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domingo, 22 de março de 2015

A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA...

Dia Mundial da Água

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, o Dia Mundial da Água ficou registrado como efeméride mundial. Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a histórica Eco-92, o dia 22 de março tem um significado especial, pois as nações ao redor do mundo se debruçam em busca de soluções para os conflitos existentes entre oferta e demanda ao redor do globo terrestre. 

Anualmente o Dia Mundial da Água gira em torno de um tema também definido pela ONU. Para 2015 as discussões e reflexões terão como pauta  ‘Água e Desenvolvimento Sustentável’. Em anos anteriores o tema “Água” se relacionou com outros, como Cooperação, Segurança alimentar e Saneamento, Energia em 2014. 


Fórum Mundial da Água 
em 2018 será em Brasília
A capital federal foi eleita, em fevereiro de 2014, para sediar o Fórum Mundial da Água de 2018.  A definição aconteceu durante a 51ª Reunião do Quadro de Governadores do Conselho Mundial da Água (WWC), realizada em Gyeongju (Coreia do Sul). A capital federal concorria com Copenhague (Dinamarca).

O fórum ocorre a cada três anos e é o maior evento do mundo com a temática dos recursos hídricos. A campanha brasileira apresentou o tema ‘Compartilhando Água’, para integrar os assuntos discutidos nas edições anteriores do evento, dando continuidade aos debates já realizados sobre os desafios do setor de recursos hídricos.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), em agosto de 2013, uma equipe de avaliadores esteve em Brasília e produziu um relatório sobre infraestrutura de transportes, mobilidade urbana, rede hoteleira e locais para realização do fórum, que serviu de subsídio para que a cidade fosse a escolhida.
A próxima edição do evento organizado pelo WWC, será realizada este ano em duas cidades da Coreia do Sul, Daegu e Gyeongbuk, e terá como tema ‘Água para Nosso Futuro’. O objetivo é destacar a temática dos recursos hídricos na agenda global e reunir organizações internacionais, políticos, representantes da sociedade civil, cientistas, usuários de água e profissionais do setor.

Com informações: Agência Nacional de Águas / Agência Brasil



Situação da água no mundo e por regiões. Fórum Mundial da Água: a Unesco apresenta os problemas atuais e as recomendações a serem seguidas Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a situação por continentes dos recursos hídricos e as recomendações para a racionalização são as seguintes: 

SITUAÇÃO MUNDIAL Em 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas viverão em países com conflito por falta de água. 

Apenas 1% da água da Terra pode ser utilizada para o uso e consumo humano. Desde 1950 o uso da água triplicou no mundo. A água potável salva mais vidas que todas as instituições médicas do mundo: segundo a ONU, a água contaminada causa 80% das doenças do planeta. 

ÁFRICA Conta somente com 9% dos recursos mundiais de água potável. No continente negro os desastres naturais mais graves são as secas, inundações e desertização devido a má distribuição do recurso. Na última década, a África sofreu um terço das catástrofes mundiais causadas pela água ou pela sua carência, que afetaram 135 milhões de pessoas. A questão mais complexa para o continente é como solucionar os problemas de pobreza e acesso à água. Quase 230 milhões de africanos sofrerão pela escassez de água em 2025. 

AMÉRICA LATINA É uma região muito rica em recursos hídricos. Pelas bacias do Amazonas, Orinoco, São Francisco, Paraná, Paraguai e Magdalena corre 30% da água superficial da Terra. Apesar da abundância de recursos hídricos, dois terços da região são zonas áridas e semi-áridas. Destacam Argentina, Bolívia, o nordeste do Brasil, Chile, o centro e norte do México, Peru. Um quarto da população da América Latina e Caribe vive em regiões onde a demanda de água é maior do que a capacidade de recuperação deste recurso. 

AMÉRICA DO NORTE Registra a maior cobertura de abastecimento e saneamento de água no mundo. Toda a população conta com água potável e saneamento. Cerca de 49% da água doce dos Estados Unidos é usada para a agricultura. Esse país é o segundo maior produtor de hidroeletricidade do mundo com 10% a 12% da produção mundial. A contaminação dos rios é a maior preocupação da área. Nos EUA, 120 das 822 espécies de peixes de água fluvial estão em perigo de extinção. 

ORIENTE MÉDIO Cerca de 5% da população mundial vive no Oriente Médio e o norte da África, mas contam com menos de 1% da água disponível no planeta. Os desafios da região são a falta de água, a perda da qualidade, a defasagem na administração do recurso e a falta de saneamento. Cerca de 85% da região corresponde a zonas áridas. 

ÁSIA-PACÍFICO Cerca de 86% da água consumida na região Ásia-Pacífico é destinada à agricultura, acima da média mundial de 71% para essa atividade. Outros 8% são para a indústria e apenas 6% para uso doméstico. Um terço da população da região, que representa 58% da mundial, não desfruta de saneamento básico. China, Índia e Indonésia guardam a metade de toda a água da região. O desafio crescente são os desastres naturais pois a região concentrou 35% dos desastres naturais relacionados com a água no período 1990-2001. Entre os mais graves está o causado por um tsunami no sudeste asiático no dia 26 de dezembro de 2004. Nesse dia morreram mais de 230 mil pessoas nos 12 países afetados, a maioria da Ásia e sudeste da África. 

EUROPA Na Europa são consumidos 300 litros por habitante diariamente, duas vezes menos que nos EUA e Japão, mas 20 vezes mais que na África subsahariana. Existe um problema no sistema de distribuição, pois 40% da água transportada se perde. A costa mediterrânea na Itália, Espanha e Turquia é afetada pela extração excessiva de água para consumo humano, para o turismo e drenagem. Cerca de 18% da população vive em países com escassez de água, entre eles Espanha, Chipre, Malta e Itália. O principal desafio na região é melhorar a distribuição do recurso. 

 FONTE: http://www.ipcdigital.com/br 

 

Sabe-se que a água salgada representa cerca de 97,5% de toda a água existente na terra; apenas aproximadamente 2,5% são água doce. Desses 2,5%, menos de 1% está disponível para a humanidade, já que a maior parte de água doce encontra-se na forma de gelo, nas calotas polares.

O consumo de água aumenta com a melhoria da renda da sociedade. Um volume de 80 litros/dia é considerado suficiente para a manutenção de uma pessoa em bons níveis de saúde e higiene. Mas um cidadão norte-americano usa quantidades superiores a 500 litros/dia, sobretudo devido ao desperdício; já a população de Madagascar sobrevive com um volume per capita de 5,4 litros/dia. 

A contaminação das águas superficiais (mares, rios, lagos, represas) vem crescendo de forma assustadora, principalmente nas zonas costeiras e grandes cidades em todo o mundo. Fornecer água potável para todos é o grande desafio da humanidade para os próximos anos. A água de boa qualidade pode reduzir a taxa de mortalidade e aumentar a expectativa de vida da população. Segundo OMS quase 5 milhões de crianças de até 5 anos morrem por ano no mundo de doenças relacionadas à água contaminada. 

Sabe-se que a água salgada representa cerca de 97,5% de toda a água existente na terra; apenas aproximadamente 2,5% são água doce. Desses 2,5%, menos de 1% está disponível para a humanidade, já que a maior parte de água doce encontra-se na forma de gelo, nas calotas polares. 

Os aqüíferos são imensos reservatórios subterrâneos de água doce. Eles representam mais de 90% do total de água doce liquida existente no planeta. Daí os aqüíferos desempenharem um papel fundamental no abastecimento público e privado de água em todo o mundo, satisfazendo a necessidade de aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas. As tendências mundiais mostram um forte crescimento dessas cifras, principalmente em países de economias periféricas (dependentes da economia de países mais ricos), que encontram na água subterrânea uma alternativa de baixo custo devido a sua fácil obtenção e boa qualidade natural. 

A água subterrânea apresenta geralmente excelente qualidade, sendo própria para o consumo humano, muitas vezes mesmo sem tratamento prévio. Mas também as águas subterrâneas podem ser contaminadas por atividades humanas diversas. Os sistemas de esgotamento sanitário (fossas, sépticas, latrinas), a deposição no solo de certos resíduos de origem domestica ou industrial e o uso inadequado de fertilizantes agrícolas são exemplos de fontes de contaminação de aqüíferos, podem ser atingidos por microorganismo transmissores de doenças, excesso de compostos nitrogenados, metais pesados e outros agentes comprometedores da qualidade da água. Por isso, o estudo dos aqüíferos visando a exploração e a proteção da água subterrânea constitui um dos objetivos mais importantes da hidrogeologia. 

A maior reserva de água doce da América do Sul é o aqüífero Guarani, que ocupa cerca de 1,2 milhão de km² e estende-se pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. A maior parte desse aqüífero, ainda pouco explorado, está no Brasil, numa área de aproximadamente 840 mil km², abrangendo os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


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