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FILOPARANAVAÍ

sábado, 11 de abril de 2015

CRÍTICA À POLÍTICA: "Ratos"

Muito bom esse texto que encontrei no bom site "conversa afiada" do jornalista PHA. Reproduzo ele na íntegra abaixo...

Antes de Lula e Dilma, o Brasil era um país que não investia em infraestrutura. Deu no que deu: enormes complexos metropolitanos onde se amontoavam pessoas desempregadas, vivendo em casebres insalubres e submetidas ao fétido odor dos esgotos a céu aberto. A responsabilidade por isso é da política. Melhor dizendo, da ausência histórica de políticas que só passaram a enfrentar, de fato, esses males há uns poucos anos. 

E não adianta espernear porque os números provam e o mundo já reconheceu: foi só depois de Lula e de Dilma que as populações periféricas passaram a ser alvo de políticas públicas de recuperação da dignidade desses milhões de excluídos. Antes, esses homens e essas mulheres não só conviviam com os ratos, como do ponto de vista governamental, eram tratados como tal. 

Ratos… Esta semana, alguns oposicionistas aos governos do PT soltaram alguns deles antes do depoimento de um membro da direção petista na Câmara dos Deputados. Foi uma tentativa torpe e extremamente agressiva de associar a imagem suja dos bichinhos aos membros do partido. 

Então, mais do que repudiar a exposição dos animais ao risco de serem pisoteados (como foram), valho-me da mal sucedida analogia oposicionista para perguntar: quem são, afinal, os ratos da política brasileira? Os que garantem níveis de emprego nunca antes alcançados, ou os que aprovam um projeto como o da terceirização que rói conquistas que estão sendo consolidadas há 70 anos? Os que garantem casa própria para milhões de brasileiros que nunca a tiveram, ou os que quando governaram roeram o Banco Nacional de Habitação jogando-o em transações escabrosas e não construíram uma moradia sequer? 

Os que permitiram que o filho da faxineira chegasse à universidade, ou os que carcomeram o futuro dos jovens proibindo a abertura de novos cursos técnicos? Os que retiraram 30 milhões de pessoas da miséria, ou os que devoraram as nossas reservas quebrando o país três vezes? 

Não, senhores oposicionistas, os ratos da política não somos nós, são vocês! Vocês que impedem a reforma política porque sempre foram sustentados pelo poder econômico. Vocês que entregaram o patrimônio público a preço de banana para os seus amigos ricaços. Os roedores históricos do dinheiro e dos valores desse país são vocês, que sustentaram a ditadura, que torturaram e mataram pessoas, que trocaram de partidos mil vezes, que impediram que a corrupção fosse investigada, que mantiveram preconceitos raciais, de classe e de gênero. 

Vocês, que devastaram as nossas riquezas naturais, que poluíram as nossas águas e que aniquilaram nossas populações indígenas e quilombolas. Vocês, que sempre andaram por túneis subterrâneos da política, que se comportaram furtivamente como se não fossem responsáveis pela gigantesca diferença social deste país. Vocês, que politicamente, sempre agiram como ratos. 

É por isso que quando nos deparamos com cenas como a dos ratos soltos na Câmara, ou quando assistimos os senhores marchando sem constrangimento ao lado de quem pede a volta dos coturnos covardes, nós não nos surpreendemos. Porque sabemos com quem estamos lidando. Estamos lidando é com as suas longas caudas, Longas como a dos ratos. E o pavor, a gente também sabe, é porque Dilma armou a ratoeira. 

TEXTO DE: Elvino Bohn Gass,  Deputado Federal (PT-RS)  e Secretário Nacional Agrário do PT


Filoparanavai 2015

sábado, 4 de abril de 2015

O FILOPARANAVAI DESEJA A TODOS/AS UMA FELIZ PÁSCOA...



AOS MEUS AMIGOS E AMIGAS PARTICULARES DO DIA A DIA, ALUNOS E ALUNAS, COMPANHEIROS/AS DE TRABALHO, COLEGAS DE CURSO NO MESTRADO, AMIGOS E AMIGAS DO FACEBOOK, SEGUIDORES DO FACEBOOK E DO "GOOGLE FRIEND" E LEITORES/AS DO BLOG FILOPARANAVAI, UMA FELIZ E SANTA PÁSCOA DO SENHOR JESUS CRISTO!

MENOS CHOCOLATE E MAIS REFLEXÃO SOBRE O VALOR DA VIDA NA MENTE E BONS SENTIMENTOS NO CORAÇÃO, ALIADA À PRÁXIS DO COTIDIANO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR E ONDE POSSAMOS VER AS VERDADEIRAS PRESENÇAS DO SENHOR RESSUSCITADO ENTRE NÓS... MENOS VIOLÊNCIA, MENOS DESIGUALDADE SOCIAL, MENOS EGOÍSMO,,, MAIS JUSTIÇA E EQUIDADE, MAIS PARTILHA DOS NOSSOS BENS MATERIAIS E MORAIS, MAIS POLÍTICA VOLTADA PARA O POVO TRABALHADOR E NECESSITADO DO ESTADO E MENOS PARA OS RICOS...


Filoparanavai 2015

Celebrar a vida neste domingo de Páscoa não será - pelo menos no conceito evangélico - um ato para muitos!!!


 
Questões "filosóficas" 
que urgem em meio à FESTA DA VIDA!
por Lucio LOPES_2015 


Para grande parte dos chamados CRISTÃOS de nossa atualidade o que menos importa são os sonhos coletivos do Cristo fundados na práxis do AMOR ao próximo (incluindo aí os inimigos): por AMOR CRISTÃO denota-se compartilhar, acolher, ajudar gratuitamente sem nada em troca receber, solidarizar-se, lutar contra as forças do mal, promover a paz, a igualdade e a equidade material e moral,...

NEM TODOS QUE ESTÃO CONOSCO COMPACTUAM VERDADEIRAMENTE DOS MESMOS IDEAIS COLETIVOS

Podem comer do mesmo pão, porém seus interesses egocêntricos (individualistas) falam mais alto e, são capazes dos meios mais abomináveis para satisfazerem seus apetites viscerais.



IGUAIS E DIFERENTES, IGUAIS NAS DIFERENÇAS, SER DIFERENTE FAZ TODA A DIFERENÇA...

Acostumados à imagem EUROCÊNTRICA do Jesus loiro, que nos foi imposta por séculos, hoje AQUI é substituída pela liberdade de uma imagem diferente... Deixar O VENTO SOPRAR ONDE QUISER (FRASE REVOLUCIONÁRIA DE JESUS CRISTO: JO 3,8) é deixar Deus ser DEUS. Ele não é propriedade de nenhuma religião e se manifesta onde quiser - nas religiões que não passam de criações humanas e fora delas. Ele não só se manifesta onde quer, Ele salva onde quer... 

Aqui entre nós se manifesta em Jesus Cristo; no Islã como Allāh; no Hinduísmo como Krishna; Xintoísmo como Kami; em muitas religiões tradicionais africanas, em especial na Yorubá, Olódùmarè;... Não importa...

DEUS é o BEM SUPREMO do qual devemos nos aproximar se queremos realmente ser HUMANOS em verdade. Quanto mais HUMANOS formos mais de Deus seremos... Isso vale nas religiões e fora das religiões.

Saber conviver com as diferenças é uma arte para poucos uma vez que fomos educados em uma cultura eurocêntrica excludente e vivemos em um Sistema Econômico que aprofundou e malignizou ainda mais essas formas perversas de exclusão. 

Quem sabe, a Páscoa, não seja uma data importante para refletirmos sobre nossa capacidade de conviver e acolher os diferentes naquele 'chão' que realmente importa, o 'chão' de nossa vida do dia-a-dia...


Preâmbulo: (...) Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo... Disponível em[http://unicrio.org.br/]


Páscoa deveria ser a celebração da VIDA; afinal de contas esta festa rememora a Ressurreição de Jesus Cristo, daquEle que foi o propalador da Religião do amor, da solidariedade, da paz, da justiça e da equidade...

Mas como celebrar a VIDA em tempos que a MORTE é soberana?


Como celebrar a vida quando a Religião do amor foi engessada e transformada em instituições "escravocratas" que impedem a FÉ cristã cumprir seu papel? 

Como celebrar a vida se depois de 2000 anos de cristianismo o Ocidente continua a ceifar vidas pela Violência insana culturalmente disseminada em meio às desigualdades sociais gritantes desde os planos de poderes entre nações, entre continentes e intra nacionais? 

Como celebrar a vida quando a Religião que se arroga disseminadora do projeto de Cristo - está dividada em centenas, milhares, de comunidades que duelam entre si para se saber qual delas é a autêntica de Cristo? 

Como celebrar a vida se a Religião Cristã foi definitivamente cooptada pelo Sistema Econômico Capitalista, subvertendo a ordem dos valores da Cultura do SER pelos da Cultura do TER? 

Como celebrar a vida se estas comunidades religiosas - católicas, evangélicas e tantas outras denominações - vivem, apesar de negarem e dizerem ser para as obras de evangelização que pedem dinheiro, ouro, casas, e outros bens de seus fiéis? 

Como celebrar a vida quando os fiéis religiosos, em sua maioria, vão aos templos buscar apenas MILAGRES e se sentirem bem consigo mesmos em um autêntico culto egocêntrico; reunindo-se em grandes concentrações populares onde um líder os conduzem a seu bel prazer? 

Como celebrar a vida se causas centrais do Cristo - justiça e equidade - são apenas adornos românticos em momentos esporádicos no interior da religião cristã - fundamentalmente romantizadas por pseudas solidariedades, muitas das vezes "virtuais" para ajudar os de longe...??? Pois é mais fácil amar os ausentes do que os presentes...

Como celebrar a vida se a religião do amor converteu-se em religião do desamor; que romantiza dogmaticamente as causas do aborto e da homossexualidade; que impõe sua moral fechada no conjunto de nossas leis; que não deixa o Estado Laico florescer para todos? Que por outros meios que não os da Idade Média - onde matava sem qualquer constrangimento ou pudor em praças públicas - continua a impedir e caçar os que lutam por justiça e equidade? 

Como celebrar a vida se o rosto autêntico do Deus da Vida continua sendo o do Cristo na Cruz, um rosto desfigurado e perpetuado desde que o Imperador Constantino tornou o cristianismo aceito em Roma? 

Como celebrar a vida em meio a um Sistema Econômico - denominado CAPITALISTA - a serviço do DIABO - aquele que divide? Sistema para o qual o que menos vale é o Homem em sua Humanidade, o Homem em sua coletividade, o Homem em sua autonomia cidadã? 

Como celebrar a vida em meio à violência gerada por este sistema que destrói desde o Planeta, perpassando este processo destrutivo pela sociedade e chegando aos índivíduos? 

Como celebrar a vida em uma sociedade PRECONCEITUOSA e discriminatória como a nossa Brasileira? Sociedade que pouco cultua os conhecimentos filosóficos e científicos e vive imersa em dogmas moralistas cristãos julgando e condenado as minorias como homossexuais e grupos sociais históricamente relegados à marginalidade - como os povos nativos, por ex., nossos indígenas?

Como celebrar a vida em uma sociedade que cultua o lixo televisivo global e de outras emissoras - "BBB"- em uma afronta direta a direitos construídos e adquiridos historicamente como o da não invasão arbitrária da intimidade alheia? Como celebrar a vida se as pessoas perderam o bom senso que pauta os limites de nossos direitos e deveres? 

Como celebrar a vida em uma sociedade marcada pela violência cotidiana e que em vez de enfrentá-la inventa neuroses coletivas como "pedofilia" e agora mais recentemente - por incapacidade criacional importam a neura e de quebra o termo "bullying"? Para esvaziar o debate sobre o enfrentamento do preconceito e combate às discriminações...

Como celebrar a vida quando as pessoas não percebem que o Sistema dita a pauta de nossas discussões e ficamos dele refém perpetuando a violência e não o contrário, que seria seu enfrentamento? Reforçando os interesses do OPRESSOR contra os oprimidos...

Como celebrar a vida quando as pessoas não percebem que o problema das drogas não encontra-se nas esquinas em meio aos juvenis que "fumam" ou "cheiram", que a polícia insiste em incomodar com suas arrogantes batidas e revistas? Se quem  mata de imediato é o tráfico e não as drogas...

Como celebrar a vida se a sociedade não percebe ou não quer enfrentar aqueles que promovem o submundo das drogas e se escondem atrás de status quo - engravatados, em mansões altamente protegidas por todas as tecnologias disponibilizadas no mercado, apoiados pela banda podre dos governos, das polícias, da judiciário, benesses adquiridas com o dinheiro oriundo do tráfico e das vidas juvenis ceifadas todos os dias? 

Como celebrar a vida com um sistema judiciário que é extremamente lento e beneficia quem tem dinheiro no bolso - bastando para constatar isso obeservar as origens e condições sociais dos sujeitos predominantes em nossos presídios- porque será? 

Como celebrar a vida com um sistema carcerário que joga no mesmo espaço criminosos de práticas díspares e ainda querem alegar que o sistema recupera o indivíduo para reinseri-lo novavemente no convívio social? 

Como celebrar a vida em um país onde a corrupção é tida como normal; onde os maus políticos são eleitos e se reelegem sempre; onde os eleitores se esquecem no dia seguinte de um pleito em quem votou - impossibilitando qualquer controle dos atos de seus políticos; onde os eleitores não sabem a diferença entre um projeto político neoliberal de um social? Onde os eleitores pobres - em sua maioria - votam em candidatos ricos e não percebem que os eleitores ricos jamais votarão em candidatos pobres? 

Como celebrar a vida em meio a um Sistema Econômico tão desgraçado como este o Capitalista? Que faz dos ricos cada vez mais ricos e dos pobres cada vez mais pobres...

Celebrar a vida é acreditar nos movimentos sociais, nas ONGs, no CONHECIMENTO a serviço do Homem e da Vida; acreditar na cidadania Plena, na autonomia do Homem Cidadão;acreditar que o Estado Laico vai imperar na disseminação dos direitos para todo o conjunto da sociedade... 

Celebrar a Páscoa - definitivamente não pode continuar no romantismo com o qual tudo dita o Sistema

Celebrar a VIDA nessa Páscoa é para quem consegue se solidarizar com seu irmão... Tenho comida e luto com aqueles que não têm para que conquistem esse direito; tenho casa e luto com os sem tetos para que possam adquirir esse direito; tenho renda mensal para ter uma vida tranquila e luto com milhões de famílias que dependem do Bolsa Família para que um dia também possam ter vida tranquila; sou heterossexual e luto com a comunidade LGBT para que esses sujeitos excluídos de nossa sociedade possam um dia ter direitos equiparados; não sou mulher mas luto pelo fim da violência contra elas e pela equiparação de direitos de gêneros; não sou indígena mas luto para que os povos indígenas tenham seus direitos garantidos; não sou negro mais luto para que a população negra seja respeitada e goze de todos os direitos que lhes são de direito como a qualquer branco; não sou de Candomblé mas luto para que todas as religiões sejam tratadas igualitariamente e respeitadas, etc...

Celebrar a vida neste domingo de Páscoa não será - pelo menos no conceito evangélico - um ato
para muitos!!!

Filoparanavai 2015