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sábado, 9 de janeiro de 2010

Saúde do Homem: cuidados com a próstata

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prof. Lucio LOPES




Câncer de próstata tem vínculo
com diabetes tipo 2,
aponta estudo




Uma equipe internacional de cientistas detectou um


vínculo genético entre o diabetes tipo 2 e o câncer de próstata.


Os pesquisadores também identificaram duas variações genéticas
do cromossomo 17 que elevam ligeiramente o risco de sofrer deste
tipo de câncer, explicou o chefe da seção do Serviço de Oncologia
Médica do Hospital Clínico Universitário de Zaragoza, José Ignacio
Mayordomo, um dos cientistas envolvidos no trabalho.


O artigo no qual se expõem as conclusões da pesquisa, publicado
nesta pela revista "Nature Genetics", apresenta as primeiras
evidências genéticas que demonstram o vínculo entre o câncer de
próstata e o diabetes tipo 2.


Isso confirma o que estudos epidemiológicos anteriores já tinham
revelado: os homens com diabetes têm menos risco de sofrer
câncer de próstata.


Segundo o especialista, "isso era conhecido epidemiologicamente,
mas agora se identificou um gene que protege do diabetes, mas
eleva o risco de sofrer câncer de próstata".


Essa variação genética está relacionada ao metabolismo da glicose.
Uma das características das células tumorais é o aumento do gasto
de energia e as remodelações no metabolismo da glicose. Por isso,
o estudo do gene pode levar, a médio prazo, a novos tratamentos
contra o câncer e em medidas de prevenção.


O trabalho se concentrou na localização das variações genéticas
que predispõem certos homens a sofrer câncer de próstata.
Essa doença costuma ocorrer em idades avançadas, a partir
dos 60 anos, mas estão surgindo casos em
homens mais novos (40 a 50 anos).




As pessoas nas quais foi detectada alguma das duas variações
genéticas do cromossomo 17 identificadas têm um risco 21%
maior que o da população em geral de desenvolver câncer de
próstata ao longo da vida, explicou Mayordomo.


A recomendação seria que evitassem fatores de risco, como a
obesidade ou as dietas ricas em gorduras animais.


Entre as causas do câncer de próstata, a carga genética costuma
pesar menos que os fatores ambientais, portanto não é certeza
que as pessoas que possuem variações genéticas específicas
desenvolverão câncer de próstata --mas seu estilo de vida
deveria ser mais saudável, segundo o especialista.


Fonte: Folha online com a Efe, em Madri


PRÓSTATA: Sinal de alerta










O jato urinário já não tem mais aquela força,
as gotinhas demoram para acabar,
a noite se divide entre a cama e o banheiro?
Ligue o pisca-alerta. O histórico dos problemas de
próstata revela que não se deve chegar à fase de
ter que ficar sentado, esperando a urina chegar,
para procurar um médico.

Um em cada quatro brasileiros a partir dos 50 anos
vai enfrentar problemas na próstata, afirma Ademar Lopes, 56, chefe do departamento de cirurgia pélvica do Hospital do Câncer.


Na faixa dos 80, a incidência sobe a 50%. Para aliviar o estresse masculino, porém, é bom dizer que nem tudo se resume ao câncer,
embora ele seja o que mais assusta.

Pelas estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer),
35.240 brasileiros devem desenvolver a doença neste ano e 8.230 podem morrer, quase o dobro do número registrado dez anos atrás. Os números são contestados por especialistas,


que acreditam em uma incidência até dez vezes maior e em um quadro de mortalidade três vezes superior.
O principal problema continua sendo a desinformação: em geral,
o brasileiro desconhece a importância da próstata, glândula do aparelho
genital masculino, localizada abaixo da bexiga e na frente do reto,
responsável pela produção de 30% do líquido seminal (veja quadro).


Esse desconhecimento faz com que cerca de 40% dos casos de câncer
sejam diagnosticados em fase avançada, geralmente a partir dos 60 anos,
reduzindo as chances de cura.
O tratamento mais utilizado é a cirurgia, que retira a glândula e as
vesículas seminais, tentando preservar os nervos responsáveis
pela ereção. Em casos iniciais, quando as células cancerígenas
ainda estão restritas à próstata, a expectativa de cura chega
a até 90% dos casos tratados.

O diagnóstico precoce é ainda a melhor forma de prevenção.
Exames que avaliam o nível do PSA, antígeno prostático específico
produzido pela glândula, devem ser feitos a cada um ou dois anos,
dependendo da avaliação médica, a partir dos 50 anos. Caso haja
antecedentes na família, essa exigência cai para 40 anos.
Por mais indesejado que seja, o toque retal é indispensável.
É ele que permite avaliar o tamanho da glândula, sua consistência
e mobilidade. Vale lembrar que até 30% dos casos de câncer
de próstata podem apresentar níveis normais de PSA,
daí a importância desse tipo de exame.



Em estado normal, a próstata apresenta tamanho e formato
aproximados de uma noz, mas a glândula também está sujeita
ao crescimento benigno em até 90% dos homens a partir dos 40 anos,
como parte do processo de envelhecimento. "As causas do crescimento
não são bem conhecidas, mas sabe-se que ele é três vezes mais comum
em homens cujos pais enfrentaram o problema", explica Miguel Srougi,
56, professor de urologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Em apenas um terço dos casos, o aumento torna-se inconveniente e
prejudica a qualidade de vida. Ao crescer, a glândula pode comprimir
a uretra e estreitar a saída da bexiga, reduzindo o fluxo da urina.
Para vencer a obstrução, a bexiga tem de fazer um "esforço",
trazendo riscos de infecções. Mas apenas cerca de 10% dos casos
exigem uma cirurgia de próstata. A maioria dos pacientes é tratada
com medicamentos. O crescimento benigno da glândula não tem
nenhuma relação com o câncer de próstata.


Quando a próstata cresce



Problemas à vista
- Demora para urinar
- Gotejamento no final da micção
- Jatos interrompidos
- Acordar mais de duas vezes para urinar
- Urgência de ir ao banheiro
- Sangue na urina (raro)

Fatores de risco
- Idade (a partir dos 50 anos)
- Antecedente familiar (pai ou irmão aumentam de


duas a cinco vezes as chances)
- Alimentação gordurosa pode influenciar


Fontes: Ademar Lopes (Hospital do Câncer) e Miguel Srougi (Unifesp)


DISFUNÇÃO ERÉTIL



A guerra contra a impotência percorre uma estrada sinuosa.
Quem procura tratamento tem a chance de descobrir que a
disfunção erétil nem sempre vem sozinha. Ela pode ser o resultado
sintomático de uma série de problemas em diferentes áreas do
organismo masculino. Em homens com menos de 40 anos,
cerca de 80% dos casos têm origem psicológica. Dos cinquentões
para cima, os mesmos 80% são provocados por distúrbios orgânicos,
explica o professor de urologia da Unifesp Joaquim Francisco de


Almeida Claro, 42. Nessa faixa, a impotência está relacionada a doenças hormonais (diabetes, queda de testosterona, problemas endócrinos), neurológicas (lesões na medula, mal de Alzheimer e Parkinson) ou vasculares (hipertensão arterial, aterosclerose). Portanto tratar a disfunção envolve obrigatoriamente a descoberta de sua causa.

A maior pesquisa sobre o tema já realizada no país revelou que
54% dos brasileiros (cerca de 25 milhões) sofrem de algum problema
ereção. O estudo, feito pelo ProSex (Projeto Sexualidade), do Hospital
das Clínicas, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz),
ouviu 71.503 brasileiros, de 20 e 103 anos. Divulgada no final de maio,
a pesquisa, patrocinada pelo fabricante do Viagra (Pfizer), mostra que
1 milhão de novos casos são registrados no Brasil por ano. Segundo
o estudo, doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos
e sedentarismo são fatores de risco. O doente demora, em média,
dois anos e três meses para procurar ajuda médica.

Apesar dos avanços na medicina e da diversidade de opções de
tratamento, impotência continua sendo um palavrão impronunciável
para boa parte dos brasileiros. A estimativa é de que apenas um em
cada dez atingidos busque ajuda médica. E não é por falta de opção.
Chamados de tratamento de primeira linha, os remédios que ajudam
a promover a ereção -são quatro no Brasil- têm ação mais duradoura
e cada vez menos efeitos colaterais. O mercado brasileiro é considerado
o segundo maior do mundo para esse tipo de droga, atrás dos EUA.

O Viagra (Pfizer) chegou em 1998 e reinou sozinho até 2001,
quando foi lançado o Uprima (Abbott). Em maio último, vieram o
Cialis (Eli Lilly) e o Levitra (Bayer/Glaxo), que atuam praticamente
de mesma forma que o Viagra. É bom deixar claro que nenhum funciona
se não houver estímulo sexual. Além disso, não servem para cerca de
20% de pacientes, portadores de impotência em grau mais avançado.


A esses restam tratamentos de segunda linha (injeções penianas),
com sucesso em até 90% dos casos tratados, e os de terceira linha
(prótese peniana), com o mesmo índice de aprovação, diz Joaquim Claro.
Outra ressalva importante diz respeito ao uso indiscriminado e
desnecessário desses medicamentos. Inseguros ou seduzidos
pela possibilidade de potencializar o desempenho, muitos jovens
viraram usuários frequentes. "A superereção que eles conseguem
com o remédio pode torná-los dependentes psicologicamente", alerta
Sami Arap, 67, urologista do Hospital das Clínicas. Também não adianta
encarar as pílulas como panacéia contra uma vida sexual insatisfatória.
"Pacientes com relação deteriorada não vão resolver o problema conjugal
com esses remédios", alerta o urologista Sílvio Pires, 38, da Santa Casa.



Como funciona a ereção





- Estimulado por apelos visuais, táteis e mentais, o cérebro envia
mensagens químicas através dos nervos da espinha dorsal,
até o órgão sexual masculino

- Ao chegar ao pênis, essas mensagens provocam a liberação
de várias substâncias, entre elas o óxido nítrico, responsável
pelo relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos

- O relaxamento faz com que os vasos se dilatem, deixando
o órgão mais longo e permitindo que seus corpos cavernosos,
ocos, sejam preenchidos por sangue

- A compressão das veias menores faz com que o sangue seja
represado, mantendo o pênis ereto


Arsenal contra a impotência

Tratamentos de primeira linha, eficientes em 80% dos casos

Medicamento: Cialis (Eli Lilly)
Onde atua: Pênis. É um vasodilatador que aumenta o calibre
dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a circulação.
Relaxa a musculatura lisa, permitindo que o corpo cavernoso se
encha de sangue e ocorra a ereção
Início da ação: 30 a 60 minutos
Efeito (todos dependem de estímulo sexual): Até 36 horas
Vantagens: É o de efeito mais duradouro; não sofre interferência
de refeições e álcool
Desvantagens: Riscos de interação medicamentosa,
por permanecer muito tempo no organismo
Efeitos colaterais: Rubores, tonturas, dores de cabeça e musculares
Preço médio: R$ 59 (com 2 drágeas)

Medicamento: Levitra (Bayer e Glaxo)
Onde atua: Pênis. Ação semelhante ao do Cialis e do Viagra.
Também é um inibidor da enzima fosfodiesterase 5. Aumenta o
calibre dos vasos sanguíneos, permitindo a ereção
Início da ação: 40 a 60 minutos
Efeito (todos dependem de estímulo sexual): Até 8 horas
Vantagens: Pode ser encontrado em embalagens com apenas
um comprimido; não sofre interferência de refeições e álcool
Desvantagens: Alimentação gordurosa retarda
a absorção do medicamento
Efeitos colaterais: Rubores, coriza, dores de cabeça
Preço médio: R$ 29 (com 1 drágea)

Medicamento: Uprima (Abbott)
Onde atua: Sistema nervoso central. Seu princípio ativo, apomorfina,
estimula os neurônios a liberar dopamina,
neurotransmissor responsável
pelo envio de impulsos elétricos que estimulam o pênis
Início da ação: 20 minutos
Efeito (todos dependem de estímulo sexual): Até 4 horas
Vantagens: É o mais barato e o único recomendado a cardíacos
que usam nitrato; não sofre interferência de refeições e álcool
Desvantagens: Doses elevadas podem induzir vômitos; apresenta o
menor índice de sucesso de todas as drogas
Efeitos colaterais: Dores de cabeça, tonturas, náuseas
Preço médio: R$ 80 (com 4 drágeas)

Medicamento: Viagra (Pfizer)
Onde atua: Pênis. Vasodilatador que age da mesma forma do Cialis
(tadalafil) e do Levitra (vardenafil), mas
com outro princípio ativo (sildenafil) Início da ação: 60 minutos
Efeito (todos dependem de estímulo sexual): Até 8 horas
Vantagens: Está há mais tempo (cinco anos)
no mercado, o que torna seus
índices de aprovação mais seguros.
Desvantagens: Deve ser ingerido de duas a três horas antes ou depois
das refeições e sua absorção é retardada por álcool
Efeitos colaterais: Rubores, má digestão,
dores de cabeça e congestão nasal
Preço médio: R$ 98 (com 4 drágeas)


Outras alternativas



Tratamentos de segunda e terceira linha, para 20% dos casos

Injeção peniana Recomendadas principalmente para diabéticos que não
obtiveram resultados com as drogas de primeira linha.
Substâncias dilatadoras,
como prostaglandina, papaverina, fentolamina são aplicadas diretamente
no pênis, 15 a 20 minutos antes da relação sexual. Com o uso frequente,
há risco, embora raro, de fibrose no pênis.
Preços: de R$ 40 a R$ 80 por injeção.
Próteses Há dois tipos.
A semimaleável usa dois bastões de silicone instalados
no corpo cavernoso do pênis. Para não ficar
permanentemente ereta, os bastões são "desencaixados".
A inflável usa um mecanismo mais complexo: além de dois
bastões ocos, implanta-se uma válvula com líquido dentro do abdome
e uma espécie de bombinha na bolsa escrotal.


Para obter a ereção, o paciente
transfere o líquido da válvula para a prótese usando a bombinha escrotal. Depois do sexo, faz a operação inversa. É indicada para casos mais críticos de impotência. Em geral, as próteses duram de oito a dez anos.Preços: semimaleável, de R$ 1.500 a R$ 5.000;
inflável, de R$ 5.000 a R$ 10 mil.
Fontes: Joaquim de Almeida Claro (Unifesp); Sidney Glina (Albert Einstein); Sílvio Pires (Santa Casa)






10 questões sobre o pênis



1 Ele pode quebrar?
Pode, apesar de não ter osso. O grau de incidência de fraturas penianas
é pequeno e ocorre sempre quando ele está ereto. Movimentos bruscos,
principalmente durante o sexo, são os principais responsáveis. A dor é
imediata, aguda e intensa, seguida de hematoma e inchaço. O paciente
deve se submeter a uma cirurgia de emergência, para remover os coágulos e "costurar" a ruptura provocada no corpo cavernoso do pênis. Em média, exige-se abstinência sexual por um mês. Se a cirurgia não for feita em tempo, há risco de impotência ou de o órgão sexual ficar torto.

2 Em que idade ele pára de crescer?
O órgão sexual masculino geralmente acompanha as demais partes do corpo,
atingindo o pico do crescimento entre 13 e 17 anos. Mas não é incomum que continue crescendo até o começo da fase adulta, entre 21 e 23 anos.

3 É possível aumentar seu tamanho?
Até agora não foram apresentados métodos cientificamente aceitos que
comprovem aumentos. Nenhum procedimento tem se mostrado eficaz,
e a maioria das "técnicas" pode trazer complicações, como impotência e infecções.

4 Perder peso aumenta o seu tamanho (ou o contrário)?
Doce ilusão, a balança não tem nenhuma influência nisso. O que ocorre,
na verdade, é que a perda de peso faz com que o órgão fique mais exposto, porque aumenta seu comprimento visível. Quando o homem está obeso, o pênis fica "embutido" no excesso de gordura que se forma na região pubiana.


5 Pênis torto é sinal de problema?
Não, se essa curvatura for de até 30 graus, para o lado direito
ou esquerdo. O problema é quando a curva é mais acentuada e
ocorre no meio do membro, um defeito de nascimento (o chamado
pênis curvo-congênito) ou que pode aparecer na fase adulta, provocado
pela doença de peyronie, uma inflamação no corpo cavernoso que atinge
cerca de 10% dos brasileiros. Nos dois casos, recomenda-se cirurgia.

6 Pênis circuncidado é mais higiênico e menos sensível?
A circuncisão realmente facilita a higiene, o que ajuda a reduzir uma
série de doenças masculinas, entre elas o câncer de pênis, além de diminuir os riscos de câncer de colo de útero na parceira. Mas não chega a tirar a sensibilidade, porque a glande contém poucos receptores sensoriais.

7 Ele enruga com a idade?
O que enruga é a pele que o recobre, como qualquer outra parte do corpo.
Acontece geralmente a partir dos 75 anos.

8 Por que, mesmo quando eretos,
alguns pênis ficam com sobra de pele?
Esse excesso de pele do prepúcio, chamado de fimose grau 4, não tem
nenhuma função e pode facilitar infecções. Os médicos recomendam retirá-lo com uma cirurgia simples.

9 Qual a causa das ereções matinais?
São as chamadas ereções fisiológicas, que têm a função de oxigenar
o órgão e ocorrem de três a cinco vezes por noite. No total, o homem
pode passar cerca de 20% do sono com o pênis ereto.

10 Qual é a quantidade normal de esperma por ejaculação?
Varia de 2 ml a 5 ml (no máximo, uma colher de chá), dependendo do
período de abstinência.




Fontes: urologistas Joaquim de Almeida Claro (Unifesp); Sidney Glina (Albert Einstein);


Sílvio Pires (Santa Casa) - texto publicado pela folha online.






prof. Lucio LOPES © ²º10






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