terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TEMA DE REDAÇÃO: AQUECIMENTO GLOBAL: o mal do século. (ATUALIZAÇÕES/CONHECIMENTOS GERAIS)

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Aquecimento Global/Efeito Estufa



Terremoto/Chile
Forte abalo durante madrugada provoca mortes e tsunami
fonte RFI Reportagem publicada em 27/02/2010 Última atualização 27/02/2010 16:54 TU

Um violento terremoto abalou na madrugada do sabado o Chile, causando mais de cem mortos, número que não pára de aumentar, além de provocar um tsunami e desmoronamento de residências em várias cidades. O abalo alcançou magnitude 8,8 na escala Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, com epicentro no sul do país. O governo chileno declarou estado de catástrofe.

O terremoto fez a capital Santiago tremer, derrubando pontes, destruindo prédios, causando incêndios e cortando o serviço de eletricidade. O sistema telefônico fora de serviço. Um tsunami arrasou metade de um povoado na ilha chilena de Juan Fernández, segundo a presidente Michelle Bachelet. As ondas gigantes atingiram costas continentais em Iloca, onde não havia registro imediato de vítimas.

O movimento sísmico, muito mais poderoso que o trágico terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar e na turística Ilha da Páscoa. Depois de várias réplicas, a maior delas de magnitude 6,9, os aeroportos na capital foram fechados e rádios locais reportavam que ao menos três hospitais haviam sido abalados.



Apesar de o sismo ter tido epicentro no sul chileno, perto da localidade de Maule, 321 quilômetros a sudoeste de Santiago e a 104 quilômetros de Talca, o tremor também foi sentido na vizinha Argentina.


Aquecimento global

O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objeto de análise por parte dos cientistas. Causas naturais ou responsabilidade humana?

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.


Denomina-se efeito de estufa à absorção, pela atmosfera, de emissões infravermelhas impedindo que as mesmas escapem para o espaço exterior.

O efeito de estufa é uma característica da atmosfera terrestre, sem este efeito a temperatura seria muito mais baixa. O desequilíbrio actual acontece porque este efeito está a aumentar progressivamente.

Os principais gases causadores do efeito de estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos). Atualmente as suas concentrações estão a aumentar. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera).

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.


Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão a diminuir, do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes.

O Protocolo de Quioto visa a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. Contudo os EUA, o maior poluidor mundial, ainda não assinou esse protocolo.

Leia mais: http://www.aquecimentoglobal.com.br/

Conferência de Copenhague 2009: Vale a pena lembrar que essa Conferência foi frustrante, depois de 12 dias de longas negociações e reuniões bilaterais, na tentativa de obter um consenso em relação à redução de emissões de gases poluentes e limitar o aumento da temperatura terrestre em 2° até o fim do século acabou acaba sem compromisso jurídico.

Segundo fontes diplomáticas brasileiras, houve progressos com relação ao principal ponto de divergência entre Estados Unidos e China, o chamado MRV, mecanismo internacional que prevê medir e verificar ações nacionais de redução de emissões de CO2. Contrários a esse princípio, os chineses poderiam voltar atrás e aceitar a menção no texto final. Os chineses propuseram uma redução de 40 a 45% de intensidade energética (emissão de dióxido de carbono por unidade de PIB) em 2020, em relação aos índices de 2050. Uma meta considerada insuficiente por muitos países.

Os norte-americanos não revisaram para cima suas metas de redução de gás carbônico, consideradas pouco ambiciosas pela maior parte dos países participantes, e tampouco se comprometeram a torná-las obrigatórias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, estava frustrado com o avanço das negociações. "É importante que nós, os países em desenvolvimento e ricos, não pensemos que estamos fazendo um favor, dando esmola, porque esse dinheiro que vai ser colocado na mesa, é o pagamento pela emissão de gases causadores de efeito estufa, feitos durante 2 séculos, por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro. Não é uma barganha de quem tem ou não dinheiro. É um compromisso mais sério, é um compromisso para saber o que é verdadeiro ou não o que os cientistas estão dizendo, que o aquecimento global é irreversível."

O chefe de estado brasileiro salientou que não foi a Copenhague para barganhar, e anunciou que o Brasil está disposto a fazer um esforço para destravar as negociações, embora o tenha deixado claro que somente um milagre poderia ajudar a superar as divergências, mas se disse disposto a ajudar os países mais pobres. "Se for necessário fazer um sacríficio a mais, o Brasil está disposto a colocar mais dinheiro na mesa para os outros países."

Os países industrializados decidiram deixar para janeiro de 2010 a discussão da adoção de metas de redução até 2020 estipuladas até agora. Vamos esperar então...
fonte: RFI
TEM MAIS... Efeito estufa
Agência Internacional de Energia alerta para catástrofe A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou um relatório ao final de 2009, afirmando que nos próximos 20 anos, o petróleo, o gás e o carvão continuarão a ser as principais fontes de energia, piorando o aquecimento global. Até 2030, segundo o documento, seria necessário um investimento de 10,5 trilhões de dólares para evitar uma catástrofe ambiental. De acordo com a AIE, cerca da metade dos recursos deveriam ser destinados a melhorias no sistema de transportes, e o restante, distribuído entre o setor da construção civil, as centrais elétricas e a pesquisa de biocombustíveis.

Segundo a AIE, se os países ricos e emergentes continuarem a poluir indiscriminadamente, o petróleo, o gás e o carvão representariam 80% do consumo de energia em 2030. Com isso, a temperatura global poderia subir seis graus. Em 100 anos, a temperatura da Terra subiu 0,7%.

Se os países investirem massivamente em energias renováveis em políticas de desenvolvimento sustentável, controlando as emissões de gases poluentes, o consumo anual de energia aumentaria 0,8% em vez de 1,5% - uma economia que poderia diminuir o aumento da temperatura global em 2 graus.


O relatório ainda destaca que "é chegado o momento de partir para a ação", numa referência a um substituto de metas ao protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Os países ocidentais ainda não definiram claramente uma meta de redução de gases poluentes. O Brasil defende uma diminuição de 40% até 2020.
TODOS PODEM CONTRIBUIR PARA A DIMINUIÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES Ex-Beatle Paul McCartney defende "segunda-feira sem carne"
O objetivo da campanha é de que as pessoas se tornem vegetarianas um dia por semana para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. McCartney - que é vegetariano há muitos anos - afirmou que as pessoas vão estar combatendo o aquecimento global se mudarem os seus hábitos alimentares. O músico ressaltou que a ingestão de um quilo de carne bovina equivale a viajar 250 km de carro.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o setor pecuarista é responsável por 18% dos gases de efeito estufa. O que acontece é que as vacas emitem uma grande quantidade de metano através do arroto e das flatulências. O metano é um gás que tem o potencial de acumular 23 vezes mais calor do que o dióxido de carbono. Além disso, grandes extensões de terra têm sido desmatadas para se transformarem em pastos para o gado.

Justa distribuição da terra agrária no Brasil pode ajudar a salvar o Planeta. O país precisa fazer uma profunda e séria reforma agrária. Conferindo os NÚMEROS DO IBGE Divulgado no fim de setembro de 2009 pelo IBGE, o Censo Agropecuário 2006 indicou que a concentração de propriedades rurais permaneceu praticamente inalterada em 10 anos. O Índice de Gini variou de 0,856 em 1996 para 0,854 em 2006. Quanto mais próximo de 1, maior é a concentração; quanto mais perto de zero, menor.

No Brasil, vale a pena lembrar, 46% das áreas cultiváveis são controladas por apenas 1% dos proprietários; muitos destes proprietários não dão "função social" (A Constituição estabelece que “compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”, atendendo simultaneamente a requisitos de “aproveitamento racional e adequado, utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente, observância das disposições que regulam as relações de trabalho, exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores”.) às suas propriedaes, sonegam impostos, rolam dívidas de empréstimos de dinheiro público, e possuem títulos de propriedades suspeitos. Estas terras controladas por esta hoste que defende com "unhas e dentes" o direito à propriedade privada para eles apenas, estão em produção nociva ao ambiente visando o mercado externo. Destruição do meio ambiente por meio de agrotóxicos, pesada maquinaria agrária, transgênicos, tudo para atender o agronegócio sempre mais exigente.
É bom saber ainda.
Propriedades rurais com trabalhadores em situação análoga à escravidão, que causem danos ao meio ambiente e improdutivas são, portanto, passíveis de desapropriação. A Lei nº 8.629 de 1993, que regulamenta a reforma agrária, considera propriedades improdutivas as destinadas a agricultura, pecuária ou extrativismo florestal com grau de utilização da terra menor de 80% e grau de eficiência na exploração menor de 100% (quando comparadas a índices fixados pelo governo).

Artigo desta mesma lei (modificado pela Medida Provisória nº 2183-56 de 2001) estabelece que “parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. A atualização é hoje uma das principais reivindicações do movimento sem terra MST: os índices em vigor datam de 1975.
é Importante SABER. Aquecimento global altera padrão de chuva em todo o mundo A mudança no padrão de chuvas observada em todo o mundo ao longo do último século é conseqüência do aquecimento global, afirma estudo divulgado pela revista "Nature" (www.nature.com). O trabalho projeta para o futuro a tendência de áreas secas ficarem mais secas e áreas chuvosas, mais chuvosas.

A ocorrência de tempestades mais intensas e inundações no norte do Hemisfério Norte e de secas severas em áreas ao norte do Equador (como México e região do Saara) é fruto, acreditam os cientistas, do aquecimento promovido pelo agravamento do efeito estufa.

Depois de os climatologistas terem mostrado que a humanidade é responsável pelo aumento na temperatura e no nível do mar, agora eles sugerem que há, sim, uma parcela de culpa humana na mudança dos padrões de chuva.

Estudos anteriores não tinham conseguido mostrar essa relação porque consideravam a quantidade global de chuvas. Assim, mesmo que em um lugar diminuísse e em outro aumentasse,
no geral a precipitação se mantinha a mesma, o que mascarava o resultado. Agora foi levada em conta a média por faixa de latitude.

Cientistas americanos, britânicos e japoneses compararam as mudanças observadas na precipitação média do século 20 com as simuladas por programas de computador e as dividiram em três grupos.
O primeiro levou em conta somente as emissões humanas de gases-estufa, o segundo considerava apenas o impacto de fenômenos naturais --como erupções vulcânicas-- e o terceiro
continha os dois.

Foi esta última análise que apresentou os melhores resultados. Na faixa que inclui o norte da América do Norte e da Europa, o nível de precipitação aumentou 62 mm entre 1925 e 1999. Os pesquisadores estimam que entre 50% e 85% deste aumento possa ser atribuído a atividades humanas. Nas alterações medidas na faixa de 0 a 30 ao sul da linha do Equador, também existe uma parcela grande de culpa humana.

"[Essas mudanças] já podem ter causado efeitos significativos nos ecossistemas, na agricultura e
na saúde humana em regiões sensíveis a mudanças de precipitação", escreve a equipe liderada por Xuebin Zhang, da Divisão de Pesquisa Climática do Canadá.

Além disso, os cientistas perceberam que na comparação entre as mudanças já observadas e outras simuladas nos modelos climáticos computadorizados, as primeiras foram mais intensas. Isso sugere que as projeções que vêm sendo feitas para os impactos da crise do clima podem estar subestimadas.

O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) já qualificou como "inequívoca" a
responsabilidade humana pelo aquecimento global, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis. Os cientistas estimaram que até o final do século as temperaturas podem subir até 4C.
O PIOR ESTÁ ainda por vir Aquecimento fará milhões de famintos e sem água neste século, diz estudo
O aquecimento global fará com que milhões de pessoas passem fome por volta de 2080 e causará grave falta de água na China, Austrália e em partes da Europa e Estados Unidos. O quadro faz parte de um estudo sobre o clima global.

Segundo o relatório da Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, até o final do século as mudanças climáticas trarão escassez de água para até 3,2 bilhões de pessoas, com um aumento médio de temperatura na ordem de 2ºC a 3ºC.

O estudo diz ainda que até 600 milhões de pessoas enfrentarão falta de alimentos até 2080. Países pobres, como os da África e Bangladesh, seriam os mais afetados, por serem os menos capazes de lidarem com secas e inundações litorâneas, também previstas pelos cientistas.


O Painel Intergovernamental foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa Ambiental da ONU para orientar as políticas globais sobre o aquecimento. O grupo estima que até 2100 a temperatura média do mundo estará
de até 4,5ºC acima dos níveis pré-industriais.
Fontes: folha online, agência Reuters e Fotos do aquivo do Jornal El País

Uma criança come sobras de alimentos tomadas do lixo das ruas da cidade indiana de Nova Deli
Uma criança carrega água em um povoado ao oeste de Dafur, no Sudão
Mais informações / EFEITO ESTUFA Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo, diz ONU


Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma.

Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.

Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO.

Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado. Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta.

A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.

Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água.

O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.

"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma a agência das Nações Unidas.

Nova conferência ambiental no Brasil
Em 2012, 20 anos após a realização da Eco-92, no Rio de Janeiro, o Brasil sediará outra conferência ambiental — a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Aprovada em dezembro de 2009 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, a conferência, batizada de Rio+20, terá como objetivo “avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumido pelos líderes mundiais na Eco-92”, informou a Agência Envolverde (4/1). Também será discutida a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável, que só permite decisões com aprovação de todos os países — modelo que já fora contestado na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro de 2009.

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