sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Com vantagem ampliada para 14 pontos Dilma se distancia de seu oponente e pode ser eleita domingo próximo a primeira mulher presidente do Brasil.

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Sexta, 29.10.2010




ELEIÇÕES 2010 PESQUISAS
Ibope:
Dilma tem 57% dos votos válidos e abre 14 pontos de vantagem sobre Serra
Atualizado em filoparanavai às 21:09 28.10.2010
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.

Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.

Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.

As informações são do G1

TSE suspende o “telemarketing da calúnia" contra Dilma
Atualizado em filoparanavai às 07:30 29.10.2010

A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar que suspende imediatamente o serviço de telefonia, realizado pela empresa Transit do Brasil S/A, em favor da candidatura do tucano José Serra. O serviço de telemarketing, denunciado nos últimos dias por vários eleitores, divulgava informações caluniosas contra a candidata Dilma Rousseff.

Eleitores e eleitoras de vários estados vêm recebendo diariamente ligações telefônicas com propaganda negativa contra a candidata Dilma Rousseff. O "telemarketing da calúnia" foi denunciado no começo do mês por meio de uma reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Trata-se de um novo procedimento dos adversários de Dilma, que espalharam uma série de boatos por e-mails e panfletos contra a candidata nos últimos meses.

Segundo o parecer, "a medida cautelar é necessária e premente, haja vista que tal propaganda irregular poderá causar estragos sem precedentes sobre a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores".

Os principais temas tratados na ligação dizem respeito ao aborto e ao caso Erenice Guerra. Segundo os telefonemas caluniosos, a candidata Dilma Rousseff seria a favor de que mulheres façam aborto, corrupta, chefe de quadrilha, outros termos.

fonte: redebrasilatual

CNT/Sensus: Dilma dispara na preferência do eleitorado
Atualizado em filoparanavai às 11:20 27.10.2010

A candidata Dilma Rousseff (PT) tem 51,9% dos votos contra 36,7% recebidos por José Serra na corrida presidencial, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira. Os votos brancos, nulos e indecisos somam 11,5%. Se contados apenas os votos válidos (sem os nulos, brancos e indecisos), Dilma tem 58,6% dos votos e Serra, 41,4% - uma diferença de 17,2 pontos percentuais.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou menos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios, com a realização de duas mil entrevistas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 37.609/2010.

Na pesquisa espontânea, em que o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Dilma recebeu 50,4% dos votos e Serra, 35,7%. Os brancos, nulos e indecisos somam 13,5% na espontânea. O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi lembrado por 0,2% dos eleitores e 0,3% também mencionaram nomes de outros candidatos que não estão na disputa.

A última edição da CNT/Sensus, divulgada dia 20 de outubro, apontou que Dilma receberia 46,8% dos votos na disputa em segundo turno com Serra, contra 41,8% para o tucano. Os votos brancos, nulos e indecisos somariam 11,3%.
Fonte: redebrasilatual


Pesquisa Datafolha, vantagem da petista cresce
Atualizado em filoparanavai 27.10.2010 às 07:09

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou em um ponto percentual sua vantagem sobre o adversário do PSDB, José Serra, aponta levantamento do instituto Datafolha divulgado nesta terça-feira (26). A petista recuou de 50%, em pesquisa realizada na última sexta, para 49% das intenções de voto e estaria eleita se o pleito fosse hoje. Em 10 de outubro, ela tinha 48%, recuando para 47% em pesquisa divulgada no dia 15.

Serra também viu seu percentual oscilar para baixo. Na comparação com o levantamento anterior, o tucano passou de 40% para 38%. Nos dois primeiros levantamentos divulgados pelo instituto no segundo turno, ele aparecia com 41%.

Na contagem dos votos válidos - excluindo votos brancos e nulos e os eleitores indecisos -, a petista manteve a diferença de 12 pontos sobre o tucano. A petista permaneceu com 56%, enquanto Serra seguiu com 44%.

Vox Populi: Dilma mantém diferença de cerca de 10 pontos percentuais
Atualizado em filoparanavai à 07:14 27.10.2010

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, caiu dois pontos percentuais na pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta segunda-feira, dia 25. No entanto, sua vantagem sobre seu adversário, o candidato do PSDB José Serra, não diminuiu de forma significativa, uma vez que ele também apresentou queda neste levantamento, de um ponto percentual, na comparação com a pesquisa anterior.

Considerando a série de pesquisas realizadas desde o início do segundo turno, Dilma começou com 48%, subiu para 51% e depois recuou para 49%. Já Serra apresentou no primeiro levantamento, divulgado dia 13 de outubro, 40%, caindo para 39% e para 38% nesta pesquisa.

Vale observar que o número de indecisos subiu três pontos percentuais entre a pesquisa atual e a pesquisa anterior, divulgada dia 19 de outubro. O índice de indecisos passou de 4% para 7%.

fonte: eband.com

Na USP, ato pró-Dilma destaca diferença de projetos

Segundo Marilena Chauí, José Serra não tem "respeito pela dignidade do sagrado e pelo ecumenismo religioso"


Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual Publicado Redebrasilatual em 26/10/2010, 10:55
Última atualização em filoparanavai 26.10.2010 às 12:40


A diferenciação de projetos políticos e a construção de uma força suprapartidária para eleger a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, dominou os discursos na noite da segunda-feira (25), na capital paulista. O ato convocado por professores universitários, estudantes e intelectuais reuniu perto de 2 mil pessoas, no prédio da História e Geografia da USP, e foi marcado por sérias críticas à política educacional do governo do PSDB e à campanha eleitoral do candidato José Serra, classificada de "obscura" e "obscena".


Ato na USP reuniu grande número de estudantes, professores e funcionários em apoio à candidatura Dilma Rousseff (Foto: Alci Matos/Divulgação)


Primeiro a discursar, o filósofo e professor universitário Vladimir Pinheiro Safatle alertou o público para as consequências da incapacidade de perceber as diferenças entre os projetos do PT e do PSDB para o futuro do país. "Isso indica a incapacidade de pensar sobre política". O pesquisador criticou a aliança do PSDB no segundo turno com setores mais reacionários da igreja e da direita e avisou: "o Brasil pode esperar o pior". "O candidato para se impulsionar fez alianças com setor mais reacionário da igreja e da direita", detectou.

Na mesma linha, Heloísa Fernandes, filha de Florestan Fernandes, relatou que se seu pai estivesse vivo, certamente estaria na USP para marcar posição pró-Dilma. "Se vivo fosse ele estaria no meu lugar falando para vocês", afirmou em meio a aplausos do público.

Heloísa lembrou o que cada candidato disse publicamente sobre os movimentos sociais e que suas manifestações demonstram a diferença entre projetos. Ela analisa que Dilma demonstrou respeito pela ação e pelas pautas dos movimentos sociais, enquanto Serra avalia que o movimento social não pode ter atuação política. "Se Serra vencer será sem orgulho. Dilma, se vencer, será a primeira mulher presidente do Brasil e terá muito do que se orgulhar", citou.

Lizete Arelaro, diretora da Faculdade de Educação da USP, enfatizou a dificuldade de José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, em lidar com a educação e com os movimentos sociais ao lembrar da invasão do campus da universidade pela Polícia Militar em 2009. "Eu gostaria de lembrar que o primeiro ato de José Serra quando foi prefeito de São Paulo foi terceirizar creches, a cultura, esporte e saúde".

A diretora também criticou as ações da Secretaria Estadual de Educação que distribuiu "jornalzinho" e apostilas orientando como os professores deveriam se portar em sala de aula, com indicação de frases e comportamentos. "O professor entra na sala de aula, diz bom dia e sorri", cita a professora universitária. Para Lizete, o governo Serra foi marcado por privatizações "por dentro" do estado.

Celso Antonio Bandeira de Mello, professor de Direito da Pontificia Universidade Católica (PUC-SP) criticou o que chamou de "baixeza e campanha vil", do PSDB. Para Mello, os veículos de comunicação da grande mídia comercial só souberam rosnar e destilar ódio, baixeza e indignidades contra Dilma. O professor deu ênfase ao sofrimento de Dilma durante a ditadura. "Ela deu testemunho com seu sangue, sua coragem, seu amor na luta contra a ditadura."

Sem luz

Gilberto Bercovici, professor da Faculdade de Direito da USP, lembrou a falta de recursos das universidades federais no governo Fernando Henrique Cardoso. "As federais não tinham dinheiro para pagar a conta de luz", descreveu. Ele denuncia que há políticos que têm desprezo pela universidade pública, "embora posem de intelectuais". Bercovici também criticou o "obscurantismo ressuscitado dos porões da direita brasileira", durante a campanha eleitoral.

Milton Luna, ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) citou sua experiência à frente da UFScar, durante a gestão de FHC, quando faltavam recursos para pagar as contas e para investimentos em expansão das atividades. Luna também condenou a lei que impediu a expansão das escolas técnicas no governo tucano.

Para ele, a gestão de Fernando Henrique na educação foi marcada pela submissão ao Banco Mundial que "pedia que deixasse de investir em pesquisa e tecnologia" e privatizasse a educação.

Esforço suprapartidário

O professor e escritou Alfredo Bosi discursou em nome do suprapartidarismo e condenou a desmemória extraordinária da população. Segundo Bosi, Dilma "pagou duas vezes o preço pela causa democrática". A primeira vez quando foi presa e torturada durante a ditadura militar e agora, pela segunda vez, quando "marqueteiros venais e a imprensa marrom do papel couché" passaram a atacá-la sistematicamente. Ele acredita que Dilma "encarna um projeto social forte e dinâmico".

Bosi também foi enfático nas críticas quanto ao uso da religião com motivação eleitoral. "A direita está abusando da crença religiosa e convertendo em moeda de troca eleitoral. É uma prática ignóbil do sentimento sagrado", disparou. Ele analisa que as demonstrações de conservadorismo revelam que liberais só permanecem no centro enquanto não são confrontados. No momento da disputa política, eles "derrapam para a direita".

O senador Eduardo Suplicy participou do ato e emocionou a plateia ao descrever o depoimento de Dilma Rousseff, em 2008, quando era ministra-chefe da Casa Civil e foi convocada pelos partidos de oposição ao governo para falar sobre possível levantamento de gastos pessoais de FHC e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Além de justificar que o levantamento era pedido do Tribunal de Contas e não ação política, Dilma atestou sua coragem, segundo Suplicy, ao ser coagida pelos deputados sobre a veracidade de seu depoimento e contar que na ditadura foi presa e torturada aos 19 anos e mentiu para que amigos não fossem mortos. Dilma afirmou que o fato ocorreu durante a ditadura e que na democracia, a verdade dos fatos deve prevalecer. "Naquela ocasião eu não falei tudo que eu sabia, porque seria a morte dos meus companheiros. Hoje estamos vivendo numa democracia e o que eu falo é a verdade", narrou com voz embargada Suplicy sobre o depoimento de Dilma, que ela acompanhou pessoalmente.

O senador fez um forte apelo aos militantes do PT para que a reta final da campanha transcorra em paz. "Vamos criar um clima de paz e democracia pra valer".

Integração de programas

A filósofa e professora universitária Marilena Chauí defendeu os programas sociais do governo Lula e condenou as críticas ao Bolsa-Família. "O PSDB diz que são esmolas."

Para a filósofa, os programas sociais criaram um novo panorama em que as mulheres são protagonistas. Ao serem as titulares de programas sociais, as mulheres cuidam da família e com o que sobra trabalham em cooperativas, melhoram a situação não só de quem está à sua volta mas de toda uma comunidade, ensina. "As mulheres ocuparam um lugar na história como nunca dantes no Brasil", afirmou.

Marilena enfatizou a conexão entre os programas do governo federal. "Há integração nas ações sociais, no plano econômico e na educação", explica. A principal mudança implantada por Lula, ela avalia que foi a forma de ver o país e os brasileiros. "O governo mudou a direção do olhar do Brasil."

A filósofa destacou a importância das eleições de 31 de outubro para o futuro do país e especialmente na área educacional e tecnológica. "A diferença nas áreas de ciência e tecnologia são impressionantes no governo Lula". Mas, lamentou a posição conservadora de alguns professores da USP. "Com todas essas mudanças é espantoso conversar com os professores da USP".

Marilena alertou o público para uma possível articulação de ações violentas para incriminar o PT nos últimos dias do pleito e comparou o caso a um novo episódio "Abílio Diniz agora".

Na visão da professora universitária, a campanha tucana passou do deboche do primeito turno para a obscenidade do segundo turno. Ela também criticou os santinhos distribuídos pelo candidato José Serra com a imagem de Jesus Cristo associada à sua campanha. "Nenhum respeito pela dignidade do sagrado e pelo ecumenismo religioso", disparou.

"Isso é obsceno em termos da nossa memória. Quando eu vi José Serra trazendo pela porta da frente com pompa e cerimônia a Opus Dei e a TFP (a Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade) que foram os dois grandes pontos da ditadura militar, isso é uma afronta, um escárnio da nossa memória", encerrou aplaudida de pé pela plateia.

O professor Antonio Candido enviou nota em que apoia o governo Lula por manter o país nos trilhos. Dalmo Dallari não compareceu, mas em sua mensagem citou que viajando pelo país é possível ver "como a mudança no campo dos direitos humanos é gigantesca".

Adolfo Hansen, Flávio Aguiar de Berlim, Laura de Mello e Souza tiveram suas declarações de voto lidas para a plateia.




A palhaçada da semana

por Lucio Lopes Atualizado em filoparanavai 23.10.2010 às 19:00
O candidato à presidência da República, que é apoiado pela elite podre - rica e preconceituosa - do Brasil, chegou ao ápice do ridículo. Querendo se aproveitar de uma bolinha de papel e diante do confronto natural entre cabos eleitorais exaltados - a campanha do candidato, com o apoio da toda poderosa Globo e Revista Veja, quer convencer a sociedade que foi mais do que uma bolinha de papel. Acertaram também, claro, alguém de mira muito boa, a careca do candidato com um rolo de fita crepe. A Globo precisou contratar um perito para provar isso com uma imagem ofuscada e manipulada (entre tantos jornalistas e fotógrafos presentes precisaram de uma imagem de má qualidade), que segundo outros peritos, conforme atesta o blog "Conversa Afiada" (www.conversaafiada.com.br/) são realmente manipuladas. Estamos a uma semana das Eleições e o candidato da elite podre deste país insiste em denegrir a imagem da candidata - fugindo veementemente do debate entre os dois projetos-modelos de governo em disputa. O do Estado Social de Lula e o do Estado Mínimo de FHC. A vitória da candidata será histórica, caso ocorra, pois será a vitória da verdade, será a vitória da Mulher contra a cultura machista que impera no Brasil, será a vitória contra a ignorância e o preconceito, será a vitória contra movimentos religiosos retrógados que usam panfletos mentirosos, associando Dilma a imagens de fetos mortos, na tentativa de prejudicar a imagem da candidata. Será a vitória da DEMOCRACIA, será a vitória do POVO, sobretudo do povo pobre deste país.

A palhaçada protagonizada por Serra repercutiu na imprensa internacional, o jornal El Clarín, de Buenos Aires, por exemplo, tirou um sarro - literalmente dizendo - da cara dos brasileiros.

Referindo-se à farsa da “agressão” sofrida pelo tucano com uma bolinha de papel, assim anotou, a certa altura, o tradicional diário portenho:

“A los 20 minutos, el candidato recibió una llamada en su celular. Y ahí vino la sorpresa. Inmediatamente el ex gobernador puso cara de intenso dolor y alguien le alcanzó hielo para el supuesto hematoma. El show continuó con una ida al hospital Samaritano donde las primeras declaraciones de los médicos fue que el candidato no presentaba lesiones externas. Y menos aún internas, según demostró una tomografía .

No podía ser de otro modo, ya que no se conocen casos de rollitos de papel que hayan provocado daños similares al del impacto de una piedra”. (confira o post orignial: http://www.clarin.com/mundo/america_latina/picardia-Serra-salio-mal_0_358164279.html)
( traduzindo - Não podia ser diferente, já que não se conhece casos de bolinhas de papel que tenham provocado danos similares ao do impacto de uma pedra. Nossa, que micão.

Observação: Le Monde de Paris, El País de Madri, e outros seguiram a mesma linha "sarrista" para os deprimentes "serristas".


Eleitores e eleitoras de vários estados vêm recebendo diariamente ligações telefônicas com propaganda negativa contra a candidata Dilma Rousseff. Ontem, os advogados da coligação Para o Brasil Seguir Mudando entraram com um requerimento para abertura de inquérito na Polícia Federal, que vai apurar as denúncias e apontar os eventuais responsáveis.

A intenção é identificar os responsáveis pelo serviço de telemarketing, cuja ação configura crime eleitoral por conta das calúnias e difamações ditas nos telefonemas. Até agora, a campanha de Dilma recebeu dezenas de denúncias sobre ligações para vários estados, entre eles Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Todas as pessoas informaram que o número de telefone que faz as ligações tem código 48, da região de Florianópolis (SC).

O "telemarketing da calúnia" foi denunciado na semana passada por meio de uma reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Trata-se de um novo procedimento dos adversários de Dilma, que espalharam uma série de boatos por e-mails e panfletos contra a candidata nos últimos meses.
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Como DENUNCIAR

Entre em contato com a central antiboato da campanha pelo e-mail espalheaverdade@dilmanarede.com.br ou pelo telefone (61) 4062- 0808, de Brasília.

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Voltar ao Estado Mínimo ou continuar no Estado Social: eis a questão. Para onde vamos?

Artigo Livre de autoria Prof. Lucio Lopes
Atualizado em filoparanavai às 16:50 19.10.2010





"A alma da fome é política!" A afirmação de Herbert José de Souza - o Betinho - nada tem de enigmática. Ela ilustra exemplarmente uma vida de lutas, de empenho e de trabalho pela cidadania e pela vida.


No próximo 31 de Outubro, vamos decidir o que queremos para os próximos 4 anos do Brasil. É mais do que decidir por Dilma ou Serra; é mais do que decidir por PT ou PSDB; é decidir se queremos voltar ao ESTADO MÍNIMO iniciado por Collor e aprofundado por FHC - podendo continuar em um eventual governo Serra, e/ou continuarmos aprofundando o ESTADO SOCIAL iniciado por Lula e, que pode ter continuidade com Dilma.

FHC seguindo o Consenso de Washington e a Cartilha do FMI levou o Brasil a um estado de depredação total do patrimônio público. Privatizações de Empresas Públicas a preço de "bananas" e, negociações viciadas de desvios e favorecimentos - que na verdade nunca tiveram as investigações aprofundadas nem pelo governo FHC, porque não tinha interesse algum nisso e, nem mesmo no governo Lula, por falta de uma maioria no Congresso que suplantasse os deputados e senadores clientelistas, fisiologistas e os de direita que fizeram oposição ao governo do "torneiro mecânico". O Brasil deixou de investir em saúde, educação, infraestrutura, etc. Desemprego, perda do poder aquisitivo do salário, inflação, endividamento interno e externo. Enfim, oito anos que não quero de volta nem em sonho.

Eu era um simples e humilde universitário, nas salas da UFPR, na segunda metade da década de 90 quando FHC colocava em prática seu plano de "sucatear" as federais para justificar a privatização e terceirização das mesmas. Cortes nos recursos para bolsas aos pesquisadores, ausência de concursos públicos, perdas salariais para os professores, etc. Resultado: debandada dos doutores, substituição com professores "mal preparados" temporários, nem o lixo era recolhido dos prédios da UFPR e greve, muitos meses de greve. Eu sei na pele o que foi este tempo de trevas.

O Brasil que sonhei desde minha militância nos idos tempos dos grêmios estudantis, quando ainda a juventude tinha sonhos coletivos e coragem para ir às ruas gritar e exigir direitos negados pelo Estado, era representado por Lula.

Em 1989, o sonho (a utopia de um Brasil mais justo), estava mais próximo de ser realidade. Só que as elites que dominam o poder econômico, a mesma que hoje ataca Dilma, mais uma vez conseguiram abortar este sonho e, utilizando-se, principalmente da Globo, que aqui no Brasil, como toda a grande mídia é dominada por uma dezena de famílias que disseminam a ideologia dominante perpetuada no senso comum.

Lembro-me quando do segundo ano do mandato de Collor começaram a surgir as primeira denúncias de corrupção contra ele, o caçador de marajás, político produzido no laboratório da elite podre deste país que perpetua as desigualdades sociais, eu e uma dúzia de garotos e garotas do PCdoB fazíamos distribuição de panfletos já com o "Fora Collor", "Fora FMI", na rua das flores de Curitiba - próximo à praça Osório.

O caçador de marajás se revelou um formador de quadrilha, tendo PC Farias como tesoureiro. Em dois anos, graças ao desmonte da máquina estatal, que foi desarmada para não reagir ao assalto, foi montado um dos mais complexos sistemas de roubo de dinheiro público de que se tem notícia em nossa história.

O primeiro ato do movimento "Pela Ética na Política" aconteceu em Curitiba,;não me lembro o dia, mas não me esqueço do evento. Cheguei no centro de convenções de Curitiba, na Barão do Rio Branco, três horas antes tamanha era minha ansiedade em ver o Lula, ex-candidato à presidência da República. Lá estariam Roberto Requião, Amazonino Mendes, Franco Montoro, entre outros. Quando Lula entrou nas dependências do Centro de Convenções o prédio tremeu e era uma só voz a saudar o nosso líder, o guardião, o ícone de nossos sonhos.

As vozes foram ouvidas em todos os cantos e recantos do território brasileiro e, como um contágio geral levou milhares, milhões, de adolescentes, de jovens, de adultos, às ruas do país e todos pedindo a mesma coisa: "Fora Collor!"

E não deu outra, ele caiu. Mas a velha elite conseguiu eleger FHC e o sociólogo que apenas um bom teórico, não foi capaz de ouvir o povo, não foi capaz de governar para o povo, comeu nas mãos dos ricos tanto quanto estes quiseram. Vendeu nossas riquezas, sucateou oEstado e abandonou o povo à miséria: tanto que o Brasil passou a ter ampliado um mapa já horroroso, o da fome crônica - contra o qual levantou-se outro profeta, o Hebert de Sousa (nosso líder Betinho).

Passou as trevas de FHC e veio a primavera de Lula. Depois de 500 anos ,o Estado começou a cumprir com seu papel de diminuir as desigualdades sociais - conforme exige o artigo III de nossa Carta Magna. O Estado foi recuperado, fortalecido, passou novamente a se ocupar do povo e, de Estado Mínimo passamos à experiência do Estado Social. Mais investimento na educação, mais investimento na agricultura, mais investimento na saúde, mais investimento em infraestrutura geral... Enfim, um novo tempo que o Brasil começou a trilhar. São infindáveis as conquistas nestes 8 anos de Lula e muitas são as fontes onde poderemos confirmá-las. O Brasil é outro, nós brasileiros e brasileiras, somos outros, hoje, com o orgulho de ser o que somos.

Vem agora a vez de uma mulher, que eu oro a Deus para que ilumine as mentes e corações de nosso povo para que lha possibilite chegar à presidência. Mais uma vez as elites vêm querendo abortar este sonho. A vitória de Dilma será a vitória da democracia, será a vitória do povo, será a vitória contra a ignorância, será a vitória contra o preconceito, será a derrota desta elite que sempre dormiu e acordou olhando para seu próprio umbigo.

O Brasil é um dos países mais desiguais socialmente da América do Sul. E a América do Sul é um dos continentes mais desiguais do mundo. Não falta riquezas naturais, falta "coração" aos que exploram nosso povo em seu proveito próprio.

Em suma, para terminar, repito aqui as palavras que uma vez ouvi de Betinho: " sobrevivente de muitas caminhadas, estou nessa. Não creio no Estado como solução, creio na sociedade. Não creio no poder, creio na liberdade. Não creio nos que se acomodam e desistem. Creio nos que pensam e agem em função do futuro e da felicidade de todos.

Que bom estar vivo para ver o que estou vendo nas ruas de meu país!"

biografia: Herbert José de Souza (Betinho)
(Sociólogo brasileiro)
3/11/1935, Bocaiúva (MG)
9/8/1977, Rio de Janeiro (RJ
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Uma seleção brasileira da arte e do pensamento
Atualizado em filoparanavai às 18:33 18.10.2010

O Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, não escapou de seu destino. Fundado em 1966, foi palco da resistência à ditadura militar protagonizada pela classe artística e intelectual brasileira. No 18 de outubro de 2010, os personagens voltaram ao palco para mais um ato: resistir ao retrocesso dos tucanos. Com Dilma Rousseff, mestres da literatura e da música, artistas e filósofos defenderam a dignidade reconquistada, a reconstrução do Estado e a soberania nacional.

“É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o manifesto de artistas e intelectuais pela eleição de Dilma.

Estava lá o arquiteto Oscar Niemeyer, com a sabedoria de quem tem um século de vida. Num canto do palco, Ziraldo. Ao seu lado, Hugo Carvana. Chico Buarque dominou a timidez para declarar seu apoio a Dilma, “mulher de fibra, com senso de justiça social”. Para o músico, o governo Lula não corteja os poderosos de sempre.

“Fala de igual para igual com todos. Nem fino com Washington, nem grosso com a Bolívia. Por isso, é respeitado no mundo inteiro como nunca antes na história desse país”, afirmou o criador de "A banda", arrancando risos da plateia.

Deixa a Dilma me levar

Alcione, Margareth Menezes e Lecy Brandão foram as primeiras a chegar. Zeca Pagodinho não foi, mas mandou dizer que está com Dilma. Beth Carvalho empolgou e cantou: “Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu.”

O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos levou um manifesto dos advogados. Ganhou um beijo de Dilma. As ausências da economista Maria da Conceição Tavares, do filósofo Frei Betto e da psicanalista Maria Rita Kehl foram sentidas, mas suas assinaturas estavam no manifesto.

Duro, o escritor Fernando Morais bateu nas privatizações feitas pelo PSDB. “Estou com a Dilma porque sou brasileiro e quero o Brasil nas mãos dos brasileiros. Eu sou contra a privatização canibal que esses tucanos fizeram e sei o mal que o José Serra pode fazer para o Brasil.”

Vencer a mentira

Mais suave, mas não menos contundente, o filósofo Leonardo Boff disse que o PSDB faz políticas ricas para os ricos e políticas pobres para os pobres. “A esperança venceu o medo. Agora, a verdade vai vencer a mentira.”

Eram tantos com Dilma, que o sociólogo Emir Sader comentou: “Uma pena o Maracanã estar em reforma.” Ele tem uma avaliação muito a respeito do que está em jogo no segundo turno. "A alternativa a Dilma é obscurantismo, a repressão, o caminho do fascismo", disse, se referindo aos tucanos do PSDB de José Serra.

A candidata à presidência reconheceu nos artistas e intelectuais presentes no ato político as músicas e os livros que marcaram sua vida. No discurso, falou do orgulho que sente das derrotas que sofreu. Ganhou, por outro lado, a capacidade de resistir.

“Quem perde, ganha uma grande capacidade de lutar e resistir. Disso, uma geração não pode abrir mão. Eu tenho muito orgulho das minhas derrotas, que fizeram parte da luta correta”, afirmou Dilma.

Seguir mudando

Hoje, Dilma se orgulha da transformação vivida pelo Brasil nos últimos oito anos. Pelo menos um tabu foi quebrado: era impossível crescer e distribuir renda. “Mudamos a trajetória deste país. Não foram mudanças pontuais.”

Uma delas, segundo a candidata, refere-se ao gasto social. “Hoje, o Estado dá subsídio direto para a população. Faz isso na casa própria e na luz elétrica”, ressaltou Dilma.

Para ela, as mudanças nos gastos sociais combinadas com a geração de emprego permitiram que 28 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Mas Dilma quer mais: “O meu compromisso é erradicar a pobreza no Brasil. Ninguém respeita quem deixa uma parte de seu povo na miséria”.

Outro compromisso é dar a riqueza do pré-sal aos brasileiros e não entregá-la “de mão beijada” para as empresas estrangeiras. “Nós temos de ter memória. Também está em questão nesta eleição o que eles farão com o pré-sal”, alertou Dilma. Ela prometeu não errar. E decretou: “Mulher sabe, sim, governar.”

A plateia aplaudiu de pé o discurso de Dilma. Na saída, um jovem artista amador definiu: “Mais uma noite histórica no Casa Grande."
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Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Leonardo Boff e mais 10 mil assinaturas pró-Dilma
Fonte: Carta Capital por Ricardo Carvalho atualizazado em filoparanavai 19 de outubro de 2010 às 14:13h

Em ato público no Rio de Janeiro, a candidata encontrou-se com artistas e intelectuais

A candidata pelo PT à presidência, Dilma Rousseff, recebeu ontem no Rio de Janeiro um documento de apoio com mais de 10 mil assinaturas encabeçado por Emir Sader, Eric Nepomuceno e outros artistas e intelectuais. Participaram no teatro Oi Casa Grande o cantor e escritor Chico Buarque de Hollanda, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Fernando Morais, o teólogo Leonardo Boff, a filósofa Marilena Chauí, os cantores Alceu Valença, Elba Ramalho, Beth Carvalho, Alcione, além do governador Sergio Cabral (PMDB).

Chico Buarque e Oscar Niemeyer foram ovacionados pelas cerca de mil pessoas na plateia. O compositor elogiou a candidata e o presidente Lula: “(Dilma) vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores, garis”. Ao final do evento, Chico comentou seu apoio à candidata petista. “Dilma é uma mulher corajosa, já passou por tudo e não tem medo de nada. Conhece o Brasil a fundo, tem grande responsabilidade social e com isso vai tocar adiante o governo Lula”. Já Niemeyer, de 102 anos, permaneceu no palco durante todo o ato público.

A candidata, por sua vez, pontuou as diferenças entre sua candidatura e a de José Serra. “Nós não achamos que crescimento social é uma alegoria de mão ou um anexo. É isso que nos distingue radicalmente dos nossos adversários”.

Depois da entrega do documento, Fernando Morais e Leonardo Boff defenderam as propostas de Dilma Rousseff. “Por que Dilma? Porque sou brasileiro, sou brasileiro que ama o Brasil, que ama a Petrobras escrita com s no final, não com x. Sou um brasileiro que é contra a privatização canibal que os tucanos fizeram no Brasil. Sou um brasileiro que defende com unhas e dentes a incorporação de 35 milhões de miseráveis ao mundo das pessoas que almoçam e jantam todo o dia”, disse Morais. Já Leonardo Boff argumentou que as duas candidaturas representam propostas diferentes para o Brasil. “Eu vou votar em Dilma porque ela é a garantia da continuidade das mudanças que o Lula introduziu nos últimos oitos anos e a chance de consolidar avanços. O resgate da dignidade dos pobres, a inclusão de milhões de pessoas, no nível da população de toda a França, é uma conquista primeira na nossa história”.


Manifesto FILOSOFIA
O Brasil passa por um momento político decisivo, voltar à velha agenda neoliberal de privatizações e sucateamento do Estado: não investimento público em educação, saúde, segurança, infraestrutura, etc; terceirizações dos serviços públicos; desemprego, achatamento de salários, enriquecimento liberal dos mais ricos, etc. Ou continuarmos com o "projeto de esquerda" que deu certo, segundo artigo da mídia francesa postado neste blog, que fez do Brasil respeitado lá fora, a volta dos investimentos públicos em saúde, educação, políticas públicas, infraestrutura, geração de emprego e retomada do poder aquisitivo dos salários, etc.

Diante deste desafio que cobra de nossos eleitores muita reflexão na hora de decidir seus votos, nós professores de filosofia não negamos nossa posição clara pelo Projeto Político e Econômico que possibilitou ao Brasil um novo tempo de crescimento e distribuição de renda.


Manifesto FILOSOFIA

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República
Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.

Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo – as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.

Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.

Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.

O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia

A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.

A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.

Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.

As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião

Nos últimos oito anos – mas especialmente neste ano eleitoral – assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares – seguidos das sanções e reparos cabíveis –, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal – instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.

Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.

Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é rebaixada à mera retórica.

Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.
Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso

A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.

É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável

É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.

Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentaria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.

O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.

Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade – temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva – sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil – e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente – no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010

Professores(as) e pesquisadores(as) DE FILOSOFIA interessados em assinar o manifesto, favor enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço:
manifestoprodilma@gmail.com.
Para conferir a lista de signatários acesse https://sites.google.com/site/manifestofilosofosprodilma/home.

Confira a lista de assinaturas.
Dê um clique aqui e Acesse
(Assinatura/Filósofos/Pesquisadores)
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ATENÇÃO
Devido a vários pedidos de pessoas sem vínculo institucional na área da filosofia, decidimos criar uma petição "universal", com o objetivo de permitir que qualquer indivíduo apoie nosso manifesto original. O endereço da petição é o seguinte:
http://www.PetitionOnline.com/prodilma/petition.html
ACESSE aqui:
Manifesto pro-dilma
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OUTRO MANIFESTO


MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno
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MAIS DE 1000 JÁ ASSINARAM
Manifesto Educadores Universitários
Candidatura de Serra é retrocesso político, dizem professores universitários

Leia abaixo o manifesto divulgado por professores universitários contra a política de educação implementada pelos governos do PSDB em São Paulo e no Brasil:

Manifesto de Professores Universitários em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “trólóló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Para aderir ao manifesto envie sua autorização diretamente ao e-mail: emdefesadaeducacaopublica@gmail.com

Para ver quem já aderiu clique em http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/
Dê um clique aqui e Acesse (lista de adesões)

Que futuro para o Brasil queremos?
Atualizado em filoparanavai às 14:33 10.10.2010

Com a palavra, Leonardo Boff


Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos.

O artigo é de Leonardo Boff.

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?
É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluídos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neo colonialismo e do globo colonialismo pois sempre se atém aos ditames dos países centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele está o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

Leonardo Boff é teólogo
Fonte: Carta Maior Online – 07/10/10

Por que DILMA?
Me provoca profunda indignação as armas utilizadas pelos defensores do projeto neoliberal do candidato opositor de Dilma. Os ataques à moral da Candidata disparados por inescrupulosos internautas através de e-mails e as reportagens elaboradas e publicadas pela grande mídia defensora da candidatura neoliberal é de enojar. Por isso, abraçamos a campanha do BEM contra a baixaria, contra a mentira, contra a ignorância propagada pelo senso comum, vamos dar um BASTA!!! Contra a ignorância vamos utilizar a informação, contra o MAL vamos utilizar o BEM, contra os que se opõem ao Brasil e defendem um governo que governe apenas para os ricos, vamos defender a prosperidade para todos os brasileiros e brasileiras.
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O que está em jogo nestas eleições não são as pessoas de Dilma e nem de Serra, e sim, o futuro do Brasil. Voltar à estagnação econômica, desemprego, perda do poder aquisitivo do salário, sucateamento dos serviços públicos (especialmente saúde e educação), privatizações... Ou continuar com o Brasil do crescimento econômico, emprego, poder aquisitivo do salário, políticas públicas em favor dos mais desfavorecidos, investimentos em infraestrutura, etc. Dilma,mulher, é nossa aposta para que as conquistas do governo Lula continuem...
Acesse: http://www.dilma13.com.br/verdades

Em nome da verdade. Campanha de Dilma cria central oficial contra boataria

Desde a campanha em primeiro turno, a elite brasileira, que domina grandes órgãos de imprensa, tem alimentado uma campanha de difamação contra a candidata Dilma, do PT, impiedosa, injusta e mesquinha.

Muitas pessoas reproduzem, por exemplo, boatos divulgados intencionalmente na internet, sem o mínimo de senso crítico. O Brasil avançou! Compare os 8 anos de Lula com os 8 anos de FHC! O que está em jogo nestas eleições é: voltar às "cebolas do Egito" ou seguir adiante para a "Terra Prometida".




O Brasileiro, aquele como eu, que pertence à base da pirâmide social (POVÃO) precisa estar atento para não entregar o Brasil novamente nas mãos daqueles que estão na ponta da pirâmide. O Estado está forte e investindo em educação, saúde, infraestrutura, energia, emprego... Não podemos correr o risco de voltarmos ao tempo de inflação alta, desemprego, perda de poder aquisitivo do salário, privatizações e enfraquecimento do Estado, etc.
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Vamos combater abertamente tudo aquilo que empobrece o processo eleitoral no Brasil. Eles vão jogar sujo para que o projeto neoliberalismo impere novamente no Brasil, na pessoa do sr. Serra. A Globo, a Revista Veja, a Folha de São Paulo, o Estadão, e outros, estão a serviço deste projeto. A Revista Veja retoma os ataques à Ministra Dilma em suas próximas edições, vamos dar um basta a esta gente que se utiliza dos meios de comunicação, que são concessões públicas, para desinformar, descontruir a imagem moral de pessoas.
Atualizado em filoparanavai 20:09 / 06.10.2010
outubro 7th, 2010 Autor: Jussara Seixas
O endereço oficial na internet da campanha de Dilma Rousseff, criou uma central onde qualquer pessoa pode conferir se um boato recebido por email ou de outra forma sobre ela é verdade ou é mentira.

O endereço é esse.

http://www.dilma13.com.br/verdades
Se você ficar sabendo de outros boatos, denuncie lá no botão contato, ou na área de comentários.

Cada um precisa fazer sua parte

Denunciar na central oficial também é importante. Mas não se limite a isso, esperando que os outros façam tudo. Nossa maior força não é a militância popular, é cada cidadão exercer seu papel de garantir nossa cidadania.

Se receber email de pessoas conhecidas contendo mentiras, responda com a verdade, com seriedade e educação. A melhor forma de convencer algum amigo de boa vontade, mas que esteja mal-informado, é com seriedade e educação.

Faça mesmo fora do mundo virtual, nas conversas pessoais.

Se receber um email que contém crime, denuncie. Atribuir a uma pessoa crime que a pessoa não cometeu, é crime de quem acusa. Em caso de candidatos às eleições, é agravante, por que a ofensa não é apenas pessoal, mas perturbação à ordem democrática, sujeitando os criminosos a penalidades como formação de quadrilha, alarmismo, etc.

Denuncie na polícia federal:

http://www.safernet.org.br/site/
E ao Ministério Público Eleitoral (É crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor):

email:
pge@pgr.mpf.gov.br

O email é prova material do crime. Basta reencaminhar.
Quem souber como mostrar o código original da mensagem (com o ip de origem), envie estas informações também.
Prefira fazer denúncias identificadas do que anônimas.

Atenção:

Se receber um email anônimo ou vindo de lista de spam, fazendo campanha positiva ou negativa, contendo crime ou não, denuncie ao Ministério Público Eleitoral.
1) Emails de pessoa física que expressam apenas opinião ou narram fatos verdadeiros não é crime, não devem ser denunciado para não atrapalhar as investigações sobre os verdadeiros criminosos.
2) Qualquer email contendo mentiras para convencer o eleitor é crime eleitoral, e deve ser denunciado ao PGE.
3) Emails em massa vindo de sistemas empresariais, independente de ser opinião ou não, seja para fazer campanha negativa ou positiva, quase sempre é crime eleitoral (conforme os Art. 57-C, Art. 57-D e Art. 57-E da Lei Nº 12.034/2009).

Em nome da verdade
É mentira que Dilma vai fazer uma Reforma da Previdência e vai prejudicar os aposentados
Ao contrário do que os adversários e e-mails falsos dizem, a candidata jamais defendeu mudanças que levam a perdas dos aposentados

É mentira que Dilma esteja proibida de entrar nos Estados Unidos
Obama, feliz da vida, apertou a mão da nossa futura presidenta, na Casa Branca, em Washington

É mentira que o PT e Dilma defendam o aborto
Não existe “programa do PT”. O que existe é um documento com as diretrizes do 4º Congresso Nacional do PT

É mentira que Dilma tenha dito “nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória”
Dilma é católica, batizada e crismada. E onde está a tal entrevista? Alguém viu o vídeo? Ouviu a gravação? Claro que não! Simplesmente porque não existe

Fonte: Blog da Dilma e Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

FILOSOFIA POLÍTICA

'Desinformação' não serve à democracia, diz Marilena Chauí
Em entrevista exclusiva à Rede Brasil Atual, a professora de filosofia da USP aponta setores ruralistas e classe média urbana como focos de anti-Lula. Ela faz reiteradas críticas à ameaça à liberdade de expressão provocada pela concentração dos meios de comunicação

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Última atualização em filoparanavai às 13:22 10/10/2010


"Vão pintar a saracura, como diria minha mãe. Mas é isso aí. Deixa pintar a saracura que nós ficamos em pé", diz professora da USP

Marilena Chauí pensa que a velha mídia está nos seus estertores. A filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP) entende que o surgimento da internet, o crescimento das alternativas e as atuais eleições delineiam o fim de um modelo.

A professora, que deixou de escrever e de falar para a velha mídia por não concordar com a postura de vários desses veículos, entende que a imprensa tem papel fundamental para a ausência de debate de temas-chave nas atuais eleições, alimentando questões que favorecem à candidatura de José Serra (PSDB).

Ela considera que não é possível falar de democracia quando se tem o poder da comunicação concentrado em poucas famílias, sem que a sociedade tenha a possibilidade de contestação. Após ato pró-Dilma Rousseff (PT), na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da capital paulista, a filósofa manifestou à Rede Brasil Atual que os ruralistas e a classe média urbana são os setores que alimentam o ódio a Lula.

Marilena Chauí aponta, sempre em meio a muitos gestos e a uma fala enfática, que o presidente jamais será perdoado. O motivo? Combateu a desigualdade no país.

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista.

Rede Brasil Atual – O único ponto aparente de consenso entre os institutos de pesquisa é quanto à aprovação do governo Lula. Que grupos estão entre os 4% da população que consideram ruim ou péssimo o desempenho do presidente?

Marilena Chauí - É um mistério para mim. Tudo que tenho ouvido, sobretudo no rádio, em entrevistas sobre os mais diversos temas, vai tudo muito bem. Os setores que eu imaginaria que diriam que o governo ruim não são. Surpreendentemente.

Mas há dois setores que são "pega pra capar". Um é evidentemente a agroindústria, mas é assim desde o primeiro governo Lula. Eles formam esse mundo ruralista que o DEM representa. Não são nem adversários, são inimigos. Inimigos de classe.

"A classe média urbana, que está apavorada com a diminuição da desigualdade social e que apostou todas suas fichas na ideia de ascensão social e de recusa de qualquer possibilidade de cair na classe trabalhadora. Ao ver o contrário, que a classe trabalhadora ascende socialmente e que há uma distribuição efetiva de renda, se apavorou porque perdeu seu próprio diferencial. E seu medo, que era de cair na classe trabalhadora, mudou. Foram invadidos pela classe trabalhadora." – Marilena Chauí


O segundo setor é a classe média urbana, que está apavorada com a diminuição da desigualdade social e que apostou todas suas fichas na ideia de ascensão social e de recusa de qualquer possibilidade de cair na classe trabalhadora. Ao ver o contrário, que a classe trabalhadora ascende socialmente e que há uma distribuição efetiva de renda, se apavorou porque perdeu seu próprio diferencial. E seu medo, que era de cair na classe trabalhadora, mudou. Foram invadidos pela classe trabalhadora.

Rede Brasil Atual – Os trabalhadores têm reconquistado direitos e, com isso, setores do empresariado reclamam que há risco de perda de competitividade pelo mercado brasileiro.

Marilena Chauí – Isso é uma conversa para a campanha eleitoral. É coisa da Folha, do Estadão, do Globo, da Veja, não é para levar a sério. E se você for lá e pedir para provar (que perderia competitividade), vão dizer que não falaram, que foi fruto das circunstâncias. Eles sabem que é uma piada isso que estão dizendo, não tem qualquer consistência.

Rede Brasil Atual – A senhora passou por uma situação parecida à da psicanalista Maria Rita Kehl, agora dispensada pelo Estadão por ter elogiado o governo Lula...

Marilena Chauí – Não foi parecida porque não fui demitida. Eu disse a eles que me recusava a escrever lá. Tanto no Estado quanto na Folha. Tomei a iniciativa de dizer a eles que não teriam minha colaboração.

Quando li o artigo da Maria Rita Kehl, pensei mesmo que poderia dar algum problema. Como é que o Estadão deixou o artigo sair? Era de se esperar que houvesse uma censura prévia.

Agora, se você tomar o que aconteceu nos últimos oito ou nove anos, vai ver que houve uma peneirada e uma parte das pessoas de esquerda simplesmente desistiu de qualquer relação com a mídia. Outras tiveram relação esporádica em momentos muito pontuais em que era preciso se expressar publicamente.

Houve, em um primeiro momento, um deslocamento das pessoas de esquerda para o Estadão, mas um deslocamento que não tinha como durar porque o jornal não tinha como abrigar esse tipo de pensamento.

Desapareceu para valer qualquer pretensão da mídia até mesmo de se oferecer sob uma perspectiva liberal. E sob uma perspectiva democrática. É formidável que no momento em que dizem que nós, do PT, ameaçamos a liberdade de imprensa, eles demitam a Maria Rita.

O que acho, com o segundo turno das eleições de Lula e as eleições da Dilma, é que há um estilo de mídia que está nos seus estertores. O fato de que haja internet e mídia alternativa que se espalha pelo Brasil inteiro muda completamente o padrão.

Passa-se de jornais que tinham função de noticiar para jornais que têm a função de opinar, o que é um contrassenso. A busca pela notícia faz com que não se vá mais em direção ao jornal, vá se buscar em outros lugares.

Rede Brasil Atual – Em períodos eleitorais, tem sido recorrente a associação entre mídia e partidos políticos. Qual a implicação disso na tentativa de consolidação da democracia?

Marilena Chauí – Isso é o que atrapalha a democracia do ponto de vista da liberdade do pensamento e de expressão. O que caracteriza uma sociedade democrática é o direito de produzir informação e de receber informação, de modo que possa circular, ser transformada. O que se tem é a ausência da informação, a manipulação da opinião e a mentira.

Acabo de ver em um site a resposta do Marco Aurélio Garcia (um dos coordenadores de campanha de Dilma) à manchete da Folha. Como é que a Folha dá manchete falando que Dilma vai tirar a questão do aborto do programa de governo se essa questão não está no programa? É dito qualquer coisa.

"Desapareceu o compromisso mínimo com a verdade, o compromisso mínimo com a informação. É uma coisa de partido, puramente ideológica, perversa, de produção da mentira. (...) A desinformação. Isso não serve para a democracia." – Marilena Chauí


Desapareceu o compromisso mínimo com a verdade, o compromisso mínimo com a informação. É uma coisa de partido, puramente ideológica, perversa, de produção da mentira. Isso me lembra muito um ensaio que Hannah Arendt escreveu na época da Guerra do Vietnã. Ela comentava as mentiras que a TV, o rádio e os jornais apresentavam. Apresentavam a vitória no Vietnã, até o instante em que a mentira encontrou um limite tal nos próprios fatos que a verdade teve que aparecer. Ela chamou isso de crise da República, que é quando tem a mentira no lugar da informação. Ou seja, a desinformação. Isso não serve para a democracia.

Rede Brasil Atual - O governo Lula teve, internamente, a convivência de polos opostos. Talvez tenha sido o primeiro a ter, por exemplo, Ministério de Desenvolvimento Agrário voltado a agricultura familiar e dialogando com o MST e o Ministério da Agricultura, voltado para o agronegócio. O governo e o presidente se saíram bem na tarefa de fazer opostos conviverem?

Marilena Chauí - Sim. E isso é um talento peculiar que o presidente Lula tem, de ser um negociador nato. Como uma boa parte do trabalho do governo foi feita pela Casa Civil, podemos dizer que Dilma Rousseff tem a capacidade de fazer esse trânsito e essa negociação.

Rede Brasil Atual - Mas como explicar as reações provocadas?

Marilena Chauí - Duas coisas são muito importantes com relação ao atual governo. A primeira é que o governo Lula jamais será perdoado por ter enfrentado a questão da desigualdade social. Lula enfrentou a partir da própria figura dele. O fato de você ter um presidente operário, que tem o curso primário (Lula tem o ensino médio completo), significou a ruína da ideologia burguesa. Todos os critérios da ideologia burguesa para ocupar este posto (Presidência da República), que é ser da elite financeira, ter formação universitária, falar línguas estrangeiras, ter desempenho de gourmet... Enfim, foi descomposta uma série de atrativos que compõem a figura que a burguesia compôs para ocupar a Presidência. Ponto por ponto.

"Alguém tinha de vir das classes trabalhadoras para dizer o que precisa fazer no Brasil. Os governos anteriores sequer levavam em conta que isso (desigualdade social) existia." – Marilena Chauí, professora de filosofia da USP

A burguesia brasileira e a classe média protofascista nunca vão perdoar isso ter acontecido. Imagine como eles se sentem. Houve (Nelson) Mandela, Lula, (Barack) Obama, (Hugo) Chávez. É muita coisa para a cabeça deles. É insuportável. É a sensação de fim de mundo.

Tudo que fosse possível fazer para destruir esse governo foi feito. Por que não caiu? Não caiu porque foi capaz de operar a negociação entre os polos contrários. Isso é uma novidade no caso do Brasil porque, normalmente, opera-se por exclusão. O que o governo fez foi operar por entendimento. E a possibilidade de corrigir uma coisa pela outra.

Agora, há milhares de problemas que o próximo governo vai ter de enfrentar. Não podemos cobrar de nós mesmos que façamos em oito ou em 16 anos o que não foi feito em 500. Mas quando se olha o que já foi feito, leva-se um susto. A redução da desigualdade, a inclusão no campo dos direitos de milhões de pessoas, o Luz para Todos, a casa (Minha Casa, Minha Vida), o Bolsa-Família, a (geração de empregos com) carteira assinada... É uma coisa nunca feita no Brasil.

Rede Brasil Atual - A sra. faz uma avaliação muito positiva do governo. Por que essas medidas não ocorreram antes?

Marilena Chauí - Alguém tinha de vir das classes trabalhadoras para dizer o que precisa fazer no Brasil. Os governos anteriores sequer levavam em conta que isso existia. O máximo que existia era o incômodo de ver essa gente pela rua, embaixo da ponte, fazendo greve, no ponto de ônibus, caindo pelas tabelas na condução pública. Era uma coisa assim que incomodava - (diziam:) "é meio feio, né? É antiestético". O máximo de reação que a presença de classes populares causava era por serem antiestéticos. É a primeira vez que essa classe foi levada a sério.

Eles vão estrebuchar, vão gritar, vão xingar. Vão pintar a saracura, como diria minha mãe. Mas é isso aí. Deixa pintar a saracura que nós ficamos em pé.

Filósofa rasga o verbo:

Marilena Chaui: Serra é uma ameaça à democracia

última atualização em filoparanavai às 17:00 I 16.10.2010


Em entrevista gravada, em São Paulo, a filósofa Marilena Chaui fala sobre as eleições deste ano e explica por que o projeto dos tucanos é um retrocesso. Segundo ela, o candidato José Serra representa uma ameaça às conquistas sociais e econômicas alcançadas pelo governo Lula. Marilena avalia que os ambientalistas devem estar atentos no segundo turno porque Serra teve votação maior em regiões de desmatamento e do agronegócio.

confira a entrevista:
Dê um clique aqui e Acesse
(filósofa rasga o verbo)



Dilma adverte Serra sobre campanha de calúnias
Última atualização em filoparanavai 00:31 11.10.2010

No primeiro debate entre os candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, a candidata Dilma Rousseff advertiu seu adversário do PSDB, José Serra, sobre a campanha que tenta atingir sua candidatura com calúnias e difamações.

Dilma lembrou a acusação sem provas de envolvimento de sua campanha com a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB, o que levou Serra a responder um processo na Justiça por calúnia e difamação.

“Você tem de ter cuidado para não ter mil caras, Serra, porque a última mentira e calúnia contra mim ocorreu no caso em que vocês diziam que a minha campanha tinha aberto sigilo. Hoje você é réu em crime de calúnia e difamação. Você está dando os primeiros passos na questão da ficha limpa”, alertou a candidata, no debate da Rede Bandeirantes.

Em 21 de setembro, o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça Eleitoral a instauração de inquérito pela Polícia Federal para que o candidato José Serra seja ouvido sobre as acusações feitas contra a campanha de Dilma Rousseff de envolvimento com a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. O objetivo do pedido é que Serra apresente provas de suas acusações que de Dilma e o PT “atentaram contra a democracia” e praticaram “jogo sujo”, “espionagem” e “chantagem”.

Para Dilma, uma candidatura à presidência da República tem por objetivo engrandecer o Brasil, discutindo valores e projetos para o Brasil. “A única coisa que seu vice, Índio da Costa, faz é criar e organizar grupos para me atingir até com questões religiosas, num país que é conhecido por sua tolerância”, lamentou.

Dilma repudiou a acusação feita pela esposa do candidato, Monica Serra, que declarou, em evento com o vice Índio da Costa. Ela disse que a candidata seria "a favor de matar criancinhas". “Acho gravíssima a frase da sua senhora. O Brasil está habituado com o processo de tolerância, em que árabes e israelenses sentam à mesma mesa. Este país não tem ódio religioso, nem étnico, nem cultural. Evangélicos e católicos estudam nas mesmas escolas. Repudio esta campanha que está sendo feita.”

Aborto

Dilma lembrou ainda que, como ministro da Saúde, José Serra regulamentou o aborto no SUS (Sistema Único de Saúde) para que as mulheres não morram por tentarem interromper a gravidez com métodos primitivos. “Estou sendo acusada de coisas que você regulamentou, como o acesso ao aborto no SUS.”

Fonte: filoparanavai e redebrasilatual

Quem é o Serra dos debates?
Atualizado em filoparanavai 12.10.2010 às 11:05
Quando entrou nos estúdios da Rede Bandeirantes para o segundo confronto com Dilma Rousseff, Serra parecia confiante. Afinal, pesquisas recentes indicavam que sua candidatura registrava uma curva ascendente. Amparado pelo confortável clima de terror criado por demotucanos, com auxílio inestimável do oportunismo de grupos religiosos partidários da teologia da prosperidade, "IN NOMINE DEI”, o massacre da adversária era tratado como favas contadas. Mas, como costuma acontecer na luta política, o açodamento voraz aumenta a voltagem de fracassos inesperados.

A adversária se mostrava surpreendentemente bem mais preparada do que no encontro anterior, disparando alguns petardos para os quais o PSDB - e a mídia corporativa que lhe apóia - não encontraria proteção adequada nem mesmo no dia seguinte. Do assessor que fugiu com R$ 4 milhões da campanha a uma possível privatização do pré-sal em um caso de vitória tucana, Serra manteve a fisionomia tensa, perdendo-se nas respostas, sem conseguir esboçar contra-ataques com os detalhes que a televisão exige. O desempenho do personagem preocupou assessores e a base social que lhe dá sustentação.

Quando perguntado sobre fatos provados, respondia com evasivas. Nem mesmo a mulher, Mônica Serra, foi capaz de defender. Foge como o diabo da cruz quando são feitas comparações entre os governos FHC e Lula. Quem tirou 14 milhões da miséria, levou 32 milhões para a classe média, criando 13 milhões de empregos? Que governo fez o Brasil crescer como nunca, libertando o país dos ditames do FMI? Quem proporcionou acesso de um enorme contingente popular às universidades, mudando a fisionomia e as expectativas educacionais de uma formação social marcada pela exclusão? Sob o manto das redações que lhe protegem, Serra é poupado de contraditórios incômodos. Quando exposto ao confronto, sobram o sorriso nervoso e as mãos trêmulas no ar.

Ficou claro, no debate de domingo.10, que Serra promete coisas sem base e silencia sobre como vai cumpri-las. Chegou o momento de mostrar, às claras, quem é o ex-governador que paga os piores salários do Brasil para os professores e policiais de São Paulo, recusando qualquer possibilidade de diálogo com representantes das duas categorias. Serra envereda pela ficção quando diz que criou os genéricos e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). E mente quando diz que tirou do papel o Seguro-Desemprego.

Nos próximos encontros, Dilma deve mostrar ao país o perigo de ter religiosos fundamentalistas dando palpite na administração pública. Precisa alertar que nas regiões metropolitanas, em comunidades carentes, além da crônica falta do Estado, os poderes conferidos a seitas e outros espertalhões aliados a uma polícia medíocre e corrupta, acabam facilitando a vida de milicianos e traficantes. O que faz soar, no mínimo, ridícula a proposta tucana de criação de um Ministério da Segurança.

É importante indicar ao eleitor que um eventual governo Serra representará um mergulho nas trevas, com direito a TFPs, Opus Dei, Carismáticos e outras denominações legislando o nascimento de um poder assentado em bases teocráticas. Sobre isso deveria refletir uma parcela da classe média. Aquela mais apegada ao consumo que à cidadania, sócia despreocupada do rentismo e do poder nos tempos neoliberais.

Gilson Caroni Filho é professor das Faculdades Associadas Hélio Alonso, no Rio

Justiça Eleitoral aceita denúncia contra Serra
Brasil Econômico - As informações são da Agência Brasil
Atualizado em filoparanavai 11/10/10 19:14

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul aceitou denúncia contra José Serra, candidato à Presidência da República pelo PSDB, por suspeita de calúnia e difamação.

A ação foi movida pelo Ministério Público Eleitoral, que entendeu que o político fez afirmações descabidas sobre o PT e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Segundo a representação do Ministério Público, o candidato afirmou, em entrevista ao jornal Zero Hora, em julho deste ano, que o PT teria ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que Pimentel teria sido o autor de um dossiê contra membros do PSDB.

No despacho, o juiz pede ao Cartório Eleitoral que requisite à Justiça Federal e à Justiça Estadual de São Paulo os antecedentes de José Serra que deverão ser remetidos ao Ministério Público para a continuidade dos trâmites do processo.

filoparanavai 2010

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