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segunda-feira, 24 de junho de 2013

FORTALECENDO A DEMOCRACIA: Manifestações pelos municípios do Brasil cobrando serviços públicos de qualidade pode ser a nova Ágora da contemporaneidade


O POVO BRASILEIRO ACORDOU


                     Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR

Via e-mail recebi a seguinte mensagem de uma internauta:

"VOCÊ DEU A SUA OPINIÃO AGORA É A MNHA VEZ!VEJO ESSAS MANIFESTAÇÕES COMO UM GOLPE DA OPOSIÇÃO, QUE COMEÇOU COM VÁRIAS PROPAGANDAS ALIENATÓRIAS PARTIDÁRIAS DE CRÍTICAS AO ATUAL GOVERNO. JUNTO COM A REDE GLOBO A "OPOSIÇÃO" INFLUENCIOU OS JOVENS BRASILEIROS.EM SUMA É UMA SACADA DE MESTRE, COM O INTUITO DE ENFRAQUECER O GOVERNO E TER A CHANCE DE TIRAR O PT DO PODER. SE A ORIGEM DESSES PROTESTOS ACONTECESSEM REALMENTE PARA MUDAR O PAÍS EU SERIA TOTALMENTE A FAVOR, MAS MESMO COM UMA CAUSA ERRADA POR TRAZ DISSO TUDO UMA PARTE DAS PESSOAS ESTÃO INDO PARA AS RUAS LUTAR PELOS SEUS DIREITOS. VOCÊ PODE NÃO CONCORDAR COM ISSO, MAS REFLETINDO MELHOR EU TENHO UM POUCO DE RAZÃO". [Ketlin Lomes]

Ketlin, realmente você tem muita razão e faz uma análise de conjuntura excelente, pois foi realmente isso o que ocorreu na última quinta-feira [20/06]. A mídia conservadora e que está a serviço da ideologia das classes dominantes se apropriou das manifestações de forma que a agenda inicial centrada em discussões acerca de problemas enfrentados pelos trabalhadores no âmbito dos municípios foi sinistramente manipulada para que Dilma e o governo federal virassem os alvos. Mentora dessa orquestração a Rede "BOBO" de Televisão tomou a dianteira e passou a ditar novos temas para os manifestantes erguerem bandeiras nas ruas  de forma manipulada e acrítica, a saber: PEC 37, contra a qual a famigerada Globo se coloca contra e uma proposta de golpe contra Dilma utilizando da temática corrupção em uma abstração genérica.

O que eu fiz foi realçar e parabenizar os jovens por saírem às ruas. Tanto que o movimento  em São Paulo conquistou sua reivindicação, o que aconteceu em outras cidades do Brasil. Hoje, conquistamos pelos governos Lula/Dilma o direito de exigir serviços públicos de qualidade. Transporte, saúde, segurança, educação, habitação e outros temas, só não podem, devem estar na agenda de negociações para que possamos fazer jus aos pesados impostos que pagamos.

Estou animado diante dessa reação da juventude brasileira. Imagino um pouco essas manifestações em analogia a ágora grega, espaço onde os cidadão iam discutir os problemas da cidade em busca de resolvê-los.

A população tem mais é que ir para as ruas sim, com consciência daquilo que deseja. Nesse sentido, a população trabalhadora poderá ser a mais beneficiada. O que não pode é deixar as classes dominantes que sempre governaram em país em prejuízo aos trabalhadores manipule a agenda dos reais problemas dos trabalhadores. Nem que essas manifestações se transforme em violência e morte. A DEMOCRACIA deve acontecer pela discussão de ideias. Se for assim, então podemos dizer que a população está se politizando e que poderá escrever novas páginas em nossa história. Resta dizer que o grande instrumento ao qual devemos essa possibilidade é a INTERNET que deve ser declarada território livre [democrático] da informação e do conhecimento.

Seguem abaixo três notícias, em sintonia a sua observação acima Ketlin, em um conceituado meio de informações, vale a pena conferir: 

É PRECISO ACENDER A LUZ VERMELHA. UM BANDO DE INSANOS ULTRADIREITISTAS DEFENSORES DO CAPITAL DEFENDEM O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA E A DITADURA 

              Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR
GUINADA À DIREITA 
Movimento 'antipolítica' antecipa o roteiro do golpe nas redes sociais Sem meias palavras, movimento que dominou manifestações de rua nos últimos dias começa a pedir o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e a clamar por Joaquim Barbosa, o 'salvador da pátria' 

Com a apropriação da onda de manifestações em várias cidades brasileiras por pautas conservadoras, as redes sociais ligadas a esses grupos já começam a traçar uma espécie de "roteiro do golpe". De um lado, defendem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, de "todos os políticos" e de "todos os partidos". De outro, clamam para que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, assuma o comando do país para que as forças armadas ajam “em defesa da população que se manifesta nas ruas”. 

Embora sejam difusamente compartilhadas, as campanhas atingem um número relevante de pessoas. Uma delas, com a foto de Barbosa pedindo que assuma a presidência do país, já passa de 270 mil compartilhamentos. 

Outra, no site Avaaz.org, pede o impeachment de Dilma e tem 315 mil assinaturas. Junto a elas, comentários pedindo o fim dos partidos, ação das forças armadas, separação de São Paulo do restante do país etc. 

Em outra ação, os grupos de direita criaram um evento no Facebook convocando greve geral para 1º de julho. Na pauta de reivindicações estão o “fim da roubalheira", a "auditoria no caixa do governo" e a "punição para os corruptos”, entre outros nove temas. O ato contava 390 mil confirmações até as 13h de hoje. 

Um vídeo da organização Anonymous, publicado na terça (18), chegou à marca de 1,4 milhão de compartilhamentos. O filme divulga “as cinco causas diretas, sem cunho religioso ou ideológico, sem bandeiras partidárias ou subjetividades”. As ideias propostas como de “cunho moral” e “unanimemente aceitas” são: Não à PEC 37; saída de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional — ele é presidente do Senado — investigação e punição das irregularidades na organização da Copa do Mundo; lei que torne a corrupção crime hediondo; e fim do foro privilegiado. 

Na noite de ontem (20), o site do jornal Brasil de Fato denunciava a realização de uma pesquisa pelo Instituto Datafolha, que perguntava às pessoas qual afirmação ela se identificava mais: "a democracia é sempre melhor que qualquer forma de governo"; "em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático"; ou "tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura". 

Todas essas iniciativas incendeiam ainda mais o cenário de temeridade formado pela tomada do movimento que ganhou as ruas nos últimos dias pelas pautas identificadas com a direita política. O Movimento Passe Livre declarou na manhã de hoje que não convocará mais protestos, pois alcançou a vitória almejada, e criticou a violência contra organizações políticas ocorridas na manifestação de ontem (20) na avenida Paulista. 

FONTE: REDEBRASILATUAL 

MPL CONVOCA MANIFESTAÇÃO PARA A PERIFERIA DE SÃO PAULO NA TERÇA COM AGENDA CENTRADA EM PROBLEMAS DA POPULAÇÃO TRABALHADORA 


                 Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR


O esforço é no sentido de evitar que a mobilização seja apropriada por grupos conservadores e pela mídia tradicional. Nosso papel enquanto movimento social é fortalecer a luta social de esquerda. Se a luta social de esquerda está na periferia de São Paulo, é para lá que a gente vai. 


O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o grupo Periferia Ativa e o Movimento Passe Livre (MPL) convocaram para a próxima terça-feira (25), na zona sul de São Paulo, novos atos por melhoria dos serviços públicos e contra a violência policial. A concentração às 7h na Praça do Campo Limpo e na estação de metrô Capão Redondo deve repetir as mobilizações convocadas na quarta-feira passada, voltadas para as regiões periféricas da capital. 

“Achamos que ao levar os atos para a periferia, há uma reivindicação concreta dos trabalhadores. Não é um ato com ideias conservadoras porque isso depende de ter pautas claras. Deixamos claro que as pautas passam longe de algumas pautas conservadoras, que nós lamentamos muito”, diz Guilherme Boulos, de coordenador nacional do MTST. “A gente entende que o trabalho que já existe nessas regiões, com movimentos nos bairros, é importante, e a partir disso marcamos na zona sul.” 

Os organizadores do ato vão cobrar a desmilitarização da Polícia Militar, a redução do custo de vida e controle público sobre os preços dos aluguéis. Na visão dos movimentos que atuam na periferia, a alta nos valores despendidos pelas famílias mensalmente em moradia torna inviável a habitação nas grandes cidades e agrava a pobreza. Outra cobrança é por saúde e educação de “Padrão Fifa” - a Copa das Confederações aumentou a insatisfação com o investimento de recursos públicos em obras voltadas aos megaeventos. Além disso, os manifestantes vão promover a discussão sobre a “tarifa zero”, principal bandeira do Passe Livre. 

A novidade em relação aos atos da semana passada na mesma região é justamente que o MPL estará concentrado na periferia neste dia. Nas últimas semanas, a necessidade de provocar a revogação do aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô levou à concentração das manifestações no centro. “A gente entende que agora, mais do que nunca, depois que os protestos tomaram uma dimensão muito grande, é fundamental que o MPL, que tem uma articulação com esses grupos, se una a eles para continuar a debater as questões que vão além da questão da revogação do aumento. A gente consquistou a revogação. O passo seguinte é a tarifa zero”, explica a militante do MPL Erica de Oliveira. 

Ela nega que o movimento tenha recuado na ideia de não convocar novos atos. Na sexta-feira, o grupo emitiu nota condenando a violência contra partidos políticos na manifestação da véspera, que deveria ter sido uma comemoração da revogação do aumento, obtida na quarta-feira do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito da capital, Fernando Haddad (PT). “O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário”, disse o comunicado. “Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.” 

Érica diz que o movimento não fechou posição quanto a organizar ou não novos atos como forma de evitar que a mobilização seja apropriada por grupos conservadores e pela mídia tradicional. “Nosso papel enquanto movimento social é fortalecer a luta social de esquerda. Se a luta social de esquerda está na periferia de São Paulo, é para lá que a gente vai. É importante para os movimentos sociais que foram fundamentais para a gente na luta contra o aumento.” 

Em nota divulgada ontem, com o título “Sobre a continuidade da luta”, o Passe Livre disse que não tomou a decisão de suspender os protestos. "Se antes diziam que baixar a passagem era impossível, a luta do povo provou que não é. Já derrubamos os 20 centavos. Podemos conquistar muito mais. O transporte só vai ser público de verdade quando não tivermos que pagar nenhuma tarifa para usá-lo", informou. 

fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/ 

Movimentos cobram união da esquerda em 'conjuntura pesada' 

                        Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR

Reunião convocada pelo MST esboça agenda de reivindicações a ser levada ao governo federal e ao Congresso. Stédile celebra pronunciamento de Dilma: 'Ela ouviu as vozes das ruas' 

Movimentos sociais, partidos políticos e entidades de classe se reuniram ontem (21) para discutir a conjuntura política da atualidade tendo em vista as manifestações das últimas semanas, organizadas pelo Movimento Passe Livre, e o desencadeamento de outros protestos, sem lideranças claras e pautas variadas. 

No encontro, as organizações buscaram esboçar uma agenda unificada. Para Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares, o consenso é difícil. No entanto, “tudo depende do momento conjuntural, ele define o rumo das coisas. E nesse caso, o nosso rumo foi definido por essa conjuntura, que não é de se brincar. É uma conjuntura pesada, em que o povo está levado a ir para as ruas, está receptivo a fazer suas lutas, e nós não podemos recuar”. 

A Central Sindical e Popular (Conlutas) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) participaram da reunião e destacaram o compromisso com as demais centrais sindicais – com quem se encontram na próxima terça-feira (25). Para Vagner Freitas, presidente da CUT, o debate foi importante para reunir as esquerdas. “Temos muitas divergências e dificuldades entre nós, mas a unificação é importante. A CUT não sai daqui com nenhuma proposta. Tratamos de construir um fórum que consiga unificar e discutir os nossos problemas”. 

Representantes de diversos movimentos apresentaram ideias de como pautar os militantes para os novos protestos marcados para esta semana, além de combater de forma ideológica as iniciativas reacionárias que têm se mostrado crescentes nas últimas mobilizações de rua. A constatação é de que muitas das pautas progressistas apresentadas por muitos manifestantes são reivindicações antigas dos movimentos sociais. Por isso, aproveitar o momento para reforçar o coro e construir um diálogo com o poder público é fundamental para novas conquistas. 

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, fez um balanço positivo da reunião e apontou duas pautas presentes em várias falas durante a noite. “Essa reunião demonstrou que o povo unido em luta no Brasil, por meio das ações do movimentos sociais, tem muita unidade a construir em torno de pautas que possibilitem nosso país a avançar no caminho das mudanças. Como é o caso de uma reforma política que garanta mais participações populares nas decisões da política brasileira, que garanta financiamento público de campanha, e principalmente, nesta pauta educacional, que hoje se manifesta através da luta dos 10% do PIB para a educação”. 

Ontem, durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que vai procurar os líderes dos outros poderes constitucionais para propor a aprovação de uma reforma política, e reforçou a promessa de destinar 100% dos royalties dos novos blocos de exploração do pré-sal para a educação. 

João Pedro Stédile, presidente do MST, movimento que teve a iniciativa do encontro, resumiu algumas pautas apresentadas e consideradas essenciais. Para ele, é preciso levar adiante a apresentação de um projeto de lei pela democratização dos meios de comunicação, debater a reforma do Poder Judiciário, garantir a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, cobrar a destinação de mais recursos para educação, saúde e transporte público, suspender os leilões do petróleo e promover uma reforma urbana. 

A reunião foi interrompida para acompanhar o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio de que ela se reunirá com lideranças de movimentos populares foi ovacionado. Stédile admitiu surpresa: “Foi uma fala boa, política, e revela que ela ouviu as vozes das ruas. Agora, como tudo na vida, a gente tem que ser um pouco São Tomé, só acreditar vendo. Então eu espero que ela dê concretude às propostas políticas que anunciou.” 

As mais de 30 entidades que participaram na reunião devem se encontrar novamente na próxima semana para definir as propostas concretas. 

FONTE: redebrasilatual

Filoparanavaí 2013

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