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FILOPARANAVAÍ

domingo, 8 de agosto de 2010

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO MITO ‘GREGO’



O pensamento mítico precedeu a filosofia. A questão não oferece grandes dúvidas, o problema aparece quando  tentamos saber em que é que consiste o pensamento mítico e como o podemos caracterizar.

O Problema das Origens: O pensamento mítico formou-se com o Homem, corresponde antes de mais à primeira forma de pensar a realidade.Os mitos são narrações que têm como protagonistas seres sobrenaturais, que existiram num passado remoto (tempo primordial). Neles encontramos a explicação para a origem do Cosmos e muitos outros aspectos da realidade (origem do homem, doenças, fogo, etc). Ao narrar-se a sua origem, dá-se igualmente uma explicação para o seu sentido e a finalidade.

Os mitos, enquanto narrativas, foram os primeiros discursos elaborados sobre o mundo e as coisas. "O mito conta uma história sagrada; relata um acontecimento que teve lugar num tempo primordial - o tempo fabuloso das "origens". Dito por outras palavras, o mito conta como, graças às ações primordiais dos seres sobrenaturais surgiu um facto qualquer, seja a realidade total - o Cosmos- seja apenas um dos seus fragmentos, tais como: uma ilha, um comportamento humano ou uma instituição. 

O mito surge como uma narrativa duma "criação". Conta como qualquer coisa foi produzida, isto é, começou a ser.O mito não fala daquilo que é imaginário, fala apenas daquilo que se manifestou plenamente. As personagens dos mitos são seres sobrenaturais. Estes são conhecidos sobretudo por aquilo que fizeram nos tempos prodigiosos dos "começos". Mircea Elíade, Aspectos do Mito.

Explicação Total: O pensamento mítico, como a filosofia, é uma explicação total e coerente da realidade que permite encontrar uma respostas para as mais variadas situações e problemas que se colocam aos homens. No caso do mito, esta visão total resulta, segundo R. Mondolfo, de uma análise das relações humanas que foi transposta para natureza.  

Esta passou a ser encarada em termos antropomórficos. Tudo o que nela ocorre obedece ao mesmo modelo de relações que encontramos entre os seres humanos. Assim podemos ter explicações míticas da natureza, onde ocorrem, por exemplo, matrimónios e conflitos entre dois polos sexuais (o feminino e o masculino).

Foi deste modo que os homens foram ordenando a realidade, descobrindo-lhe certas regularidade, impondo-lhe uma ordem, causalidade e previsibilidade. A natureza deixa de ser Caos para passar a ser entendida como um Cosmos, isto é, um mundo ordenado com as suas leis.

Tradição: Os mitos estão profundamente ligados às tradições dos povos, constituem frequentemente as suas referências fundamentais (identitárias). Eram e ainda são transmitidos de geração em geração por via oral. Na antiguidade clássica os mais velhos eram os depositários privilegiados destes saberes.

Persistência dos Mitos: O nascimento da filosofia, não significou o fim do pensamento mítico.Os mitos persistiram até aos nossos dias. Podemos descobri-los, por detrás das primeiras filosofias, mas também em muitas das ideias atualmente desenvolvidas na ciência. Uma daquelas ideias onde factos anda frequentemente enredados em mitos é a teoria da evolução. Não é fácil, senão mesmo que impossível, determinar a história do nosso Universo, a origem das primeiras formas de vida e a sua evolução até às espécies no seu estado atual. 

A teoria da evolução acaba, muitas vezes, por ser tratada como um mito, isto é, como uma história que narra as origens do Cosmos, e o modo como surgiu o mundo vivo e o lugar que nele ocupa o homem. Estes mitos, como os antigos mitos cosmogônicos, não deixam de ter um enorme fascínio sobre os homens, dado que lhes permitem responder à suas eternas interrogações: De onde viemos? Para onde vamos ? Que nos é lícito fazer? Que é o Homem?  

Universo Sonoro: Uma das características do pensamento mítico estava na sua dependência da tradição oral mantida e veiculada pelos poetas. Era pela palavra falada que os "mitos" (narrativas) passavam de geração em geração. A importância dos narradores era por isso mesmo decisiva, já que podiam modificar a qualquer momento a história, acrescentando-lhe novos episódios ou adaptando-a simplesmente ao auditório (ouvintes).

"A palavra, neste universo sonoro, escreveu Georges Gusdorf, está ligada a um suporte vivo - palavra de alguém, referida por alguém. A única reserva da palavra, o único processo de conservação, é a memória pessoal, extremamente desenvolvida, tal como a memória social, a tradição e o costume. Civilização do diz-se, do rumor, onde a palavra pode tudo - civilização da forma, do segredo, da magia. A autoridade pertence aos antigos, aos velhos, nos quais sobrevive o tesouro da experiência ancestral, ciosamente guardada, mas frágil e ameaçado, porque se aquele que sabe desaparece, já ninguém saberá." conclui este filosofo: "À civilização oral corresponde uma cultura difusa, uma literatura anónima, em que as obras não assinadas pertencem a todos e a ninguém".

Grande parte dos mitos foram primitivamente veiculados sob a forma de poemas, sendo desta forma mais facilmente memorizados. Na Grécia, a poesia e os poetas desfrutavam por tudo isto um enorme prestígio: a poesia estava desde há muito ligada à religião, era o seu modo mais expressivo de falar dos deuses, mas também, constituía a base sobre a qual era realizada a educação desde a infância, daí a importância e a difusão que se revestia este imaginário criado pelos poetas.

"O poeta, escreve G. M. Bowra, nas sociedades primitivas era olhado como sendo instrumento dum poder que lhe era exterior, mas que o dominava e que falava através dele com a própria voz. Era considerado um profeta, um visionário, um homem que falava várias línguas, um agente de forças invisíveis e desconhecidas." 

Concluindo: "Não era sem razão que o Oráculo de Delfos proferia as suas mensagens misteriosas em verso, ou que Hesíodo fala de si próprio como sendo o homem que conhece tudo aquilo que existiu, aquilo que existe e o que está para existir. 

Os gregos aceitavam estes princípios, e aceitavam que a poesia era uma atividade inspirada. Platão tendia a considerar os poetas como possessos, e os próprios poetas pagavam o seu tributo à inspiração quando falavam da Musa, do poder divino que dominava a sua arte".

No período mais recuado da história grega avultam duas importantes narrativas míticas em verso - Ilíada e Odisseia - atribuídas a uma enigmática figura - Homero. Elas representavam para os gregos, não só o símbolo da sua unidade cultural enquanto povo, mas igualmente a expressão da sua religião, da sua visão do cosmos, as suas personagens eram verdadeiros modelos de comportamento que se seguia ou se evitava. A maioria dos autores situa estes poemas por volta do séc. IX, e teriam sido criados por gerações de aedos (contadores de histórias ambulantes) que percorriam as cidades gregas, contando as façanhas dos seus heróis comuns e as aventuras dos seus deuses.

Exprimindo um mundo mais próximo de nós, mas ainda mítico, destacam-se os poemas de Hesíodo (séc.VIII-VII a.C.) - Teogonia e Os Trabalhos e os Dias.

Na Teogonia apresenta-nos uma sistematização dos mitos sobre a origem dos deuses e do cosmo a eles associados. Neste poema destaca-se ainda a narração das várias fases da humanidade, desde um Idade de Ouro inicial até à presente fase de decadência. Este modelo será retomado na filosofia de Platão.


Seres do Cosmo
segundo a mitologia grega havia as seguintes classes de seres

■deuses (engloba os que nasceram imortais, titãs, monstros, ninfas...)
havia também alguns que seriam desta classe, mas que eram mortais como os gigantes e certas ninfas; alguns de vida longa eram chamados de macrobióis

■daímones (intermediários entre deuses e homens)
■heróis ou semideuses filhos de um deus e um mortal, considerados como semelhantes aos deuses, alguns após a morte eram divinizados
■homens

Cosmogônia
A origem e estabelecimento do cosmo

■Caos, o princípio de tudo, dele saiu:
■Erebus (princípio vital masculino)
■Tártaro (mundo Inferior, Infernos)
■Eros (Amor, princípio organizador do mundo)
■Gaia ou Géia (Terra)
■Nix (Noite) gerou sozinho:

Primeira Geração
Os filhos dos seres primordiais

■Gaia gerou sozinha:
■Urano (Céu)
■Pontos (Mar)
■Óreas (Montanhas)
■Gaia + Tártaro
■Tifão mais terrível monstro mitológico, tocava os céus com a cabeça, os braços estendidos tocavam o ocidente e o oriente, as espáduas possuiam serpentes, dedos tinham dragões, era alado e da cintura para baixo era coberto de víboras; foi gerado por Gaia para derrotar Zeus, o que por pouco não conseguiu.
■Gaia + Pontos
■Nereu o velho do mar, primitiva divindade do mar
■Taumas
■Fórcis
■Ceto
■Euríbia
■as ninfas Napéias elementares dos vales e selvas
■as ninfas Oréades elementares das montanhas e colinas
■as ninfas Dríades elementares dos carvalhos, sua vida dependia da vivencia da árvore
■as ninfas Hamadríades elementares dos carvalhos, faziam parte da árvore com ela nascendo

■Nix gerou com Erebus:
■Éter (Luz Celestial ou Ar)
■Hemera (Luz Terrena ou Dia)
■Moro (destino)
■Momo (sarcasmo) deusa que deu a Zeus a idéia de ensejar a Guerra de Tróia para controlar o excesso populacional na Terra
■Tânatos (Morte)
■Hipnos (Sono)
■Nêmesis (deusa da vingança, do castigo, da Ética)
■Éris (Discórdia)
■Geras (Velhice)
■deusas Hespérides (personificam a tarde)
■Egle
■Erítia
■Héspera
■Queres (Devastação, acompanhavam os vivos representando o tipo de morte que teriam)
■Híbride (Desmedida)
■Limos (A Fome)
■Poinê (A que castiga)
■Moîras (tecem, enrolam e cortam os fios do destino/da vida) [as vezes são indicadas como filhas de Zeus e Têmis]
■Cloto (tece / passado - nascimento)
■Láquesis (enrola / presente - vida)
■Átropos (corta / futuro - morte)

Segunda Geração
A era dos titãs


Urano depois de criado por Gaia passa a ser seu marido e protetor, sempre deitado sobre ela, gerando vida nela, copulando-a periodicamente com a chuva.Urano e Gaia geraram as criaturas: os Titãs e as Titânidas, os Ciclopes, e os Hecatonquiros. Após ser criado Urano passa a ser o primeiro senhor do Cosmo não demorando a se tornar também seu primeiro tirano.

 Titãs
■Oceanus
■Céos
■Créos
■Hipérion
■Jápeto
■Cronos, mais tarde com apoio de Gaia castrou Úrano tornando-se senhor do Universo

Titânides
■Téia (a luz da visão)
■Réia (a facundidade)
■Têmis (a justiça)
■Mnemósine (a memória)
■Febe ( a brilhante, deusa da Lua cheia, fundadora do Oráculo de Delfos)
■Tétis (deusa do mar)

Ciclopes
Monstruosos seres de um olho apenas, responsáveis por forjar os relâmpagos.

■Arges
■Estéropes
■Brontes

Hecatonquiros
Seres também monstruosos, que possuíam cem braços e cinquenta cabeças, auxiliaram Zeus a destronar Cronos.

■Coto
■Briareu
■Giges

Filhos do Sêmen de Úrano
Quando Cronos castrou seu pai, na revolta dos Titãs, seu Sêmen caiu em Gaia a fecundando, que gerou em diferentes tempos:

■Gigantes (Alcioneu, Efiates, Porfírio, Encélado...), gerados por Gaia para derrotar Zeus, pois ganha se enfureceu quando este prendeu os titãs no tartaro, podiam ser mortos se atacados por um deus e um mortal simultaneamente
■As Ninfas Melíades
parte do sêmen de Urano caiu no "céu" fecundando Nix

■Erínias: Aleto, Tisífone, Megera (que eram as vingadoras, em especial do sangue parental)

o sêmen que caiu no mar se desenvolvendo em Tálassa deusa primordial do mar:

■Afrodite (a deusa do Amor). Foi para o Olímpo, com a vitória de Zeus, onde era a divindade mais antiga, casou-se com Hefesto
[mitos mais modernos fizeram de Afrodite filha de Zeus e Dione e mãe de Eros. Dione seria filha de Tálassa e Urano.

com Hermes gerou:
■Hermafrodito que se fundiu com a ninfa Salmácis
com Ares gerou
■Harmonia deusa da concórdia que casou com Cadmo, rei de Tebas
com Apolo gerou
■Himeneu deus das Núpcias e do casamento
Afrodite com o mortal Anquises gerou
■Enéias (ancestral de Rômulo e Remo)

Fórcis + Ceto
■Gréias (três velhas que compartilha um só olho e um só dente)
■Ênio também era uma divindade da guerra
■Pênedo
■Dino
■"Górgonas" seres alados com serpentes na cabeça, tranformavam com seu olhar os seres vivos em pedra
■Ésteno
■Euríale
■Medusa(a única que era realmente uma górgona sendo mortal, as outras eram por associação)
■Equídina (a mãe de todos os monstros)

Taumas + Electra (oceânide)
■Harpias (seres com cabeça de mulher e corpo de águia semelhantes aos gargulas)
■Aelo
■Ocípite
■Celeno
■Íris, mensageira de Zeus e Hera

Crisaor + Calírroe (Oceânide)
■Gerião (gigante de três troncos a patir da cintura)

Nereu e Dóris
■ninfas Nereidas, eram ao todo cinqüenta, as principais eram:>
■Anfitrite; Tétis; Galatéia; Dinâme; Psâmate; Eunice;

Reinado dos Titãs
Em uma revolta organizada por Gaia contra a tirania de ,Urano, que devolvia seus filhos a Terra tirando-os do Céu, pois tinha medo de ser destronado, Cronos castrou seu pai Úrano que perdeu seu poder, assim Crono passou a reinar no mundo, com seus irmãos os Titãs. Nesse momento, os Ciclopes e Hecatonquiros já haviam sido presos no Tartaro por Úrano.


Terceira Geração
Domínio dos filhos do titãs

Cronos, sabendo que seria destronado por um de seus filhos, devorava a todos logo que nasciam. Réia, sua esposa, o enganou e escondeu o caçula Zeus, que foi criado escondido pela ninfa Almatéia e pelos Curetes. Quando cresceu libertou seus irmãos do corpo de Cronos através de uma erva dada por Métis, libertou os Ciclopes e os hecatonquiros - que imortalizou - e, unido a todos estes, realizou a titianonmaquia, a luta contra os titãs, que vencidos foram jogados no Tártaro. Após isto teve que vencer duas ameaças envidas por Gaia: os gigantes, contra os quais realizou a gigantomaquia com a ajuda de Hércules e o terrível Tifão contra a qual travou a mais difícil e derradeira batalha. Depois de tudo Zeus assim se torna o novo senhor do cosmo.

Filhos de Céos e Febe
■Leto (Anoitecer)
■Astéria (Estrela)

Filhos de Oceanus e Tétis (Titanide)
■Rios: eram ao todo três mil, os principais eram:
■Nilo, Erídano, Alfeu, Estrímon, Istro, Fásis, Aqueloo, Simois, Escamandro...
os Rios com variados elementos geraram:
■as ninfas Náiades (riachos)
■as ninfas crenéies (fontes)
■as ninfas Pegéies (nascentes)
■as ninfas Potâmides (rios)
■as ninfas Limneidas (lagos, lagoas)
■Ninfas Oceânidas, eram quarenta e uma no total, as principais eram:
■Electra, Dóris, Clímene, Calírroe, Pluto, Europa, Métis, Calipso, Estige (rio do inferno)...

Filhos de Hipérion e Téia
■Helios (Sol, condutor da carruagem do Sol, o que tudo vê)
■Selene (Lua)
■Eos (Aurora)

Astreu e Eos
■Zéfiro (Vento Oeste, Brisa Primaveril)
■Bóreas (Vento Norte, frio e úmido)
■Notus (Vento Sul, quente e seco)
■Eurus (Vento Leste)

Filhos de Créos e Euríbia (não-titã)
■Astreu
■Palante
■Perises

Filhos de Jápeto e Ásia (Oceânide)
Também eram considerados titãs

■Atlas (Zeus, triunfante, na titanomaquia -luta contra os gigantes- castigou seus inimigos lançando-os no Tártaro, a região mais profunda do Hades, para que de lá nunca fugissem. porém Atlas foi condenado a sustentar para sempre o céu sobre a Terra, porém é representado segurando o globo terrestre. Segundo algumas versões foi posteriormente libertado de seu fardo e tornou-se guardião dos Pilares de Hércules -o Estreito de Gibraltar. Outra versão conta que Perseu o petrificou mostrando lhe a cabeça que havia arrancado da Medusa, transformando-o nos Montes Atlas.
■Menecio
■Epimeteu
■Prometeu (trouxe o fogo de Zeus à Terra, tornando os homens seres inteligentes que puderam evoluir e distinguir-se dos outros animais,
por isso foi condenado por Zeus a ficar acorrentado nos montes Caucaso, onde uma águia comia seu figado todos so dias. Por ser Prometeu imortal o seu fígado se regenerava-se pela noite, para ser comido no dia seguinte. Herácles o libertou mais tarde. É atribuido a Prometeu a criação dos homens a partir do humus da terra)
■Idades do Homem, a raça humana após criada teria passado pelas seguintes idades
■Idade de Ouro - Após a morte se tranformavavam em Daímones Epictonicos, imermediários entre os deuses e os Homens que agiam sobre a terra
■Idade de Prata - Após a morte se tranformavavam em Daímones Hipoctonicos, imermediários entre os deuses e os Homens que agiam sob a terra
■Idade de Bronze - Após a morte iam para o Hades e lá permaciam (em Tártaro, Campos Elísios ou Campo das Lágrimas)
■Idade dos Heróis -Após a morte os heróis Justos iam para a Ilha dos Bem-Aventurados onde viviam como deuses governados por Cronos sem contato com os vivos, alguns se tornaram deuses ao irem para o Olimpo; os heróis injustos iam para o Hades, junto com os humanos normais
■Idade de Ferro - até hoje - Após a morte iam para o Hades e lá permacendo no seu estrato médio o Érebos - onde purgavam a vida terrena como sombras - , os considerados justos iam para os Campos Elíseos - paraíso onde ficavam 1000 anos até se apagar o que de terreno havia neles - , depois disto esqueciam toda a sua existência e segundo alguns reencarnavam e segundo outros realizavam metempsicose - encarnar em outros seres vivos) os Injustos iam para as sombras do Tártaro para toda a eternidade)

filhos da Equídina e Tifão
■Ortro (cão monstruoso de Gerião)
■Cérbero (cão gigantesco de três cabeças, guardião do mundo inferior)
■Hidra de Lerna (serpente que se tivesse uma cabeça cortada cresciam duas no lugar)
■Quimera (com cabeça de leão, torso de cabra e parte posterior de dragão ou serpente, morta pelo herói Belerofonte)
■Fix ou Esfinge grega
■Leão da Neméia (leão do tamanho de um elefante)
■Ládon (dragão das Hespérides que guardava os Pomos-de-Ouro)
■Ethon (pássaro que devorava o fígado de Prometeu)

Filhos de Cronos e Réia
■Héstia (deusa virgem da lareira e do lar, responsável pelo Fogo e pelo bom funcionamento da casa, representada pela lareira).
■Posídon (deus dos Mares, das águas subterrâneas, dos terremotos e dos cavalos, e o terceiro filho dos titãs Cronos e Réia e irmão de Zeus e Hades, seu símbolo é o tridente).
■Deméter (deusa da Agricultura e da colheita, da vegetação, responsável pelas estações do ano.
■Hades chamado geralmente de Plutão( deus do Mundo Inferior - o Mundo dos Mortos - era também deus das riquezas)
■Hera (rainha dos deuses, deusa dos amores verdadeiros, protetora das mulheres e do casamento e do nascimento. É irmã e esposa de Zeus, e mãe dos deuses Hefesto e Ares)
■Zeus (rei dos deuses e rei do Olimpo, senhor do Universo, representa a ordem e a vitória da humanidade sobre as forças selvagens da natureza - representadas pelos Titãs, distribui o bem e o mal, governa toda a humanidade e os imortais, o seu símbolo é o trovão e a águia)

Casamentos de Zeus
Zeus teve diversos amores e filhos (muitas vezes, Zeus se relaciona com Mortais).

- com Métis (Sabedoria) sua primeira esposa
■Atena ( deusa da sabedoria, da justiça, das batalhas, da vitoria; nascida das temporas de Zeus, depois que este engoliu Métis gravida, com medo de que a filha fosse mais poderosa que o pai, mesmo assim depois de algum tempo Atena nasceu)
- com Têmis (Eqüidade, das leis)
■Horas
■Eunomia (Boa Norma)
■Diké (Ensino, normas)
■Irene (Paz)
- com Eurínome (Beleza e Alegria de Viver)
■Cárites
■Agaia
■Eufrosina
■Talia
- com Mnemósine (Domínio das Artes)
■As Nove Musas:
■Calíope (poesia épica)
■Clio (história)
■Érato (lírica coral)
■Euterpe (música)
■Melpômene (tragédia)
■Polímnia (retórica)
■Tália (comédia)
■Terpsícore (dança)
■Urânia (astronomia)
- com Leto (Dia e Noite) os gêmeos:
■Apolo (deus do Sol, da luz e dos oráculos e mânticos, também da música, da poesia e da profecia além de protetor das musas. deus muito belo, personificava o ideal grego de beleza masculina)
■Esculápio, filho da mortal Corônis com Apolo, grande médico morto por Zeus pois estava ressucitando os mortos, após sua morte foi divinizado se tornamdo o deus da cura e medicina
■Himeneu, deus das Núpcias e do casamento, filho de Apolo com Afrodite
■Artemis (deusa da Lua e da caça, da castidade, dos animais selvagens)
- com Deméter (deusa da da fecundidade da terra)
■Corá ou Perséfone (deusa relacionada a fecundidade da terra, esposa de Plutão, passava quatro meses com do ano com o marido causando o outono/inverno, pois sua mãe Demeter entrava em luto e a terra não produzia, o restante do ano ela voltava ao Olimpo ficando com sua causando o primavera/verão.
- com Hera (Hierogamia - o Grande Casamento)
■Ilícia (Parto)
■Hebe (Juventude, imortalidade)
■Ares (Deus da Guerra, dos Deus das batalhas, Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, que fundaram Roma)
■Hefestos (deus dos ferreiros, dos metais, da metalurgia, do fogo, criador das Tecnologias, Suas forjas depois de derrubado do Olimpo por Zeus foram colocadas no monte Etna, onde era auxiliado pelos Ciclopes)
■Zera  - com Maia (Conhecimento do Visível e do Invisível)
■Hermes (mensageiro dos deuses, deus do comércio se simbolo era o caduceu - hoje simbolo da medicina), também era o protector dos ladrões, viajantes e mercadores
- com a mortal Alcmena (Força e Destemor)
■Heracles ou Hércules (O Grande Herói), depois da sua morte foi divinizado indo para o Olimpo onde se casou com a deusa Hebe
- com a semideusa Semele (vinho e Alegria)
■Dionísio(Deus do Vinho e das festas, era servido por mulheres, as Mênades, e pelos Sátiros seus irmãos adotivos)

Outros deuses
■Sabázio, filho de Zeus e Persefone culto e atribuições semelhantes a Dionísio, era essencialmente oriental, não fazendo parte, propriamente, do panteão grego

■Adônis era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras, de Chipre, manteve com a sua filha Mirra. A deusa grega Afrodite, apaixonou-se por ele, o deus Ares, amante de Afrodite, ao saber envia um javali para que o matar. Após sua morte foi divinizado tornado-se deus da vegetação que morre no Inverno (descendo aos infernos e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na Primavera (para juntar-se a Afrodite)


FILOPARANAVAI © ²º1º

sábado, 31 de julho de 2010

DESCRIMINALIZAR O ABORTO NO BRASIL: Até quando vamos manter o silêncio???

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TEMA TABU
A hoste católica moralista e outros cristãos conservadores ainda querem manter o ABORTO e sua descriminalização, como tema estritamente proibido. Porém, a sociedade brasileira vai amadurecendo dia a dia nos fundamentos do Estado Laico e não demora, o ABORTO e sua descriminalização passará a compor a agenda de saúde pública do país.



Grave problema de saúde pública e de justiça social: O abortamento representa um grave problema de saúde pública e de justiça social em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, de grande amplitude e com complexa cadeia de aspectos que envolvem questões legais, econômicas, sociais e psicológicas. Um reflexo disso é que, enquanto o número de abortos inseguros na europa Ocidental é muito baixo, na américa do sul esta estimativa chega a três milhões (Cook, dickens & fathalla, 2004). Grande parte dos sistemas de saúde nos países em desenvolvimento,independentemente de sua política em relação ao aborto inseguro, não planeja sistematicamente nem fornece atenção médica de emergência de maneira eficaz a mulheres que sofrem de complicações relacionadas ao aborto. Como resultado, o tratamento freqüentemente é postergado e ineficaz, com graves conseqüências e riscos à saúde da mulher (JHU, Population information Program, 1997).
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O aborto é amplamente praticado no país por meios inadequados, apesar de proibido por lei — a prática é crime, permitida apenas em caso de violência sexual (estupro) ou risco à vida da mulher, segundo o artigo 128, incisos i e ii do Código Penal. As conseqüências são quase sempre danos à saúde ou mesmo a morte da mulher.
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Estimativas de 2005 apontam para a realização de 1.054.243 abortos, números abaixo da realidade devido à subnotificação: as mulheres em situação de aborto incompleto ou complicações decorrentes de aborto sentem-se geralmente constrangidas ou têm medo de declarar o pro- cedimento nos serviços de saúde. Em 1991, as estimativas do número de abortos no Brasil variavam entre 300 mil e 3,3 milhões de abortos ilegais feitos a cada ano (fonseca et al, 1996; singh& Wulf, 1991). em 1994, o alan Guttmacher institute publicou os resultados de uma investigação sobre aborto inseguro na américa Latina, incluindo o Brasil, estimando para 1991 um total de 1.443.350 abortamentos inseguros no país, e uma taxa anual de 3,65 abortamentos por 100 mulheres de 15 a 49 anos. a repercussão nacional e internacional da investigação sobre aborto inseguro na américa Latina foi tão grande que recolocou esta discussão em pauta e hoje é difícil um estudo sobre aborto inseguro que não o referencie.
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O Comitê de direitos Humanos das Nações Unidas (CdH) estabeleceu que o respeito ao direito à vida das mulheres inclui o dever dos estados de adotarem medidas para evitar que elas recorram a abortamentos inseguros e clandestinos que ponham em risco sua vida e sua saúde, especialmente quando se tratar de mulheres pobres e afrodescendentes (CdH, Observação Geral nº 28, parágrafo 10). Abortamento inseguro é o procedimento para interromper a gestação não dese- jada realizado por pessoas sem as habilidades necessárias ou em um ambiente que não cumpre com os mínimos requisitos médicos, ou ambas as condições. ConsidEraçÕEs finais E rEComEndaçÕEs:
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A cobertura insuficiente de medidas anticoncepcionais resulta em gravidezes indesejadas, levando mais de um milhão de mulheres por ano a se envolver em situação de abortamento inseguro no Brasil, com complicações graves como hemorragias, infecções, perfuração uterina, esterilidade e muitas vezes terminando em morte materna. do ponto de vista da saúde pública e da justiça social, fica claro que a criminalização do abortamento não só dificulta o conhecimento do problema, como aumenta os riscos do abortamento inseguro, penalizando mais severamente a população tornada mais vulnerável por viver em regiões menos desenvolvidas ou por pertencer a grupos populacionais submetidos a condições socioeconômicas desfavoráveis, como a população de mulheres negras.
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A penalização, a estigmatização e o preconceito contra essas mulheres em situação de abortamento inseguro não ajudam a minimizar o problema nem a diminuir as graves conseqüências para a saúde da população feminina; esta população precisa de apoio, atenção, cuidados médicos e de uma cobertura mais eficiente dos métodos anticoncepcionais. Recomenda-se a busca de soluções eficazes no âmbito da saúde pública, sem interferência de dogmas religiosos, como atribuição do estado laico e democrático.
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Ainda temos longo caminho para conhecer melhor a magnitude do aborto inseguro no Brasil e suas conseqüências, fazendo-se necessária a continuação destes estudos, seminários e debates com pesquisadores, defensores dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres, integrantes do executivo, Legislativo e Judiciário sobre a necessária mudança da lei sobre o aborto para retirar o tema da esfera penal.
fonte: Radis/Ficoruz

DIREITOS HUMANOS: Homossexualidade: genético ou ambiental?

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Homossexualidade: genético ou ambiental?

(Mayana Zatz (Tel Aviv, 16 de julho de 1947) é uma bióloga molecular e geneticista brasileira, professora do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Desde 2005, exerce o cargo de pró-reitora de pesquisa da USP. Pesquisadora renomada em genética humana, com contribuições principalmente no campo de doenças neuromusculares (distrofias musculares, paraplegias espásticas, esclerose lateral amiotrófica) em que é pioneira, atualmente seu laboratório no Centro de Estudos do Genoma Humano da USP também realiza relevantes pesquisas no campo de células-tronco. Até julho de 2007, publicou 280 trabalhos científicos.)

Doutora Mayana, o que a senhora pensa sobre as origens da homossexualidade? Estaria ela realmente associada à genética? A psicologia já sabe que um homossexual não se torna homossexual do nada, bem como não pode deixar de sê-lo. Ele nasce assim e morre assim. Diversos animais também apresentam esse tipo de comportamento. Acompanhando o questionamento, do ponto de vista biológico, seria a homossexualidade uma anomalia? Ou seria uma forma de controlar a procriação de uma espécie? Já recebi inúmeros e-mails de leitores perguntando exatamente isso. A homossexualidade tem bases genéticas ou é uma característica ambiental? Embora em minha opinião exista uma predisposição genética para um comportamento homossexual, pesquisas científicas que provem isso na prática são muito difíceis de serem realizadas.
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Estudos não são conclusivos? Pesquisas genéticas são difíceis de serem realizadas com seres humanos porque não há como analisar comportamentos de pessoas sem levar em conta o ambiente em que vivem ou foram criados. Além disso, o fato de que pessoas com comportamento homossexual não procriarem dificulta a definição de um padrão de transmissão genética entre gerações. Estudos de gêmeos idênticos que foram separados ao nascer e criados por famílias diferentes poderiam potencialmente trazer informações importantes. Por exemplo, se a concordância (preferência sexual) entre eles for igual à de gêmeos criados juntos, isso apontaria para uma predisposição genética. Entretanto, estudos como esses são difíceis de serem realizados na prática porque requerem amostras muito grandes para terem uma comprovação estatisticamente significante.
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Herança multifatorial? A homossexualidade poderia, por exemplo, obedecer a um padrão de herança multifatorial, onde vários genes interagem com o ambiente para determinar uma característica. Entretanto, a identificação de genes responsáveis por traços multifatoriais é extremamente difícil. Só para se ter uma idéia, até hoje não foram ainda identificados os muitos genes que determinam a estatura e sabe-se com certeza que trata-se de um traço com grande influência genética. Por outro lado, durante muito tempo, o autismo também era atribuído ao ambiente e hoje sabe-se que o comportamento autístico é uma característica genética, embora a busca para os genes responsáveis ainda continue.
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Característica aparece na infância? Apesar da atração pelo mesmo sexo manifestar-se às vezes só na idade adulta, todos nós conhecemos crianças que já demonstravam um comportamento típico do sexo oposto desde a mais tenra idade. Há meninos que gostam de brincar com bonecas ou usar as jóias, sapatos de salto ou maquiagens de suas mães e meninas que preferem carrinhos ou brincadeiras violentas, mais agressivas. Muitos deles sofrem, e muito, com isso, porque percebem que são diferentes mas não conseguem mudar suas preferências. Acredito que isso também fale a favor de uma predisposição genética.
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Seria uma anomalia? Na minha opinião, certamente não. Para quem é heterossexual às vezes é difícil entender, mas o fato de observar-se um comportamento semelhante em animais sugere também que existe uma predisposição genética. Eles não sabem o que a sociedade espera deles, o que é considerado "certo" ou "errado". É interessante que em camundongos já foi observado que há um aumento de homossexualismo quando há uma superpopulação - talvez uma forma da natureza de controlar a explosão populacional. Reitero que, ainda que eu pessoalmente acredite que possa haver uma influência genética para a homossexualidade, ainda não existe uma comprovação científica. O avanço nas pesquisas e tecnologias poderá talvez elucidar esse enigma no futuro próximo.
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Mais informações sobre a HOMOSSEXUALIDADE:Especialistas afirmam que homossexualidade não tem nada a ver com a educação. Os pais dos jovens gays e lésbicas de hoje cresceram num mundo em que gostar de pessoas do mesmo sexo era considerado doença. Foi apenas nos anos 70 que a Associação Americana de Psiquiatria deixou de classificar a homossexualidade como um distúrbio mental. O Conselho Federal de Medicina do Brasil fez o mesmo em 1985 e a Organização Mundial de Saúde só a desconsiderou como doença em 1991.
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A palavra homossexualismo não é mais usada - foi substituída por homossexualidade - já que o sufixo ismo está relacionado a doença."O entendimento atual é de que se trata de uma orientação sexual saudável", diz o psiquiatra do Projeto Sexualidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Marco Scanavino. Para o especialista, mesmo com uma aceitação melhor da sociedade, a tolerância dos pais com relação à homossexualidade dos filhos ainda é difícil, principalmente pela falta de informação e pelo preconceito. "A sociedade, a religião, a família, ninguém me ensinou a ajudá-lo", diz E.M., mãe de um homossexual, que hoje organiza um grupo de apoio a pais de gays. "Temos um muro sociocomportamental para derrubar." "Só pedi a ele que não freqüentasse lugares promíscuos e que procurasse alguém de bem", conta a dona de casa Dalva de Almeida, de 47 anos, cujo filho Geraldo, de 18 anos, revelou ser gay no ano passado. "Que mãe não conhece seu filho? Eu sei que ela já sabia", diz o jovem, que enfrentava a brincadeira de colegas durante o ensino médio e não tinha coragem de contar a verdade à mãe. A aceitação foi até melhor do que ele esperava. "Somos todos cúmplices aqui em casa. Do mesmo jeito que defendia meu filho quando tinha um problema na escola, vou defendê-lo caso alguém o agrida por ser gay", diz a mãe. O psicoterapeuta sexual João Batista Pedrosa, especialista em homossexualidade, explica que o primeiro trabalho que precisa ser feito com os pais de gays e lésbicas é dizer que a orientação sexual não está relacionada à educação recebida pelos filhos. "A maioria ainda chega pensando: onde foi que eu errei?" Segundo a diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, as pesquisas que relacionam a homossexualidade a genes específicos ainda não apresentaram resultados eficientes. "Mesmo assim, acredito que haja componentes genéticos na homossexualidade", diz a pesquisadora.A sociedade patriarcal e a necessidade de descendência fazem do pai uma vítima mais freqüente da revolta pela descoberta de um filho homossexual."Os pais projetam nos filhos uma expectativa de continuidade pessoal, por isso é difícil aceitar caminhos tão diferentes dos deles", completa o psicólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Antonio Carlos Amador Pereira. (R.C.)
fonte: www.sistemas.aids.gov.br/


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