quinta-feira, 26 de março de 2015

HOMOFOBIA NO FUTEBOL

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REPÓRTER DÁ AULA DE HUMANIDADES PARA TORCEDOR HOMOFÓBICO DO PALMEIRAS: "RAPAZ VOU TE FALAR UMA COISA...NÃO À...
Posted by Lucio Lopes on Quinta, 26 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA? SOBRE A MORTE...

"Quem ensinasse os homens a morrer, os ensinaria a viver" Do Filósofo M.Montaigne (1533-1592)

Eu não tenho religião, e se tivesse que rotular minha fé eu diria que sou um DEÍSTA. Ainda prefiro apenas dizer que acredito em Deus mas não sigo nem uma organização ou instituição religiosa.  Como filósofo, eu produzi as reflexões seguintes na tentativa de refletir sobre o fenômeno natural chamado "morte". Ora, obviamente que abaixo temos um texto impregnado de crença no transcendente. São apenas reflexões para provocar outras tantas quantas possamos fazer sobre esse acontecimento certo em nossa existência, a Morte. O que há para além do acontecimento morte eu prometo que reflito depois que fizer a experiência eu mesmo! Portanto, a reflexão considera só o que precede a morte. 

"Espero que morrer seja tão bom quanto viver"
professor Lucio LOPES





A morte não é simples acontecimento biológico, ela é sobretudo simbólica. As coisas aparecem e desaparecem. Somente o homem vive e morre. "Quem não souber morrer bem terá vivido mal”, afirmou um dia o filósofo Sêneca.


MORTE e SOLIDÃO... Uma de nossas maiores dificuldades, nesta Escola da Vida, é aprender a conviver com a morte... Não demora para começarmos a fazer a experiência de conviver com as ausências de pessoas que eram muito presentes em nossas vidas...


Diante de um caixão, em um funeral de alguém querido... Sempre divagamos em nossos pensamentos com um esforço enorme de raciocínio em busca de respostas para questões que não se calam e, que por isso mesmo, geralmente ninguém tem respostas apaziguadoras para elas e, ainda, muito menos, conseguimos estas respostas que nos deem por satisfeitos.

A morte nos deixa perplexos. É uma experiência que todo homem desejaria não fazer, mas a única certeza que temos é que todos por ela passaremos...

Somos uma incógnita que nos torna por demais esdrúxulos... De onde a gente veio e para onde iríamos??? Quem terá passado por este mundo sem fazer essas perguntas, pelo menos, a si mesmo? Teorias científicas e explicações religiosas temos aos montes e brigas entre elas não faltam.


Porém... A certeza que fica... Nenhuma delas explica nada... Todas são verdadeiras e ao mesmo tempo nenhuma, tudo fica restrito ao campo da crença. E cremos no desconhecido, cremos naquilo que não podemos provar - pois quem passa pela experiência não retorna para produzir um material científico.

Logo, só posso esperar pela minha própria experiência da morte. Mas para fazê-la espero antes poder fazer uma profunda experiência da vida.

Há pessoas que perdem tempo com ideais egoístas e deixam de lado os ideais coletivos que deveria ter para torna-se profundamente humanizado. O individualismo cultural no qual nos encontramos imersos apenas nos faz entrar em um processo de auto desumanização. Quando perdemos a capacidade de sonhar e deixamos de lutar pelos sonhos coletivos ficamos no meio termo nem vivemos e nem morremos.

Pois quem morre sonhando e lutando por ideais coletivos vive e morre dentro de um ciclo interminável do morrer e viver. Quando partimos, só deixamos para trás aquelas experiências boas que nos tornarão presentificados para todo o sempre.

Ao final de tudo só restará o BEM... Só o Bem será lembrado, eternizado!!! 


A Lei de Ouro proferida por Jesus é mais antiga que Ele. Entre 60 e 10 a.C., o Habbi Hillel, o cita em Sabbat 31a: "Não faças aos outros o que não queres que te façam". No entanto, a Lei de Ouro, que Jesus entendia ser a essência de sua mensagem e, a qual ele viveu tão intensamente na prática - e essa, é a diferença de Jesus em relação aos seus seguidores no geral, ele não ensina: "Façam"... Mas, Ele mesmo vive antes de ensinar e ensina vivenciando seus próprios ensinamentos - é mais antiga ainda. Entre 551 e 489 a.C. o grande Confúcio ensinava: "Aquilo que não desejas para ti,também não o faças às outras pessoas."

Veja só como Deus é apaixonante: Jesus Cristo é Deus não pelo que arrogaram as instituições religiosas a partir de seus atributos divinos (Teologia), Ele é Deus porque é simplesmente Deus assim... Jesus é o amor (BEM) em pessoa.

Capacidade de viver com o diferente, capacidade de amar o diferente; tanto que em sua humildade emprestou uma Lei de Ouro já difundida em outras culturas para explicar em poucas palavras o que realmente queria de seus seguidores. Basta isto, diria Ele! Pena que muitos não entendam e esvaziam o verdadeiro sentido do projeto de vida de Jesus Cristo para a humanidade.
 


Quanto ao quesito relativo ao “para onde vamos”, eu também particularmente me contento, mais uma vez, com minha Fé de que saímos das mãos de Deus e que para elas voltaremos... 
 
O depois da morte biológica pode ter muitas explicações religiosas... Tantas quantas doutrinas religiosas possam existir neste mundo... Cada qual a seu gosto. Porém, não creio nestas explicações e nem acredito que elas sejam importantes; pois que o essencial é mais simples do que possamos imaginar conforme já refletimos... 

Prefiro me contentar com a certeza de que quero voltar paras as mãos do meu Criador. Vivo aqui para contribuir com uma humanidade mais humanizada - isto é o essencial, sonhar e lutar por um mundo mais e cada vez mais justo; defender a vida sempre e em todas as oportunidades e por todas as formas que minhas limitações humanas possam permitir, sou (somos) criatura do Criador e co-criador (es) com Ele...

Cedo ou mais tarde, ela, nossa irmã morte, virá ao nosso encontro. Assim como viver precisamos aprender a morrer... Porque, viver e morrer são realidades simbólicas: são significações e possuem sentido e fazem sentido... Michel MONTAIGNE, em seu ensaio “Que filosofar é aprender a morrer” escreve: “(...) Qualquer que seja a duração de nossa vida, ela é completa. Sua utilidade não reside na quantidade de duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu... (...)”.

A morte coloca-nos diante da grande verdade de todos nós... Somos finitos neste mundo. Há pessoas que se apegam tanto aos seus projetos de vida largamente ambiciosos - dinheiro, poder, aparência - que se esquecem deste detalhe. Aprender a viver e morrer é um desafio para todos nós diz Montaigne...



Conheci, já durante os seus últimos meses de vida, no final dos anos 90 – em Curitiba, um garoto de 7 anos, com leucemia que foi morar em frente de casa e, em seus últimos quatro meses de vida - Ricardo já estava sem os olhos e completamente deformado pela doença, me tornei seu melhor amigo, como ele mesmo dizia...Passava horas e horas com ele, lia livros de historinhas infantis e gibis para amenizar seu sofrimento.


Um dia no quarto do hospital ele indagou sua mãe porque ela insistia tanto em continuar chorando escondida dele. Ao que, ela o abraçou e ele lha disse que a morte não iria jamais pôr um fim no amor que os unia... Ele só tinha 7 anos... Então entendi... Montaigne tinha razão...

Morrer é um ato solitário. Quem morre, morre sozinho, quem fica... Permanece com os de sempre. Mesmo morrendo sozinho, quem morre, recebe o carinho pela rápida passagem do elemento corporal físico e já sem vida ali diante dos olhos dos que ficaram.


Após uma vida cheia de relações intersubjetivas resta neste gesto de carinho a expressão de agradecimento... Quem parte deixa as lições de vida que soube imprimir em vida... Será lembrado pela capacidade que teve de amar e de expressar esse amor em suas relações.

A morte põe um fim aos gestos e sentimentos egoístas e se a pessoa não tiver como legado o AMOR para deixar aos seus, então sua morte acaba com os torrões de terra sobre o caixão. Este sim, um triste fim. A morte é dolorosa... É uma dor envolta na solidão. Quem sofre a perda de um ente querido sofre uma dor única e que, não se repete... Ela é intraduzível.

Morte e Solidão se entrelaçam de tal forma que a solidão no ato simbólico da morte atinge quem morre e ao mesmo tempo quem fica. No entanto, morrer não é um ato simbólico próprio do fim de uma vida toda... Aprender a morrer para tudo que não simboliza vida – como preconceitos, maledicências em relação a vida de nosso próximo, evitar a prática do mau em detrimento de nosso próximo, etc...

Ser solidário, não desistir nunca de praticar o Bem, se alegrar com o sucesso de um próximo - nos ensinará que o morrer como acontecimento biológico ao final de nossa vida, é apenas uma passagem para aquilo que o Criador preparou para nós... Morrer é um aprendizado. Morre-se para o egoísmo, para a alienação, mas nunca morre-se para o amor. Tudo passa, o amor fica.


Não vale a pena perder tempo com coisas pequenas, não vale a pena se apegar a bens materiais nesta vida sem o espírito da partilha e da solidariedade gratuita e verdadeira... Não importa o que seja e nem como seja aquilo que o Criador preparou para cada um de nós, o que importa é saber que o BEM pode ser sinônimo de eternidade e de uma eternidade que também pode ser sinônimo de felicidade...






Tudo no Universo Converge para a Morte. Para o eterno ela tudo atrai e tudo para ela converge.
 
Poema de autoria prof. Lucio LOPES (um dia sem nada fazer e em divagações filosóficas brotou este poema que transcrevo aqui)_atualizado em 03.02.2015

MORTE REDARGUENTE

Dia que se vai noite que chega, crepúsculo indesejável anuncia: para além da casca, para além das máscaras – noites dantes desejadas e tão bem vivenciadas, era não mais que o teatro de uma vida, que agora evasiva, gostaria não mais que longe ficar de uma dor que parece eterna, existência confrontada com gritos sem ecos...

Morte, morte redargüente ... agora é a hora de sua sorte... Deserto, deserto escuro, deserto sem norte, deserto sem Lua, no frio que congela a espinha... a esperança ressequida de que ninguém vai ninguém vem, sentidos errante sem sentido... sombra refletida na loucura, pura alucinação para quem a luz é um luxo ao preço que não se pode pagar...

Espada mortal, espectro carregado da percepção sinistra que não tem cor ao gosto de um dia: cinzento, nublado, frio, inundado de dor – dor latejante sem intervalos respeitar, que sangra... que mina as saudades das cortinas fechadas de um teatro da vida...

A morte... ela é bela, ela é terna, ela é forte; até impiedosa... verdade, se cala na escuridão do deserto, redargüente ela tem a paciência de quem é eterna; entre a vida, teatro que se passa em uma peça e sua eternidade, há mistérios infindáveis a serem descobertos.

Esperar... esperei, gritar... gritei, chamar... chamei... Esperei, chorei, gritei, me desesperei, chamei e nada escutei... Para a morte tudo é eterno... Certeza apenas aquela de que não foi mais uma noite que na noite, a noite de mim mesmo na noite... e como isso sangra e é cruel, pois apesar de nada mudar, urge levantar pra mais um capítulo do teatro vivenciar, mesmo sabedor que o crepúsculo da noite para o dia torna-se sinistro ao anunciar, mais uma vez, que a morte tarda, mas vem...




Filoparanavai 2015

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