domingo, 27 de junho de 2010

CONHECIMENTOS GERAIS: arquivo/atualizações Junho/Julho_2010


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Pesquisa na AL: 75% dos brasileiros acreditam que o país está no rumo certo


Uma pesquisa realizada em 18 países da América Latina mostrou que os brasileiros são os que mais acreditam que o país e suas famílias "caminham na direção certa". A pesquisa indica que 91% dos brasileiros aprovam o rumo de suas famílias e 75% o do Brasil.

A confiança no caminho seguido pelo país está bem à frente da média regional, de apenas 45%.

Os chilenos vêm em segundo lugar com 65% de aprovação no rumo do país. Já os argentinos foram os que manifestaram maior ceticismo. Apenas 19% das pessoas entrevistadas responderam estar confiantes no futuro da Argentina.

A pesquisa foi feita entre 21 de setembro e 26 de outubro de 2009 pela Latinobarómetro, uma ONG com sede em Santiago, no Chile.

Vermelho (www.vermelho.org.br)


Ideb sobe para 4,6 e aponta melhoria na educação pública


O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu de 4,2 pontos em 2007 para 4,6 em 2009, segundo divulgou hoje (1°) o Ministério da Educação (MEC). O resultado supera em 0,4 pontos a meta prevista para o ano passado (4,2).

O indicador foi criado em 2005 e funciona como um termômetro da qualidade do ensino público. O Ideb varia de zero a dez e a meta é que o país atinga a nota 6 até 2022.

O índice é aferido a cada dois anos e há metas estabelecidas para cada período. Ele é calculado com base na nota obtida pelos alunos na Prova Brasil e dos índices de reprovação. A meta prevista para as séries iniciais do ensino fundamental em 2009 era 4,2, resultado que já foi atingido em 2007. A nota 4,6 era a meta prevista para 2011.

O Ideb atribui uma nota para cada escola, assim como para as redes municipais e estaduais, que precisam cumprir metas bienais para melhorar a qualidade do ensino. É a partir dessas avaliações que é calculada a média nacional.

O ministério também atribui um Ideb para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio. Nas séries finais do ensino fundamental, o indicador subiu de 3,8 em 2007 para 4,0 em 2009. A meta para o ano passado era 3,7.

Já no ensino médio, o crescimento foi menor. O Ideb passou de 3,5 em 2007 para 3,6 em 2009. Mas atingiu a meta prevista para o período, que era de 3,5 pontos. Na próxima semana o MEC vai divulgar o Ideb dos estados, municípios e escolas.

Agência Brasil

ELEIÇÕES 2010

Pesquisa Vox Populi confirma liderança de Dilma na corrida presidencial

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (29) pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, confirma a liderança de Dilma Rousseff, do PT, na corrida presidencial, conforme já havia apontado o Ibope na semana passada.

Segundo o Vox, se as eleições fossem hoje Dilma teria 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV).

A sondagem foi feita entre os dias 24 e 26 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

A última sondagem do instituto (feita entre 8 e 13 de maio) indicava empate técnico por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% e o tucano 34%.

Na pesquisa espontânea, Dilma tem 26% e Serra 20%.

O Vox Populi entrevistou 3 mil eleitores. O registro da pesquisa no TSE é o 16944/2010.

Nova pesquisa CNI/IBOPE - 23.06

Dilma chega a 40%, lidera corrida presidencial e venceria também no 2º turno



A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida presidencial com índices que variam de 38,2% a 40%, dependendo da lista de candidatos apresentados.

No cenário com todos os postulantes, ela tem 38,2% das intenções de voto, contra 32,3% de José Serra (PSDB) e 7% de Marina Silva (PV). No cenário em que só aparecem os três, Dilma vai a 40%, Serra a 35% e Marina a 9%.

Os dados fazem parte da pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira (23).

Em um eventual segundo turno, o cenário também é favorável à ex-ministra da Casa Civil. Dilma venceria Serra por 45% a 38% e bateria a verde Marina Silva por 53% a 19%.

Na pesquisa espontânea, Dilma também alcança a dianteira com 22%. Neste cenário Serra tem 16%, Marina Silva outros 3% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela legislação é proibido de disputar uma nova reeleição, tem 20%.

A pesquisa CNI/Ibope foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 16292/2010 e realizada entre os dias 19 e 21 deste mês. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios.
fonte: site PT

FIQUE LIGADO
Inscrições para o Enem 2010 vão de 21 de junho a 9 de julho

O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, anunciou neste final de semana que as inscrições para o Enem deste ano começam no dia 21 de junho, e seguem até 9 de julho. O anúncio foi feito durante entrevista concedida ao lado da secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci. As provas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro.
Fonte: Inep/LH


Vuvuzelas podem provocar danos irreversíveis
Sabe aquele barulho irritante que sai das vuvuzelas e que no Brasil, por imitação irracional, foram adotadas e estão nas mãos de muitas crianças? Pois é, podem provocar problemas sérios em nosso sistema biológico de audição.



Quem está acompanhando a Copa do Mundo deste ano com certeza já reclamou do barulho feito pelas vuvuzelas, instrumento tradicional na África do Sul, que está marcando presença em todos os jogos da competição deste ano. A FIFA tentou proibir a utilização desse tipo de corneta nos estádios de futebol, mas acabou acatando o argumento de que a vuvuzela faz parte da cultura esportiva africana e que sua presença é essencial para o clima animado durante as partidas. Mas será que o instrumento faz mal à saúde? Os danos podem ser irreversíveis, segundo o doutor Samir Cahali, diretor do Hospital do Servidor Público de São Paulo e membro da Sociedade Francesa de Otorrinolaringologia, em declaração feita a Radio France Internationale (RFI). Todo cuidado é pouco, então sem exageros se não puder ficar livre desse barulho infernal.

Apreensões de cocaína no Brasil crescem 21% em 2008, diz ONU

Estudo foi divulgado nesta quarta pelo escritório da ONU sobre Drogas. Cultivo de cocaína na Bolívia aumentou até 112%, mostra documento
23/06/2010 15:12 G1/Globo.com

Maior mercado consumidor de cocaína da América do Sul, com 900 mil usuários, o Brasil registrou um crescimento de 21% nas apreensões da droga entre 2007 e 2008, revela o Relatório Mundial sobre Drogas 2010 divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), na sigla em inglês.

Dados de 2008 comparados a 2007, mostram um recorde nas apreensões de cocaína na América do Sul no período: 418 toneladas em 2008 contra 322, em 2007. Países vizinhos registraram aumento de apreensões da ordem de 62% na Bolívia, 96% no Peru e 52% na Argentina. Com 600 mil usuários, o mercado de consumidores argentino é o segundo na América do Sul.

“As apreensões de cocaína na América do Sul atingiram níveis recordes em 2008, totalizando 418 toneladas - incluindo pasta base e refinada - quase um terço a mais do que o total em 2007 (322 toneladas)”, informa o relatório. “Em termos relativos, aumentos significativos também foram registradas no Peru (onde as apreensões quase duplicaram), na Bolívia (onde as apreensões aumentaram em 62%), na Argentina (51%), no Brasil (21%) e no Equador (12%). Uma exceção à tendência geral de crescimento na América do Sul foi o Chile, que registrou uma diminuição de 12%. As apreensões na Venezuela permaneceram praticamente estáveis”, segue o texto.

Editado anualmente pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o relatório é apenas atualizado com dados recentes de governos e entidades ligadas ao combate ao uso de drogas no mundo, por isso os dados de 2010 não refletem mudanças significativas em relação ao relatório apresentado em junho de 2009.

Os dados relativos ao Brasil, em sua maioria, foram extraídos de levantamento produzido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), em 2005 - daí o aumento nas apreensões de cocaína (de 2008) aparecer como destaque no relatório 2010.



Em todo o planeta, a estimativa da população que fez uso de drogas ilícitas pelo menos uma vez em 2008 gira em torno de 155 a 250 milhões de pessoas com idade entre 15 e 64 anos. “Globalmente, consumidores de maconha representam o maior número de usuários de drogas ilícitas. As substâncias do grupo das anfetaminas aparecem em segundo no consumo mundial, seguidas pela cocaína e pelos opiáceos”, diz o documento. Estimativas do Unodc apontam para a existência de algo entre 18 e 38 milhões de usuários problemáticos entre 15 e 64 anos em 2007.

No Brasil, dados de 2005 revelam que o número total de usuários de drogas tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), excluindo relacionados a álcool e nicotina, bateu na casa dos 850 mil.

Cocaína

O relatório aponta os mercados de cocaína como uma das principais ameaças globais do nosso tempo. Em termos de cultivo, entre 2008 e 2009 o documento mostra que a “área global de cultivo de coca diminuiu 5%, passando de 167,6 mil hectares, em 2008, para 158,8 mil, em 2009”: “Esta mudança deveu-se principalmente a uma diminuição significativa na Colômbia, não compensado pelo aumento no Peru e na Bolívia.”

Em 2009, a Colômbia manteve o posto de maior produtor de cocaína do mundo – um mercado que movimenta US$ 50 bilhões anuais –, representando cerca de 43% do cultivo global, acompanhada do Peru (38%) e da Bolívia (19%). As áreas onde a cocaína é produzida, traficada e consumidas variaram consideravelmente ao longo do tempo, diz o relatório.

“Enquanto traficantes colombianos têm produzido a maioria da cocaína do mundo nos últimos anos, entre 2000 e 2009, a área sob cultivo de coca na Colômbia diminuiu 58%, principalmente devido à sua erradicação”, mostra o documento. “Ao mesmo tempo, o cultivo aumentou 38% no Peru e mais do que dobrou na Bolívia (até 112%), enquanto os traficantes de ambos os países aumentaram a sua própria capacidade de produzir cocaína”, segue o texto.

Maconha

A maconha continua sendo a droga mais cultivada e consumida em todo o globo. Estimar a área global de cultivo, segundo o Unodc, "é consideravelmente mais complicado", já que a droga é produzida em quase todos os países e pode ser cultivada em locais fechados e abertos.

Uma das novidades da edição deste ano, segundo os integrantes do Unodc é o crescimento das apreensões de maconha na Bolívia, um país pouco tradicional no mercado dessa droga. “As apreensões de maconha parecem estar crescendo mais fortemente na América do Sul, em especial na Bolívia. Conforme o relatado pelo governo boliviano, as apreensões mais do que dobraram em 2008, e houve um aumento adicional de 74% em 2009”, diz o texto.

O estudo registra “aumento perceptível” no uso de maconha na América do Sul: “Cerca de 3%, ou algo entre 7,3 e 7,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 64 anos, consumiu maconha pelo menos uma vez no ano de 2008 - o que representa uma diminuição da estimativa de 8,5 milhões para 2007. No entanto, essa queda não reflete uma mudança real no consumo de maconha na região entre 2007 e 2008, mas uma revisão dos dados de 2005 informados pela Venezuela.”

O relatório mostra “diferença de gênero” e de idade no uso da droga: “O uso de maconha é menor entre os estudantes do que entre a população adulta, embora com grandes variações entre os países. Dados da América Latina e de outras partes do mundo sugerem que, quanto mais avançado o país, maior a proporção de mulheres entre usuários de drogas.”

Opiáceos

Na América do Sul, as maiores prevalências de uso de opiáceos foram relatadas pelo Brasil e pelo Chile – 0,5% da população entre 15 e 64 anos, correspondendo a 640 mil e a 57 mil usuários, respectivamente. “Em ambos os casos, os opiáceos prescritos [medicamentos a base de morfina] constituem o principal problema, enquanto o abuso de heroína continua a ser extremamente baixo. No Chile, a estimativa de 2008 (0,5%) representa um aumento em relação a 0,3% registrado em 2006”, diz o estudo.

Anfetaminas

Segundo o estudo, até poucos anos atrás, a fabricação de anfetaminas em larga escala era incomum fora da Europa. No entanto, desde 2003 e 2004, locais de fabricação têm sido cada vez mais encontrados em locais próximos aos mercados consumidores na América do Norte, no Sudeste Asiático e na Oceania. “Há agora indícios de que a fabricação esteja se expandido para novas regiões, tais como a América Latina, com relatos de fábricas ilícitas na Argentina, em Belize, no Brasil, na Guatemala, no México e no Suriname”, registra o documento.

Ainda de acordo com o texto, o primeiro laboratório de pequena escala no Brasil foi descoberto em 2008. O documento ainda relata que as autoridades brasileiras desmantelaram “um fabricante maior e mais sofisticado em 2009”, que resultou em na apreensão de 30 mil comprimidos.

“Apesar de que a fabricação no Brasil parece pequena, voltada para abastecer o mercado doméstico do sul do país, há pouca informação considerável sobre a demanda local de ecstasy na África Ocidental, deixando a Europa como o mercado significativo mais próximo para exportação”, segue o relatório.

49% dos universitários brasileiros já usaram drogas ilícitas, diz estudo

80% dos alunos de universidades menores de 18 já consumiram álcool. Levantamento ouviu 18 mil jovens nas 27 capitais brasileiras

Quase metade (49%) dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas.

O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país.

A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco. 36% já consumiram bebida em excesso (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha.

Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.

O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado.

O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno.

A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto.




Quase um quinto dos brasileiros exagera na bebida, diz ministério

Abuso do álcool é maior entre os homens, mostra estudo. Número de fumantes caiu e de obesos aumentou, afirma governo

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) pelo Ministério da Saúde aponta que quase um quinto da população brasileira exagera nas bebidas alcoólicas. Segundo dados levantados por telefone em entrevistas com 54 mil adultos, o número de pessoas que abusaram do álcool subiu de 16,2% em 2006 para 18,9% em 2009.

Para o ministério, foi considerado excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. Segundo o levantamento, no ano passado 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.

Em nota divulgada à imprensa, a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, afirma que, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), Estados Unidos (15,7%) e Argentina (14%).

“Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração”, diz.

Abuso

Apesar de altos, os números de abuso de bebida são inferiores aos recolhidos por uma pesquisa divulgada no início do ano pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ouviu 2.346 pessoas em 142 cidades espalhadas pelo Brasil entre 2005 e 2006.

Segundo o estudo, 48% dos brasileiros não costuma beber álcool, mas 28% dos entrevistados contaram tomar cinco ou mais doses por vez durante os últimos 12 meses – intervalo mais longo do que o analisado pelo Ministério da Saúde.

"O Brasil tem um perfil problemático. A maior parte do consumo é feita fora de casa. E se você consome grandes volumes fora de casa, vai ter problemas como ser atropelado, dirigir e beber, violência, homicídio", descreve o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do Uniaid (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Unifesp.

A pesquisa, que será publicada na próxima edição da "Revista Brasileira de Psiquiatria", também mostra que homens abusam mais – 40% deles são adeptos do "binge drinking", contra 18% das mulheres –, assim como os mais jovens (40%).

Segundo Laranjeira, o álcool consumido em poucas quantidades diárias não causa grandes problemas. "Mas se em vez de você beber um copo de vinho uma vez por dia, beber sete no sábado, pode ter uma gastrite, ficar hipertenso", explica.

O estudo também revelou que, dentro da população brasileira adulta, 3% bebem álcool de forma abusiva – quando ingerem mais de duas doses por dia – e 9% se revelaram dependentes de álcool.

Para reverter esse quadro, Laranjeira sugere que se cobrem mais impostos sobre as bebidas alcoólicas. "Poderia ser cobrada uma licença para venda de bebidas alcoólicas, que poderia reverter para programas de prevenção e tratamento de dependência química", sugere.

Tabagismo e obesidade

Ainda segundo o Ministério da Saúde, de 2006 a 2009 o percentual de fumantes no Brasil caiu de 16,2% para 15,5%. Em 1989, 33% da população fumava, segundo o IBGE.

Mas no mesmo período a proporção de pessoas com excesso de peso subiu de 42,7% para 46,6%. A categoria “excesso de peso” engloba sobrepeso e obesidade. Sobrepeso é a situação em que o índice de massa corporal (IMC) é igual ou superior a 25 e menor que 29. A pessoa é obesa quando o IMC supera 29. O cálculo do índice é simples: divide-se o peso pelo quadrado da altura. Por exemplo, quem tem 1,85 de altura e pesa 80 kg tem IMC igual a 23,4. (O cálculo só vale para quem tem de 20 a 60 anos.)

O percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% entre 2006 e 2009. A prevalência da obesidade entre homens quase triplica do grupo etário de 18 a 24 anos (7,7%) para 55 a 64 anos (19,9%). Quando se levam em consideração só as mulheres, o índice aumenta mais de três vezes na comparação das duas faixas etárias: de 6,2% para 21,3%.



Curitiba é a terceira capital com mais fumantes no país

Em levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, capital paranaense aparece atrás apenas de Florianópolis e Porto Alegre

Cerca de um quinto da população curitibana é fumante. Foi o que apontou uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (21). O levantamento foi baseado em entrevistas realizadas por telefone com 54 mil adultos em todo o Brasil.

A pesquisa coloca a capital paranaense como a terceira do país com o maior índice de fumantes: 19,3%. Curitiba segue a tendência das outras duas capitais da região Sul que apresentaram os maiores índices do Brasil. De acordo com o levantamento, a proporção de fumantes em Florianópolis (SC) é de 20,2% e em Porto Alegre (RS) é de 22,5%. O menor índice do país é o de Aracaju (SE): 8%.

No Brasil, o percentual de fumantes - entre 2006 e 2009 - caiu de 16,2% para 15,5%. Segundo o Ministério da Saúde, medidas como a proibição de publicidade do tabaco, a inclusão de advertências mais explícitas sobre os efeitos do fumo nos maços de cigarro e o aumento de impostos sobre o produto auxiliaram na redução do índice.

Bebida e obesidade

A pesquisa também revelou números relativos ao consumo de bebidas alcoólicas e excesso de peso no país. Segundo dados levantados, o número de pessoas que abusaram do álcool subiu de 16,2% em 2006 para 18,9% em 2009. Para o ministério, foi considerado excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres.

Neste mesmo período, a proporção de pessoas com excesso de peso subiu de 42,7% para 46,6%. Já o percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% entre 2006 e 2009.

PT é o partido preferido da população brasileira, aponta Ibope



Quase um terço da população brasileira tem preferência ou simpatia pelo Partido dos Trabalhadores. Esta é a constatação da pesquisa Ibope divulgada no último fim de semana.

De acordo com o levantamento, que também revelou um crescimento significativo da pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, 29% dos brasileiros manifestaram preferência partidária pelo PT. Por outro lado, partidos como o DEM (ex-PFL) e o PSDB contaram apenas com 1% e 6% da preferência do eleitorado, respectivamente.

Os dados, na avaliação do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do PT, demonstram que apesar do ataque constante de setores da grande mídia brasileira, o partido continua contando com a confiança dos brasileiros. "O PT é um partido muito presente na vida institucional e social do país. Esse índice de 29% poderia ser ainda maior, se não fosse a parcialidade negativa da grande mídia brasileira que, constantemente, tenta denegrir a imagem do PT", disse Berzoini.

De acordo com o parlamentar, a pesquisa desmistifica ainda uma tese equivocada de que o partido estaria envelhecendo, já que a sigla completou 30 anos de sua fundação. De acordo com a pesquisa, 28% dos brasileiros que preferem o partido são jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos. "Temos presença em todas as faixas estarias e um especial apreço pela juventude.

É bom lembrar que o Brasil é um país sem tradição partidária. A preferência absoluta pelo PT mostra que o partido está enraizado nas lutas históricas dos brasileiros", destacou.

O líder da bancada petista na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), chamou atenção para o grau de escolaridade elevado dos eleitores que preferem o PT. Segundo o levantamento, 28% do eleitorado que tem simpatia pelo partido possui ensino superior, 30% tem o ensino médio, 27% o ensino fundamental e outros 29% até a 4º série.

"Somos um partido com a maior expressão política do país. Isso demonstra que o PT é uma sigla reconhecida em todos os graus de conhecimento, escolaridade e faixas etárias", explicou Ferro.

O líder do PT acredita que a popularidade do partido deverá pesar bastante nas eleições que se aproximam. "Isto indica que temos condições de ampliar bastante a nossa bancada no Congresso Nacional e, ao mesmo tempo, eleger mais governadores, prefeitos e vereadores, além da sucessora do presidente Lula, Dilma Rousseff", avaliou. Uma pesquisa feita pelo PT há cerca de dois anos mostrou que, na época, o partido já contava com 23% da preferência da população.

fonte: (http://www.ptnacamara.org.br/)



Paraná tem 7,5 milhões de eleitores aptos a votar

Os dez maiores colégio eleitorais do Paraná estão em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais, Colombo, Guarapuava e Paranaguá.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) afirma que o Paraná tem 7,5 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro próximo.

Dos 10,6 milhões de habitantes do estado, 71% são eleitores que estão aptos a escolher novo presidente da República, governador do estado, senadores e deputados estaduais e federais.


Curitiba é o maior colégio eleitoral do Paraná com 1,3 milhão de eleitores. Os dez maiores colégio eleitorais do Paraná são as seguintes cidades:
Curitiba - 1.305.000
Londrina - 355 mil
Maringá - 250 mil
Ponta Grossa - 220 mil
Cascavel - 194 mil
Foz do Iguaçu - 185 mil
São José dos Pinhais - 163 mil
Colombo - 134 mil
Guarapuava - 117 mil
Paranaguá - 98 mil
Total: 7.550.000

fonte: blog.esmaelmoraes.com.br

Eleição deste ano terá mais de 130 mi de eleitores

A corrida presidencial ganha fôlego com a formalização das candidaturas pelos partidos. Até o dia 30 de junho deverão ser realizadas as convenções partidárias.

O registro de todas candidaturas deve ser feito até o dia 5 de julho, depois disso começa oficialmente a campanha eleitoral. Mas ela só deve ganhar fôlego total em agosto, quando vai ao ar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Veja a seguir regras e números da disputa eleitoral deste ano.

DATAS

* As eleições serão realizadas no dia 3 de outubro. Eventual segundo turno de votação irá ocorrer no dia 31.

* As datas correspondem, respectivamente, ao primeiro e ao último domingo do mês de outubro, quando, por determinação do código eleitoral, são realizadas as eleições no Brasil.

* O segundo turno irá acontecer caso nenhum candidato a presidente da República ou ao governo de determinado Estado tenha alcançado 50 por cento mais um dos votos válidos. Seguem para nova votação os dois candidatos mais bem colocados.

ELEITORADO

* Poderão votar nas eleições de outubro 134.080.517 eleitores, segundo dados de abril do Tribunal Superior Eleitoral.

* Esses números serão maiores em outubro, quando o TSE terá incluído os brasileiros que tiraram o título de eleitor até a data limite para as eleições deste ano, 5 de maio.

* São Paulo (22,41 por cento dos eleitores), Minas Gerais (10,72), Rio de Janeiro (8,56), Bahia (6,99) e Rio Grande do Sul (6,01) são os maiores colégios eleitorais. Paraná (5,63) e Pernambuco (4,63) vem em seguida.

* Desde as últimas eleições majoritárias, em 2006, até abril deste ano, houve um aumento de cerca de 6,5 por cento do eleitorado brasileiro.

* Eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no dia das eleições poderão requerer o chamado voto em trânsito para presidente da República, transferindo provisoriamente seu título para uma das capitais dos Estados.

CARGOS DO LEGISLATIVO EM DISPUTA

* Senado: Dois terços das 81 cadeiras. Este ano, 36 senadores tentam a reeleição. Cada Estado elegerá dois senadores, em eleições majoritárias --são eleitos os dois senadores mais votados.

* Câmara dos Deputados e assembleias legislativas: todos as cadeiras serão disputadas.

* O preenchimento das vagas é feito conforme os votos obtidos pelos partidos ou coligações partidárias.

* A soma de todos os votos válidos é dividida pelo número de cadeiras disponíveis na Câmara ou na respectiva assembleia, definindo as vagas a serem preenchidas pelos partidos ou coligações partidárias. Os candidatos mais votados em cada partido ou coligação preenche as vagas.

CARGOS DO EXECUTIVO

* Serão eleitos os governadores, e seus respectivos vices, dos 26 Estados e do Distrito Federal e o presidente da República, com seu vice.

* Na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão empatados com 37 por cento das intenções, segundo a última pesquisa Ibope divulgada no início de junho. Marina Silva (PV) tem 9 por cento.

fonte: gazetadopovo.com.br

arquivo/NOTÍCIAS

ELEIÇÕES 2010
NOVA PESQUISA
Pesquisa Ibope mostra Dilma e Serra empatados em 37%
EM OUTRA, PESQUISA CONFIRMA TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO
DILMA ABRE TRÊS PONTOS SOBRE SERRA
Mulher é alvo do Dia Mundial sem Tabaco
Crimes da ditadura brasileira são julgados na Costa Rica.
ÉTICA E FILOSOFIA
FILOSOFIA MORAL E DIREITOS HUMANOS
Casamento homoafetivo é sancionado pelo presidente de Portugal

PARTIDO POLÍTICO NO BRASIL ANUNCIA COMPROMISSO COM A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS
Trabalho infantil diminuiu 50% no Brasil, destaca Le Monde
DIREITOS HUMANOS: AVANÇO POSITIVO NA AMÉRICA LATINA
Deputados argentinos aprovam lei que permite casamento gay

Lugar de livro não é só na biblioteca:ferramenta importantíssima para o acesso ao conhecimento.
Frase de Monteiro Lobato: "um país se faz com homens e livros". Para ele, essa ideia pode ser ampliada. “Um país se faz com homens, mulheres, crianças, com livro e com leitura”.

ACESSE AS NOTÍCIAS SELECIONADAS E POSTADAS NO MÊS DE MAIO

Alheio à crise, setor militar mundial gasta US$ 1,5 tri em 2009
Ranking/Gastos Militares - Artigo publicado no RFI em 02 de Junho de 2010 - Atualizado em 02 de Junho de 2010


O mundo ainda tenta sair da crise econômica, mas as forças armadas não parecem sofrer com isso. Segundo um estudo divulgado nessa quarta-feira, os gastos mundiais no setor militar bateram todos os recordes no ano passado.
O aumento das despesas militares mundiais foi impusionado pelos Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia. Segundo um relatório anual publicado nesta quarta-feira pelo Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo, no ano passado, foi gasto no setor militar um total de 1,5 trilhão de dólares, cerca de 2,7 trilhões de reais.

O valor representa um aumento de 6% em relação a 2008 e de 50% em relação a 2000. Quase a metade deste dinheiro é norte-americano. O Brasil aparece na décima-primeira posição e é o país da América Latina que mais investiu no setor em 2009, 26 bilhões de dólares, 16% a mais do que no ano anterior. A quantia equivale a 1,5% do Produto Interno Bruto.

Segundo o governo brasileiro, o aumento dos gasto militares foi puxado principalmente pela compra de submarinos franceses para proteger a costa do país e as novas descobertas de petróleo no fundo do mar. A estratégia faz parte do novo plano nacional de defesa do presidente Lula. Ainda na América Latina, atrás do Brasil em termos de despesas militares, estão a Colômbia e o Chile.

De acordo com o relatório, em 2009, ocorreram no mundo 54 operações de manutenção da paz, principalmente no Afeganistão, com o deslocamento de duzentas e vinte mil pessoas, 90% militares. O custo total destas operações foi de 9 bilhões de dólares. Os gastos também incluem a luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas.


PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR:

E os milhões de humanos que morrem sem alimentos enquanto eles alimentam as armas? Destruir um navio de paz no Oriente Médio, como fez Israel, não é terrorismo? EUA pregam combater o terrorismo, eles não são terroristas? Os milhões de Iraquianos e Afegãos assassinados pelas armas norte-americanas são todos terroristas? Jogar bombas sobre inocentes não é terrorismo? Irã não pode ter arma nuclear, mas eles, os "grandes", que só assim são porque sugam as riquezas dos povos do Globo,podem? Por que nossos governos locais investem mais na segurança pública com o aparelhamento policial do que na educação? A polícia está para proteger o cidadão?

DIREITOS HUMANOS
Anistia Internacional / Violência - publicado em Maio de 2010 NO rfi - Atualizado em 07 de jUNHO de 2010

Anistia Internacional critica polícia no Brasil
Polícia brasileira trabalha com a ideia fixa de que matar é sinônimo de eficiência.


Quem ainda não sofreu abordagem por parte de policiais na rua, não sabe o quanto isto é constrangedor. Homens fardados e com armas em mãos, eles se acham super homens. Julgam as pessoas pela aparência e cor de pele, são arrogantes e grossos na maioria das vezes e, tratam todos como se fossem bandidos. Infelizmente no Brasil a polícia existe para proteger os bens materiais dos ricos e a justiça julga, na maioria das vezes, de acordo com o volume do bolso e/ou a quantia depositada em conta bancária. A polícia e a justiça deveriam proteger o POVO, pois são duas instituições mantidas com nosso dinheiro, oriundo dos pesados impostos que pagamos diretamente ou indiretamente.

Em seu relatório anual divulgado no final de maio de 2010, a Anistia Internacional aponta os abusos cometidos pela polícia no Brasil. O documento também ressalta barreiras impostas pelo exército brasileiro para obstruir as investigações sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. A entidade sediada em Londres explica em seu relatório anual que embora o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tenha anunciado em dezembro do ano passado a criação de uma comissão para investigar a tortura, os assassinatos e os desaparecimentos forçados ocorridos de 1964 a 1985, a proposta pode não obter resultados concretos por causa das pressões exercidas pelo exército. Segundo a Anistia Internacional, as forças armadas no Brasil continuam a obstruir investigações sobre os crimes cometidos pela ditadura militar.

O relatório também dá destaque às violações cometidas por forças policiais brasileiras. Segundo o estudo, no ano passado 1.048 pessoas morreram no Estado do Rio de Janeiro, e 543 em São Paulo, supostamente em confrontos com a polícia. Os números, de acordo com a Anistia, são comparáveis aos de zonas de guerra. O estudo também registra a existência de tortura, ameaças e roubos por parte da polícia. Já no que diz respeito às condições de detenção dos presos, a Anistia Internacional criticou em especial o caso do Espírito Santo.

A organização não governamental reconhece que o Brasil tem promovido reformas na segurança pública nos últimos anos, mas alega que a questão foi negligenciada pelos governos durante muito tempo e que o alcance das medidas atuais ainda é limitado. A polícia, de uma forma geral, continuaria hostil, e teria oficiais envolvidos com o crime organizado e com grupos de extermínio, informa a ONG.

Situação mundial

A Anistia Internacional ressalta que governos poderosos impedem os progressos da justiça internacional ao se colocar acima da legislação relativa aos direitos humanos, ao proteger seus aliados contra as críticas e ao agir somente quando podem conseguir benefícios políticos. Como consequência, milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de repressão e injustiças. A organização recenseou casos de tortura e outros tipos de maus-tratos em 111 países, processos injustos em 55 países e restrições à liberdade de expressão em 96 países, além da presença de prisioneiros políticos em 48 países.


Filosofia MORAL / Ética
Direitos Humanos
Brasil vai avançando, aos poucos, neste quesito fundamental para a promoção da diversidade.
STJ reconhece direito de adoção à casais Homosssexuais.


Maioria é contra adoção por casal gay no Brasil: o maior entrave continua sendo a moral fechada e engendrada pela religião cristã. Porém, a tendência é que essa matriz moral vá cedendo cada vez mais à necessidade de lidarmos com o diferente através de uma educação que tenha como paradigma o respeito à pessoa humana. Quase dois meses após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconhecer que casais homossexuais têm o direito de adotar, 51% dos brasileiros dizem ser contra essa prática. Outros 39% são favoráveis à adoção por gays.

É o que revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 21 de maio com 2.660 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As mulheres são mais tolerantes à adoção por homossexuais que os homens: 44% contra 33%. Da mesma forma que os jovens em relação aos mais velhos: na faixa etária entre 16 e 24 anos, a prática é apoiada por 58%, enquanto que entre os que têm 60 anos ou mais, por apenas 19%.


"Já é um grande avanço. Na Idade Média, éramos queimados. Depois, tidos como criminosos e doentes. O fato de quase 40% da população apoiar a adoção gay é uma ótima notícia", diz Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Ele reconhece, porém, que o preconceito é ainda grande. "Serão necessárias muitas paradas e marchas para convencer a população de que somos cidadãos que merecemos o direito da paternidade e da maternidade."

A taxa de pessoas favoráveis à adoção por homossexuais cresce com a renda (49% entre os que recebem mais de dez salários mínimos contra 35% entre os que ganham até dois mínimos) e a escolaridade (50% entre os com nível superior e 28%, com ensino fundamental).

Para a advogada Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça do RS, a tendência é que a decisão do STJ sirva de jurisprudência em futuras ações e que isso, aos poucos, motive mais pessoas a aprovarem a adoção por homossexuais.

"A maioria da população brasileira ainda é conservadora, mas já foi pior."

Entre as religiões, os católicos são os mais "progressistas": 41% se declaram a favor da adoção por homossexuais e 47%, contrários. Entre os evangélicos pentecostais, a desaprovação alcança o maior índice: 71%, contra somente 22% favoráveis.

O padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), afirma que a adoção por homossexuais fere o direito de a criança crescer em um ambiente familiar, formado por pai e mãe, e isso pode trazer "problemas psicológicos à criança".

A psicóloga Ana Bahia Bock, professora da PUC de São Paulo, discorda. "A questão é cultural. Se a criança convive com pessoas que encaram com naturalidade [a sexualidade dos pais], ela atribui um significado positivo à experiência."

fonte: folha.com
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Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar nos políticos, mostra pesquisa

Uma pesquisa da empresa GfK mostra que o índice de confiança dos brasileiros nos políticos continua baixa. Em 2010, 11% dos entrevistados disseram confiar na categoria, ante 16% em 2009. A média global caiu para 14% neste ano depois de estar em 18% no ano passado.

A pesquisa mediu o nível de confiança da população em profissões e organizações no Brasil, em alguns países da Europa, nos EUA, na Colômbia e na Índia. Foram ouvidas entre os dias 6 e 29 de março 18,8 mil pessoas, sendo mil no Brasil.

O maior índice de confiança nos políticos está na Índia, onde 29% dos entrevistados disseram confiar na classe. Em 2009 o patamar era de 7%.

O estudo revela que, pelo segundo ano consecutivo, os bombeiros são apontados como os profissionais mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros e 94% entre as populações do resto do mundo.

Os carteiros, com 92%, conquistaram o 2º lugar no Brasil, seguidos pelos professores dos ensinos fundamental e médio e dos médicos, que empataram em 3º lugar, com 87%.

Emissões globais de CO2 caem, mas disparam na China

Dados divulgados na quarta (09.06) mostram que as emissões chinesas de dióxido de carbono pelo uso de combustíveis fósseis subiram 9% em 2009, contrariando a tendência global de queda, o que deve aumentar a pressão sobre Pequim nas negociações climáticas da ONU.

As emissões chinesas de CO2 derivados de combustíveis fósseis chegaram a 7,52 bilhões de toneladas no ano passado. Já o total global registrou a primeira queda desde 1998, por causa da contração na produção industrial e no consumo de combustíveis, causada pela recessão mundial, segundo dados da empresa BP.

A China se tornou, assim, o primeiro país na história a emitir mais de 7 bilhões de toneladas de CO2 em um só ano, e se consolidou como maior emissor do mundo, depois de ultrapassar os EUA em 2008, segundo a Revisão Estatística da Energia Mundial, um documento divulgado anualmente pela BP.

A China emitiu quase 1,6 bilhão de toneladas a mais do que os EUA, cujas emissões caíram 6,5% e ficaram em 5,94 bilhões de toneladas, menor volume desde 1995.

Em termos globais, as emissões caíram 1,1% em relação ao recorde de 2008. Isso significa que o volume de CO2 caiu de 31,6 para 31,1 bilhões de toneladas.

As economias emergentes aumentaram sua participação em relação aos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Nos emergentes, as emissões subiram 5,3% e chegaram a 15,3 bilhões de toneladas, ou 49% do total global.

Entre os países da OCDE, houve queda de 6,2%, levando a um total de 13,5 bilhões de toneladas. Na União Europeia, a queda foi de 6,4%, com um volume total de 4,1 bilhões de toneladas.

fonte: folha.com


Biodiversidade: meta da ONU não alcançada

Estudo publicado (30/4) na revista Science, pela Universidade de Cambridge, apontou que a meta estabelecida em 2002 pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), de reduzir o ritmo global de extinção de espécies até 2010, não foi cumprida, noticiou o Estado de S. Paulo (1º/5). “Há muitos exemplos de boas iniciativas, mas, ao mesmo tempo em que cresceram os esforços de conservação, cresceram as pressões sobre os ecossistemas de uma forma geral. Uma coisa não foi suficiente para compensar a outra”, disse ao jornal a pesquisadora e conselheira do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, Valerie Kapos, que assina a pesquisa com 44 especialistas. Desde 2002, o número de espécies classificadas como ameaçadas de extinção aumentou, aproximadamente, de 11 mil para 17 mil, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

A pesquisa destacou alguns pontos positivos, como criação de áreas protegidas, aumento da área de florestas certificadas e dos investimentos em conservação da biodiversidade. Enquanto isso, a pesca predatória, as mudanças climáticas, a disseminação de espécies invasoras, o desmatamento e o consumo de recursos naturais por uma população cada vez maior e mais consumista são pontos que prejudicaram o cumprimento da meta.

A pesquisa cita o Brasil como bom exemplo, destacando a criação de áreas protegidas e redução do desmatamento na Amazônia. Entrevistado pelo Estado, o biólogo Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas, deu nota 7 para a atuação do Brasil na Convenção, afirmando que o país, “ao mesmo tempo em que cria unidades de conservação, sucumbe a pressões para mudar o Código Florestal e prorroga prazos para a recuperação de áreas degradadas”.



Filosofia Política
Ideologia Dominante
O PODER DA ALIENAÇÃO

Cutrale denunciada

O presidente da Associação Brasileira de Citricultores, Flávio Viegas, denunciou que a Cutrale, maior empresa de suco de laranja do Brasil, derruba sistematicamente os pés da fruta. Segundo o site da Agência Pulsar (4/5), Viegas contabilizou que, em 15 anos, foram derrubados 80 milhões de pés de laranja plantados por cerca de 20 mil produtores, o que dá, em média, 15 mil pés de laranja por dia, entre 1994 e 2009. A razão é a já denunciada prática de cartel, pela Cutrale com outras poucas grandes empresas do ramo. Combinando preços, as empresas chefiadas pela Cutrale obrigaram os produtores menores a destruir sua produção por uma década e meia. A denúncia foi feita em entrevista de Flávio Viegas à revista Dinheiro Rural, e reproduzida no site do MST (4/5). No site, é relembrado que, em 2009, famílias do MST acampadas em Iaras, interior de São Paulo, fizeram protesto, com a derrubada de 3 mil pés de laranja, pela retomada pela União de uma área de 2.700 hectares grilada pela Cutrale, de acordo com o Incra. “A partir disso, os meios de comunicação de massa, especialmente o Jornal Nacional, da TV Globo, criaram um escândalo para viabilizar uma CPMI contra a Reforma Agrária e legitimar a repressão às famílias de trabalhadores rurais, que foram presos e tiveram suas casas devassadas pela Polícia Militar do governo de São Paulo”, informa o texto, que também convida o leitor a uma conta rápida: a Cutrale é responsável pela derrubada de 15 mil pés por dia, durante quinze anos, contra os 3 mil do protesto dos Sem Terra. No entanto, o número da Cutrale não escandalizou.


FILOPARANAVAI © ²º1º

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