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FILOPARANAVAÍ

sábado, 14 de agosto de 2010

RESUMO AULAS FILOSOFIA: mês Jul.2010

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JULHO.24

FÉRIAS ATÉ 15 de AGOSTO

EPISTEMOLOGIA

Resumo Junho/Julho 2010 /Problema do Conhecimento

Teoria do CONHECIMENTO e/ou Epistemologia
O que é a epistemologia? A resposta é: o ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento humano, pelo que também é designada de “teoria do conhecimento”.


A epistemologia, como ramo distinto da filosofia, não esteve muito em evidência antes de John Locke (1632-1704). Assim, quando falamos da epistemologia em suas origens, como em Aristóteles p.ex.; estamos descrevendo apenas os resultados obtidos por ele nesta área, uma vez que ele mesmo nunca usou o termo epistemologia. Isto é óbvio, pelo fato que tanto Aristóteles como os demais filósofos gregos concentraram seus pensamentos mais naquilo que se deve conhecer do que na teoria dos processos de conhecê-lo... Ainda que tenham se ocupado disto.

JHON LOCKE

Filósofo inglês, iniciador do iluminismo) Nasceu em 29 de Agosto de 1632 em Wrington, Inglaterra ; morreu em Oates em 28 de Outubro de 1704. A família de Locke era formada por burgueses, comerciantes. Com a revolução Inglesa de 1648, o pai de Locke alistou-se no exército. Locke estudou inicialmente na Westmuster School. Em 1652 foi para a Universidade de Oxford. Não gostou da filosofia ali ensinada. Manifestou, mais tarde, opiniões contrárias à filosofia de Aristóteles. Julgou o peripatetismo obscuro e cheio de pesquisas sem utilidade. Além de filosofia , estudou medicina e ciências naturais. Recebeu o título de Master of Arts em 1658. Nesse período , leu os autores que o influenciaram: John Owen (1616-1683) que pregava a tolerância religiosa, Descartes (1596-1650) que havia libertado a filosofia da escolástica e Bacon (1561- 1626), de quem aproveitou o método de correção da mente, e a investigação experimental. Interessou-se pelas experiências químicas do também físico Robert Boyle (1627-1691), que inovaram introduzindo o conceito de átomo e elementos químicos. Foi um avanço em relação à alquimia que dominou durante a Idade Média e a concepção de Aristóteles dos quatro elementos. Locke atuou nos campos de medicina, filosofia, política, teologia e anatomia. Não gostava de matemática. Redigiu em Latim, Ensaios sobre a lei da natureza. Já nessa época apresentava gosto pela regra experimental, de onde deriva sua filosofia empirista.

Todo conhecimento encontra suas fontes na FÉ – aqui entendida enquanto CRENÇA. A fonte primordial do conhecimento seria a sensação. É através dos sentidos que os homens primitivos ainda nas cavernas tinham a percepção diante do desconhecido e nela encontravam a motivação para conhecer. Este conhecimento fundado na crença se tornava cada vez mais complexo a medida que era relacionado a outros conhecimentos lentamente construídos pelas diversas fases evolucionistas hominídeas. Ora, essa crença-conhecimento constituíram os conteúdos de conjuntos de conhecimentos como: religiosos, artísticos, mitológicos, senso-comum... ao longo da história humana. A Filosofia e a Ciência vieram justificar a CRENÇA dando a estes conhecimentos pelo crivo da veracidade ou demonstrando suas contradições e não possibilidade de serem verdadeiros.

Aqui entra um componente muito importante: a REALIDADE. O que é a Realidade? Toda vez que nos deparamos com o desconhecido, ainda hoje em pleno século XXI é assim, a nossa primeira atitude é buscar uma explicação na crença. A REALIDADE é aquele fato ou momento histórico que faz parte de minha tomada de consciência. Ele pode ser concreto/físico ou abstrato. O concreto/físico é mais verdadeiro, atinge o todo: por exemplo_ Pierre é meu amigo. Ele é Francês, alto e branco de olhos negros. Um exemplo de abstrato: Os Franceses são de estatura média... Aqui me refiro não a um homem francês, mas faço um juízo universal. Meu objeto aqui é empobrecido. Por exemplo, o "céu" é um lugar que todos os homens desejam. Este conhecimento é abstrato. Primeiro que céu não é uma REALIDADE concreta. Faz parte da CRENÇA. Não é possível que consigamos algo mais sobre o céu que não conjeturações abstratas fundadas na crença. Foi justamente a tentativa de tornar a FÉ Cristã Crível que fez com que a Igreja domesticasse a Filosofia e a colocasse a serviço da Justificação Teológica no período que conhecemos por Idade Média.

Vamos analisar alguns casos:

Caso 1: No ponto de ônibus – ouvindo uma conversa entre duas mulheres: “Comadre minha neta anda descalça o dia todo, correndo de lá para cá, no chão nu, dizem que pega “bicho geográfico” e outras doenças”... Isso é mentira, deve ser lenda, porque minha netinha tem saúde de ferro”. Aqui um exemplo típico de alguém que não dominando conhecimentos científicos impõe à autoridade da crença o conteúdo de sua compreensão sobre um dado concreto de seu cotidiano. Aqui temos o Senso-Comum.

Caso 2: Um bispo em sua homilia se dirigindo aos fiéis: “Deus criou o homem e a mulher para procriarem. Portanto, os casais precisam fugir de todas as formas de pornografia. O sexo é para procriar e o homem que precisa ver a imagem de outras mulheres nuas que não a sua é um fracassado”... Aqui temos um juízo moral fundado no conhecimento religioso cristão.

Caso 3: Um senhora falando sobre a situação de sua mãe: “ Minha mãe com câncer de mama buscou a cura na igreja e Jesus a livrou do câncer, ela estava feliz e digo que: uma verdadeira fanática. Agora o câncer “explodiu” na cabeça e ela encontra-se vegetativa”. Aqui outra vez o conhecimento religioso fundado na crença.

Caso 4: “Meu amigo morreu muito novo, não consigo entender porque Deus o tirou tão novo de nosso meio”. Mais adiante ele lembrava: “Meu amigo fumou a vida inteira...” Aqui a busca de novo de explicações na crença, esqueceu ou tem poucas informações científicas de que todo fumante está fadado a abraçar a morte prematuramente...

Caso 5: Dois jovens eleitores de candidatos diferentes e que estão em primeiro e segundo lugar nas pesquisas. O eleitor do candidato que está em segundo argumenta: “Estas pesquisas estão erradas, quando abrirem as urnas você vai ver... os dois estarão ali empatados “embolados” e a eleição vai pro segundo turno”. E continuaram a discussão, ambos estavam em uma discussão fundada na CRENÇA e possivelmente não possuem a informação de que uma cidade – que é o caso da cidade deles - com pouco mais de 50 mil eleitores, não tem segundo turno.


Na Filosofia, conhecimento fundado na RAZÃO que é comum a todos os homens, Platão em seus diálogos também ocupou-se com o tema Conhecimento. Para ele o primeiro ato do Conhecer tem origem nas Sensações. Ele entendia que a maioria dos mortais ficam neste estágio e que poucos são os que se libertam indo de encontro ao verdadeiro conhecimento. No Teeteto ele esclarece que o conhecimento passa pela sensação, crença-opinião, no entanto o que caracteriza o verdadeiro conhecimento é a razão sobreposta às sensações, crença-opinião. Já Aristóteles desenvolveria suas teorias mais tarde de que o conhecimento verdadeiro é produzido pela capacidade de domínio das causalidades dos eventos e coisas. Agora, veremos algumas noções sobre este ramo da Filosofia que se ocupa exclusivamente da Teoria do Conhecimento.

O conhecimento é a apreensão de qualquer "coisa" por meio do pensamento e a capacidade de tornar presente ao pensamento "aquilo" que se apreendeu.

A teoria do conhecimento, como já vimos, é um ramo filosófico cujo objetivo é a explicação ou interpretação do conhecimento (humano). Aí se analisam questões como: Que é conhecer?, É possível o conhecimento?, etc..

Vamos conferir alguns conceitos relacionados ao termo em questão...

Na obra Teoria do Conhecimento (p. 20), o autor J. Hessen distingue a teoria do conhecimento da lógica, afirmando que, se "a lógica pergunta pela correção formal do pensamento, isto é, pela sua concordância consigo mesmo, pelas suas próprias formas e leis, a teoria do conhecimento pergunta pela verdade do pensamento, isto é, pela sua concordância com o objeto. Portanto, pode definir-se também a teoria do conhecimento como a teoria do pensamento verdadeiro, em oposição à lógica, que seria a teoria do pensamento correcto".

Nessa obra (p. 25-26) observa-se ainda: "Uma exata observação e descrição do objeto devem preceder qualquer explicação e interpretação. É necessário, pois, no nosso caso, observar com rigor e descrever com exatidão aquilo a que chamamos conhecimento, esse peculiar fenômeno da consciência. Fazemo-lo, procurando apreender os traços gerais essenciais deste fenômeno, por meio da auto-reflexão sobre aquilo que vivemos quando falamos do conhecimento. Este método chama-se fenomenológico e é distinto do psicológico. Enquanto que este último investiga os processos psíquicos concretos no seu curso regular e a sua conexão com outros processos, o primeiro aspira a apreender a essência geral no fenômeno concreto".

Em Potenciar a razão, Fernando Savater distingue informação de conhecimento. No livro As Perguntas da Vida (p. 18), distingue 3 níveis de entendimento: a informação ("que nos apresenta os fatos e os mecanismos primários do que acontece"), o conhecimento ("que reflete sobre a informação recebida, hierarquiza a sua importância significativa e procura princípios gerais para a ordenar") e a sabedoria ("que liga o conhecimento com as opções vitais ou valores que podemos escolher, tentando estabelecer como viver melhor de acordo com o que sabemos")

Segundo Kant "o que chamamos conhecimento é uma combinação do que a realidade nos traz com as formas da nossa sensibilidade e as categorias do nosso entendimento. Não podemos captar as coisas em si mesmas mas apenas como as descobrimos através dos nossos sentidos e da inteligência que ordena os dados oferecidos por eles. Isto significa que não conhecemos a realidade pura mas apenas como é o real para nós. O nosso conhecimento é verdadeiro mas não chega senão até onde lhe permitem as nossas faculdades. Daquilo do qual não recebemos a informação suficiente através dos sentidos -- que são os que se encarregam de trazer a matéria-prima do nosso conhecimento -- não podemos saber absolutamente nada, e quando a razão especula no vazio sobre absolutos como Deus, a alma, o Universo, etc., confunde-se em contradições irresolúveis. O pensamento é abstrato, isto é, procede baseando-se em sínteses sucessivas a partir dos nossos dados sensoriais. Sintetizamos todas as cidades que conhecemos para obter o conceito de 'cidade' ou a partir das mil formas imagináveis de sofrimento chegamos a obter a noção de 'dor', reunido os traços intelectualmente relevantes do diverso. À partida, pensar consiste em voltar a descer da síntese mais longínqua aos dados particulares concretos até aos casos individuais e vice-versa sem perder nunca o contacto com o experimentado nem nos limitarmos apenas à esmagadora dispersão das suas circunstâncias particulares." (Fernando Savater - As Perguntas da Vida, p. 58-59).

NOÇÕES sobre a relação entre CONHECIMENTO e Conhecimento Religioso, por Lucio Lopes
Os pensadores do iluminismo e mesmo os teóricos do liberalismo, insistiram longamente no conceito de TOLERÂNCIA. Passados quatro séculos vemos não mais que a intolerância sendo propalada em um embate constante com os "artigos de ouro" produzidos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem. A ideia central de que o Estado deve ser Laico ainda está longe de se concretizar, especialmente no Brasil. Aqui é que entra a importância do conhecimento enquanto elemento primordial em qualquer transformação histórica. Foi assim a demarcação das fronteiras entre o antes e o pós-período medieval. Pelo conhecimento, mesmo sustentado em meio a dor e ao sangue, heróis da humanidade conquistaram o direito de declararem que a Tolerância é muito melhor que qualquer forma de intolerância.
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Independente da teoria na qual acredite uma pessoa, seja ela a CRIACIONISTA que o Cristianismo contrapõe frente ao Evolucionismo (Teoria biológica segundo a qual todas as espécies vivas derivam umas das outras por transformação natural) sempre haveremos de nos posicionarmos frente às questões suscitadas pelas mesmas.
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Segundo Aristóteles as espécies têm uma forma fixa, imutável. Esta idéia irá dominar até ao século XVIII, quando Lamarck, rompendo com uma visão finalista da natureza, afirma a idéia de uma evolução das espécies. A sua teoria é baseada num pressuposto igualmente contestável cientificamente: a da hereditariedade dos caracteres adquiridos.
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Para explicar a evolução dos seres vivos, Darwin avança o princípio da "seleção natural". ) uma coisa é certa: penso que as de Lamarck e Darwin só enriquecem o ATO Criador do Deus Judeu-Cristão. Penso, que ninguém pode sustentar um “gênero literário” como aquele descrito nas primeiras páginas de Gênesis e nem por isto dizer então que não foi Deus quem criou tudo. Deus é aberto à aventura do CONHECIMENTO e não preso aos DOGMAS das Igrejas Cristãs Sectárias e fundamentalistas.
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Na obra criadora do Deus, judeu-cristão, o Homem recebeu um atenção singular e, lhe foi dado de forma inata, à semelhança de seu Criador, a capacidade de CONHECIMENTO. Ora, é justamente aqui que o Homem se diferencia dos demais seres da natureza. Mas foi este mesmo Conhecimento que produziu os SINAIS de morte em meio a humanidade negando o Projeto de Vida para Todos vislumbrado nas Escrituras, projeto esse que sempre foi um sonho de Deus e que muitas vezes transparecem nas páginas da Bíblia: como p. ex. no Velho Testamento, nas palavras de alguns profetas mais ardorosos e nas primeiras linhas do Livro Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento.
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Quando diante deste Livro Sagrado, o primeiro distanciamento que devemos fazer é aquele de que a Bíblia não foi escrita para nós. Nem o Velho e muito menos o Novo Testamento. Foram escritos para comunidades especificas com o intuito de guardar a sabedoria de uma Cultura específica ou seja, daquelas comunidades antigas específicas. Poderíamos dizer que o objetivo era guardar a experiência religiosa destas comunidades - que antes daa escrita passou pela tradição oral.
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O CONHECIMENTO que desde os primeiros sinais de evolução do homem foi provocando disputa por poder - perpetuou este paradigma da história humana adentro. No Velho Testamento deturparam o Projeto de Vida do Criador e em nome Dele impuseram uma infinidade de sinais de morte na vida do Povo. O Nome de Deus que deveria estar a serviço da Vida foi colocado a serviço da morte. Mas no Novo Testamento aquele velho hábito gerado pela cobiça de manutenção do poder continuou presente quando após o evento morte-ressurreição de Jesus os novos cristãos como Paulo, voltou a impor a cultura de seu povo, a moral da sexualidade machista e tantas outras matizes daquela já surrada e carcomida moral judaica...
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A Igreja mais tarde “domesticada” por Constantino com a lorota de neoconvertido e em troca a “graça do poder” aos chefes da Igreja - poder este que teve seu ápice após a queda do Império Romano com a centralização pela Igreja não só do poder sobre o Conhecimento (agora domesticando a Filosofia) mas também dos poderes econômico e político e imposição ferrenha de sua moral, deturparam mais uma vez o Projeto de Vida do Criador centrado na Gratuidade, na Justiça, na Fraternidade e em outras palavras, no Amor, conforme os Evangelhos do Novo Testamento na Bíblia Cristã. Constantino talvez tenha sido na história do cristianismo um dos primeiros a entenderem o quanto ser aliado da religião pode ser “lucrativo” e assim sendo, um dos primeiros a usarem - na prática - aquele clássico chavão marxista “a religião é o ópio do povo”.
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Jesus, o ícone por excelência deste Projeto foi esquecido mais uma vez e em seu nome se “venderam” outras coisas... O Homem que derrubou os paradigmas ultrapassados de sua cultura como o machismo, os tabus, os preconceitos como xenofobia, etc.; ensinou o respeito às crianças, mulheres, idosos, doentes, deficientes especiais - então marginalizados em sua sociedade contemporânea; que buscou dar um basta na relação comercial com Deus imposta pelos chefes de sua religião e que ainda, de quebra, respeitou às demais religiões, etc... enfim, eu poderia dar uma gama enorme de exemplos concretos.
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Pena que o novo "paradigma" do Filho de Deus, Jesus Cristo, foi sendo suplantado ao longo da história humana pela cobiça ao poder e ao dinheiro. Talvez o grupo dos 11 tenha entendido em um primeiro momento - a duro sofrimento imposto pelos ensinamentos e práxis de Jesus - a deixarem de lado seus "projetos de poder" em torno de um MESSIAS poderoso e governante absoluto. Mas os sonhos humanos em torno destes "projetos de poder" na verdade nunca deixaram o coração do homem e assim, ocorreu o ofuscamento da mensagem central do Messias.
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Hoje, em uma sociedade capitalista como a nossa, pautada no imediatismo, nas sensações, consumismo, individualismo, lucrativo - isto é, tornando também tão mais grave a relação "comercial" com Deus - tão mais complexa, uma vez que dele se espera sempre algo em troca; que prefiro deixar para uma outra oportunidade na qual retomarei este tema de suma importância para quem quer realmente viver uma relação autêntica com o Filho do Criador.
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Penso que só seremos capazes disto se tivermos a coragem de romper com esta "Teologia da Retribuição" tão apregoada hoje 24 horas pelas nossas lideranças religiosas, detentoras de inúmeros canais dos mais variados tipos de mídias (e aqui católicos, evangélicos, protestantes históricos, pentecostais...) todos andam de mãos dadas em um contra-testemunho no mínimo questionável, guardadas as devidas excessões - que alimentam uma poderosa e próspera indústria do MILAGRE. Submetendo o Homem ao estado alienante mais deplorável que existe, aquele sustentado em nome do Deus da Vida - do Deus da Cons - Ciência.
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O Estado pseudo-laico é apenas uma teoria. A Religião Cristã continua ditando no Brasil as regras que amarram nossas leis. Temas emergentes e urgentes para a preservação dos Direitos do Homem e da Mulher como aborto ( que proibido no Brasil, é praticado sem o mínimo controle aos milhões/ano), propriedade privada (concentrada nas mãos de poucos em detrimento da maioria), redução da maioridade penal (diante dos pseudos menores a justiça fica de mãos atadas e extrapolam ainda mais a falta de limites para nossa juventude), eutanásia (um direito inalienável do homem para abreviar seu sofrimento), descriminalização das drogas ( hoje nossa polícia fica correndo atrás de pequenos usuários enquanto os traficantes "gente boa" ficam protegidos; direitos das minorias como homossexuais, índios e outros; ficam paralisados diante ainda dos discursos desta hoste de bispos, padres, pastores e outros moralistas... A intolerância é cultuada em nome da moral.

Passagens bíblicas em que Deus requer a posse do conhecimento para que seu povo não seja enganado pelos espertalhões de nossos tempos:

“O Senhor pela SABEDORIA fundou a Terra, pelo entendimento estabeleceu o céu (...) Pelo seu CONHECIMENTO...” PV 3.19,20

“(...) Uma noite revela seu CONHECIMENTO a outra noite”. SL 19.2

“Conheço todas as aves...” SL 50.11

“(...) Conheço minhas ovelhas...” JO 10.1

“Eu conheço todas as coisas...” EZEQ. 11.5

“Conheço os sofrimentos do meu povo”. EX 3.7
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Para terminar, alguns belos pensamentos:

"Se você é capaz de tremer de indignação toda vez que se comete uma injustiça no mundo,
então somos companheiros." (Che Guevara)

"A neve e a tempestade matam as flores, mas nada podem contra as sementes." (Khalil Gibran)

"O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma..." (Charles Chaplin)

"O homem não teria alcançado o possível, se inúmeras vezes não tivesse tentado o impossível." (Max Weber)


Correntes Filosóficas
VAMOS CONHECER O CETICISMO
Um cético radical pode contrapor que a discussão acerca do conhecimento e da justificação é uma perda de tempo e de energia. Na sua opinião não há nenhuma crença suficientemente justificada para contar como conhecimento. A razão é que ele não está disposto a chamar conhecimento a qualquer proposição que pode ser objeto de dúvida. E está convencido que não há proposições imunes à dúvida.


Escola filosófica fundada pelo grego Pirro (360 a.C.-272 a.C.) que questiona as bases do conhecimento metafísico, científico, moral e, especialmente, religioso. Nega a possibilidade de se conhecer com certeza qualquer verdade e recusa toda afirmação dogmática - aquela que é aceita como verdadeira, sem provas. O termo deriva do verbo grego sképtomai, que significa olhar, observar, investigar.

Para os céticos, uma afirmação para ser provada exige outra, que requer outra, até o infinito. O conhecimento, para eles, é relativo: depende da natureza do sujeito e das condições do objeto por ele estudado. Costumes, leis e opiniões variam segundo a sociedade e o período histórico, tornando impossível chegar a conceitos de real e irreal, de correto e incorreto.

Condições como juventude ou velhice, saúde ou doença, lucidez ou embriaguez influenciam o julgamento e, conseqüentemente, o conhecimento. Por isso, os seguidores de Pirro defendem a suspensão do juízo, o total despojamento e uma postura neutra diante da realidade. Se é impossível conhecer a verdade, tudo se torna indiferente e equilibrado. Para eles, o ideal do sábio é a indiferença. Ainda na Antiguidade, o grego Sexto Empírico (século III?) e os empiristas vêem o ceticismo como um modo de obter o conhecimento pela experiência.

Não excluem a ciência, mas procuram fundamentá-la sobre representações e fenômenos encontrados de modo indiscutível e inevitável na experiência. Esse ceticismo positivo tem papel fundamental no pensamento do escocês David Hume (1711-1776), um dos maiores expoentes da filosofia moderna. Para os empiristas modernos, na impossibilidade de conhecer as coisas em si, o homem se utiliza da crença e do hábito para poder agir. A filosofia contemporânea, inspirada no ceticismo, discute questões da relatividade do conhecimento e dos limites da razão humana.



Montaigne e o CETICISMO
CONTEXTUALIZAÇÃO DO SÉCULO XVI

Michel Eyquem de Montaigne (28 de Fevereiro de 1533, château de Montaigne, no Périgord - 13 de Setembro de 1592, no mesmo lugar), escritor e ensaista francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal.
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"A palavra é a metade de quem a pronuncia, metade de quem escuta".
- (Ensaios, Livro III, Capítulo XIII - "Da experiência")


"Ensinar os homens a morrer é ensiná-los a viver".
- (Ensaios, Livro I, Capítulo XX - "De como filosofar é aprender a morrer")


"Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade; quem aprendeu a morrer, desaprendeu de servir; nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação da vida não é um mal; saber morrer nos exime de toda sujeição e coação."
- (Ensaios, Livro I, "De como filosofar é aprender a morrer)


"Cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra."
- (Ensaios, Livro I, "Dos canibais")


"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade."
- Et ne feut iamais au monde deux opinions pareilles, non plus que deux poils, ou deux grains : leur plus universelle qualité , c'est la diversité.
- Essais: avec des sommaires analytiques, et les notes de tous les commentateurs; precedes de la preface de Mademoiselle de Gournay et d'un précis de la vie de Montaigne‎ - Página 330, Michel Eyquem de Montaigne, Marie de Jars de Gournay - Tardieu-Denesle, 1828 - 391 páginas


"A covardia é a mãe da crueldade."
- la couardise est mere de la cruauté
- Les Essais: ensemble la vie de l'autheur et 2 tables‎ - Página 509, Michel Eyquem de Montaigne - 1652



Patrick Henry constata que o processo generalizado de secularização, a ascensão da burguesia, o colapso do mundo épico, a erosão da crença no valor literário antigo e a crise da exemplaridade de modo geral estimularam uma atitude anti-mimética, que estaria mais atenta às experiências individuais, do que em fornecer modelos transhistóricos e universais que dessem conta da extensa totalidade da vida. Seria agora a predominância de um espírito da contestação direta ao DOGMATISMO Católico que reinou por tanto tempo na Europa? A época renascentista foi, pois, marcada por uma crise generalizada das formas tradicionais de explicação do mundo. Vale lembrar que o século XVI assistiu a disputa da Reforma acerca do que seria o critério correto para o conhecimento religioso, ou seja, sobre a chamada “regra da fé”. A emergente religião protestante, sobretudo com Martinho Lutero, punha em questão a autoridade tradicional católica e, defendia a consciência individual no que se refere à interpretação das Escrituras.


Mas este século foi também palco da nascente revolução científica e do surgimento de uma nova cosmologia, que viria a substituir o mundo geocêntrico ou mesmo antropocêntrico da astronomia grega e medieval, pelo universo heliocêntrico. Segundo Alexandre Koyré, as transformações científicas e filosóficas postas em cena no século XVI constituem a pré-história do que viria a ocorrer no século seguinte, ou seja, do desaparecimento de uma concepção do mundo como um todo finito, fechado e ordenado hierarquicamente em favor de um universo indefinido e até mesmo infinito, que é mantido coeso pela identidade de seus componentes e leis fundamentais.

Por fim, vale notar, como o fez Danilo Marcondes, que a descoberta do Novo Mundo, cujo marco inaugural é tradicionalmente 1492, também pode ser considerada um dos elementos constitutivos deste contexto histórico de formação do pensamento moderno, uma vez que seu impacto econômico, político e cultural levou a uma profunda transformação do mundo europeu.

O contato com os povos indígenas levantou a questão sobre a universalidade da natureza humana, suscitou vários conflitos de doutrinas, revelou a falta de critérios capazes de fundamentar decisões científicas, morais, políticas e jurídicas, além da necessidade de revisão da própria cultura européia. O desafio ético posto pela descoberta do Novo Mundo está em Montaigne concentrado principalmente nos ensaios Dos Canibais e Dos Coches, onde o autor brinca com os conceitos de civilização e barbárie utilizados pelos europeus na sua distinção em relação aos índios canibais, e os inverte, fazendo assim notar o caráter relativo dos mesmos.

Em suma: O século XVI é, pois, um século que aprendeu a duvidar da autoridade tradicional que os antigos ensinamentos e modelos poderiam exercer em um mundo cada vez mais confrontado com uma inesgotável diversidade. Esta época coincide com a retomada da filosofia cética grega, que passa a ser usada como argumentação para a crítica da crença na soberania da razão e para a afirmação da isosthenéa. Montaigne é talvez o pensador que no século XVI mais fortemente sentiu a influência pirrônica. Mas, para além da importância da leitura das Hipotiposes Pirrônicas, o temperamento cético de Montaigne foi, segundo Zachary Schiffman, estimulado desde a infância. A instabilidade de sua faculdade de julgamento, não raro expressa por Montaigne, teria as suas raízes no hábito adquirido e cultivado no Collège de la Flèche, onde o ensino era principalmente voltado para o desenvolvimento da argumentação in utram que partem, que se baseia na consideração de um mesmo tema a partir de distintos pontos de vista. (SCHIFFMAN, Zachary. Montaigne and the Rise of Skepticism in Early Modern Europe: a Reappraisal) A Apologia a Raymond Sebond é o ensaio cético por excelência de Montaigne, onde ele expressa, da maneira mais “sistemática” possível, a sua inclinação para esta corrente filosófica, ao estabelecer uma série de limites às pretensões de conhecimento racional e supostamente infalível em torno ao mundo natural e moral. A filosofia pirrônica, ao apresentar o homem nu e vazio, faz com que ele reconheça a sua fraqueza natural e o eterno desacordo entre as filosofias. Na Apologia são retomados alguns dos tropos de Enesidemo – presentes nas Hipotiposes Pirrônicas de Sexto Empírico -, que enfatizam os obstáculos enfrentados pelo sujeito no processo de conhecimento dos objetos, enfatizando a impossibilidade daquele ter qualquer comunicação com o ser destes.

Montaigne se dedica, enfim a desmascarar a vanidade da ciência, sacudindo corajosamente os fundamentos precários sobre os quais ela se constrói e ridicularizando a esperança científica depositada na imparcialidade da razão humana que, segundo ele é um instrumento de chumbo e de cera, alongável, dobrável e adaptável a todas as perspectivas e a todas as medidas. (MONTAIGNE, Ensaios, II, 12, p. 349) Os conteúdos racionais não passariam de “resveries” e consistiriam na tentativa de dar a uma determinada crença ou opinião a aparência de verdade. Os sentidos, fundamento de todo o conhecimento humano, também estão sujeitos à instabilidade e à insegurança, pois as alterações do corpo e do espírito influenciam a percepção transmitida pelos sentidos e, portanto, o julgamento humano. A impressão da certeza é, logo, um atestado certo de loucura e de extrema incerteza. (MONTAIGNE, Ensaios, II, 12, p. 312)


O que distingue a posição montaigneana diante dos embates filosóficos é que não há nele nem uma visão pessimista, ou melancólica, nem uma defesa otimista do que estaria por vir. Diante da oposição entre novas e antigas maneiras de explicação do mundo, ele se mostra impassível, já que não há como decidir qual delas seria a portadora da verdade. Isto porque qualquer pressuposição humana e qualquer enunciação tem tanta autoridade quanto outra. (MONTAIGNE, Ensaios, II, 12, p. 312)

A constatação cética da isosthenéa, evidente nesta última citação, faz com que ele considere a disputa em torno destas questões como sendo eterna. Todas as coisas produzidas por nossa própria razão e capacidade, tanto as verdadeiras como as falsas, estão sujeitas a incerteza e a debate. (MONTAIGNE, Ensaios, II, 12, p. 330)

Montaigne foi um pensador extremamente sensível para a percepção da inefável diversidade que caracteriza o estar o ser humano no mundo e que perpassa não apenas o âmbito intelectual, ou das idéias, mas constitui a própria condição humana. Isto porque, segundo o próprio Montaigne, não há qualidade tão universal quanto a diversidade e a variedade. (MONTAIGNE, Ensaios, III, 13, 423)

Tal constatação marca uma aproximação fundamental com a filosofia cética, já que se assemelha ao décimo Modo de Sexto Empírico, ou seja, ao axioma cosmopolita do ceticismo. Além disso, marca também uma postura ética e intelectual profundamente tolerante, já que frente a essa multiplicidade não há para ele princípios ou doutrinas que sejam mais verdadeiras, ou seja, que desfrutem de uma superioridade ontológica. Isto não significa que não haja nos Ensaios defesas de pontos de vista. Ao contrário, a obra de Montaigne é recheada de tomadas de posição, sejam elas em assuntos políticos, ou em religiosos. No entanto, elas não se prentendem universalmente válidas, ou atemporais, mas são conscientemente contextuais e declaradamente pessoais. Afinal, diante da inesgotável diversidade e imprevisibilidade da ação humana, como seria possível escolher um modelo adequado a partir do qual se deve pautar a ação ou o comportamento humano?

Confira o artigo completo:
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(Crise da exemplaridade, ceticismo e criação ensaística em Michel de Montaigne)
OUTRAS Fontes utilizadas: MARCONDES, Danilo. O impacto do descobrimento do Brasil no pensamento moderno
KOYRE, Alexandre. Do Mundo Fechado ao Universo Infinito
HENRY, Patrick. The Rise of the Essay: Montaigne and the Novel http://pt.wikiquote.org/wiki/Michel_de_Montaigne

Acesse Resumo Mito e Filosofia - Noções Gerais
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(Resumo/Aulas JUNHO/maio 2010)
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(Resumo/Aulas maio 2010)
Acesse aqui Resumos de outras semanas
(Filosofia/Aulas/Resumos/Mês ABRIL)
Acesse aqui Resumos de outras semanas
(Filosofia/Aulas/Resumos/Semana 29/03-01.04)
Acesse aqui Resumos de outras semanas
(Filosofia/Aulas/Resumos/Semana 01-05/03/10)
Acesse aqui Resumos de outras semanas
(Filosofia/Aulas/Resumos/SEMANA 08-12.03.2010)
Em breve os resumos sobre as escolas filosóficas do Relativismo, Dogmatismo, Racionalismo, Empirismo e Criticismo.
Resumos sobre a Filosofia Moral (Ética) - conceituações e aplicações.

filoparanavai 2010


domingo, 8 de agosto de 2010

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO MITO ‘GREGO’



O pensamento mítico precedeu a filosofia. A questão não oferece grandes dúvidas, o problema aparece quando  tentamos saber em que é que consiste o pensamento mítico e como o podemos caracterizar.

O Problema das Origens: O pensamento mítico formou-se com o Homem, corresponde antes de mais à primeira forma de pensar a realidade.Os mitos são narrações que têm como protagonistas seres sobrenaturais, que existiram num passado remoto (tempo primordial). Neles encontramos a explicação para a origem do Cosmos e muitos outros aspectos da realidade (origem do homem, doenças, fogo, etc). Ao narrar-se a sua origem, dá-se igualmente uma explicação para o seu sentido e a finalidade.

Os mitos, enquanto narrativas, foram os primeiros discursos elaborados sobre o mundo e as coisas. "O mito conta uma história sagrada; relata um acontecimento que teve lugar num tempo primordial - o tempo fabuloso das "origens". Dito por outras palavras, o mito conta como, graças às ações primordiais dos seres sobrenaturais surgiu um facto qualquer, seja a realidade total - o Cosmos- seja apenas um dos seus fragmentos, tais como: uma ilha, um comportamento humano ou uma instituição. 

O mito surge como uma narrativa duma "criação". Conta como qualquer coisa foi produzida, isto é, começou a ser.O mito não fala daquilo que é imaginário, fala apenas daquilo que se manifestou plenamente. As personagens dos mitos são seres sobrenaturais. Estes são conhecidos sobretudo por aquilo que fizeram nos tempos prodigiosos dos "começos". Mircea Elíade, Aspectos do Mito.

Explicação Total: O pensamento mítico, como a filosofia, é uma explicação total e coerente da realidade que permite encontrar uma respostas para as mais variadas situações e problemas que se colocam aos homens. No caso do mito, esta visão total resulta, segundo R. Mondolfo, de uma análise das relações humanas que foi transposta para natureza.  

Esta passou a ser encarada em termos antropomórficos. Tudo o que nela ocorre obedece ao mesmo modelo de relações que encontramos entre os seres humanos. Assim podemos ter explicações míticas da natureza, onde ocorrem, por exemplo, matrimónios e conflitos entre dois polos sexuais (o feminino e o masculino).

Foi deste modo que os homens foram ordenando a realidade, descobrindo-lhe certas regularidade, impondo-lhe uma ordem, causalidade e previsibilidade. A natureza deixa de ser Caos para passar a ser entendida como um Cosmos, isto é, um mundo ordenado com as suas leis.

Tradição: Os mitos estão profundamente ligados às tradições dos povos, constituem frequentemente as suas referências fundamentais (identitárias). Eram e ainda são transmitidos de geração em geração por via oral. Na antiguidade clássica os mais velhos eram os depositários privilegiados destes saberes.

Persistência dos Mitos: O nascimento da filosofia, não significou o fim do pensamento mítico.Os mitos persistiram até aos nossos dias. Podemos descobri-los, por detrás das primeiras filosofias, mas também em muitas das ideias atualmente desenvolvidas na ciência. Uma daquelas ideias onde factos anda frequentemente enredados em mitos é a teoria da evolução. Não é fácil, senão mesmo que impossível, determinar a história do nosso Universo, a origem das primeiras formas de vida e a sua evolução até às espécies no seu estado atual. 

A teoria da evolução acaba, muitas vezes, por ser tratada como um mito, isto é, como uma história que narra as origens do Cosmos, e o modo como surgiu o mundo vivo e o lugar que nele ocupa o homem. Estes mitos, como os antigos mitos cosmogônicos, não deixam de ter um enorme fascínio sobre os homens, dado que lhes permitem responder à suas eternas interrogações: De onde viemos? Para onde vamos ? Que nos é lícito fazer? Que é o Homem?  

Universo Sonoro: Uma das características do pensamento mítico estava na sua dependência da tradição oral mantida e veiculada pelos poetas. Era pela palavra falada que os "mitos" (narrativas) passavam de geração em geração. A importância dos narradores era por isso mesmo decisiva, já que podiam modificar a qualquer momento a história, acrescentando-lhe novos episódios ou adaptando-a simplesmente ao auditório (ouvintes).

"A palavra, neste universo sonoro, escreveu Georges Gusdorf, está ligada a um suporte vivo - palavra de alguém, referida por alguém. A única reserva da palavra, o único processo de conservação, é a memória pessoal, extremamente desenvolvida, tal como a memória social, a tradição e o costume. Civilização do diz-se, do rumor, onde a palavra pode tudo - civilização da forma, do segredo, da magia. A autoridade pertence aos antigos, aos velhos, nos quais sobrevive o tesouro da experiência ancestral, ciosamente guardada, mas frágil e ameaçado, porque se aquele que sabe desaparece, já ninguém saberá." conclui este filosofo: "À civilização oral corresponde uma cultura difusa, uma literatura anónima, em que as obras não assinadas pertencem a todos e a ninguém".

Grande parte dos mitos foram primitivamente veiculados sob a forma de poemas, sendo desta forma mais facilmente memorizados. Na Grécia, a poesia e os poetas desfrutavam por tudo isto um enorme prestígio: a poesia estava desde há muito ligada à religião, era o seu modo mais expressivo de falar dos deuses, mas também, constituía a base sobre a qual era realizada a educação desde a infância, daí a importância e a difusão que se revestia este imaginário criado pelos poetas.

"O poeta, escreve G. M. Bowra, nas sociedades primitivas era olhado como sendo instrumento dum poder que lhe era exterior, mas que o dominava e que falava através dele com a própria voz. Era considerado um profeta, um visionário, um homem que falava várias línguas, um agente de forças invisíveis e desconhecidas." 

Concluindo: "Não era sem razão que o Oráculo de Delfos proferia as suas mensagens misteriosas em verso, ou que Hesíodo fala de si próprio como sendo o homem que conhece tudo aquilo que existiu, aquilo que existe e o que está para existir. 

Os gregos aceitavam estes princípios, e aceitavam que a poesia era uma atividade inspirada. Platão tendia a considerar os poetas como possessos, e os próprios poetas pagavam o seu tributo à inspiração quando falavam da Musa, do poder divino que dominava a sua arte".

No período mais recuado da história grega avultam duas importantes narrativas míticas em verso - Ilíada e Odisseia - atribuídas a uma enigmática figura - Homero. Elas representavam para os gregos, não só o símbolo da sua unidade cultural enquanto povo, mas igualmente a expressão da sua religião, da sua visão do cosmos, as suas personagens eram verdadeiros modelos de comportamento que se seguia ou se evitava. A maioria dos autores situa estes poemas por volta do séc. IX, e teriam sido criados por gerações de aedos (contadores de histórias ambulantes) que percorriam as cidades gregas, contando as façanhas dos seus heróis comuns e as aventuras dos seus deuses.

Exprimindo um mundo mais próximo de nós, mas ainda mítico, destacam-se os poemas de Hesíodo (séc.VIII-VII a.C.) - Teogonia e Os Trabalhos e os Dias.

Na Teogonia apresenta-nos uma sistematização dos mitos sobre a origem dos deuses e do cosmo a eles associados. Neste poema destaca-se ainda a narração das várias fases da humanidade, desde um Idade de Ouro inicial até à presente fase de decadência. Este modelo será retomado na filosofia de Platão.


Seres do Cosmo
segundo a mitologia grega havia as seguintes classes de seres

■deuses (engloba os que nasceram imortais, titãs, monstros, ninfas...)
havia também alguns que seriam desta classe, mas que eram mortais como os gigantes e certas ninfas; alguns de vida longa eram chamados de macrobióis

■daímones (intermediários entre deuses e homens)
■heróis ou semideuses filhos de um deus e um mortal, considerados como semelhantes aos deuses, alguns após a morte eram divinizados
■homens

Cosmogônia
A origem e estabelecimento do cosmo

■Caos, o princípio de tudo, dele saiu:
■Erebus (princípio vital masculino)
■Tártaro (mundo Inferior, Infernos)
■Eros (Amor, princípio organizador do mundo)
■Gaia ou Géia (Terra)
■Nix (Noite) gerou sozinho:

Primeira Geração
Os filhos dos seres primordiais

■Gaia gerou sozinha:
■Urano (Céu)
■Pontos (Mar)
■Óreas (Montanhas)
■Gaia + Tártaro
■Tifão mais terrível monstro mitológico, tocava os céus com a cabeça, os braços estendidos tocavam o ocidente e o oriente, as espáduas possuiam serpentes, dedos tinham dragões, era alado e da cintura para baixo era coberto de víboras; foi gerado por Gaia para derrotar Zeus, o que por pouco não conseguiu.
■Gaia + Pontos
■Nereu o velho do mar, primitiva divindade do mar
■Taumas
■Fórcis
■Ceto
■Euríbia
■as ninfas Napéias elementares dos vales e selvas
■as ninfas Oréades elementares das montanhas e colinas
■as ninfas Dríades elementares dos carvalhos, sua vida dependia da vivencia da árvore
■as ninfas Hamadríades elementares dos carvalhos, faziam parte da árvore com ela nascendo

■Nix gerou com Erebus:
■Éter (Luz Celestial ou Ar)
■Hemera (Luz Terrena ou Dia)
■Moro (destino)
■Momo (sarcasmo) deusa que deu a Zeus a idéia de ensejar a Guerra de Tróia para controlar o excesso populacional na Terra
■Tânatos (Morte)
■Hipnos (Sono)
■Nêmesis (deusa da vingança, do castigo, da Ética)
■Éris (Discórdia)
■Geras (Velhice)
■deusas Hespérides (personificam a tarde)
■Egle
■Erítia
■Héspera
■Queres (Devastação, acompanhavam os vivos representando o tipo de morte que teriam)
■Híbride (Desmedida)
■Limos (A Fome)
■Poinê (A que castiga)
■Moîras (tecem, enrolam e cortam os fios do destino/da vida) [as vezes são indicadas como filhas de Zeus e Têmis]
■Cloto (tece / passado - nascimento)
■Láquesis (enrola / presente - vida)
■Átropos (corta / futuro - morte)

Segunda Geração
A era dos titãs


Urano depois de criado por Gaia passa a ser seu marido e protetor, sempre deitado sobre ela, gerando vida nela, copulando-a periodicamente com a chuva.Urano e Gaia geraram as criaturas: os Titãs e as Titânidas, os Ciclopes, e os Hecatonquiros. Após ser criado Urano passa a ser o primeiro senhor do Cosmo não demorando a se tornar também seu primeiro tirano.

 Titãs
■Oceanus
■Céos
■Créos
■Hipérion
■Jápeto
■Cronos, mais tarde com apoio de Gaia castrou Úrano tornando-se senhor do Universo

Titânides
■Téia (a luz da visão)
■Réia (a facundidade)
■Têmis (a justiça)
■Mnemósine (a memória)
■Febe ( a brilhante, deusa da Lua cheia, fundadora do Oráculo de Delfos)
■Tétis (deusa do mar)

Ciclopes
Monstruosos seres de um olho apenas, responsáveis por forjar os relâmpagos.

■Arges
■Estéropes
■Brontes

Hecatonquiros
Seres também monstruosos, que possuíam cem braços e cinquenta cabeças, auxiliaram Zeus a destronar Cronos.

■Coto
■Briareu
■Giges

Filhos do Sêmen de Úrano
Quando Cronos castrou seu pai, na revolta dos Titãs, seu Sêmen caiu em Gaia a fecundando, que gerou em diferentes tempos:

■Gigantes (Alcioneu, Efiates, Porfírio, Encélado...), gerados por Gaia para derrotar Zeus, pois ganha se enfureceu quando este prendeu os titãs no tartaro, podiam ser mortos se atacados por um deus e um mortal simultaneamente
■As Ninfas Melíades
parte do sêmen de Urano caiu no "céu" fecundando Nix

■Erínias: Aleto, Tisífone, Megera (que eram as vingadoras, em especial do sangue parental)

o sêmen que caiu no mar se desenvolvendo em Tálassa deusa primordial do mar:

■Afrodite (a deusa do Amor). Foi para o Olímpo, com a vitória de Zeus, onde era a divindade mais antiga, casou-se com Hefesto
[mitos mais modernos fizeram de Afrodite filha de Zeus e Dione e mãe de Eros. Dione seria filha de Tálassa e Urano.

com Hermes gerou:
■Hermafrodito que se fundiu com a ninfa Salmácis
com Ares gerou
■Harmonia deusa da concórdia que casou com Cadmo, rei de Tebas
com Apolo gerou
■Himeneu deus das Núpcias e do casamento
Afrodite com o mortal Anquises gerou
■Enéias (ancestral de Rômulo e Remo)

Fórcis + Ceto
■Gréias (três velhas que compartilha um só olho e um só dente)
■Ênio também era uma divindade da guerra
■Pênedo
■Dino
■"Górgonas" seres alados com serpentes na cabeça, tranformavam com seu olhar os seres vivos em pedra
■Ésteno
■Euríale
■Medusa(a única que era realmente uma górgona sendo mortal, as outras eram por associação)
■Equídina (a mãe de todos os monstros)

Taumas + Electra (oceânide)
■Harpias (seres com cabeça de mulher e corpo de águia semelhantes aos gargulas)
■Aelo
■Ocípite
■Celeno
■Íris, mensageira de Zeus e Hera

Crisaor + Calírroe (Oceânide)
■Gerião (gigante de três troncos a patir da cintura)

Nereu e Dóris
■ninfas Nereidas, eram ao todo cinqüenta, as principais eram:>
■Anfitrite; Tétis; Galatéia; Dinâme; Psâmate; Eunice;

Reinado dos Titãs
Em uma revolta organizada por Gaia contra a tirania de ,Urano, que devolvia seus filhos a Terra tirando-os do Céu, pois tinha medo de ser destronado, Cronos castrou seu pai Úrano que perdeu seu poder, assim Crono passou a reinar no mundo, com seus irmãos os Titãs. Nesse momento, os Ciclopes e Hecatonquiros já haviam sido presos no Tartaro por Úrano.


Terceira Geração
Domínio dos filhos do titãs

Cronos, sabendo que seria destronado por um de seus filhos, devorava a todos logo que nasciam. Réia, sua esposa, o enganou e escondeu o caçula Zeus, que foi criado escondido pela ninfa Almatéia e pelos Curetes. Quando cresceu libertou seus irmãos do corpo de Cronos através de uma erva dada por Métis, libertou os Ciclopes e os hecatonquiros - que imortalizou - e, unido a todos estes, realizou a titianonmaquia, a luta contra os titãs, que vencidos foram jogados no Tártaro. Após isto teve que vencer duas ameaças envidas por Gaia: os gigantes, contra os quais realizou a gigantomaquia com a ajuda de Hércules e o terrível Tifão contra a qual travou a mais difícil e derradeira batalha. Depois de tudo Zeus assim se torna o novo senhor do cosmo.

Filhos de Céos e Febe
■Leto (Anoitecer)
■Astéria (Estrela)

Filhos de Oceanus e Tétis (Titanide)
■Rios: eram ao todo três mil, os principais eram:
■Nilo, Erídano, Alfeu, Estrímon, Istro, Fásis, Aqueloo, Simois, Escamandro...
os Rios com variados elementos geraram:
■as ninfas Náiades (riachos)
■as ninfas crenéies (fontes)
■as ninfas Pegéies (nascentes)
■as ninfas Potâmides (rios)
■as ninfas Limneidas (lagos, lagoas)
■Ninfas Oceânidas, eram quarenta e uma no total, as principais eram:
■Electra, Dóris, Clímene, Calírroe, Pluto, Europa, Métis, Calipso, Estige (rio do inferno)...

Filhos de Hipérion e Téia
■Helios (Sol, condutor da carruagem do Sol, o que tudo vê)
■Selene (Lua)
■Eos (Aurora)

Astreu e Eos
■Zéfiro (Vento Oeste, Brisa Primaveril)
■Bóreas (Vento Norte, frio e úmido)
■Notus (Vento Sul, quente e seco)
■Eurus (Vento Leste)

Filhos de Créos e Euríbia (não-titã)
■Astreu
■Palante
■Perises

Filhos de Jápeto e Ásia (Oceânide)
Também eram considerados titãs

■Atlas (Zeus, triunfante, na titanomaquia -luta contra os gigantes- castigou seus inimigos lançando-os no Tártaro, a região mais profunda do Hades, para que de lá nunca fugissem. porém Atlas foi condenado a sustentar para sempre o céu sobre a Terra, porém é representado segurando o globo terrestre. Segundo algumas versões foi posteriormente libertado de seu fardo e tornou-se guardião dos Pilares de Hércules -o Estreito de Gibraltar. Outra versão conta que Perseu o petrificou mostrando lhe a cabeça que havia arrancado da Medusa, transformando-o nos Montes Atlas.
■Menecio
■Epimeteu
■Prometeu (trouxe o fogo de Zeus à Terra, tornando os homens seres inteligentes que puderam evoluir e distinguir-se dos outros animais,
por isso foi condenado por Zeus a ficar acorrentado nos montes Caucaso, onde uma águia comia seu figado todos so dias. Por ser Prometeu imortal o seu fígado se regenerava-se pela noite, para ser comido no dia seguinte. Herácles o libertou mais tarde. É atribuido a Prometeu a criação dos homens a partir do humus da terra)
■Idades do Homem, a raça humana após criada teria passado pelas seguintes idades
■Idade de Ouro - Após a morte se tranformavavam em Daímones Epictonicos, imermediários entre os deuses e os Homens que agiam sobre a terra
■Idade de Prata - Após a morte se tranformavavam em Daímones Hipoctonicos, imermediários entre os deuses e os Homens que agiam sob a terra
■Idade de Bronze - Após a morte iam para o Hades e lá permaciam (em Tártaro, Campos Elísios ou Campo das Lágrimas)
■Idade dos Heróis -Após a morte os heróis Justos iam para a Ilha dos Bem-Aventurados onde viviam como deuses governados por Cronos sem contato com os vivos, alguns se tornaram deuses ao irem para o Olimpo; os heróis injustos iam para o Hades, junto com os humanos normais
■Idade de Ferro - até hoje - Após a morte iam para o Hades e lá permacendo no seu estrato médio o Érebos - onde purgavam a vida terrena como sombras - , os considerados justos iam para os Campos Elíseos - paraíso onde ficavam 1000 anos até se apagar o que de terreno havia neles - , depois disto esqueciam toda a sua existência e segundo alguns reencarnavam e segundo outros realizavam metempsicose - encarnar em outros seres vivos) os Injustos iam para as sombras do Tártaro para toda a eternidade)

filhos da Equídina e Tifão
■Ortro (cão monstruoso de Gerião)
■Cérbero (cão gigantesco de três cabeças, guardião do mundo inferior)
■Hidra de Lerna (serpente que se tivesse uma cabeça cortada cresciam duas no lugar)
■Quimera (com cabeça de leão, torso de cabra e parte posterior de dragão ou serpente, morta pelo herói Belerofonte)
■Fix ou Esfinge grega
■Leão da Neméia (leão do tamanho de um elefante)
■Ládon (dragão das Hespérides que guardava os Pomos-de-Ouro)
■Ethon (pássaro que devorava o fígado de Prometeu)

Filhos de Cronos e Réia
■Héstia (deusa virgem da lareira e do lar, responsável pelo Fogo e pelo bom funcionamento da casa, representada pela lareira).
■Posídon (deus dos Mares, das águas subterrâneas, dos terremotos e dos cavalos, e o terceiro filho dos titãs Cronos e Réia e irmão de Zeus e Hades, seu símbolo é o tridente).
■Deméter (deusa da Agricultura e da colheita, da vegetação, responsável pelas estações do ano.
■Hades chamado geralmente de Plutão( deus do Mundo Inferior - o Mundo dos Mortos - era também deus das riquezas)
■Hera (rainha dos deuses, deusa dos amores verdadeiros, protetora das mulheres e do casamento e do nascimento. É irmã e esposa de Zeus, e mãe dos deuses Hefesto e Ares)
■Zeus (rei dos deuses e rei do Olimpo, senhor do Universo, representa a ordem e a vitória da humanidade sobre as forças selvagens da natureza - representadas pelos Titãs, distribui o bem e o mal, governa toda a humanidade e os imortais, o seu símbolo é o trovão e a águia)

Casamentos de Zeus
Zeus teve diversos amores e filhos (muitas vezes, Zeus se relaciona com Mortais).

- com Métis (Sabedoria) sua primeira esposa
■Atena ( deusa da sabedoria, da justiça, das batalhas, da vitoria; nascida das temporas de Zeus, depois que este engoliu Métis gravida, com medo de que a filha fosse mais poderosa que o pai, mesmo assim depois de algum tempo Atena nasceu)
- com Têmis (Eqüidade, das leis)
■Horas
■Eunomia (Boa Norma)
■Diké (Ensino, normas)
■Irene (Paz)
- com Eurínome (Beleza e Alegria de Viver)
■Cárites
■Agaia
■Eufrosina
■Talia
- com Mnemósine (Domínio das Artes)
■As Nove Musas:
■Calíope (poesia épica)
■Clio (história)
■Érato (lírica coral)
■Euterpe (música)
■Melpômene (tragédia)
■Polímnia (retórica)
■Tália (comédia)
■Terpsícore (dança)
■Urânia (astronomia)
- com Leto (Dia e Noite) os gêmeos:
■Apolo (deus do Sol, da luz e dos oráculos e mânticos, também da música, da poesia e da profecia além de protetor das musas. deus muito belo, personificava o ideal grego de beleza masculina)
■Esculápio, filho da mortal Corônis com Apolo, grande médico morto por Zeus pois estava ressucitando os mortos, após sua morte foi divinizado se tornamdo o deus da cura e medicina
■Himeneu, deus das Núpcias e do casamento, filho de Apolo com Afrodite
■Artemis (deusa da Lua e da caça, da castidade, dos animais selvagens)
- com Deméter (deusa da da fecundidade da terra)
■Corá ou Perséfone (deusa relacionada a fecundidade da terra, esposa de Plutão, passava quatro meses com do ano com o marido causando o outono/inverno, pois sua mãe Demeter entrava em luto e a terra não produzia, o restante do ano ela voltava ao Olimpo ficando com sua causando o primavera/verão.
- com Hera (Hierogamia - o Grande Casamento)
■Ilícia (Parto)
■Hebe (Juventude, imortalidade)
■Ares (Deus da Guerra, dos Deus das batalhas, Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, que fundaram Roma)
■Hefestos (deus dos ferreiros, dos metais, da metalurgia, do fogo, criador das Tecnologias, Suas forjas depois de derrubado do Olimpo por Zeus foram colocadas no monte Etna, onde era auxiliado pelos Ciclopes)
■Zera  - com Maia (Conhecimento do Visível e do Invisível)
■Hermes (mensageiro dos deuses, deus do comércio se simbolo era o caduceu - hoje simbolo da medicina), também era o protector dos ladrões, viajantes e mercadores
- com a mortal Alcmena (Força e Destemor)
■Heracles ou Hércules (O Grande Herói), depois da sua morte foi divinizado indo para o Olimpo onde se casou com a deusa Hebe
- com a semideusa Semele (vinho e Alegria)
■Dionísio(Deus do Vinho e das festas, era servido por mulheres, as Mênades, e pelos Sátiros seus irmãos adotivos)

Outros deuses
■Sabázio, filho de Zeus e Persefone culto e atribuições semelhantes a Dionísio, era essencialmente oriental, não fazendo parte, propriamente, do panteão grego

■Adônis era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras, de Chipre, manteve com a sua filha Mirra. A deusa grega Afrodite, apaixonou-se por ele, o deus Ares, amante de Afrodite, ao saber envia um javali para que o matar. Após sua morte foi divinizado tornado-se deus da vegetação que morre no Inverno (descendo aos infernos e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na Primavera (para juntar-se a Afrodite)


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