terça-feira, 24 de junho de 2014

PLEBISCITO POPULAR, PARTICIPE!

De 01 a 07 de setembro
VAI TER PLEBISCITO! 

EXERCITE SUA CIDADANIA! PARTICIPE! 




Não é por acaso que a democracia ainda é o melhor regime de governo inventado pela humanidade, ou seja, pelos gregos antigos. A democracia possibilita um jogo de forças que não torna impossível a realização de utopias que nascem do meio popular. Reformar nosso sistema política e possibilitar a justa distribuição da representatividade de todos os âmbitos da sociedade, é uma dessas utopias.

Somente com uma reforma de nosso sistema político é que poderemos mudar a atual distribuição representativa que privilegia quem tem dinheiro e poder. Somente com uma profunda reforma de nosso sistema político poderemos ter uma maior representatividade das classes trabalhadores nas instituições políticas do país.

Venha participar dessa discussão. É a hora do povo mostrar sua força. Vamos incentivar o Congresso a fazer essa reforma o mais rápido possível. Nossa democracia precisa ser fortalecida.

Se a maioria dos deputados e senadores recusa-se a alterar o sistema político que garante seus privilégios, nós, entidades representativas de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, da juventude, dos movimentos democráticos e populares, decidimos organizar e realizar o Plebiscito Popular com a questão: 


Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?


filoparanavai 2014

COMO ORGANIZAR OS ARGUMENTOS NO TEXTO DISSERTATIVO

O que é a argumentação? 


Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de uma forma nova. É por isso que muitas pessoas pensam também que os argumentos são desagradáveis e inúteis. Argumentar pode confundir-se com discutir. Neste sentido, dizemos por vezes que duas pessoas discutem, como numa espécie de luta verbal. Acontece muito. Mas não é isso o que os argumentos realmente são. 

“Apresentar um argumento” quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis para uma conclusão. Um argumento não é apenas a afirmação de certos pontos de vista, e não é apenas uma disputa. Os argumentos são tentativas de apoiar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade, são essenciais. 

Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. 

Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e ativistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para fornecer carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, isso é injustificado e imoral. Será que eles têm razão? Não se pode decidir consultando os preconceitos que se têm. Estão envolvidas muitas questões. Temos obrigações morais para com outras espécies, por exemplo, ou é só o sofrimento humano que é realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? 

Alguns vegetarianos viveram até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou é esse fato irrelevante, considerando que alguns não vegetarianos também viveram até idades muito avançadas? (É melhor perguntar se uma percentagem mais elevada de vegetarianos vivem até idades avançadas.) Talvez as pessoas mais saudáveis tenham tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser consideradas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias. 

Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão bem apoiada por razões, os argumentos são a maneira pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada. 

As regras para argumentar não são, pois, arbitrárias: elas têm um objetivo específico. Mas os estudantes (tal como outros escritores) nem sempre compreendem qual é o objetivo quando pela primeira vez lhes pedem para escrever um ensaio argumentativo — e se não se compreende o objetivo do que nos é pedido, é improvável que o façamos bem. Muitos estudantes, quando lhes pedem que argumentem a favor dos seus pontos de vista acerca de um qualquer assunto, escrevem declarações intrincadas dos seus pontos de vista, mas não oferecem verdadeiramente nenhumas razões para pensar que os seus pontos de vista são corretos. Escrevem  textos, mas não escrevem  textos argumentativo. 

Este erro é natural. Na educação básica [Ensinos Fundamental e Médio] a ênfase é colocada na aprendizagem de assuntos que são razoavelmente pouco ambíguos e incontroversos. Não é necessário argumentar que foi Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, ou que Eça de Queirós escreveu Os Maias. Estes são fatos que o estudante se limita a dominar, e que os seus textos se limitam a relatar. 

Os estudantes vão para o ensino superior e esperam que as coisas sejam mais ou menos iguais. Mas muitos cursos superiores — especialmente os que exigem ensaios escritos — têm um objetivo diferente. Estes cursos tratam das bases das nossas crenças; exigem que os estudantes questionem as suas crenças, que elaborem e defendam os seus pontos de vista. 

Os assuntos discutidos nos cursos superiores são frequentemente os mais ambíguos e menos precisos. Sim, é verdade que foi o Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, mas quais foram verdadeiramente as causas da política expansionista? Sim, é verdade que o Eça de Queirós escreveu Os Maias, mas qual é o significado do romance? Há razões e dados favoráveis a diferentes respostas.  

Aos estudantes destes cursos é pedido que aprendam a pensar por si próprios, que formem as suas próprias opiniões de forma responsável. A habilidade para defender as suas opiniões é um sinal dessa capacidade, e é por isso que os textos [redações] argumentativos são tão importantes. 

Para escrever um bom texto argumentativo o estudante tem de usar argumentos simultaneamente como um meio de investigação e como uma maneira de explicar e defender as suas conclusões. Para se preparar para escrever um texto, o estudante tem de explorar os argumentos que existem para os pontos de vista opostos; é necessário depois escrever o próprio texto como um argumento, defendendo as suas conclusões com argumentos e avaliando criticamente alguns dos argumentos dos pontos de vista opostos.
 
Texto retirado de "A Arte de Argumentar", de Anthony Weston (Lisboa: Gradiva, 1996), com adaptações ao texto editado em http://criticanarede.com/.

filoparanavai 2014

AS DIFERENÇAS ENTRE OPINIÃO E ARGUMENTAÇÃO


Opinião, todos temos. Não importa quais são os saberes que sustentam essa opinião. Pode ela estar fundamentada em um saber de caráter meramente subjetivo senso comum e/ou em algum saber orientado por crença religiosa. Porém, de quem apresenta-se como cidadão espera-se muito mais que uma opinião sustentada por saberes de caráter subjetivo. 

É aí então que entra a educação e sua finalidade. O saber ensinado na escola é de caráter objetivo e/ou seja, então, a saber: científico, filosófico; a finalidade da educação tem que ser de humanizar e possibilitar a competência do exercício da cidadania ao aprendiz. 

Todo saber perpassa por três componentes essenciais: sujeito, sociedade e cultura. O sujeito é aquele que em ação trabalha e ao trabalhar se posiciona na sociedade em lugar hierárquizado, ao se relacionar em sociedade reproduz e produz aquilo que chamamos de cultura. Portanto, a educação só tem sentido de ser enquanto aquela que capacita o sujeito para ser cidadão. 

Mas ser cidadão não é uma tarefa fácil a ser cumprida pela educação. Primeiro, porque a educação não acontece de forma unilateral e muito menos individualizada, a educação que lida diretamente com conhecimento há que ser forjada pelas relações intersubjetivas e para que o sujeito além de cidadão pleno, seja humanizado, há que se falar de um saber originado de relações intersubjetivas (coletivas) entre sujeitos autônomos, ou seja, indivíduos livres e capazes de questionarem seus espaços de ações e capazes de intervirem nesses espaços para adequá-los às expectativas da construção de uma cultura democrática e profundamente humanizada.

A mesma educação que deveria promover a autonomia do sujeito e capacitá-lo para a cidadania por meio de ações fundadas em conhecimentos embasados na crítica, pode ser a mesma educação que não promove essa autonomia, fazendo o sujeito aprendiz apenas reproduzir uma cultura politicamente alienante que o desumaniza em todos os sentidos.

A distinção entre Público e Privado; Subjetividade e Objetividade; Senso Comum / Senso Religioso e Filosofia / Ciência; Razão e Crença; é fundamental para um processo que parta de nossas verdades subjetivas, perpasse nossas verdades intersubjetivas expressadas por nossas opiniões e pelo raciocínio lógico demonstrativo / argumentativo, assim chegando às verdades objetivas, reforçando nossa autonomia em relação à uma leitura mais objetiva das realidades que nos cercam para além de nossas verdades absolutizadas no âmbito da subjetividade [crenças, sentimentos, gostos]. 

Só assim poderemos construir subjetividades autônomas e uma sociedade marcada por relações intersubjetivas que prezem pela tolerância às diversidades pautada pelo respeito mútuo. Antes de tudo, o texto seguinte pode nos auxiliar em uma compreensão mais extensa sobre o que é a opinião e a argumentação em contraponto ao pensamento crítico. 

Opinião e Argumentação: Filosofia e pensamento crítico. 

O pensamento crítico é de algum modo o oposto do sexo na época vitoriana [A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Foi uma época puritana e assuntos como o sexo, eram tabus.] . Na época vitoriana o sexo era uma coisa que toda a gente conhecia e no qual toda a gente pensava, mas de que quase ninguém falava. O pensamento crítico, em Portugal [no Brasil], é uma coisa de que toda a gente fala, mas quase ninguém realmente pensa criticamente nem sabe o que é tal coisa. 

A ideia generalizada é que o pensamento crítico consiste em "dar a nossa opinião". Isto está tão próximo da verdade como dizer que uma bicicleta é uma coisa com rodas. Uma bicicleta é de fato uma coisa com rodas, mas não basta que algo tenha rodas para que seja uma bicicleta. Do mesmo modo, o pensamento crítico passa certamente por "dar a nossa opinião" — mas isso não é suficiente. Podemos perfeitamente dar a nossa opinião e não estarmos de modo algum a pensar de modo crítico — na verdade, basta ouvir os políticos e os nossos grandes "intelectuais" a falar na televisão para assistir a esse espetáculo degradante. 

Pensar de forma crítica é saber defender as nossas opiniões com argumentos rigorosos, claros e sistemáticos. E é neste aspecto que a filosofia, encarada como uma forma de pensamento crítico, se aproxima da ciência. É que quer a ciência quer a filosofia, praticadas no seu melhor, são um apelo constante ao pensamento crítico, à argumentação — a diferença entre ambas repousa unicamente no tipo de argumentos exigidos. Não basta a um físico dizer que refutou a teoria de Einstein: ele terá de dizer rigorosamente que aspecto da teoria de Einstein ele afirma que refutou e terá de apresentar argumentos poderosos, alguns dos quais de caráter experimental, para sustentar a sua afirmação. 

Do mesmo modo, em filosofia, não basta afirmar que "o homem é um ser situado"; é preciso começar por esclarecer o que quer tal coisa dizer realmente, e depois é preciso apresentar argumentos rigorosos, sistemáticos e claros que sustentem tal afirmação. Infelizmente, quem afirma este tipo de coisa em filosofia começa logo por nem esclarecer o que quer dizer a própria expressão de partida, pelo que nem vale a pena dar-lhes ouvidos. 

O pensamento crítico é o pensamento que sabe usar os instrumentos argumentativos à nossa disposição, que são disponibilizados pela lógica formal e informal. Pensar criticamente é saber sustentar as nossas opiniões com argumentos sólidos e não cometer falácias nem basear as nossas opiniões em jogos de palavras e em maus argumentos de autoridade. 

A filosofia e o pensamento crítico são a nossa melhor defesa contra a superstição. Perante as afirmações temerárias dos astrólogos, dos líderes religiosos e dos nossos políticos, a filosofia e o pensamento crítico dão-nos instrumentos para refletir sistemática, rigorosa e claramente, de modo a determinarmos se isso que eles dizem é ou não realmente sustentável. 

Ora, a humanidade não irá sobreviver se for incapaz de encontrar soluções criativas e seguras para os problemas que enfrenta, e se substituir estas pelas soluções obscurantistas dos que defendem antes de mais nada a autoridade religiosa, a atitude acrítica perante a astrologia e outras pseudociências e a passividade perante as propostas tantas vezes absurdas dos nossos políticos. E os desafios que teremos de enfrentar a longo prazo, como espécie, são muito maiores do que a generalidade das pessoas pensa, pelo que a necessidade de um pensamento límpido e solidamente ancorado em bons argumentos é incontornável. 

A filosofia e o pensamento crítico permitirão conceber soluções criativas e sustentadas para os problemas que enfrentamos. Por exemplo, a tecnologia médica permite-nos hoje manter pessoas vivas, em estado vegetativo, durante anos. Isto representa um problema ético a que temos de dar uma resposta clara, baseada em argumentos claros e sólidos, em vez de darmos uma resposta baseada em pressupostos religiosos dúbios. A filosofia ajuda-nos a encontrar essas respostas, precisamente. Este é apenas um exemplo; há muitos mais, como os problemas relacionados com a pobreza no mundo, com os refugiados e com a ecologia. 

A filosofia e o pensamento crítico implicam a tolerância e o respeito, que tanta falta fazem no mundo contemporâneo. 

A filosofia e o pensamento crítico exigem uma postura de cordialidade atenta, pois temos de escutar cuidadosamente os argumentos das outras pessoas para, juntos, encontrarmos argumentos melhores e soluções mais adequadas. 

O nosso futuro como espécie depende em grande parte da capacidade que tivermos para cultivar o pensamento crítico — essa atitude que a ciência descobriu nos séculos XVII e XVIII e que a filosofia aprofundou nos séculos XIX e XX.  

Compete a cada um de nós, profissionais da ciência e da filosofia, divulgar não apenas os conteúdos próprios de cada uma das nossas áreas do conhecimento, mas também essa atitude que constitui o maior monumento alguma vez erguido por mão humana: o pensamento crítico e a inteligência clara. 

[Texto de Desidério Orlando Figueiredo Murcho (18 de Maio de 1965) é um filósofo, professor e escritor português. Disponível em: criticanarede.com/‎]

filoparanavai 2014

domingo, 22 de junho de 2014

Os 10 maiores micos da Copa do Mundo do Brasil






Na Copa do Mundo do Brasil, foram embora pro chuveiro mais cedo aqueles que torceram pelo fracasso do país. Confira alguns micos da elite e da mídia. 

A Copa do Mundo do Brasil ainda não passou da primeira fase, mas já são fartas as gafes, foras e barrigadas do mundial, especialmente fora do campo. 

E, curiosamente, elas nada têm a ver com as previsões das “cartomantes do apocalipse” que alardeavam que o país não seria capaz de organizar o evento e receber bem os turistas estrangeiros. Muito pelo contrário. 


Os estádios ficaram prontos, os aeroportos estão funcionando, as manifestações perderam força, os gringos estão encantados com a receptividade brasileira e a imprensa estrangeira já fala em “Copa das Copas”. 
 
Confira, então, os principais micos do mundial… pelo menos até agora! 

1 – O fracasso do #NãoVaiTerCopa 


Mesmo com o apoio da direita conservadora, da esquerda radicalizada, da mídia monopolista e dos black blocs, o movimento #NãoVaiTerCopa se revelou uma grande falácia. As categorias de trabalhadores que aproveitam a visibilidade do evento para reivindicar suas pautas históricas de forma pacífica preferiram apostar na hashtag #NaCopaTemLuta, bem menos antipática e alarmista. E os que continuaram a torcer contra o evento e o país, por motivações eleitoreiras ou ideológicas, amargam o fracasso: políticos perdem credibilidade, veículos de imprensa, audiência e o empresariado, dinheiro! 

2 – A vênus platinada ladeira abaixo 

Desde os protestos de junho de 2013, a TV Globo vem amargando uma rejeição crescente da população. E se apostava no #NãoVaiTerCopa para enfraquecer o governo, acabou foi vendo sua própria audiência desabar. Uma pesquisa publicada pela coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, com base em dados do Ibope, mostra que no jogo de abertura da Copa de 2006, na Alemanha, a audiência da Globo foi de 65,7 pontos. No primeiro jogo da Copa de 2010, na África do Sul, caiu para 45,2 pontos. Já na estreia do Brasil na Copa, neste ano, despencou para 37,5 pontos. 

3 – #CalaABocaGalvão 

Principal ícone da TV Globo, o narrador esportivo Galvão Bueno é o homem mais bem pago da televisão brasileira, com salário mensal de R$ 5 milhões. Mas, tal como o veículo que paga seu salário, está com o prestígio cada vez mais baixo. Criticar suas narrações virou febre entre os fãs do bom futebol. E a própria seleção brasileira optou por assistir os jogos da copa pela concorrente, a TV Band. O movimento #CalaABocaGalvão ganhou ainda mais força! O #ForaGlobo também! 

4 – A enquadrada na The Economist 

A revista britânica The Economista, que vem liderando o ranking da imprensa “gringa” que torce contra o sucesso do Brasil, acabou enquadrada por seus leitores. A reportagem “Traffic and tempers”, publicada no último dia 10, exaltando os problemas de mobilidade de São Paulo às vésperas de receber o mundial, foi rechaçada por leitores dos EUA, Japão, Holanda, Inglaterra e Argentina, dentre vários outros. Em contraposição aos argumentos da revista, esses leitores relataram problemas muito semelhantes nos seus países e exaltaram as qualidades brasileiras, em especial a hospitalidade do povo. 

5 – O assassinato da semiótica 

Guru da direita brasileira, o colunista da revista Veja, Rodrigo Constantino, provocou risos com o texto “O logo vermelho da Copa”, em que acusa o PT de usar a logomarca oficial do mundial da Fifa para fazer propaganda subliminar do comunismo. Virou chacota, claro. O correspondente do Los Angeles Times, Vincent Bevins, postou em seu Twitter: “Oh Deus. Colunista brasileiro defendendo que o vermelho 2014 na logo da Copa do Mundo é obviamente uma propaganda socialista”. Seus leitores se divertiram usando a mesma lógica para apontar outros pretensos ícones comunistas, como a Coca-Cola (lol)! 

6 – A entrevista com o “falso” Felipão 

Ex-diretor da Veja e repórter experiente, Mário Sérgio Conti achou que tivesse tirado a sorte grande ao encontrar o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, em um voo comercial, após o empate com o México. Escreveu uma matéria e a vendeu para os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, que a publicaram com destaque. O entrevistado, porém, era o ator Wladimir Palomo, que interpreta Felipão no programa humorístico Zorra Total. No final da conversa, Palomo chegou a passar seu cartão à Conti, onde está escrito: “Wladimir Palomo – sósia de Felipão – eventos”. Mas, tão confiante que estava no seu “furo de reportagem”, o jornalista achou que era uma “brincadeirinha” do técnico… 

7 – A “morte do pai” do jogador marfinense 

O jogador da costa do Marfim, Serey Die, caiu no choro quando o hino do seu país soou no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Imediatamente, a imprensa do Brasil e do mundo passou a noticiar que o pai dele havia morrido poucas horas antes. A comoção vias redes sociais foi intensa. O jogador, porém, desmentiu a notícia assim que pode. Seu pai havia morrido, de fato. Mas há dez anos. As lágrimas se deveram a outros fatores. “Também pensei no meu pai, mas é por tudo que vivi e por ter conseguido chegar a uma copa do mundo”, explicou. 

8 – “Vai pra casa, Renan!” 

Cheio de boas intenções, o estudante Renan Baldi, 16 anos, escolheu uma forma bastante condenável de reivindicar mais saúde e educação para o país: cobriu o rosto e se juntou aos black block paulistas para depredar patrimônio público na estreia do mundial. Foi retirado do meio do protesto pelo pai, que encantou o país ao reafirmar seu amor pelo filho, mas condenar sua postura violenta e antidemocrática. A hashtag #VaiPraCasaRenan fez história nas redes sociais! 

9 – O fiasco do “padrão Fifa” 

Pelos menos 40 voluntários da Copa em Brasília passaram mal após consumir as refeições servidas pela Fifa, no sábado (14), um dia antes do estádio Mané Garrincha estrear no mundial com a partida entre Suíça e Equador. Depois disso, não apareceu mais nenhum manifestante desavisado para pedir saúde e educação “padrão Fifa” no país! 

10 – Sou “coxinha” e passo recibo! 

Enquanto o Brasil e o mundo criticavam a falta de educação da “elite branca” que xingou a presidenta Dilma no Itaquerão, a empresária Isabela Raposeiras decidiu protestar pela causa oposta: publicou no seu facebook um post contra o preconceito e à discriminação dirigidos ao que ela chamou de “minoria de brasileiros que descente da elite branco-europeia”. “Não sentirei vergonha pelas minhas conquistas, pelo meu status social, pela minha pele branca”, afirmou. Virou, automaticamente, a musa da “elite coxinha”. 



Por Najla Passo
Publicação original: http://www.conversaafiada.com.br/

filoparanavai 2014
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