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sábado, 30 de julho de 2022

Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito! 

Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos cursos jurídicos no país, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. 

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais. 

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal. 

Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular. 

A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. 

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral. 

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude. 

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos. 

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições. 

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional. 

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão. 

Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática. 

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. 

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições. 

Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona: 

Estado Democrático de Direito Sempre!!!!

ASSINE A CARTA... É PELO BRASIL... É PELA DEMOCRACIA... É PELO FUTURO DO BRASIL...


domingo, 19 de junho de 2022

MOÇAMBIQUE E BRASIL, PAÍSES IRMÃOS QUE DEVERIAM REAFIRMAR LAÇOS POR SOBERANIA E DESENVOLVIMENTOS ECONÔMICO, SOCIAL E CULTURAL

Um canal no Youtube que mostra o cotidiano de um garoto youtuber da cidade de Inhambane no Moçambique, é o canal COTA SORRISO. Sem artificialismos, o garoto produz vídeos com os materiais simples do cotidiano que possui, passando um realismo surpreendente desse país irmão, que como nós, foi colonizado pela coroa portuguesa. "Cota Sorriso", codinome da personagem do Canal, transmite um espírito de luta pela vida. Lutar pela vida é a marca dos fortes e bravos povos africanos que resistiram e resistem a todos os golpes violentos disparados pelos brancos, que tao bem como nos ensinam os estudos antropológicos, orientados pelo etnocentrismo e eurocentrismo cultural. Moçambique ainda tem muito a desenvolver-se como país soberano e enfrentar seus desafios por si mesmo sem considerar a força opressora europeia que ainda se faz muito presente, favorecendo uma elite a viver bem e uma maioria a viver mergulhada na busca pela sobrevivência, assim como no Brasil que também tem o mesmo desafio e, especialmente nesse momento em que o governo Bolsonaro depreda o país em todos os sentidos.

Localização e caracterização da Província de Inhambane. A Província de Inhambane situa-se na região sul do País (ao sul do rio Save) ocupando uma considerável parcela da extensa planície litoral moçambicana. Localiza-se entre as latitudes 20° 57' 09" Sul e 31° 30' 42" Sul e as longitudes de 35° 34' 27" Leste e 31° 30' 00" Leste. A população da Província de Inhambane era de 1.499.479 habitantes em 2015, correspondente a uma densidade populacional de cerca de 21 habitantes por km2. A esperança de vida à nascença é de cerca de 54 anos, a taxa bruta de natalidade é de 35,8%0, a taxa bruta de mortalidade de 13,1%0,a taxa global de fecundidade de 4,7 filhos, a taxa de mortalidade infantil de 72,9%0 e a taxa de crescimento natural de 2,3%. A Província tem uma superfície de 68.775 km2. (aproximadamente 8,6% do território nacional) e quase um milhão e meio de habitantes. Na sua longa linha de costa são de referir algumas importantes baías, enseadas e arquipélagos que a tornam um excelente destino turístico, com realce para as baías de Inhambane, Govuro, Cocos, Pomene e Morrumbene e os cabos de S. Sebastião, Bartolomeu Dias, Jangamo e Mucucune, bem como as ilhas de Santa Carolina, Bazaruto, Magaruque e Benguera. A Província possui um enorme potencial estratégico derivado da sua localização, por se situar entre a capital do país e a segunda maior cidade, Beira. Como consequência, é servida pela estrada nacional ligando as duas cidades e que atravessa a Província de norte a sul. (https://www.mic.gov.mz/por/Dir-Provinciais/DPIC-Inhambane).

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A assertiva seguinte é verdadeira e encontra-se nos registros históricos de políticas externas do Brasil. O ex-presidente e agora candidato a novo mandato presidencial nas eleições de 2022, é a esperança do Brasil e do Mundo para orientar uma nova política externa no Brasil fundada no diálogo e cooperação, especialmente entre os países irmãos: "Lula foi o protagonista da aproximação entre o Brasil e a África. Antes dele, a presença brasileira mais marcante eram as novelas. Com ele, o Brasil desembarcou levando acordos políticos, projetos de cooperação e negócios, muitos negócios. Lula queria estimular uma nova geopolítica, em que o Sul (os países emergentes e em desenvolvimento) tivesse mais força. A principal forma de fazer isso, acreditava, era aumentando as relações econômicas Sul-Sul. Por isso, Lula sempre levou missões empresariais à África. Participou de diálogos entre empresas brasileiras e governos africanos. Criou linhas de financiamento para apoiar quem quisesse ir a África. Foi um caixeiro-viajante."


Para muitos brasileiros a África é um mistério, e para muitos africanos o Brasil ainda é uma lenda. De todos os continentes, a África ainda apresenta grandes potencialidades para o Brasil, seja do ponto de vista econômico, mas também educacional e social. A conexão é muito forte, temos laços culturais mais do que enraizados, e não devemos perder isso, mesmo em tempos de crise econômica.  

Durante anos desenvolvi projetos educacionais em Angola e Moçambique, e pude perceber bem de perto o quanto ainda precisamos conhecer a África de Língua Portuguesa com profundidade. Tenho a sensação de que o Brasil é visto como um “primo” que deu certo, mesmo considerando todos os problemas políticos e econômicos que estamos sofrendo neste momento. 

De uma forma geral, o Brasil precisa observar com mais atenção Angola e Moçambique, sem contar potencialidades em São Tomé e Príncipe, e não somente através de grandes companhias como Vale, ou construtoras, acredito que os países africanos têm oportunidades para médios e pequenos empresários em diversos segmentos, principalmente em Educação e Saúde. 

O Brasil acaba de ganhar uma obra que explica com exatidão as nuances de negócios e oportunidade do país com a África, em especial Moçambique. A jornalista, Amanda Rossi, apresenta ao público brasileiro a significativa obra “Moçambique – o Brasil é aqui”. Continue lendo a matéria através do link 

https://bioeticaediplomacia.org/mocambique-o-brasil-e-aqui/


Países africanos que têm em comum com o Brasil o fato de terem sido colonizados por Portugal e que têm como língua oficial o Português: Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Moçambique.

Moçambique


São Tomé e Príncipe

Brasil


Angola

Cabo Verde

                           Moçambique

sexta-feira, 17 de junho de 2022

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