ACESSE O ARQUIVO DO BLOG
FILOPARANAVAÍ

domingo, 21 de abril de 2013

ATUALIDADES: A mídia brasileira fede; a burguesia fede - a mídia distorce as notícias e esconde a verdade em relação à Venezuela. A MÍDIA REPRESENTANTE DA IDEOLOGIA BURGUESA MENTE; A FOLHA DE SÃO PAULO OMITE A VERDADE; A GLOBO E A VEJA MENTEM DESCARADAMENTE; ESSA MÍDIA ANTIDEMOCRÁTICA DESRESPEITA NOSSA INTELIGÊNCIA

Contador de visitas



O filoparanavai é 
PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO 

Como diz o conversaafiada.com.br/ em nenhuma democracia séria do mundo, revistas acríticas e reprodutoras fiéis da ideologia dominante; jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. 

Eles se transformaram num partido político – o PIG, Partido da Imprensa Golpista. A ação política dos meios de comunicação e de seus próprios colunistas em defesa de seus interesses - ou seja, dos interesses das classes dominantes -, que, muitas vezes, avançam quando instituições são sequestradas pela ditadura da "opinião pública" MAS PELO PODER DA INTERNET A GLOBO PERDEU TRÊS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS SEGUIDAS; UMA ELEIÇÃO MUNICIPAL EM SÃO PAULO E A ELEIÇÃO RECENTE ELEIÇÃO PAPAL... A líder do PIG já não "late" mais como antes...



ARTIGO NOTA 10,0
De EDUARDO GUIMARÃES
20 DE ABRIL DE 2013 ÀS 11:51
Publicado originalmente no


Ao longo da sexta-feira (19), setores da mídia brasileira alinhados aos EUA evitaram noticiar o maciço comparecimento de chefes de Estado e de representes de dezenas de países à posse do novo presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro. Só à noite, nos telejornais, que um evento desse porte ganhou alguns segundos de cobertura. 

O comparecimento de nada menos do que dezessete chefes de Estado – entre eles, a presidente Dilma Rousseff e quase todos os presidentes sul-americanos – assustou a direita, que não esperava apoio tão decidido à democracia venezuelana. 

Nos jornais de sábado (20), o tom sobre a posse de maduro veio literalmente furibundo. Entre vários editoriais e “reportagens” sobre a Venezuela, a forma de seus autores de se vingarem do que não puderam alterar foi mentir desbragadamente. 

Talvez o melhor exemplo de mitomania tenha sido o da Folha de São Paulo, jornal que integra um grupo empresarial que se consolidou ao longo do século servindo a uma ditadura feroz que encheu de dinheiro público os bolsos do fundador do veículo enquanto ele a ajudava a assassinar os que resistiam ao regime. 


Em editorial intitulado “Contraordem chavista”, o jornal dá vazão a uma sucessão de mentiras e distorções sobre a Venezuela que só não é inacreditável para quem sabe que a Folha tem a mitomania encravada em seu DNA. 

Já no primeiro parágrafo, além de uma mentira que pode ser desmontada até pela internet visitando o site de algum grande jornal ou tevê do país que se opõem ao governo, a Folha reafirma seu desprezo pela democracia ao relativizar eleições como respaldo único e inalienável a governos. 

                          Capriles representa a mesma burguesia
                             de lá e daqui e do mundo capitalista

As análises contidas no documento da ONU têm qualidade. São comparações internacionais que possuem grande utilidade.  Caracas e as cidades da Venezuela apresentam números que despertam interesse:
1) Em 1999, a Venezuela tinha 49% da sua população urbana em situação de pobreza e indigência. Em 2010, este percentual foi reduzido para 28%.
2) Entre 26 cidades selecionadas, o menor índice de Gini entre seus habitantes é o de Caracas, que é inferior a 0,40. No Brasil, é 0,5. Este índice mede a desigualdade de renda.
3) Nas cidades da Venezuela, mais de 80% das residências são ocupadas por seus proprietários. Na Colômbia, este número é inferior a 50%. A Venezuela é a melhor neste quesito; a Colômbia, a pior.
4) Na América Latina e no Caribe, a proporção de população urbana que tem saneamento está entre 80 e 85%. Na Venezuela, está próxima de 95%. Na Venezuela, 90% da população urbana recebem água encanada.
5) De 21 países selecionados, a maior cobertura de coleta de lixo urbana ocorre na Venezuela. A pior está no Paraguai.
6) Em 21 cidades selecionadas, mostra-se que o gasto médio mensal de um usuário regular de ônibus; em Caracas, é de 6% do salário mínimo. Em Buenos Aires, se gasta 5% e, em São Paulo e no Rio de Janeiro, 12%.
São esses números que os Jardins (em São Paulo) e o Leblon (no Rio) desconhecem. Nem fazem qualquer esforço para conhecê-los. Preferem ser informados pelos veículos que trazem conforto interno e energia para combater as possibilidades de mobilidade social – seja aqui, seja na Venezuela. Sãos os mesmos veículos que fazem piada com a dor do povo venezuelano. 



A BURGUESIA QUER VOLTAR A DOMINAR E 
NOVAMENTE CONDENAR 
O POVO VENEZUELANO
À POBREZA

     Mais completo quadro de comparação da Venezuela antes e depois de Hugo Chávez



Para ver em tamanho maior CLIQUE AQUI

Diz a Folha que a “realização periódica de votações plebiscitárias” são usadas para “emprestar ao caudilho um verniz democrático”. Veja, leitor, que o jornal não chama de eleições, mas de “votações”. Para esse veículo, eleições livres e referendadas por incontáveis observadores internacionais não bastam para legitimar um governo.


Provavelmente o jornal da família golpista acha que um governo só é legítimo se a mídia e os ricos o apoiarem…

Mas foi no segundo parágrafo que o jornal se traiu sem apelação. 

Confira: “A morte de Hugo Chávez e a eleição contestada de seu sucessor evidenciam a corrosão desses três pilares. O recurso à força bruta, ao peso dos militares e ao silenciamento explícito da oposição, que antes parecia desnecessário, agora se insinua de modo um tanto preocupante” 

Antes de prosseguir, confira aqui eluniversal, leitor, o que a Folha chama de “silenciamento explícito da oposição”. Trata-se da página de opinião do jornal El Universal, um dos mais ferrenhos opositores do regime venezuelano. 

Se não bastar, visite o site do canal de televisão oposicionista e golpistaglobovision e veja como a oposição é “silenciada” na Venezuela – o nome do canal golpista venezuelano é apenas coincidência com o nome do canal golpista brasileiro. 



Mas o que choca mesmo é o editorial da Folha acusar o regime venezuelano de se valer de “recurso à força bruta” justo quando se sabe que violência foi exatamente a arma usada pelos seguidores de Henrique Capriles, que assassinaram oito chavistas durante a última segunda-feira (15) durante um “panelaço pacífico” convocado pelo derrotado na eleição de domingo. 


Todas as televisões comerciais, grandes jornais e grandes portais de internet parecem ter feito um pacto ao tratar do massacre que se abateu sobre nove estados da Venezuela a partir da madrugada de segunda-feira, quando seguidores de Capriles mataram, roubaram, depredaram e incendiaram. 

Durante a semana, quando a mídia brasileira falou nos oito mortos, sempre tratou de despersonalizá-los, tentando vender a ideia de que gente dos dois lados havia tombado por conta da violência. 


Todavia, em “reportagem” da última quinta-feira (18), a Folha “escorregou” e deixou passar informação que torna incompreensível que se diga que a oposição venezuelana é “silenciada” e que o regime usa “força bruta”. 

Abaixo, trecho da reportagem “Chavistas cerceiam deputados da oposição”. 

“A Justiça e o Ministério Público, alinhados ao chavismo, responsabilizaram publicamente Capriles por oito mortes de seguidores chavistas que, segundo o governo, foram provocadas por partidários da oposição após a convocação do governador a protestos contra o resultado eleitoral. As circunstâncias das mortes são questionadas por opositores” 

Antes de prosseguir, mais uma vez este blog informa, logo abaixo, os nomes e as circunstâncias das mortes dessas oito pessoas.

Henrique Capriles Radonski és lo mismo, 
tanto en su pasado como en el presente. 
No es que fuese fascista en su pubertad, y ahora cambió.
LEIA ARTIGO COMPLETO EM: www.aporrea.org/



- José Luís Ponce Ordoñez - 45 anos, carpinteiro, militante do PSUV, morto com tiro na cabeça 

Rosiris del Valle Reyes Rangel - 44 anos, militante do PSUV, morta com tiro nas costas 

Ender José Bastardo - 21 anos, militante do PSUV, morto com quatro tiros 

Henry Rangel La Rosa - 32 anos, militante do PSUV, morto a tiros por encapuzados na porta de casa 

Johan Antonio Hernández Acosta - Menor de idade, militante do PSUV, morto por caminhão que arremeteu contra multidão que comemorava a vitória de Maduro. 

Luis Eduardo García Polanco - 25 anos, militante do PSUV, morto com um tiro no rosto enquanto comemorava a vitória de Maduro em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral no Estado Zulia. 

Rey David Sánchez – Menor de idade, militante do PSUV, morto por caminhão que arremeteu contra multidão que comemorava a vitória de Maduro. 

Cliver Enrique Guzmán - Ministério Público da Venezuela só divulgou que era militante do PSUV e que foi assassinado em uma manifestação. 

Fico tentando entender como se pode questionar as circunstâncias dessas mortes. Com militantes de oposição depredando e queimando tudo que tivesse o logotipo do governo em todo o país, o que há para questionar? A maioria foi assassinada a tiros. Duas das oito vítimas foram atropeladas por um caminhão que investiu contra uma manifestação chavista. 

Mas o que não se entende mesmo é que o jornal acuse o governo de usar” força bruta” e de censurar. Quantos oposicionistas foram sequer feridos? Não há um só nome nem de ferido, nem de morto entre os que cometeram os atos de violência logo após o resultado da eleição de domingo. 

Alguns dirão que é ingenuidade escrever um texto para pedir reflexão sobre o que faz um grupo de comunicação cuja mitomania vem de mais de meio século de atuação, tendo usado do estupro da verdade para bajular e se locupletar sob os favores de uma ditadura, mas escrevo para as pessoas de bom senso e de caráter, não para a Folha e sua militância. 

O importante aqui, portanto, é o reconhecimento por esse jornal de um fato que seus congêneres político-ideológicos e ele mesmo tentaram esconder: oito seres humanos foram mortos por meios violentos na noite que se seguiu à vitória de Nicolás Maduro e todos eram seus apoiadores.


Assista,AQUI, a mais um importante e histórico documentário sobre a América Latina. Um trailer do material foi publicado na sexta-feira pelo site Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha. Abaixo, reproduzo o documentário completo por sua extrema importância. 

O autor é o jornalista australiano John Pilger. Sua carreira como repórter começou em 1958 e, ao longo dos anos, ele se tornou famoso pelos livros e documentários que escreveu ou produziu. 

Apesar das tentativas de setores conservadores de desvalorizá-lo, seu jornalismo investigativo já mereceu vários galardões no jornalismo, tais como ser agraciado por duas vezes com o prêmio de jornalista inglês do ano. 

No Reino Unido, Pilger é conhecido por documentários rodados no Camboja e em Timor-Leste. Ele também trabalhou como correspondente de guerra em vários conflitos, como na Guerra do Vietnam, no Camboja, no Egito, na Índia, no Bangladesh e em Biafra. 

O documentário “Guerra à Democracia” mostra a atuação dos Estados Unidos na América Latina ao longo do século passado e no início deste, no sentido de estuprar a democracia em vários países da região em nome dos “interesses da América”. 



Filoparanavai 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

ATUALIDADES: Em meio aos conflitos entre moral laica e moral religiosa, aborto volta a agenda do dia no Brasil

Contador de visitas



ASSISTA O CANAL DE TV INTEGRADOR DA AMÉRICA LATINA 
TV PÚBLICA DE QUALIDADE,
COM NOTÍCIAS QUE OS CANAIS DA BURGUESIA NÃO OFERECEM.
VALORIZAÇÃO DAS NOSSAS COISAS LATINO AMERICANAS.


ACESSE AQUI O CANAL TELESUR

TELESURTV artigos em português



¡ Viva la democracia en América Latina! 
¡ Viva el pueblo venezolano! 
¡ Viva el comandante maduro! 
Larga vida a la izquierda de América Latina! 
La burguesía apesta y que continúe a oler mal. 
Putrefacción hacer inútil estiércol! 



Viva a democracia na América Latina! 

Viva ao povo Venezuelano! 
Viva ao comandante Maduro! 
Viva a esquerda da América Latina! 
A burguesia fede e que continue a feder. 
Apodreça até virar estrume sem utilidade!



ÉTICA E ABORTO 
Enquanto o Poder Legislativo permitir que esse debate ocorra sob a égide da moralidade, o Congresso estará em falta com as mulheres brasileiras 


Legalizar o aborto é garantia de vida para as mulheres 
Ana Maria Costa 
[Ana Maria Costa é médica e presidenta do Centro Brasileiros de Estudos de Saúde (Cebes)] 

A ilegalidade do aborto, além de limitar os direitos reprodutivos das mulheres, representa um problema de saúde pública de grande magnitude no Brasil com complicações e mortes em virtude da clandestinidade. 

Hoje somente é permitida a interrupção quando a gravidez resulta de estupro; constitui ameaça à vida da mulher; ou nos casos de anencefalia. Como a grande maioria dos abortos são realizados de forma clandestina, precária, arriscada e insegura, ocorrem milhares de hospitalizações, que seriam desnecessárias se fosse um procedimento legal. Nos últimos anos, apesar da enorme dificuldade na realização de pesquisas sobre aborto, especialmente por tratar se de um evento clandestino, muitos estudiosos tem contribuído com esclarecimentos importantes que vêm desconstruindo velhos argumentos e crenças sobre o aborto no Brasil. 

A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada em 2010 pela Universidade de Brasília (UnB), mostrou que 22% das mulheres de 35 a 39 anos que vivem em zonas urbanas declararam ter provocado aborto. Em sua maioria elas são casadas e mães de família. Esta situação deveria mudar muito a maneira preconceituosa como se encara o assunto e mudar o tom do debate sobre aborto no Brasil, já que é um evento comum na vida de mulheres comuns, ou seja, mulheres das relações sociais de qualquer pessoa. 

Hoje está comprovado que a decisão por um abortamento na maioria dos casos é compartilhada e não individual, como se pensava. Os estudos mostram inclusive que, quando as mulheres são jovens e não têm autonomia ou dinheiro, a família - ou seja: os pais e as mães - intervêm e providenciam o recurso necessário para a realização do procedimento. Isso acontece geralmente nas classes médias e altas. 

Esta situação reforça o grau de hipocrisia com o qual o aborto é tratado no Brasil, pois, seja na condição de amigo, amiga, mãe, pai, tio, companheiro, namorado ou marido, a grande maioria dos brasileiros já viveu e compartilhou alguma situação envolvendo a decisão ou o apoio a uma mulher que realizou o aborto. O que fica patente é a existência de uma dupla moral, a que condena o aborto, e a outra, tolerante quando o assunto está no âmbito privado.  

O panorama da sobrevivência de mulheres que praticam aborto mudou com o aumento do uso de medicamentos que provocam o abortamento. O mesmo não ocorreu na qualidade da atenção médica hospitalar destinada a elas. Os profissionais de saúde geralmente as tratam com discriminação, maus-tratos e até mesmo com omissão de socorro oportuno, caracterizando, de fato, condição de violência institucional. 

As frequentes denúncias do movimento de mulheres sobre problemas enfrentados por usuárias de serviços de saúde incluem a dificuldade de acesso à vaga até situações de maltrato e discriminação sofridas durante a internação. Muitos estudos têm evidenciado esta modalidade de violência em serviços públicos, praticada por profissionais de saúde. 

A legalização do aborto é estratégia de saúde publica para salvar vida de mulheres e é uma pauta para a democracia social, pois, além dele ser um direito sexual e reprodutivo universal, a ilegalidade recai de forma injusta e desumana sobre as mulheres mais pobres, com menos recursos para a realização da interrupção de sua gravidez indesejada. 

Estas mulheres sujeitam sua saúde ao risco por causa de uma legislação atrasada e desajustada em relação às necessidades da sociedade e à vida real das mulheres e das famílias, já não condizente com a atual situação do país que merece e precisa, com um estado laico, livre das intervenções de grupos e dogmas religiosos nos assuntos coletivos. 

O Brasil vem assistindo nas ultimas décadas a um crescimento das forças conservadoras no Congresso Nacional e esta grande aliança envolve diversos partidos de todas as matizes politicas. Esta frente contra a legalização do aborto tem levado o governo à condição de refém, negociando os direitos reprodutivos em troca de votos nas matérias de interesse governamental. A ação desta frente parlamentar incide até mesmo contra possíveis avanços do poder executivo. 

Estabeleceu-se uma verdadeira vigilância destes parlamentares às ações do Ministério da Saúde, envolvendo sua responsabilidade institucional como órgão máximo da saúde pública nacional. E é inadmissível que o Ministério seja imobilizado no cumprimento de seu papel de financiar pesquisas , normatizar e qualificar serviços para melhor conhecer e atender as mulheres brasileiras quando abortam. 

Enquanto o Poder Legislativo permitir que esse debate ocorra sob a égide da moralidade, e não assumir a sua gravidade como problema de saúde publica, o Congresso estará em falta com as mulheres brasileiras. 

Enquanto o poder Executivo baixar a cabeça como refém destas forças conservadoras que retardam a ampliação dos direitos reprodutivos e a legalização do aborto, as mulheres brasileiras estarão traídas e com seus direitos humanos mutilados. 

Por fim, se o Brasil quer se postar entre os países mais avançados do planeta, urge que sejam tomadas atitudes concretas para o aperfeiçoamento da Democracia e a primeira tarefa para nós, mulheres, para nós que defendemos a saúde publica, é tirar o aborto de baixo do tapete. Vamos ao debate amplo e vamos encarar esta como uma questão de saúde pública, de garantia dos direitos reprodutivos, fundamental para a nossa Democracia. 

ABORTO: A QUEM INTERESSA? 


ERICK WILSON PEREIRA 
16 DE ABRIL DE 2013 ÀS 18:18  

A polêmica do aborto foi reacendida. Desta feita, as labaredas assumiram uma altura deveras incômoda, especialmente para os espíritos impregnados de conceitos teológicos que defendem que o feto é pessoa desde a concepção. Sem grandes delongas e consultas, o Conselho Federal de Medicina informou que enviará ao Senado parecer que defende a liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez. A proposta de incluir o dispositivo na reforma do Código Penal tem gerado manifestações e resistências de entidades religiosas, grupos de parlamentares e de organizações que se opõem ao aborto. 

Pelo teor da resolução, o aborto será estendido dos casos já permitidos pelo Código Penal - risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro -, àqueles em que a gravidez é decorrente de uso não consentido de técnica de reprodução assistida, em que é atestada a existência de feto com anencefalia ou graves anomalias, ou ainda por vontade da mulher, até a 12ª semana de gestação, quando for constatada a falta de condições psicológicas para a maternidade. No último permissivo, a obrigatoriedade de laudo não é mencionada. 

Ao privilegiar a autonomia da mulher e do médico, a resolução equivale, na prática, a uma autorização ampla para o aborto. Como justificativa maior, o gravíssimo problema de saúde pública demonstrado nos altos índices de mortalidade materna e de internações de mulheres com complicações decorrentes de abortos clandestinos, terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no país. Não é sem propósito ou por desprezo da vida que 75% dos habitantes do planeta vivem em países onde o aborto sem restrições é legal. Entre esses, Itália, Espanha e Portugal, vizinhos devotos do Vaticano. Perfilamo-nos na parcela minoritária de países islâmicos, da América Latina e da África que proíbe, na totalidade ou com limitadas exceções, a interrupção voluntária da gravidez.  

Conflitos éticos e religiosos sempre são suscitados perante interditos e tabus desta espécie, de modo que consensos a descriminalização nunca são esperados, a exemplo do verificado nas sociedades em que o aborto foi descriminalizado. Mas um dado não se pode omitir: se leis restritivas, ao invés de reduzirem, aumentam os índices de abortamento, por outro lado a legalização não aponta para o incentivo da prática. Exemplo desta realidade é a Holanda, detentora de uma das menores taxas de aborto na Europa graças às políticas públicas de educação sexual e de acesso a modernos métodos contraceptivos. De fato, a experiência traumática do aborto, mesmo quando legalizado e praticado em clínicas especializadas, não permite sua escolha como forma de prevenção ou método contraceptivo regular. Pensar de outra forma é bestializar a mulher, é negar que direitos a ela inerentes são direitos humanos. 

No dia 15, Dia Internacional da Família, ao invés de rejeitarmos de pronto o que vem sendo irrefletidamente chamado de "projeto abortista infame", entre outros epítetos, seria mais proveitoso e civilizado se retomássemos o debate para decidir que direitos à "vida" realmente queremos defender: os do embrião, enquanto organismo biológico membro da espécie Homo sapiens, ou os da pessoa - mulher em situação de risco, geralmente pobre e sem acesso às políticas públicas de planejamento familiar reprodutivo. Se decidimos pela sacralidade da vida, ou pela qualidade de vida; pelas leis ineficazes de um sistema restritivo, ou por leis que repercutam sobre a complexidade causal do problema, especialmente quanto seus fatores sociais; pela ética secular da vertente religiosa, ou por uma que cuide do ser humano mutável e dependente das circunstâncias históricas; pela ética de grupos que afirmam uma ideologia, ou por um modelo que considere os interesses dos envolvidos na decisão. 

Lamentavelmente, as posições valorativas de cunho religioso ou ideológicas tendem a turvar a consciência para certas chagas sociais e para o debate ético, dificultando a consecução de um acordo em torno de uma questão que envolve direitos civis ou humanos. Não podemos esquecer que os direitos ditos absolutos, cedo ou tarde, não conseguirão deter a marcha da ciência e do interesse social em prol da qualidade de vida e da dignidade da pessoa humana.

DIREITOS HUMANOS 
ARTIGO nota 10,0
Infelicianeidade 

O deputado Marco Feliciano, é um pastor evangélico. Sua conduta deveria, no mínimo, coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém 
IGNORÂNCIA SEM TAMANHO
SE ESSES CARAS FOREM PARA O CÉU QUERO IR PRO INFERNO

Vocábulos nascem de expressões populares. Assim como nomes próprios trazem significados que deitam raízes em suas respectivas etimologias. 

Feliciano é nome de origem latina, derivado de felix, feliz. Nem sempre, contudo, uma pessoa chamada Modesto deixa de ser arrogante e conheço uma Anabela que é de uma feiura de fazer dó. 

Estamos todos nós, defensores dos direitos humanos, às voltas com um pepino federal. Nossos servidores na Câmara dos Deputados, aqueles cujos altos salários e complementos (viagens aéreas, planos de saúde, assessores etc.) são pagos pelo nosso bolso, e a quem demos empregos através do voto, cometeram o equívoco de eleger o deputado e pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos. 

O pastor-deputado, filiado ao PSC-SP, escreveu em seu twitter: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato.” Em outra mensagem, postou: “Entre meus inimigos na net (sic) estão: satanistas, homoafetivos, macumbeiros...” 

Em processo aberto no Supremo Tribunal Federal, Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, crime sujeito à prisão de um a três anos, além de multa. 

Em sua defesa, protocolada, a 21 de março, pelo advogado Rafael Novaes da Silva, Feliciano afirma: “Citando a Bíblia (...) africanos descendem de Cão (sic) (ou Cam), filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições.” 

Que deus é este que amaldiçoa seus próprios filhos? Essa suposta teologia vigorou no Brasil colonial para justificar a escravidão. O Deus de Jesus ama incondicionalmente todos os homens e mulheres, e ainda que O rejeitemos Ele não deixa de nos amar, conforme atestam a relação do profeta Oseias com sua mulher Gomer e a parábola do Filho Pródigo. 

Todo fundamentalismo cristão é ancorado na interpretação literal da Bíblia, que deriva da ignorância exegética e teológica. Os criacionistas, por exemplo, que negam o evolucionismo constatado por Darwin, acreditam que existiram um senhor chamado Adão e uma senhora chamada Eva, dos quais somos descendentes (embora não expliquem como, pois tiveram dois filhos homens, Caim e Abel...). Ora, Adão em hebraico é terra, e Eva, vida. O autor bíblico quis acentuar que a vida, dom maior de Deus, brota da terra. 

Ter Feliciano como presidente de uma Comissão tão importante – por culpa de grandes legendas como PMDB, PSDB e PT – é uma infelicidade, pois não condiz com o nome do deputado que, na roda do samba que está sendo obrigado a dançar, insiste no refrão: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira.” 

O deputado é um pastor evangélico. Sua conduta deveria, no mínimo, coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém. 

Jesus condenou o preconceito dos discípulos à mulher sírio-fenícia; atendeu solícito o apelo do centurião romano (um pagão!) interessado na cura de seu servo; deixou que uma mulher de má reputação lhe lavasse os pés com os próprios cabelos, e ainda recriminou os que se escandalizaram ao presenciar a cena; e não emitiu uma única frase moralista à samaritana adepta da rotatividade conjugal, pois estava no sexto homem! Ao contrário, a ela Jesus se revelou como o Messias. 

É direito intrínseco de todo ser humano, e também da democracia, cada um pensar pela própria cabeça, seguir a sua consciência. Nada contra o pastor Feliciano, na contramão do Evangelho, abominar negros e odiar homossexuais e adeptos da macumba. Desde que não transforme seu preconceito em atitude discriminatória, e seu mandato em retrocesso às conquistas que a sociedade brasileira alcança na área dos direitos humanos. 

Estamos todos nós, brasileiros e brasileiras, indignados e perplexos frente ao impasse armado pelo jogo político rasteiro da Câmara dos Deputados. Eis uma verdadeira situação de infelicianeidade, com a qual não podemos nos conformar. 

Frei Betto é escritor, autor do romance “Aldeia do Silêncio” (Rocco), entre outros livros.
Fonte: brasildefato.com.br/

Filoparanavai 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ATUALIDADES: URUGUAIOS ASSUMEM A VANGUARDA DOS DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL E APROVA O CASAMENTO IGUALITÁRIO PARA CASAIS HOMOAFETIVOS

Contador de visitas



Vamos acabar com a burguesia / Vamos dinamitar a burguesia / Vamos pôr a burguesia na cadeia / Numa fazenda de trabalhos forçados / Eu sou burguês, mas eu sou artista / Estou do lado do povo, do povo [...] Porcos num chiqueiro / São mais dignos que um burguês [..] A burguesia não repara na dor / Da vendedora de chicletes / A burguesia só olha pra si / A burguesia só olha pra si [...] A burguesia fede - fede, fede, fede / A burguesia quer ficar rica / Enquanto houver burguesia / Não vai haver poesia [Burguesia, letra e interpretação de Cazuza, 1989].



Maduro venceu o direitista Henrique Capriles por uma diferença de cerca de 200 mil votos, 50,6 6% a 49,07%; o comparecimento às urnas foi de 78,71%. 



“Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória. 

O presidente eleito pediu respeito, tolerância e disse que ele mesmo faz questão de que haja uma auditoria para que não sobre dúvidas sobre este processo eleitoral. O CNE anunciou que será realizada uma auditoria cidadã. Desta forma, a orientação é os comandos de campanha solicitarem a auditoria de 100% dos comprovantes de votação. 

O órgão eleitoral também sugeriu que os acompanhantes internacionais estendam sua estadia no país para acompanhar este novo processo. 

Chávez invicto 

“Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão”, bradaram as pessoas presentes no Balcão do Povo no Palácio de Miraflores, em referência à burguesia que dominou o país durante toda a Quarta República. 



 “Chávez segue invicto. E seu filho será presidente da República e vai mostrar do que é capaz, vai construir uma pátria de amor, de paz, de prosperidade", vaticinou Maduro.




Vanessa Silva de Caracas (Venezuela)
FONTE: brasildefato

A VERDADE que a Revista Veja e a 
imprensa burguesa brasileira 
escondem na sonegação de notícias sobre a 
"Venezuela de CHÁVEZ" 



Na Venezuela, supermercados cheios 
de alimentos e pessoas 


Segundo Marcelo Resende, representante da FAO, 
“a Venezuela é um dos países exemplo para o mundo em políticas e 
programas públicos no âmbito da segurança alimentar”

Renata Mielli, de Caracas

Supermercados lotados de pessoas e de alimentos, com um ou outro item em menor quantidade. Esta foi a realidade que a reportagem do ComunicaSul encontrou em Caracas. Muito diferente da situação de desabastecimento divulgada pela mídia internacional e pregada pelo candidato da oposição Henrique Capriles. 

“Não faltam os produtos básicos, temos de tudo”, disse Negra, uma camelô que encontramos no Mercal de Chacalito. Mercal são os supermercados estatais que vendem os produtos para a população mais pobre, com subsídios do governo. 

Em Miranda, bairro de classe média alta, no supermercado privado Levebras, muita fila nos caixas e as gôndolas cheias – mas com alguns produtos em pouca quantidade, como açúcar e limitação de bandejas de carnes por pessoa. Um senhor na fila disse “não faltam produtos, o que acontece é que as pessoas vem e levam vários pacotes do mesmo produto e acaba faltando. Vem pai, mãe, irmãos, primos e levam 2, 3 pacotes. Na verdade, na minha opinião, o que acontece é uma guerra política contra o governo, que começou quando o Chávez ganhou as eleições”. 

Vivendo há 8 meses na Venezuela, o brasileiro Marcelo Resende, que ocupa no país a função de representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura – FAO, disse que não há planejamento econômico e alimentar no mundo que resista à especulação política. 


“Eu, por exemplo, dou um depoimento pessoal. Orientado pelos meus funcionários, que disseram – Sr. Marcelo, recomendo que o senhor vá ao supermercado e compre mais para guardar em casa. Então, eu que comprava dois saquinhos de arroz por mês, comprei 10. E todos aqui também fizeram isso. E aí, falta alimento. Não há planificação, planejamento em nenhum lugar do mundo que resista há uma especulação”, explica. 

Venezuela, exemplo mundial 
A FAO trabalha internacionalmente com indicadores para orientar políticas que visem erradicar a fome e para caracterizar uma situação de subnutrição. Neste rol, segundo Marcelo Resende, “a Venezuela é um dos países exemplo para o mundo em políticas e programas públicos no âmbito da segurança alimentar”. 

Ranking da fome da AL

“O que encanta na Venezuela foi o país ter conseguido baixar consideravelmente seu índice de fome. Em 1990, 13,5% da população venezuelana tinha fome, o que significa 4 milhões de pessoas. Hoje, este índice está em 5%, que ponto de vista estatístico já não são nem mais mensuráveis na Venezuela, ou seja, podemos dizer que o país chegou a praticamente zerar a fome”, disse. 

Na conceituação da FAO, um país precisa ter no mínimo de 1800 calorias por pessoa. Esse valor tem que ser o resultado de todos os produtos alimentícios disponíveis no país – os produzidos internamente e provenientes da importação, menos o que é exportado. Na Venezuela estão este valor é de 3.182 calorias. Quase o dobro. “A Venezuela está alcançando os objetivos do milênio definidos pela FAO de erradicação da fome”, afirmou Resende. 

Ele explicou que a segurança alimentar é definida por um tripé. “Uma país, um governo, um povo que quer cumprir com a segurança alimentar tem que assumir o direito humano à alimentação. Para isso, é preciso prever na Constituição, nas leis e decretos o reconhecimento desse direito humano. A Venezuela estabelece na sua Constituição o direito humano à alimentação e à segurança alimentar. O segundo é seu governante assumir o compromisso erradicar a fome no seu país. O Lula fez isso no Brasil. E Chávez também pautou a fome na Venezuela, colocou isso na agenda política do seu governo. E o terceiro pilar é a garantia da disponibilidade e acesso aos alimentos”. 

Para a FAO, o problema da fome no mundo não é a disponibilidade, é o acesso. São as condições econômicas que um povo tem para acessar os alimentos. 

Do ponto de vista da disponibilidade, Marcelo Resende diz ter ficado impressionado com as políticas públicas implantadas na Venezuela neste campo. Eu não conheço – e olha que eu conheço vários países no mundo – Nenhum país que promova a disponibilidade de alimentos como promove a Venezuela”. 

Ele reconhece, contudo, que há uma contradição no país. “A disponibilidade dos alimentos na Venezuela é feita pela pauta de importação, não é pelo que é produzido internamente. Isso nós reconhecemos. A Venezuela depende de uma forte pauta de importações. Este país importou no ano de 2012, 5 bilhões de dólares em alimentos.” 

Mas, o que o representante da FAO destaca como elemento inovador e positivo na política do governo para este setor é a criação de uma extensa rede pública de abastecimento. “Os supermercados privados não é onde a maioria do povo venezuelano se abastasse. O Estado criou uma rede pública de abastecimento incrível. São 22 mil pontos de abastecimento em todo o território nacional. Isso é incrível. A Venezuela é um exemplo como uma estrutura pública, estatal do acesso ao alimento. O Estado assegura à população o acesso ao alimento através de uma grande rede de disponiblidade”, enfatiza. 

Política também para o acesso 
Uma vez disponível na prateleira, o desafio para garantir a segurança alimentar é como garantir o acesso, que é a segunda parte da equação, que é um fator econômico, das condições que o povo tem para comprar o alimento. 

Dentro do receituário neoliberal, a equação que comanda o acesso é a inflação x salário, ou seja, o poder aquisitivo da população para poder acessar o alimento. “Se tem uma alta inflação, como na Venezuela, eu reduzo a capacidade de compra com o meu salário. Isso é uma verdade. Portanto, a seguir galopante uma inflação a população venezuelana não teria o acesso ao alimento. Todavia, eles criaram um outro instrumento, que é subsidiar produtos na rede estatal de abastecimento. Não estou julgando se é bom ou ruim, mas foi o instrumento que eles criaram. 

Qualquer venezuelano pode ir nesta rede pública de abastecimento e adquirir os alimentos com, em média 78% de subsídio. Isso atinge hoje 60% da população. Porque governar é fazer opção, não dá para todo mundo. A população que mais necessita frequenta essa rede pública e é lá que está o alimento de qualidade”. 
(com ComunicaSul - Comunicação Colaborativa)
Fonte: brasildefato

“Processos revolucionários como o 
venezuelano iluminam o invisível” 


Renomado músico e compositor uruguaio, Daniel Viglietti, está em 
Caracas cantando por Maduro e pela integração latino-americana 

Por Leonardo Wexell Severo e Vanessa Silva de Caracas (Venezuela)

Autor de clássicos latino-americanos como “A desalambrar”, “Canción para mi América” e “El Chueco Maciel”, Daniel Viglietti dispensa comentários pela beleza e contundência de suas canções. Uruguaio de nascimento, mas filho da “nossa América” - como faz questão de dizer para contrapor-se àquela do Império -, tem sua reconhecida e premiada obra embalado corações, animando o amor e a luta presentes, com seu canto armado de futuro. 

No Brasil, infelizmente, a lógica anti-integracionista e alienante dos grandes conglomerados de comunicação silenciam sua voz e seus dizeres, repletos de convicção no ser humano, na força da solidariedade e da unidade. Confiante na capacidade coletiva de romper barreiras e superar desafios, Viglietti está em Caracas, apoiando a eleição de Nicolás Maduro. 

Entre os muitos êxitos da revolução bolivariana está o avanço da reforma agrária, o combate ao latifúndio, e a distribuição de terra e justiça. Aqui o governo não empanturra com dinheiro público o agronegócio – com seu monocultivo e seus agrotóxicos – nem dá sinal verde à especulação com alimentos nas bolsas de valores. A reforma agrária é justa e necessária, sublinha Viglieti. Afinal, “si las manos son nuestras/es nuestro lo que nos den”. 

Abaixo, a entrevista com Daniel Viglietti. 
ComunicaSul: Companheiro Daniel, tens em tuas canções a marca da integração e da solidariedade. Como sentes esta responsabilidade? 

Daniel Viglietti: Sempre senti que tinha duas pátrias. Uma, a de nascimento, o Uruguai, e outra pátria a latino-americana que gosto de chamar de “nuestroamericana” (nossamericana). Inventei esta palavra a partir da expressão de José Martí [que contrapunha a Nossa América, a América deles, do império do Norte]. Percebi que as fronteiras são artificiais além da língua e da cultura, que têm seu peso em diferentes regiões, mas estas fronteiras, as aduanas, os escritórios de imigração são invenções feitas para nos dividir. 

Quando entro no Brasil, na Venezuela, em Cuba ou em tantos países progressistas, sinto que é irreal precisar de passaporte. A canção não tem que pedir vistos para entrar em lugar nenhum. A música entra naturalmente e, quando é necessário, se traduz, como fiz como algumas canções do meu amigo Chico Buarque. 

A circulação de música, da cultura, é totalmente livre. No entanto, me sinto cada vez mais “nuestroamericano”, embora meu nascimento, minha nacionalidade seja uruguaia. 

Daniel Viglietti - A desalambrar 

Na Venezuela o governo Chávez tomou medidas como a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão (Resorte), que ampliou os espaços para a música nacional e regional no conjunto dos meios de comunicação, o que fez aflorar uma variada gama de artistas. Como avalia esta medida? 

Há um processo de transformações, com tendência revolucionária na Venezuela que tem a ver com a luz que ilumina o invisível em muitos planos. Dos povos originários, das classes populares, das populações chamadas “marginais”, quando na verdade elas são fruto de sistemas que marginalizam as pessoas. O invisível da cultura é uma das luzes que este processo está identificando, dando voz a cantores, grupos, coletivos... Há um caso muito importante aqui na Venezuela da geração de Alí Primera, Cecília Todd, Lilia Vera, e fenômenos mais jovens, garantia da continuidade. Isso nos mostra como a cultura pode se renovar e de como é bom que a cultura - não necessariamente planfetária ou supra-oficialista, mas a criativa, que busque linguagens - fique iluminada por estes processos. Há aí um contraponto à concepção reacionária, baseada em valores que semeiam a escuridão. 

Na sua compreensão, qual o papel da democratização da comunicação para que nos conheçamos melhor, enquanto países e povos, já que a grande mídia trabalha dia e noite contra a integração? 

Creio que também este aspecto está ligado ao anterior: cultura e comunicação. Acho que uma proposta como a TeleSUR, que é um canal “nuestroamericano”, onde as pessoas podem se informar sobre o que passa no continente, deveria ser vista livremente em nossos países. Cito o caso de Montevidéu. Na capital uruguaia, para poder ver a TeleSUR tens que alugar um cabo argentino. São medidas que faltam ser tomadas. Esse é um exemplo claro do que é possível fazer em matéria de comunicação. 

Estou contente de trabalhar com a Rádio Nacional da Venezuela com o programa Tímpano, que também se faz no Uruguai, na Argentina, Quem sabe um dia teremos também no Brasil, com “legendas” [risos]. Estou contente de estar aqui com os sem-terra, porque sei o que significa em um país continente como o Brasil a luta por mais justiça, pela distribuição da terra, metaforicamente pela distribuição “da selva”. Me alegro desta coincidência. 

Venho do Uruguai onde se fez uma homenagem a Chávez em um povoado pequeno que se chama Bolívar e nosso presidente esteve presente. E homenageou também cantando a memória de Chávez. Eu estreei uma canção que coloquei o nome bolivariana. A cantei ontem na TeleSUR e cantarei hoje. Creio que será o maior ato do qual terei participado em minha vida e terei que tratar de cantá-la com um quatro. É um instrumento de grande riqueza, eu o uso modestamente, mas dá um colorido diferente para a canção. 

É uma honra estar aqui com todos que apoiam esta eleição, tão limpa que foi até elogiada pelo ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter. Frente ao cinismo, a desfaçatez e ao ódio destes que são capazes de coisas terríveis - e temos que estar atentos a isso – precisamos continuar unidos. Logo nos veremos em meio à alegria coletiva. 

(com ComunicaSul - Comunicação Colaborativa)

Direitos Humanos 

O Uruguai se tornou na quarta-feira-10.04.2013 o segundo país latino-americano, depois da Argentina, a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Câmara dos Deputados ratificou o projeto de lei do “matrimônio igualitário”. 




Uruguai aprova o casamento 
entre pessoas do mesmo sexo. 

Aos gritos de “Liberdade, liberdade”, uma multidão nas galerias comemorou a aprovação do projeto, que obteve o aval de 71 dos 92 deputados presentes. “Vamos ser uma sociedade mais justa, mais igualitária, com mais direitos para todos e todas”, disse o deputado da governista Frente Ampla (de esquerda) Sebastián Sabini. 

A lei, muito questionada pela [como sempre...] Igreja Católica e por grupos de defesa da família, afirma que o “matrimônio civil é a união permanente de duas pessoas de distinto ou igual sexo”. 

A legislação também traz mudanças, tanto para homossexuais como para heterossexuais, sobre filiação, divórcio, idade mínima para contrair matrimônio, regime sucessório, adoção e ordem do sobrenome dos filhos. 

A partir da vigência da lei, no prazo de 90 dias, a idade mínima para contrair matrimônio será de 16 anos. Atualmente, é de 12 anos para mulheres e de 14 anos para os homens. 

A nova lei também amplia os motivos para o divórcio “à vontade de qualquer um dos cônjuges”, no lugar de “apenas a vontade da mulher”, como prevê o atual Código Civil, e inclui como causa a mudança de identidade de gênero, apenas quando se produza após a união matrimonial. 

A legislação prevê ainda que os casais poderão escolher a ordem dos sobrenomes de seus filhos. 

Segundo o texto, nos casamentos heterossexuais os filhos terão como primeiro sobrenome o do pai, mas isto poderá ser invertido de comum acordo, desde que a medida seja adotada para todos os filhos. 

Michelle Suárez, primeira advogada transexual do país e autora do projeto inicial sobre o ‘matrimônio igualitário’, manifestou sua “profunda alegria por esta pedra fundamental para uma igualdade não meramente formal e sim substantiva” no Uruguai. 

Federico Graña, do grupo ‘Ovelhas Negras’, que reúne lésbicas, gays e travestis uruguaios, disse que “hoje o estado uruguaio reconhece que há uma forma de amar que é diferente da heterossexual, mas tão válida como a outra”. 

“Esta vitória é a vitória de todos os organismos sociais que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou Graña, anunciando que a organização planeja “exigir que em todos os organismos multilaterais se trate desta temática para que a América Latina seja um continente igualitário”. 

“Esta noite não conseguirei dormir. Estou muito emocionado”, confessou à AFP Roberto Acosta, 62 anos, vestido de dourado, da cabeça aos pés, e com um chapéu com as cores do orgulho gay. “É incrível lutar tanto tempo e conseguir. Pensei que jamais iria ver isto”. 

Nos últimos seis anos, o Uruguai legalizou a união civil de homossexuais, a adoção de crianças por parte de casais do mesmo sexo, a mudança de nome e de sexo na identidade e o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas. 

Na Argentina, o casamento entre pessoas do mesmo sexo está vigente deste 2010.

Estudantes de baixa renda terão isenção de taxa de vestibular em instituições federais  11/04/2013 13:05 - Fonte: Portal Brasil www.brasil.gov.br/


Para ter acesso ao benefício o aluno deve ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública A partir dessa quinta-feira (11.04.2013) os estudantes de baixa renda que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas não precisam mais pagar taxa de inscrição em vestibulares de instituições federais. 

Para ter direito à isenção total da inscrição nos processos seletivos, o candidato precisa comprovar que possui renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo - ou seja, R$ 1.017,00 - e que cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral na rede privada. 

Existem muitas instituições federais que têm processo seletivo próprio e que adotam a isenção total ou parcial para alunos de baixa renda mas, agora, a gratuidade passa a ser obrigatória. As instituições federais de educação superior podem adotar critérios para isenção total ou parcial do pagamento de taxas de inscrição de acordo com a carência socioeconômica dos candidatos. 

A maioria das universidades e institutos federais usam como processo seletivo o Sistema da Seleção Unificada (Sisu), que por sua vez considera o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2012, a taxa de inscrição do Enem era de R$ 35 e o Ministério da Educação (MEC) aceitou o pedido de isenção de taxa para quase quatro milhões de inscritos. 

Ensino superior 
O ensino superior no Brasil é oferecido por universidades, centros universitários, faculdades, institutos superiores e centros de educação tecnológica. O cidadão pode optar por três tipos de graduação: bacharelado, licenciatura e formação tecnológica. Os cursos de pós-graduação são divididos entre lato sensu (especializações e MBAs) e strictu sensu (mestrados e doutorados). 

Além da forma presencial, em que o aluno deve ter frequência em pelo menos 75% das aulas e avaliações, ainda é possível formar-se por ensino a distância (EAD), modalidade em que o aluno recebe livros, apostilas e conta com a ajuda da internet. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), órgão vinculado ao MEC, é a unidade responsável por garantir que a legislação educacional seja cumprida para garantir a qualidade dos cursos superiores do Brasil. Para medir a qualidade dos cursos de graduação no País, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o MEC utilizam o Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado uma vez por ano, logo após a publicação dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). 

Formas de acesso 
O cidadão interessado em estudar nas instituições brasileiras de ensino superior tem diversas formas de acessá-las. O vestibular é o modo mais tradicional e testa os conhecimentos do estudante nas disciplinas cursadas no ensino médio. Pode ser aplicado pela própria instituição ou por empresas especializadas. O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é outro modo voluntário de ingressar no ensino superior. A Avaliação Seriada no Ensino Médio é outra modalidade de acesso universitário, que acontece de forma gradual e progressiva, com provas aplicadas ao final de cada série do ensino médio. Diversas instituições aplicam, ainda, testes, provas e avaliações de conhecimentos voltados à área do curso que o estudante pretende fazer. Algumas faculdades e universidades também optam por processos de seleção baseados em entrevistas ou nas informações pessoais e profissionais dos candidatos, como grau de escolaridade, cursos, histórico escolar ou experiência e desempenho profissional. 



Câncer de mama atinge
homens



Uma doença rara em homens, o câncer de mama, atrai cada vez mais a atenção dos especialistas. Os casos em homens representam apenas 1% de todos os casos desse tipo de câncer. Apesar disso, um monitoramento realizado por uma equipe do Hospital do Câncer/Inca (Instituto Nacional do Câncer) com os 111 casos notificados no hospital nos últimos 56 anos mostra que o número de casos por ano mais do que dobrou.

No período de 1943 a 1979, foram registrados 61 casos (1,6 por ano). Entre 1979 e 1991, houve 23 casos (1,9 por ano). Na última fase, de 1991 a 1997, foram notificados 27 casos (3,9 por ano).
A mastologista Elizete Martins, uma das autoras do estudo, disse que, embora a taxa anual tenha aumentado, é difícil saber a incidência desse tipo de câncer por causa de sua raridade. Como a amostra analisada era pequena e específica de um hospital de câncer, não é parâmetro para o total da população.

Homens também têm glândula mamária, mas ela é atrofiada. Quando ocorre um tumor, a glândula cresce, provocando inchaço. Esse inchaço resultante do tumor, porém, não deve ser confundido com a ginecomastia _o crescimento da mama masculina pelo acúmulo de gordura.

Todos os homens devem fazer auto-exames periódicos apalpando a mama. Outros sintomas de um possível câncer de mama no homem são: coceira, feridas no mamilo e nódulos na axila.

Uma ‘bolinha’ atrás da região do mamilo. Esse pode ser o indício de um tumor de mama em homens,câncer ainda pouco estudado que atinge um homem para cada 100 mulheres, de acordo com índices internacionais. O preconceito e a falta de informação são grandes aliados da evolução da doença. Eles contribuem para que os pacientes procurem ajuda médica quando o tumor já está em estágio avançado e chegam a reduzir em 50% as chances de sobrevivência. “Câncer de mama está muito associado à imagem da mulher. Quando acomete o homem existe um tabu enorme,o que faz com que muitos pacientes tenham uma grande resistência, primeiramente em assumir a doença e, por conseqüência, em procurar ajuda”, explica o mastologista Edison Mantovani Barbosa, coordenador do departamento de mastologia do IBCC - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

A mama masculina está localizada atrás do mamilo (bico), auréola e o músculo grande peitoral. Os músculos trabalhados em exercícios de musculação são apenas parte do que conhecemos como peito.As crianças têm mamas praticamente iguais, compostas de mamilos e superfícies lisas. A diferença se inicia na adolescência, quando a produção de estrógeno(hormônio sexual feminino) faz com que os seios e as glândulas mamárias cresçam nas meninas. O que impede o desenvolvimento de seios nos homens é o baixo estímulo dos estrógenos.

O fato de o homem não possuir lóbulos facilita a percepção do nódulo muito mais facilmente do que nas mulheres. Como normalmente é indolor, o que acontece é que muitas vezes o tumor é confundido com outras doenças, principalmente com a ginecomastia, que consiste em um crescimento benigno das mamas nos homens, causado por uso de medicamentos ou por desequilíbrio hormonal. “O paciente não tem como diferenciar um tumor de uma ginecomastia. Portanto, se o homem notar qualquer alteração nas mamas deve procurar um médico imediatamente”,explica o Dr. Barbosa,do IBCC.

O homem com câncer de mama apresenta um nódulo duro junto à pele, que se contrai e provoca fenômenos de adenopatia axilar, que são inchaços provocados por manifestações dos gânglios linfáticos. Quando diagnosticado precocemente, nota-se que o tumor quase sempre está aderente à pele.

Basicamente, os fatores de risco estão ligados a fatores químicos e à radiação e, em menor parte, à genética. Pessoas expostas à radiação na região do tórax ou que fizeram uso de anabolizantes têm mais chances de estar suscetíveis à doença. “A radiação pode ser lesiva à estrutura genética e os anabolizantes aceleram o crescimento das células, que podem também alimentar mais rapidamente o tumor”, completa o Dr. Barbosa.

A ingestão de estrógeno também é outra vilã que expõe mais facilmente os pacientes à doença. Justamente em função disso, há casos registrados de transexuais vítimas do câncer de mama. Isso porque o estrógeno provoca o crescimento do botão mamário, que não foi constituído para esse fim. Nesse processo de alteração, pode haver erro na mensagem genética, originando o tumor. O quadro se agrava com a multiplicação rápida das células. Vale ressaltar que qualquer produto que promova crescimento do tecido aumenta a chance de câncer.

O silicone injetável industrial pode dificultar a detecção da doença. Ele forma estruturas que se inflamam e causam rejeição do organismo. Isso dificulta o diagnóstico.

Apesar de mais rara, a origem genética deve ser levada em consideração. Pessoas com parentes de primeiro grau vítimas de câncer de mama, próstata e ovário, relacionados a hormônios, têm maior probabilidade de ser acometidos pela doença. Nesses casos, os genes estão alterados, podendo haver transmissão genética.

É possível diagnosticar com antecedência a possibilidade do desenvolvimento do câncer por hereditariedade. Alguns tipos de exame de sangue possibilitam o mapeamento da presença de genes supressores de câncer - que aparecem para inibir o tumor - principalmente de cólon e mama. No caso de o exame apontar que houve mutação no gene, o paciente tem maiores chances de desenvolver a doença. Com base nessa informação, o médico pode intensificar os cuidados para a detecção precoce.

O aparecimento do câncer mamário em homens ocorre mais tarde do que nas mulheres. De acordo com a pesquisa americana, por lá a doença se manifestou nos homens em média aos 67 anos; nas mulheres, aos 62. De acordo com o Dr. Barbosa, são raros os casos em que a doença aparece antes dos 40 anos.

Evolução e Tratamento
O câncer de mama em homens pode comprometer o sistema linfático. Contribui para isso o fato de que o tumor, ao ser detectado tardiamente, já pode ter invadido os vasos linfáticos, que fazem com que a metástase nesse tipo de câncer seja mais comum. Um tumor de três a quatro centímetros em um homem equivale a um comprometimento total da mama feminina.

A metástase não necessariamente obedece a uma seqüência específica, entretanto, nos casos notificados nota-se que ela ocorre principalmente na seguinte ordem: osso, pulmão e fígado. “Muitas vezes, um tumor bem pequeno provoca metástase. Por outro lado, se o tumor não invadir os vasos (estrutura vascular), há 100% de chances de cura só com a cirurgia”, esclarece Dr. Barbosa.

Ele enfatiza que em boa parte dos casos, o câncer é diagnosticado em estadio II, o que torna mais difícil a possibilidade de cura.“Se houvesse mais informação e divulgação sobre a doença, conseguiríamos diagnosticá-la muito mais rapidamente, em função da facilidade de se perceber o nódulo”, completa.

O tratamento do câncer mamário masculino é semelhante ao das mulheres e varia de acordo com o estágio da doença. Dentre as possibilidades de tratamento, destacam-se a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. Em casos mais complexos, são indicados também a hormonioterapia aditiva e a mastectomia radical, extração completa da mama.

No caso de Berth, a saída encontrada pela equipe médica foi a mastectomia radical. “Tive de extrair a mama porque o tumor havia comprometido toda a região”, conta. Atualmente, ele realiza sessões diárias de radioterapia e já fez cinco sessões de quimioterapia.

O câncer de mama é uma doença que pode voltar mesmo após muitos anos do diagnóstico inicial e tratamento. Para o estadio I, a sobrevida de cinco anos ocorre em 58% dos casos e a de dez anos, em 38%. Já para o estadio II, as taxas caem para 38% e 10%, respectivamente. Se comparada aos casos em mulheres, a sobrevida relativa ao sexo masculino é visivelmente menor, o que coloca em evidência o mau prognóstico para esse tipo de câncer.

As principais causas de mortes geradas pelo câncer de mama masculino estão ligadas à detecção tardia da doença. Diagnosticá-la em fases iniciais é o grande caminho para fazer de um câncer ainda pouco comum uma doença praticamente inexistente e com melhor e maior sobrevida. 


Site com informações atualizadas




CÂNCER DE MAMA EM HOMENS 
Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens. Câncer de mama em homens representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração na mama, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens. 

A maioria dos aspectos do câncer de mama no homem são parecidos com o que se observa nas mulheres, de modo que encorajamos o leitor a ler o blog inteiro, além deste texto explicativo. 

Fatores de risco de câncer de mama em homens 
Aproximadamente 20% dos homens que desenvolvem câncer de mama têm caso(s) de câncer de mama na familia. Aproximadamente 10% deles são portadores de uma mutação genética que os predispõe ao câncer, uma mutação no gene denominado de BRCA2. 

Além desta mutação, há outras mutações genéticas, também hereditárias, e que podem predispor ao câncer de mama, mas que são mais raras. 

Outros fatores predisponentes são exposição à radiação (por exemplo em acidentes nucleares), raça negra (ao menos nos EUA) e obviamente, a idade (quanto mais velho, mauior a incidência, com pico por volta dos 75 anos). Ginecomastia (mama aumentada em homens) é um possível fator de risco, embora isto não esteja totalmente confirmado. 

Em função de uma proporção significativa de homens com câncer terem história familiar da doença, todo homem com câncer deveria passar por orientação oncogenética (com oncogeneticista), para que seja estabelecido se o paciente e/ou parentes devam fazer investigação diferente da rotineiramente recomendada. 

LEIA MAIS EM: cancerdamama.com


Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. 

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. 

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes. 

Estimativa de novos casos: 52.680 (2012) 
Número de mortes: 12.852, sendo 
147 homens e 12.705 mulheres (2010)

LEIA MAIS EM: www.inca.gov.br




Filoparanavai 2013