terça-feira, 24 de junho de 2014

PLEBISCITO POPULAR, PARTICIPE!

De 01 a 07 de setembro
VAI TER PLEBISCITO! 

EXERCITE SUA CIDADANIA! PARTICIPE! 




Não é por acaso que a democracia ainda é o melhor regime de governo inventado pela humanidade, ou seja, pelos gregos antigos. A democracia possibilita um jogo de forças que não torna impossível a realização de utopias que nascem do meio popular. Reformar nosso sistema política e possibilitar a justa distribuição da representatividade de todos os âmbitos da sociedade, é uma dessas utopias.

Somente com uma reforma de nosso sistema político é que poderemos mudar a atual distribuição representativa que privilegia quem tem dinheiro e poder. Somente com uma profunda reforma de nosso sistema político poderemos ter uma maior representatividade das classes trabalhadores nas instituições políticas do país.

Venha participar dessa discussão. É a hora do povo mostrar sua força. Vamos incentivar o Congresso a fazer essa reforma o mais rápido possível. Nossa democracia precisa ser fortalecida.

Se a maioria dos deputados e senadores recusa-se a alterar o sistema político que garante seus privilégios, nós, entidades representativas de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, da juventude, dos movimentos democráticos e populares, decidimos organizar e realizar o Plebiscito Popular com a questão: 


Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?


filoparanavai 2014

COMO ORGANIZAR OS ARGUMENTOS NO TEXTO DISSERTATIVO

O que é a argumentação? 


Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de uma forma nova. É por isso que muitas pessoas pensam também que os argumentos são desagradáveis e inúteis. Argumentar pode confundir-se com discutir. Neste sentido, dizemos por vezes que duas pessoas discutem, como numa espécie de luta verbal. Acontece muito. Mas não é isso o que os argumentos realmente são. 

“Apresentar um argumento” quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis para uma conclusão. Um argumento não é apenas a afirmação de certos pontos de vista, e não é apenas uma disputa. Os argumentos são tentativas de apoiar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade, são essenciais. 

Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. 

Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e ativistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para fornecer carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, isso é injustificado e imoral. Será que eles têm razão? Não se pode decidir consultando os preconceitos que se têm. Estão envolvidas muitas questões. Temos obrigações morais para com outras espécies, por exemplo, ou é só o sofrimento humano que é realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? 

Alguns vegetarianos viveram até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou é esse fato irrelevante, considerando que alguns não vegetarianos também viveram até idades muito avançadas? (É melhor perguntar se uma percentagem mais elevada de vegetarianos vivem até idades avançadas.) Talvez as pessoas mais saudáveis tenham tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser consideradas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias. 

Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão bem apoiada por razões, os argumentos são a maneira pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada. 

As regras para argumentar não são, pois, arbitrárias: elas têm um objetivo específico. Mas os estudantes (tal como outros escritores) nem sempre compreendem qual é o objetivo quando pela primeira vez lhes pedem para escrever um ensaio argumentativo — e se não se compreende o objetivo do que nos é pedido, é improvável que o façamos bem. Muitos estudantes, quando lhes pedem que argumentem a favor dos seus pontos de vista acerca de um qualquer assunto, escrevem declarações intrincadas dos seus pontos de vista, mas não oferecem verdadeiramente nenhumas razões para pensar que os seus pontos de vista são corretos. Escrevem  textos, mas não escrevem  textos argumentativo. 

Este erro é natural. Na educação básica [Ensinos Fundamental e Médio] a ênfase é colocada na aprendizagem de assuntos que são razoavelmente pouco ambíguos e incontroversos. Não é necessário argumentar que foi Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, ou que Eça de Queirós escreveu Os Maias. Estes são fatos que o estudante se limita a dominar, e que os seus textos se limitam a relatar. 

Os estudantes vão para o ensino superior e esperam que as coisas sejam mais ou menos iguais. Mas muitos cursos superiores — especialmente os que exigem ensaios escritos — têm um objetivo diferente. Estes cursos tratam das bases das nossas crenças; exigem que os estudantes questionem as suas crenças, que elaborem e defendam os seus pontos de vista. 

Os assuntos discutidos nos cursos superiores são frequentemente os mais ambíguos e menos precisos. Sim, é verdade que foi o Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, mas quais foram verdadeiramente as causas da política expansionista? Sim, é verdade que o Eça de Queirós escreveu Os Maias, mas qual é o significado do romance? Há razões e dados favoráveis a diferentes respostas.  

Aos estudantes destes cursos é pedido que aprendam a pensar por si próprios, que formem as suas próprias opiniões de forma responsável. A habilidade para defender as suas opiniões é um sinal dessa capacidade, e é por isso que os textos [redações] argumentativos são tão importantes. 

Para escrever um bom texto argumentativo o estudante tem de usar argumentos simultaneamente como um meio de investigação e como uma maneira de explicar e defender as suas conclusões. Para se preparar para escrever um texto, o estudante tem de explorar os argumentos que existem para os pontos de vista opostos; é necessário depois escrever o próprio texto como um argumento, defendendo as suas conclusões com argumentos e avaliando criticamente alguns dos argumentos dos pontos de vista opostos.
 
Texto retirado de "A Arte de Argumentar", de Anthony Weston (Lisboa: Gradiva, 1996), com adaptações ao texto editado em http://criticanarede.com/.

filoparanavai 2014

AS DIFERENÇAS ENTRE OPINIÃO E ARGUMENTAÇÃO


Opinião, todos temos. Não importa quais são os saberes que sustentam essa opinião. Pode ela estar fundamentada em um saber de caráter meramente subjetivo senso comum e/ou em algum saber orientado por crença religiosa. Porém, de quem apresenta-se como cidadão espera-se muito mais que uma opinião sustentada por saberes de caráter subjetivo. 

É aí então que entra a educação e sua finalidade. O saber ensinado na escola é de caráter objetivo e/ou seja, então, a saber: científico, filosófico; a finalidade da educação tem que ser de humanizar e possibilitar a competência do exercício da cidadania ao aprendiz. 

Todo saber perpassa por três componentes essenciais: sujeito, sociedade e cultura. O sujeito é aquele que em ação trabalha e ao trabalhar se posiciona na sociedade em lugar hierárquizado, ao se relacionar em sociedade reproduz e produz aquilo que chamamos de cultura. Portanto, a educação só tem sentido de ser enquanto aquela que capacita o sujeito para ser cidadão. 

Mas ser cidadão não é uma tarefa fácil a ser cumprida pela educação. Primeiro, porque a educação não acontece de forma unilateral e muito menos individualizada, a educação que lida diretamente com conhecimento há que ser forjada pelas relações intersubjetivas e para que o sujeito além de cidadão pleno, seja humanizado, há que se falar de um saber originado de relações intersubjetivas (coletivas) entre sujeitos autônomos, ou seja, indivíduos livres e capazes de questionarem seus espaços de ações e capazes de intervirem nesses espaços para adequá-los às expectativas da construção de uma cultura democrática e profundamente humanizada.

A mesma educação que deveria promover a autonomia do sujeito e capacitá-lo para a cidadania por meio de ações fundadas em conhecimentos embasados na crítica, pode ser a mesma educação que não promove essa autonomia, fazendo o sujeito aprendiz apenas reproduzir uma cultura politicamente alienante que o desumaniza em todos os sentidos.

A distinção entre Público e Privado; Subjetividade e Objetividade; Senso Comum / Senso Religioso e Filosofia / Ciência; Razão e Crença; é fundamental para um processo que parta de nossas verdades subjetivas, perpasse nossas verdades intersubjetivas expressadas por nossas opiniões e pelo raciocínio lógico demonstrativo / argumentativo, assim chegando às verdades objetivas, reforçando nossa autonomia em relação à uma leitura mais objetiva das realidades que nos cercam para além de nossas verdades absolutizadas no âmbito da subjetividade [crenças, sentimentos, gostos]. 

Só assim poderemos construir subjetividades autônomas e uma sociedade marcada por relações intersubjetivas que prezem pela tolerância às diversidades pautada pelo respeito mútuo. Antes de tudo, o texto seguinte pode nos auxiliar em uma compreensão mais extensa sobre o que é a opinião e a argumentação em contraponto ao pensamento crítico. 

Opinião e Argumentação: Filosofia e pensamento crítico. 

O pensamento crítico é de algum modo o oposto do sexo na época vitoriana [A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Foi uma época puritana e assuntos como o sexo, eram tabus.] . Na época vitoriana o sexo era uma coisa que toda a gente conhecia e no qual toda a gente pensava, mas de que quase ninguém falava. O pensamento crítico, em Portugal [no Brasil], é uma coisa de que toda a gente fala, mas quase ninguém realmente pensa criticamente nem sabe o que é tal coisa. 

A ideia generalizada é que o pensamento crítico consiste em "dar a nossa opinião". Isto está tão próximo da verdade como dizer que uma bicicleta é uma coisa com rodas. Uma bicicleta é de fato uma coisa com rodas, mas não basta que algo tenha rodas para que seja uma bicicleta. Do mesmo modo, o pensamento crítico passa certamente por "dar a nossa opinião" — mas isso não é suficiente. Podemos perfeitamente dar a nossa opinião e não estarmos de modo algum a pensar de modo crítico — na verdade, basta ouvir os políticos e os nossos grandes "intelectuais" a falar na televisão para assistir a esse espetáculo degradante. 

Pensar de forma crítica é saber defender as nossas opiniões com argumentos rigorosos, claros e sistemáticos. E é neste aspecto que a filosofia, encarada como uma forma de pensamento crítico, se aproxima da ciência. É que quer a ciência quer a filosofia, praticadas no seu melhor, são um apelo constante ao pensamento crítico, à argumentação — a diferença entre ambas repousa unicamente no tipo de argumentos exigidos. Não basta a um físico dizer que refutou a teoria de Einstein: ele terá de dizer rigorosamente que aspecto da teoria de Einstein ele afirma que refutou e terá de apresentar argumentos poderosos, alguns dos quais de caráter experimental, para sustentar a sua afirmação. 

Do mesmo modo, em filosofia, não basta afirmar que "o homem é um ser situado"; é preciso começar por esclarecer o que quer tal coisa dizer realmente, e depois é preciso apresentar argumentos rigorosos, sistemáticos e claros que sustentem tal afirmação. Infelizmente, quem afirma este tipo de coisa em filosofia começa logo por nem esclarecer o que quer dizer a própria expressão de partida, pelo que nem vale a pena dar-lhes ouvidos. 

O pensamento crítico é o pensamento que sabe usar os instrumentos argumentativos à nossa disposição, que são disponibilizados pela lógica formal e informal. Pensar criticamente é saber sustentar as nossas opiniões com argumentos sólidos e não cometer falácias nem basear as nossas opiniões em jogos de palavras e em maus argumentos de autoridade. 

A filosofia e o pensamento crítico são a nossa melhor defesa contra a superstição. Perante as afirmações temerárias dos astrólogos, dos líderes religiosos e dos nossos políticos, a filosofia e o pensamento crítico dão-nos instrumentos para refletir sistemática, rigorosa e claramente, de modo a determinarmos se isso que eles dizem é ou não realmente sustentável. 

Ora, a humanidade não irá sobreviver se for incapaz de encontrar soluções criativas e seguras para os problemas que enfrenta, e se substituir estas pelas soluções obscurantistas dos que defendem antes de mais nada a autoridade religiosa, a atitude acrítica perante a astrologia e outras pseudociências e a passividade perante as propostas tantas vezes absurdas dos nossos políticos. E os desafios que teremos de enfrentar a longo prazo, como espécie, são muito maiores do que a generalidade das pessoas pensa, pelo que a necessidade de um pensamento límpido e solidamente ancorado em bons argumentos é incontornável. 

A filosofia e o pensamento crítico permitirão conceber soluções criativas e sustentadas para os problemas que enfrentamos. Por exemplo, a tecnologia médica permite-nos hoje manter pessoas vivas, em estado vegetativo, durante anos. Isto representa um problema ético a que temos de dar uma resposta clara, baseada em argumentos claros e sólidos, em vez de darmos uma resposta baseada em pressupostos religiosos dúbios. A filosofia ajuda-nos a encontrar essas respostas, precisamente. Este é apenas um exemplo; há muitos mais, como os problemas relacionados com a pobreza no mundo, com os refugiados e com a ecologia. 

A filosofia e o pensamento crítico implicam a tolerância e o respeito, que tanta falta fazem no mundo contemporâneo. 

A filosofia e o pensamento crítico exigem uma postura de cordialidade atenta, pois temos de escutar cuidadosamente os argumentos das outras pessoas para, juntos, encontrarmos argumentos melhores e soluções mais adequadas. 

O nosso futuro como espécie depende em grande parte da capacidade que tivermos para cultivar o pensamento crítico — essa atitude que a ciência descobriu nos séculos XVII e XVIII e que a filosofia aprofundou nos séculos XIX e XX.  

Compete a cada um de nós, profissionais da ciência e da filosofia, divulgar não apenas os conteúdos próprios de cada uma das nossas áreas do conhecimento, mas também essa atitude que constitui o maior monumento alguma vez erguido por mão humana: o pensamento crítico e a inteligência clara. 

[Texto de Desidério Orlando Figueiredo Murcho (18 de Maio de 1965) é um filósofo, professor e escritor português. Disponível em: criticanarede.com/‎]

filoparanavai 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

JORNALISTA DA BBC DÁ AULA GRÁTIS PARA MAINARDI E GLOBO



 Mídia brasileira que dissemina o ódio 
e o "complexo de vira-lata" 
recebe aula de como fazer um "bom jornalismo"

ACORDA MAINARDI E AZEVEDO, GLOBO E VEJA JÁ ERAM

CLARO QUE QUANDO VOCÊ MOROU NA INGLATERRA NÃO HAVIA INTERESSE LÁ FORA PELO BRASIL, SABE POR QUAL MOTIVO? SIMPLES, PORQUE A ELITE QUE VOCÊ REPRESENTA E QUE SEMPRE ESTEVE NOS GOVERNOS, ALÉM DE EXPLORAR ATÉ O SANGUE NOSSO POVO IA PASSAR AS FÉRIAS TODOS OS DIAS DO ANO NA EUROPA OU TERRAS DE TIO SAM PARA FALAR MAL DOS PRÓPRIOS BRASILEIROS. TUDO O QUE PRESTA ESTÁ LÁ NA EUROPA E NO EUA. TUDO O QUE NÃO PRESTA ESTÁ NO BRASIL. E EU ESTOU CONVENCIDO DE QUE A ÚNICA COISA QUE NÃO PRESTA POR AQUI É ESSA ELITE ATRASADA QUE VOCÊ REPRESENTA E QUE SEMPRE ODIOU NOSSO POVO, JOGANDO-O NA EXTREMA POBREZA E TIRANDO-LHE INCLUSIVE O "ORGULHO DE SER BRASILEIRO". 

Sabe por que agora o Brasil é destaque lá fora? Por culpa de Lula e Dilma, que aos poucos estão não só resgatando nosso orgulho de ser brasileiros de novo, mas estão possibilitando que milhões e milhões de brasileiros saiam da miséria e pobreza, que sua elite criou; e estão possibilitando que milhões e milhões de brasileiros tenham suas condições de vida melhoradas.

Mainardi joga verde querendo colher maduro e colhe podre. Vídeo nota 10 em que Mainardi fica com cara de "babacão". Jornalista  que faz campanha constante contra o Brasil e o governo do PT, é literalmente nocauteado por jornalista . Repórter da BBC detona a mídia insana do Brasil que não sabe colocar equilíbrio em sua pauta jornalística.


filoparanavai 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

TEMA DE REDAÇÃO: AQUECIMENTO GLOBAL: o mal do século. (ATUALIZAÇÕES/CONHECIMENTOS GERAIS)



 

Aquecimento global
O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objeto de análise por parte dos cientistas. Causas naturais ou responsabilidade humana?

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.


Denomina-se efeito de estufa à absorção, pela atmosfera, de emissões infravermelhas impedindo que as mesmas escapem para o espaço exterior.

O efeito de estufa é uma característica da atmosfera terrestre, sem este efeito a temperatura seria muito mais baixa. O desequilíbrio actual acontece porque este efeito está a aumentar progressivamente.

Os principais gases causadores do efeito de estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos). Atualmente as suas concentrações estão a aumentar. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera).

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.


Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão a diminuir, do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes.

O Protocolo de Quioto visa a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. Contudo os EUA, o maior poluidor mundial, ainda não assinou esse protocolo.

Leia mais: http://www.aquecimentoglobal.com.br/


OUTRA EXPLICAÇÃO
 

Efeito Estufa e Aquecimento Global 

O efeito estufa é um fenômeno natural e possibilita a vida humana na Terra. 

Parte da energia solar que chega ao planeta é refletida diretamente de volta ao espaço, ao atingir o topo da atmosfera terrestre - e parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície da Terra, promovendo o seu aquecimento. Uma parcela desse calor é irradiada de volta ao espaço, mas é bloqueada pela presença de gases de efeito estufa que, apesar de deixarem passar a energia vinda do Sol (emitida em comprimentos de onda menores), são opacos à radiação terrestre, emitida em maiores comprimentos de onda. Essa diferença nos comprimentos de onda se deve às diferenças nas temperaturas do Sol e da superfície terrestre. 

De fato, é a presença desses gases na atmosfera o que torna a Terra habitável, pois, caso não existissem naturalmente, a temperatura média do planeta seria muito baixa, da ordem de 18ºC negativos. A troca de energia entre a superfície e a atmosfera mantém as atuais condições, que proporcionam uma temperatura média global, próxima à superfície, de 14ºC. 

Quando existe um balanço entre a energia solar incidente e a energia refletida na forma de calor pela superfície terrestre, o clima se mantém praticamente inalterado. 

Entretanto, o balanço de energia pode ser alterado de várias formas: 

(1) pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre; 

(2) pela mudança na órbita da Terra ou do próprio Sol; 

(3) pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre e é refletida de volta ao espaço, devido à presença de nuvens ou de partículas na atmosfera (também chamadas de aerossóis, que resultam de queimadas, por exemplo); e, finalmente, 

(4) graças à alteração na quantidade de energia de maiores comprimentos de onda refletida de volta ao espaço, devido a mudanças na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. 

Essas mudanças na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera estão ocorrendo em função do aumento insustentável das emissões antrópicas desses gases. 

As emissões de gases de efeito estufa ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia: na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural; no tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo é tratado e disposto; nas florestas, pelo desmatamento e degradação de florestas; e nas indústrias, pelos processos de produção, como cimento, alumínio, ferro e aço, por exemplo. Gases de efeito estufa 

Há quatro principais gases de efeito estufa (GEE), além de duas famílias de gases, regulados pelo Protocolo de Quioto: 

- O dióxido de carbono (CO2) é o mais abundante dos GEE, sendo emitido como resultado de inúmeras atividades humanas como, por exemplo, por meio do uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e também com a mudança no uso da terra. A quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou 35% desde a era industrial, e este aumento deve-se a atividades humanas, principalmente pela queima de combustíveis fósseis e remoção de florestas. O CO2 é utilizado como referência para classificar o poder de aquecimento global dos demais gases de efeito estufa; 

- O gás metano (CH4) é produzido pela decomposição da matéria orgânica, sendo encontrado geralmente em aterros sanitários, lixões e reservatórios de hidrelétricas (em maior ou menor grau, dependendo do uso da terra anterior à construção do reservatório) e também pela criação de gado e cultivo de arroz. Com poder de aquecimento global 21 vezes maior que o dióxido de carbono; 

- O óxido nitroso (N2O) cujas emissões resultam, entre outros, do tratamento de dejetos animais, do uso de fertilizantes, da queima de combustíveis fósseis e de alguns processos industriais, possui um poder de aquecimento global 310 vezes maior que o CO2; 

- O hexafluoreto de enxofre (SF6) é utilizado principalmente como isolante térmico e condutor de calor; gás com o maior poder de aquecimento, é 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO2; 

- O hidrofluorcarbonos (HFCs), utilizados como substitutos dos clorofluorcarbonos (CFCs) em aerossóis e refrigeradores; não agridem a camada de ozônio, mas têm, em geral, alto potencial de aquecimento global (variando entre 140 e 11.700); 

- Os perfluorcarbonos (PFCs) são utilizados como gases refrigerantes, solventes, propulsores, espuma e aerossóis e têm potencial de aquecimento global variando de 6.500 a 9.200. 

Os hidrofluorcarbonos e os perfluorcarbonos pertencem à família dos halocarbonos, todos eles produzidos, principalmente, por atividades antrópicas.


Aquecimento global 
Embora o clima tenha apresentado mudanças ao longo da história da Terra, em todas as escalas de tempo, percebe-se que a mudança atual apresenta alguns aspectos distintos. Por exemplo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera observada em 2005 excedeu, e muito, a variação natural dos últimos 650 mil anos, atingindo o valor recorde de 379 partes por milhão em volume (ppmv) - isto é, um aumento de quase 100 ppmv desde a era pré-industrial. 

Outro aspecto distinto da mudança atual do clima é a sua origem: ao passo que as mudanças do clima no passado decorreram de fenômenos naturais, a maior parte da atual mudança do clima, particularmente nos últimos 50 anos, é atribuída às atividades humanas. 

A principal evidência dessa mudança atual do clima é o aquecimento global, que foi detectado no aumento da temperatura média global do ar e dos oceanos, no derretimento generalizado da neve e do gelo, e na elevação do nível do mar, não podendo mais ser negada. 


Atualmente, as temperaturas médias globais de superfície são as maiores dos últimos cinco séculos, pelo menos. A temperatura média global de superfície aumentou cerca de 0,74ºC, nos últimos cem anos. Caso não se atue neste aquecimento de forma significativa, espera-se observar, ainda neste século, um clima bastante incomum, podendo apresentar, por exemplo, um acréscimo médio da temperatura global de 2ºC a 5,8°C, segundo o 4° Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007. 

Em resumo, a primeira parte do 4º relatório do IPCC, que compila os estudos sobre base científica da mudança do clima, considera o aquecimento global um fenômeno inequívoco e, muito provavelmente, causado pelas atividades antrópicas. A comunidade científica tem tido um papel importante para subsidiar os países em sua tomada de decisão, fornecendo projeções da mudança do clima sob diferentes cenários futuros, dentro de margens de erro aceitáveis, indicando desafios e apontando oportunidades.


FONTE: http://www.mma.gov.br/


O PERIGO QUE RONDA NOSSA CASA:
aquecimento GLOBAL


ÁFRICA, continente mais vulnerável A África contribui com menos de 4% das emissões globais de gases que provocam o efeito estufa, mas é considerada a região do mundo mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas.
A razão é, antes de tudo, econômica. Onde há menos dinheiro, há menos margem de manobra para negociar e menos viabilidade para implementar projetos que possam reduzir, evitar ou compensar os efeitos das mudanças do clima.

Segundo os diferentes cenários apresentados nos últimos relatórios do IPCC, o painel da ONU para mudanças climáticas, a temperatura do globo pode aumentar entre 1,8 e 4 graus até o final do século se nada for feito para conter o avanço do aquecimento do planeta .

As previsões indicam que o aquecimento deve ser ainda mais forte no continente africano, que pode registrar, neste século, um aumento médio das temperaturas entre 3 e 4 graus, quer dizer 1 grau e meio a mais do que no resto do mundo.

Embora ainda existam incertezas sobre as relações diretas entre mudanças e variações climáticas, o certo é que as alterações no regime de chuvas e secas têm castigado o continente.

Segundo Mathieu Badolo, do Instituto de Aplicação e Vulgarização das Ciências, um dos poucos cientistas no Burkina Fasso que trabalha, especificamente, com a questão das mudanças climáticas, a África é, ao mesmo tempo, a zona mais vulnerável do planeta, mas também a região em que há mais incertezas sobre os efeitos e a intensidade dessas mudanças.

"Os estudos ainda são incipientes devido, principalmente a uma rede meteorológica pouco desenvolvida que não permite retraçar dados confiáveis e, também, pelo fato de que ainda são poucas as pesquisas sobre o assunto na Africa", afirma.

Apesar disso, Badolo diz que já se podem "constatar algumas tendências como, por exemplo, o aumento das temperaturas e de fenômenos extremos, como secas, inundações ou ondas intensas de calor.

Secas e Inundações A partir da segunda metade do século 20, a região oeste da Africa registrou redução significativa no regime de chuvas. Países como o Burkina Fasso, que estão entre os mais pobres do mundo, viveram nos anos 70 e 80 as piores secas de sua história recente, com graves consequências sociais e econômicas, já que a agricultura, principal atividade econômica, é fortemente dependente das chuvas.

"De maneira geral, a partir da década de 70, pudemos constatar que estamos em uma situação de déficit pluviométrico. Quer dizer que, nos últimos 20 anos, tem chovido cada vez menos com relação ao período anterior, com repercussões negativas para os recursos hídricos e o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, pois o acesso a água é um elemento essencial" explica Badolo.

No Burkina, 80% da população ativa vive da agricultura e pecuária, principalmente do cultivo de algodão, sorgo, milho, amendoim, e feijão. Por isso, são os agricultores burquinabês os que mais sentem os efeitos da mudanças no regime das chuvas. Muitos nunca ouviram falar em mudanças climáticas, pelo menos não como hoje é utilizado o termo, mas constatam, na prática que, com os anos, vegetação e clima estão mudando.

“Antes, chovia constantemente todos os anos. Agora, tem anos que chove bem, outros que quase não chove. E quando a chuva cai, como não há mais vegetação, não há mais árvores e não há mais grama, ao invés de entrar no solo, a água corre e desaparece" constata Kindo Harouna, camponês que vive em um pequeno vilarejo em Bogoya, no norte do Burkina Fasso.
Fonte: RFI - Radio France Internationale




TODOS PODEM CONTRIBUIR PARA A DIMINUIÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES Ex-Beatle Paul McCartney defende "segunda-feira sem carne"
O objetivo da campanha é de que as pessoas se tornem vegetarianas um dia por semana para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. McCartney - que é vegetariano há muitos anos - afirmou que as pessoas vão estar combatendo o aquecimento global se mudarem os seus hábitos alimentares. O músico ressaltou que a ingestão de um quilo de carne bovina equivale a viajar 250 km de carro.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o setor pecuarista é responsável por 18% dos gases de efeito estufa. O que acontece é que as vacas emitem uma grande quantidade de metano através do arroto e das flatulências. O metano é um gás que tem o potencial de acumular 23 vezes mais calor do que o dióxido de carbono. Além disso, grandes extensões de terra têm sido desmatadas para se transformarem em pastos para o gado.

Justa distribuição da terra agrária no Brasil pode ajudar a salvar o Planeta. O país precisa fazer uma profunda e séria reforma agrária. Conferindo os NÚMEROS DO IBGE
Divulgado no fim de setembro de 2009 pelo IBGE, o Censo Agropecuário 2006 indicou que a concentração de propriedades rurais permaneceu praticamente inalterada em 10 anos. O Índice de Gini variou de 0,856 em 1996 para 0,854 em 2006. Quanto mais próximo de 1, maior é a concentração; quanto mais perto de zero, menor.

No Brasil, vale a pena lembrar, 46% das áreas cultiváveis são controladas por apenas 1% dos proprietários; muitos destes proprietários não dão "função social" (A Constituição estabelece que “compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”, atendendo simultaneamente a requisitos de “aproveitamento racional e adequado, utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente, observância das disposições que regulam as relações de trabalho, exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores”.) às suas propriedaes, sonegam impostos, rolam dívidas de empréstimos de dinheiro público, e possuem títulos de propriedades suspeitos. Estas terras controladas por esta hoste que defende com "unhas e dentes" o direito à propriedade privada para eles apenas, estão em produção nociva ao ambiente visando o mercado externo. Destruição do meio ambiente por meio de agrotóxicos, pesada maquinaria agrária, transgênicos, tudo para atender o agronegócio sempre mais exigente.
É bom saber ainda.
Propriedades rurais com trabalhadores em situação análoga à escravidão, que causem danos ao meio ambiente e improdutivas são, portanto, passíveis de desapropriação. A Lei nº 8.629 de 1993, que regulamenta a reforma agrária, considera propriedades improdutivas as destinadas a agricultura, pecuária ou extrativismo florestal com grau de utilização da terra menor de 80% e grau de eficiência na exploração menor de 100% (quando comparadas a índices fixados pelo governo).

Artigo desta mesma lei (modificado pela Medida Provisória nº 2183-56 de 2001) estabelece que “parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. A atualização é hoje uma das principais reivindicações do movimento sem terra MST: os índices em vigor datam de 1975.
 

É Importante SABER.  
Aquecimento global altera padrão de chuva em todo o mundo  

A mudança no padrão de chuvas observada em todo o mundo ao longo do último século é consequência do aquecimento global, afirma estudo divulgado pela revista "Nature" (www.nature.com). O trabalho projeta para o futuro a tendência de áreas secas ficarem mais secas e áreas chuvosas, mais chuvosas.

A ocorrência de tempestades mais intensas e inundações no norte do Hemisfério Norte e de secas severas em áreas ao norte do Equador (como México e região do Saara) é fruto, acreditam os cientistas, do aquecimento promovido pelo agravamento do efeito estufa.

Depois de os climatologistas terem mostrado que a humanidade é responsável pelo aumento na temperatura e no nível do mar, agora eles sugerem que há, sim, uma parcela de culpa humana na mudança dos padrões de chuva.

Estudos anteriores não tinham conseguido mostrar essa relação porque consideravam a quantidade global de chuvas. Assim, mesmo que em um lugar diminuísse e em outro aumentasse,
no geral a precipitação se mantinha a mesma, o que mascarava o resultado. Agora foi levada em conta a média por faixa de latitude.

Cientistas americanos, britânicos e japoneses compararam as mudanças observadas na precipitação média do século 20 com as simuladas por programas de computador e as dividiram em três grupos. 

O primeiro levou em conta somente as emissões humanas de gases-estufa, o segundo considerava apenas o impacto de fenômenos naturais --como erupções vulcânicas-- e o terceiro
continha os dois.

Foi esta última análise que apresentou os melhores resultados. Na faixa que inclui o norte da América do Norte e da Europa, o nível de precipitação aumentou 62 mm entre 1925 e 1999. Os pesquisadores estimam que entre 50% e 85% deste aumento possa ser atribuído a atividades humanas. Nas alterações medidas na faixa de 0 a 30 ao sul da linha do Equador, também existe uma parcela grande de culpa humana.

"[Essas mudanças] já podem ter causado efeitos significativos nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana em regiões sensíveis a mudanças de precipitação", escreve a equipe liderada por Xuebin Zhang, da Divisão de Pesquisa Climática do Canadá.

Além disso, os cientistas perceberam que na comparação entre as mudanças já observadas e outras simuladas nos modelos climáticos computadorizados, as primeiras foram mais intensas. Isso sugere que as projeções que vêm sendo feitas para os impactos da crise do clima podem estar subestimadas.

O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) já qualificou como "inequívoca" a responsabilidade humana pelo aquecimento global, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis. Os cientistas estimaram que até o final do século as temperaturas podem subir até 4C.

 

O PIOR ESTÁ ainda por vir  
Aquecimento fará milhões de famintos e sem água neste século, diz estudo O aquecimento global fará com que milhões de pessoas passem fome por volta de 2080 e causará grave falta de água na China, Austrália e em partes da Europa e Estados Unidos. O quadro faz parte de um estudo sobre o clima global.

Segundo o relatório da Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, até o final do século as mudanças climáticas trarão escassez de água para até 3,2 bilhões de pessoas, com um aumento médio de temperatura na ordem de 2ºC a 3ºC.

O estudo diz ainda que até 600 milhões de pessoas enfrentarão falta de alimentos até 2080. Países pobres, como os da África e Bangladesh, seriam os mais afetados, por serem os menos capazes de lidarem com secas e inundações litorâneas, também previstas pelos cientistas.


O Painel Intergovernamental foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa Ambiental da ONU para orientar as políticas globais sobre o aquecimento. O grupo estima que até 2100 a temperatura média do mundo estará
de até 4,5ºC acima dos níveis pré-industriais.
Fontes: folha online, agência Reuters e Fotos do aquivo do Jornal El País

Uma criança come sobras de alimentos tomadas do lixo das ruas da cidade indiana de Nova Deli
Uma criança carrega água em um povoado ao oeste de Dafur, no Sudão

Mais informações / EFEITO ESTUFA
Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo, diz ONU

Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma.

Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.

Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO.

Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado. Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta.

A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.

Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água.

O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.

"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma a agência das Nações Unidas. 



filoparanavai 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

EU ESTUDEI NA UFPR NA DÉCADA DE 90 E SEI MUITO BEM O ERA AQUILO LÁ

SOMENTE QUEM É PÉSSIMO DE MEMÓRIA OU EM HISTÓRIA NÃO SABE DISSO. Universidade nesse país era apenas para "filhinhos de papai". 

Aos pobres só restavam os cursos que os patricinhos não queriam, ou seja, os de licenciatura, cursos que preparam professores para a educação básica. 

Medicina, direito, engenharia, e outros; eram cursos apenas para "filhinhos de papai" e, pasme, eles que ontem e hoje nunca precisaram do Estado mas sempre mamaram nas tetas do Estado, estudavam nas melhores universidades brasileiras, ou seja, nas públicas. 

Com Lula, o presidente sem diploma universitário, e Dilma - a primeira mulher presidenta - essa história mudou: cotas raciais, ENEM, PROUNI, FIES, SISU, CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS, reserva de 50% de vagas em Federais a alunos oriundos de escolas públicas; sem contar mais de 300 escolas técnicas pelo Brasil afora - a exemplo do ITFPR no Jardim Oásis da cidade de Paranavaí; PRONATEC - previsão até final de 2014, 8 milhões de matriculados. 

Enfim, as portas das universidades se abriram. Teremos mais médicos, mais advogados, mais engenheiros, e outros, mais humanos, se as universidades souberem dar ao mesmo tempo uma educação de qualidade e humanizadora. Médicos negros, advogados indígenas, engenheiros de origens sociais pobres, etc. serão cada vez mais presentes no mercado de trabalho. Mas como alguém já disse, é mais fácil criar políticas públicas de inclusão que combater o preconceito.

É um perigo a correr quando muitos deixam a pobreza e ascendem à chamada classe média. Essa gente pode assimilar a ideologia dominante, egocêntrica, individualista, das classes médias. Tendem a se colocar contra as conquistas sociais. Negarem o Estado, dizendo dele não precisar pois estão nas escolas particulares, planos de saúde, etc. Isso é um perigo às conquistas sociais desse país que ainda é desigual socialmente, mas que já foi muito, muito, vergonhosamente, muito mais desigual.

É por isso que a burguesia chora e reclama. Os patricinhos agora precisam dividir as carteiras nas salas de aulas com negros, indígenas, deficientes físicos, pobres. Quem não conhece a história desse país tende a repetir o discurso da burguesia e acabam por negar os direitos de quem nunca os tiveram e que arduamente conquistaram. Não vamos deixar o Brasil voltar ao passado. Tenho orgulho do nosso presente e teremos um futuro melhor... 


filoparanavai 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

ENTENDA A NECESSIDADE DAS COTAS: “Somos 52% da população brasileira, então é importante que possamos nos representar nesses espaços com tamanho, intensidade e estatura”.

A Lei que reserva 20% aos negros das vagas nos concursos públicos federais foi sancionada nesta segunda-feira (9) pela presidenta Dilma. A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, falou sobre a importância da aprovação da nova regra e rebateu as principais críticas ao projeto aprovado. 



filoparanavai 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conheça 10 verdades sobre a Copa do Mundo no Brasil

As classes dominantes de nosso país tem candidato e candidata e não é Dilma, para a presidência da república. As forças reacionárias de nosso país por meio de sua mídia (Revista Veja, Globo, Folha de São Paulo, Estadão, só para citar alguns dos veículos dominados pela burguesia financeira) querem eleger seus candidatos à presidência. Portanto, nós trabalhadores também temos candidata, e é Dilma. Temos consciência de que o Brasil não pode retroceder nesse momento. Avançamos muito nos governos de Lula e Dilma. É preciso continuar.Não podemos vacilar. Há muito ainda por fazer pelos trabalhadores desse país. Eles governaram mais de 500 anos, agora querem voltar. Criaram desemprego e concentração de renda. Por que é que acham que agora vamos trocar o governo do emprego e da distribuição de renda? Não podemos errar novamente deixando a velha política neoliberal voltar. O Brasil precisa de mais educação, saúde, segurança, etc... Dilma é a mulher certa.O Brasil merece ser Feliz! A esperança vai vencer o ódio novamente com a FORÇA DO POVO.




São muitas as informações divulgadas sobre a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Muitas delas, entretanto, são publicadas com distorções para confundir a população. O fato é que o Mundial é muito bom para o País. Conheça alguns motivos: 


1) Os Estádios não ficarão prontos para o evento? 

 Não, todos tiveram as estruturas necessárias perfeitamente concluídas. Estruturas complementares para a imprensa e instalações temporárias estão em fase final de montagem, como em qualquer grande evento do gênero.

2) O Brasil está torrando dinheiro público com os estádios? 

Falso. O investimento total do País em estádios totalizou R$ 8 bilhões de reais. Desse montante, R$ 4,4 bilhões foram obtidos com financiamentos junto ao BNDES, que o oferece a qualquer empresa privada, há décadas. Esses valores retornarão, com juros, aos cofres públicos. Nenhum recurso do Orçamento da União, foi desviado da saúde ou da educação para a construção das praças esportivas. 

3) O governo gastou bilhões com a Copa e retirou recursos das áreas sociais e de infraestrutura. - Mentira. 

Não existe recurso orçamentário da União para as entidades organizadoras da Copa. Os investimentos públicos são realizados em portos, aeroportos, malha viária urbana e capacitação profissional. São um legado para toda a população. Desde 2007, quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa, os investimentos em educação e saúde cresceram de forma consistente. O governo brasileiro destinou R$ 311,6 bilhões para educação e R$ 447 bilhões para saúde no período. Os investimentos totais do governo na Copa, a maior parte em infraestrutura permanente, atingem R$ 30 bilhões. Ou seja, o valor do evento equivale a apenas 3,9% do que foi investido nessas duas áreas. 

4) O governo removeu mais de 150 mil famílias de seus lares para realizar a Copa do Mundo? - Não é verdade. 

O número de famílias deslocadas foi de 6.652 famílias. Todas elas foram incluídas no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, ou em algum programa local de moradia. Todas as remoções foram realizadas para permitir obras de mobilidade urbana, que visam, sobretudo, a ampliar o transporte coletivo. Não houve nenhum em função da construção dos novos estádios. 

5) Somente a FIFA ganha com a Copa do Mundo. O Brasil e os brasileiros não têm retorno algum? 

É uma mentira, propagada por órgãos de imprensa interessados em obter dividendos eleitorais para seus candidatos. A obras em aeroportos, portos, mobilidade urbana e nos próprios estádios resultarão em equipamentos públicos modernos que servirão para todos os brasileiros após o evento. Para realização destas obras, foram contratados diretamente 213 mil trabalhadores, gerando emprego e renda para os brasileiros. O Brasil receberá pelo menos 375 mil turistas estrangeiros no período. Todos eles necessitarão de hospedagem, alimentação e locomoção. Esse dinheiro fica no Brasil, com os brasileiros. No total, 275 mil brasileiros estarão em trânsito pelo país para acompanhar a competição, contribuindo para movimentar ainda mais o setor de comércio e serviços.

6) A Copa das Confederações deu prejuízo ao Brasil? 

Não, de forma alguma. No total, 250 mil pessoas se tornaram consumidoras de produtos associados ao evento. Desses, 20 mil eram estrangeiros. O impacto na economia foi de R$ 470 milhões, conforme levantamento da Embratur. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) registrou, no período, um acréscimo de US$ 1,8 bilhão em novos negócios para as empresas nacionais. Somente na ocasião, as micro e pequenas empresas associadas direta ou indiretamente ao evento faturaram R$ 100 milhões. 

7) A Copa do mundo vai deixar uma dívida enorme para o país? 

Não deixa dívida alguma. Pelo contrário, na mais modesta estimativa, a empreitada agrega à economia um total de R$ 183 bilhões. O número de empregos diretos e indiretos chega a 332 mil, no período de 2009 a 2014. Em tributos totais, o país recolhe R$ 16,8 bilhões. 

8) Um estádio não gera nada para o país. - Pelo contrário. Um estádio novo, moderno, gera receita para seu controlador privado e também para o município, para o Estado e para a União. A Arena Corinthians, por exemplo, deve movimentar R$ 300 milhões por ano, em suas diversas atividades. Pelo menos 20% desse valor, ou seja, R$ 60 milhões se transformam em impostos. Considerando-se que os governos gastaram R$ 2,24 mil/ano por aluno na educação básica (MEC, 2013), a Arena sustentará 26.700 estudantes por ano. 

9) A Copa do Mundo foi feita para o brasileiro vê-la fora dos estádios? - Mentira. Pelo menos 65% dos ingressos foram adquiridos por brasileiros. Além disso, garantiu-se atendimento especial a cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e obesos.

10) Devemos ter vergonha do Brasil? 

Não. Pelo menos um milhão de brasileiros estiveram direta ou indiretamente trabalhando na preparação do evento, nas praças esportivas ou nas obras de infraestrutura. Os portos e aeroportos melhoraram, assim como a malha viária das cidades-sede. 

Itaquera, em São Paulo, passa por uma fase de acelerado desenvolvimento, por exemplo, com novas avenidas, ampliação do polo comercial e melhoria nos transportes. Ali, já se trabalha na instalação de um polo da cidadania, com incubadora de negócios e ampliação da rede de centros profissionalizantes. 


filoparanavai 2014

05 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

RELATÓRIO
Brasil é principal exemplo de sucesso na redução do desmatamento, aponta ONU 

Um relatório divulgado no dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, destacou o Brasil como exemplo de sucesso na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. Produzido pela Union of Concerned Scientists (UCS), com sede nos Estados Unidos, o documento intitulado "Histórias de sucesso no âmbito do desmatamento: nações tropicais onde as políticas de proteção e reflorestamento deram resultado” traz um capítulo dedicado ao Brasil, apresentado como o país que fez as maiores reduções no desmatamento e nas emissões em todo o mundo. 


Outros 16 países da África, América Latina e Ásia também são citados como exemplos de sucesso na proteção às florestas. O relatório indica que o governo brasileiro reduziu o desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, por meio da criação de áreas de proteção ambiental a partir da segunda metade da década de 1990, com grande intensificação neste século, e as moratórias acordadas com empresas privadas sobre a compra de soja e carne de áreas desmatadas. “As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e a sua contribuição para atrasar o aquecimento global não têm precedentes”, diz o documento. 


De acordo com o principal autor do trabalho, Doug Boucher, o caso brasileiro mostra que o desenvolvimento econômico não é prejudicado pela redução do desmatamento. “Por exemplo, as indústrias de soja e de carne bovina no Brasil prosperaram apesar das moratórias evitando o desmatamento”. O relatório avalia que a derrubada da floresta, “vista no século 20 como algo necessário para o desenvolvimento e uma reflexão do direito do Brasil de controlar seu território, passou a ser vista como uma destruição de recursos devastadora e exploradora daquilo que constituía o patrimônio de todos os brasileiros”. 


O estudo destaca o papel desempenhado pelas reservas indígenas na conservação da floresta amazônica, iniciativas estaduais e a ação de promotores públicos, “um braço independente do governo, separado do poder executivo e legislativo, e com poderes para processar os responsáveis pela violação da lei”. Também é citado o apoio internacional, como o acordo celebrado com a Noruega, que já repassou US$ 670 milhões em compensação pelas reduções das emissões. O documento é considerado de natureza não apenas financeira, mas também política e simbólica, mostrando o compromisso em apoiar os esforços dos países tropicais. 

Em relação ao futuro, no entanto, o relatório informa que duas mudanças em 2013 levantaram dúvidas sobre a continuidade do sucesso do país na área climática: as emendas ao Código Florestal Brasileiro que anistiam desmatamentos anteriores e o aumento de 28% na taxa de desmatamento entre 2012-2013 na comparação com o período 2011-2012. A avaliação do documento é que ainda é muito cedo para prever se este crescimento será uma tendência, mas ressalta que, embora o desmatamento tenha aumentado 28% no ano passado, em relação a 2012, ele foi 9% menor ao registrado em 2011 e 70% inferior à media entre 1996 e 2005. 

“O Brasil inscreveu seu plano para reduzir o desmatamento em 80% em 2020 na lei nacional, mas para que haja um progresso continuado será necessário redobrar os esforços para reduzir as emissões” afirma o documento. “Nesse meio tempo, a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra”, finaliza.

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/

filoparanavai 2014

OPINIÃO E ARGUMENTAÇÃO


Opinião, todos temos. Não importa quais são os saberes que sustentam essa opinião. Pode ela estar fundamentada em um saber de caráter meramente subjetivo senso comum e/ou em algum saber orientado por crença religiosa. Porém, de quem apresenta-se como cidadão espera-se muito mais que uma opinião sustentada por saberes de caráter subjetivo. 

É aí então que entra a educação e sua finalidade. O saber ensinado na escola é de caráter objetivo e/ou seja, então, a saber: científico, filosófico; a finalidade da educação tem que ser de humanizar e possibilitar a competência do exercício da cidadania ao aprendiz. 

Todo saber perpassa por três componentes essenciais: sujeito, sociedade e cultura. O sujeito é aquele que em ação trabalha e ao trabalhar se posiciona na sociedade em lugar hierárquizado, ao se relacionar em sociedade reproduz e produz aquilo que chamamos de cultura. Portanto, a educação só tem sentido de ser enquanto aquela que capacita o sujeito para ser cidadão. 

Mas ser cidadão não é uma tarefa fácil a ser cumprida pela educação. Primeiro, porque a educação não acontece de forma unilateral e muito menos individualizada, a educação que lida diretamente com conhecimento há que ser forjada pelas relações intersubjetivas e para que o sujeito além de cidadão pleno, seja humanizado, há que se falar de um saber originado de relações intersubjetivas (coletivas) entre sujeitos autônomos, ou seja, indivíduos livres e capazes de questionarem seus espaços de ações e capazes de intervirem nesses espaços para adequá-los às expectativas da construção de uma cultura democrática e profundamente humanizada.

A mesma educação que deveria promover a autonomia do sujeito e capacitá-lo para a cidadania por meio de ações fundadas em conhecimentos embasados na crítica, pode ser a mesma educação que não promove essa autonomia, fazendo o sujeito aprendiz apenas reproduzir uma cultura politicamente alienante que o desumaniza em todos os sentidos.

A distinção entre Público e Privado; Subjetividade e Objetividade; Senso Comum / Senso Religioso e Filosofia / Ciência; Razão e Crença; é fundamental para um processo que parta de nossas verdades subjetivas, perpasse nossas verdades intersubjetivas expressadas por nossas opiniões e pelo raciocínio lógico demonstrativo / argumentativo, assim chegando às verdades objetivas, reforçando nossa autonomia em relação à uma leitura mais objetiva das realidades que nos cercam para além de nossas verdades absolutizadas no âmbito da subjetividade [crenças, sentimentos, gostos]. 

Só assim poderemos construir subjetividades autônomas e uma sociedade marcada por relações intersubjetivas que prezem pela tolerância às diversidades pautada pelo respeito mútuo. Antes de tudo, o texto seguinte pode nos auxiliar em uma compreensão mais extensa sobre o que é a opinião e a argumentação em contraponto ao pensamento crítico. 

Opinião e Argumentação: Filosofia e pensamento crítico. 

O pensamento crítico é de algum modo o oposto do sexo na época vitoriana [A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Foi uma época puritana e assuntos como o sexo, eram tabus.] . Na época vitoriana o sexo era uma coisa que toda a gente conhecia e no qual toda a gente pensava, mas de que quase ninguém falava. O pensamento crítico, em Portugal [no Brasil], é uma coisa de que toda a gente fala, mas quase ninguém realmente pensa criticamente nem sabe o que é tal coisa. 

A ideia generalizada é que o pensamento crítico consiste em "dar a nossa opinião". Isto está tão próximo da verdade como dizer que uma bicicleta é uma coisa com rodas. Uma bicicleta é de fato uma coisa com rodas, mas não basta que algo tenha rodas para que seja uma bicicleta. Do mesmo modo, o pensamento crítico passa certamente por "dar a nossa opinião" — mas isso não é suficiente. Podemos perfeitamente dar a nossa opinião e não estarmos de modo algum a pensar de modo crítico — na verdade, basta ouvir os políticos e os nossos grandes "intelectuais" a falar na televisão para assistir a esse espetáculo degradante. 

Pensar de forma crítica é saber defender as nossas opiniões com argumentos rigorosos, claros e sistemáticos. E é neste aspecto que a filosofia, encarada como uma forma de pensamento crítico, se aproxima da ciência. É que quer a ciência quer a filosofia, praticadas no seu melhor, são um apelo constante ao pensamento crítico, à argumentação — a diferença entre ambas repousa unicamente no tipo de argumentos exigidos. Não basta a um físico dizer que refutou a teoria de Einstein: ele terá de dizer rigorosamente que aspecto da teoria de Einstein ele afirma que refutou e terá de apresentar argumentos poderosos, alguns dos quais de caráter experimental, para sustentar a sua afirmação. 

Do mesmo modo, em filosofia, não basta afirmar que "o homem é um ser situado"; é preciso começar por esclarecer o que quer tal coisa dizer realmente, e depois é preciso apresentar argumentos rigorosos, sistemáticos e claros que sustentem tal afirmação. Infelizmente, quem afirma este tipo de coisa em filosofia começa logo por nem esclarecer o que quer dizer a própria expressão de partida, pelo que nem vale a pena dar-lhes ouvidos. 

O pensamento crítico é o pensamento que sabe usar os instrumentos argumentativos à nossa disposição, que são disponibilizados pela lógica formal e informal. Pensar criticamente é saber sustentar as nossas opiniões com argumentos sólidos e não cometer falácias nem basear as nossas opiniões em jogos de palavras e em maus argumentos de autoridade. 

A filosofia e o pensamento crítico são a nossa melhor defesa contra a superstição. Perante as afirmações temerárias dos astrólogos, dos líderes religiosos e dos nossos políticos, a filosofia e o pensamento crítico dão-nos instrumentos para refletir sistemática, rigorosa e claramente, de modo a determinarmos se isso que eles dizem é ou não realmente sustentável. 

Ora, a humanidade não irá sobreviver se for incapaz de encontrar soluções criativas e seguras para os problemas que enfrenta, e se substituir estas pelas soluções obscurantistas dos que defendem antes de mais nada a autoridade religiosa, a atitude acrítica perante a astrologia e outras pseudociências e a passividade perante as propostas tantas vezes absurdas dos nossos políticos. E os desafios que teremos de enfrentar a longo prazo, como espécie, são muito maiores do que a generalidade das pessoas pensa, pelo que a necessidade de um pensamento límpido e solidamente ancorado em bons argumentos é incontornável. 

A filosofia e o pensamento crítico permitirão conceber soluções criativas e sustentadas para os problemas que enfrentamos. Por exemplo, a tecnologia médica permite-nos hoje manter pessoas vivas, em estado vegetativo, durante anos. Isto representa um problema ético a que temos de dar uma resposta clara, baseada em argumentos claros e sólidos, em vez de darmos uma resposta baseada em pressupostos religiosos dúbios. A filosofia ajuda-nos a encontrar essas respostas, precisamente. Este é apenas um exemplo; há muitos mais, como os problemas relacionados com a pobreza no mundo, com os refugiados e com a ecologia. 

A filosofia e o pensamento crítico implicam a tolerância e o respeito, que tanta falta fazem no mundo contemporâneo. 

A filosofia e o pensamento crítico exigem uma postura de cordialidade atenta, pois temos de escutar cuidadosamente os argumentos das outras pessoas para, juntos, encontrarmos argumentos melhores e soluções mais adequadas. 

O nosso futuro como espécie depende em grande parte da capacidade que tivermos para cultivar o pensamento crítico — essa atitude que a ciência descobriu nos séculos XVII e XVIII e que a filosofia aprofundou nos séculos XIX e XX.  

Compete a cada um de nós, profissionais da ciência e da filosofia, divulgar não apenas os conteúdos próprios de cada uma das nossas áreas do conhecimento, mas também essa atitude que constitui o maior monumento alguma vez erguido por mão humana: o pensamento crítico e a inteligência clara. 

[Texto de Desidério Orlando Figueiredo Murcho (18 de Maio de 1965) é um filósofo, professor e escritor português. Disponível em: criticanarede.com/‎]

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