso. "Hoje somos uma sociedade um pouco mais igualitária que na semana passada", disse Cristina em um ato oficial realizado na Casa Rosada.

Representantes de diversas organizações de gays e lésbicas celebraram a promulgação, entoando "igualdade, igualdade" e entregaram à presidente placas de reconhecimento por seu apoio à iniciativa.

A "Lei de Matrimônio Igualitário", pela qual o código civil do país foi reformado, foi sancionada pelo Senado na madrugada de 15 de julho, após mais de 15 horas de debate. Deste modo, a Argentina se converteu no primeiro país da América Latina que concede todos os direitos legais aos homossexuais, como a possibilidade de herdar bens e adotar crianças conjuntamente.

Em escala local, a Cidade do México foi precursora, legalizando o casamento gay há dois meses. A primeira união civil entre pessoas do mesmo sexo em Buenos Aires está prevista para 13 de agosto. A Igreja do país rechaçou a nova legislação.

Nota: No Estado de Direito Democrático é um direito da Igreja dar sua opinião, mas agora é hora de comemorar mais uma vitória dos Direitos Humanos. Parabéns ao povo argentino!

fonte:
http://www.redebrasilatual.com.br/

ELEIÇÕES 2010

DE OLHO NA CAMPANHA ELEITORAL

Quando você vota em político corrupto e que, por sua vez, vota contra o povo, você torna-se eticamente cúmplice pelas mortes nos corredores dos hospitais, pela violência que mata na cidade e no campo, pela má educação oferecida em nosso país às nossas crianças e etc. O VOTO é coisa séria.

Ao votar no dia 03 de outubro, anote bem o nome de seu candidato eleito, do partido dele, e o fiscalize, o cobre, por todos os meios possíveis.

Não vote em branco e nem anule seu voto. Ao fazer isto, você indiretamente escolheu os piores políticos para decidirem por você. Pior, você não tem nem como fiscalizá-los, pois se quer sabe quem são eles.

Os eleitores brasileiros merecem uma campanha eleitoral que nos possibilite um amplo conhecimento das reais propostas dos candidatos para um possível governo, se eleitos. Mas, na maior parte do tempo, é deprimente o que alguns candidatos fazem: recorrem a mentiras querendo vender aquilo que não fizeram e/ou aquilo que não são. Pior mesmo, é quando partem para táticas que querem somente denegrir a moral e/ou boa fama de seus opositores.

Soma-se a tudo isto as manipulações de números por meio de Institutos de Pesquisas - como o caso do Ibope que apresentou duas pesquisas seguidas com números discrepantes e como no caso dos grandes meios de comunicação que de imparciais não têm nada, quando se trata da cobertura jornalística.

Isto é lastimável. Escolhermos com critérios claros nossos futuros governantes e utilizarmos todos os meios possíveis para ficalizá-los em seus mandatos e cobrá-los, esta é nossa tarefa como cidadãos e sobretudo, como eleitores.

Precisamos renovar especialmente o SENADO brasileiro. O Senado é a Instituição onde estão os políticos mais conservadores do país. Com mandatos de 8 anos, uma vez reeleitos lá ficam por no mínimo 16 anos. Alguns só deixam a cadeira quando morrem.

No Senado são barradas muitas das Leis de interesse de todo o conjunto da população e que demandam um imenso tempo de discussões até suas aprovações pelo Plenário da Câmara do Deputados. Menor número de integrantes, maior pressão de organizações como CNBB, organizações ligadas a outras confissões cristãs que não católica; OAB, organizações rurais (Agronegócio) e outras... Sempre em detrimento dos interesses da Maioria e das Minorias do conjunto total da população brasileira. É necessário renovarmos o Senado e especialmente optarmos por homens e mulheres (candidatos (as)) com histórico e compromisso com todo o conjunto da sociedade brasileira.

Temos, pelo menos, esperanças reais e latentes, de que o Senado poderá ser renovado, em parte, já, nesta Eleição do dia 03 de outubro de 2010:

No Estado do Paraná, uma mulher, de biografia comprometida com as causas sociais: Gleisi Hoffmann, é candidata pelo Partido dos Trabalhadores ao Senado.


Em São Paulo, uma outra mulher que fará grande diferença no Senado, Marta Suplicy, também é candidata pelo PT.

O Rio grande do Sul terá como candidata, ao Senado, Abgail Pereira, do PCdoB.

Os Catarinenses poderão eleger uma Governadora, mulher nota 10, a Senadora Ideli Salvatti, pelo PT.

Os brasileiros e brasileiras, poderão eleger a primeira presidenta do país, Dilma Rousseff, do PT.

Ou, Marina Silva, pelo PV, também candidata à Presidência.

Não porque são mulheres, no Senado já temos algumas: Fátima Cleide PT/RO, Marina Silva PV/AC, Ideli Salvatti PT/SC, Patrícia Saboya PDT/CE e Serys Slhessarenko PT/MT (todas com mandato em final 2011). Há outras senadoras, mas não desempenham um papel que mereça destaque, quando é levado em conta a atuação em defesa dos interesses que contemplem todo o conjunto da socidade.

Cuidar para que o país (presidência) não volte às mãos dos "exterminadores do futuro" neoliberais da época de FHC;

Renovar o conservador Senado para que os direitos humanos avancem no Brasil;

Renovar a Câmara Federal e as AssembleiAS Legislativas, evitando votar em Empresários e Latifundiários, ocupados apenas dos interessses dos patrões e dos que detêm o poder econômico no país;

Eleger governadores comprometidos com o projeto de desenvolvimento para o país, implementado pelo governo Lula;

Este é o desafio que cabe aos brasileiros e brasileiras no dia 03 de outubro.

Por tudo isso, o manifesto abaixo postado é uma grande contribuição para aqueles que estão cansados de metiras no mundo da política:


Presidentes de centrais sindicais denunciam as mentiras de Serra contra trabalhadores

Os presidentes de cinco centrais sindicais assinaram um manifesto contra as mentiras perpetradas pelo candidato tucano José Serra nesta campanha eleitoral.

Leia a íntegra do manifesto assinado pelos presidentes da CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central:

Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores

O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.

A verdade

Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:

a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Revisão Constitucional (1994)

Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.

É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.

As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.

Antonio Neto – presidente da CGTB
Wagner Gomes – presidente da CTB
Artur Henrique – presidente da CUT
Miguel Torres – presidente da Força Sindical
Jose Calixto Ramos – presidente da Nova Central

fonte: site do pt

Direitos Humanos

“Luta contra tortura prossegue na OEA”. Entrevista com Hélio Bicudo


Por Ana Helena Tavares
Mais do que um dos maiores juristas do Brasil, Hélio Pereira Bicudo é uma lenda viva na luta pelos direitos humanos. Nos anos 1970, auge da repressão política, ele denunciou, como procurador de Justiça, o “Esquadrão da Morte” — enfrentando, entre outros, o temido delegado Sérgio Paranhos Fleury. Aos 87 anos, ele publica com frequência, em seu blog, breves ensaios em que aborda não apenas liberdades civis, mas temas como o direito à água, os aspectos jurídicos relacionados ao tráfico de órgãos e a luta contra a desumanidade nas prisões brasileiras. Também enriquece o twitter.

“No momento em que estamos conversando, com certeza em algum lugar do Brasil está sendo praticada a tortura”, lembrou Bicudo nesta entrevista exclusiva sobre a recente decisão do STF de manter impunes os torturadores da ditadura. Para ele, trata-se de uma decisão absolutamente equivocada, que estimula a continuidade das sevícias contra prisioneiros comuns e pode abrir caminho, em outras condições, para a própria volta da tortura contra adversários políticos.

A Lei de Anistia precisa ser revisada?

É, muito mais, uma questão de mudança da interpretação. O texto da Lei de Anistia, não permite que os torturadores fiquem impunes, muito pelo contrário. Não acho que haja necessidade de modificar o texto. Basta aplicá-lo como ele é, segundo uma interpretação jurídica e não ideológica.

Alguns dos que votaram pela impunidade no STF– incluindo o relator, ministro Eros Grau, que foi torturado na ditadura – referiram-se à ação dos torturadores como “crimes conexos”. A Lei de Anistia impediria puni-los. Como o senhor interpreta isso?

É lamentável que um juiz da Suprema Corte não saiba o que são realmente delitos conexos. Quando a lei usa um termo técnico, como é no caso – “crime conexo” é um termo técnico em direito penal –, é preciso saber qual sua definição. Os “crimes conexos” são aqueles cujas finalidades são as mesmas do ato principal praticado. Por exemplo, um ladrão entra na sua casa, rouba, e, para evitar que existam provas, incendeia a casa. São dois crimes conexos: o roubo e o incêndio da casa. Há uma identidade de fins: a finalidade era roubar e não ser punido.

Mas se o ladrão entra na casa, rouba, é preso e depois morto pela polícia, não há nenhuma ligação entre um fato e outro, do ponto de vista das suas finalidades. Num, o ladrão queria roubar. No outro, o policial mata o ladrão. Então, você não pode dizer que há conexidade nestes dois casos, pois as finalidades de um e de outro crime são diferentes. É como nesse caso da Anistia. Os opositores do regime cometeram crimes que a lei diz que, depois de algum tempo, não podem ser punidos. Mas se trata de crimes praticados contra o Estado repressor. Ideologicamente, eles não têm nada a ver com os crimes praticados pelos agentes do Estado.

Pode-se dizer, então, que a diferença básica é a finalidade?

Exatamente. A finalidade dos crimes praticados pelas pessoas que eram contrárias ao regime era política. Os crimes praticados pelos agentes do Estado não têm finalidade política. São crimes contra a humanidade e, por esse motivo, imprescritíveis. Quando a Lei de Anistia fala em “crimes conexos”, você não pode interpretar a conexidade senão de um lado e de outro. Quer dizer, você pode ter pessoas que cometeram crimes contra o Estado conexos entre si, mas você não pode ligar estes crimes aos cometidos pelos agentes do Estado para beneficiar a si próprios. Ou seja, os agentes do Estado agem por outra finalidade. No caso, para manter a ditadura.

Alguns juristas e políticos alegam que uma revisão da Lei de Anistia poderia abalar a estabilidade democrática do país, baseada num “pacto de conciliação”. Quebrá-lo seria “revanchismo”. Na sua opinião, esse “ pacto” encontra algum respaldo jurídico e social?

Não houve pacto algum. É um absurdo falar em “conciliação” quando os militares detinham o poder Executivo e o comando do Legislativo. Havia dois partidos, Arena e MDB – o primeiro, o povo chamava de “o partido do sim”, o segundo de “o partido do sim senhor”. Quer dizer, num contexto como esse, você não pode encontrar consenso da sociedade civil com relação à lei que foi promulgada.

O artigo 5º da Constituição reza, em seu inciso XXXVI, que “a lei não prejudicará o direito adquirido”. Já vi juristas usarem este argumento como forma de defender a inconstitucionalidade de uma revisão da Lei de Anistia. Argumentam que a lei não pode retroagir em prejuízo do acusado. Isso é aplicável ao caso?

Não é aplicável, porque existem tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que dizem que os crimes contra a humanidade são imprescritíveis. Veja bem: não são crimes que se esgotam naquele momento. O homicídio se esgota, mas outros crimes não, como, por exemplo, o sequestro. Você tem pessoas que despareceram e até hoje não se sabe seu paradeiro. Podem ter sido mortas, mas você precisa provar que elas foram mortas para desaparecer o crime de sequestro. É um crime continuado: persiste no tempo. Foi praticado ontem, continua existindo hoje e continuará amanhã. Não existe prescritibilidade desses crimes.

Alguns juristas alegam que, por a Lei de Anistia ser questão exclusivamente brasileira, ocorrida em território nacional, a competência da Suprema Corte é absoluta e a das cortes internacionais, nenhuma. Qual sua posição?

Em 1998, o Brasil reconheceu a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela não tem o poder de revogar a decisão do STF. Mas, desde o momento em que o Brasil reconheceu a jurisdição, tem que se submeter à Corte. Porque reconheceu de boa fé, não foi obrigado a isso. Esse reconhecimento vale para todos os crimes que forem a julgamento pela Corte Interamericana e forem imputados ao Brasil. Acho que a Corte Interamericana, de acordo com a sua jurisprudência e conforme já julgou com relação a outros Estados, mostrará que não existe auto-anistia.

Porque o que se busca hoje no Brasil é o reconhecimento da auto-anistia. Um governo que cometeu crimes pode anistiar a si próprio? Isso não existe! Anistia existe para proteger pessoas que num dado momento, por motivos políticos, cometeram crimes. Para pacificar a sociedade, você considera este crimes inexistentes. Mas não os crimes praticados pelo Estado. Isso já se constituiu numa jurisprudência pacífica da Corte Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos. Não tenho dúvida nenhuma de que a corte vai condenar o Estado brasileiro. Não pela manutenção de uma lei — mas pela interpretação errada dada a ela pela justiça brasileira, que vem acudindo os torturadores e aqueles que, a serviço do Estado, eliminaram pessoas durante o período da ditadura militar.

Caso a Corte Interamericana condene o Brasil, quais são os caminhos legais para que a interpretação atual dada à lei de Anistia seja revertida?

Quem pode mudar uma decisão do STF? Só o próprio STF. No caso de uma condenação pela Corte Interamericana, penso que o Ministério Público Federal terá que atuar, fazendo com que esse processo surta efeito no Brasil. A corte não aplica sanções. Caso o Brasil não cumpra uma decisão, ela relata esse fato à Assembléia Geral dos Estados Americanos. Esta, sim, pode punir os países-membros com sanções. Ou pode não punir, porque a OEA é um órgão eminentemente político. De qualquer maneira, acho que a situação do Brasil no que diz respeito aos direitos humanos na área internacional vai ficar muito ruim. Como é que fica o STF? É está agindo contra os direitos humanos e isso poderá ter consequências futuras.

Há algum caso precedente em que o STF reviu uma decisão adotada por si próprio?

Nunca aconteceu. O STF nunca reverteu uma decisão; mas também nuca teve, contra si, ação numa corte internacional. Possivelmente, o precedente terá de ser criado agora.

A eventual manutenção do entendimento do STF poderia contribuir para tornar a tortura prática corriqueira no Brasil?

Acho que sim. No momento em que estamos conversando, com certeza a tortura está sendo praticada em algum lugar do Brasil. Temos lei específica contra a tortura, adotada na década de 1990 mas até hoje na gaveta. A punição dos torturadores da ditadura seria muito positiva para enfrentar esta prática.

Mas ela é importante também por motivos políticos. Uma sociedade que se diz contra a tortura, mas não pune quem a pratica, está se expondo a riscos. Se, num momento político qualquer, houver restrições à democracia – ou distorções, como as que estão presentes em alguns países da América Latina – haverá mais possibilidades de a tortura contra adversários políticos também voltar, porque criou-se a cultura de impunidade.

Observadas as diferenças contextuais, o senhor, conhecido como o homem que revelou e denunciou o “Esquadrão da Morte”, acha que as polícias militares estão preparadas para exercer o policiamento ostensivo?

Não estão. Elas são absolutamente repressivas. Isso vem da própria constituição das corporações, que não é são civis. Estão presas, em seu planejamento, às determinações do exército. Agem na rua como se estivessem numa guerra. O indivíduo é um marginal e o marginal tem que ser morto. É a lei da eliminação. É o que está acontecendo em São Paulo, por exemplo, com o aumento de homicídios pela PM de cerca de 40%, com relação ao ano passado.

Há cerca de uma ou duas semanas, neste Estado, um civil foi morto por policiais militares dentro de um quartel. Simplesmente levaram o rapaz lá para dentro e mataram. Um outro foi morto a pancadas na frente de sua casa e diante da mãe. Foi em dias diferentes. Eram dois motoboys, que não estavam armados; dois trabalhadores que foram mortos. Agora vamos ver se as pessoas serão processadas e punidas de acordo com a lei. Tenho minhas dúvidas…

Como enfrentar esta truculência policial?

Enquanto não se transformar a polícia num organismo civil, com carreira única e com profissionalismo policial, termos o que está acontecendo hoje em São Paulo e no Brasil. Essa truculência é herança da ditadura.

Quer dizer, ainda há no Brasil figuras que se assemelham ao delegado Fleury?

Há sim. Basta observar que há, nos grupos de extermínio, muitos policiais militares.

Publicado no site Outras Palavras, Junho.2010
fonte: http://www.fpabramo.org.br/


Violência contra a Mulher
A Cultura Machista engendrada na Cultura Brasileira e, que tem suas raízes no senso religioso de matriz judaico-cristão, desde a Moral Judaica assimilida pelo Cristianismo e, que coloca a Mulher sempre em um Plano relacional profundamente desigual frente ao homem, está no núcleo reprodutor de todas as formas de violências contra a Mulher. O Brasil vive um momento histórico em que a Violência Física - espancamentos e assassinatos - contra mulheres, tem tomado dimensões assustadoras. A reflexão postada abaixo pode ajudar e muito, a tratar este tema com uma sempre maior e renovada atitude crítica.


A fala e o fato: bola, machismo e violência contra as mulheres

Por Artur Henrique e Rosane Silva
Fonte
Portal CUT - junho/2010
Atualizada em filoparanavai Julho/2010

As declarações de Felipe Melo, jogador da seleção brasileira de futebol, durante coletiva de imprensa no último dia 31-maio, ao direcionar suas críticas à bola que seria utilizada na Copa do Mundo de Futebol de 2010, explicitou o machismo e uma visão de naturalização da violência contra as mulheres. Nas palavras do jogador: "A outra bola é igual a mulher de malandro: você chuta e ela continua ali. Essa de agora é igual patricinha, que não quer ser chutada de jeito nenhum."

Para todos e todas nós que defendemos uma sociedade com igualdade entre homens e mulheres; livre da violência sexista, esta declaração não é "irreverente" como afirmou o Portal G1 da Rede Globo. É uma declaração grave, inaceitável e que precisa de retratações públicas. A violência contra as mulheres é possivelmente a violação de direitos humanos mais tolerada socialmente. Ainda é considerada algo natural na vida das mulheres, como se fizesse parte do destino. Por isso, muitas vezes não nos damos conta de que, em determinados momentos, estamos diante de um ato de violência sexista.

Nenhuma mulher gosta ou aceita ser chutada, ser vítima de qualquer ato de violência, seja ela rica ou pobre, branca ou negra, jovem ou adulta. As palavras de Felipe Melo ainda demonstram o preconceito com relação às mulheres pobres ao afirmar que a violência contra as mulheres é apenas um problema das classes baixas. Sabemos que esse tipo de violência é transversal e atravessa todas as classes sociais e diferentes culturas e religiões.

A violência é resultado das relações desiguais entre homens e mulheres, e acontece todas as vezes em que as mulheres são consideradas coisas, objetos de posse e inferiores aos homens. As mulheres têm uma longa trajetória de luta por emancipação política, econômica e pessoal; entretanto, ao mesmo tempo em que hoje avançamos na conquista de espaços, na garantia e ampliação de direitos, são ainda vistas, e muitas vezes tratadas, como seres inferiores, o que permite especialmente aos homens, o direito de ter a mulher como sua propriedade, como objeto.

Além disso, a grande mídia joga no time que reafirma a violência contra as mulheres na medida em que cumpre o papel de reafirmação desse machismo desde associar o corpo das mulheres às mais diversas mercadorias à banalização do sexo e da violência, a fragilidade e a submissão das mulheres reforçadas como coisa natural. Da mesma forma, a TV interfere no imaginário coletivo, perpetuando um mundo habitado pela violência e desigualdades de gênero em vez de produzir imagens que proponham novas possibilidades nas relações sociais.

O enfrentamento da violência contra as mulheres é ainda um grande desafio. Para os movimentos sociais, uma vez que a luta contra a violência precisa ser parte da luta por construção de autonomia das mulheres e de transformações gerais na sociedade e para os governos democráticos que defendem a cidadania das mulheres, como por exemplo, a Lei Maria da Penha e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à violência contra as mulheres.

A violência não pode ser camuflada. É importante visibilizá-la para afirmar que existe, ter dimensão de sua extensão; e que é preciso combatê-la. A CUT jamais se furtará de denunciar e de lutar por uma vida sem violência para todas as mulheres.

Violência contra as mulheres: tolerância nenhuma!

*Artur Henrique, presidente da CUT, e Rosane Silva, secretária nacional da Mulher Trabalhadora.

Uma em cada quatro mulheres sofre violência doméstica no Brasil
última atualização 17.07.10 (filoparanavaí) fonte: Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pela organização não governamental (ONG) Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (Cohre), intitulado Um Lugar no Mundo, constatou que uma em cada quatro brasileiras sofre com a violência doméstica. A cada 15 segundos, uma mulher é atacada no Brasil.

Ainda segundo a pesquisa, as vítimas de violência doméstica na América Latina se submetem aos maus-tratos porque não dispõem de condições financeiras para sobreviver sem a ajuda dos companheiros, maridos e namorados. No Brasil, 24% das entrevistadas disseram que, apesar das agressões que sofrem, não se separam porque não têm como se sustentar.
O estudo, divulgado nesta sexta-feira, mostra que, na América Latina, os índices de violência doméstica são elevados. A pesquisa informa que, na região, de 30% a 60% das mulheres sofreram agressões.

Dependência econômica

O relatório analisa a questão da violência contra a mulher no Brasil, na Argentina e na Colômbia. Nesses países, o estudo informa que a “falta de acesso a uma moradia adequada, incluindo refúgios para mulheres que sofrem maus-tratos, impede que as vítimas possam escapar de seus agressores". Segundo o documento, “a dependência econômica aparece como a primeira causa mencionada pelas mulheres dos três países como o principal obstáculo para romper uma relação violenta”.

No Brasil, 70% das vítimas de violência foram agredidas dentro de casa e, em 40% dos casos, houve lesões graves. Das mulheres assassinadas no país, 70% sofreram agressões domésticas. A ONG informa ainda que esses problemas afetam, principalmente, as mulheres pobres que vivem em comunidades carentes.

A maior parte das vítimas não exerce atividades profissionais fora de casa. No Brasil, 27% das entrevistadas disseram que se dedicam ao lar. Na Argentina e na Colômbia, 25% das mulheres se declararam como donas de casa. Algumas delas afirmaram que não têm outras atividades profissionais por desejo dos maridos, companheiros e namorados.

Obrigações dos governos

O relatório, de 50 páginas, não especifica a quantidade de mulheres entrevistadas, mas informa ter conversado com dezenas de mulheres, vítimas de violência doméstica, nas cidades de Porto Alegre (Brasil), Buenos Aires (Argentina) e Bogotá (Colômbia).

“O direito à moradia adequada ultrapassa o direito de ter um teto sobre sua cabeça. É o direito de viver em segurança, em paz e com dignidade. É obrigação do governo assegurar esse direito às vítimas de violência doméstica", disse a responsável pelo setor de Peritos sobre as Mulheres da ONG Cohre, Mayra Gomez. “Por muito tempo, a relação entre violência doméstica e direito à habitação tem sido negligenciada pelos políticos. É tempo de os governos da América Latina corrigirem este erro.”

Agronegócio e agrotóxico: as duas faces de uma mesma moeda

Adaptado por Lucio lopes, do artigo "Combate aos ambiencidas" de Rogério Lannes Rocha, Coordenador do Programa RADIS, (Radis nº 95 – Julho de 2009). Última atualização filoparanavai 11/07/10.


Uma agressão silênciosa com consequencias, a curto e longo prazo, nefastas.

O chamado Agronegócio (Agronegócio é toda relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária.) é responsável por cerca de 1/3 de tudo que é produzido no país, o agronegócio também é um dos setores mais importantes da economia brasileira. Porém, suscita muitas questões acerca de seus efeitos nocivos em vários âmbitos. Os vultosos lucros concentrados nas mãos de uns poucos justificam os prejuízos, muitos dos quais irreparáveis? O agronegócio prejudica diretamente a paz no campo, o meio ambiente e nossa saúde.

Os agrotóxicos, por exemplo, estão na base de sustentação do agronegócio, que destrói ecossistemas e a biodiversidade, além de concentrar terra e expulsar mais gente do campo para as periferias das cidades. Quando utilizados pela agricultura familiar, esses produtos químicos costumam apresentar ainda mais dificuldades para a orientação e o controle da aplicação. Trabalhadores do campo, comunidades próximas às plantações e o consumidor final dos alimentos estão expostos a diferentes e preocupantes graus de contaminação. Maior consumidor mundial, o Brasil é também o país mais consumido pelos agrotóxicos.

Defensivo agrícola, pesticida, praguicida, veneno, são muitas as formas de se referir ao produto. A Norma Regulamentadora Rural nº 5, que acompanha a Lei nº 7.802/89, define os agrotóxicos como “substâncias, ou mistura de substâncias, de natureza química, quando destinadas a prevenir, destruir ou repelir, direta ou indiretamente, qualquer forma de agente patogênico ou de vida animal ou vegetal que seja nociva às plantas e animais úteis, seus produtos e subprodutos e ao homem”. Os mais usados são inseticidas (que controlam insetos), fungicidas (fungos), herbicidas (plantas invasoras), desfoliantes (folhas indesejadas), fumigantes (bactérias do solo), raticidas (roedores), moluscocidas (moluscos), nematicidas (nematoideos) e acaricidas (ácaros). No país, as plantações de soja, milho e algodão estão entre as que mais recebem essas substâncias. Em geral, calcula-se que cada hectare de lavoura consome quatro quilos de princípio ativo de agrotóxico por ano. Os agrotóxicos foram desenvolvidos para dificultar ou exterminar formas de vida; justamente por essa característica, são capazes de afetar a saúde humana. “O desenvolvimento de moléculas cada vez mais poderosas em seus efeitos biocidas não poupa as estruturas biológicas de seres que não são seus alvos”, diz Lia Giraldo, especialista em saúde ambiental, pesquisadora do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz).

O inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT), por exemplo, foi proibido a partir da década de 1970 em todo o mundo: descobriu-se que interferia na cadeia alimentar animal, contribuía para o desenvolvimento de câncer em seres humanos e se espalhava facilmente pelo ar. Muitas outras substâncias foram e são apontadas por cientistas como cancerígenas, como os fenoxiacéticos (encontrados em herbicidas) e os ditiocarbamatos (que tem ação fungicida).

Recentemente, a Academia Americana de Pediatria relacionou o consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos organofosforados (presentes em inseticidas) a transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em crianças. A Associação Nacional de Defesa Vegetal, que representa a indústria dos agrotóxicos no Brasil, alega que o resultado não é conclusivo e que “toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico”. O risco de efeitos indesejados, diz a organização em seu site, depende das condições de exposição, que incluem ingestão, contato, tempo e frequência.

--- O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Somente no ano passado, foram vendidas 725,6 mil toneladas dessas substâncias no país, movimentando US$ 6,62 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Em 1987, o consumo não ultrapassava as 100 mil toneladas, como mostrava reportagem da revista Tema (edição 9) que era editada pelo RADIS. Considerado o motor do agronegócio brasileiro, o agrotóxico impacta os ecossistemas e a saúde da população, concordam pesquisadores da Saúde — que se envolvem cada vez mais com esta e outras questões do meio ambiente.

O relatório da 8ª Conferência Nacional de Saúde já previa a interseção: “A saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde”. Noção que foi contemplada na Constituição Federal de 1988.


Instituições como Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e fóruns como a Conferência Nacional de Saúde Ambiental questionam os efeitos dos agrotóxicos sobre o meio ambiente e a saúde, cobrando e praticando mais pesquisa, controle, fiscalização e participação, junto com as representações sociais, na luta por regulação e redução desses venenos.

Outras ameaças e injustiças ambientais estão presentes em todo o país. Para enfrentá-las, o primeiro passo é a informação. Com tecnologia inovadora, agora é possível conhecer e realimentar dados e análises sobre mais de 300 conflitos e acrescentar informações sobre outras situações semelhantes no Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. O mapa digital desenvolvido pela Fiocruz e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), com apoio do Ministério da Saúde, dá visibilidade a denúncias que partem das próprias populações atingidas e que são selecionadas com base na relevância socioambiental e sanitária e na seriedade e consistência das informações.
LEIA A MATÉRIA na íntegra:

na foto, um índio xukuru vestido tipicamente

NOTA triste
Enquanto uns lutam para que os Direitos Humanos aconteçam na prática, outros lutam para que os Direitos Humanos não saiam do papel.

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

Morre mais uma expressiva liderança do movimento social. No dia 9 de junho, o xukuru Uelson José Araújo foi atingido, com sua mulher, por um veículo não identificado numa estrada de Pernambuco. Uma triste perda para todos que têm noção do valor inestimável da defesa da população e da cultura indígenas. Uma conveniente coincidência para os truculentos inimigos dos direitos humanos e do meio ambiente?


Quem são os índios xukuru?
Xukuru (Xucuru) Pernambuco - população 10.536 (Funasa, 2007)

Os Xukuru habitam um conjunto de montanhas, conhecido como Serra do Ororubá, no estado de Pernambuco. Os registros sobre esses índios datam do século XVI e desde então indicavam que a sua ocupação nessa região já sofria transformações devido aos violentos processos de expropriação de suas terras. Documentos relativos ao período colonial atestam essa invasão por parte dos portugueses e registram que a antiga Vila de Cimbres, hoje uma aldeia xukuru, foi palco de conflitos entre os Xukuru e os colonizadores. Muitas aldeias foram extintas e as terras logo registradas em nome de fazendeiros.

Desde muito tempo conflitos entre os Xukuru e os fazendeiros e políticos locais são constantes, mas sua intensificação se deu especialmente com o início do processo demarcatório de suas terras em 1989. O assassinato de um importante líder xukuru, de outros dois índios e de um procurador, no fim da década de 1990, foram tentativas de inibir o andamento do processo de regularização da Terra Xukuru, assim como os inúmeros processos jurídicos e administrativos que surgiram no caminho. A Terra Indígena somente foi homologada em 2001.

A crença na natureza sagrada é outra característica importante desse povo. É nos terreiros distribuídos nesse território que os rituais religiosos são realizados e constituem o espaço de contato com os caboclos e encantados. O toré se destaca nesse contexto como a principal manifestação do sistema cosmológico xukuru.


fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xukuru


Direitos Humanos
20 anos da resolução em favor da livre orientação sexual

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

Completou 20 anos, (foi exatamente no dia 17 de Maio) a decisão da Assembleia Mundial da OMS de retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais do Código Internacional de Doenças. Foi definido também, na época, que o substantivo homossexualismo seria substituído por homossexualidade, já que o sufixo ismo remete a enfermidade em um de seus significados. Em referência à libertária resolução, nessa mesma data é comemorado o Dia Internacional do Combate à Homofobia.


No Brasil, a luta por uma mudança no modo de encarar a orientação sexual teve um marco antes disso, em 1975, quando o Conselho Federal de Psicologia (CFP) brasileiro deixou de considerar a homossexualidade como desvio sexual, informou o Correio Braziliense (16/5). Em 1999, o CFP baixou determinação para reforçar o tom e estabelecer regras para a atuação dos psicólogos em relação à orientação sexual. “Foi um momento histórico e importante, com outras decisões, para proteger os direitos humanos. Os 16 conselhos regionais referendaram a decisão e os movimentos dos homossexuais fizeram grandes manifestações de apoio”, disse ao jornal Ana Bock, então presidente do CFP e responsável por assinar a resolução que criou as normas.

DIGA NÃO, Já basta!
Pelo FIM de todas as formas de preconceitos!

Hoje, 76 países ainda criminalizam pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais ou transgênero), e outras cinco nações — Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Nigéria, e Uganda — punem com pena de morte, contabilizou, no mesmo jornal, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Toni Reis.

Redução da mortalidade infantil

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10


Em 20 anos, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 61,7% — em 1990, havia 52,04 mortes por mil nascimentos; em 2010, esse número passou a 19,88/mil, informou a BBC Brasil (25/5). Com isso, o Brasil subiu nove posições no ranking internacional de mortalidade infantil nas duas últimas décadas, estando a caminho de cumprir uma das Metas do Milênio da ONU — diminuir a mortalidade infantil em dois terços até 2015. De acordo com O Estado de São Paulo (24/5), apesar do esforço, o Brasil está em 90º lugar no ranking, com número mais alto de mortes na faixa etária de 0 a 5 anos do que o encontrado em países como Islândia (2,6), Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega, de 3,4, e, na França, de 3,8. O Brasil também perde em comparação com outros países em desenvolvimento, como Chile (6,48), Cuba (5,25), China (15,4), México (16,5), Colômbia (15,3) e Argentina (12,8).

Os países com maior índice de mortalidade do mundo são Nigéria (168,7), Guiné-Bissau (158,6), Niger (161), Máli (161) e Chade (114,4). Os dados são de estudo publicado na revista médica The Lancet.

A análise de dados, realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington, aponta que a taxa de mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo é mais baixa do que a estimada pelo Unicef em 2008. Estudos anteriores destacaram que menos de um quarto dos países estava no caminho de cumprir a meta da ONU, mas este novo estudo indica que o número de mortes na faixa etária diminuiu em 4,2 milhões de 1990 até 2010, caindo de 11,9 milhões para um número estimado em 7,7 milhões.

Uma em cada sete mulheres já fez aborto
Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

Uma em cada sete brasileiras (15%) já fez pelo menos um aborto. Entre aquelas na faixa dos 35 aos 39 anos, o índice sobe para 22% (uma em cada cinco). Os dados são da Pesquisa Nacional de Aborto, que entrevistou cerca de 2 mil mulheres entre 18 e 39 anos de todo o país — cerca de 60% das entrevistadas afirmaram ter abortado durante período reprodutivo, de 18 a 29 anos, segundo informações da Agência Estado (22/5). Os dados revelam que, ao contrário do que diz o senso comum, a decisão de interromper a gravidez não é restrita a adolescentes ou mulheres mais velhas, evidenciando-se no auge do período reprodutivo. Em declaração à revista Veja (22/5), a antropóloga Debora Diniz, da Universidade de Brasília e principal autora do estudo, informou que a maioria é de mulheres casadas, religiosas, com filhos e baixa escolaridade. “Elas já têm a experiência da maternidade e tanta convicção de que não podem ter outro filho no momento que, mesmo correndo o risco de serem presas, interrompem a gestação”.

Medicamentos abortivos foram usados em metade dos casos pesquisados. É provável que para a outra metade das mulheres a interrupção da gravidez tenha ocorrido em condições precárias de saúde, aponta o estudo. Houve internação de 55% das mulheres, por causa de complicações. “Se o aborto seguro fosse garantido, isso seria evitado”, defendeu Debora Diniz, no Estado de São Paulo. “Os dados reafirmam a opinião já consolidada no Ministério da Saúde de que aborto é uma questão de saúde pública”, diz Adson França, assessor especial do ministro José Gomes Temporão. “Mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no SUS”.



Vida artificial ou marketing?

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

“Criou-se a vida artificial em laboratório”, apontaram diversas manchetes de jornais do Brasil e do mundo, no dia 21/5. Referiam-se ao primeiro organismo sintético obtido pelo grupo do geneticista americano Craig Venter, o mesmo que, em 2001, fora responsável pela decodificação do genoma humano. Segundo Venter, trata-se da “primeira espécie do planeta que se autorreplica e cujo pai é um computador”. A equipe pegou o genoma sequenciado de uma bactéria, fez uma “cópia sintética” e transplantou-a para o corpo de uma célula inerte (sem DNA), que tornou-se viva, funcionando e multiplicando-se como se fosse a bactéria original. A operação custou US$ 40 milhões e levou 15 anos para dar certo. O resultado final foi divulgado na revista Science (20/5). Segundo a Agência Estado (20/5), Venter busca desenvolver uma ferramenta biotecnológica que permita produzir micro-organismos sintéticos, geneticamente programados para realizar funções específicas, como absorver CO2 do ar, digerir manchas de petróleo no mar ou produzir biocombustíveis com base em energia solar.

Para cientistas de todo o mundo, o passo dado, embora de grande valor, não teria sido exatamente revolucionário, representando apenas o primeiro em direção à criação artificial da vida. Cientistas observaram que apenas o genoma era sintético, enquanto a célula que recebeu o código genético havia sido equipada pela natureza, por bilhões de anos. Depois do anúncio da experiência, o presidente americano Barack Obama, informou O Globo (21/5), pediu à Comissão Presidencial para o Estudo de Assuntos Bioéticos que elaborasse um estudo do impacto da experiência e que considerasse os benefícios e os riscos potenciais à economia, ao ambiente e à saúde.

O Vaticano também se pronunciou, publicando em seu jornal, L’Osservatore Romano, que Venter realizou “um trabalho de engenharia genética de alto nível, mas, na realidade, não foi criada a vida, e sim, substituído um de seus motores”. (A Igreja, a sempre velha igreja e o medo de sempre, o medo de que seus dogmas carcomidos se desfaçam um a um...)

Segundo o professor Gonçalo Guimarães Pereira, chefe do departamento de Laboratório de Genômica Funcional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a técnica de pegar o pedaço de um organismo e colocar em outro já vem sendo usada há mais de duas décadas e que agora apenas ganhou escala maior. “Se já sabíamos construir uma ponte de 50 ou 100 metros, agora somos capazes de montar uma de 500 quilômetros”, comparou. Segundo declarou à Folha de S. Paulo (23/5), não se tratou de criação de vida, na experiência americana. “Há muito marketing aí. O DNA foi introduzido em uma sopa pré-formada [‘cascas’ de bactérias, despidas de seu DNA]. Essa sopa é que é difícil de construir sinteticamente”.

Estímulo ao álcool pela TV

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, a propaganda televisiva tem forte influência no consumo de álcool entre adolescentes e jovens — 69% dos anúncios são divulgados em horário de programação esportiva, no qual os adolescentes compõem 10% dos telespectadores. Além disso, cerca de 80% das propagandas inseridas durante competições ou programas sobre esportes estão relacionadas a marcas de cerveja. O estudo também divulgou que jovens de 14 a 17 anos já consomem 6% de todo o volume de bebida comercializado por ano no Brasil. Pessoas entre 18 e 29 anos consomem 40% (Jornal do Brasil, 26/5).


ECONOMIA

Brasil abandonou as ilusões da globalização, diz diretor do FMI

Era comum na década de 1990 ouvir que os investimentos públicos do Brasil estavam condicionados às diretrizes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Tudo que era proposto pelo Estado brasileiro precisava da chancela do Fundo, que tutelava o governo e o povo. Contudo, no governo Lula esse tempo passou e quem voltou a dar as cartas sobre os investimentos públicos é o Estado brasileiro.

Em entrevista o diretor executivo pelo Brasil e mais oito países no FMI, Paulo Nogueira Batista Junior, analisa esse novo momento do país e comemora o abandono das ilusões da globalização e fim do Estado inoperante que apostava apenas no mercado.

Qual a avaliação sobre o desempenho dos países em desenvolvimento na crise financeira mundial, iniciada em 2008?

Foi uma grande surpresa. Os países em desenvolvimento, em sua maioria, enfrentaram a crise razoavelmente bem. O Brasil se destacou nesse particular. Muito do prestigio atual do país se deve à percepção de que o Brasil soube lidar bem com os choques externos em 2008 e 2009. Houve a maior crise desde a Grande Depressão dos anos 1930, e o Brasil não só não teve grandes problemas em suas contas externas, como virou credor do FMI! Quem diria!

Que significado tem dentro e fora do FMI a mudança de posição do Brasil de devedor para credor externo?

Hoje a nossa posição é outra. A influência do Brasil no exterior, inclusive no FMI, G20, é crescente. O Brasil tem demonstrado capacidade de atuar de forma independente. Nem todos os emergentes têm essa capacidade. Houve, acredito, uma mudança enorme na posição internacional do país. Temos que trabalhar para manter e consolidar essa posição mais forte. Para isso, é importante, entre outras coisas, manter as contas em ordem e evitar a dependência de capitais externos.

Quais vantagens competitivas o senhor vê no Brasil em relação aos outros países?

O Brasil é um país-continente. É um dos maiores do mundo em termos de PIB [Produto Interno Bruto], população e extensão geográfica. Tem recursos naturais abundantes. Uma população ativa e criativa. Sempre acreditei, mesmo nos piores momentos durante os anos 1980 e 1990, no futuro do país e no seu potencial. Passamos por muito sofrimento, muita decepção, mas agora tomamos o rumo do desenvolvimento com independência. "A independência é para os povos, o que a liberdade é para o individuo", dizia De Gaullle. Depois de muita cabeçada, parece que finalmente o Brasil encontrou o seu caminho, abandonando as ilusões sobre “globalização", fim do Estado nacional e outras que nos seduziram na década de 1990.

O Brasil pode se tornar a 5ª maior economia do mundo, como alguns preveem?

É difícil prever. Mas o Brasil deve continuar crescendo mais do que a média mundial. Para continuar crescendo, é importante manter políticas econômicas sólidas, estimular o investimento e não se deixar inibir pelas estimativas pessimistas que muitos economistas fazem sobre o nosso "crescimento potencial". Essas estimativas são mais incertas do que se imagina. Não me parece exagerado buscar metas de crescimento ambiciosas, digamos, de 6% ao ano nos próximos anos.

Como o senhor vê os recentes desdobramentos da crise mundial na União Europeia e sobretudo os riscos para países em desenvolvimento?

A crise europeia não está resolvida. A tensão diminuiu, mas o quadro é de fragilidade. A perspectiva é de estagnação ou crescimento lento. Como ela representa mais de 20% do PIB mundial, um efeito adverso no resto do mundo é inevitável. Para o Brasil, o mercado europeu é importante e, portanto, a crise afeta as nossas exportações e provavelmente os preços das commodities (soja, minério de ferro) exportadas pelo país. Mas a posição brasileira é bastante boa. Temos reservas altas, contas razoavelmente sólidas, crescimento econômico robusto. A imagem do Brasil no exterior é muito favorável. A principal fragilidade, a meu ver, é o desequilíbrio crescente das contas externas correntes. Isso resulta da combinação de crescimento rápido e moeda valorizada. O Brasil está crescendo bem mais do que a maioria das principais economias. E os nossos juros são muito mais altos do que os praticados pelos principais bancos centrais do mundo.

Como andam as discussões para reformar o sistema financeiro internacional e até mesmo o FMI?

As reformas do FMI estão caminhando. A grande resistência é dos europeus, que estão super-representados na instituição e relutam muito em ceder espaço. Muito dinheiro foi e está sendo colocado no FMI desde a crise global. A briga interna, a disputa pelo poder dentro da instituição, se intensificou. Quanto à reforma financeira, houve progresso, mas não tanto quanto se poderia esperar. Afinal, as deficiências do sistema financeiro, da sua regulação e supervisão, tanto nos EUA como na Europa, provocaram uma crise fenomenal. O problema é que a influência dos lobbies financeiros é enorme. Os governos, pressionados pela opinião publica, estão enfrentando esses lobbies, com maior ou menor sucesso, mas a batalha é dura.

www.dilmanaweb.com.br

ELEIÇÕES 2010

Pesquisa Vox Populi confirma liderança de Dilma na corrida presidencial

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (29) pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, confirma a liderança de Dilma Rousseff, do PT, na corrida presidencial, conforme já havia apontado o Ibope na semana passada.

Segundo o Vox, se as eleições fossem hoje Dilma teria 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV).

A sondagem foi feita entre os dias 24 e 26 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

A última sondagem do instituto (feita entre 8 e 13 de maio) indicava empate técnico por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% e o tucano 34%.

Na pesquisa espontânea, Dilma tem 26% e Serra 20%.

O Vox Populi entrevistou 3 mil eleitores. O registro da pesquisa no TSE é o 16944/2010.

Nova pesquisa CNI/IBOPE - 23.06

Dilma chega a 40%, lidera corrida presidencial e venceria também no 2º turno
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida presidencial com índices que variam de 38,2% a 40%, dependendo da lista de candidatos apresentados.

No cenário com todos os postulantes, ela tem 38,2% das intenções de voto, contra 32,3% de José Serra (PSDB) e 7% de Marina Silva (PV). No cenário em que só aparecem os três, Dilma vai a 40%, Serra a 35% e Marina a 9%.

Os dados fazem parte da pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira (23).

Em um eventual segundo turno, o cenário também é favorável à ex-ministra da Casa Civil. Dilma venceria Serra por 45% a 38% e bateria a verde Marina Silva por 53% a 19%.

Na pesquisa espontânea, Dilma também alcança a dianteira com 22%. Neste cenário Serra tem 16%, Marina Silva outros 3% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela legislação é proibido de disputar uma nova reeleição, tem 20%.

A pesquisa CNI/Ibope foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 16292/2010 e realizada entre os dias 19 e 21 deste mês. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios.

fonte: site PT

PT é o partido preferido da população brasileira, aponta Ibope



Quase um terço da população brasileira tem preferência ou simpatia pelo Partido dos Trabalhadores. Esta é a constatação da pesquisa Ibope divulgada no último fim de semana.

De acordo com o levantamento, que também revelou um crescimento significativo da pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, 29% dos brasileiros manifestaram preferência partidária pelo PT. Por outro lado, partidos como o DEM (ex-PFL) e o PSDB contaram apenas com 1% e 6% da preferência do eleitorado, respectivamente.


No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras.


Os dados, na avaliação do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do PT, demonstram que apesar do ataque constante de setores da grande mídia brasileira, o partido continua contando com a confiança dos brasileiros. "O PT é um partido muito presente na vida institucional e social do país. Esse índice de 29% poderia ser ainda maior, se não fosse a parcialidade negativa da grande mídia brasileira que, constantemente, tenta denegrir a imagem do PT", disse Berzoini.

De acordo com o parlamentar, a pesquisa desmistifica ainda uma tese equivocada de que o partido estaria envelhecendo, já que a sigla completou 30 anos de sua fundação. De acordo com a pesquisa, 28% dos brasileiros que preferem o partido são jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos. "Temos presença em todas as faixas estarias e um especial apreço pela juventude.

É bom lembrar que o Brasil é um país sem tradição partidária. A preferência absoluta pelo PT mostra que o partido está enraizado nas lutas históricas dos brasileiros", destacou.

O líder da bancada petista na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), chamou atenção para o grau de escolaridade elevado dos eleitores que preferem o PT. Segundo o levantamento, 28% do eleitorado que tem simpatia pelo partido possui ensino superior, 30% tem o ensino médio, 27% o ensino fundamental e outros 29% até a 4º série.

"Somos um partido com a maior expressão política do país. Isso demonstra que o PT é uma sigla reconhecida em todos os graus de conhecimento, escolaridade e faixas etárias", explicou Ferro.

O líder do PT acredita que a popularidade do partido deverá pesar bastante nas eleições que se aproximam. "Isto indica que temos condições de ampliar bastante a nossa bancada no Congresso Nacional e, ao mesmo tempo, eleger mais governadores, prefeitos e vereadores, além da sucessora do presidente Lula, Dilma Rousseff", avaliou. Uma pesquisa feita pelo PT há cerca de dois anos mostrou que, na época, o partido já contava com 23% da preferência da população.

fonte: (http://www.ptnacamara.org.br/)



Paraná tem 7,5 milhões de eleitores aptos a votar

Os dez maiores colégio eleitorais do Paraná estão em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais, Colombo, Guarapuava e Paranaguá.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) afirma que o Paraná tem 7,5 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro próximo.

Dos 10,6 milhões de habitantes do estado, 71% são eleitores que estão aptos a escolher novo presidente da República, governador do estado, senadores e deputados estaduais e federais.


Curitiba é o maior colégio eleitoral do Paraná com 1,3 milhão de eleitores. Os dez maiores colégio eleitorais do Paraná são as seguintes cidades:
Curitiba - 1.305.000
Londrina - 355 mil
Maringá - 250 mil
Ponta Grossa - 220 mil
Cascavel - 194 mil
Foz do Iguaçu - 185 mil
São José dos Pinhais - 163 mil
Colombo - 134 mil
Guarapuava - 117 mil
Paranaguá - 98 mil
Total: 7.550.000

fonte: blog.esmaelmoraes.com.br

Eleição deste ano terá mais de 130 mi de eleitores

A corrida presidencial ganha fôlego com a formalização das candidaturas pelos partidos. Até o dia 30 de junho deverão ser realizadas as convenções partidárias.

O registro de todas candidaturas deve ser feito até o dia 5 de julho, depois disso começa oficialmente a campanha eleitoral. Mas ela só deve ganhar fôlego total em agosto, quando vai ao ar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Veja a seguir regras e números da disputa eleitoral deste ano.

DATAS

* As eleições serão realizadas no dia 3 de outubro. Eventual segundo turno de votação irá ocorrer no dia 31.

* As datas correspondem, respectivamente, ao primeiro e ao último domingo do mês de outubro, quando, por determinação do código eleitoral, são realizadas as eleições no Brasil.

* O segundo turno irá acontecer caso nenhum candidato a presidente da República ou ao governo de determinado Estado tenha alcançado 50 por cento mais um dos votos válidos. Seguem para nova votação os dois candidatos mais bem colocados.

ELEITORADO

* Poderão votar nas eleições de outubro 134.080.517 eleitores, segundo dados de abril do Tribunal Superior Eleitoral.

* Esses números serão maiores em outubro, quando o TSE terá incluído os brasileiros que tiraram o título de eleitor até a data limite para as eleições deste ano, 5 de maio.

* São Paulo (22,41 por cento dos eleitores), Minas Gerais (10,72), Rio de Janeiro (8,56), Bahia (6,99) e Rio Grande do Sul (6,01) são os maiores colégios eleitorais. Paraná (5,63) e Pernambuco (4,63) vem em seguida.

* Desde as últimas eleições majoritárias, em 2006, até abril deste ano, houve um aumento de cerca de 6,5 por cento do eleitorado brasileiro.

* Eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no dia das eleições poderão requerer o chamado voto em trânsito para presidente da República, transferindo provisoriamente seu título para uma das capitais dos Estados.

CARGOS DO LEGISLATIVO EM DISPUTA

* Senado: Dois terços das 81 cadeiras. Este ano, 36 senadores tentam a reeleição. Cada Estado elegerá dois senadores, em eleições majoritárias --são eleitos os dois senadores mais votados.

* Câmara dos Deputados e assembleias legislativas: todos as cadeiras serão disputadas.

* O preenchimento das vagas é feito conforme os votos obtidos pelos partidos ou coligações partidárias.

* A soma de todos os votos válidos é dividida pelo número de cadeiras disponíveis na Câmara ou na respectiva assembleia, definindo as vagas a serem preenchidas pelos partidos ou coligações partidárias. Os candidatos mais votados em cada partido ou coligação preenche as vagas.

CARGOS DO EXECUTIVO

* Serão eleitos os governadores, e seus respectivos vices, dos 26 Estados e do Distrito Federal e o presidente da República, com seu vice.

fonte: gazetadopovo.com.br

arquivo/NOTÍCIAS
Ideb sobe para 4,6 e aponta melhoria na educação pública
Pesquisa na AL: 75% dos brasileiros acreditam que o país está no rumo certo
49% dos universitários brasileiros já usaram drogas ilícitas, diz estudo
Quase um quinto dos brasileiros exagera na bebida, diz ministério
Curitiba é a terceira capital com mais fumantes no país
Alheio à crise, setor militar mundial gasta US$ 1,5 tri em 2009
Apreensões de cocaína no Brasil crescem 21% em 2008, diz ONU

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(Notícias Gerais Junho 2010)
ELEIÇÕES 2010
NOVA PESQUISA
Pesquisa Ibope mostra Dilma e Serra empatados em 37%
EM OUTRA, PESQUISA CONFIRMA TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO
DILMA ABRE TRÊS PONTOS SOBRE SERRA
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DIREITOS HUMANOS: AVANÇO POSITIVO NA AMÉRICA LATINA
Deputados argentinos aprovam lei que permite casamento gay

Lugar de livro não é só na biblioteca:ferramenta importantíssima para o acesso ao conhecimento.
Frase de Monteiro Lobato: "um país se faz com homens e livros". Para ele, essa ideia pode ser ampliada. “Um país se faz com homens, mulheres, crianças, com livro e com leitura”.

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DIREITOS HUMANOS
Anistia Internacional / Violência - publicado em Maio de 2010 NO rfi - Atualizado em 07 de jUNHO de 2010

Anistia Internacional critica polícia no Brasil
Polícia brasileira trabalha com a ideia fixa de que matar é sinônimo de eficiência.


Quem ainda não sofreu abordagem por parte de policiais na rua, não sabe o quanto isto é constrangedor. Homens fardados e com armas em mãos, eles se acham super homens. Julgam as pessoas pela aparência e cor de pele, são arrogantes e grossos na maioria das vezes e, tratam todos como se fossem bandidos. Infelizmente no Brasil a polícia existe para proteger os bens materiais dos ricos e a justiça julga, na maioria das vezes, de acordo com o volume do bolso e/ou a quantia depositada em conta bancária. A polícia e a justiça deveriam proteger o POVO, pois são duas instituições mantidas com nosso dinheiro, oriundo dos pesados impostos que pagamos diretamente ou indiretamente.

Em seu relatório anual divulgado no final de maio de 2010, a Anistia Internacional aponta os abusos cometidos pela polícia no Brasil. O documento também ressalta barreiras impostas pelo exército brasileiro para obstruir as investigações sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. A entidade sediada em Londres explica em seu relatório anual que embora o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tenha anunciado em dezembro do ano passado a criação de uma comissão para investigar a tortura, os assassinatos e os desaparecimentos forçados ocorridos de 1964 a 1985, a proposta pode não obter resultados concretos por causa das pressões exercidas pelo exército. Segundo a Anistia Internacional, as forças armadas no Brasil continuam a obstruir investigações sobre os crimes cometidos pela ditadura militar.

O relatório também dá destaque às violações cometidas por forças policiais brasileiras. Segundo o estudo, no ano passado 1.048 pessoas morreram no Estado do Rio de Janeiro, e 543 em São Paulo, supostamente em confrontos com a polícia. Os números, de acordo com a Anistia, são comparáveis aos de zonas de guerra. O estudo também registra a existência de tortura, ameaças e roubos por parte da polícia. Já no que diz respeito às condições de detenção dos presos, a Anistia Internacional criticou em especial o caso do Espírito Santo.

A organização não governamental reconhece que o Brasil tem promovido reformas na segurança pública nos últimos anos, mas alega que a questão foi negligenciada pelos governos durante muito tempo e que o alcance das medidas atuais ainda é limitado. A polícia, de uma forma geral, continuaria hostil, e teria oficiais envolvidos com o crime organizado e com grupos de extermínio, informa a ONG.

Situação mundial

A Anistia Internacional ressalta que governos poderosos impedem os progressos da justiça internacional ao se colocar acima da legislação relativa aos direitos humanos, ao proteger seus aliados contra as críticas e ao agir somente quando podem conseguir benefícios políticos. Como consequência, milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de repressão e injustiças. A organização recenseou casos de tortura e outros tipos de maus-tratos em 111 países, processos injustos em 55 países e restrições à liberdade de expressão em 96 países, além da presença de prisioneiros políticos em 48 países.


Filosofia MORAL / Ética
Direitos Humanos
Brasil vai avançando, aos poucos, neste quesito fundamental para a promoção da diversidade.
STJ reconhece direito de adoção à casais Homosssexuais.


Maioria é contra adoção por casal gay no Brasil: o maior entrave continua sendo a moral fechada e engendrada pela religião cristã. Porém, a tendência é que essa matriz moral vá cedendo cada vez mais à necessidade de lidarmos com o diferente através de uma educação que tenha como paradigma o respeito à pessoa humana. Quase dois meses após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconhecer que casais homossexuais têm o direito de adotar, 51% dos brasileiros dizem ser contra essa prática. Outros 39% são favoráveis à adoção por gays.

É o que revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 21 de maio com 2.660 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As mulheres são mais tolerantes à adoção por homossexuais que os homens: 44% contra 33%. Da mesma forma que os jovens em relação aos mais velhos: na faixa etária entre 16 e 24 anos, a prática é apoiada por 58%, enquanto que entre os que têm 60 anos ou mais, por apenas 19%.


"Já é um grande avanço. Na Idade Média, éramos queimados. Depois, tidos como criminosos e doentes. O fato de quase 40% da população apoiar a adoção gay é uma ótima notícia", diz Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Ele reconhece, porém, que o preconceito é ainda grande. "Serão necessárias muitas paradas e marchas para convencer a população de que somos cidadãos que merecemos o direito da paternidade e da maternidade."

A taxa de pessoas favoráveis à adoção por homossexuais cresce com a renda (49% entre os que recebem mais de dez salários mínimos contra 35% entre os que ganham até dois mínimos) e a escolaridade (50% entre os com nível superior e 28%, com ensino fundamental).

Para a advogada Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça do RS, a tendência é que a decisão do STJ sirva de jurisprudência em futuras ações e que isso, aos poucos, motive mais pessoas a aprovarem a adoção por homossexuais.

"A maioria da população brasileira ainda é conservadora, mas já foi pior."

Entre as religiões, os católicos são os mais "progressistas": 41% se declaram a favor da adoção por homossexuais e 47%, contrários. Entre os evangélicos pentecostais, a desaprovação alcança o maior índice: 71%, contra somente 22% favoráveis.

O padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), afirma que a adoção por homossexuais fere o direito de a criança crescer em um ambiente familiar, formado por pai e mãe, e isso pode trazer "problemas psicológicos à criança".

A psicóloga Ana Bahia Bock, professora da PUC de São Paulo, discorda. "A questão é cultural. Se a criança convive com pessoas que encaram com naturalidade [a sexualidade dos pais], ela atribui um significado positivo à experiência."

fonte: folha.com
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Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar nos políticos, mostra pesquisa

Uma pesquisa da empresa GfK mostra que o índice de confiança dos brasileiros nos políticos continua baixa. Em 2010, 11% dos entrevistados disseram confiar na categoria, ante 16% em 2009. A média global caiu para 14% neste ano depois de estar em 18% no ano passado.

A pesquisa mediu o nível de confiança da população em profissões e organizações no Brasil, em alguns países da Europa, nos EUA, na Colômbia e na Índia. Foram ouvidas entre os dias 6 e 29 de março 18,8 mil pessoas, sendo mil no Brasil.

O maior índice de confiança nos políticos está na Índia, onde 29% dos entrevistados disseram confiar na classe. Em 2009 o patamar era de 7%.

O estudo revela que, pelo segundo ano consecutivo, os bombeiros são apontados como os profissionais mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros e 94% entre as populações do resto do mundo.

Os carteiros, com 92%, conquistaram o 2º lugar no Brasil, seguidos pelos professores dos ensinos fundamental e médio e dos médicos, que empataram em 3º lugar, com 87%.

Emissões globais de CO2 caem, mas disparam na China

Dados divulgados na quarta (09.06) mostram que as emissões chinesas de dióxido de carbono pelo uso de combustíveis fósseis subiram 9% em 2009, contrariando a tendência global de queda, o que deve aumentar a pressão sobre Pequim nas negociações climáticas da ONU.

As emissões chinesas de CO2 derivados de combustíveis fósseis chegaram a 7,52 bilhões de toneladas no ano passado. Já o total global registrou a primeira queda desde 1998, por causa da contração na produção industrial e no consumo de combustíveis, causada pela recessão mundial, segundo dados da empresa BP.

A China se tornou, assim, o primeiro país na história a emitir mais de 7 bilhões de toneladas de CO2 em um só ano, e se consolidou como maior emissor do mundo, depois de ultrapassar os EUA em 2008, segundo a Revisão Estatística da Energia Mundial, um documento divulgado anualmente pela BP.

A China emitiu quase 1,6 bilhão de toneladas a mais do que os EUA, cujas emissões caíram 6,5% e ficaram em 5,94 bilhões de toneladas, menor volume desde 1995.

Em termos globais, as emissões caíram 1,1% em relação ao recorde de 2008. Isso significa que o volume de CO2 caiu de 31,6 para 31,1 bilhões de toneladas.

As economias emergentes aumentaram sua participação em relação aos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Nos emergentes, as emissões subiram 5,3% e chegaram a 15,3 bilhões de toneladas, ou 49% do total global.

Entre os países da OCDE, houve queda de 6,2%, levando a um total de 13,5 bilhões de toneladas. Na União Europeia, a queda foi de 6,4%, com um volume total de 4,1 bilhões de toneladas.

fonte: folha.com


Biodiversidade: meta da ONU não alcançada

Estudo publicado (30/4) na revista Science, pela Universidade de Cambridge, apontou que a meta estabelecida em 2002 pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), de reduzir o ritmo global de extinção de espécies até 2010, não foi cumprida, noticiou o Estado de S. Paulo (1º/5). “Há muitos exemplos de boas iniciativas, mas, ao mesmo tempo em que cresceram os esforços de conservação, cresceram as pressões sobre os ecossistemas de uma forma geral. Uma coisa não foi suficiente para compensar a outra”, disse ao jornal a pesquisadora e conselheira do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, Valerie Kapos, que assina a pesquisa com 44 especialistas. Desde 2002, o número de espécies classificadas como ameaçadas de extinção aumentou, aproximadamente, de 11 mil para 17 mil, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

A pesquisa destacou alguns pontos positivos, como criação de áreas protegidas, aumento da área de florestas certificadas e dos investimentos em conservação da biodiversidade. Enquanto isso, a pesca predatória, as mudanças climáticas, a disseminação de espécies invasoras, o desmatamento e o consumo de recursos naturais por uma população cada vez maior e mais consumista são pontos que prejudicaram o cumprimento da meta.

A pesquisa cita o Brasil como bom exemplo, destacando a criação de áreas protegidas e redução do desmatamento na Amazônia. Entrevistado pelo Estado, o biólogo Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas, deu nota 7 para a atuação do Brasil na Convenção, afirmando que o país, “ao mesmo tempo em que cria unidades de conservação, sucumbe a pressões para mudar o Código Florestal e prorroga prazos para a recuperação de áreas degradadas”.



Filosofia Política
Ideologia Dominante
O PODER DA ALIENAÇÃO

Cutrale denunciada

O presidente da Associação Brasileira de Citricultores, Flávio Viegas, denunciou que a Cutrale, maior empresa de suco de laranja do Brasil, derruba sistematicamente os pés da fruta. Segundo o site da Agência Pulsar (4/5), Viegas contabilizou que, em 15 anos, foram derrubados 80 milhões de pés de laranja plantados por cerca de 20 mil produtores, o que dá, em média, 15 mil pés de laranja por dia, entre 1994 e 2009. A razão é a já denunciada prática de cartel, pela Cutrale com outras poucas grandes empresas do ramo. Combinando preços, as empresas chefiadas pela Cutrale obrigaram os produtores menores a destruir sua produção por uma década e meia. A denúncia foi feita em entrevista de Flávio Viegas à revista Dinheiro Rural, e reproduzida no site do MST (4/5). No site, é relembrado que, em 2009, famílias do MST acampadas em Iaras, interior de São Paulo, fizeram protesto, com a derrubada de 3 mil pés de laranja, pela retomada pela União de uma área de 2.700 hectares grilada pela Cutrale, de acordo com o Incra. “A partir disso, os meios de comunicação de massa, especialmente o Jornal Nacional, da TV Globo, criaram um escândalo para viabilizar uma CPMI contra a Reforma Agrária e legitimar a repressão às famílias de trabalhadores rurais, que foram presos e tiveram suas casas devassadas pela Polícia Militar do governo de São Paulo”, informa o texto, que também convida o leitor a uma conta rápida: a Cutrale é responsável pela derrubada de 15 mil pés por dia, durante quinze anos, contra os 3 mil do protesto dos Sem Terra. No entanto, o número da Cutrale não escandalizou.


FILOPARANAVAI © ²º1º

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