segunda-feira, 24 de junho de 2013

FORTALECENDO A DEMOCRACIA: Manifestações pelos municípios do Brasil cobrando serviços públicos de qualidade pode ser a nova Ágora da contemporaneidade


O POVO BRASILEIRO ACORDOU


                     Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR

Via e-mail recebi a seguinte mensagem de uma internauta:

"VOCÊ DEU A SUA OPINIÃO AGORA É A MNHA VEZ!VEJO ESSAS MANIFESTAÇÕES COMO UM GOLPE DA OPOSIÇÃO, QUE COMEÇOU COM VÁRIAS PROPAGANDAS ALIENATÓRIAS PARTIDÁRIAS DE CRÍTICAS AO ATUAL GOVERNO. JUNTO COM A REDE GLOBO A "OPOSIÇÃO" INFLUENCIOU OS JOVENS BRASILEIROS.EM SUMA É UMA SACADA DE MESTRE, COM O INTUITO DE ENFRAQUECER O GOVERNO E TER A CHANCE DE TIRAR O PT DO PODER. SE A ORIGEM DESSES PROTESTOS ACONTECESSEM REALMENTE PARA MUDAR O PAÍS EU SERIA TOTALMENTE A FAVOR, MAS MESMO COM UMA CAUSA ERRADA POR TRAZ DISSO TUDO UMA PARTE DAS PESSOAS ESTÃO INDO PARA AS RUAS LUTAR PELOS SEUS DIREITOS. VOCÊ PODE NÃO CONCORDAR COM ISSO, MAS REFLETINDO MELHOR EU TENHO UM POUCO DE RAZÃO". [Ketlin Lomes]

Ketlin, realmente você tem muita razão e faz uma análise de conjuntura excelente, pois foi realmente isso o que ocorreu na última quinta-feira [20/06]. A mídia conservadora e que está a serviço da ideologia das classes dominantes se apropriou das manifestações de forma que a agenda inicial centrada em discussões acerca de problemas enfrentados pelos trabalhadores no âmbito dos municípios foi sinistramente manipulada para que Dilma e o governo federal virassem os alvos. Mentora dessa orquestração a Rede "BOBO" de Televisão tomou a dianteira e passou a ditar novos temas para os manifestantes erguerem bandeiras nas ruas  de forma manipulada e acrítica, a saber: PEC 37, contra a qual a famigerada Globo se coloca contra e uma proposta de golpe contra Dilma utilizando da temática corrupção em uma abstração genérica.

O que eu fiz foi realçar e parabenizar os jovens por saírem às ruas. Tanto que o movimento  em São Paulo conquistou sua reivindicação, o que aconteceu em outras cidades do Brasil. Hoje, conquistamos pelos governos Lula/Dilma o direito de exigir serviços públicos de qualidade. Transporte, saúde, segurança, educação, habitação e outros temas, só não podem, devem estar na agenda de negociações para que possamos fazer jus aos pesados impostos que pagamos.

Estou animado diante dessa reação da juventude brasileira. Imagino um pouco essas manifestações em analogia a ágora grega, espaço onde os cidadão iam discutir os problemas da cidade em busca de resolvê-los.

A população tem mais é que ir para as ruas sim, com consciência daquilo que deseja. Nesse sentido, a população trabalhadora poderá ser a mais beneficiada. O que não pode é deixar as classes dominantes que sempre governaram em país em prejuízo aos trabalhadores manipule a agenda dos reais problemas dos trabalhadores. Nem que essas manifestações se transforme em violência e morte. A DEMOCRACIA deve acontecer pela discussão de ideias. Se for assim, então podemos dizer que a população está se politizando e que poderá escrever novas páginas em nossa história. Resta dizer que o grande instrumento ao qual devemos essa possibilidade é a INTERNET que deve ser declarada território livre [democrático] da informação e do conhecimento.

Seguem abaixo três notícias, em sintonia a sua observação acima Ketlin, em um conceituado meio de informações, vale a pena conferir: 

É PRECISO ACENDER A LUZ VERMELHA. UM BANDO DE INSANOS ULTRADIREITISTAS DEFENSORES DO CAPITAL DEFENDEM O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA E A DITADURA 

              Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR
GUINADA À DIREITA 
Movimento 'antipolítica' antecipa o roteiro do golpe nas redes sociais Sem meias palavras, movimento que dominou manifestações de rua nos últimos dias começa a pedir o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e a clamar por Joaquim Barbosa, o 'salvador da pátria' 

Com a apropriação da onda de manifestações em várias cidades brasileiras por pautas conservadoras, as redes sociais ligadas a esses grupos já começam a traçar uma espécie de "roteiro do golpe". De um lado, defendem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, de "todos os políticos" e de "todos os partidos". De outro, clamam para que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, assuma o comando do país para que as forças armadas ajam “em defesa da população que se manifesta nas ruas”. 

Embora sejam difusamente compartilhadas, as campanhas atingem um número relevante de pessoas. Uma delas, com a foto de Barbosa pedindo que assuma a presidência do país, já passa de 270 mil compartilhamentos. 

Outra, no site Avaaz.org, pede o impeachment de Dilma e tem 315 mil assinaturas. Junto a elas, comentários pedindo o fim dos partidos, ação das forças armadas, separação de São Paulo do restante do país etc. 

Em outra ação, os grupos de direita criaram um evento no Facebook convocando greve geral para 1º de julho. Na pauta de reivindicações estão o “fim da roubalheira", a "auditoria no caixa do governo" e a "punição para os corruptos”, entre outros nove temas. O ato contava 390 mil confirmações até as 13h de hoje. 

Um vídeo da organização Anonymous, publicado na terça (18), chegou à marca de 1,4 milhão de compartilhamentos. O filme divulga “as cinco causas diretas, sem cunho religioso ou ideológico, sem bandeiras partidárias ou subjetividades”. As ideias propostas como de “cunho moral” e “unanimemente aceitas” são: Não à PEC 37; saída de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional — ele é presidente do Senado — investigação e punição das irregularidades na organização da Copa do Mundo; lei que torne a corrupção crime hediondo; e fim do foro privilegiado. 

Na noite de ontem (20), o site do jornal Brasil de Fato denunciava a realização de uma pesquisa pelo Instituto Datafolha, que perguntava às pessoas qual afirmação ela se identificava mais: "a democracia é sempre melhor que qualquer forma de governo"; "em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático"; ou "tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura". 

Todas essas iniciativas incendeiam ainda mais o cenário de temeridade formado pela tomada do movimento que ganhou as ruas nos últimos dias pelas pautas identificadas com a direita política. O Movimento Passe Livre declarou na manhã de hoje que não convocará mais protestos, pois alcançou a vitória almejada, e criticou a violência contra organizações políticas ocorridas na manifestação de ontem (20) na avenida Paulista. 

FONTE: REDEBRASILATUAL 

MPL CONVOCA MANIFESTAÇÃO PARA A PERIFERIA DE SÃO PAULO NA TERÇA COM AGENDA CENTRADA EM PROBLEMAS DA POPULAÇÃO TRABALHADORA 


                 Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR


O esforço é no sentido de evitar que a mobilização seja apropriada por grupos conservadores e pela mídia tradicional. Nosso papel enquanto movimento social é fortalecer a luta social de esquerda. Se a luta social de esquerda está na periferia de São Paulo, é para lá que a gente vai. 


O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o grupo Periferia Ativa e o Movimento Passe Livre (MPL) convocaram para a próxima terça-feira (25), na zona sul de São Paulo, novos atos por melhoria dos serviços públicos e contra a violência policial. A concentração às 7h na Praça do Campo Limpo e na estação de metrô Capão Redondo deve repetir as mobilizações convocadas na quarta-feira passada, voltadas para as regiões periféricas da capital. 

“Achamos que ao levar os atos para a periferia, há uma reivindicação concreta dos trabalhadores. Não é um ato com ideias conservadoras porque isso depende de ter pautas claras. Deixamos claro que as pautas passam longe de algumas pautas conservadoras, que nós lamentamos muito”, diz Guilherme Boulos, de coordenador nacional do MTST. “A gente entende que o trabalho que já existe nessas regiões, com movimentos nos bairros, é importante, e a partir disso marcamos na zona sul.” 

Os organizadores do ato vão cobrar a desmilitarização da Polícia Militar, a redução do custo de vida e controle público sobre os preços dos aluguéis. Na visão dos movimentos que atuam na periferia, a alta nos valores despendidos pelas famílias mensalmente em moradia torna inviável a habitação nas grandes cidades e agrava a pobreza. Outra cobrança é por saúde e educação de “Padrão Fifa” - a Copa das Confederações aumentou a insatisfação com o investimento de recursos públicos em obras voltadas aos megaeventos. Além disso, os manifestantes vão promover a discussão sobre a “tarifa zero”, principal bandeira do Passe Livre. 

A novidade em relação aos atos da semana passada na mesma região é justamente que o MPL estará concentrado na periferia neste dia. Nas últimas semanas, a necessidade de provocar a revogação do aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô levou à concentração das manifestações no centro. “A gente entende que agora, mais do que nunca, depois que os protestos tomaram uma dimensão muito grande, é fundamental que o MPL, que tem uma articulação com esses grupos, se una a eles para continuar a debater as questões que vão além da questão da revogação do aumento. A gente consquistou a revogação. O passo seguinte é a tarifa zero”, explica a militante do MPL Erica de Oliveira. 

Ela nega que o movimento tenha recuado na ideia de não convocar novos atos. Na sexta-feira, o grupo emitiu nota condenando a violência contra partidos políticos na manifestação da véspera, que deveria ter sido uma comemoração da revogação do aumento, obtida na quarta-feira do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito da capital, Fernando Haddad (PT). “O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário”, disse o comunicado. “Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.” 

Érica diz que o movimento não fechou posição quanto a organizar ou não novos atos como forma de evitar que a mobilização seja apropriada por grupos conservadores e pela mídia tradicional. “Nosso papel enquanto movimento social é fortalecer a luta social de esquerda. Se a luta social de esquerda está na periferia de São Paulo, é para lá que a gente vai. É importante para os movimentos sociais que foram fundamentais para a gente na luta contra o aumento.” 

Em nota divulgada ontem, com o título “Sobre a continuidade da luta”, o Passe Livre disse que não tomou a decisão de suspender os protestos. "Se antes diziam que baixar a passagem era impossível, a luta do povo provou que não é. Já derrubamos os 20 centavos. Podemos conquistar muito mais. O transporte só vai ser público de verdade quando não tivermos que pagar nenhuma tarifa para usá-lo", informou. 

fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/ 

Movimentos cobram união da esquerda em 'conjuntura pesada' 

                        Manifestação pela qualidade dos serviços públicos na cidade de Paranavaí - PR

Reunião convocada pelo MST esboça agenda de reivindicações a ser levada ao governo federal e ao Congresso. Stédile celebra pronunciamento de Dilma: 'Ela ouviu as vozes das ruas' 

Movimentos sociais, partidos políticos e entidades de classe se reuniram ontem (21) para discutir a conjuntura política da atualidade tendo em vista as manifestações das últimas semanas, organizadas pelo Movimento Passe Livre, e o desencadeamento de outros protestos, sem lideranças claras e pautas variadas. 

No encontro, as organizações buscaram esboçar uma agenda unificada. Para Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares, o consenso é difícil. No entanto, “tudo depende do momento conjuntural, ele define o rumo das coisas. E nesse caso, o nosso rumo foi definido por essa conjuntura, que não é de se brincar. É uma conjuntura pesada, em que o povo está levado a ir para as ruas, está receptivo a fazer suas lutas, e nós não podemos recuar”. 

A Central Sindical e Popular (Conlutas) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) participaram da reunião e destacaram o compromisso com as demais centrais sindicais – com quem se encontram na próxima terça-feira (25). Para Vagner Freitas, presidente da CUT, o debate foi importante para reunir as esquerdas. “Temos muitas divergências e dificuldades entre nós, mas a unificação é importante. A CUT não sai daqui com nenhuma proposta. Tratamos de construir um fórum que consiga unificar e discutir os nossos problemas”. 

Representantes de diversos movimentos apresentaram ideias de como pautar os militantes para os novos protestos marcados para esta semana, além de combater de forma ideológica as iniciativas reacionárias que têm se mostrado crescentes nas últimas mobilizações de rua. A constatação é de que muitas das pautas progressistas apresentadas por muitos manifestantes são reivindicações antigas dos movimentos sociais. Por isso, aproveitar o momento para reforçar o coro e construir um diálogo com o poder público é fundamental para novas conquistas. 

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, fez um balanço positivo da reunião e apontou duas pautas presentes em várias falas durante a noite. “Essa reunião demonstrou que o povo unido em luta no Brasil, por meio das ações do movimentos sociais, tem muita unidade a construir em torno de pautas que possibilitem nosso país a avançar no caminho das mudanças. Como é o caso de uma reforma política que garanta mais participações populares nas decisões da política brasileira, que garanta financiamento público de campanha, e principalmente, nesta pauta educacional, que hoje se manifesta através da luta dos 10% do PIB para a educação”. 

Ontem, durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que vai procurar os líderes dos outros poderes constitucionais para propor a aprovação de uma reforma política, e reforçou a promessa de destinar 100% dos royalties dos novos blocos de exploração do pré-sal para a educação. 

João Pedro Stédile, presidente do MST, movimento que teve a iniciativa do encontro, resumiu algumas pautas apresentadas e consideradas essenciais. Para ele, é preciso levar adiante a apresentação de um projeto de lei pela democratização dos meios de comunicação, debater a reforma do Poder Judiciário, garantir a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, cobrar a destinação de mais recursos para educação, saúde e transporte público, suspender os leilões do petróleo e promover uma reforma urbana. 

A reunião foi interrompida para acompanhar o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio de que ela se reunirá com lideranças de movimentos populares foi ovacionado. Stédile admitiu surpresa: “Foi uma fala boa, política, e revela que ela ouviu as vozes das ruas. Agora, como tudo na vida, a gente tem que ser um pouco São Tomé, só acreditar vendo. Então eu espero que ela dê concretude às propostas políticas que anunciou.” 

As mais de 30 entidades que participaram na reunião devem se encontrar novamente na próxima semana para definir as propostas concretas. 

FONTE: redebrasilatual

Filoparanavaí 2013

BRASIL HOMOFÓBICO: A HOMOFOBIA CONTINUA A MATAR EM NOSSO PAÍS ENQUANTO O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO RETROCEDE PAÍS NA GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS


OS DIAS DO ANO 2013 PASSAM E A HOMOFOBIA CONTINUA A MATAR 


Triste Brasil, onde o respeito aos direitos humanos de parcela da população encontra-se à mercê do fanatismo religioso fundamentalista 

O Estado laico brasileiro encontra-se sob ameaça de grupos fundamentalistas que iludem o povo com seus discursos mentirosos e de ódio. Os radicais religiosos dizem que lutam pela liberdade religiosa e pela cidadania, mas na verdade querem instalar um Estado teocrático, ou seja, uma ditadura tipo Irã, para impor a toda a sociedade seus padrões morais e de comportamento. É puro fascismo religioso ! 

Significa dizer que no Brasil, para se conseguir que a Constituição se torne efetiva (art. 5º inc XLI), é necessário "fazer acordo com os evangélicos"?... 

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 

No Brasil, para que tenham validade os Direitos Humanos, cujos tratados internacionais o Brasil assinou e ratificou, é necessário fazer "acordo com os evangélicos"? 

O PLC 122/2006 (oriundo de um projeto que é de 2001, ou seja, de onze anos atrás) encontra-se SEM RELATOR DESDE SETEMBRO, quando Marta Suplicy foi alçada a Ministra. 

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias, discutindo a “cura gay” e a criminalização da “heterofobia”, mostra o caráter da onda fundamentalista promovida por falsos profetas e vendilhões do templo. 

Nesse sentido, todos nós que sofremos discriminação; negros, mulheres, LGBTTs, religiosos de matriz africana, indígenas, devemos nos unir para elegermos um Congresso Nacional que não deboche da cara dos brasileiros. Os ambientalistas, que sofrem com a aliança entre a bancada ruralista e boa parte da bancada antigay, também devem juntar-se a nós nesse esforço. Esta é a senha pra saber quem honrará o seu voto: a defesa dos Direitos humanos de LGBTTs; uma minoria que sofre escárnio, bullying e violência, cuja defesa requer coragem do político aliado, que é em quem devemos apoiar e votar. Enquanto isso, o político que é reacionário, machista, elitista e racista, mas que tem vergonha de admiti-lo, deixa cair sua máscara quando orgulha-se de ser homofóbico. Esse deve ser combatido por todos aqueles que defendem Direitos Humanos e um Estado democrático para todos. Nesse sentido, TODOS, mesmo os não-LGBTT, leiam a “Cartilha LGBT para as Eleições 2012/2014″. Quando elegemos políticos que, contra tudo e todos, defendem os Direitos Humanos de LGBTs, certamente ganhamos também um aliado de todas as minorias e do meio ambiente. Acesse o link da Cartilha e dê sugestões para melhorá-la, pois pretendemos lançar uma segunda edição específica para as eleições de 2014. 

ENTENDA O LADO MAL DA RELIGIÃO QUE É CAPAZ DE MATAR 

Confrontos religiosos e fundamentalismos Com Leandro Karnal 

[Leandro Karnal (São Leopoldo, RS, 1963) é um historiador brasileiro. Atualmente ministra aulas na UNICAMP e na Casa do Saber na área de História da América e tem publicações sobre ensino de História. É autor de Teatro da Fé (Editora Hucitec); História na Sala de Aula (Editora Contexto) e Estados Unidos - a formação da nação (Editora Contexto). Possui graduação em Historia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1985) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo(1994). Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo. Colaborou na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Além de ser reconhecido pelo seu enorme domínio da oratória, também é poliglota.]

           

GENTE INTELIGENTE E HUMANA É OUTRA COISA OS FUNDAMENTALISTAS CRISTÃOS CATÓLICOS/EVANGÉLICOS QUE USAM A BÍBLIA DOS JUDEUS, DEVERIAM APRENDER COM OS PRÓPRIOS JUDEUS A SER MAIS HUMANOS. OS JUDEUS EVOLUÍRAM, ESSES FUNDAMENTALISTAS PARARAM NO TEMPO. JUDEU DEFENDE CASAMENTO CIVIL [IGUALITÁRIO] PARA CASAIS HOMOAFETIVOS... 

RABINO NILTON BONDER, um dos líderes da Comunidade Judaica no Brasil, coloca os líderes religiosos conservadores, católicos e evangélicos, no bolso, e dá uma lição de humanidade...

            

Filoparanavai 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dilma reconhece legitimidade de protestos, mas pede respeito à manutenção da ordem

AGENDA

Dilma diz estar 'ouvindo as ruas' e promete melhorar serviços públicos Em cadeia nacional, presidenta defende Plano Nacional de Mobilidade Urbana, 100% dos royalties do petróleo para educação, reforma política e vinda de médicos estrangeiros: 'Vou me reunir com manifestantes'

 

 

Filoparanavai 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

MOMENTOS OPORTUNOS PARA A ALIENAR AINDA MAIS O POVO BRASILEIRO: A COPA E O PAPA


QUER UMA ANTECIPAÇÃO DE COMO SERÁ A PASSAGEM DO PAPA NO BRASIL E A COBERTURA DA REDE BOBO DE TELEVISÃO? Papa anda de havaianas na favela do Alemão; papa dispensa salmão no almoço e pede ovos fritos; papa doa anel de rubi para família pobre do morro de Dona Marta; papa pega no colo bebê em favela; papa troca Hotel de 5 estrelas por hotel sem estrelas; papa anda de buzão no Rio de Janeiro... O papa pobre está se transformando também no papa conversinha... 

VEJA SÓ QUANTA IRONIA... JÁ NÃO BASTASSE O FELICIANO E SUA "CURA GAY" AQUI NO BRASIL, A CADA DIA QUE PASSA O PAPA HOMOFÓBICO; DE PARTICIPAÇÃO QUESTIONÁVEL NA DITADURA MILITAR ARGENTINA; O MESMO QUE AFIRMOU QUE AS MULHERES NÃO PODEM EXERCER CARGOS POLÍTICOS E DEVEM SER SUBMISSAS AOS HOMENS, AGORA DIZ em missa no Vaticano, defender o batismo de filhos de mães solteiras. “Somos muitas vezes controladores da fé, em vez de facilitadores”, disse o papa ao se referir a algum padre que se recusa a batizar uma criança filha de mãe solteira. “Essa mulher teve a coragem de continuar a gravidez. E o que encontra? Uma porta fechada?”, completou. 

Engraçado, depois de jogar as mães solteiras no inferno em séculos de história vir agora com esse discurso de compaixão. Mulheres em números incontáveis foram "excomungadas", discriminadas, condenadas, rejeitadas em comunidades, só por serem mães solteiras. Que fosse apenas um caso já seria repudiável. Então um discurso conversinha e tudo bem??? 

Palavras soltas ao vento nada mais que palavras. No período escravocrata os discursos papais também eram bonitos e exaltavam que o Negro também era gente. Mas a práxis da Igreja sempre foi funesta. Legitimava a ideologia escravocrata que além de impor a escravidão, eliminou impiedosamente milhões de negros africanos. O apoio da Igreja Católica não tinha nada a ver com Deus e sim com o dinheiro que provinha dos donos de escravos. 

No passado a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo;ao inferno quem era suicida; pecador sem solução quem era homossexual; censurava o empréstimo a juros enquanto estava sentada sobre os títulos de terras como a maior proprietária rural da história; mandava para a fogueira pensadores contestadores, mulheres que queriam liberdade e autonomia, homossexuais; em outras palavras, sempre fez um discurso bonito de misericórdia mais foi impiedosa, sempre fez um discurso de desapego e pobreza mas sempre foi rica e quando achava que o dinheiro provindo das terras não era suficiente vendia a ilusão de terrenos no céu ou perdão de pecados em troca de grana. Sempre esteve do lado de quem era rico e tinha poder. Do lado dos imperadores Romanos, do lado da nobreza feudal, do lado das potências da modernidade Portugal, Espanha; do lado do Império Norte Americano e de mãos coladas às dos capitalistas. Pobre e pobreza nunca passou de "discurso romântico" muitas vezes usado apenas para manter os pobres submissos diante dos ricos, para manter o status quo de uma sociedade extremamente desigual. A Igreja mudou hoje, onde? 

Só mudou o contexto histórico, mas ela continua jogando palavras ao vento e nada mais que palavras ao vento por intermédio desse papa que não será mais que transitório e logo virá outro e, a Igreja continuará a sua sina de arrogâncias sem punição, sem contestação. Por que só a ditadura militar no Brasil merece um tribunal da verdade? A igreja também deveria enfrentar um para descobrirmos os números reais de mortos nas inquisições em 11 séculos, mortes estas contadas aos milhões de pessoas segundo historiadores sérios. Inclusive uma dezena de mortos aqui no Brasil condenados pela "Santa Inquisição" que de santa não tinha e nem tem nada. 

A Igreja Continua rica, continua moralista e impiedosa apesar de seu discurso de misericórdia já desbotado pelo tempo mas que nunca encarnou, com raras exceções de encarnações em um ou outro verdadeiro cristão.Ontem vendia indulgências, hoje comanda uma indústria do milagre e vende ilusões para um povo sofrido. QUER SER DO LADO DOS POBRES? Denuncia a desigualdade social gritante no Brasil; diga aos ruralistas [2% da população brasileira] que concentram mais de 60% das terras agricultáveis do país que entreguem suas terras à milhões de famílias sem-terra; que os capitalistas repartam os lucros com os pobres; que os governos combatam a corrupção com mão pesada e ofereçam serviços públicos de qualidade... Mas que a Igreja se junte aos jovens nas ruas para fazer tudo isso acontecer de verdade e não seja apenas conversinha de papa. Que ela se despoje de suas riquezas de verdade e calce chinelos, não apenas um dia para os fotógrafos, mas todos os dias indo ao encontro do povo sofrido nas periferias. 


Retomo outra vez meu grifo: Engraçado, depois de jogar as mães solteiras no inferno em séculos de história vir agora com esse discurso de compaixão. A práxis da Igreja não é a compaixão concretamente e sim, é a discriminação. Não há que se iludir.


Filoparanavai 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

PARABÉNS JUVENTUDE BRASILEIRA, "quem sabe faz a hora" - NÃO PODEMOS SER EXPECTADORES DA HISTÓRIA MAS SER PROTAGONISTAS...

Depois do movimento "caras pintadas", de 1992, que levou a juventude para as ruas da maioria das cidades do Brasil, e acabou por colocar fora da presidência um presidente corrupto, no momento em que eventos alienantes como a Copa das Confederações e vinda do Papa Francisco I ao país [ eventos estes utilizados pelas classes dominantes via mídia - especialmente os canais de TV abertos como Globo, por exemplo, para anestesiar as mentes das pessoas e elevarem tarifas públicas, impostos, abafar escândalos de corrupção, esvaziar reflexão sobre problemas do país]; a JUVENTUDE SURPREENDE REALIZANDO AS MAIORES MANIFESTAÇÕES DA HISTÓRIA DEPOIS DOS CARAS PINTADAS e, vai para as ruas gritar que não aceita tarifas caras para um transporte público de péssima qualidade. As manifestações que começaram com dezenas de jovens hoje soma milhares e aumenta a cada nova manifestação o número de novos jovens nesses protestos. 

A pauta vai se estendendo TRANSPORTE PÚBLICO é o principal ainda e em negociação com os prefeitos, que em algumas capitais já voltaram atrás e reduziram os preços. Mas outros temas também começam a entrar na pauta: OS DESVIOS DE DINHEIRO DOS COFRES PÚBLICOS para a construção de estádios de futebol, esporte símbolo da alienação brasileira, é objeto também dos protestos. Afinal de contas o dinheiro utilizado para as construções dos mesmos vai faltar na saúde, na educação, na segurança e em outras áreas fundamentais do dia-a-dia da população. O dia que esse povo precisar de saúde pública certamente vai gritar gol em vez de reclamar do péssimo serviço. 

No Brasil temos um problema chamado Marco Feliciano, que é presidente de uma Comissão da Câmara dos Deputados, um homem com história pública marcada pela intolerância, homofóbico, machista-sexista, racista. Esse senhor também é alvo dos protestos por revelar-se junto com o transporte público, corrupção no desvio do dinheiro público, ser farinha de um mesmo saco, o saco daquilo tudo que há de pior no Brasil. Que a juventude consiga varrer esse país, fazer um Brasil melhor. Nossa história pode ter um futuro diferente...

ABAIXO FOTOS DAS MANIFESTAÇÕES no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte:














Filoparanavai 2013

A CDH DA CÂMARA DOS DEPUTADOS poderia aprovar um projeto "cura ignorantes" em vez de "cura gay". Os primeiros beneficiados seriam, sem sombras de dúvidas, o presidente da CDH Feliciano e seus pares tresloucados da Comissão de Direitos Humanos...



FELICIANO CONFIRMA SER DOENTE DE MENTE E ESPÍRITO E USA COMISSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARA ENCAMINHAR PROJETOS CARREGADOS DE DOGMATISMOS RELIGIOSOS NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA...

DEUS BASTA!!! NÃO PODEMOS CONFUNDIR DEUS COM RELIGIÃO.

Proposta sobre 'cura gay' foi aprovada, agora a tarde, em comissão presidida por Feliciano. Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade. A proposta, conhecida como "cura gay", terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara. SABE QUANDO SERÁ APROVADA NESSAS DUAS OUTRAS COMISSÕES? NUNCA. 



A votação foi simbólica: durante o debate, apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) discursaram contrários ao texto. Araújo tentou adiar a votação com pedidos de leitura da ata da última sessão e retirada do projeto da ata - ambos foram rejeitados.

Imagens: folha.com


Filoparanavai 2013

sábado, 15 de junho de 2013

AS VADIAS REIVINDICAM a liberdade feminina e o direito das mulheres se vestirem da forma como quiserem sem ser vítimas de violência ou moralismo



MAIO FOI O MÊS DAS VADIAS ESSA É A MAIOR VERDADE E NÃO AQUELA DAS PÁGINAS DA BÍBLIA: "Não vim da sua costela; você que veio do meu útero". 

Nos dias 26 e 27 de maio várias cidades do Brasil foram palco da segunda edição das manifestações conhecidas como Marcha das Vadias. 


Reivindicando a liberdade feminina e o direito das mulheres se vestirem da forma como quiserem sem ser vítimas de violência ou moralismo, milhares de mulheres, mas também homens héteros, gays, travestis e mesmo membros de grupos como bikers, skatistas, skinheads, punks e anarquistas tomaram as ruas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Fortaleza e Belém – além de outras cidades – para protestar contra a homofobia e em defesa do feminismo, ou seja, em defesa da igualdade. 

A Marcha das Vadias tem origem no Canadá, quando em 3 de abril de 2011, em Toronto, milhares de mulheres protestaram contra as declarações do policial Michael Sanguinetti logo após uma série de casos de abuso sexual na cidade, afirmando que as mulheres não deveriam se vestir como vadias para não serem vítimas de estupro. 

Desde então, protestos semelhantes se espalharam pelo mundo, com mulheres vestindo roupas curtas, ou mesmo seminuas e afirmando que não é por isso que gostariam ou deram permissão para serem estupradas ou abusadas. 

Filoparanavai 2013

UMA MULHER AGREDIDA A CADA 5 MINUTOS; UMA MULHER ASSASSINADA A CADA DUAS HORAS: OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL ASSUSTAM E NOS CONVIDAM A UMA AMPLA REFLEXÃO EM BUSCA DE SOLUÇÕES PARA ESSA ABOMINÁVEL REALIDADE HUMANA


Contador de visitas



A DESIGUALDADE DE GÊNERO 
E A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES



O que ocorre contra as mulheres é culpa de um Estado sexista e machista que se deixou impregnar por uma Cultura construída em cima do mito judaico-cristão de que a mulher é um ser inferior e, portanto, propriedade do Homem. A culpa é de um Estado que permite um Marco Feliciano, Machista, Racista e Homofóbico, dirigir uma Comissão de Direitos Humanos reforçando ainda mais essa cultura de morte.



Apenas por um conhecimento sustentado pela reflexão ÉTICA FILOSÓFICA, com dados científicos,que almeje a objetividade e não fundamentados em princípios subjetivos, poderemos desconstruir essa cultura de morte e dar às mulheres a dignidade roubada pelos homens, "mancos" em humanidade, que fazem esse tipo de violência.

UMA MULHER AGREDIDA A CADA 5 MINUTOS; 
UMA MULHER ASSASSINADA A CADA DUAS HORAS



Entre 2000 e 2010 foram registrados 43.654 assassinatos de mulheres, o que representa 4.365 por ano e um caso a cada duas horas. Muitas vezes, elas terminam sendo assassinadas pelos maridos, ex-maridos, companheiros e namorados, dentre outros, mesmo depois de procurarem os órgãos responsáveis para denunciar a violência que vêm sofrendo.

Filoparanavai 2013

15 DE JUNHO: ÀS VEZES NOS ESQUECEMOS QUE TAMBÉM ENVELHECEMOS E QUE AMANHÃ SEREMOS OS NOVOS IDOSOS...


DIA MUNDIAL DE COMBATE 
À VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA 

Em 2050, para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos. [O Brasil tem hoje 190.755.799 habitantes.] 



CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO IDOSA: população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passou a 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. 

Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa. 

Dados do IBGE mostram ainda que a população de idosos cresce de forma acelerada. Estima-se que até 2020 o país tenha 40 milhões de pessoas acima de 60 anos. Com isso, seremos o sexto país com mais idosos no mundo.

[FONTE IBGE-2010 Ibge.gov.br ] 


Art. 99 do Estatuto do Idoso - Lei nº 10.741 de 01 de Outubro de 2003: [É crime] Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado... 

ACESSE O ESTATUTO DO IDOSO http://www.planalto.gov.br/

Para se enfrentar a violência, faz-se necessário, primeiramente, compreendê-la. A violência praticada contra o idoso é inaceitável e os fatores que corroboram para que esse fenômeno cresça, em incidência, devem ser combatidos, através de políticas públicas eficientes que visem a desconstruir esse processo no seio da sociedade. 

São considerados quatro tipos de violência nesta perspectiva: a violência estrutural, que delimita tanto estruturas organizadas e institucionalizadas da família, como sistemas econômicos, culturais e políticos que determinam a opressão de grupos, classes, nações, indivíduos, tornando-os mais vulneráveis do que outros ao sofrimento e à morte; a violência cultural, que se relaciona à anterior, acrescida de manifestações de machismo, racismo, imposição de atos ou idéias, privilegiando outros ou desvalorizando pessoas, limita a criatividade e a liberdade; a violência de resistência, que se constitui em diferentes formas de reação dos grupos subjugados pela violência estrutural, com o objetivo de contestação; e a violência de delinqüência, que é conhecida como crime e está relacionada a ações praticadas fora da lei. (Minayo MCS. Violência contra o idoso: relevância para um velho problema. Cad Saúde Pública 2003 Jun; 19(3): 783-91.). 

PARA COMPREENDER O FENÔMENO DA VIOLÊNCIA 
CONTRA O IDOSO LEIA MAIS EM: 

Filoparanavai 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

ÉTICA E DIREITOS HUMANOS: QUANDO MATAMOS POR MEIO DA RELIGIÃO E DA BÍBLIA EM NOME DE DEUS



Artigo de Frei BETTO: A BÍBLIA E OS GAYS
Frei Betto, é o autor de um artigo profundamente lúcido e sábio, na hora do confronto entre saberes Filosófico, Científico e Religioso-Teológico-Bíblico. Também sou graduado em Teologia e posso afirmar que o raciocínio de Frei Betto é revolucionário e libertador em relação à promoção da dignidade humana.

Em um contexto no qual temos que conviver com um Congresso composto de deputados e senadores "religiosos fundamentalistas", na defesa da "família brasileira", negando direitos à segmentos vulneráveis e discriminados da população brasileira. 

Momento no qual, ainda, tendo de conviver com um Marco Feliciano na presidência da CDH da Câmara, composta por outros deputados de mesma linha religiosa fundamentalista; discutindo retrocessos em relação às conquistas de direitos LGBT, por exemplo, querendo reativar a chamada "cura gay" e impedindo a aprovação da criminalização da homofobia no Brasil; Frei BETTO, então, converte-se em um profeta do cristianismo.

O frade católico, em janeiro desse ano de 2013, recebeu o Prêmio José Martí durante conferência em Cuba. "Frei Betto recebe o prêmio pelas suas qualidades como intelectual comprometido com os direitos humanos, como educador popular e também como lutador pelas causas dos povos latino-americanos", destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.


Homossexualidade, os fundamentalistas religiosos e a Bíblia...
PALAVRAS SÁBIAS, PROFÉTICAS E LIBERTADORAS DE UM FRADE CATÓLICO



“E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.” Esse é um dos argumentos do frade dominicano e escritor Frei Betto contra a discriminação religiosa e a favor do projeto de lei que criminaliza a homofobia (PL 122/06). Betto diz que a Igreja Católica já foi até a favor da escravidão e que a postura contra os direitos arco-íris deve mudar. “Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus.”

Isso é apenas uma introdução a um texto de Frei Beto, escrito em 2011, mas igualmente ao dogmatismo dos religiosos fundamentalistas, um texto super atual.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA:

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. 

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as "pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc.). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela "despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.


Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina. São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização. A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que "quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os "eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto , (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro. autor de "Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org - twitter:@freibetto


LEIA TAMBÉM ESSA MATÉRIA 
Três professores do estado americano de Iowa afirmam: não há como defender, baseado no que diz a Bíblia, a ideia de que a única forma legítima de casamento é aquela entre um homem e uma mulher.


“As pessoas querem estar bem informadas para tomar decisões. Se os professores não divulgam seu conhecimento, o público vai ter de se basear no que dizem os apresentadores de TV e os religiosos, e eles não são a fonte de informação mais segura”, destaca Robert R. Cargill.

Na verdade, uma variedade de configurações familiares era permitida nas culturas que produziram a Bíblia, indo do celibato à monogamia àquelas em que as vítimas de estupro eram forçadas a casar com seus estupradores, passando ainda pelo casamento por levirato, quando o marido morria sem ter tido filhos e a viúva era dada como esposa ao irmão do falecido, para lhe garantir o nome, a descendência e a herança, independente do estado civil do irmão.

Portanto, ao mesmo tempo em que não é correto afirmar que os textos bíblicos permitiriam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é igualmente incorreto declarar que o formato “um homem e uma mulher” é o único tipo de casamento considerado legítimo.

Os três professores concluem dizendo que esta não é uma interpretação moderna e acadêmica dos textos bíblicos – é simplesmente a constatação de que o casamento tem múltiplas definições na Bíblia.




ÉTICA E DIREITOS HUMANOS

“A luta contra a homofobia é uma parte essencial da batalha mais ampla dos direitos humanos para todos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Haia, na Holanda. 

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos promete um mundo que é livre e igual, e nós só vamos conseguir honrar essa promessa se todos — sem exceção — gozarem da proteção que merecem.” Ban Ki-moon ressaltou a responsabilidade dos governos de tomar a iniciativa para promover uma maior compreensão da questão, acabando com os estereótipos negativos. 

As pessoas LGBT são frequentemente alvos de preconceitos e abusos de extremistas religiosos, grupos paramilitares, neonazistas, ultranacionalistas, entre outros grupos, além de sofrer com a violência no ambiente familiar e comunitário. Lésbicas e mulheres transexuais estão em situação de risco particular. 

A alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay — que leu a mensagem de Ban no evento de Haia –, destacou três áreas que requer atenção imediata. A primeira é a dos crimes de ódio, que “acontecem com regularidade alarmante em todas as regiões do mundo” e variam da intimidação à agressão física, tortura, sequestro e assassinato.

A segunda preocupação é a criminalização da homossexualidade. Cerca de 76 países continuam a proibir relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, violando o direito do cidadão à privacidade. As penalidades variam de sentenças de prisão até a pena de morte, em sete países. 

A prevalência de práticas discriminatórias contra pessoas LGBT é a terceira área de preocupação. Pillay observou que em muitos países as pessoas LGBT não têm proteção legal por leis nacionais e, em alguma instância, os Estados estão contribuindo ativamente para esse tipo de discriminação. 



             




ÓTIMO VÍDEO SOBRE BREVE HISTÓRIA DA HOMOSSEXUALIDADE: AJUDA TER UMA VISÃO AMPLA SOBRE O TEMA
filoparanavaí 2013

domingo, 9 de junho de 2013

FILOSOFIA POLÍTICA: Conheça o problema da concentração de terras agricultáveis no Brasil nas mãos de poucos proprietários e a urgente necessidade de uma ampla Reforma Agrária


REFORMA AGRÁRIA DEVE SER UMA LUTA DE TODOS CONTRA A CONCENTRAÇÃO DESUMANA E DESIGUAL DA TERRA AGRICULTÁVEL EM NOSSO PAÍS 

PARA ENTENDER MELHOR A PROBLEMÁTICA LEIA O SEGUINTE ARTIGO: 

Com 850 milhões de hectares, o Brasil é o 5° maior país do planeta e o maior da América do Sul, mas grande parte desse imenso território está concentrada nas mãos dos grandes proprietários rurais - os "aristocratas modernos". Dos 850 milhões de hectares, 120 milhões estão improdutivos, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). 

Combinada com a monocultura para exportação e a escravidão, a forma de ocupação das terras brasileiras pelos portugueses estabeleceu as raízes da desigualdade social que atinge o País até os dias de hoje. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1% da população detém 50% das terras brasileiras. 

A reforma agrária, a principal forma de modificar a distribuição desigual de terras, avança a passos lentos no Brasil. Durante os dois governos de Fernando Henrique, cerca de 300 mil famílias foram assentadas; nos dois governos de Lula, que também tem priorizado o agronegócio exportador em detrimento da reforma agrária, foram assentadas 520 mil, até o início de 2009. 

O crescimento acelerado do agronegócio brasileiro e seus bons resultados econômicos têm contribuído para esta lentidão no processo de distribuição de terras. Hoje, o agronegócio é responsável por cerca de um quarto do PIB e tem grande participação nos seguidos superávits da balança comercial. Esta produção a todo vapor, entretanto, tem trazido consequências drásticas à população e ao meio ambiente. 

Um relatório divulgado pela ONG Greenpeace Internacional aponta que, além de devastar a floresta, o avanço na produção de soja impulsiona a exploração da mão-de-obra escrava: moradores pobres de áreas rurais e da periferia das cidades são levados para áreas remotas para trabalhar como escravos em áreas de desmatamento ilegal. 

Segundo a organização ambientalista, "as vilãs da indústria da soja brasileira" são três multinacionais norte-americanas do setor do agronegócio: a Cargill, a Bunge e a Archer Daniels Midland (ADM). As empresas oferecem facilidades aos produtores, como crédito e mercado garantido, "dando incentivos e recursos para que eles comprem e desmatem grandes extensões de terra a fim de que a produção de soja seja lucrativa". 


Os povos indígenas e comunidades locais e tradicionais, que vivem e dependem das florestas, também são dramaticamente violentados e ameaçados, sendo expulsos de suas terras. 

Por sua vez, a modernização da produção no campo acabou provocando um forte êxodo rural - com os lavradores migrando do campo e engrossando as populações urbanas. Sem infraestrutura para tanta gente, a população urbana sofre também com a degradação da qualidade de vida, e as desigualdades sociais se acentuam. 


Diante dessa realidade, a reforma agrária se tornou uma questão-chave da problemática rural, urbana e ambiental. Uma reforma, porém, é um desafio e tanto, pois afeta o modelo econômico brasileiro, que tem como pilar a exportação de produtos agrícolas - todos cultivados em grandes propriedades monocultoras - baseado na mecanização intensiva e nos agrotóxicos (o Brasil se transformou na safra de 2008/2009 no maior consumidor mundial de agrotóxicos). 




Os principais defensores da manutenção deste modelo predatório fazem parte da União Democrática Ruralista (UDR), uma entidade composta por "aristocratas modernos", cuja finalidade é pressionar o Congresso Nacional e impedir o sancionamento de leis a favor da reforma agrária. 

Desde a década de 80, eles lutam contra todos aqueles que defendem o uso social da terra, ao mesmo tempo em que finca seus interesses no Congresso com a bancada ruralista, composta por 95 parlamentares, além de senadores, principalmente do partido do DEM, antigo PFL, antigo PDS, antigo ARENA, partido mantenedor da ditadura de 1964. 

Foi a pressão da bancada ruralista, por exemplo, a responsável pelo atraso na votação da Proposta de Emenda Constitucional 438, apelidada de "PEC do Trabalho Escravo", que prevê o confisco de terras onde esse crime seja encontrado, destinando-as à reforma agrária. 


Em contrapartida, há o mais antigo movimento já existente, no Brasil, chamado Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, ao contrário do que diz os setores conservadores, luta pela reforma agrária como "uma forma de melhorar a vida não só dos camponeses como de todos aqueles que vivem nas cidades, com a redução do inchaço urbano e, principalmente, com a produção de alimentos sadios e acessíveis aos trabalhadores". 


O MST se utiliza de ocupações, e não de invasões, para que o artigo 5° da Constituição atual, que determina que a propriedade deve atender a sua função social, seja cumprido. Cerca 80% das desapropriações foram realizadas graças às ocupações nos últimos 10 anos. Sem elas, não há reforma agrária. O movimento recebe apoio de vários intelectuais, pensadores, escritores, artistas e cantores nacionais e internacionais. Entre eles, Eduardo Galeano, Noam Chomsky, Fernando Moraes, Beth Carvalho, Chico César e Leonardo Boff. 

Entretanto, o MST é "atacado por setores conservadores e patrimonialistas da sociedade brasileira, que utilizam vários instrumentos para combatê-lo e todos aqueles que lutam pela reforma agrária". Os partidos DEM e o PSDB, recentemente, instalaram uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) a fim de investigar, segundo eles, se havia desvio de dinheiro público para a ocupação de terras no Brasil. No total, foram realizadas treze audiências públicas em oito meses. Ao final, concluíram que não há desvio de recursos públicos. 

Segundo o relator da CPMI, deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP), o DEM e o PSDB, na verdade, estavam com uma política de criminalizar o movimento social no Brasil. "Eles praticamente não apareceram nas reuniões." A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), por exemplo, não participou de nenhuma sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação, segundo o MST. 

Esta política de opressão contra os movimentos sociais não é recente. De acordo com os historiadores, há cinco séculos estão sendo travadas lutas e resistências populares no País. "As lutas contra a exploração e, por conseguinte, contra o cativeiro da terra, contra a expropriação, contra a expulsão e contra a exclusão, marcam a história dos trabalhadores." 

O seringueiro Chico Mendes, por exemplo, foi morto, covardemente, em 1988, por defender a luta pela preservação da Amazônia. Em 1996, aconteceu outro crime bárbaro: a polícia militar confrontou 1,5 mil manifestantes sem-terra, em Eldorado de Carajás, no Pará, e 19 trabalhadores rurais foram assassinados, enquanto realizavam uma marcha pacífica - crime que permanece impune até hoje. 

Indígenas e quilombolas também testemunham a violência diariamente em suas comunidades pelas mãos de empresas que destrói o meio ambiente de forma acelerada. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foram assassinados 1.469 trabalhadores rurais entre 1985 e 2009. Apenas 85 casos foram julgados e somente 19 mandantes receberam condenações. 

Os setores conservadores, que controlam o Brasil, ainda "não perceberam" que para se tornar um país desenvolvido é fundamental que haja a redistribuição de terras. No Japão, por exemplo, havia grande concentração de terras e uma economia arruinada, e a reforma agrária, na década de 50, foi considerada necessária para impulsionar a economia e reconstruir o país. Com a distribuição de terras, quatro milhões de famílias entraram para economia de mercado e o Japão deu seu primeiro impulso para a escalada rumo à posição de grande potência. 

A necessidade da reforma agrária está diretamente ligada ao direito à posse de terra pelas populações do campo, para mantê-las produzindo em seu local de origem, e à necessidade de produzir alimentos para o conjunto da sociedade, itens que definem a função social da terra. Vale ressaltar que, daquilo que vai para a mesa dos brasileiros, 70% é produzido pelos pequenos agricultores. Só 30% vêm das grandes propriedades. 

Diversas razões fazem da reforma agrária uma prioridade nacional: a concentração da propriedade da terra, o êxodo rural, o crescimento sem controle da população urbana, o aumento do desemprego e o confronto muitas vezes violento entre os sem-terra, os proprietários rurais e as forças policiais. O fim das mortes, ameaças e agressões contra trabalhadores sem-terra depende, inevitavelmente, da realização da reforma agrária. 

Contudo, a perspectiva de uma reforma agrária, no Brasil, não é das melhores. Os setores conservadores, que dominam o País, enxergam a agricultura apenas como um espaço para a obtenção de lucros fáceis e rápidos, às custas da pobreza da população, da depredação ambiental e do atendimento dos interesses e das demandas do mercado externo. 

Fonte: Adaptado de artigo do site: http://www.limitedaterra.org.br/ (*) Cláudio Marques é estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) 

PARA APROFUNDAR SUA ANÁLISE EM RELAÇÃO A ESSE COMPLEXO TEMA, 
LEIA MAIS: 

A desigualdade social e a concentração fundiária têm marcado a sociedade brasileira e tem sua origem desde o processo de colonização portuguesa que instaurou o regime de sesmarias que, era o regime de posse da terra vigente em Portugal e que foi transplantado para o Brasil. Nesse regime o agricultor tinha o direito de posse e o rei (ou o Estado) mantinha o domínio das terras. No entanto, no período de colonização apenas os brancos, “puros de sangue” e católicos tinham o direito à posse da terra, enquanto que escravos, índios, judeus, mouros, etc. não tinham o mesmo direito. Assim, os senhores de engenho, que eram “puros” obtinham uma grande área para plantar cana-de-açúcar, enquanto a maioria da população não tinha o direito da posse pela terra, pois eram escravos e índios. 


filoparanavaí 2013
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