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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mídia_Seleções/Atualizações Agosto 2010

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ELEIÇÕES/NOVA PESQUISA

Dilma supera os 50% das intenções na pesquisa Ibope
Última atualização em filoparanavai 28.08.2010 18:15

A candidatura de Dilma Rousseff segue a marcha de crescimento sustentado nas pesquisas de intenção de votos e agora alcançou 51% (oito pontos a mais do que no levantamento anterior). Por outro lado, José Serra (PSDB) continua em queda, passando de 32% para 27%. Marina Silva (PV) oscilou de 8% para 7%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

Dilma abriu uma vantagem de 24 pontos percentuais sobre Serra. Na pesquisa anterior, eram 11 pontos. Contando os votos válidos, ela está com 59% das intenções. "A performance de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas", diz a reportagem do Estadão.
Ultrapassagem em SP

Assim como mostrou o Datafolha, Dilma já superou Serra no estado de São Paulo (42% a 35%) e atingiu o dobro das intenções de voto em Minas Gerais (51% a 25%). Estes são os dois estados com maior número de eleitores. Se surpreende o desempenho em redutos tucanos, a liderença de Dilma no Rio de Janeiro é impressionante: 41 pontos de frente em relação ao tucano (57% a 16%).

Todas as cinco regiões do país estão com Dilma na liderança da pesquisa Ibope. O destaque é o Nordeste com o triplo de votos do tucano (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%. O cenário no Sul é o mais apertado: 40% a 35%. "Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove", afirma o Estadão.

Preferida entre as mulheres

Segundo o jornal, "com boa parte de sua propaganda direcionada à conquista do eleitorado feminino - dando destaque à possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Presidência -, Dilma cresceu mais entre as mulheres (nove pontos) que entre os homens (cinco pontos)".

A taxa de rejeição à candidata petista oscilou dois pontos para baixo, mas se mantem praticamente a mesma desde junho, próxima dos 17%. No caso do candidato tucano, 27% afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese.

Fonte: Estado de São Paulo via site dilma13

DEMO-TUCANOS DESESPERADOS PASSAM AO PLANO "B" = Baixaria
Baxaria = Situação em que os limites éticos, morais ou estéticos são desrespeitados

Opinião de Lucio Lopes, atualizada em filoparanavai 27.08.2010 07:41

Aliás, do "plano baixaria" eles entendem muito bem. Basta refrescar a memória histórica e não será difícil relembrarmos esta velha tática nas eleições passadas, desde mesmo aquela de 1989: contra Lula, a história do aborto, do sequestro, do mensalão, do dinheiro na cueca, etc. Ora, por detrás dos novos demo-tucanos está a velha elite de sempre - aquela que sempre preocupou-se com seu próprio umbigo em detrimento da maioria da população. A favor deles, uma meia dúzia de meios de comunicação que sempre estiveram ao serviço dos governos ditatoriais durante o Regime pós-64 e agora ao serviço dos interesses da minoria mais rica do país. Mas não subestimem a Internet. A democracia que eles querem para eles, eles não querem para a Rede Mundial Internet, foi assim que tentaram calar vários blogs nos últimos meses, graças a Deus sem o aval da Justiça. Hoje, o contraditório pode ser acessado e assim o cidadão pode ter elementos (muita informação) para formar uma opinião crítica muito bem embasada. Sem dúvidas, a internet é um dos diferenciais mais ricos destas eleições de 2010.

Entraremos no mês de setembro e, até o dia 03 de outubro, a velha turma irá forjar uma série de factóides com a única finalidade de atingir a líder absoluta e isolada em todas as pesquisas de intenção de voto. Mas em meio a tudo isso, há o que comemorar. Há uma esperança: O amadurecimento político da população brasileira, especialmente daqueles que habitam as grandes cidades. As duas eleições do torneiro mecânico são provas incontestes disto. O povo brasileiro tem a tendência de optar pelo projeto de desenvolvimento que aí está, e é verdade o fato de que ainda temos muito o que fazer para que o Brasil cresça com justa distribuição de suas riquezas, e Dilma parece mesmo ser a opção mais acertada. 500 anos de desgoverno democrático, não se corrige em 8 anos e o trem não pode sair dos trilhos se queremos sanar este prejuízo de séculos contra os da base da pirâmide. Mas eles, não vão aceitar esta opção de bom grado, irão utilizar-se de todos os meios sujos possíveis e não possíveis. Resta saber se com isso Serra ganhará mais votos ou irá perder ainda mais votos. Pode ser um tiro no pé, aquele tiro que de uma vez por todas sepulte e encolha os demo-tucanos reduzindo-os a uma meia dúzia de rançosos políticos. Quem viver verá. Vale a pena acompanhar o desbramento dos próximos capítulos.

Dilma abre vantagem e já lidera em SP, RS e PR
Última atualização em filoparanavai 26.08.2010 19:00
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra uma ampliação da vantagem de Dilma Rousseff e uma consolidação do cenário de uma vitória já no primeiro turno. Em relação ao levantamento do último dia 20, a candidata abriu 20 pontos percentuais de frente e passou de 47% para 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu de 30% para 29%, e Marina Silva (PV) ficou estável em 9%.

Contando os votos válidos, Dilma tem 55% e venceria a eleição no dia 3 de outubro. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa tem margem de erro dois 2 pontos percentuais e foi feita nos dias 23 e 24, com 10.948 entrevistas em todo o país.

Liderança em SP e RS

Uma das grandes novidades foi a virada de Dilma em redutos eleitorais da oposição, como os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%", diz reportagem da Folha de S. Paulo.

As constantes visitas aos gaúchos também renderam bons resultados a Dilma. Enquanto ela subiu de 35% para 43% no Rio Grande do Sul, o tucano José Serra caiu de 43% para 39%. "Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano", afirma a Folha de S. Paulo.

Rejeição aos tucanos

O cenário para um eventual segundo turno é de uma vantagem cada vez mais folgada de Dilma, de 19 pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a candidata passou de 53% para 55%. Na contramão, Serra baixou de 39% para 36%.

Também positivo é o resultado na pesquisa espontânea. "Quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente", afirma a Folha de S. Paulo.

Outro dado que mostra a consolidação da tendência favorável a Dilma é a taxa de rejeição do candidato do PSDB. Se a candidata é rejeitada por 19% dos eleitores, Serra tem 29%, acima dos 27% medidos na semana passada.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.

Fonte: Agência Brasil e UOL

Em análise, Le Monde também dá vitória a Dilma
Em análise da campanha eleitoral no Brasil, o jornal Le Monde fala sobre a popularidade do presidente Lula e aponta a candidata petista Dilma Roussef como vitoriosa.

Última atualização em filoparanavai 26.08.2010 08:08


Esta não é a primeira vez que o correspondente do Le Monde no Brasil, Jean-Pierre Langellier, analisa a campanha eleitoral e o favoritismo da candidata Dilma Rousseff, 62 anos, a protegida de Lula, que, segundo as últimas pesquisas será provalvelmente eleita ainda no primeiro turno, no dia 3 de outubro.

A análise, longe de ser inédita, coincide com a divulgação de uma nova pesquisa do Instituto Datafolha. Segundo a sondagem, com 49% das intenções de voto, Dilma tem mais de 20 pontos percentuais de vantagem em relação ao rival, José Serra. Em um artigo de quase meia página, o jornalista do Le Monde volta a comentar o apoio decisivo dado pelo presidente Lula, que, depois de oito anos no poder, não pode disputar um terceiro mandato.

Mais uma vez, ele lembra que Lula deixa a presidência com um índice de popularidade de 80%, um feito histórico.

Fonte: RFI português


Jornal britânico vê Dilma com vitória nas mãos
Última atualização em filoparanavai 26.08.2010 21:43

O Financial Times publicou reportagem nesta quinta-feira (26) em que dá como praticamente certa a vitória de Dilma Rousseff (PT) na corrida ao Palácio do Planalto. O jornal britânico usa como parâmetro a pesquisa Datafolha desta quinta-feira que mostra a candidata governista com uma vantagem de 20 pontos percentuais (49% a 29%) ante o segundo colocado, o oposicionista José Serra (PSDB).

O jornal enaltece que ela construiu a liderança apoiada fortemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja popularidade chega a 79% de aprovação. A reportagam destaca ainda o fato de, mesmo no estado de São Paulo, governado por Serra até abril e onde ele esteve sempre à frente, Dilma agora tem vantagem.

De acordo com a nova pesquisa é a primeira vez que Dilma passa a frente de Serra em São Paulo com 41% contra 36% do tucano. A pesquisa mostra que se torna cada vez mais provável uma vitória em 3 de outubro, evitando a necessidade de um segundo turno.

Nesse cenário, ainda de acordo com o Financial Times, haveria continuidade das políticas econômicas e sociais no país pelos próximos quatro anos, por reduzir as chances de mudanças defendidas pelo candidato José Serra.

Fonte: redebrasilatual

Sensus amplia vantagem de Dilma para 17,9 pontos
Candidata do PT chega a 46% das intenções de voto e aumenta probabilidade de vencer eleições presidenciais no 1º turno

Última atualização em filoparanavai 24.08.2010 22:50

Nova pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e divulgada na manhã desta terça-feira (24), mostra que a corrida presidencial teve a liderança da candidata Dilma Rousseff (PT) aumentada, agora com 46% das intenções de voto. José Serra (PSDB) aparece em segundo com 28,1%, seguido de Marina Silva (PV), com 8,1% das preferência do eleitorado.

Todos os demais candidatos somados não atingiram 1% das intenções de votos – a estimativa inclui Plinio de Arruda Sampaio (PSOL). Eleitores indecisos e votos nulos ou brancos somam 16,8%.

Em caso de segundo turno, Dilma venceria com 52,9%, ante 34% de Serra. Nulos, brancos e indecisos somariam 13,2%.

Na pesquisa espontânea, em que a lista de candidatos não é apresentada aos eleitores, Dilma também aparece em primeiro lugar com 37,2% das intenções de votos. Ela é seguida por Serra, com 21,2% e Marina Silva, com 6%. Os demais candidatos também não somaram 1% dos votos.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada entre 20 e 22 de agosto, ouviu duas mil pessoas em 136 municípios e foi registrada no TSE com o número 24.903/2010.

Progressão
No levantamento CNT/Sensus anterior, do início de agosto, a diferença era de dez pontos percentuais (Dilma com 41,6% e Serra com 31,6%). Marina tinha 8,5% dos votos. Desde então, outros institutos vêm mostrando expansão da vantagem da candidata governista. O Vox Populi mostrou 16 pontos, Datafolha, 17, e Ibope, 10 pontos, sempre em favor de Dilma.

Uma nova rodada de levantamentos deve ser divulgada até este fim de semana.

fonte: redebrasilatual


A mais nova pesquisa...
Primeira do DATAFOLHA depois do início da campanha eleitoral no rádio/tv
Última atualização no filoparanavai 22.08.2010 22:05

Datafolha: Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno

Dilma Rousseff (PT), candidata governista à Presidência da República, dobrou sua vantagem sobre José Serra (PSDB) , e seria eleita no primeiro turno se as eleições fossem hoje.

Segundo pesquisa Datafolha, Dilma tem 47% das intenções de voto, seguido de Serra com 30% e Marina Silva (PV) com 9%. Na pesquisa anterior, a petista tinha 41% e o tucano 33%.

Essa pesquisa é a primeira realizada depois do início do do horário eleitoral gratuito. Entre os entrevistados 34% assistiram pelo menos uma vez ao horário eleitoral. Dilma tem 53% e Serra, 29% das intenções de voto entre esses espectadores.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4%, e os indecisos, 8%. De acordo com a pesquisa, a candidata petista obteria 54% dos votos válidos, superando os 50% necessários para se eleger no primeiro turno.

Na pesquisa espontânea, Dilma tem 31%, Serra 17% e Marina 5%. Em relação a rejeição, Serra lidera com 27%, Dilma tem 20% e Marina 16%.

Em eventual segundo turno Dilma teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.

A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.750 pessoas de 20 a 22 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número de protocolo 24460/2010, no dia 16 de agosto.
fonte: RedeBrasilAtual

Repercussão Internacional

Para imprensa francesa, Dilma deve ser a nova presidente do Brasil
Atualizado no blog filoparanavai em 22 de Agosto de 2010 12:40
Por Leticia Constant da RFI - Radio France Internationale

Depois do jornal Libération publicar quinta - 19 um artigo sobre Dilma Rousseff e suas chances de vencer já no primeiro turno, sexta - 20 foi a vez do Figaro, de direita, e do católico La Croix, apresentarem a candidata de Lula como a sua provável sucessora.


Os jornais franceses, quando falam de Dilma Rousseff, relacionam sua ascensão fulgurante nas pesquisas de intenção de voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A prova é a manchete do Figaro, de direita, que diz: Dilma surfa na popularidade de Lula. No centro do artigo, um lembrete: 78% dos brasileiros julgam a presidência de Lula como boa ou excelente, segundo o Ibope.
Comentando que José Serra está priorizando as necessidades da área da Saúde para tentar vencer, Figaro analisa que ele está apostando no tudo ou nada na campanha televisiva para angariar os votos dos brasileiros. E sua situação exige esta urgência, comenta o jornal, diante de uma candidata do PT que tem o apoio incondicional do presidente.

Como a distância entre os presidenciáveis aumentou para 11 pontos, as contas são feitas para Le Figaro: no Brasil, os votos nulos e em branco não contam, então, os votos válidos dariam 51% de vozes para Dilma, que poderia ser eleita desde o dia 3 de outubro.

Traçando o percurso da petista, Figaro bate na tecla: o peso de Lula na campanha é indiscutível. Como ele não pode se reeleger para um terceiro mandato, fez de tudo para mostrar Dilma como continuadora de sua política... para que o Brasil continue a mudar, como diz o slogan de sua campanha.

O mesmo tom é usado pelo diário católico La Croix, que anuncia: No Brasil, a protegida de Lula está bem colocada para sucedê-lo. Para o jornal, a forte popularidade de Lula priva a oposição de qualquer ângulo de ataque direto.

A menos de 50 dias do primeiro turno, o Brasil parece pronto a confiar as rédeas do governo a uma mulher, diz o jornal, destacando que o lado afetivo de Dilma também seduziu o eleitorado. A foto do artigo mostra Dilma acariciando o rosto de uma fotógrafa. Ela perdeu sua frieza e conquistou aos poucos o coração dos brasileiros, conclui La Croix, analisando que é esse lado afetivo que falta a José Serra.

Enfim, para o jornal francês, basta que Lula olhe nos olhos dos eleitores e peça para votarem em Dilma, que a vitória de sua protegida está garantida.






Adolescentes são aconselhados a baixar o volume de seus iPods
Última atualização em filoparanavai 22.08.2010 21:00

Os adolescentes usuários de iPod receberam recomendação para reduzirem o volume em seus tocadores de música, após um estudo realizado nos Estados Unidos constatar que os problemas auditivos entre os jovens haviam aumentado em quase 30 por cento nos últimos 15 anos.

O estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association compara pesquisas nacionais do começo dos anos 90 e meados dos anos 2000. Cada uma delas incluía apenas alguns milhares de adolescentes com idade de 12 a 19 anos, mas sua composição foi determinada para representar todo o país.

Na primeira pesquisa, profissionais treinados constataram que cerca de 15 por cento dos adolescentes tinham certo grau de perda auditiva. Passados 15 anos, essa proporção havia crescido em um terço, para aproximadamente 20 por cento.

"Isso significa que em cada sala de aula existem alguns estudantes com problemas auditivos", disse o Dr. Josef Shargorodsky, pesquisador no Brigham and Women's Hospital, em Boston, à Reuters Health.

"Os adolescentes realmente subestimam o barulho a qual estão expostos. Muitas vezes o indivíduo não percebe, mas até mesmo uma ligeira perda de audição pode conduzir a diferenças em desenvolvimento de linguagem e aprendizado", explicou.

O estudo constatou que a maior parte da perda de audição era registrada em apenas um ouvido, mas que as dimensões da perda estavam se agravando.

Embora a perda seja em geral modesta, cinco por cento dos adolescentes tinham problemas mais pronunciados - uma alta de 50 por cento ante a pesquisa anterior.

Shargorodsky se declarou surpreso pelas novas constatações.

Ele disse que o melhor tratamento médico para infecções de ouvido -uma das causas comuns de perda de audição- deveria em tese ter conduzido a uma redução no número de casos.

Os pesquisadores não apontaram os iPods ou outros tocadores de música como causa do problema crescente.

Disseram que os motivos da alta eram incertos, já que os adolescentes declararam não haver mudanças quando questionados sobre exposição a ruídos (no trabalho ou lazer, por exemplo).

Alison Grimes, diretora da clínica audiológica do Ronald Reagan-UCLA Medical Center, em Los Angeles, disse que embora não esteja claro que a culpa é dos eletrônicos musicais, reduzir o volume e não ouvi-los continuamente seria ainda assim uma boa ideia.

fonte: redebrasilatual

Vox Populi mostra Dilma 16 pontos à frente do tucano José Serra
Atuzalizado em filoparanavai 10:05 18.08.2010

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, de acordo com a pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta terça-feira 17.08.

Dilma teria 45% das intenções de voto, contra 29% do presidenciável tucano, José Serra, e 8% da candidata do PV, Marina Silva. Para vencer a disputa no primeiro turno, a quantidade de votos válidos contabilizados por um determinado candidato deve ser superior à soma dos votos obtidos pelos demais concorrentes.

Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto, 5% declararam voto branco ou nulo e outros 12% se disseram indecisos. A pesquisa estimulada, que mostra os nomes dos candidatos para os entrevistados, foi feita entre os dias 7 e 10 de agosto, após o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado pela Band no dia 5 de agosto.

O melhor desempenho de Dilma é na região Nordeste, e o pior é na região Sudeste. Em Pernambuco, ela teria 66% dos votos, contra 19% de Serra. Já o tucano tem seu melhor desempenho na região Sul e, o pior, no Nordeste. Em São Paulo, Estado que governou até abril, Serra teria 40% dos votos, contra 33% da petista.

O instituto entrevistou 3 mil pessoas em 219 municípios de todos os Estados, do Distrito Federal e excluindo Roraima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 22.956/10. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

Dilma também aparece na frente na pesquisa espontânea, com 32% das intenções de voto, ainda segundo a Vox Populi/Band/iG. José Serra aparece em segundo, com 18%, e Marina Silva em terceiro, com 5% das intenções de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, foi citado por 3% dos entrevistados. Outros 6% disseram votar nulo ou branco e 34% não sabem em quem votariam.

Na última pesquisa Vox Populi, publicada em 22 de julho, a candidata petista tinha 41%, contra 33% de Serra e 8% de Marina. Outros 4% declararam votar em branco ou anular e 13% estavam indecisos.

fonte: site pt

PESQUISA IBOPE: DILMA 43% SERRA 32%
Se a eleição fosse hoje, DILMA seria nossa presidenta, diz IBOPE
Atualização em filoparanavai 22:33 16.08.2010

A candidata Dilma Rousseff (PT) aparece na frente na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada nesta segunda (16). A petista aparece com 43% das intenções de voto contra 32% do adversário José Serra (PSDB). De acordo com o Ibope, em terceiro lugar está Marina Silva (PV), com 8%. No levantamento anterior do Ibope, divulgado no último dia 6, Dilma tinha 39%, Serra, 32%, e Marina, 8%.

Segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 48% e Serra, 37%. Nesse cenário, votariam nulo ou em branco 8% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 7%. Na pesquisa divulgada uma semana antes, a petista tinha 44% e Serra, 39% em um hipotético segundo turno entre os dois.

Fonte: G1


Dilma muito perto de ganhar eleição no 1º turno

Última atualização em filoparanavai 15.08.2010

A candidata da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, tem 41% das intenções de voto para presidente da República, revelou (sexta.13) pesquisa Datafolha divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Dilma está 8 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 33%. Já a candidata Marina Silva (PV) tem 10% da preferência do eleitorado.

Segundo o Datafolha, faltam apenas 3 pontos percentuais para que Dilma vença a eleição no primeiro turno. Ela lidera a corrida presidencial segundo as sondagens dos quatro principais institutos do país: Ibope, Sensus, Datafolha e Vox Populi.


As intenções de voto em Dilma subiram 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de julho, enquanto José Serra perdeu 4 pontos. Naquele levantamento, Dilma tinha 36% das intenções de voto e estava, portanto, um ponto percentual atrás de José Serra.

Num eventual segundo turno, Dilma venceria a eleição com 49% dos votos dos eleitores. Serra teria 41%. O Datafolha ouviu 10.856 pessoas entre os dias 9 e 12 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.


Dilma comenta pesquisas

A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, classificou hoje as pesquisas eleitorais como um “retrato da conjuntura”, embora a vantagem de 8 pontos percentuais sobre o adversário José Serra (PSDB), revelada sexta 13, pelo Datafolha, indique, segundo ela, que sua campanha está no caminho certo. Para Dilma, além disso, as pesquisas de intenção de voto não dão “nenhum outro indicador”.

“A eleição é no dia 3 de outubro, quando, de fato, o povo faz sua manifestação democrática”, ponderou Dilma em entrevista coletiva neste sábado. “Para ganhar eleição, não é pesquisa que importa. O que importa é a gente se esforçar ao máximo para comunicar o programa que nós desenvolvemos, de continuidade e aprofundamento do governo Lula, e discutir cada vez mais com a população através deste contato pessoal, extremamente afetivo com a população.”

Para Dilma, a vantagem sobre os adversários, retratada nas pesquisas de intenção de voto, não fará sua campanha subir no salto alto. “Não vamos correr esse risco”, garantiu a candidata, para quem salto combina “autossuficiência e soberba”.

fonte: Brasil Atual

ELEIÇÕES 2010



Mulheres vão decidir eleições 2010


O voto feminino será decisivo no resultado das eleições deste ano. Um levantamento divulgado no dia 20 de julho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que as mulheres representam 51,8% da população votante – o equivalente a 70,3 milhões de mulheres. Em 2006, esse percentual era de 51,6%.

Rondônia, Mato Grosso, Roraima e Pará são os únicos estados onde os homens são maioria. O Distrito Federal e o Rio de Janeiro são os que apresentam os mais altos percentuais de mulheres eleitoras, 53,6% e 53,2%, respectivamente. Além disso, a pesquisa revela que a maior parte do eleitorado é formada por mulheres entre 25 e 34 anos.

Mulheres no poder
Mesmo com o crescimento de eleitoras, o número de candidatas ainda é muito pequeno: somente 21,1% das candidaturas são femininas. Atualmente, apenas 11% das mulheres ocupam Assembléias Legislativas e governos estaduais, 8% a Câmara dos Deputados e 14% o Senado Federal, o que demonstra claramente um índice baixo de mulheres nos espaços de poder.

Fonte: www.mulherescomdilma

ELEIÇÕES 2010

DE OLHO NA CAMPANHA ELEITORAL

Quando você vota em político corrupto e que, por sua vez, vota contra o povo, você torna-se eticamente cúmplice pelas mortes nos corredores dos hospitais, pela violência que mata na cidade e no campo, pela má educação oferecida em nosso país às nossas crianças e etc. O VOTO é coisa séria.

Ao votar no dia 03 de outubro, anote bem o nome de seu candidato eleito, do partido dele, e o fiscalize, o cobre, por todos os meios possíveis.

Não vote em branco e nem anule seu voto. Ao fazer isto, você indiretamente escolheu os piores políticos para decidirem por você. Pior, você não tem nem como fiscalizá-los, pois se quer sabe quem são eles.

Os eleitores brasileiros merecem uma campanha eleitoral que nos possibilite um amplo conhecimento das reais propostas dos candidatos para um possível governo, se eleitos. Mas, na maior parte do tempo, é deprimente o que alguns candidatos fazem: recorrem a mentiras querendo vender aquilo que não fizeram e/ou aquilo que não são. Pior mesmo, é quando partem para táticas que querem somente denegrir a moral e/ou boa fama de seus opositores.

Soma-se a tudo isto as manipulações de números por meio de Institutos de Pesquisas - como o caso do Ibope que apresentou duas pesquisas seguidas com números discrepantes e como no caso dos grandes meios de comunicação que de imparciais não têm nada, quando se trata da cobertura jornalística.

Isto é lastimável. Escolhermos com critérios claros nossos futuros governantes e utilizarmos todos os meios possíveis para ficalizá-los em seus mandatos e cobrá-los, esta é nossa tarefa como cidadãos e sobretudo, como eleitores.

Precisamos renovar especialmente o SENADO brasileiro. O Senado é a Instituição onde estão os políticos mais conservadores do país. Com mandatos de 8 anos, uma vez reeleitos lá ficam por no mínimo 16 anos. Alguns só deixam a cadeira quando morrem.

No Senado são barradas muitas das Leis de interesse de todo o conjunto da população e que demandam um imenso tempo de discussões até suas aprovações pelo Plenário da Câmara do Deputados. Menor número de integrantes, maior pressão de organizações como CNBB, organizações ligadas a outras confissões cristãs que não católica; OAB, organizações rurais (Agronegócio) e outras... Sempre em detrimento dos interesses da Maioria e das Minorias do conjunto total da população brasileira. É necessário renovarmos o Senado e especialmente optarmos por homens e mulheres (candidatos (as)) com histórico e compromisso com todo o conjunto da sociedade brasileira.

Temos, pelo menos, esperanças reais e latentes, de que o Senado poderá ser renovado, em parte, já, nesta Eleição do dia 03 de outubro de 2010:

No Estado do Paraná, uma mulher, de biografia comprometida com as causas sociais: Gleisi Hoffmann, é candidata pelo Partido dos Trabalhadores ao Senado.


Em São Paulo, uma outra mulher que fará grande diferença no Senado, Marta Suplicy, também é candidata pelo PT.

O Rio grande do Sul terá como candidata, ao Senado, Abgail Pereira, do PCdoB.

Os Catarinenses poderão eleger uma Governadora, mulher nota 10, a Senadora Ideli Salvatti, pelo PT.

Os brasileiros e brasileiras, poderão eleger a primeira presidenta do país, Dilma Rousseff, do PT.

Ou, Marina Silva, pelo PV, também candidata à Presidência.

Não porque são mulheres, no Senado já temos algumas: Fátima Cleide PT/RO, Marina Silva PV/AC, Ideli Salvatti PT/SC, Patrícia Saboya PDT/CE e Serys Slhessarenko PT/MT (todas com mandato em final 2011). Há outras senadoras, mas não desempenham um papel que mereça destaque, quando é levado em conta a atuação em defesa dos interesses que contemplem todo o conjunto da socidade.

Cuidar para que o país (presidência) não volte às mãos dos "exterminadores do futuro" neoliberais da época de FHC;

Renovar o conservador Senado para que os direitos humanos avancem no Brasil;

Renovar a Câmara Federal e as AssembleiAS Legislativas, evitando votar em Empresários e Latifundiários, ocupados apenas dos interessses dos patrões e dos que detêm o poder econômico no país;

Eleger governadores comprometidos com o projeto de desenvolvimento para o país, implementado pelo governo Lula;

Este é o desafio que cabe aos brasileiros e brasileiras no dia 03 de outubro.


Direitos Humanos

“Luta contra tortura prossegue na OEA”. Entrevista com Hélio Bicudo


Por Ana Helena Tavares
Mais do que um dos maiores juristas do Brasil, Hélio Pereira Bicudo é uma lenda viva na luta pelos direitos humanos. Nos anos 1970, auge da repressão política, ele denunciou, como procurador de Justiça, o “Esquadrão da Morte” — enfrentando, entre outros, o temido delegado Sérgio Paranhos Fleury. Aos 87 anos, ele publica com frequência, em seu blog, breves ensaios em que aborda não apenas liberdades civis, mas temas como o direito à água, os aspectos jurídicos relacionados ao tráfico de órgãos e a luta contra a desumanidade nas prisões brasileiras. Também enriquece o twitter.

“No momento em que estamos conversando, com certeza em algum lugar do Brasil está sendo praticada a tortura”, lembrou Bicudo nesta entrevista exclusiva sobre a recente decisão do STF de manter impunes os torturadores da ditadura. Para ele, trata-se de uma decisão absolutamente equivocada, que estimula a continuidade das sevícias contra prisioneiros comuns e pode abrir caminho, em outras condições, para a própria volta da tortura contra adversários políticos.

A Lei de Anistia precisa ser revisada?

É, muito mais, uma questão de mudança da interpretação. O texto da Lei de Anistia, não permite que os torturadores fiquem impunes, muito pelo contrário. Não acho que haja necessidade de modificar o texto. Basta aplicá-lo como ele é, segundo uma interpretação jurídica e não ideológica.

Alguns dos que votaram pela impunidade no STF– incluindo o relator, ministro Eros Grau, que foi torturado na ditadura – referiram-se à ação dos torturadores como “crimes conexos”. A Lei de Anistia impediria puni-los. Como o senhor interpreta isso?

É lamentável que um juiz da Suprema Corte não saiba o que são realmente delitos conexos. Quando a lei usa um termo técnico, como é no caso – “crime conexo” é um termo técnico em direito penal –, é preciso saber qual sua definição. Os “crimes conexos” são aqueles cujas finalidades são as mesmas do ato principal praticado. Por exemplo, um ladrão entra na sua casa, rouba, e, para evitar que existam provas, incendeia a casa. São dois crimes conexos: o roubo e o incêndio da casa. Há uma identidade de fins: a finalidade era roubar e não ser punido.

Mas se o ladrão entra na casa, rouba, é preso e depois morto pela polícia, não há nenhuma ligação entre um fato e outro, do ponto de vista das suas finalidades. Num, o ladrão queria roubar. No outro, o policial mata o ladrão. Então, você não pode dizer que há conexidade nestes dois casos, pois as finalidades de um e de outro crime são diferentes. É como nesse caso da Anistia. Os opositores do regime cometeram crimes que a lei diz que, depois de algum tempo, não podem ser punidos. Mas se trata de crimes praticados contra o Estado repressor. Ideologicamente, eles não têm nada a ver com os crimes praticados pelos agentes do Estado.

Pode-se dizer, então, que a diferença básica é a finalidade?

Exatamente. A finalidade dos crimes praticados pelas pessoas que eram contrárias ao regime era política. Os crimes praticados pelos agentes do Estado não têm finalidade política. São crimes contra a humanidade e, por esse motivo, imprescritíveis. Quando a Lei de Anistia fala em “crimes conexos”, você não pode interpretar a conexidade senão de um lado e de outro. Quer dizer, você pode ter pessoas que cometeram crimes contra o Estado conexos entre si, mas você não pode ligar estes crimes aos cometidos pelos agentes do Estado para beneficiar a si próprios. Ou seja, os agentes do Estado agem por outra finalidade. No caso, para manter a ditadura.

Alguns juristas e políticos alegam que uma revisão da Lei de Anistia poderia abalar a estabilidade democrática do país, baseada num “pacto de conciliação”. Quebrá-lo seria “revanchismo”. Na sua opinião, esse “ pacto” encontra algum respaldo jurídico e social?

Não houve pacto algum. É um absurdo falar em “conciliação” quando os militares detinham o poder Executivo e o comando do Legislativo. Havia dois partidos, Arena e MDB – o primeiro, o povo chamava de “o partido do sim”, o segundo de “o partido do sim senhor”. Quer dizer, num contexto como esse, você não pode encontrar consenso da sociedade civil com relação à lei que foi promulgada.

O artigo 5º da Constituição reza, em seu inciso XXXVI, que “a lei não prejudicará o direito adquirido”. Já vi juristas usarem este argumento como forma de defender a inconstitucionalidade de uma revisão da Lei de Anistia. Argumentam que a lei não pode retroagir em prejuízo do acusado. Isso é aplicável ao caso?

Não é aplicável, porque existem tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que dizem que os crimes contra a humanidade são imprescritíveis. Veja bem: não são crimes que se esgotam naquele momento. O homicídio se esgota, mas outros crimes não, como, por exemplo, o sequestro. Você tem pessoas que despareceram e até hoje não se sabe seu paradeiro. Podem ter sido mortas, mas você precisa provar que elas foram mortas para desaparecer o crime de sequestro. É um crime continuado: persiste no tempo. Foi praticado ontem, continua existindo hoje e continuará amanhã. Não existe prescritibilidade desses crimes.

Alguns juristas alegam que, por a Lei de Anistia ser questão exclusivamente brasileira, ocorrida em território nacional, a competência da Suprema Corte é absoluta e a das cortes internacionais, nenhuma. Qual sua posição?

Em 1998, o Brasil reconheceu a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela não tem o poder de revogar a decisão do STF. Mas, desde o momento em que o Brasil reconheceu a jurisdição, tem que se submeter à Corte. Porque reconheceu de boa fé, não foi obrigado a isso. Esse reconhecimento vale para todos os crimes que forem a julgamento pela Corte Interamericana e forem imputados ao Brasil. Acho que a Corte Interamericana, de acordo com a sua jurisprudência e conforme já julgou com relação a outros Estados, mostrará que não existe auto-anistia.

Porque o que se busca hoje no Brasil é o reconhecimento da auto-anistia. Um governo que cometeu crimes pode anistiar a si próprio? Isso não existe! Anistia existe para proteger pessoas que num dado momento, por motivos políticos, cometeram crimes. Para pacificar a sociedade, você considera este crimes inexistentes. Mas não os crimes praticados pelo Estado. Isso já se constituiu numa jurisprudência pacífica da Corte Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos. Não tenho dúvida nenhuma de que a corte vai condenar o Estado brasileiro. Não pela manutenção de uma lei — mas pela interpretação errada dada a ela pela justiça brasileira, que vem acudindo os torturadores e aqueles que, a serviço do Estado, eliminaram pessoas durante o período da ditadura militar.

Caso a Corte Interamericana condene o Brasil, quais são os caminhos legais para que a interpretação atual dada à lei de Anistia seja revertida?

Quem pode mudar uma decisão do STF? Só o próprio STF. No caso de uma condenação pela Corte Interamericana, penso que o Ministério Público Federal terá que atuar, fazendo com que esse processo surta efeito no Brasil. A corte não aplica sanções. Caso o Brasil não cumpra uma decisão, ela relata esse fato à Assembléia Geral dos Estados Americanos. Esta, sim, pode punir os países-membros com sanções. Ou pode não punir, porque a OEA é um órgão eminentemente político. De qualquer maneira, acho que a situação do Brasil no que diz respeito aos direitos humanos na área internacional vai ficar muito ruim. Como é que fica o STF? É está agindo contra os direitos humanos e isso poderá ter consequências futuras.

Há algum caso precedente em que o STF reviu uma decisão adotada por si próprio?

Nunca aconteceu. O STF nunca reverteu uma decisão; mas também nuca teve, contra si, ação numa corte internacional. Possivelmente, o precedente terá de ser criado agora.

A eventual manutenção do entendimento do STF poderia contribuir para tornar a tortura prática corriqueira no Brasil?

Acho que sim. No momento em que estamos conversando, com certeza a tortura está sendo praticada em algum lugar do Brasil. Temos lei específica contra a tortura, adotada na década de 1990 mas até hoje na gaveta. A punição dos torturadores da ditadura seria muito positiva para enfrentar esta prática.

Mas ela é importante também por motivos políticos. Uma sociedade que se diz contra a tortura, mas não pune quem a pratica, está se expondo a riscos. Se, num momento político qualquer, houver restrições à democracia – ou distorções, como as que estão presentes em alguns países da América Latina – haverá mais possibilidades de a tortura contra adversários políticos também voltar, porque criou-se a cultura de impunidade.

Observadas as diferenças contextuais, o senhor, conhecido como o homem que revelou e denunciou o “Esquadrão da Morte”, acha que as polícias militares estão preparadas para exercer o policiamento ostensivo?

Não estão. Elas são absolutamente repressivas. Isso vem da própria constituição das corporações, que não é são civis. Estão presas, em seu planejamento, às determinações do exército. Agem na rua como se estivessem numa guerra. O indivíduo é um marginal e o marginal tem que ser morto. É a lei da eliminação. É o que está acontecendo em São Paulo, por exemplo, com o aumento de homicídios pela PM de cerca de 40%, com relação ao ano passado.

Há cerca de uma ou duas semanas, neste Estado, um civil foi morto por policiais militares dentro de um quartel. Simplesmente levaram o rapaz lá para dentro e mataram. Um outro foi morto a pancadas na frente de sua casa e diante da mãe. Foi em dias diferentes. Eram dois motoboys, que não estavam armados; dois trabalhadores que foram mortos. Agora vamos ver se as pessoas serão processadas e punidas de acordo com a lei. Tenho minhas dúvidas…

Como enfrentar esta truculência policial?

Enquanto não se transformar a polícia num organismo civil, com carreira única e com profissionalismo policial, termos o que está acontecendo hoje em São Paulo e no Brasil. Essa truculência é herança da ditadura.

Quer dizer, ainda há no Brasil figuras que se assemelham ao delegado Fleury?

Há sim. Basta observar que há, nos grupos de extermínio, muitos policiais militares.

Publicado no site Outras Palavras, Junho.2010
fonte: http://www.fpabramo.org.br/


Violência contra a Mulher
A Cultura Machista engendrada na Cultura Brasileira e, que tem suas raízes no senso religioso de matriz judaico-cristão, desde a Moral Judaica assimilida pelo Cristianismo e, que coloca a Mulher sempre em um Plano relacional profundamente desigual frente ao homem, está no núcleo reprodutor de todas as formas de violências contra a Mulher. O Brasil vive um momento histórico em que a Violência Física - espancamentos e assassinatos - contra mulheres, tem tomado dimensões assustadoras. A reflexão postada abaixo pode ajudar e muito, a tratar este tema com uma sempre maior e renovada atitude crítica.


Uma em cada quatro mulheres sofre violência doméstica no Brasil
última atualização 17.07.10 (filoparanavaí) fonte: Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pela organização não governamental (ONG) Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (Cohre), intitulado Um Lugar no Mundo, constatou que uma em cada quatro brasileiras sofre com a violência doméstica. A cada 15 segundos, uma mulher é atacada no Brasil.

Ainda segundo a pesquisa, as vítimas de violência doméstica na América Latina se submetem aos maus-tratos porque não dispõem de condições financeiras para sobreviver sem a ajuda dos companheiros, maridos e namorados. No Brasil, 24% das entrevistadas disseram que, apesar das agressões que sofrem, não se separam porque não têm como se sustentar.
O estudo, divulgado nesta sexta-feira, mostra que, na América Latina, os índices de violência doméstica são elevados. A pesquisa informa que, na região, de 30% a 60% das mulheres sofreram agressões.

Dependência econômica

O relatório analisa a questão da violência contra a mulher no Brasil, na Argentina e na Colômbia. Nesses países, o estudo informa que a “falta de acesso a uma moradia adequada, incluindo refúgios para mulheres que sofrem maus-tratos, impede que as vítimas possam escapar de seus agressores". Segundo o documento, “a dependência econômica aparece como a primeira causa mencionada pelas mulheres dos três países como o principal obstáculo para romper uma relação violenta”.

No Brasil, 70% das vítimas de violência foram agredidas dentro de casa e, em 40% dos casos, houve lesões graves. Das mulheres assassinadas no país, 70% sofreram agressões domésticas. A ONG informa ainda que esses problemas afetam, principalmente, as mulheres pobres que vivem em comunidades carentes.

A maior parte das vítimas não exerce atividades profissionais fora de casa. No Brasil, 27% das entrevistadas disseram que se dedicam ao lar. Na Argentina e na Colômbia, 25% das mulheres se declararam como donas de casa. Algumas delas afirmaram que não têm outras atividades profissionais por desejo dos maridos, companheiros e namorados.

Obrigações dos governos

O relatório, de 50 páginas, não especifica a quantidade de mulheres entrevistadas, mas informa ter conversado com dezenas de mulheres, vítimas de violência doméstica, nas cidades de Porto Alegre (Brasil), Buenos Aires (Argentina) e Bogotá (Colômbia).

“O direito à moradia adequada ultrapassa o direito de ter um teto sobre sua cabeça. É o direito de viver em segurança, em paz e com dignidade. É obrigação do governo assegurar esse direito às vítimas de violência doméstica", disse a responsável pelo setor de Peritos sobre as Mulheres da ONG Cohre, Mayra Gomez. “Por muito tempo, a relação entre violência doméstica e direito à habitação tem sido negligenciada pelos políticos. É tempo de os governos da América Latina corrigirem este erro.”



Direitos Humanos
20 anos da resolução em favor da livre orientação sexual

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

Completou 20 anos, (foi exatamente no dia 17 de Maio) a decisão da Assembleia Mundial da OMS de retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais do Código Internacional de Doenças. Foi definido também, na época, que o substantivo homossexualismo seria substituído por homossexualidade, já que o sufixo ismo remete a enfermidade em um de seus significados. Em referência à libertária resolução, nessa mesma data é comemorado o Dia Internacional do Combate à Homofobia.


No Brasil, a luta por uma mudança no modo de encarar a orientação sexual teve um marco antes disso, em 1975, quando o Conselho Federal de Psicologia (CFP) brasileiro deixou de considerar a homossexualidade como desvio sexual, informou o Correio Braziliense (16/5). Em 1999, o CFP baixou determinação para reforçar o tom e estabelecer regras para a atuação dos psicólogos em relação à orientação sexual. “Foi um momento histórico e importante, com outras decisões, para proteger os direitos humanos. Os 16 conselhos regionais referendaram a decisão e os movimentos dos homossexuais fizeram grandes manifestações de apoio”, disse ao jornal Ana Bock, então presidente do CFP e responsável por assinar a resolução que criou as normas.

DIGA NÃO, Já basta!
Pelo FIM de todas as formas de preconceitos!

Hoje, 76 países ainda criminalizam pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais ou transgênero), e outras cinco nações — Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Nigéria, e Uganda — punem com pena de morte, contabilizou, no mesmo jornal, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Toni Reis.

Redução da mortalidade infantil

Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10


Em 20 anos, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 61,7% — em 1990, havia 52,04 mortes por mil nascimentos; em 2010, esse número passou a 19,88/mil, informou a BBC Brasil (25/5). Com isso, o Brasil subiu nove posições no ranking internacional de mortalidade infantil nas duas últimas décadas, estando a caminho de cumprir uma das Metas do Milênio da ONU — diminuir a mortalidade infantil em dois terços até 2015. De acordo com O Estado de São Paulo (24/5), apesar do esforço, o Brasil está em 90º lugar no ranking, com número mais alto de mortes na faixa etária de 0 a 5 anos do que o encontrado em países como Islândia (2,6), Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega, de 3,4, e, na França, de 3,8. O Brasil também perde em comparação com outros países em desenvolvimento, como Chile (6,48), Cuba (5,25), China (15,4), México (16,5), Colômbia (15,3) e Argentina (12,8).

Os países com maior índice de mortalidade do mundo são Nigéria (168,7), Guiné-Bissau (158,6), Niger (161), Máli (161) e Chade (114,4). Os dados são de estudo publicado na revista médica The Lancet.

A análise de dados, realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington, aponta que a taxa de mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo é mais baixa do que a estimada pelo Unicef em 2008. Estudos anteriores destacaram que menos de um quarto dos países estava no caminho de cumprir a meta da ONU, mas este novo estudo indica que o número de mortes na faixa etária diminuiu em 4,2 milhões de 1990 até 2010, caindo de 11,9 milhões para um número estimado em 7,7 milhões.

Uma em cada sete mulheres já fez aborto
Radis nº 95 – Julho de 2009 - última atualização filoparanavai 11/07/10

Uma em cada sete brasileiras (15%) já fez pelo menos um aborto. Entre aquelas na faixa dos 35 aos 39 anos, o índice sobe para 22% (uma em cada cinco). Os dados são da Pesquisa Nacional de Aborto, que entrevistou cerca de 2 mil mulheres entre 18 e 39 anos de todo o país — cerca de 60% das entrevistadas afirmaram ter abortado durante período reprodutivo, de 18 a 29 anos, segundo informações da Agência Estado (22/5). Os dados revelam que, ao contrário do que diz o senso comum, a decisão de interromper a gravidez não é restrita a adolescentes ou mulheres mais velhas, evidenciando-se no auge do período reprodutivo. Em declaração à revista Veja (22/5), a antropóloga Debora Diniz, da Universidade de Brasília e principal autora do estudo, informou que a maioria é de mulheres casadas, religiosas, com filhos e baixa escolaridade. “Elas já têm a experiência da maternidade e tanta convicção de que não podem ter outro filho no momento que, mesmo correndo o risco de serem presas, interrompem a gestação”.

Medicamentos abortivos foram usados em metade dos casos pesquisados. É provável que para a outra metade das mulheres a interrupção da gravidez tenha ocorrido em condições precárias de saúde, aponta o estudo. Houve internação de 55% das mulheres, por causa de complicações. “Se o aborto seguro fosse garantido, isso seria evitado”, defendeu Debora Diniz, no Estado de São Paulo. “Os dados reafirmam a opinião já consolidada no Ministério da Saúde de que aborto é uma questão de saúde pública”, diz Adson França, assessor especial do ministro José Gomes Temporão. “Mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no SUS”.





arquivo/NOTÍCIAS

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(Notícias Gerais Junho 2010)
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EM OUTRA, PESQUISA CONFIRMA TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO
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Lugar de livro não é só na biblioteca:ferramenta importantíssima para o acesso ao conhecimento.
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