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FILOPARANAVAÍ

quinta-feira, 5 de junho de 2014

05 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

RELATÓRIO
Brasil é principal exemplo de sucesso na redução do desmatamento, aponta ONU 

Um relatório divulgado no dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, destacou o Brasil como exemplo de sucesso na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. Produzido pela Union of Concerned Scientists (UCS), com sede nos Estados Unidos, o documento intitulado "Histórias de sucesso no âmbito do desmatamento: nações tropicais onde as políticas de proteção e reflorestamento deram resultado” traz um capítulo dedicado ao Brasil, apresentado como o país que fez as maiores reduções no desmatamento e nas emissões em todo o mundo. 


Outros 16 países da África, América Latina e Ásia também são citados como exemplos de sucesso na proteção às florestas. O relatório indica que o governo brasileiro reduziu o desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, por meio da criação de áreas de proteção ambiental a partir da segunda metade da década de 1990, com grande intensificação neste século, e as moratórias acordadas com empresas privadas sobre a compra de soja e carne de áreas desmatadas. “As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e a sua contribuição para atrasar o aquecimento global não têm precedentes”, diz o documento. 


De acordo com o principal autor do trabalho, Doug Boucher, o caso brasileiro mostra que o desenvolvimento econômico não é prejudicado pela redução do desmatamento. “Por exemplo, as indústrias de soja e de carne bovina no Brasil prosperaram apesar das moratórias evitando o desmatamento”. O relatório avalia que a derrubada da floresta, “vista no século 20 como algo necessário para o desenvolvimento e uma reflexão do direito do Brasil de controlar seu território, passou a ser vista como uma destruição de recursos devastadora e exploradora daquilo que constituía o patrimônio de todos os brasileiros”. 


O estudo destaca o papel desempenhado pelas reservas indígenas na conservação da floresta amazônica, iniciativas estaduais e a ação de promotores públicos, “um braço independente do governo, separado do poder executivo e legislativo, e com poderes para processar os responsáveis pela violação da lei”. Também é citado o apoio internacional, como o acordo celebrado com a Noruega, que já repassou US$ 670 milhões em compensação pelas reduções das emissões. O documento é considerado de natureza não apenas financeira, mas também política e simbólica, mostrando o compromisso em apoiar os esforços dos países tropicais. 

Em relação ao futuro, no entanto, o relatório informa que duas mudanças em 2013 levantaram dúvidas sobre a continuidade do sucesso do país na área climática: as emendas ao Código Florestal Brasileiro que anistiam desmatamentos anteriores e o aumento de 28% na taxa de desmatamento entre 2012-2013 na comparação com o período 2011-2012. A avaliação do documento é que ainda é muito cedo para prever se este crescimento será uma tendência, mas ressalta que, embora o desmatamento tenha aumentado 28% no ano passado, em relação a 2012, ele foi 9% menor ao registrado em 2011 e 70% inferior à media entre 1996 e 2005. 

“O Brasil inscreveu seu plano para reduzir o desmatamento em 80% em 2020 na lei nacional, mas para que haja um progresso continuado será necessário redobrar os esforços para reduzir as emissões” afirma o documento. “Nesse meio tempo, a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra”, finaliza.

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/

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OPINIÃO E ARGUMENTAÇÃO


Opinião, todos temos. Não importa quais são os saberes que sustentam essa opinião. Pode ela estar fundamentada em um saber de caráter meramente subjetivo senso comum e/ou em algum saber orientado por crença religiosa. Porém, de quem apresenta-se como cidadão espera-se muito mais que uma opinião sustentada por saberes de caráter subjetivo. 

É aí então que entra a educação e sua finalidade. O saber ensinado na escola é de caráter objetivo e/ou seja, então, a saber: científico, filosófico; a finalidade da educação tem que ser de humanizar e possibilitar a competência do exercício da cidadania ao aprendiz. 

Todo saber perpassa por três componentes essenciais: sujeito, sociedade e cultura. O sujeito é aquele que em ação trabalha e ao trabalhar se posiciona na sociedade em lugar hierárquizado, ao se relacionar em sociedade reproduz e produz aquilo que chamamos de cultura. Portanto, a educação só tem sentido de ser enquanto aquela que capacita o sujeito para ser cidadão. 

Mas ser cidadão não é uma tarefa fácil a ser cumprida pela educação. Primeiro, porque a educação não acontece de forma unilateral e muito menos individualizada, a educação que lida diretamente com conhecimento há que ser forjada pelas relações intersubjetivas e para que o sujeito além de cidadão pleno, seja humanizado, há que se falar de um saber originado de relações intersubjetivas (coletivas) entre sujeitos autônomos, ou seja, indivíduos livres e capazes de questionarem seus espaços de ações e capazes de intervirem nesses espaços para adequá-los às expectativas da construção de uma cultura democrática e profundamente humanizada.

A mesma educação que deveria promover a autonomia do sujeito e capacitá-lo para a cidadania por meio de ações fundadas em conhecimentos embasados na crítica, pode ser a mesma educação que não promove essa autonomia, fazendo o sujeito aprendiz apenas reproduzir uma cultura politicamente alienante que o desumaniza em todos os sentidos.

A distinção entre Público e Privado; Subjetividade e Objetividade; Senso Comum / Senso Religioso e Filosofia / Ciência; Razão e Crença; é fundamental para um processo que parta de nossas verdades subjetivas, perpasse nossas verdades intersubjetivas expressadas por nossas opiniões e pelo raciocínio lógico demonstrativo / argumentativo, assim chegando às verdades objetivas, reforçando nossa autonomia em relação à uma leitura mais objetiva das realidades que nos cercam para além de nossas verdades absolutizadas no âmbito da subjetividade [crenças, sentimentos, gostos]. 

Só assim poderemos construir subjetividades autônomas e uma sociedade marcada por relações intersubjetivas que prezem pela tolerância às diversidades pautada pelo respeito mútuo. Antes de tudo, o texto seguinte pode nos auxiliar em uma compreensão mais extensa sobre o que é a opinião e a argumentação em contraponto ao pensamento crítico. 

Opinião e Argumentação: Filosofia e pensamento crítico. 

O pensamento crítico é de algum modo o oposto do sexo na época vitoriana [A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Foi uma época puritana e assuntos como o sexo, eram tabus.] . Na época vitoriana o sexo era uma coisa que toda a gente conhecia e no qual toda a gente pensava, mas de que quase ninguém falava. O pensamento crítico, em Portugal [no Brasil], é uma coisa de que toda a gente fala, mas quase ninguém realmente pensa criticamente nem sabe o que é tal coisa. 

A ideia generalizada é que o pensamento crítico consiste em "dar a nossa opinião". Isto está tão próximo da verdade como dizer que uma bicicleta é uma coisa com rodas. Uma bicicleta é de fato uma coisa com rodas, mas não basta que algo tenha rodas para que seja uma bicicleta. Do mesmo modo, o pensamento crítico passa certamente por "dar a nossa opinião" — mas isso não é suficiente. Podemos perfeitamente dar a nossa opinião e não estarmos de modo algum a pensar de modo crítico — na verdade, basta ouvir os políticos e os nossos grandes "intelectuais" a falar na televisão para assistir a esse espetáculo degradante. 

Pensar de forma crítica é saber defender as nossas opiniões com argumentos rigorosos, claros e sistemáticos. E é neste aspecto que a filosofia, encarada como uma forma de pensamento crítico, se aproxima da ciência. É que quer a ciência quer a filosofia, praticadas no seu melhor, são um apelo constante ao pensamento crítico, à argumentação — a diferença entre ambas repousa unicamente no tipo de argumentos exigidos. Não basta a um físico dizer que refutou a teoria de Einstein: ele terá de dizer rigorosamente que aspecto da teoria de Einstein ele afirma que refutou e terá de apresentar argumentos poderosos, alguns dos quais de caráter experimental, para sustentar a sua afirmação. 

Do mesmo modo, em filosofia, não basta afirmar que "o homem é um ser situado"; é preciso começar por esclarecer o que quer tal coisa dizer realmente, e depois é preciso apresentar argumentos rigorosos, sistemáticos e claros que sustentem tal afirmação. Infelizmente, quem afirma este tipo de coisa em filosofia começa logo por nem esclarecer o que quer dizer a própria expressão de partida, pelo que nem vale a pena dar-lhes ouvidos. 

O pensamento crítico é o pensamento que sabe usar os instrumentos argumentativos à nossa disposição, que são disponibilizados pela lógica formal e informal. Pensar criticamente é saber sustentar as nossas opiniões com argumentos sólidos e não cometer falácias nem basear as nossas opiniões em jogos de palavras e em maus argumentos de autoridade. 

A filosofia e o pensamento crítico são a nossa melhor defesa contra a superstição. Perante as afirmações temerárias dos astrólogos, dos líderes religiosos e dos nossos políticos, a filosofia e o pensamento crítico dão-nos instrumentos para refletir sistemática, rigorosa e claramente, de modo a determinarmos se isso que eles dizem é ou não realmente sustentável. 

Ora, a humanidade não irá sobreviver se for incapaz de encontrar soluções criativas e seguras para os problemas que enfrenta, e se substituir estas pelas soluções obscurantistas dos que defendem antes de mais nada a autoridade religiosa, a atitude acrítica perante a astrologia e outras pseudociências e a passividade perante as propostas tantas vezes absurdas dos nossos políticos. E os desafios que teremos de enfrentar a longo prazo, como espécie, são muito maiores do que a generalidade das pessoas pensa, pelo que a necessidade de um pensamento límpido e solidamente ancorado em bons argumentos é incontornável. 

A filosofia e o pensamento crítico permitirão conceber soluções criativas e sustentadas para os problemas que enfrentamos. Por exemplo, a tecnologia médica permite-nos hoje manter pessoas vivas, em estado vegetativo, durante anos. Isto representa um problema ético a que temos de dar uma resposta clara, baseada em argumentos claros e sólidos, em vez de darmos uma resposta baseada em pressupostos religiosos dúbios. A filosofia ajuda-nos a encontrar essas respostas, precisamente. Este é apenas um exemplo; há muitos mais, como os problemas relacionados com a pobreza no mundo, com os refugiados e com a ecologia. 

A filosofia e o pensamento crítico implicam a tolerância e o respeito, que tanta falta fazem no mundo contemporâneo. 

A filosofia e o pensamento crítico exigem uma postura de cordialidade atenta, pois temos de escutar cuidadosamente os argumentos das outras pessoas para, juntos, encontrarmos argumentos melhores e soluções mais adequadas. 

O nosso futuro como espécie depende em grande parte da capacidade que tivermos para cultivar o pensamento crítico — essa atitude que a ciência descobriu nos séculos XVII e XVIII e que a filosofia aprofundou nos séculos XIX e XX.  

Compete a cada um de nós, profissionais da ciência e da filosofia, divulgar não apenas os conteúdos próprios de cada uma das nossas áreas do conhecimento, mas também essa atitude que constitui o maior monumento alguma vez erguido por mão humana: o pensamento crítico e a inteligência clara. 

[Texto de Desidério Orlando Figueiredo Murcho (18 de Maio de 1965) é um filósofo, professor e escritor português. Disponível em: criticanarede.com/‎]

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domingo, 1 de junho de 2014

"CARTÃO VERMELHO" PARA A HOMOFOBIA

CONHECIMENTO É A MAIOR ARMA CONTRA O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO: Ninguém nasce Homofóbico, a sociedade e a cultura é que nos ensinam a Homofobia, portanto se podemos aprender a ser homofóbicos, também podemos desaprender, BASTA QUERER! 

O primeiro vídeo mostra a reação de um garotinho 
ao conhecer um casal gay
  

O segundo vídeo apresenta o casamento de um casal gay
 

NO TERCEIRO: 
Gay adota neta de traficante e a menina torna-se Mini Miss Brasil


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