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FILOPARANAVAÍ

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ARTIGOS: Luta nacional contra a Homofobia

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AGORA é a vez da Filosofia

Pelo fim da HOMOFOBIA!!!



Brasil desde seu processo de redemocratização, iniciado oficialmente em 1985, tem avançado em suas lições de casa, no sentido de colocar em prática a "Declaração Universal dos Direitos Do Homem". 

O preconceito é uma das grandes "pragas" e "chagas" de nossa sociedade, que urge por leis duras para enquadrar os "doentes" fóbicos.

É inadmissível que nosso país universalize as normas morais das igrejas cristãs para toda a população. 

Que as igrejas impõem e façam cumprir suas normas morais para seus fiéis, se o conseguirem, é legítimo. Agora, que nossos legisladores "religiosos" utilizem a "moral cristã" biblicamente fundamentalista e fundamentada na cultura judaico para impôr à população toda a Teologia do medo e do pecado, de que Deus condena a homossexualidade é uma lástima. 

Todo o respeito devido aos nossos irmãos/ãs judeus, no contexto histórico deles, no passado, essa realidade é profundamente compreensível / o que não é possível de compreensão são nossas lideranças religiosas de hoje, quererem impôr aquela realidade moral, anterior a Jesus, em nossa realidade presente. 

Pecado é o que essa gente faz assumindo o legalismo moral judaico do Velho Testamento que maltratava, discriminava: estrangeiros, homossexuais, a liberdade de religião e crença, as mulheres e as crianças.

Pior, em nome de um Deus que por ironia da História  teve em Jesus Cristo - filho Encarnado - o grande contestador desta moral do medo e da exclusão, ao mesmo tempo em que ensinava e anunciava a Ética-Moral do amor e da inclusão. 

O país precisa combater todas as formas de violência existentes e a homofobia é uma delas.

Em pleno século XXI uma grande emissora de televisão, em suas novelas, ficar fazendo suspense se exibe ou não um beijo gay, também é lastimável; e o pior, é saber que por detrás da censura estão igrejas cristãs... 

Uma vergonha enorme e, não ajuda em nada para uma democracia saudável. Programas podres homofóbicos como os apresentados por Renato Aragão, "casseta e planeta" são um atentado contra a luta homofóbica. Chega de hipocrisia. 

O país avançou com leis protegendo crianças, adolescentes, mulheres, negros, deficientes, idosos. 

Já está no Senado projeto de lei punindo criminalmente a homofobia e urge por aprovação. 

O Brasil precisa deixar de lado seus preconceitos religiosos "caducos" e avançar no sentido de promover a fraternidade entre os diferentes. 

As pessoas maduras afetivamente não encontram problema algum diante do diferente. 

Algumas pesquisas científicas revelam que quando temos fobia diante do diferente é porque algo não vai bem em nosso interior. 

A considerar isto, o homofóbico precisa de um profissional para resolver seu problema... 

Uma verdade que todos temos que considerar: o meu problema nunca está no outro e sim dentro de mim mesmo. 

No caso da homofobia, por exemplo: se eu sou seguro em minha sexualidade, em minha opção sexual, jamais irei ter problemas diante de pessoas com orientações sexuais diferentes da minha.

 Assim é no caso da xenofobia e etc. 

A diversidade é uma obra do Deus da Vida... E aos religiosos homofóbicos deixo um recado para lhes refrescar a memória: vocês não possuem o "monopólio" do Espírito Santo, Ele sopra onde quer... Ainda bem... Oxalá vocês continuem não tendo... Pois sem o "monopólio" já exploram tanto o nome de Deus... Imagina o que não fariam se tivessem...


ÁLCOOL MATA MAIS QUE CRACK, REVELA PESQUISA DA FIOCRUZ


ATUALIZADO EM ABRIL/2020

ÁLCOOL MATA MAIS QUE CRACK, REVELA PESQUISA DA FIOCRUZ
Publicação original

O 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira indica não haver uma epidemia de drogas ilícitas no país e aponta o álcool como a substância de maior uso entre os brasileiros. O levantamento, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ouviu cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos em todo o Brasil, entre maio e outubro de 2015. Foi concluído em 2016, mas em dezembro de 2017 o governo federal embargou a divulgação dos dados, sob o argumento de que discordava da metodologia empregada. 

A Fiocruz afirmou que usou a mesma metodologia da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar, a Pnad, do IBGE.

Segundo os números divulgados (8/8), mais da metade da população entre 12 a 65 anos declarou ter consumido pelo menos uma vez bebida alcoólica no período estudado, enquanto 7,7% dos brasileiros usaram maconha, e 3,1% consumiram cocaína em pó. O levantamento revela o tamanho do problema a ser enfrentado pelas políticas de saúde em relação ao uso de álcool: cerca de 46 milhões (30,1%) de pessoas tinham consumido ao menos uma dose nos 30 dias anteriores à pesquisa e aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios de dependência, como registrou o Portal Fiocruz (8/8).

O estudo ainda registra que 3,2% dos brasileiros usaram drogas ilegais nos 12 meses anteriores à pesquisa (4,9 milhões de pessoas). Homens (5%) e jovens entre 18 e 24 anos (7,4%) foram os maiores usuários. Em relação ao crack, cerca de 1,4 milhão de pessoas entre 12 e 65 anos, em sua maior parte homens, relataram o uso da droga (ou similares) alguma vez na vida (0,9%).

O levantamento também avalia a percepção dos brasileiros sobre o uso de drogas. Para 44,5% das pessoas ouvidas, o crack é o maior responsável pelas mortes no país, e não o álcool (26,7%). “Os principais estudos sobre o tema, como a pesquisa de cargas de doenças da Organização Mundial da Saúde, não deixam dúvidas: o álcool é a substância mais associada, direta ou indiretamente, a danos à saúde que levam à morte”, ponderou Francisco Bastos, coordenador do levantamento e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), ao Portal Fiocruz.

A relação entre álcool e diferentes formas de violência também foi abordada pelo estudo, apresentando um panorama contundente. Aproximadamente 14% dos homens brasileiros de 12 a 65 anos e 1,8% das mulheres dirigiram após consumir bebida alcoólica, nos 12 meses anteriores à entrevista. A percentagem de pessoas que estiveram envolvidas em acidentes de trânsito enquanto estavam sob o efeito de álcool foi de 0,7%. O levantamento mostra que os brasileiros são favoráveis a medidas de controle para diminuir o uso e os problemas decorrentes do álcool (ver quadro).

A pesquisa também informa que medicamentos de uso controlado, conhecidos como “tarja preta”, foram consumidos de forma não prescrita ou de modo diferente ao recomendado pelo médico por 0,6% e 0,4% da população brasileira, respectivamente. “É um número que revela um padrão muito preocupante, e que faz lembrar o problema norte-americano de uma década atrás, em termos de classe de substâncias”, alerta o coordenador.

Ao Portal Fiocruz, Francisco Bastos observou que os jovens brasileiros estão consumindo drogas com mais potencial de provocar danos e riscos, como o próprio crack, e que há uma tendência ao uso simultâneo de drogas diferentes. “Por isso é tão importante atualizar os dados epidemiológicos disponíveis no país, para responder às perguntas de um tema como o consumo de drogas, que se torna ainda mais complexo num país tão heterogêneo quanto o Brasil”, observou. O levantamento pode ser acessado em: https://www.arca.fiocruz.br/

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

BIOGRAFIA: Quem foi Parmênides de Eleia?


Ser e pensar são a mesma coisa.


Parmênides 
é um filósofo grego pré-socrático, da escola Eleática. 

As datas de nascimento e morte de Parmênides não são conhecidas exatamente. Teria nascido em meados do século VI aC. (cerca de 544-540) em Elea, na Grande Grécia (sul da Itália). Temos poucas informações sobre a vida dele. Só sabemos que ele era de uma família ilustre; que em sua juventude ele esteve em contato com os pitagóricos e ensinou leis, segundo se diz, aos cidadãos de Eleia. Os antigos são unânimes em elogiar seu caráter e sua ciência. 

Parmênides vem de uma família rica e poderosa. Teofrasto declara em Opiniões dos Filósofos, que Parmênides é um discípulo de Anaximandro e que ele é o primeiro a nomear "Mundo" como "Universo". Proclos, em seus Comentários sobre o Parmênides, diz que seu modo de vida era considerado pitagórico. Ele primeiro se vinculou aos pitagóricos: foi Aminias que o empurrou para a vida filosófica. Aristóteles é mais reservado sobre a questão, mas Parmênides está ligado a Xenófanes, do qual ele se torna discípulo, de acordo com Clemente de Alexandria e Sexto Empírico. O fato é que Parmênides e Xenófanes viviam em Eleia, e que podemos assumir que eles se conheciam. Assim, quanto às influências filosóficas de Parmênides, parece possível afirmar que, como Empédocles, ele seguiu a vida pitagórica sem adotar suas ideias e que seguiu Xenófanes nesse ponto. Ele teria fundado uma escola comparável às escolas pitagóricas. Ele também era um discípulo de Anaxímenes, de acordo com Suidas, mas essa informação parece dever-se a um erro de texto. Seus sucessores foram Empédocles e Zenão de Eleia. Ele pode ter sido um legislador em sua cidade natal; os Eleatas tinham que jurar obediência à lei todos os anos. 

Ele teria 65 anos quando chegou a Atenas, onde conheceria o jovem Sócrates, talvez com menos de 20 anos, que teria nascido por volta de 520-510 se considerarmos o diálogo Platônico em torno de 450-448. Segundo Synésios, Sócrates teria 25 anos nessa época, o que colocaria o nascimento de Parmênides em torno de 510. Esses dados não  são certos; de acordo com Diógenes Laércio, seu auge está na 69ª Olimpíada (504-500), mas outras fontes o colocam na 79ª. Assim, Parmênides é colocado no mesmo contexto histórico de Heráclito e Empédocles de Agrigento, ou com Demócrito, Górgias ou mesmo Prodicos de Ceos.

O poema de Parmênides, o único trabalho que ele parece ter escrito, foi intitulado De la Nature. Cerca de 160 linhas permaneceram intactas.

Ele é famoso por esse poema em verso, Sobre a Natureza, que teve uma influência notável no pensamento de seu tempo. Suas descobertas intelectuais, em particular a introdução da lógica no pensamento helênico, juntamente com a filosofia Milesiana da natureza e as teorias aritméticas de Pitágoras, fazem de Parmênides um dos filósofos mais importantes da história da Filosofia grega. Platão dedicou um diálogo que leva seu nome, Parmênides, para lidar com a questão do Ser, que Parmênides repetiu incansavelmente que é, enquanto o Não-Ser não é.

Xenófanes já havia afirmado a unidade e a imobilidade do ser e talvez tenha distinguido o ponto de vista da opinião do ponto de vista da verdade. Parmênides estabelece os mesmos princípios de maneira mais lógica e explícita e deduz suas consequências com mais rigor. Seu poema foi dividido em duas partes, a primeira das quais tratava das coisas do ponto de vista da verdade; o segundo, coisas do ponto de vista da opinião.

Segundo Parmênides, devemos escolher entre duas partes: ou admitir que o ser é e que o não-ser não é, ou então fingir que o ser não é e o que não é. A última posição é insustentável; nem sequer se permite conceber, pois só se pode pensar o que é. Devemos, portanto, acreditar e afirmar que o ser é e que o não-ser não é nada. É por não reconhecer essa verdade o suficiente para que os humanos, cegos e estúpidos, mergulhem em erro e incerteza. Portanto, vamos nos ater a essa proposição de que o ser é e que não existe outra coisa senão o ser. A partir destes resultados:


- que é improdutivo e indestrutível. Que causa, de fato, além de ser, poderia ter dado à luz (?);

- que é um todo, sozinho de sua espécie, imóvel e eterno;

- que não há presente nem futuro, uma vez que é inteiramente realizado atualmente, e que foi ou será equivalente a afirmar que não é;

- que é um e contínuo, porque é em toda parte semelhante a si mesmo, e suas partes só podem ser separadas pelo não-ser;

- que é imóvel, porque, poderíamos dizer, completando o pensamento de Parmênides, só poderia mudar para se tornar o que não é, ou seja. não ser.

- que é, por esse mesmo fato, um todo completo em que nada falta, o ser não é infinito; é limitado e esférico, porque também se estende por todos os lados; somente o não-ser poderia impedi-lo de fazê-lo. É de natureza divina, embora distinta de todos os deuses e todos os seres designados por nomes, porque nenhum nome em particular pode servi-lo.

Os fragmentos parece demonstrarem a doutrina metafísica de Parmênides. A lógica deste sistema parece incontestável. 

Após essas deduções abstratas, ele ainda desenvolve uma física claramente pitagórica. Ele foi o primeiro a afirmar que a Terra é esférica e localizada no centro do universo. Ele dividiu as coisas em dois elementos: fogo e terra.

Segundo Posidonios de Rodes, ele foi o primeiro a propor a teoria das zonas climáticas que dividem o globo terrestre em cinco zonas, duas zonas geladas inabitáveis ​​perto dos pólos e uma zona tórrida intransitável que atravessa o Equador, separando as duas zonas temperado, os únicos que provavelmente serão habitados:
  
As opiniões de Parmênides sobre a origem dos seres humanos - que teriam saído da Terra sob a influência do calor solar - e as causas da diferença de sexo não são de grande importância. O que sabemos sobre suas teorias da alma e do pensamento é um pouco mais interessante. Parmênides, diz Teofrasto, afirma que o conhecimento ocorre de acordo com qual dos dois elementos prevalece. De fato, o pensamento varia conforme predomina o quente ou o frio; o que ocorre no calor é melhor e mais puro. É também na proporção mais ou menos feliz do elemento quente e do elemento frio que a memória e o esquecimento dependem. O similar é sentido pelo similar; é por isso que um cadáver não sente calor nem luz, como resultado da ausência de fogo, mas ainda pode, até certo ponto, ser sensível ao frio e à escuridão. Teofrasto observa, com razão, que Parmênides, embora reconheça a superioridade do pensamento sobre os sentidos e a opinião, ainda não distingue sensação da razão. A distinção entre espiritual e corporal é até estranha para ele.

Parmênides não inventou sua física, e ele próprio declara que está expressando opiniões que não são suas. Ele parece seguir em certos pontos Anaximandre e Anaximène; mas foi do pitagorismo que ele fez os mais numerosos empréstimos. A divindade que governa o mundo corresponde ao fogo central dos pitagóricos; Parmênides concebe, como eles haviam feito, o universo como esférico e composto de zonas concêntricas; é novamente pelo exemplo deles que ele admite que a esfera interior e a esfera exterior são formadas pelo mesmo elemento. Finalmente, e acima de tudo, a opinião de que tudo resulta da mistura de dois elementos contrários chega a ele, sem dúvida, dos pitagóricos. Portanto, não é sem razão que certos autores antigos chamam Parmênides de pitagórico. Mas isso não é suficiente para nos autorizar a pensar que ele, nos detalhes de sua física, seguiu exatamente os antigos pitagóricos, e a procurar em sua doutrina informações por conta própria. Não é mais provável que ele fosse exclusivamente seu discípulo. Se não pudéssemos encontrar uma razão decisiva para provar que Parmênides era apenas um físico, não podemos invocar nenhum que estabeleça com alguma probabilidade, contra a tradição, que ele não era, acima de tudo, o discípulo de Xenófanes.

Aristóteles está, de certo modo, correto ao dizer que Parmênides não se elevou acima do ponto de vista da matéria. O ser ainda é, para ele, corporal e estendido. Não poderíamos entender de outro modo a homogeneidade, a continuidade, a indivisibilidade que ele lhe atribui, e ficaríamos tentados a acreditar que o ser de Parmênides é apenas "em todos os lugares espaço homogêneo e contínuo", quando 'ele argumentou, ao mesmo tempo, que o real é o máximo. Não-ser, nada, é vazio. Numa passagem em que ele claramente dirige aos Eleatas, Demócrito sustenta que nada existe nada menos que ser, ou seja. que o vácuo não existe menos que o total. Assim, alguém expressaria o pensamento de Parmênides de maneira bastante exata dizendo que o ser é, segundo ele, algo como o átomo de Demócrito, estendendo-se uniformemente em todas as direções, sem lacunas ou diversidade de qualquer tipo.

A opinião pública vê erroneamente nas coisas uma diversidade que explica pela união de dois elementos contrários: por um lado, o fogo, claro e tênue, homogêneo; por outro, a noite escura, corpo denso e grosso. Segundo Aristóteles, Parmênides também deu a seus elementos os nomes de fogo e terra, e considerou o primeiro como princípio ativo, o segundo como princípio passivo ou material. Mas é possível que, ao atribuir essa opinião a ele, Aristóteles tenha interpretado a doutrina de Parmênides do seu ponto de vista. Pois, se este último tivesse atribuído ao fogo o papel de causa eficiente e motivo, ele não precisaria colocar, como ele faz, no centro do mundo, a deusa que preside, segundo ele, no união dos elementos e que ele chama de Justiça, Necessidade, etc.

O universo é composto de vários círculos concêntricos. O círculo superior e o círculo inferior são feitos do elemento escuro, os outros de fogo não misturado. Esses círculos têm a forma de coroas ocas, cheios de fogo; o Sol e a Via Láctea são como saídas de ar; a Terra está imóvel, no centro do mundo. Acima vem uma coroa ígnea, talvez ar; abaixo da abóbada sólida que envolve o universo como uma parede, estão o éter, a estada das estrelas e a parte ígnea que chamamos de céu. As estrelas são fogo condensado e se alimentam dos vapores exalados da Terra.

Os alquimistas greco-egípcios alegavam estar ligados à tradição dos filósofos jônicos e, em particular, à de Parmênides, admitindo a permanência de um único princípio primordial. Olympiodore invoca sua autoridade e encontramos seu nome na Turba phifosopharum (O Turba Philosophorum, também conhecido como Assembléia dos Filósofos', é um dos textos mais antigos já traduzidos do árabe, como o antigo manuscrito Picatrix, que ensina como adquirir energia do cosmos. Considera-se que foi escrito c. 900 d.C.), compilação árabe-latina. (M. Berthelot).

Platão deu o nome de Parmênides a um diálogo em que ele coloca esse filósofo no palco. Proclus nos deixou um comentário sobre o Parmênides.


PENSAMENTO DE PARMÊNIDES

“Você precisa dizer isso e pensar o seguinte: 'O que há no presente' é; porque é ser, enquanto o nada não é. Peço que você medite sobre essas coisas. Primeiro, de fato, eu o aviso contra esse caminho de pesquisa, depois contra esse outro, no qual os mortais que nada sabem, têm duas cabeças; pois o constrangimento no peito dirige um pensamento errante; eles se deixam levar, ao mesmo tempo, raça surda e cega, confusa e indiscriminada, que consideravam a vinda ser e não ser como sendo a mesma e não a mesma; o caminho deles para todos é um caminho que vai e vem. De fato, nunca forçaremos isso: criar coisas que não estão no presente. É por isso que você deixa de lado seu pensamento realizado nesse caminho de pesquisa e não deixa o hábito nascido de vários testes levá-lo à força nesse caminho, a fim de direcionar um olhar sem objetivo, bem como uma audição barulhenta e uma linguagem, mas julgar por meio de argumentos as críticas que são múltiplas polêmicas que eu mesmo fiz. Ainda existe apenas uma maneira autorizada de falar sobre o caminho: o que diz e como é. Nele, existem sinais bastante numerosos, indicando que, estando no presente, engendrado, ele também é imperecível, tudo de uma única tensão, inflexível e completa. " (Parménide, Peri Physeos (De la nature) ; fragments 6, 7 et 8)

FONTES: