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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

GREVE DOS PROFESSORES DO PARANÁ: humor crítico...

Virou piada as novas promessas que o governador Beto Richa (PSDB) fez esta semana com o objetivo de desmobilizar a greve dos professores nas universidades e escolas, funcionários de órgãos do serviço público. A paralisação da educação, comandada pela APP-Sindicato, completou hoje 19 dias.

Pois bem, os grevistas distribuem nas redes sociais um vídeo com a “repercussão internacional do movimento paredista no Paraná”. No “meme” (vídeo bem-humorado que se espalha na internet), um conferencista comenta sobre os protestos contra o governo tucano. 

No viral, o conferencista se mata de rir ao discorrer que Richa pagará os salários e férias atrasados no dia 1º de abril, Dia da Mentira, e, que, para convencer os educadores a encerrarem a greve, registrará as promessas em cartório.

FONTE: http://www.esmaelmorais.com.br/




Filoparanavai 2015

TEORIA OU PROBLEMA DO CONHECIMENTO: O questionamento acerca do que vem a ser o conhecimento...

A definição de conhecimento no Teeteto

 



O Teeteto começa ao estilo de um diálogo do primeiro período [dos diálogos platônicos]. A questão proposta é "O que é o conhecimento?", e Sócrates oferece-se para fazer de parteira de modo a permitir que o jovem e brilhante matemático Teeteto dê à luz a resposta. 

A primeira sugestão é a de que o conhecimento consiste em coisas como a geometria e a carpintaria; mas isto não serve como definição, pois a própria palavra "conhecimento" teria de ser usada se tentássemos dar definições de geometria e de carpintaria. Aquilo de que Sócrates está à procura é aquilo que é comum a todos estes tipos de conhecimento.


A segunda proposta de Teeteto é a de que o conhecimento é a percepção: conhecer algo é tomar contato com ela por meio dos sentidos. Sócrates observa que os sentidos de pessoas diferentes são diferentemente afetados: a mesma rajada de vento pode ser sentida por um pessoa como quente e por outra como fria. "É sentida como fria" significa "parece fria", de modo que apreender através dos sentidos é o mesmo que parecer. Apenas o que é verdadeiro pode ser conhecido; assim, se o conhecimento é a percepção sensorial, teremos de aceitar a doutrina de Protágoras segundo a qual aquilo que parece é verdadeiro, ou pelo menos aquilo que parece a uma pessoa específica é verdadeiro para essa pessoa.


Por detrás de Protágoras está Heráclito. Se é verdade que tudo, no mundo, está constantemente a sofrer mudanças, então as cores que vemos e as qualidades que sentimos não podem ser realidades objetivas e estáveis. Cada uma é, pelo contrário, o produto do encontro momentâneo entre um dos nossos sentidos e algum elemento transitório no fluxo universal que lhe corresponda. Quando um olho, por exemplo, entra em contato com um seu correspondente visível, começa a ver a brancura, e o objeto começa a parecer branco. A brancura propriamente dita é gerada pela relação entre estes dois progenitores, o olho e o objeto. O olho e o objeto, do mesmo modo que a brancura a que dão origem, fazem eles próprios parte do fluxo universal; não são imóveis, embora o seu movimento seja lento por comparação com a velocidade com que as impressões dos sentidos vão e vêm. A visão que o olho tem do objeto branco e a brancura do próprio objeto são dois gêmeos que nascem e morrem um com o outro. Uma descrição semelhante pode ser feita para os outros sentidos; e assim podemos ver, pelo menos no que diz respeito ao reino dos sentidos, a razão porque Protágoras dizia que aquilo que parece, é; pois a existência de uma qualidade e a sua aparição ao sentido apropriado são inseparáveis uma da outra. 


Mas a vida não é toda feita de sensações. Nós temos sonhos, nos quais aparecemos com asas e voamos; os loucos sofrem delírios, nos quais acham que são deuses. Certamente que estas são aparências que não estão de acordo com a realidade! Metade da nossa vida é passada a dormir; e talvez nunca possamos ter a certeza se estamos acordados ou a sonhar; portanto, como pode qualquer de nós dizer que aquilo que lhe parece num dado momento é verdade?


Para responder a isto, Protágoras pode apelar de novo a Heráclito. Suponhamos que Sócrates fica doente e que o vinho doce lhe sabe a amargo. Segundo a descrição dada antes, a amargura nasce de dois progenitores, o vinho e aquele que saboreia. Mas o Sócrates doente é um saboreador diferente do Sócrates saudável, e de um progenitor diferente nascerá naturalmente um filho diferente. Como cada pessoa que tem sensações está constantemente a mudar, cada sensação é uma experiência única e irrepetível. Pode não ser verdade que o vinho é amargo, mas é verdade que é amargo para Sócrates. Nenhuma outra pessoa está em condições de corrigir o Sócrates doente quanto a isto, de modo que também aqui Protágoras é corroborado: aquilo que me parece a mim, é verdadeiro para mim. Teeteto pode continuar a defender que a percepção é conhecimento.


Mas será que todo o conhecimento é percepção? Saber uma língua, por exemplo, é mais do que simplesmente ouvir os sons pronunciados, coisa que podemos fazer com uma língua que não conheçamos. É verdade, evidentemente, que muitas vezes aprendo algo - por exemplo, que o Parténon fica na Acrópole - vendo-o com os meus olhos. Mas, mesmo depois de fechar os olhos, ou de me ir embora, continuo a saber que o Parténon é na Acrópole. Portanto, a memória é um exemplo de conhecimento sem percepção. Mas talvez Teeteto ainda não tenha sido derrotado: Protágoras pode vir em seu auxílio replicando que é possível saber e não saber algo ao mesmo tempo, como quando pomos uma mão à frente de um dos olhos: tanto podemos ver como não ver a mesma coisa ao mesmo tempo.


Sócrates parece ficar reduzido a uma reação ad hominem. Como pode Protágoras ser professor e levar dinheiro por isso se ninguém está em melhor posição do que qualquer outra pessoa no que diz respeito ao conhecimento, visto que o que parece a cada homem é verdadeiro para ele? Protágoras replicaria que, ao passo que não é possível ensinar alguém de modo a que substitua os pensamentos falsos por verdadeiros, um professor pode fazer-nos substituir maus pensamentos por bons pensamentos, pois, apesar de todas as aparências serem igualmente verdadeiras, nem todas são igualmente boas. Um sofista como Protágoras pode levar um aluno a ficar em melhor estado, tal como um médico poderia curar Sócrates da doença que lhe afetava o paladar, fazendo com que o vinho lhe soubesse de novo a doce.


Em resposta a isto, Sócrates apoia-se no argumento de Demócrito para mostrar que a doutrina de Protágoras se derrota a si mesma. Parece verdade a todos os homens que alguns deles conhecem melhor do que outros diversas áreas de especialidade; nesse caso, tal deve ser verdade para todos os homens. Parece à maior parte das pessoas que a tese de Protágoras é falsa; nesse caso, a sua tese tem de ser mais falsa do que verdadeira, pois os que nela não acreditam são mais do que os que nela acreditam. A teoria de Protágoras pode parecer estar assente em alicerces sólidos quando aplicada à percepção sensorial, mas é deveras implausível se for aplicada aos diagnósticos médicos ou às previsões políticas. Cada homem pode ser a medida do que é, mas mesmo no caso das sensações ele não é a medida do que será: um médico sabe melhor do que o doente se ele terá febre e um comerciante de vinhos saberá melhor do que um consumidor se um vinho ficará doce ou seco.


Mas mesmo onde é mais forte, no domínio da sensação, a tese de Protágoras é vulnerável, argumenta Sócrates, pois depende da tese do fluxo universal, que é, ela própria, inconsistente. De acordo com os heracliteanos, tudo está constantemente a mudar, quer no que diz respeito ao movimento local (o movimento de lugar para lugar), quer no que diz respeito à alteração qualitativa (como, por exemplo, a mudança de branco para preto). Ora, se uma coisa permanecesse no mesmo sítio, poderíamos descrever o modo como mudaria qualitativamente, e, se tivéssemos uma porção de cor constante, poderíamos descrever o modo como ela se moveria de lugar para lugar. Mas se ambos os tipos de mudança tiverem lugar simultaneamente, ficamos reduzidos ao silêncio; não somos capazes de dizer que coisa está a mover-se, nem que coisa está a sofrer uma alteração. A própria percepção sensorial estará em fluxo: um episódio de visão transformar-se-á de repente num episódio de não-visão; a audição e a não-audição seguir-se-ão uma à outra incessantemente. Isto é tão diferente daquilo que tomamos como conhecimento que se o conhecimento for idêntico à percepção, será tanto conhecimento como não conhecimento.


Sócrates prepara-se então para dar a estocada final examinando os órgãos corpóreos dos sentidos: os olhos e os ouvidos, os meios por meio dos quais vemos as cores e ouvimos os sons. Aquilo que é objeto de um dos sentidos não pode ser percepcionado por outro sentido: não podemos ouvir as cores ou ver os sons. Mas, nesse caso, o pensamento de que um som e uma cor não são uma e a mesma coisa, mas duas coisas diferentes, não pode ser o produto nem da vista nem do ouvido. Teeteto tem de conceder que não há órgãos para a percepção da mesmidade e da diferença nem da unidade e da multiplicidade; é a própria alma que contempla os termos comuns que se aplicam a tudo. Mas a verdade acerca das propriedades corpóreas mais tangíveis só pode ser alcançada por meio do recurso a estes termos comuns, que pertencem não aos sentidos mas à alma. O conhecimento não reside nas impressões sensoriais, mas na reflexão que a alma faz sobre elas.


Por fim, Teeteto abandona a tese de que o conhecimento é a percepção; propõe que, em vez disso, consiste nos juízos da alma que reflete. Sócrates aprova esta mudança de rumo. Quando a alma pensa, diz ele, é como se estivesse a falar para si própria, fazendo perguntas e respondendo-lhes, dizendo sim e não. Quando conclui a sua discussão interna consigo própria e produz silenciosamente uma resposta, isso é um juízo.


O conhecimento não pode ser identificado sem mais nem menos com a capacidade de produzir juízos, pois tanto há juízos falsos como verdadeiros. Não é fácil explicar o que é o juízo falso: como posso eu produzir o juízo de que A = B se não souber o que é A nem o que é B? Mas, nesse caso, como é possível que me engane no juízo que fiz? A possibilidade dos juízos falsos parece ameaçar-nos com a necessidade de admitirmos que alguém pode saber e não saber a mesma coisa ao mesmo tempo.


Suponhamos, sugere agora Sócrates, que a alma é uma tábua de cera. Quando queremos memorizar qualquer coisa, inscrevemos uma impressão ou uma ideia nesta tábua; e, enquanto a inscrição se mantiver, nós lembramo-nos. Os juízos falsos podem originar-se do seguinte modo: Sócrates conhece Teeteto e o seu professor Teodoro e tem imagens de cada um deles inscritas na sua memória; mas, vendo Teeteto ao longe, identifica-o erradamente não com a sua imagem, mas com a de Teodoro. Quanto mais indistintas se tornam as imagens na cera, mais se torna possível que tais erros sejam cometidos. Os juízos falsos têm origem, portanto, numa discrepância entre a percepção e o pensamento.


Mas não há casos em que fazemos juízos falsos quando não está em causa qualquer percepção? Um exemplo é quando cometemos um erro ao fazer uma soma aritmética. De modo a dar conta destes casos, Sócrates diz que é possível possuir conhecimento sem o ter na alma numa ocasião específica, tal como se pode possuir um casaco e não o vestir. Tomemos a alma, agora, não como uma tábua de cera, mas como um aviário. Nascemos com uma alma que é um aviário vazio; à medida que aprendemos coisas novas, adquirimos novos pássaros, e saber algo é possuir o pássaro correspondente na nossa coleção. Mas, se quisermos usar algum conhecimento, temos de apanhar o pássaro apropriado e segurá-lo na nossa mão antes de o libertar de novo. Assim se explicam os erros aritméticos: alguém que não saiba aritmética não tem quaisquer pássaros relativos aos números no seu aviário; uma pessoa que julgue que 7 + 5 = 11 tem todos os pássaros apropriados esvoaçando à sua volta, mas em vez de apanhar o décimo segundo apanha o décimo primeiro.


Quer estes símiles sejam suficientes para clarificar a natureza dos juízos falsos quer não, há uma dificuldade, aponta Sócrates, na tese de que o conhecimento é o juízo verdadeiro. Se um júri for persuadido por um causídico inteligente a produzir um certo veredicto, então, mesmo que o veredicto esteja de acordo com os fatos, os jurados não possuem o conhecimento que uma testemunha ocular possuiria. Teeteto modifica então a sua definição de modo a que o conhecimento seja um juízo ou crença que seja não apenas verdadeiro mas também articulado.


Sócrates explora então três maneiras diferentes segundo as quais se poderia dizer que uma crença poderia ser articulada. A mais óbvia de todas é quando alguém tem uma crença que é capaz de exprimir por meio de palavras; mas toda a gente que tenha uma crença verdadeira e que não seja surdo ou mudo é capaz de fazer isto, de modo que este dificilmente contaria como um critério para distinguir entre a crença verdadeira e o conhecimento.


A segunda maneira é a que Sócrates leva mais a sério: ter uma crença articulada acerca de um objeto é ser capaz de proporcionar uma análise dela. O conhecimento de algo é adquirido ao reduzi-lo aos seus elementos. Mas, nesse caso, não pode haver conhecimento dos elementos básicos, que não são analisáveis. Os elementos que formam as substâncias do mundo são como as letras que formam as palavras de uma língua; e analisar uma substância pode ser comparado a soletrar uma palavra. Mas, ao passo que se pode soletrar "Sócrates", não se pode soletrar a letra "S". Assim como uma letra não pode ser soletrada, também os elementos básicos do mundo não podem ser analisados e, portanto, não podem ser conhecidos. Mas, se os elementos não podem ser conhecidos, como podem os complexos formados por eles ser conhecidos? Além disso, apesar de o conhecimento dos elementos ser necessário ao conhecimento dos complexos, não é suficiente; uma criança pode saber todas as letras e, mesmo assim, não ser capaz de soletrar proficientemente.


Segundo a terceira interpretação, uma pessoa tem uma crença articulada acerca de um objeto se for capaz de produzir uma descrição que só se aplique a esse objeto. Assim, podemos descrever o Sol como o mais brilhante dos corpos celestes. Mas, deste ponto de vista, como pode alguém ter qualquer ideia que seja acerca do que quer que seja sem ter uma crença articulada acerca disso? Eu não posso estar realmente a pensar em Teeteto se tudo o que eu for capaz de incluir na descrição forem coisas que ele tem em comum com as outras pessoas, como ter nariz, olhos e boca.


Sócrates conclui, um pouco precipitadamente, que a terceira definição que Teeteto faz de conhecimento não é melhor do que as duas anteriores. O diálogo termina numa atmosfera de perplexidade, como os diálogos socráticos do primeiro período. Mas, de fato, chegou bastante longe. A explicação que dá da percepção sensorial, modificada depois por Aristóteles, viria a ser moeda corrente até ao fim da Idade Média. A definição de conhecimento como crença verdadeira articulada, interpretada como significando crença verdadeira justificada, foi ainda aceite por muitos filósofos do nosso século. Mas aquilo que Platão provavelmente via como o maior feito do Teeteto foi a cura que proporcionou para o ceticismo de Heráclito, ao mostrar que a doutrina do fluxo universal se derrotava a si mesma. 

Retirado de História Concisa da Filosofia Ocidental, de Anthony Kenny. Trad. Desidério Murcho, Fernando Martinho, Maria José Figueiredo, Pedro Santos e Rui Cabral (Temas e Debates, 1999). [fonte:http://criticanarede.com/]

Filoparanavai 2015

FILOSOFIA POLÍTICA: O neoliberalismo e o Estado mínimo... MÍNIMO para quem???




Lendo um artigo por esses dias sobre o Estado mínimo neoliberal acabei por relacionar as linhas gerais dessas teorias liberais clássicas e contemporâneas ao que acontece no Estado do Paraná, que aos poucos vai fazendo a experiência de desmonte social do Estado, como já ocorreu em São Paulo e Minas Gerais, por onde passaram ou ainda estão governos neoliberais - ligado ao PSDB - Partido da social Democracia Brasileira. Selecionei a seguinte passagem desse artigo: 

Não é apenas o Estado no modelo Keynisiano que é intervencionista, "um Estado intervencionista aos moldes dos ditames neoliberais com a portentosa missão de reanimar a economia de mercado, em qualquer das hipóteses, não se tem o Estado mínimo que a propaganda neoliberal de tanto se vale para impingir uma virulenta política anti-social, considerada tão vital para a recuperação da economia capitalista." 

"O objetivo de resgatar a dinâmica da economia de mercado requer um Estado extremamente forte, ainda que suas ações causem a impressão de que ele está se retirando da cena. [...], a consecução desse objetivo passa pela realização das seguintes metas:conter a inflação, elevar os lucros, gerar desemprego e acentuar as desigualdades. As tarefas compreendidas por essas metas são exemplares da amplitude da ação do Estado: desregulamentação da economia; articulação de compromissos perante organismos financeiros internacionais destinados a garantir a estabilidade monetária e o pagamento da dívida externa; gestão do conflito entre as frações capitalistas envolvidas no processo de abertura da economia."[Disponível em PDF: http://www.pucsp.br/]

Ora, podemos concluir que, o Estado mínimo não é sinônimo de Estado fraco, o Estado mínimo é mínimo apenas para o social, pois para o econômico ele é extremamente forte. 

A seguir, apresento uma análise de conjuntura muito bem elaborada pela "Carta Capital" e que nos dá uma clara compreensão de como esse processo está sendo implementado no Estado do Paraná nesse momento. Há uma mistura de má gestão do dinheiro público no âmbito do Estado, mas as ações para corrigir os erros de gestão recorrem às teorias liberais contemporâneas sem a menor das dúvidas.  

Quem paga o preço é a população, exatamente aquela que mais precisa do Estado. Os serviços públicos essenciais como educação, saúde e segurança, são precarizados, sucateados, para posteriormente passarem para a dinâmica das terceirizações ou privatizações.


Paraná

Beto Richa, administrador da própria ruína


Reeleito, 
o governador tucano não tem dinheiro para pagar o funcionalismo 
Eleito pela primeira vez em 2010 e inspirado no correligionário mineiro Aécio Neves, o tucano Beto Richa prometeu um “choque de gestão” no Paraná. Reeleito em 2014 no primeiro turno com 55% dos votos, avistou dias de glória. “O melhor está por vir”, discursou. “Agora as finanças estão em dia e a máquina azeitada.” Richa era então saudado como uma promessa do PSDB, quadro jovem capaz de projetar uma liderança nacional em um partido e uma oposição carentes de faces e ideias novas.

Raramente na política uma promessa envelheceu tão rápido. Transcorridos menos de dois meses de seu segundo mandato, Richa tornou-se o administrador de uma ruína produzida por ele mesmo. A penitência do “choque de gestão” não conduziu os paranaenses ao paraíso. Ao contrário. Falta dinheiro para pagar os servidores e consertar as viaturas policiais. Os professores comandaram um movimento raro nos dias atuais que obrigou o governo a recuar de um pacotaço que limitava direitos trabalhistas e avançava sobre a aposentadoria dos funcionários, apesar da ampla base na Assembleia Legislativa. “O Richa mentiu para o povo”, afirma a servidora aposentada Maria do Rosário.

Os sinais claros da falência surgiram ainda no ano passado, quando policiais militares foram vistos nas ruas de Curitiba a empurrar viaturas sem combustível. Oficiais formados pela Academia da PM do Guatupê não receberam os soldos compatíveis à função e até a ração dos cães da corporação chegou a ser racionada. Em março, a então secretária da Fazenda, Jozélia Nogueira, deixou o cargo após revelar uma dívida de 1,1 bilhão de reais com fornecedores. Por causa da corrida eleitoral, o assunto acabou abafado, a exemplo da gravidade da falta de água em São Paulo, outro reduto dos tucanos.

O rombo paranaense não se explica pela falta de dinheiro, apesar de o governo estadual reclamar do “descaso” de Brasília. Durante os quatro anos de seu primeiro mandato, Richa viu as receitas correntes crescerem quase 60%, de 24,2 bilhões para 38,6 bilhões de reais. Mesmo com o aumento da arrecadação, o estado passou longe de equilibrar as contas e encerrou o ano passado com um déficit de 4,6 bilhões.
Mal as urnas confirmaram a reeleição, Richa contrariou as promessas de campanha e encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de aumento de impostos. O ICMS, cobrado do comércio e serviços, passaria de 12% para 18%. O IPVA, sobre veículos, teria um reajuste de 40%. O paranaense também importou Mauro Ricardo Costa da prefeitura de Salvador e o nomeou secretário da Fazenda. Costa, famoso por ser linha-dura no controle dos gastos, é ligado ao senador paulista José Serra. Em sua primeira entrevista, o novo secretário justificou a penúria e tratou de derrubar a propaganda do choque de gestão: “O governo gastou mais do que devia”.

No início de fevereiro, o governador enviou à Assembleia, onde controla uma folgada maioria de 37 dos 54 deputados, um novo pacote de ajustes. O programa de austeridade incluía o corte de benefícios dos servidores públicos e uma drástica redução (2,5 mil turmas) de ofertas de vagas no ensino, com o fechamento de cursos noturnos direcionados a comunidades carentes.

O caos é generalizado. Policiais civis e militares, bombeiros entre eles, que trabalham na Operação Verão no litoral paranaense estão sem receber as diárias e ameaçados de despejo. A manutenção de dezenas de viaturas da Polícia Militar foi transferida a oficinas mecânicas no interior, pois o serviço na capital acabou interrompido por falta de pagamento. Em novembro, o governo já havia informado os funcionários públicos que a bonificação de férias seria paga em três parcelas. Em janeiro, mudou de ideia, para pior: por falta de dinheiro, as parcelas não seriam pagas. Há riscos de atraso nos salários de fevereiro. “Nada está garantido. Estamos juntando dinheiro para poder pagar”, afirmou Costa.

Diante da penúria, o governo lançou a mais polêmica proposta do pacotão: a retirada de 8 bilhões de reais do Fundo Previdenciário Estadual para o pagamento dos salários dos servidores na ativa. Segundo Renato Follador, ex-secretário de Previdência e idealizador do fundo, trata-se de um enorme equívoco que poderá comprometer o futuro do Paraná. “Tenho pena do próximo governador, pois essa medida vai desestabilizar totalmente as finanças.” Os 8 bilhões seriam consumidos em dois anos e oito meses, antes do fim do segundo mandato do tucano. “Se hoje não há recursos para pagar a folha, imagine daqui a três anos, quando houver mais 20 mil beneficiários?”, pergunta.

O confisco na aposentadoria mobilizou os servidores. Diante da iminente aprovação das medidas, professores em greve acampados na entrada da Assembleia invadiram o plenário às vésperas do Carnaval e acuaram os parlamentares. Na última tentativa de votar a proposta, deputados da situação chegaram ao Legislativo em um Caveirão da PM e protegidos por forte escolta sob o comando do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini.

Atônito, Richa se recolheu. Enquanto os grevistas ocupavam as galerias da Assembleia, o tucano trocou o Palácio Iguaçu, sede do governo, pelo Chapéu Pensador, uma ampla área de propriedade da Copel, estatal de energia, cercada de muito verde e seguranças. Ao tomar pé da situação e perceber a absoluta falta de clima político, mandou retirar a emenda para reexame.

A assessoria de imprensa de Richa atribui as dificuldades de caixa à falta de colaboração do governo federal, que teria “perseguido o estado nos últimos quatros anos”. Segundo a mesma mensagem, as medidas propostas são “responsáveis” e visam “enfrentar uma situação que não foi criada pela administração paranaense”. No fim, faz novas promessas: “Vamos iniciar o segundo semestre em um novo patamar para fazer uma gestão que irá orgulhar os paranaenses”. Por ora, os cidadãos do Paraná só sentem vergonha.

Reportagem publicada originalmente na edição 838 de CartaCapital, com o título Administrador da própria ruína [texto original: http://www.cartacapital.com.br/]


filoparanavai 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AO VIVO AGORA, MARCHA DOS 50 MIL EM CURITIBA




Educadores em greve há 17 dias realizaram na manhã de hoje, em Curitiba, uma grande marcha contra o governador Beto Richa (PSDB). Os manifestantes, empunhando a bandeira da qualidade de ensino, rumaram das praças centrais ao Palácio Iguaçu, Centro Cívico, onde ficam os três poderes.

 
Segundo a APP-Sindicato, que representa os trabalhadores da educação, a paralisação não é apenas por salários, mas por condições dignas de trabalho nas 2,1 mil escolas do estado que não têm, ainda, condições de abrirem as portas. Faltam funcionários, professores e recursos para o custeio (fundo rotativo).

Outras categorias do serviço público em greve — como servidores das universidades, Detran, Justiça, Saúde, Agricultura, etc. —  engrossam a marcha de hoje  contra o governo tucano. A luta dos grevistas também é pelo futuro, ou seja, de repúdio ao confisco do fundo previdenciário de R$ 8 bilhões que pertence aos 200 mil funcionários públicos paranaenses.

Acompanhe tudo ao vivo, sem edição e Photoshop, pelo Blog do Esmael/TV 15. As imagens serão geradas desde a Praça Santos Andrade (UFPR) com cobertura do ato político em frente à Assembleia Legislativa e Palácio Iguaçu.

AO VIVO PELO BLOG DO ESMAEL

AO VIVO DÊ CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ASSISTIR NO LIVESTREAM:


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CORRUPÇÃO NO BRASIL...

APENAS OS POLÍTICOS SÃO CORRUPTOS? Será? Trilhões são sonegados pela elite brasileira. Jornalista explica o problema da corrupção no Brasil 
 Jornalista Bob Fernandes explica como são sonegados bilhões em 2014


Jornalista Ricarco BOECHAT faz uma ótima análise de conjuntura e diz que processo de impeachment é ridículo tanto quanto quem defende o "impitiman"   


#‎MidiaProtegeTucanos‬ ‪#‎devolvegilmar‬ ‪#‎forabolsonaro‬ ‪#‎ParabensDilma‬ ‪#‎ParabensCoracaoValente‬ ‪#‎ParabensLula‬ ‪#‎globomente‬ ‪#‎ImpitimanEmeuZovo‬ ‪#‎ImpitimanEmeuZovario‬




Filoparanavai 2015

MARCHA DOS 50 MIL NESSA QUARTA EM CURITIBA...

PÁGINA 
COBERTURA GREVE GERAL PARANÁ



A APP-Sindicato, que congrega professores e funcionários de escolas do Paraná, anunciou que levará sozinha às ruas, nesta quarta (25), 30 mil pessoas em protesto contra o governo de Beto Richa (PSDB). Outras categorias do serviço público também em greve no estado, como servidores, alunos e docentes das universidades, bem como trabalhadores das secretarias de agricultura, saúde, servidores da Justiça e do Tribunal Faz de Contas, etc., deverão colocar mais vinte mil na marcha de amanhã rumo ao Palácio Iguaçu.
 
Paralelo ao movimento das praças e ruas, o governo tucano convocou o time da propaganda visando criminalizar os funcionários públicos. Marqueteiros pagos a peso de ouro se debruçam desde o último domingo (22) sobre uma estratégica de enfrentamento com grevistas na mídia. É a batalha da comunicação, que até agora Richa perdeu de goleada na opinião pública. A ideia de Richa, que já tentou carimbar professoras de “baderneiras”, seria vender a tese de que está cortando “privilégios” dos educadores, por isso a grita corporativista. 

Em outro front da batalha da comunicação, o Palácio Iguaçu espalha que já teria chegado a um “acordo secreto” com a direção da APP-Sindicato, que, após a marcha dos 50 mil até o Centro Cívico, anunciaria acordo com o governo e, concomitantemente, o fim da greve que completará amanhã 17 dias.

Segundo um palaciano, o governo assumiria o compromisso de não reencaminhar o ‘pacote de maldades’ de uma só vez à Assembleia Legislativa. Seria enviado pelo método “Jack Estripador”, em partes, sem transformar o plenário em comissão geral (tratoraço). Entretanto, a alma dos projetos continuaria sendo a mesma que provocou a ocupação da Assembleia duas vezes: a retirada de conquistas e o confisco de R$ 8 bilhões da poupança previdenciária dos servidores públicos.

O objetivo em prolongar o debate acerca da Previdência, ainda segundo o palaciano, seria tirar dos ombros da APP-Sindicato o peso da responsabilidade pela manutenção da greve por uma bandeira (aposentadorias e pensões) que diz respeito a todo o funcionalismo. Ou seja, a pauta seria submetida ao Fórum de Entidades Sindicais (FES), que congrega 17 sindicatos. Dessa forma, caso os educadores tirassem o corpo fora da questão previdenciária, calcula o Palácio Iguaçu, dividiria o movimento paredista que abala o governo Beto Richa.

“Não é verdade”, desmentiu o professor Celso Santos, diretor de secretarias municipais da APP-Sindicato. Ele ironizou a contrapropaganda governista: “Será que eles têm bola de cristal?”, questionou, ao confirmar que uma terceira reunião está agendada para amanhã, a partir das 10 horas, no Palácio Iguaçu.

Fonte: http://www.esmaelmorais.com.br/

Filoparanavai 2015

A BURGUESIA FEDE HOJE MAIS DO QUE QUANDO CAZUZA CANTOU..."Vamos acabar com a burguesia Vamos dinamitar a burguesia Vamos pôr a burguesia na cadeia Numa fazenda de trabalhos forçados Eu sou burguês, mas eu sou artista Estou do lado do povo, do povo..."





QUEM ACREDITA NA BURGUESIA... ???
 
Existem ainda pessoas ingênuas acreditando que, respeitadas as regras da democracia burguesa, tudo correrá normalmente vença quem vencer uma disputa eleitoral. Estes não perceberam que o compromisso da burguesia com a democracia é zero.

AOS ABESTALHADOS COXINHAS QUE DIZEM QUE O GOVERNO DÁ "LUZ PARA TODOS", "BOLSA FAMÍLIA" PARA OS POBRES; PROUNI PARA ESTUDANTES, ETC. COM O DINHEIRO ALHEIO - NÃO SABEM NADA E NÃO PASSAM DE UMAS BESTAS MESMO. Todo brasileiro paga imposto, quem paga imposto é o trabalhador, o povo. Os mais ricos sempre dão um jeito de sonegar, sonegam trilhões e são os maiores corruptos do país. O governo apenas redistribui para quem necessita. Um pobre que recebe bolsa família, por exemplo, não está recebendo favor algum do Estado. Apenas, em um momento difícil de sua vida, está recebendo o auxílio que o Estado democrático e justo tem a obrigação de fazê-lo. 

Cazuza era burguês, abominava a burguesia, pois ele sabia que a burguesia odeia a democracia, odeia o povo...

Os defensores de um impeachment de Dilma nos dias de hoje não passam de uns "anencéfalos políticos" que vivem defendendo os interesses da burguesia financeira brasileira, os políticos perto dessa elite são um nada em termos de corrupção. Sonegam trilhões, dinheiro roubado dos cofres públicos. Protegidos por grandes instituições bancárias e pela justiça brasileira: [entenda-o-caso-dos-vazamentos-do-hsbc-DÊ CLIQUE AQUI]

 

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer compras

Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal

A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos

Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Pra rua, pra rua

Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo

A burguesia fede - fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

VÍDEOS EXPLICAM GREVE GERAL NO PARANÁ...


ASSISTA AO VIVO, DÊ CLIQUE NO PLAY

Falta dinheiro para tudo, menos para aumentar o salário dos comissionados e conceder benefícios imorais a conselheiros, procuradores e auditores do Tribunal Faz de Conta do Estado (TCE). As universidades estaduais sofrem com retenção das verbas de custeio. A Universidade Estadual de Londrina, segundo reportagem do Jornal de Londrina de hoje, vive a maior crise de sua História e não possui recursos para custear as contas mais básicas, como água, luz, insumos para laboratório, materiais de higiene e limpeza.Devido a crise no custeio, aos calotes que o governo já aplicou no terço de férias, e ao ‘pacote de maldades’ que Beto Richa tentou aprovar no tratoraço, os técnicos administrativos e professores das universidades estaduais estão em greve. As adesões começaram no dia 9 e foram crescendo no decorrer da semana passada. Não há previsão para início das aulas nas universidades. Os servidores do Detran-PR também engrossaram o movimento grevista estadual retomando uma paralisação que havia sido suspensa no final de 2014. Parados desde quarta-feira (18) eles também protestam contra o calote e o “pacotaço”, além de reivindicar melhores condições de trabalho, carreira própria e mais servidores para a autarquia. Além desses, também estão em greve servidores estaduais da saúde e, é claro, da educação. Com isso os hospitais estaduais operam de maneira ainda mais precária que de costume, e como todos sabem, o ano letivo de 2015 ainda não começou na rede pública estadual de ensino. 
[INFORMAÇÕES DO BLOG DO ESMAEL: http://www.esmaelmorais.com.br/


 

A greve geral que além da educação pública básica e superior, abrange também saúde, segurança e outros serviços públicos no Paraná, adentrou sua segunda semana e já vai para a terceira sem que o governo apresente propostas concretas para por fim aos impasses criados a partir da decisão de "otimização", "austeridade", desmonte do Estado, para resolver os problemas criados nos últimos anos quanto aos cofres públicos que andam no vermelho.

Nos vídeos abaixo, podemos ter uma compreensão melhor daquilo que vem ocorrendo no Estado do Paraná, unidade da federação governada por um tucano neoliberal.  Estado Mínimo e terceirizações ou privatizações dos serviços públicos. Quem precisa de Estado é o povo... Quem paga impostos é o povo... portanto, a população precisa barrar esses projetos de neoliberalização que assombram a vida dos paranaenses.  

VÍDEOS HISTÓRICOS: OCUPAÇÃO PACÍFICA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA NO DIA 10/02, POR MANIFESTANTES, APÓS DEPUTADOS GOVERNISTAS APROVAREM "COMISSÃO GERAL" QUE É UM "CABRESTO" DO GOVERNO PARA OBRIGAR DEPUTADOS VOTAREM MATÉRIAS DE SEU INTERESSE SEM DISCUTIR E DE FORMA RÁPIDA... 
 
OUTRO VÍDEO QUE MOSTRA A OCUPAÇÃO EXTERNA E INTERNA DA ASSEMBLEIA 

  ENTENDA OS MOTIVOS DA GREVE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO ESTADO DO PARANÁ
OPOSIÇÃO FALA EM APRESENTAR CPI PARA INVESTIGAR GOVERNO RICHA - PSDB - DO PARANÁ

 

Senadora Gleisi critica pacote fiscal do Paraná e defende Servidores do Estado




filoparanavai 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

PARANÁ EM "PESADELO"...

Se o Aécio Neverporto fosse eleito … 
já imaginou ?


Vendo a campanha suja contra o governo de Dilma que os adeptos de Aécio Neves, fazem dia e noite nas redes sociais e na mídia oficial, ainda inconformados com a vitória do PT, cheguei a dizer dias atrás - para um aluno - que eu pagaria para que os “idiotas políticos” que ficam reproduzindo essa campanha por meio de compartilhamentos, vivessem sob um governo de Aécio Never e do PSDB para entenderem um pouquinho só de política que seja, já que não aprendem pelos livros e análise crítica da realidade que ao menos aprendessem vivenciando na pele.

Infelizmente, no Paraná, eu não preciso pagar, pois estou vendo de graça. 


É no governo Tucano de Richa, aquele mesmo que Aécio dizia ser “modelo de gestão” a ser seguido. Apenas para lembrar, ainda em maio de 2014, reforçando uma crítica ao elogio de Aécio, o blogueiro Esmael Moraes escrevia: 

“O diabo é que o “choque de gestão” de Richa literalmente quebrou o Paraná, fato este que já é de conhecimento de todo o país. Além de calotes em fornecedores, a gestão tucana deixa viaturas das polícias sem combustível e até os cães a serviço da PM passam fome por falta de ração. A cada fim de mês, Richa rebola para pagar a folha do funcionalismo inchada pelo excesso de comissionados.” [LEIA MAIS DANDO CLIQUE AQUI

Mas, porque comparar Aécio e Richa? 

Se ainda quisermos mais motivos basta lembrar que são do mesmo partido e seguem a mesma ideologia neoliberal. Disso, ou seja, sobre o neoliberalismo tratarei mais adiante no texto. Antes, quero lembrar que Aécio derrotou Dilma por mais de 1,3 milhão de votos no Paraná. O tucano obteve 60, 98% dos votos válidos no estado, contra 39,02 da atual presidente. Vale lembrar ainda que Aécio já havia vencido no primeiro turno também, com 49,79%

Já Beto Richa, atual governador e candidato à reeleição no Paraná em 2014, foi reeleito para o cargo, com 55,67% dos votos ainda no primeiro turno, ficando seu oponente Roberto Requião (PMDB) em segundo lugar, com 27,56%, percentual insuficiente para levar a eleição ao segundo turno. 

Essa pergunta é que nunca quer calar, POR QUAIS MOTIVOS O PARANÁ ELEGEU RICHA NO PRIMEIRO TURNO? Se já era sabedor de que o governo que concorria à reeleição já havia quebrado o Estado?

O mais intrigante de tudo isso é que muito professores e outros componentes do quadro do funcionalismo público do Paraná que hoje saem às ruas ajudaram eleger Richa e quase ainda deram Aécio de presente para o Brasil. Dois presentes de grego, só se for... Será mesmo que aprenderão alguma coisa com toda esse mobilização política de enfrentamento ao desmonte do estado que ocorre hoje no Paraná? E o que falar dos deputados/as em sua maioria inimigos do povo e subservientes aos interesses do governo do Palácio Iguaçu? Serão lembrados na hora dos próximos votos?

Não é difícil entender, Richa manteve em seu primeiro governo aquilo que mantém no atual, um Legislativo completamente dominado com uma oposição em termos de números extremamente inexpressiva. O apoio é dado em troca de benesses às cidades concedidas pelo governo executivo e que reforça as imagens dos deputados/as em suas bases eleitorais visando as próximas eleições. Até mesmo o PMDB de Requião oferece ao governo seu Líder na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, responsável por impor aos deputados/as as vontades do chefe do Palácio Iguaçu. Responsabilidade essa exercida por ele na votação do requerimento de Comissão Geral para aprovação de “pacotaço de maldades” contra o funcionalismo e a população paranaense. O requerimento foi aprovado no dia 10 de fevereiro de 2015, por 34 votos a favor e 19 contra, sendo nesse momento a Assembleia completamente ocupada por manifestantes que se encontravam na praça forçando a suspensão da sessão. [LEIA MAIS AQUI]



Ora, para compreendermos porque os paranaenses votaram em sua maioria no governo Richa e em seu padrinho Aecio QUASE QUE DE FORMA CEGA - politicamente dizendo, além dessa maioria que tem no legislativo, parece que há uma certa cooptação também do Judiciário que estranhamente dá respostas muito rápidas quando se tratam de matérias do governo naquele poder. As muitas benesses do atual governo do Paraná aos funcionários daquele poder talvez explique isso, especialmente o auxílio-moradia de R$ 4 mil a juízes. [LEIA MAIS AQUI][ENTENDA MAIS AQUI]

Portanto, não bastando essa “harmonia” entre os três poderes para compreendermos essa blindagem do governo Richa, há que se atentar para o fator mídia. A primeira responsabilidade da imprensa deveria ser a precisão e a verdade. No Paraná a mídia nem sempre trabalha com a precisão e a verdade a exemplo da mídia no restante do país. Há seis famílias que controlam 70% da imprensa no Brasil, mas o problema é o mesmo no Paraná. O governo investe muito dinheiro em publicidade sendo responsável por uma enorme fatia do lucro dessas empresas. No momento em que vivemos essa crise financeira no Paraná o governo investe pesado em publicidade a toda meia hora em horário nobre da Rede RPC-TV do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), que controla TVs, Rádios, Jornais e Revistas – um absurdo essa concentração - para justificar as ações do governo e investe pesado na inserção de propagandas de suas secretarias, como por exemplo, da segurança – ainda que informações politicamente corretas, não são verdadeiras para quem vive na realidade nua e crua do cotidiano paranaense.

Quem vai pagar?

Em 2013 o Paraná já havia estourado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ultrapassou o limite prudencial, 46,55% da RCL e já sofria algumas sanções. [LEIA MAIS AQUI]

ENTENDA O QUE ACONTECE COM O ESTADO QUE ESTOURA O LIMITE DA LRF: Os estados que ultrapassam o limite prudencial sofrem restrições à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e ficam proibidos de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo, além das sanções anteriores, fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntárias.

A GRANDE ACUSAÇÃO DO GOVERNO LOCAL É DE QUE O FEDERAL NÃO LHE REPASSA O DINHEIRO DE DIREITO. ACONTECE QUE, TEORICAMENTE PELO MENOS ATÉ ONDE SEI,  O GOVERNO FEDERAL ESTÁ IMPEDIDO DE REPASSAR ESSAS VERBAS A NÃO SER POR MEIO DE DECISÃO JUDICIAL.

Nos últimos quatro anos, podemos dizer sem medo algum que a maior parte das obras que temos no Estado do Paraná é do governo Federal [http://www.pac.gov.br/]. O governo Federal por meio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento investe pesado em todo o Paraná e, na hora das inaugurações das obras há muita briga entre os representantes do governo Federal e o governo do Estado na disputa pelos holofotes e pela paternidade das mesmas. 

Em Paranavaí, cidade do interior do Paraná, onde resido, chegou asfalto e galerias de captação de águas das chuvas em todos os bairros periféricos, temos hoje 81,85% de rede coletora de esgoto, sendo que 100% do esgoto coletado recebe tratamento; centro tecnológico de educação; UBS; supercreches; centros de eventos desportivos para juventude; moradias minha casa minha vida em grande número. [Basta conferir as notícias do site da prefeitura e verão que as obras que aqui chegam e beneficiam toda a população vem dos PACs LEIA MAIS AQUI

Feito essas considerações é bom lembrar ainda que em meio a tensão que vivemos no Paraná nesse momento, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa começou a coletar assinaturas visando criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o sumiço de entre R$ 50 bilhões e R$ 70 bilhões dos cofres públicos. Na prática, a CPI quer fazer apenas uma pergunta ao governador Beto Richa (PSDB): "cadê o dinheiro?". [LEIA MAIS AQUI]

A mídia esconde desde 2012 que a União não repassa dinheiro ao estado do Paraná por conta do estouro do limite da LRF. A mídia não explica isso. Mesmo assim, o Paraná está entre os seis estados da federação que mais arrecada, porém, também entre os que mais gastam sem saber publicamente onde. A arrecadação se deve a um aumento abusivo das taxas de energia elétrica, água, pedágio – o mais caro do Brasil; dentre outros serviços. [DE TRATORAÇO EM TRATORAÇO GOVERNO DO PARANÁ PRECARIZA A VIDA DOS PARANAENSES: Aumenta de 12% para 18% ou 25% a alíquota do ICMS sobre até 95 mil itens de consumo popular; em 40% a alíquota do IPVA; e em um ponto porcentual a do ICMS do álcool e da gasolina. LEIA MAIS AQUI]

A EDUCAÇÃO EM "XEQUE-MATE" NO PARANÁ: Em 2015, ainda em janeiro, o governo Richa iniciou um desmonte das escolas públicas do Paraná. Um pesadelo que pegou todos os educadores de surpresa. 

A otimização incluía revisão do porte das escolas, fechamento de turmas, fechamento de prédios de escolas, fechamento de cursos, despensa de funcionários excedentes, redução dos contratos de novos professores com o retorno de profissionais em desvio de função em órgãos administrativos do governo. Além de calote em terço de férias e não pagamento de rescisão de contratos temporários, o governo anunciava o fim do plano de carreira do funcionalismo público do Paraná atingindo de cheio os professores e funcionários de escolas; além de pretender ainda meter a mão em bilhões de reais para certamente gastar a seu bel prazer: “O governador quer meter a mão nos R$ 8 bilhões que pertencem aos 200 mil funcionários do estado.” [LEIA MAIS AQUI

Educadores unidos aos funcionários de outras áreas do serviço público impediram a consecução desse objetivo do governo Richa pelo menos por esse momento. [LEIA MAIS AQUI]

No dia 10 de fevereiro de 2015, um dia histórico para a luta dos servidores públicos do Paraná, depois de dias em vigília acampados na praça do poder Legislativo do Estado, na capital Curitiba, após vitória do governo na primeira votação, 50 mil pessoas forçaram as grades do prédio e fizeram a apelidada "tomada da bastilha", ou seja, ocupação total dos prédios da Assembleia, fazendo com que a sessão fosse suspensa. 



ASSISTA O MOMENTO DA OCUPAÇÃO DA ASSEMBLEIA DANDO CLIQUE AQUI


O atual governo do Paraná, orientado pela ideologia neoliberal tucana do PSDB, terá quatro anos para fazer caixa e sair da crise financeira na qual jogou o Estado. O funcionalismo será penalizado assim como o povo paranaense como já vimos acima; mas nossas empresas de água e energia elétrica também serão penalizadas por meio de privatizações fatiadas. Nada escapará dessa sanha privatista tucana. [até nossas florestas já estiveram na mira de fogo dos tucanos: LEIA MAIS AQUI]

SANEPAR PRIVATIZADA ÁGUA MAIS CARA, LUCRO NO BOLSO DOS GRINGOS: “É chover no molhado recordar, mas este blog denunciou no ano passado que a venda das ações da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), liderada pelo governador Beto Richa (PSDB), resultaria em novo aumento na tarifa de água e esgoto. O dinheiro, por óbvio, será embolsado pelos sócios privados. A companhia agora fala em reajuste de 8,17%, que ainda depende de homologação do Instituto das Águas do Paraná — órgão comandado por Márcio Nunes. Pelo histórico, o consórcio francês Dominó não terá nenhuma dificuldade em aprovar mais essa tungada nos consumidores paranaenses. Com esse aumentão previsto para os próximos dias, a tarifa terá acumulado reajuste de quase 50% durante o governo Richa. Ou seja, nunca a água foi tão cara no Paraná. Nem no deserto do Saara o precioso líquido custa tão caro como aqui nestas plagas. [LEIA MAIS AQUI]

O QUE É O NEOLIBERALISMO? 
Em linhas gerais, defende a não intervenção do Estado na economia do país e o incentivo do setor para as empresas privadas, adotando medidas de livre comércio e privatizações de determinados setores públicos.

QUANDO SURGIRAM AS TEORIAS DO NEOLIBERALISMO E SUA APLICAÇÃO? 
É a partir da crise do modelo econômico do pós-guerra, em 1974, quando a economia mundial foi jogada numa recessão, que as idéias neoliberais passaram a ter espaço. O receituário liberal era duro: a manutenção do Estado forte na capacidade de romper com o poder dos sindicatos e no controle do dinheiro, mas parco em todos os gastos sociais e nas intervenções econômicas. Em sua aplicação prática, a construção da hegemonia neoliberal iniciou-se ao final dos anos 70, quando foi eleita Margaret Tatcher em 1979 na Inglaterra e Ronald Reagan em 1981 nos EUA. É pertinente salientar a capacidade d a ideologia neoliberal tornar-se hegemônica para boa parte dos países que anteriormente tinham como paradigma o Estado de Bem-Estar Social. Uma das razões para a constituição de sua hegemonia pode ser explicada através da desregulamentação financeira. Fruto do processo de mundialização, trata-se de um mecanismo para a manutenção da acumulação de capital por parte das elites, como forma a substituir a pujança e a lucratividade da produção de mercadorias reais de outrora. Ademais, o próprio colapso da URSS contribuiu tangencialmente para o triunfo do neoliberalismo liderado e simbolizado por Tatcher e Reagan. [LEIA MAIS]

Para avançar nessa reflexão, eu gostaria de lembrar aos que reproduzem dia e noite nas redes sociais inverdades contra o governo de Dilma ou críticas descontextualizadas – unindo-se aos aecistas derrotados, aos neoliberais de carteirinha também derrotados na última eleição presidencial, enfim, inverdades produzidas pela elite que odeia trabalhadores, pela mídia porta voz da burguesia financeira – que caso o PSDB tivesse ganho a eleição o Brasil estaríamos  hoje nas mãos de Aécio Never em situação semelhante à do Paraná, ou seja, de desmonte do Estado. Quem conhece a era FHC sabe o que foi a era LERNER no Paraná; quem conhece o PSDB e seus governos privatistas e neoliberais em Minas Gerais e São Paulo consegue entender hoje o governo de Beto Richa e o futuro que aguarda os Paranaenses. 

Essa é a diferença crucial entre DILMA e Aécio, ente o PT e o PSDB; o governo de Dilma segue outra cartilha ideológica a do chamado Liberalismo Social. NÃO ESTOU DIZENDO QUE A ECONOMIA NO GOVERNO DILMA ESTÁ UMA MARAVILHA, porque não está, o Brasil também enfrenta a mesma crise que qualquer outro país na atual conjuntura econômica mundial. MAS, O FATO É QUE, OS AJUSTES NO GOVERNO DILMA TENDEM A PRESERVAR AS POLÍTICAS PÚBLICAS E DE VALORIZAÇÃO DOS SALÁRIOS E GERAÇÃO DE EMPREGOS, ou seja, justamente o contrário do que faria Aécio Neves.

Para você entender melhor o que é esse Liberalismo Social adotado por Lula e Dilma dentro daquilo que é possível em nossa realidade política e econômica dominada pelos neoliberais, pelo conservadorismo reacionário, pelas elites burguesas dominantes; vou apresentar a seguinte definição: 

“O Liberalismo Social, tal como outras formas de Liberalismo, vê a liberdade individual como um objetivo central - mas defende que a falta de oportunidades econômicas, educação, saúde, etc., podem ser tão prejudiciais para a liberdade como um Estado opressor. Derivado disto, os liberais sociais estão entre os mais fortes defensores dos direitos humanos e das liberdades civis, combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador e de garantidor que todos têm acesso, independentemente da sua capacidade econômica, a serviços públicos que asseguram os direitos sociais fundamentais.” [Adaptado de: LEIA MAIS]

Tanto Dilma quanto Aécio precisariam fazer ajustes na economia do país. A diferença é essa, Dilma privilegia investimentos em políticas públicas e geração de empregos e ainda, garantia de manutenção positiva do poder aquisitivo de salários; enquanto Aécio começaria por reduzir investimentos em políticas públicas. Ora é preciso Aécio ganhar uma eleição para termos certeza disso? Claro que não. O ministro de Aécio para a economia [pasta da fazenda]seria Armínio Fraga.

“No governo FHC, Malan e Armínio eram vistos como monetaristas, por defenderem o controle rígido da política monetária em contraposição aos desenvolvimentistas, mais favoráveis a políticas de incentivo ao crescimento. Durante a era FHC, (1995-2002), marcada pela estabilidade econômica, reformas do Estado e privatização, o País cresceu uma média anual de 2,48%. Nos dois mandatos de Lula (2003-2010), o índice foi de 4,65%. No primeiro ano de governo Dilma, o PIB cresceu 2,7%.” [LEIA MAIS]

Para tanto, tente entender os seguintes raciocínios e você entenderá porque as elites dominantes preferem e pregam o neoliberalismo, o mesmo que quebrou e vendeu o Brasil a preços de bananas na era FHC, o mesmo que detonou a economia da Europa e do mundo. Os ricos ganham tanto sob governos neoliberais como nos governos liberais sociais, os bancos, industriais, empresários, por exemplo, nunca lucraram tanto como nos governos Lula e Dilma.

NO NEOLIBERALISMO: Desmonte do Estado + Privatização de serviços antes oferecidos pelo Estado Saúde, Educação, etc... + Monopolização da Economia (na liberdade econômica sobrevivem apenas os mais fortes – adeus micro e médios empresários) + Redução do poder aquisitivo de salários para aumentar lucros dos capitalistas + Menos consumo + Desemprego + aumento de preços segundo o gosto do mercado + pobreza e miséria + violência + assistencialismo social que no neoliberalismo é literalmente “esmola”. Os ricos ganham porque o lucro aumenta em cima da mão de obra extremamente barata.

NO LIBERALISMO SOCIAL: Fortalecimento do Estado + Não privatização e fortalecimento das Estatais – daí importante você entender porque os neoliberais atacam as investigações de corrupção na empresa e porque pedem privatização da Petrobrás a mais forte empresa Estatal do país + Investimento social nos serviços públicos como saúde, educação, etc... buscando a qualidade e universalização no atendimento + políticas públicas de combate à pobreza e miséria (Bolsa Família não é esmola, é o maior programa de políticas públicas do mundo e que já atendeu mais de 50 milhões de brasileiros em situação de risco. Programa modelo copiado por mais de 60 países tem além de uma pequena quantia em dinheiro como ajuda às família, exigências de frequência à escola por parte das crianças e adolescentes beneficiários; pesagem e carteirinha de vacinação das crianças em dia; cursos de qualificação profissional para os pais beneficiários; incentivo a abertura de micro e pequenas empresas – cooperativas, etc...) + Poder aquisitivo do salário aumentado + Mais consumo + Mais emprego. Os ricos ganham porque o lucro também aumenta, ainda que esse lucro seja mais compartilhado por mais detentores do capital.

É isso que faz as elites babarem de raiva e ódio dos governos de Lula e Dilma, pois os governos Liberais Sociais nesses mais de 12 anos têm além de reduzido a pobreza e miséria, colocando mais gente na chamada Classe Média, possibilitou o consumo para mais pessoas, gente que não consumia por exemplo voos aéreos agora o fazem lotando os aeroportos que antes eram reservados somente para os “engravatados e cheirosinhos”, acesso a eletrodomésticos, automóveis, imóveis, etc... implicou em uma mudança da qualidade de vida dos brasileiros.

Essa é a diferença. 

COSTUMO DIZER O SEGUINTE PARA MEUS ALUNOS: Infelizmente as pessoas, no geral, não conseguem entender a realidade que lhe cerca por meio da leitura de clássicos como Platão, Aristóteles, John Locke, Nicolau Maquiavel, Montaigne, Adam Smith, Francis Bacon, Rousseau, Marx e outros... 

É necessário que um dia ele ligue a torneira e vendo que de lá não sai água e que ainda paga uma taxa abusiva para então começar a pensar, e ainda, esse pensar terá que superar as “mentiras” da mídia que diz faltar água por culpa de “São Pedro”, para entender então que o problema decorre da privatização de uma empresa estatal estratégica e que deveria ser de atendimento universal. Lucros que ao invés de serem investidos na ampliação e melhoria do sistema de captação e distribuição de água à população simplesmente vai para os bolsos dos gringos. Isso já acontece em São Paulo e não demorará muito a acontecer no Paraná com a privatização lenta e gradual da SANEPAR, hoje esse nome no futuro quem é que vai adivinhar o novo nome, não é mesmo?

Para encerrar, quero inclusive lembrar porque é que a mídia ataca tanto o governo por meio das investigações de corrupção na Petrobrás. É porque as investigações estão chegando neles, pegando donos de empreiteiras – por que tanta indignação com os políticos? Apenas contra os políticos... E essa elite empresarial que rouba o sangue dos trabalhadores e os cofres públicos? Do que tem medo a elite burguesa desse país, obviamente de que cheguem cada vez mais e mais neles?

A investigação na Petrobrás só acontece por causa dos governos de Dilma e Lula. Antes as investigações de corrupção eram engavetadas. Hoje existe investigação e punição, o governo sente na pele pois políticos de sua base estão também sendo capturados; delação premiada e não troca de juízes e delegados nos casos foi uma garantia conquistada por Dilma. 

O que não falar, não é mesmo PSDB [LEIA MAIS AQUI]? O que não falar da privataria, sanguessuga, mala rosa, anões do orçamento, reeleição, corrupção em São Paulo, mensalão tucano... [LEIA MAIS AQUI]

“Quem ouve desprevenido poderá pensar que Aécio é o presidente da república e que foi no governo dele que a Polícia Federal resolveu investigar a fundo a corrupção nas estatais. Ora, o que está acontecendo é mérito de Dilma, que nunca interferiu no trabalho da Polícia Federal. Dilma e Lula, porque ambos contrataram milhares de novos delegados federais e agentes da PF, e lhes deram liberdade. Liberdade inclusive política.” [LEIA MAIS AQUI

O PARANÁ HOJE VIVE UM PESADELO QUE PARECE NÃO TER FIM... Veremos com certeza nos próximos quatro anos o desmonte do Estado. Não sei o que restará depois desses quatro anos, só o tempo vai dizer... Sorte que por enquanto só nós paranaenses sofreremos na pele esse desmonte. 

MAS A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR NOVAMENTE: Se o Aécio Neverporto fosse eleito … já imaginou ?

filoparanavai 2015
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