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    sábado, 4 de abril de 2015

    NOÇÕES sobre a relação entre CONHECIMENTO e Conhecimento Religioso




    Independente da teoria na qual acredite uma pessoa, seja ela a CRIACIONISTA que o Cristianismo contrapõe frente ao Evolucionismo (Teoria biológica segundo a qual todas as espécies vivas derivam umas das outras por transformação natural) sempre haveremos de nos posicionarmos frente às questões suscitadas pelas mesmas.

    Segundo Aristóteles as espécies têm uma forma fixa, imutável. Esta ideia irá dominar até ao século XVIII, quando Lamarck, rompendo com uma visão finalista da natureza, afirma a ideia de uma evolução das espécies. A sua teoria é baseada num pressuposto igualmente contestável cientificamente: a da hereditariedade dos caracteres adquiridos.

    Para explicar a evolução dos seres vivos, Darwin avança o princípio da "seleção natural".  Uma coisa é certa: penso que as de Lamarck e Darwin só enriquecem o ATO Criador do Deus Judeu-Cristão.

    Penso, que ninguém pode sustentar um “gênero literário” como aquele descrito nas primeiras páginas de Gênesis e nem por isto ter a autoridade para dizer então que não foi Deus quem criou tudo. Deus é aberto à aventura do CONHECIMENTO e não preso aos DOGMAS das Igrejas Cristãs Sectárias e fundamentalistas, ou dos fanáticos religiosos. 

    Na obra criadora do Deus, judeu-cristão, o Homem recebeu um atenção singular e, lhe foi dado de forma inata, à semelhança de seu Criador, a capacidade de CONHECIMENTO. 

    Ora, é justamente aqui que o Homem se diferencia dos demais seres da natureza. Mas foi este mesmo Conhecimento que produziu os SINAIS de morte em meio a humanidade negando o Projeto de Vida para Todos vislumbrado nas Escrituras, projeto esse que sempre foi um sonho de Deus e que muitas vezes transparecem nas páginas da Bíblia: como p. ex. no Velho Testamento, nas palavras de alguns profetas mais ardorosos e nas primeiras linhas do Livro Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento. 

    Quando diante deste Livro Sagrado, o primeiro distanciamento que devemos fazer é aquele de que a Bíblia não foi escrita para nós. Nem o Velho e muito menos o Novo Testamento. Foram escritos sim para comunidades especificas com o intuito de guardar a sabedoria de uma Cultura específica ou seja, daquelas comunidades antigas específicas. Poderíamos dizer que o objetivo era guardar a experiência religiosa destas comunidades - que antes da escrita passou pela tradição oral. 
     
    O CONHECIMENTO que desde os primeiros sinais de evolução do homem foi provocando disputa por poder - perpetuou este paradigma história humana adentro. No Velho Testamento deturparam o Projeto de Vida do Criador e em nome Dele impuseram uma infinidade de sinais de morte na vida do Povo. 

    O Nome de Deus que deveria estar a serviço da Vida foi colocado a serviço da morte. Mas no Novo Testamento aquele velho hábito gerado pela cobiça de manutenção do poder continuou presente quando após o evento morte-ressurreição de Jesus os novos cristãos como Paulo, voltou a impor a cultura de seu povo, a moral da sexualidade machista e tantas outras matizes daquela já surrada e carcomida moral judaica...

    A Igreja mais tarde “domesticada” por Constantino com a lorota de neoconvertido e em troca à “graça do poder” aos chefes da Igreja - poder este que teve seu ápice após a queda do Império Romano com a centralização pela Igreja não só do poder sobre o Conhecimento (agora domesticando a Filosofia) mas também dos poderes econômico e político e imposição ferrenha de sua moral, deturparam mais uma vez o Projeto de Vida do Criador centrado na Gratuidade, na Justiça, na Fraternidade e em outras palavras, no Amor. 

    Constantino talvez tenha sido na história do cristianismo um dos primeiros a entenderem o quanto ser aliado da religião pode ser “lucrativo” e assim sendo, um dos primeiros a usarem - na prática - aquele clássico chavão marxista “a religião é o ópio do povo”. 

    Jesus, o ícone por excelência deste Projeto foi esquecido mais uma vez e em seu nome se “venderam” outras coisas... O Homem que derrubou os paradigmas ultrapassados de sua cultura como o machismo, os tabus, os preconceitos como xenofobia, etc.; ensinou o respeito às crianças, mulheres, idosos, doentes, deficientes especiais - então marginalizados em sua sociedade contemporânea; que buscou dar um basta na relação comercial com Deus imposta pelos chefes de sua religião e que ainda, de quebra, respeitou às demais religiões, etc... enfim, eu poderia dar uma gama enorme de exemplos concretos.

    Pena que o novo "paradigma" de Filho de Deus, Jesus Cristo, foi sendo suplantado ao longo da história humana pela cobiça ao poder e ao dinheiro. Talvez o grupo dos 11 tenha entendido em um primeiro momento - a duro sofrimento imposto pelos ensinamentos e práxis de Jesus - a deixarem de lado seus "projetos de poder" em torno de um MESSIAS poderoso e governante absoluto. Mas os sonhos humanos em torno destes "projetos de poder" na verdade nunca deixaram o coração do homem e assim, ocorreu o ofuscamento da mensagem central do Messias. 


     
    Hoje, em uma sociedade capitalista como a nossa, pautada no imediatismo, nas sensações, consumismo, individualismo, lucrativo - isto é, tornando também tão mais grave a relação "comercial" com Deus - tão mais complexa, uma vez que dele se espera sempre algo em troca. 

    Penso que só seremos capazes de uma relação gratuita com Deus, com nosso próximo e com a natureza,  se tivermos a coragem de romper com esta "Teologia da Retribuição" tão apregoada hoje 24 horas pelas nossas lideranças religiosas, detentoras de inúmeros canais dos mais variados tipos de mídias (e aqui católicos, evangélicos, protestantes históricos, pentecostais...) todos andam de mãos dadas em um contra-testemunho no mínimo questionável, guardadas as devidas exceções - que alimentam uma poderosa e próspera indústria do MILAGRE. Submetendo o Homem ao estado alienante mais deplorável que existe, aquele sustentado em nome do Deus da Vida - do Deus da Cons - Ciência. 

    O Estado pseudo-laico é apenas uma teoria. A Religião Cristã continua ditando no Brasil as regras que amarram nossas leis. Temas emergentes e urgentes para a preservação dos Direitos do Homem e da Mulher como aborto ( que proibido no Brasil, é praticado sem o mínimo controle aos milhões/ano), propriedade privada (concentrada nas mãos de poucos em detrimento da maioria), redução da maioridade penal (diante dos pseudos menores a justiça fica de mãos atadas e extrapolam ainda mais a falta de limites para nossa juventude), eutanásia (um direito inalienável do homem para abreviar seu sofrimento), descriminalização das drogas ( hoje nossa polícia fica correndo atrás de pequenos usuários enquanto os traficantes "gente boa" ficam protegidos; direitos das minorias como homossexuais, índios e outros; ficam paralisados diante ainda dos discursos desta hoste de bispos, padres, pastores...

    Passagens bíblicas em que Deus requer a posse do conhecimento para que seu povo não seja enganado pelos espertalhões de nossos tempos:

    “O Senhor pela SABEDORIA fundou a Terra, pelo entendimento estabeleceu o céu (...) Pelo seu CONHECIMENTO...” PV 3.19,20

    “(...) Uma noite revela seu CONHECIMENTO a outra noite”. SL 19.2

    “Conheço todas as aves...” SL 50.11

    “(...) Conheço minhas ovelhas...” JO 10.1

    “Eu conheço todas as coisas...” EZEQ. 11.5

    “Conheço os sofrimentos do meu povo”. EX 3.7.

     
    Para terminar, alguns belos pensamentos:

    "Se você é capaz de tremer de indignação toda vez que se comete uma injustiça no mundo,
    então somos companheiros." (Che Guevara)

    "A neve e a tempestade matam as flores, mas nada podem contra as sementes." (Khalil Gibran)

    "O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma..." (Charles Chaplin)

    "O homem não teria alcançado o possível, se inúmeras vezes não tivesse tentado o impossível." (Max Weber)

    Filoparanavai 2015

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