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FILOPARANAVAÍ

domingo, 17 de março de 2019

AS DIFERENÇAS ENTRE SENSO COMUM E SENSO CRÍTICO

Jamais confunda Senso Comum com Senso crítico. Não são a mesma coisa! 

O Senso Comum é uma forma de Conhecimento, assim como são as outras formas de saberes: Artes, Religioso, Mito, Filosófico e Científico. São essas formas de conhecimentos construídas pelo Homem ao longo de sua história evolutiva que nos possibilitam ler, elaborar, interpretar e responder os problemas oriundos de nossas realidades. 

Vou deter-me apenas no Senso Comum para fazer  as devidas reflexões sobre suas relações com o Senso Crítico. 

O Senso comum ou ainda conhecido também como conhecimento popular, vulgar e/ou ordinário, é a compreensão do mundo resultante da herança de saberes práticos construídos a partir de experiências acumuladas por um grupo social, ou ainda produzidos no cotidiano das pessoas de acordo com suas necessidades. 

O Senso Comum é construído pelas tentativas marcadas por erros e acertos. Assim, por exemplo, Gustavo que não sabia cozinhar arroz tenta colocar em prática a experiência. Em sua primeira tentativa não teve um bom resultado. Seu arroz ficou muito salgado! Numa segunda experiência o garoto tentará solucionar o problema. Uma vez que obtenha resultado positivo, terá construído um conhecimento prático que nos possibilita dizer que Gustavo faz um arroz muito apetitoso. 

Mas, em hipótese, suponhamos que Gustavo queira ser chef de cozinha. O Senso Comum não será suficiente para que o garoto realize seu projeto de vida. Será necessário que ele ingresse em um bom curso acadêmico onde somando seus conhecimentos vulgares ao científico e artístico, terá grande possibilidade de sucesso.

Ora, o Senso Comum assim como as demais formas de saberes são todas importantes. Precisamos, no entanto, aplicar de forma correta os saberes de acordo aos problemas  que essas formas conseguem responder de maneira satisfatória. 

O Senso Comum tem suas limitações como qualquer outro saber. Portanto, é aí que surgem novos problemas, justamente quando tenta-se responder problemas que o Senso Comum não dá conta. Então nesse momento as pessoas confundem Opinião com Argumentação. 

Não basta ter uma opinião sobre tudo, pois isto de saída sabemos que é possível. A questão é saber distinguir as variadas formas de argumentações para sustentar as opiniões. Talvez a opinião tenha sido emitida em um espaço no qual não exijam argumentos mais consistentes, porém, pode acontecer que o espaço faça tal exigência e é aí que surgem os debates argumentativos.

Exemplo: 'A CADA 2 SEGUNDOS, UMA MULHER É VÍTIMA DE VIOLÊNCIA FÍSICA OU VERBAL NO BRASIL' (relogiosdaviolencia.com.br). Não é possível emitir a seguinte opinião-argumentação diante desta informação: 'Essa informação não é verdadeira porque eu não conheço nenhuma mulher que tenha sofrido qualquer tipo de violência física e verbal'.

Ora, estamos diante de um exemplo-problema que o Senso Comum não pode dar conta. Será necessária uma base de conhecimentos acadêmicos para pensar o problema em questão. 

É aqui que entra o Senso Crítico. O Senso Comum em si mesmo carece de criticidade. Podemos afirmar que ele é acrítico. Para Bunge (BUNGE, Mário. La investigación científica: su estrategia y su filosofia. 5 ed. Barcelona: Ariel, 1976.), existe um elemento essencial divisor entre a Ciência e o Senso Comum, isto é o MÉTODO.  O Senso Comum não trabalha com a ideia de totalidade senão que está preocupado em responder a problemas localizados, que quando respondidos acabam como acumulação de partes ou "peças" de informação fragilmente vinculadas. Há uma dificuldade latente quando com o Senso comum alguém tenta solucionar problemas que fogem de sua alçada por requerer uma aventura epistemológica em direção a uma totalidade. 

O Senso Comum está vinculado à vida cotidiana, à experiência particular, e tem dificuldades de abandonar o ponto de vista antropocêntrico limitado e sensorial, para formular hipóteses sobre a existência de objetos ligados a fenômenos além da própria percepção de nossos sentidos, submetê-los às verificações planejada e interpretada com o auxílio das teorias e averiguação e demonstração que perpassem a lógica, a dialética ou ainda a experimentação qualificada por métodos próprios de cada área científica. Por esse motivo é que o senso comum, atinge apenas uma objetividade limitada, pois está estreitamente vinculado à realidade experimental.  

Para Ander-Egg (ANDER-EGG, Ezequiel. Introducción a lãs técnicas de investigación social: para trabajadores sociales. 7.ed. Buenos Aires Humanitas, 1978. ), o conhecimento Senso Comum caracteriza-se por ser predominantemente: superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como “porque o vi", “porque o senti” ,"porque o disseram”, “porque todo mundo o diz"; sensitivo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária; subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os "por ouvi dizer”; assistemático, pois esta "organização" das experiências não visa a uma sistematização das idéias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las; acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica.  

Está demonstrado então que o Senso Comum é um saber importante, porém tem seus limites.

O Senso Crítico é justamente aquele exercício racional que nos permite mobilizar os saberes pelo método lógico e dialético em busca de complexificar o problema a fim de solucioná-lo o mais objetivamente possível em conexão com a verdade da realidade em questão. Esse exercício exige a capacidade de questionar (problematizar), pesquisar, analisar de forma racional e inteligente nunca esgotando totalmente o exercício porque ele deve ficar em aberto a fim de ser aprimorado. Através do senso crítico, o homem passa a duvidar de verdades apresentadas como absolutas, engaja-se na busca da verdade questionando e refletindo profundamente sobre cada assunto-problema.

A palavra “crítica” vem do Grego “kritikos”, que significa “a capacidade de fazer julgamentos”. Há quem defenda que a Filosofia não chega a ser uma forma de saber como os demais pois que ela confunde-se em essência justamente com o Senso Crítico. Seria então a Filosofia um exercício de reflexão. Mas há defesa consistente de que trate-se de uma forma de saber muito sublime e indispensável para a humanidade. A Filosofia é como que uma mãe do conhecimento.

Por exemplo, o assunto COTAS ÉTNICO-RACIAIS PARA INGRESSO EM UNIVERSIDADES OU SERVIÇO PÚBLICO é tratado no âmbito do Senso Comum como algo simples, política pública elaborada para alimentar discriminações, prejudicar não cotistas. Argumenta-se que todos possuem as mesmas capacidades e que por isso as cotas são injustas. 

Ora, compreender a complexidade de tal tema nos obriga a um grande exercício crítico. É necessário começar estabelecendo paralelos entre Cotas Étnico-Raciais e Racismos Cultural, Institucional, Social e Histórico. É necessário estabelecer conexão ainda às desigualdades sociais, dentre outros elementos - tal é a complexidade da questão. Não basta uma opinião fundada em um posicionamento subjetivo diante de tal temática ou ainda argumentos fundados em experiência subjetivas. Cotas Étnico-Raciais trata-se de política pública, justificada na CFB-1988, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, em dados reais da realidade histórica e social do Brasil, onde o racismo continua latente penalizando nossas populações negras.

Logo, o Senso Crítico exige de nós uma consciência reflexiva baseada no “eu” (autocrítica) e no mundo. Eu não preciso ser negro para compreender e apoiar a urgência e necessidade das Cotas Étnico-Raciais. 

O exercício denominado Senso Crítico é libertador e humanizador. Vivemos em uma sociedade que por sua natureza Capitalista, produtora de desigualdades sociais a partir da concentração do capital, nos educa ao NÃO PENSAR AUTÔNOMO. O Senso Crítico exeige de nós a Autarquia (do Grego αuταρχία, composto de αuτός (si mesmo) e αρχω (comandar), ou seja, "comandar a si mesmo" ou "auto comandar-se". Pensar por si mesmo é uma arte para poucos quando a maioria tende a vivenciar uma realidade dirigida pela alienação geral: As 'elites' pensam por nós, determinam o certo e o errado, o que consumir e o que não consumir, o que reclamar e o que não reclamar, e por aí em diante. 

Para desenvolver o Senso Crítico o indivíduo não pode conformar-se a esse mundo, deve viver um certo espírito contestador, deve questionar verdades absolutas, deve ainda ser capaz de não seguir as 'massas' sem antes pensar se deve...

O Senso Crítico para ser exercitado deve partir de uma consciência de que somos indivíduos participando de uma grande totalidade que se chama humanidade. Será a nossa consciência de que nossa missão essencial é participar dessa totalidade que nos fará mais responsáveis pelas nossas decisões. Pensar para escolher sendo capazes de assumir as consequências, dentro daquele espírito existencialista, sartreano, que coloca no homem a total responsabilidade por aquilo que ele é.  

A Sociedade impõe por variados mecanismos suas verdades absolutas. A ideologia dominante aliena o homem. Retira dele sua capacidade de protagonista da própria história e da história da humanidade. Os interesses econômicos moldam a vida em sociedade. 

A Igreja Católica, por exemplo, é um desses mecanismos. No período da escravidão, por muitas vezes a Igreja com Matriz no Vaticano, emitiu documentos posicionando-se contra a escravidão. Mas, na prática, aqui no Brasil a Igreja estava de mãos dadas com os senhores de escravos. Portanto, ela teoricamente era contra mas, na prática, por questões de sobrevivência econômica ou existencial, mantinha-se ao lado dos algozes dos negros escravos. Endossava a escravidão com discursos espiritualistas

Dessa forma, alguém que tenha o mínimo de Senso Crítico percebe que nossa sociedade é marcada por contradições insanáveis. O senso crítico ativo não aceita a imposição de qualquer tradição, dogma ou comportamento sem antes questionar. Há uma ideologia dominante (conjunto de crenças, verdades, valores e opiniões) veiculada na política, religião, meios de comunicação ou outros grupos, que procura manipular as pessoas para que não questionem; para que aceitem o que lhes for imposto sem ponderar ou investigar a verdade. É esse processo de alienação que o homem deve superar se se quer realmente sua plena liberdade.

Quem exerce o Senso Crítico incomoda aos que não o exercem. Portanto, é preciso ter essa consciência! Lembre-se do mito da Caverna Platônica e na volta do ex-prisioneiro. Falar de verdades que os prisioneiros não visualizam - como sombras - nas paredes pode enfurecê-los.

Por fim, você poderia me perguntar sobre qual é a vantagem do homem exercer sua criticidade e reconhecer as contradições que marcam nossa realidade? Ora, é verdade que tanto o que desconhece as contradições ou aquele que as reconhecem, sofrem. Mas há uma diferença que coloca aquele que tem Senso Crítico em vantagem! Ele goza de liberdade plena e sabe inclusive porque também sofre, tendo mais oportunidades de intervir no sofrimento a fim de amenizá-lo ou canalizá-lo para outras forças vitais de sobrevivência. Já quem está alienado, fica perdido em meio ao próprio sofrimento do qual não tem consciência sequer sobre as causas do mesmo.

Logo, o Senso Crítico é libertador! E ainda em tempo, é bom lembrar que o Senso Crítico é um exercício e que, portanto, é necessário querer exercitá-lo. Por isso, não é a simples passagem pela escola ou universidade que nos darão a condição de críticos. Poderemos inclusive encontrar nas escolas e nas universidades indivíduos que jamais conseguem ultrapassar os limites que há entre o senso comum e o senso crítico. E é bom lembrar, ainda, que a escola e a universidade não são condições exclusivas para esse exercício. Podemos encontrar pessoas que nunca passaram pela escola ou universidade, ou que tiveram passagens com etapas limitadas, que são capazes de um exercício crítico invejável. 

Senso Crítico é um exercício para toda a vida.  Então, vamos 'malhar' nossa racionalidade! Mãos à obra! 

quinta-feira, 14 de março de 2019

O BRASIL TEM UM DESGOVERNO PARA SER CHAMADO DE SEU...



ARTIGO DE OPINIÃO

Com o golpe de 2016, pelo qual depuseram uma presidenta legitimamente eleita pelo voto popular e afastada sem crime de responsabilidade, tendo sido inventado o factoide das 'pedaladas fiscais' para justificar o sangramento da Democracia, eu pensava que tivéssemos chegado a mais degradante condição política de nossa história de pouco mais de 30 anos desde o processo de reabertura democrática, iniciado com a eleição de Tancredo Neves como Presidente da República pelo Colégio Eleitoral, numa terça-feira, do dia 15 de janeiro de 1985.

Ledo engano! Degradante mesma foi a condição política pela qual parte dos brasileiros/as elegeram, em 28 de Outubro de 2018, um presidente de extrema direita com viés fascista e completamente despreparado como atestam muitos críticos no Brasil (leia mais dando clique aqui) e fora daqui (leia mais dando clique aqui).

Para evitarem a eleição de um candidato do PT - Partido dos Trabalhadores - essa parcela da população alimentada por uma fábrica de Fake News (falsas notícias disparadas em grande número) e por um fanatismo cego carregado de moralismos e ódios, elevaram ao poder uma figura sombria e sinistra. 

Sem debate, apenas com fake News disparadas por meio das redes sociais e com chavões de fim à corrupção, proteção dos valores da família e da Pátria, e pasmem, apologia escancarada pela armamento da população e caça aos 'inimigos'. Mais espantoso ainda foi ver setores conservadores de fieis e clérigos católicos e/ou evangélicos, apoiando publicamente uma figura política que sempre esteve mais para um anticristo do que qualquer outra coisa.

Estamos ainda em Março de 2019 e não surpreende os atos do 'desgoverno' ao qual o Brasil está entregue (leia o ótimo artigo de Gilvandro Filho). A realidade econômica do país degrada-se dia a dia (leia mais dando clique aqui). As relações exteriores são desastrosas (donos do agronegócio apoiaram Bolsonaro e agora veem a destruição do 'negócio da China', leia mais aqui). Empregos são destruídos, o salário compra cada vez menos, a população endivida-se, a violência aumenta assustadoramente, nosso petróleo vai sendo entregue aos poucos  porém de uma maneira muito acelerada aos gringos. O Brasil perde mercados de exportação do agronegócio pela ineficiência do governo que apenas atrapalha e em nada ajuda. A proteção do meio ambiente perde importância e sua agressão é liberada (leia mais dando clique aqui). Direitos Humanos são depreciados.

Um desgoverno geral é o que temos no Brasil. Um desgoverno que assemelha-se aos ditatoriais  dos sombrios anos que iniciaram-se em 1964, pela  legião de militares ocupando cargos. O Brasil retrocedeu! No Congresso uma legião de deputados/as e senadores/as pendentes com a justiça e de linha ultraconservadora, terreno fértil para a retirada de direitos sociais e trabalhistas, para retroceder em vários campos dos direitos humanos e no plano econômico tornar o Brasil servil ao império norte-americano. Desde o golpe os três poderes Executivo-Legislativo e Judiciário vivem em um desequilíbrio perigoso para o funcionamento da Democracia. O STF a última trincheira para o enfrentamento do caos instalado no país, parece perder força o ceder a chantagens de fundamentalistas políticos, dos donos do capital e até mesmo dos militares cegos pelo poder que agora possuem.

Em Curitiba, segue prisioneiro o único político desse país que pode dar um norte democrático ao nosso país: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. Hoje mais do que nunca reconhecido como preso político, sequestrado. O processo pelo qual o encarceraram é patético - jamais deveria tramitar na vara de Curitiba como atesta o próprio juiz do caso da sentença por não guardar relações com a Petrobrás  - porém mais patéticos ainda são os poderes do país que endossaram tamanha crueldade dos judiciários de primeira e segunda instância ao encarcerarem o político brasileiro mais popular e amado do Brasil e no mundo. 

Lava Jato combate corrupção? Corrupção de quem? Para quem? Políticos flagrados com contas no exterior, dinheiro guardado em apartamentos, movimentações bancárias suspeitas, e outros motivos, estão soltos, todos soltos! Lula segue preso. Motivo, um apartamento que nunca teve. Era preciso inventar um motivo. Lula segue prisioneiro como Nelson Mandela um dia. Mas ele não está só. O povo brasileiro, aquela parcela que ainda não perdeu a lucidez, essa parcela está com Lula e aguarda ansiosamente pela decretação de sua inocência e liberdade. O presidente que investiu em educação, ciência e tecnologia, saúde, infraestrutura do país, alavancou o agronegócio, possibilitou o consumo de bens dos quais  antes os mais pobres eram privados, que deu atenção especial a variados segmentos da população antes descuidados pelo Estado, que combateu  a fome e possibilitou pela primeira vez em 500 anos uma redução ainda que pequena na escandalosa desigualdades social do país. Que cuidou do meio ambiente, que fortaleceu empresas nacionais. Que fez o Brasil respeitado no mundo. Lula e Dilma tornaram-se inimigos da burguesia atrasada do país e por isso foi construída a narrativa midiática que encontrou eco na classe média que pensa com a cabeça dessa burguesia 'cabeça' essa já cantada por Cazuza que não errara ao dizer que a 'burguesia fede'.

E então chegamos a essa semana depois que o patético presidente da República envergonhou a nação ao compartilhar vídeo com cenas impróprias para uma página do Twitter em um carnaval  histórico quando o mandaram tomar no c* de Norte ao Sul do país - demonstrando que a população já percebeu o erro político de outubro de 2018. Depois de uma série de escândalos envolvendo a patética família que desgoverna o Brasil envolvida com milicianos e laranjas. Depois de, por decreto, flexibilizar o acesso à posse de armas de fogo para a população e depois ainda de anunciar a flexibilização para o porte. O presidente que deveria estar propondo saídas para a crise econômica preocupa-se em armar a população para que a sociedade seja mergulhada na violência. 

O massacre que a TV não mostrou em Suzano Enquanto as emissoras focaram a cobertura nas cenas de sangue e barbárie, entrevistas com pessoas em estado de choque e assédio aos familiares dos atiradores, um grupo de professores na porta da escola Raul Brasil explicava a tragédia anunciada. LEIA MAIS MATÉRIA COMPLETA DANDO CLIQUE AQUI!

Por isso, a tragédia em uma escola estadual na cidade de Suzano, que é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê, não me assusta (acesse o artigo de Ricardo Kotscho). Não pode haver novidade naquilo que já havia sido anunciado, antecipado, por muitos críticos. A onda de ódio protagonizada politicamente pelos que nos governam hoje contribuiu para esse clima de ódio e violência que aprofundou-se na sociedade brasileira. Outras tragédia virão - não há dúvidas. A cultura da violência é bandeira do presidente e de sua família. Apologias à violência protagonizada pelos membros da família bolsonariana podem ser encontradas facilmente em imagens na internet. Crianças, adolescentes, jovens estão sendo moldados na violência da 'auto defesa' na dinâmica da ausência do Estado no campo da segurança e cada um por si no 'todos contra todos' do pensador Thomas Hobbes (o homem é lobo do homem).  A violência aumentará no país na mesma medida que aumentam os problemas com nossa economia que tende a ampliar as desigualdades sociais.

No dia 28 de Outubro de 2018 escolheram a 'arminha 17' e toda escolha tem consequências. O Brasil vive um completo desgoverno, falta racionalidade para a política e por isso esse desgoverno ataca a educação justamente para dar cada vez mais, espaço para a irracionalidade que o elegeu e o possibilitou a instalar o terror político em nosso Brasil amado! Até onde vai essa história de horrores não sabemos! Mas haverá um momento em que aqueles que ainda não perderam a lucidez precisarão ir às ruas e exigirem eleições limpas, democráticas, para que possamos ter um governo que possamos chamar de 'nosso'! Um governo que governe para todos, invista em educação, em ciência e tecnologia, em cultura, em segurança e em saúde, que coloque o Estado a serviço da diminuição das desigualdades sociais e que possibilitem a humanização e racionalidade da política. Carecemos disso! O que está aí no desgoverno do Brasil não tem a mínima competência para isso!




Em tempo: "Todo Savonarola tem seu dia de Luís XVI. Pelo visto, caiu a Bastilha da República de Curitiba. Imagine se forem a fundo nas investigaçōes dos tais acordos de delação! E quem lucrou com eles! Tinham q convocar uma comissão internacional independente para devassar tudo isso", postou Miguel Nicolelis, um dos maiores cientistas brasileiros, sobre a derrota da Lava Jato, na sessão desta quinta-feira no STF. LEIA MAIS DANDO CLIQUE AQUI !!!


Parte dos 12,7 milhões de desempregados se deve à sua eficiência", diz o colunista Reinaldo Azevedo, que retrata a Lava Jato como uma das maiores tragédias já ocorridas no Brasil. "A Força Tarefa, ainda a maior pauteira da imprensa, tem na sua história alguns feitos notáveis: conseguiu mandar para a cadeia um ex-presidente da República sem apresentar as provas de seu crime e tentou criar uma fundação bilionária que renderia em juros o que empresas que empregam milhares não rendem em lucros. Parte dos 12,7 milhões de desempregados se deve à sua eficiência", diz o colunista Reinaldo Azevedo. (LEIA MATÉRIA COMPLETA DANDO CLIQUE AQUI).

sábado, 19 de janeiro de 2019

OS/AS ELEITORES DO 17 E OS/AS BRASILEIROS/AS EM GERAL, estão descobrindo que Bol$onaro vendeu ilusões, com 'circo' mas sem 'pão'. E agora José? E agora Maria? E os cúmplices? Última vez que foram vistos foi no dia 28 de Outubro de 2018 ...




Leia: "2018 o ano que não deveria terminar. Os prenúncios de um 2019 de 'muitas trevas' para o povo brasileiro..." Em: (dê clique aqui http://filoparanavai.blogspot.com/

Só para recordar: 

Antes de subir a rampa estourou o escândalo bol$ogate que envolve todo o clã. O caso Queiroz/COAF é apenas a ponta do 'iceberg' de muita corrupção.

Sem contar que o novo presidente mentiu: prometeu deixar o Brasil com 15, e não conseguiu ficar abaixo de 22 para acomodar os 'amigos'. Sem contar os escândalos de nomeações suspeitas por ele e pelo vice. Maduro, empossado dia 10 de Janeiro, recebeu mais delegações internacionais e chefes de Estados que Bolsonaro: a posse de Bolsonaro foi a MENOR em número de delegações internacionais desde Collor. Dilma chegou a receber 130 países em sua posse; Bolsonaro só 46. 

E os trabalhadores pagando a conta: o presidente fez uma manobra jurídica para colocar o salário mínimo em R$ 954 ABAIXO do que tinha sido apontado pela Câmara, em um ato de tudo aos patrões e nada aos trabalhadores. É bom lembrar que mais de 40 milhões de brasileiros recebem menos que o mínimo - algo em torno de R$ 700. Logo, a perda de poder aquisitivo tenderá a aumentar ainda mais a pobreza e violência disparadas desde o golpe contra Dilma em 2016. 

Nada de estranho até aqui. Ele foi eleito dizendo que fará a carteira 'verde e amarela' com menos direitos. Falou em retirar direitos que ainda existem como 13°, férias e outros. Sem se esquecer que como deputado foi favorável à maldita Reforma Trabalhista que não gerou nem 500 mil dos 2 milhões de empregos que esperavam, e os empregos gerados foram com menores salários e menos direitos trabalhistas, menos segurança no trabalho em um país que tem recordes de acidentes de trabalho. (Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelam que o país registrou cerca de 4,26 milhões de acidentes de trabalho de 2012 até o último dia 3 de agosto. Ou seja, 1 acidente a cada 48 segundos ocorre nos mais diversos setores e ambientes do trabalho brasileiros. Desse total, 15.840 resultaram em mortes, ou seja, uma morte em acidente estimada a cada 3h 38m 43s). Enquanto o país soma 11,6 milhões de desempregados, sem contar os subocupados... Bolsonaro acabou com o Ministério do Trabalho, e agora persegue a Justiça do Trabalho. Tudo aos patrões e nadas aos trabalhadores! BOLSONARO E SUA TURMA VENDERÁ A REFORMA PREVIDENCIÁRIA COMO COISA BOA - SERÁ PIOR DO QUE A PROPOSTA POR TEMER. Vivendo pra trabalhar e nunca aposentar-se: Paulo Guedes anuncia desmonte da previdência e fim da nossa aposentadoria, instituindo o regime de capitalização que já destruiu o Chile levando milhares de idosos ao suicídio comemorado pelos donos do capital previdenciário. Se a maldita Reforma bolsonariana passar como desejam os capitalistas amigos de Guedes e do governo, nosso destino não será muito diferente daquele vivenciado hoje pelos chilenos. Teremos mais dificuldades para se aposentar e receberemos salários de fome (https://www.bahianoticias.com.br/). 

Governo inimigo dos indígenas: A FUNAI ficou proibida de demarcar terras e a função passou para o Ministério da Agricultura. Os grileiros agora atacam mais do que nunca as terras indígenas, sentem-se empoderados pelo governo fascista a matarem e tomarem as terras indígenas. É necessário uma reação internacional para o que está acontecendo no Brasil com nossos indígenas. Enquanto a Damares, ministra, distrai o público com seu repertório de asneiras, o governo loteado entre banqueiros, evangélicos e militares, entrega nosso Pré-Sal aos gringos. O governo Bolsonaro enfraquece relações com nossos vizinhos e coloca o Brasil de joelhos aos EUA e ISRAEL. 

VIOLÊNCIA combate-se gerando empregos, pagando bons salários e oferecendo bons serviços públicos - aliás é o retorno que a população que paga tantos e caros impostos espera. Mas não! Bolsonaro promete destruir educação e saúde públicas privatizando-as indiretamente. A segurança pública cada um faz a sua. Você pode comprar até 4 armas. 

O POVO VAI PARA UM LADO E BOLSONARO PARA OUTRO...O Datafolha revelou que o povo é contra o armamento (61%), contra a privatização enlouquecida (60%), contra cortar direitos trabalhistas (57%), contra virar capacho dos EUA (66%) e a favor da adequada educação sexual (54%) e do debate político nas escolas (71%). 

Quanto mais a população descobrir das intenções nefastas desse governo, mais vai desaprová-lo. Resta saber se irá para as ruas exigir sua queda!

Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição... [Simón Bolívar]



Em tempo... É muito possível que algum idiota ainda desdém perguntando  "mas só 8 reais?"