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domingo, 11 de abril de 2010

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A República de PlatãoPor Simon Blackburn
Universidade de Cambridge



Se é que alguns livros mudam o mundo, a República pode bem reivindicar o primeiro lugar. É habitualmente considerada a realização suprema de Platão como filósofo e escritor, brilhantemente suspensa entre os primeiros diálogos zetéticos e inconclusivos e as especulações cosmológicas e dúvidas menos impositivas dos mais tardios. No decurso dos séculos foi provavelmente objecto de mais comentários e sujeito a críticas mais radicais e apaixonadas do que a grande maioria dos outros grandes textos fundadores do mundo moderno. Na realidade, a história das interpretações deste livro constitui, por si mesma, uma disciplina académica, com capítulos de especialistas sobre quase todos os episódios da história da religião e da literatura nos últimos dois mil anos, e até mais. Para mencionar apenas os poetas ingleses mais importantes, há livros integralmente dedicados ao platonismo e Chaucer, Spenser, Shakespeare, Milton, Blake, Shelley e Colleridge, para referir apenas alguns, e muitos outros sobre movimentos e épocas inteiras: Platão e o cristianismo, Platão e o renascimento, Platão e a época vitoriana, Platão e o nazismo, Platão e nós mesmos. A história da influência directa de Platão na filosofia constitui por si mesma outro estudo, apimentado por nomes como Fílon de Alexandria, Macróbio, Porfírio, Pseudo-Dionísio, Eriúgena, tal como os mais conhecidos Plotino, Agostinho e Dante. Por vezes, o Platão de que se trata é o autor de outros textos, nomeadamente do inspirado Banquete ou do teologicamente ambicioso Timeu. Mas a República raramente anda longe.

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