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quarta-feira, 11 de junho de 2014

EU ESTUDEI NA UFPR NA DÉCADA DE 90 E SEI MUITO BEM O ERA AQUILO LÁ

SOMENTE QUEM É PÉSSIMO DE MEMÓRIA OU EM HISTÓRIA NÃO SABE DISSO. Universidade nesse país era apenas para "filhinhos de papai". 

Aos pobres só restavam os cursos que os patricinhos não queriam, ou seja, os de licenciatura, cursos que preparam professores para a educação básica. 

Medicina, direito, engenharia, e outros; eram cursos apenas para "filhinhos de papai" e, pasme, eles que ontem e hoje nunca precisaram do Estado mas sempre mamaram nas tetas do Estado, estudavam nas melhores universidades brasileiras, ou seja, nas públicas. 

Com Lula, o presidente sem diploma universitário, e Dilma - a primeira mulher presidenta - essa história mudou: cotas raciais, ENEM, PROUNI, FIES, SISU, CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS, reserva de 50% de vagas em Federais a alunos oriundos de escolas públicas; sem contar mais de 300 escolas técnicas pelo Brasil afora - a exemplo do ITFPR no Jardim Oásis da cidade de Paranavaí; PRONATEC - previsão até final de 2014, 8 milhões de matriculados. 

Enfim, as portas das universidades se abriram. Teremos mais médicos, mais advogados, mais engenheiros, e outros, mais humanos, se as universidades souberem dar ao mesmo tempo uma educação de qualidade e humanizadora. Médicos negros, advogados indígenas, engenheiros de origens sociais pobres, etc. serão cada vez mais presentes no mercado de trabalho. Mas como alguém já disse, é mais fácil criar políticas públicas de inclusão que combater o preconceito.

É um perigo a correr quando muitos deixam a pobreza e ascendem à chamada classe média. Essa gente pode assimilar a ideologia dominante, egocêntrica, individualista, das classes médias. Tendem a se colocar contra as conquistas sociais. Negarem o Estado, dizendo dele não precisar pois estão nas escolas particulares, planos de saúde, etc. Isso é um perigo às conquistas sociais desse país que ainda é desigual socialmente, mas que já foi muito, muito, vergonhosamente, muito mais desigual.

É por isso que a burguesia chora e reclama. Os patricinhos agora precisam dividir as carteiras nas salas de aulas com negros, indígenas, deficientes físicos, pobres. Quem não conhece a história desse país tende a repetir o discurso da burguesia e acabam por negar os direitos de quem nunca os tiveram e que arduamente conquistaram. Não vamos deixar o Brasil voltar ao passado. Tenho orgulho do nosso presente e teremos um futuro melhor... 


filoparanavai 2014

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