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domingo, 7 de março de 2010

FILOSOFIA: que Filosofia ensinar no Ensino Médio Brasileiro? Que metodologia utilizar? Ensinar Filosofia ou Filosofar?

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Que Filosofia ENSINAR???

PROBLEMATIZANDO O ENSINO-APRENDIZAGEM DE FILOSOFIA

Qual deve ser o modelo de ensino da disciplina de Filosofia na Educação Básica: a prática do pensamento crítico contextualizado e dialógico ou a repetição de conteúdos historiográficos abstratos e indiscutíveis?

A tensão entre estas duas possibilidades e, a busca por uma solução congruente urge de uma necessidade programática para o ensino de Filosofia que em nenhum momento pode negar um destes elementos que alimentam esta dinâmica tensiva.


Seria justo afirmarmos que todo homem e, em especial, tratando-se do homem Ocidental, parafraseando novamente o que já teria afirmado Gramsci, em certa medida, é filósofo; uma vez que herdamos a capacidade de filosofar dos gregos antigos.


Porém, apesar de fazer ressonância a esta afirmação gramsciana, Jaspers, por exemplo, afirma que “Todo o Homem enquanto homem filosofa. Mas a coerência conceptual do que esta afirmação implica não se alcança de modo algum num rápido relance. O pensamento filosófico sistemático requer estudo” .


Portanto, é correto afirmar também que a Filosofia de modo direto não "ensina a pensar" e nem a "ser ético". Trata-se de uma disciplina como outra qualquer. O aluno é apresentado a um universo conceitual específico e, depois, nas provas e trabalhos, instado a mostrar como lida com as novas "ferramentas". Não há mágica nenhuma. E conforme nos recorda Jaspers, é um trabalho que exige um enorme esforço voluntário.


Não é porque o estudante vai ler textos que refletem sobre a aquisição do conhecimento, por exemplo, que se tornará mais apto a conhecer. De modo análogo, estudar como determinados autores pensaram a moral e a ética não é em absoluto garantia de que o aluno se tornará um ser mais moral e mais ético.


É desde esta base primordial que sustenta qualquer processo ensino-aprendizagem, que todo estudante de Filosofia deverá partir, até chegar (e/ou paralelamente fazendo) àquela tarefa de reler os acontecimentos de seu cotidiano, auxiliado por uma fundamentação Filosófica com ampla capacidade e liberdade de fazer leituras “transdisciplinares” .
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JASPERS, Iniciação filosófica, 1976. p.22
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Aqui é que entra o educador/Filósofo como facilitador deste processo. Cabe ao educador ter as habilidades mínimas para fazer essa congruência entre as inúmeras possibilidades de exercícios filosóficos (oferecidas pelas mais varias escolas clássicas de Filosofia construídas ao longo dos séculos) co-relacionados aos problemas concretos do cotidiano dos educandos que requerem respostas para além dos limites do senso comum.


Como já constatamos, em relação ao processo de implementação e consolidação da disciplina no Ensino Médio, as faculdades de filosofia dificilmente serão capazes de fornecer a legião de professores necessária para suprir a demanda, as escolas tenderão a recrutar seus docentes pela habilitação mais próxima da filosofia, que poderá advir da História, da Sociologia, da Pedagogia, da Teologia e de outras áreas por necessidades pontuais.

Assim, a ausência da especificidade formativa em Filosofia da maioria dos profissionais, que atuarão em sala de aula, exigirá uma atenção redobrada quanto à valorização do Educador-Filósofo colocando este em diálogo constante com os educadores-não Filósofos, através da constituição de uma rede transdisciplinar cooperativa de “educadores-filósofos”; formação continuada; difusão dos conhecimentos Filosóficos por todos os meios disponíveis; consolidação de ações pedagógicas contextualizadas e diferenciadas. .
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Esta perspectiva, que busca uma relação estreita entre os dois movimentos, em tensão, no ensino de Filosofia, em relação à sua finalidade aparece de forma muito clara na CARTA DE SALVADOR PARA A FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO, p. 2 : “(...) Consideramos que a atividade filosófica, que não subtrai nenhuma idéia e fato à livre discussão e investigação, que se esforça em precisar as definições exatas das noções utilizadas, em verificar a validade dos raciocínios e das pesquisas, em examinar com atenção os argumentos dos outros, permite a cada um aprender a pensar por si mesmo e aprender a reconhecer os processos sociais implicados... (...) que o ensino de filosofia favorece a abertura do espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e suas relações dialógicas (...). Reafirmamos que a educação filosófica, formando espíritos livres e reflexivos - capazes de resistir às diversas formas de alienação, de fanatismo, de exclusão e de intolerância - contribui para a paz e prepara cada um a assumir suas responsabilidades face às grandes interrogações contemporâneas (...)”.
É bom lembrar que no Estado do Paraná já há um intencionalidade da SEED/PR no sentido de aglutinar estas forças: nos últimos anos foram oferecidos cursos de capacitações específicas, inclusive estando no calendário de 2009 a proposta de um Simpósio de Filosofia para o segundo semestre; há um grande número de recursos de apoio didático no site da SEED/PR, que possibilitam aos professores muitas ferramentas para qualificarem suas aulas.
Números (alunos matriculados) das Escolas Públicas geridas pelo Governo Estadual: Ensino Fundamental 1ª à 4 ª Séries: 25.917; 5ª à 8ª séries: 717.726; Ensino Médio e Ensino Médio Integrado (profissionalizante) 1ª à 4ª séries: 441.648. (Fonte: INEP-2007).
ROSA (2008): “Embora seja um tema quase negligenciado pela mídia, a estrutura de financiamento à educação limita as possibilidades de formulação e implementação de ações. Mas há quem esteja atento para isso. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, nos últimos cinco anos, realizou oficinas e debates que reuniram especialistas, estudantes, sociedade e governo para discutir, entre outros pontos, o financiamento da educação pública brasileira. “É importante que pais e alunos saibam quanto custa a educação de qualidade que têm o direito de exigir”, argumenta Iracema Santos do Nascimento, coordenadora de comunicação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que lembra ainda a importância da atual bandeira da Campanha, a instituição do Custo Aluno-Qualidade (CAQi), que dimensiona o quanto seria necessário investir por estudante para assegurar um bom ensino.(...)” Lembramos que o conceito de Custo Aluno–Qualidade está previsto em diversas leis, entre elas a Constituição Federal de 1988, mas até hoje não foi posto em prática. As constantes afirmações do Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, de que “a educação não deve ser encarada como despesa mas como investimento”, é alentadora em termos de esperanças para um futuro melhor do que o presente que temos agora.

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Entre o abismo existente na relação da perspectiva enciclopedista de ensinar Filosofia, herdada dos Jesuítas e que, não se enquadra mais em nossa atual realidade de ensino aprendizagem, pelo menos em sua forma exclusivista; e a perspectiva pedagógica deleuzeana presente nas orientações, de forma oficial, das diretrizes curriculares para o ensino de Filosofia na educação básica do Paraná, há alguns perigos a serem evitados: um deles, será a presença de muitos profissionais em sala de aula oriundos de instituições de Filosofia ligadas a confissões religiosas. O perigo aqui é a reprodução de um pseudo-ensino de Filosofia reprodutor de conteúdos dogmatizados, para reforçar apenas apologias religiosas, moralistas e de manutenção do status quo, vigente e convencional.


Por outro lado, a chamada “Filosofia de Vida” seria o outro cenário “apocalíptico” que entregaria a Filosofia ao desprezo total. A tendência quase que natural para um tipo de educação que trabalhe técnicas de auto-ajuda tem uma simpatia avassaladora em nossa atual sociedade. Facilmente, confunde-se ensino de Filosofia com pseudas filosofias oriundas do oriente, que mais tem, em potência, a capacidade de anestesiar a razão do que liberar esta.

Destarte, o regime militar eliminou, em 1971, a Filosofia do então colegial. Foi a chamada massificação da clientela escolar. Entre os anos 30 - a era dourada do ensino público - e os 90, o número de alunos da rede oficial aumentou nada menos do que 20 vezes . Os recursos aplicados cresceram numa proporção bem menor.


O retorno da filosofia e da sua companheira, a sociologia, ao ciclo básico, não passa nem perto de ser uma solução para a grave crise que a educação enfrenta hoje e ainda, as mesmas, necessitarão da auto-capacidade de se ajustarem ao difícil cenário em que se encontra mergulhado o ensino institucionalizado atual. A rápida ampliação da rede sem um aumento correspondente dos recursos investidos e uma outra gama de fatores levou a uma espécie de deterioração do Ensino.

Vamos abordar alguns outros fatores decorrentes deste cenário negativo que podem agravar ainda mais o cenário se não forem tomadas decisões pontuais e corretas, ao nível de gerência da educação, no âmbito governamental. Sabemos que os estragos levam anos, às vezes décadas e quiçá séculos para serem revertidos.

Não podemos ignorar que, formar docentes qualificados e entusiasmados com a vocação de ensinar, está cada vez mais difícil. Estudo encomendado pela Fundação Lemann e pelo Instituto Futuro Brasil mostra que apenas 5% dos melhores alunos que se formam no ensino médio desejam trabalhar como docentes da educação básica. Dos que ficaram entre os 20% mais bem colocados no Enem 2005 (Exame Nacional do Ensino Médio), 31% querem trabalhar na área da saúde e 18% se inclinam para a engenharia.


Isto é questionador, não estaríamos recrutando nosso professorado entre os piores alunos? Para recrutar os melhores profissionais, hipoteticamente, é preciso oferecer uma carreira atrativa, senão financeiramente, ao menos em termos de valorização social do profissional, será que estamos fazendo isto? Os inúmeros casos de debilidades físicas e psíquicas que afastam milhares de profissionais das salas de aulas todos os anos, não é somente um sinal de que faltam condições mínimas ou mais seguras para que os educadores desenvolvam seus trabalhos?
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PINTO (2008): “O ensino médio no Brasil nasce nas mãos da iniciativa privada, em virtude do monopólio dado pela Coroa Portuguesa aos jesuítas, e permanece majoritariamente em mãos de entidades religiosas até a primeira metade do século XX. As poucas escolas públicas existentes caracterizavam-se pela qualidade do ensino e pela elitização, já que se utilizavam de processos seletivos para o ingresso. Esta situação começa a mudar na década de 1960, com a ampliação da rede pública e com a progressiva hegemonia no setor privado de escolas de caráter empresarial. Em 1971, com a Lei nº 5.692, acontece uma reorganização do então ensino secundário, de tal forma que o seu primeiro ciclo (antigo ginasial) passa a fazer parte da escolarização obrigatória, que passa de quatro para oito anos de duração, e o antigo segundo ciclo passa a se denominar ensino de 2º grau, com duração de três anos, constituindo-se, após a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, no atual ensino médio.No período que vai de 1971 até 2006, esta etapa de ensino sofreu mudanças significativas no padrão de atendimento, com as matrículas crescendo oito vezes e a participação do setor privado caindo de 44% das matrículas, em 1971, para 12% destas, em 2006. Portanto, hoje, pode-se dizer que o poder público, por meio da receita de impostos, é o principal financiador do ensino médio, com a garantia de uma maior democratização do acesso.”
Ibid., (2008): “O preço pago, não obstante, por essa maior abertura do ensino médio aos jovens das famílias mais pobres, foi uma queda em sua qualidade. Por qualquer ângulo que se analise, constata-se uma situação explícita de subfinanciamento. Dados de comparações internacionais, para o ano de 2002, apontam um gasto médio por aluno do ensino médio no Brasil de US$ 801¹ por ano, enquanto no Chile este valor era de US$ 2.062; no México, US$ 2.564; na Coréia, US$ 7.276 e nos EUA, US$ 10.468. Um fato que suscita uma rápida discussão é que, mesmo quando comparado com os gastos por aluno de diferentes etapas da educação básica, observa-se um menor valor para o ensino médio (...).”
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0906200801.htm. Acesso: 13 de março 2009.

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Retomemos de novo um fator já considerado anteriormente: A introdução da filosofia e da sociologia em regime obrigatório e intensivo, no Ensino Médio, enfrentará, ao longo prazo, outra problemática: educandos encontram-se com deficiências quase que insanáveis no campo da grafia portuguesa, da leitura e por conseqüência da interpretação e produção de textos – considerando-se serem estes os instrumentos básicos do filosofar e que, vivenciamos um sistema educacional que não ensinou sua clientela a pensar por si mesma.


É bem claro, que para o educando apropriar-se de conhecimentos formais – como a Filosofia, por exemplo – estas habilidades sejam condições sine qua non , donde suscitamos outras questões: Não estará a filosofia, nesta perspectiva, condenada a permanecer no desprezo total? Então, como ensinar Filosofia no ensino médio? Mais do que isso: como ensinar de maneira significativa Filosofia para os jovens paranaenses de nosso tempo? Que conteúdos? Que metodologias? Que técnicas? Não estará a Filosofia, perdida em meio às outras disciplinas clássicas convertendo-se em apenas mais uma?


Passagem extraída de: LOPES, Lucio de Lima. O ENSINO DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ: UMA CRÍTICA A PARTIR DA PERSPECTIVA DELEUZEANA. 2009. 52 f. Monografia (Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino). Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2009.

Leia o Histórico da presença da disciplina de Filosofia no Ensino Médio no Brasil. Uma História de Inclusão e Exclusão: fruto do medo diante da Consciência Crítica. Medo daqueles que querem dominar as mentes humanas para satisfazerem seus desejos egocêntricos e cumulativos de poder material e político: cultura do TER. Filosofia e a autonomia do Homem, uma conexão que mete medo naqueles que permanecem no topo da pirâmide.

O Ensino de Filosofia no Brasil: Dos Jesuístas ao Regime Ditatorial pós-64
O ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL: DO REGIME MILITAR PÓS 64 AOS DIAS DE HOJE

O Ensino de Filosofia no Brasil: Dos Jesuístas ao Regime Ditatorial pós-64

Filosofia no BRASIL

O ENSINO DE FILOSOFIA NO TEMPO

TRÊS CONJETURAS HISTÓRICAS DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA ATRAVÉS DO TEMPO NO BRASIL E NO PARANÁ

Conjetura de seu “telos” na educação quanto ao “passado”

No contexto da presença da Filosofia enquanto disciplina pedagógica no currículo geral da educação brasileira, há que se considerar uma tradição que remonta ao Brasil Colônia e mesmo ao Império e, desde este fator histórico, também precisamos considerar o contexto de dependência passiva diante da Metrópole e/ou Ex-Metrópole no caso de nossa situação enquanto Império, mas com o poder ainda nas mãos de portugueses e/ou de seus descendentes.

Destarte, é quase que inevitável que esta investigação nos remeta diretamente a uma rápida e justa conclusão: Portugal era Católico e extremamente conservador e, por conseqüência, fechado para as novidades que irrompiam no restante da Europa e isto é falar, das conquistas e avanços científicos modernos ao lado da auto-afirmação da Filosofia iluminista e da ilustração, frente ao escolasticismo.

Portanto, é lógico o raciocínio de que o Brasil vai reproduzir, por séculos, a dinâmica das mudanças de implementação do ensino de Filosofia, que ocorrerá em território lusitano, ao longo da história destes dois países e o processo receberá insignificantes mudanças mesmo depois do rompimento oficial, uma vez que Portugal se retirou mas a Igreja Católica permaneceu aqui. Logo , o catolicismo escolastizou a filosofia, portanto a Filosofia ensinada no Brasil Colônia/Império não poderia ser outra sine qua non a Filosofia Cristã/Católica .
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Tomamos esta palavra aos subtítulos de forma intencional para expressarmos que nossa preocupação aqui, não é diretamente tratar de uma história linear da disciplina de Filosofia no Brasil. Por outro lado, também queremos expressar que as fontes desta mesma história não são tão abundantes assim, uma vez que a história da disciplina de Filosofia no Brasil se confunde com a história da educação em nosso país, apenas com o adendo de que ora a Filosofia está lá, ora ela está totalmente ausente, pelo menos na perspectiva oficial. Para um maior envolvimento, a opção pela palavra apresenta-se na noção configurada como “suposição”.

Devemos ser extremamente cuidadosos em nosso entendimento do tempo. Embora possamos usar nossas palavras tradicionais para falar sobre o “tempo” da filosofia em seu histórico existencial, enquanto disciplina no currículo educacional brasileiro e paranaense, é imperativo para nosso trabalho que não entendamos passado, presente e futuro como separados um do outro, no velho sentido linear. Se o tempo for assim confundido com três tempos separados, a atividade analógica tenderá a enfatizar um e negligenciar os outros dois em detrimento do empreendimento total, característica peculiar da atividade filosófica. Uma vez que, nosso trabalho, aqui, implica em justamente contrapor esta tendência pedagógica linear e clássica à perspectiva deleuzeana de “vislumbração” pedagógica de inovadoras propostas de ensino para Filosofia em nosso cotidiano atual.

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CARTOLANO (1985) nos lembra que a “(...) A Filosofia faz parte dos currículos no Brasil desde a criação da primeira escola de ensino médio da Companhia de Jesus em Salvador, Bahia, em 1553...”.

Ora, há documentos confiáveis sobre a tradição do ensino de Filosofia em Portugal e que datam a partir do século XIII , e isto, nos permite uma analogia em relação à criação e função desta primeira escola com uma outra criada em Portugal no século XVI, que foi a criação do Colégio das Artes em Coimbra, no ano de 1547, cuja finalidade era exatamente a preparação dos alunos para o ingresso na Universidade. É de se destacar seu papel enquanto ensino médio propedêutico e, que a Filosofia só se tornou autônoma em território português em meados dos anos 50 do século XX, enquanto no Brasil datam da década de 30 do mesmo século .

Em resumo, queremos dizer, retomando CARTOLANO (1985), em conformidade direta à nossa conclusão, acima explicitada, que esta Filosofia ensinada era a do Ratio Studiorum, de conteúdo tomista, uma filosofia letrada, humanista e, sobretudo, Católica.

Destarte, é necessário imaginar que implicitamente reside nesta metodologia pedagógica tradicional de ensinar Filosofia, o velho dilema didático de como ensinar filosofia e/ou, qual filosofia queremos ensinar hoje. Poderíamos utilizar FREIRE (1970) para situar este viés característico do Ratio Studiorum e que tanto marcou nossa educação por séculos, com seu “conceito ‘bancário’ de educação” e isto é, dizer, educação seja simplesmente uma questão de depositar informação em receptáculos passivos.

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DCE.SEED-PR (2006), p.18 citando REALE e ANTISERI, 2003.p.125): “(...)Essa Filosofia buscava aperfeiçoar os instrumentos lógicos para melhor compreensão dos textos bíblicos e dos ensinamentos dos padres da Igreja que demonstrariam, com base na razão, as verdades aceitas pela fé.”
Ensino da Filosofia em Portugal. FONTES (2002)

Id., FONTES (2002): “(...) O curso que neste colégio era ministrado, tinha a duração de 4 anos, e era leccionado por professores da Companhia de Jesus. A Filosofia constituía o tronco central de todas as matérias, compreendendo as de Dialéctica, Lógica, Física e Metafísica, sendo na sua quase totalidade ocupada com comentários às obras de Aristóteles. A partir de 1590, estes padres adquiriram o monopólio do ensino da filosofia em Portugal. O Curso ministrado em Coimbra, foi de tal modo considerado excelente que se tornou numa espécie de norma para o ensino desta Companhia, não apenas em Portugal, mas em todo o mundo. A sua principal lacuna era todavia o imobilismo, numa altura em que a ciência, e em particular a Física faziam enormes avanços no conhecimento. Sentido-se cada vez mais defasados do seu próprio tempo, em 1750, os Jesuítas solicitam a D. João V autorização para reduzirem a duração da lógica, afim de dedicarem mais tempo à Física, pretendendo também acompanhar o seu estudo com experiências.(...)”. p.2

Dados contidos em LISBOA; PEREIRA, 1995. p.18: “(...) As primeiras escolas superiores (escolas isoladas e, em especial, os (“cursos Jurídicos”) fundados no Brasil, no fim do período colonial – período em que a corte portuguesa aporta no país, 1807-1822, fugindo da Revolução Francesa, têm a Filosofia como um saber importante. Mas é apenas com a criação da Universidade de São Paulo (USP), em 1933, e da Universidade do Distrito Federal (UDF) em 1935, que o Brasil terá cursos superiores de filosofia com espaço curricular próprio (curso de Filosofia e Letras).”

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A atenção ao já conhecido e que chamamos de conhecimento clássico na perspectiva corrente atual e mais adiante veremos na perspectiva deleuzeana , será sempre uma ênfase essencial da atividade educacional, mas não se pode permitir que o prato da balança penda descontroladamente para ela. O método enciclopedista orientado pela memorização dos clássicos e por dever moral Católico, na forma dogmática de reafirmação da autoridade da Igreja, entendia esta prática pedagógica como formadora de homens “(...) letrados e eruditos (...)” .

Esta tradição pedagógica ainda tem seus simpatizantes na atualidade, apesar de todos os movimentos de renovação das práticas pedagógicas já conquistadas e, se mantida no ensino de Filosofia em nosso atual e tão complexo contexto sócio-histórico-cultural-religioso-político-econômico, poderá esvaziar de vez a Filosofia de seu real sentido, que é o de lidar com complexos e intrincados problemas que irrompem em nosso cotidiano contemporâneo.

Voltemos ao “telos” da Filosofia ensinada no “passado” aqui no Brasil. Se a Filosofia chegou ao Brasil refém do escolasticismo e ensinada em nossas escolas a partir de suas práticas pedagógicas de ensino, tradicionalmente orientadas por esse sistema filosófico aristotélico-tomista, presa aos textos clássicos e sem relações crítico-reflexivas com a realidade brasileira, além de ser reservada para os filhos das classes sociais abastadas, não demoraria a prosseguir em seu “calvário” de auto-afirmação .

No final do século XIX em meio ao advento da República e uma forte influência da corrente positivista e das correntes materialistas, o ensino da filosofia começa a ser contestado, nos lembra CARTOLANO (1985). Esta contestação levou à retirada em definitivo da Filosofia dos currículos, já que para o positivismo a Ciência e não a Filosofia, constitui a base firme para a Educação – parafraseando CHAUI (1997) , segundo a concepção de Augusto Comte, o homem atravessaria em seu desenvolvimento em relação ao conhecimento três etapas progressivas, indo da superstição religiosa, passando pela Filosofia e pela Teologia até chegar à ciência positiva, ápice do desenvolvimento e do progresso humano.

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FREIRE, (Pedagogia do Oprimido), pp. 57ss.
Manifestando uma advertência à qual retornamos mais adiante quando aprofundaremos Deleuze e a perspectiva pedagógica do seu “roubar conceitos” na prática filosófica.

ARANHA, Maria L.A. e MARTINS, Maria H.P. Temas de Filosofia. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1997. p.3, citando CARTOLANO (1985), p.21.

Interessante é a passagem do texto em “Objetivos do GT Filosofar e ensinar a filosofar”. Disponível em: http://www.filoeduc.org/gt/gt_apresenta.html. Acessado dia 18.jun.2009. “(...) Nos últimos anos, a presença obrigatória da Filosofia no nível médio de ensino tem monopolizado a preocupação de muitos professores de filosofia no Brasil. Em verdade, não é apenas no Brasil, mas em todos os países em que essa presença é ameaçada. Entre os países da América Latina, a situação se repete no Chile, na Argentina ou ainda no Uruguai, o país da região com uma tradição mais sólida e consistente na área, que tem mantido uma presença secular ininterrupta da Filosofia no seu sistema oficial de ensino nos últimos cem anos. Ainda na França, o país com mais tradição no ensino escolarizado da Filosofia, recorrentemente os professores de filosofia devem se mobilizar para resistir aos embates contra a presença da disciplina nos currículos”.

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Este processo de auto-afirmação da Filosofia aqui no Brasil, analogicamente ao processo desenvolvido em Portugal, segue as mesmas características, sendo abolida oficialmente em 1904 dos currículos . No Brasil, segundo CARTOLANO (1985), a partir desse momento de sua retirada do currículo a Filosofia se vê presa a uma série de movimentos político-pedagógicos que alternadamente a incluem e a excluem dos currículos: volta em 1901 com a disciplina “Lógica” no último ano do secundário, para ser de novo retirada em 1911; regressa como matéria optativa em 1915 e como obrigatória em 1925.

ARANHA e MARTINS (1997) nos lembram que esta obrigatoriedade no ensino médio tinha por finalidade o pré-requisito para ingresso em curso superior, consolidando o caráter propedêutico que marcava esta etapa do ensino, orientada pelo verbalismo e memorização característicos do ensino enciclopedista, ainda que a influência religiosa já estivesse em decadência.

Nos primeiros anos da década de 30, o preceito de que, a educação é um direito de todos, inspirada nos princípios proclamados pelos Pioneiros, no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, passou a ser a bandeira de um grupo de importantes pensadores da educação brasileira, os chamados escolanovistas, dentre os quais se destacava o filósofo Anísio Teixeira.

O Brasil passava por profundas transformações com o início da industrialização e o processo de êxodo rural, com conseqüente ocupação populacional urbana, dando fim aos modelos econômicos herdados da Metrópole e perpassados pelo Brasil Colônia, Império e quase 5 décadas da República. O movimento lutava pelo fim da elitização da educação e reformas consistentes no âmbito pedagógico da educação brasileira, que viessem contemplar as reais necessidades daquela realidade que se irrompia , ainda laicidade e universalização do acesso à educação, exigindo total reformulação dos objetivos educacionais afim, de responder, às reais necessidades do sujeito do processo ensino-aprendizagem no sentido da conquista de sua autonomia .

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CHAUI (1997), pg.272
Ensino de Filosofia em Portugal. FONTES (2002): “(...) A consequência mais imediata deste processo, foi a reforma de 1905, que introduziu no ensino da filosofia as ciências positivas, sob inspiração de Augusto Comte. O curso que tinha 2 anos de duração, foi reduzido de 4 para 2 horas semanais.” p.3
ARANHA e MARTINS (1997), p.3

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A luta dos pioneiros possibilitou a garantia da manutenção da Filosofia com a introdução de Lógica e história da Filosofia, nas reformas educacionais de 1932, Reforma de Francisco Campos e Reforma Capanema em 1942, aparecendo em duas séries do clássico e em uma série do científico, com 4 aulas semanais. No entanto, com o passar do tempo, as séries, e a quantidade de aulas, foram reduzidas até a uma única série no final do curso médio (colegial). A conjuntura político-econômica brasileira orientou a educação para uma menor ênfase às humanidades favorecendo uma educação tecnicista voltada para o mercado de trabalho com suas demandas.

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O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, (1932), A RECONSTRUÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL - AO POVO E AO GOVERNO: “(...) Ora, se a educação está intimamente vinculada à filosofia de cada época, que lhe define o caráter, rasgando sempre novas perspectivas ao pensamento pedagógico, a educação nova não pode deixar de ser uma reação categórica, intencional e sistemática contra a velha estrutura do serviço educacional, artificial e verbalista, montada para uma concepção vencida. Desprendendo-se dos interesses de classes, a que ela tem servido, a educação perde o "sentido aristológico", para usar a expressão de Ernesto Nelson, deixa de constituir um privilégio determinado pela condição econômica e social do indivíduo, para assumir um "caráter biológico", com que ela se organiza para a coletividade em geral, reconhecendo a todo o indivíduo o direito a ser educado até onde o permitam as suas aptidões naturais, independente de razões de ordem econômica e social.”

Ibid., (1932): “(...)não lograram ainda criar um sistema de organização escolar, à altura das necessidades modernas e das necessidades do país. Tudo fragmentário e desarticulado. A situação atual, criada pela sucessão periódica de reformas parciais e freqüentemente arbitrárias, lançadas sem solidez econômica e sem uma visão global do problema, em todos os seus aspectos, nos deixa antes a impressão desoladora de construções isoladas, algumas já em ruína, outras abandonadas em seus alicerces, e as melhores, ainda não em termos de serem despojadas de seus andaimes...”

Ibid., (1932): “(...) Nessa nova concepção da escola, que é uma reação contra as tendências exclusivamente passivas, intelectualistas e verbalistas da escola tradicional, a atividade que está na base de todos os seus trabalhos, é a atividade espontânea, alegre e fecunda, dirigida à satisfação das necessidades do próprio indivíduo. Na verdadeira educação funcional deve estar, pois, sempre presente, como elemento essencial e inerente à sua própria natureza, o problema não só da correspondência entre os graus do ensino e as etapas da evolução intelectual fixadas sobre a base dos interesses, como também da adaptação da atividade educativa às necessidades psicobiológicas do momento. O que distingue da escola tradicional a escola nova, não é, de fato, a predominância dos trabalhos de base manual e corporal, mas a presença, em todas as suas atividades, do fator psicobiológico do interesse, que é a primeira condição de uma atividade espontânea e o estímulo constante ao educando (criança, adolescente ou jovem) a buscar todos os recursos ao seu alcance, "graças à força de atração das necessidades profundamente sentidas".”

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ARANHA e MARTINS (1997) recordam que aos poucos a Filosofia voltou a sua situação de “desprezo” quando a LDB nº 4.024, a colocou em situação de disciplina complementar, conforme as indicações de cada Conselho Estadual de educação. Apesar disso, há que se considerar ser este um período fértil para a reorganização da educação brasileira por uma série de decisões que não é oportuno explicitarmos aqui, processo que sofreu um duro golpe em 64 .

Com a instauração do governo militar ditatorial a Filosofia passou em 1968 para a condição de optativa e alguns anos depois, pela Lei 5.692 de 1971, foi definitivamente banida dos currículos de ensino médio. Em seu lugar entraram disciplinas de doutrinação do Regime, como por exemplo, a “Educação Moral e Cívica”, com o objetivo de garantir a “segurança nacional”, e atenuar o impacto contrarrevolucionário, “crítico” e “emancipatório” do ensino de filosofia, conforme interpretação de CARTOLANO (1985) e ressalvado por ARANHA e MARTINS (1997) , ao lembrarem que a Filosofia tal qual era ensinada, com raras exceções, não apresentava riscos maiores ao Regime.

A verdade é que, em meio a um processo tão atordoado de auto-afirmação, enquanto disciplina autônoma e oficialmente constituinte dos currículos da educação brasileira, a Filosofia não teve tempo para se reorganizar didático-metodologicamente. Mas este processo não termina aqui, fora das salas de aulas do ensino médio durante décadas pós-Regime Militar de 64, em 1982 a Filosofia volta a ser optativa através de uma nova reforma do ensino médio, às vésperas do advento da redemocratização.
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ARANHA e MARTINS (1997), p.4.
Depois de 13 anos de acirradas discussões foi promulgada a Lei 4.024, em 20 de dezembro de 1961, sem a pujança do anteprojeto original, prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros.
É bom recordarmos que em 1964, um golpe militar aborta todas as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira, sob o pretexto de que as propostas eram, segundo muitos autores que abordam esse período em relação à Educação, "comunizantes e subversivas".
CARTOLANO (1985), p.80.
Id., ARANHA e MARTINS (1997), p.4.
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LOPES, Lucio de Lima. O ENSINO DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ: UMA CRÍTICA A PARTIR DA PERSPECTIVA DELEUZEANA. 2009. 52 f. Monografia (Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino). Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Medianeira, 2009.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Informações sobre o curso de graduação em Filosofia

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Filosofia/Graduação
FILOSOFIA NA UNIVERSIDADE
O Curso de Graduação de Filosofia tem de 3 a 4 anos e o formando pode optar pelo Bacharelado ou pela Licenciatura. Entres as disciplinas que constituem o curso estão Ética, Estética, Introdução à Filosofia, Teoria do Conhecimento, Lógica e História da Filosofia Antiga, Moderna e Contemporânea.

A Filosofia trabalha com a escrita, crítica de artes e intervenção teórica em questões políticas, científicas e culturais-sociais.

A Filosofia busca entender as mais diversas REALIDADES do Homem em relação à Physis (Natureza), à Sociedade e ao Cosmo (Universo). Faz um árduo exercício racional através do estudo do abstrato ou seja, dos conhecimentos que abrangem o Todo do objeto investigado. Suas principais ferramentas é a Leitura e a Escrita. O estudante de Filosofia tem que ter vocação para trabalhar com Teorias extensas dos mais variados sistemas filosóficos e arriscar a construir novos conceitos. A Filosofia trabalha com a DÚVIDA e é ela a grande propulsora para a atividade filosófica. A Filosofia não oferece respostas prontas e exige muita concentração e dedicação ao estudo teórico



Se você tem interesse em fazer um curso de Filosofia procure escolher uma boa instituição. Evite aquelas instituições ligadas a confissões religiosas, pois elas tendem a empobrecer o trabalho filosófico dando-lhe um caráter pouco crítico.

A Filosofia esteve desde o Golpe Militar de 64, banida das salas de aulas e praticamente ficou apenas em algumas instituições de ensino privado. A Filosofia oferece hoje um amplo mercado de trabalho no campo da docência. O Governo Federal tornou a disciplina obrigatória no ensino médio do país, apesar de sempre estar ameaçada quando quem está no governo seja representante da Direita ou extrema-direita. Ela cada vez está mais presente na rede privada de ensino, desde os anos iniciais da educação básica e se faz presente também em praticamente todos os cursos universitários. Por outro lado, a Filosofia Clínica está ganhando espaço no Brasil. É uma opção para quem quer trabalhar problemas do mundo afetivo a partir da orientação racional. Na Europa ela já amplamente praticada.

A Filosofia é atraente porque é a única atividade que permite ao homem indagar sobre si mesmo, buscar orientação e diferentes caminhos. Ela nos proporciona um conhecimento crítico que possibilita uma aproximação maior com a verdade e a felicidade.

Os cursos possuem de 3 a 4 anos, dependendo da instituição. Ao final proporciona uma Licenciatura Plena e/ou Bacharelado. Durante estes anos os acadêmicos aprendem todos os principais sistemas filosóficos e seus expoentes. Conhecem ainda a fundo os principais ramos da Filosofia como Estética – estudo do belo e do feio; Ética – estudo do bem e do mal, Lógica – estudo da verdade e não-verdade, Epistemologia – estudo do conhecimento, Ontologia – estudo do ser, Metafísica – estudo dos fenômenos sobrenaturais; além de uma formação geral que abrange estudo do conhecimento científico, político, social, psicológico, religioso e outros. Trabalha com o vocabulário conceitual básico da Filosofia e especialmente com a leitura dos principais textos filosóficos que marcaram a história do sistema Ocidental de conhecimentos. Portanto, a Filosofia exige ler, pensar, refletir e escrever.