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    sexta-feira, 31 de maio de 2013

    ASSINE VOCÊ TAMBÉM: Apoio ao Projeto de Lei sobre isenção do Imposto de Renda sobre a remuneração de professores





    Abaixo Assinado 


    Apoio à aprovação do Projeto de Lei 2.607/2011, de autoria do deputado federal Felipe Bornier, que trata sobre "a isenção do Imposto de Renda sobre a remuneração de professores". O deputado federal por MS, Vander Loubet, também apoia o projeto de lei e o abaixo assinado. O artigo 2º do PL prevê o seguinte: Art. 2º Inclua-se ao art.6º da Lei n.º 7.713, de 22 de dezembro de 1988, o seguinte inc. XXIII: “Art.6º.......................................................................... ............................................................................................. XXIII – os valores recebidos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a título de remuneração, quando o beneficiário for professor lotado e em efetivo exercício na rede pública de educação infantil, fundamental, média e superior.” (NR) 

    LINK para assinar: 
    http://www.avaaz.org/


    PARA ACOMPANHAR O PROJETO DE LEI:


    filoparanavaí 2013

    sexta-feira, 17 de maio de 2013

    17 de maio, dia internacional contra a HOMOFOBIA: Uma oportunidade para homens e mulheres se humanizarem...


    QUANDO A RELIGIÃO PREGA O ÓDIO, 
    A ALIENAÇÃO, A DESUMANIZAÇÃO DO HOMEM? 

    QUANDO A CRENÇA RELIGIOSA
     QUER NEGAR A "DIGNIDADE HUMANA" A OUTREM 

    Ainda há de chegar o dia no qual os que se autodenominam cristãos compreenderão que os homossexuais nunca os odiaram, ou quiseram negar-lhes o direito à "dignidade humana" só por serem cristãos. 

    Compreenderão que os homossexuais sempre foram assassinados por serem homossexuais, tiveram que viver por milênios, séculos, no anonimato sem qualquer direito civil, sendo vítimas do ódio pregado por seus líderes religiosos insanos que no lugar do amor sempre pregaram o desprezo a esses homens e mulheres por apenas carregarem o "pecado" de serem diferentes... 

    Ainda há de chegar o dia no qual esses cristãos fundamentalistas haverão de aprender a ser cristãos de verdade, naquela autenticidade do Cristo dos quatro evangelhos, que eles negam com suas palavras e ações preconceituosas e discriminatórias...

    "O amor venceu sobre o ódio" 
    FRANÇA: a aprovação do casamento gay é uma das maiores reformas sociais desde a abolição da pena de morte em 1981. 

    QUANDO A RELIGIÃO É COLOCADA 
    EM SEU DEVIDO LUGAR? 

    Quando a sociedade laica lhe ensina a respeitar as diferenças para além de seus dogmatismos fundamentalistas e retrógrados os quais quer impor arbitrariamente ao conjunto total da sociedade. O presidente francês, François Hollande, sancionou lei que permite união entre pessoas do mesmo sexo, tornando a França o décimo-quarto país do mundo a conceder esse direito aos homossexuais. 

    A França, é um país predominantemente católico, porém, como acontece aqui no Brasil [onde em torno de 64% se declaram católicos de acordo com IBGE-2010, mas não deve passar de 10% o número de fiéis que vão às igrejas, considerando ainda que a maioria tem mais de 40 anos],  lá,  nem 5% frequenta regularmente as igrejas, ou seja, são católicos só de "carteirinha" - se considerarmos os católicos de todos os países europeus da "comunidade européia", no total, apenas 2% frequentam as igrejas - logo, o conservadorismo moral dos protestantes contra os direitos homoafetivos não passa de uma firula mal orquestrada e mediocremente fundamentalista contra a dignidade humana - portanto deixe essa gente se espernear à vontade que um dia eles aprendem a romper com as fronteiras rígidas de seus preconceitos. 

    A França, segue assim 13 outras nações incluindo Canadá, Dinamarca, Suécia e mais recentemente Uruguai e Nova Zelândia na permissão à união legal de casais do mesmo sexo. 

     FONTE: http://www.brasil247.com/

                Ambiente familiar é o local onde 
    homossexuais mais sofrem agressões

    17/05/2013 - 15h07 
    Cidadania 
    Vinícius Lisboa 

    O local em que os homossexuais mais sofreram agressões, no estado do Rio, em 2012, foi o ambiente familiar, apontam dados preliminares de um levantamento divulgados hoje (17) pelo Programa Rio sem Homofobia. Do total de denúncias registradas nos quatro centros de referência no estado e pelo número 0800-234567, 22% foram praticados pelos próprios amigos e parentes, dentro das casas das vítimas. 

    "É assustador você ter o ambiente familiar como o principal local de violência contra homossexuais. Dá a noção de quanto é séria a situação de vulnerabilidade em que vivem. Em casa, com seus pais, irmãos e parentes, é que eles sofrem a maior parte da violência verbal e física", avaliou Cláudio Nascimento, coordenador do Programa Rio sem Homofobia. 

    O segundo lugar onde a violência é mais frequente é a rua (18%), o que agrava o problema, na visão do coordenador: "Na prática, o direito de ir e vir dos homossexuais está sendo cassado. Se não é surpreendente, é entristecedor. A gente vem debatendo a questão dos direitos humanos, mas nosso país ainda está patinando". O ambiente de trabalho e a escola também estão entre os principais áreas em que há a prática da homofobia. 

    A pesquisa completa será divulgada na semana que vem, mas os dados foram antecipados hoje, Dia Internacional contra a Homofobia, data considerada histórica porque, há exatos 20 anos, a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças psiquiátricas. 

    No Brasil, o Conselho Federal de Medicina teve a mesma iniciativa em 1985. "O dia de hoje precisa trazer para a sociedade uma reflexão. A religião tem o direito de ter seus dogmas, mas suas doutrinas não podem ser impostas a toda a sociedade. A homossexualidade era considerada doença por questões ideológicas e religiosas. A ciência era usada como escudo". 

    Com base na pesquisa, Cláudio Nascimento antecipa que 38% das denúncias registradas foram motivadas por agressões verbais e 22% por agressões físicas. "Juntos, os casos somam 60% e mostram a situação vexatória a que os homossexuais estão expostos, sendo vítimas de piadas, xingamentos, agressões e todo tipo de humilhações. Isso gera um ambiente hostil". As agressões físicas mencionadas por Cláudio não incluem assassinatos e casos de abuso sexual. 

    A maior parte das agressões foi registrada na cidade do Rio, mas o coordenador acredita que há subnotificação maior nas outras cidades. "O estudo é que vai apontar mais claramente isso, mas o que a gente pode dizer é que, nas regiões com menor índice de desenvolvimento humano, a violência é maior". 

    O coordenador do projeto argumenta que o quadro piora pela sensação de impunidade: "É urgente que seja aprovada a Lei da Homofobia, para que seja reconhecido como crime de ódio, como é o racismo, que é inafiançável. Há no imaginário dos setores homofóbicos a expectativa da impunidade ou de punições brandas, que muitas vezes são apenas o pagamento de cestas básicas". 

    Para aumentar o acesso dos homossexuais às formas de denunciar os crimes, o Programa Rio sem Homofobia aumentará o número de centros de referência, com a inauguração de mais quatro neste ano. O primeiro deles será aberto em junho, em Nova Iguaçu, para reforçar o combate ao preconceito na Baixada Fluminense, que hoje conta com um centro em Duque de Caxias. 

    São Gonçalo, segunda cidade mais populosa do estado, também foi confirmada como local de um novo centro e os outros dois estão em estudo. Atualmente, o Rio sem Homofobia tem centros de referência na capital, em Niterói, em Duque de Caxias e em Nova Friburgo. A meta é ter 14 centros até o fim do ano que vem.

    A IGNORÂNCIA GERA MORTE 



    O Dia Internacional contra a Homofobia (em inglês: International Day Against Homophobia) é festejado em 17 de maio. XX No Paraná pela lei nº16454/2010, 17 de maio é o Dia Estadual de Combate à Homofobia. 

    No Brasil, por decreto do Presidente LULA em junho de 2010, oficialmente o 17 de maio é do Dia Nacional de Combate à Homofobia. 

    [O dia 17 de maio foi escolhido Dia Nacional de Combate à Homofobia porque nesta data, em 1990, a Assembléia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial da Saúde, retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de Combate à Homofobia.] 

    De acordo com pesquisa realizada em 2008 pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Instituto Rosa Luxemburgo, mais de 90% da população brasileira afirma que existe preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. No mundo, 75 países criminalizam a homossexualidade e em sete há pena de morte para os homossexuais. 

    No Brasil preconceito e discriminação gera mortes. O número de assassinatos de homossexuais no Brasil atingiu o ápice em 2011, chegando a 266, conforme revelou GGB (Grupo Gay da Bahia), que acompanha os casos desde a década de 1970. Leia mais em: [http://www.doistercos.com.br/assassinatos-de-homossexuais-batem-recorde-em-2011/] 

    Nossas escolas públicas e privadas têm papel fundamental nessa luta contra o preconceito e a discriminação latentes em nossa sociedade. Por uma sociedade justa e equitativa, garantindo o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos do homem de 1948 e da Constituição Brasileira de 1988. 

    O que é a homofobia? 

    O termo é utilizado para descrever o medo de amar ou de estar intimamente com alguém do mesmo sexo e o ódio à existência desses sentimentos noutras pessoas. A palavra homofobia também descreve as atitudes e os comportamentos hostis contra lésbicas e gays. A homofobia é derivada do heterossexismo, a opressão das pessoas lésbicas, gays e bissexuais baseada num conjunto de crenças que assumem que a heterossexualidade é a única forma de sexualidade natural, normal e aceitável. 

    A assunção de que toda gente é ou irá ser heterossexual é tão universal que a maioria das pessoas pensa que não tem nenhuma outra hipótese em relação à sua sexualidade. O heterossexismo fundado na crença cristã de origem cultural judaica silencia e torna as lésbicas, gays e bissexuais invisíveis. 

    Baseia-se em ideias pouco exatas, preconceituosas, mal-informadas, desprovidas de fundamentos filosóficos e científicos e enganadoras acerca das vidas desses sujeitos e cria mitos e estereótipos, que são usados para justificar o preconceito e a discriminação. O heterossexismo, como noutros tipos de opressão, é apoiado pela maioria das instituições na sociedade, predominantemente as igrejas cristãs, o Estado e os Média, dentro de uma estrutura convencional cultural rígida, porém, que aos poucos vai sendo desconstruída pela Moral Laica. 

    A cultura ocidental oferece-nos mensagens muito claras quanto às expressões da sexualidade que acha corretas ou não. Somos educados para acreditar que a nossa sexualidade está definida de uma forma muito rígida, ao ponto de que se pensa que é heterossexual e que não se pode de algum modo sentir atraído por pessoas do mesmo sexo. Se isso ocorre com alguém é uma fonte de inesgotável sofrimento se a mesma não recebe ajuda. O único comportamento sexual aceitável tem de acontecer inserido no contexto de um casamento heterossexual e ter como último objetivo produzir crianças. A sexualidade das lésbicas, gays e bissexuais desafia e ameaça as regras não só sobre o comportamento sexual aceitável, mas também as ideias tradicionais do que é ser feminino e masculino. 

    Eu arriscaria dizer que os sujeitos homossexuais ao assumirem sua condição natural em meio à sociedade heteronormatizadora. ((Heteronormatividade (do grego hetero, "diferente", e norma, "esquadro" em latim) é um termo usado para descrever situações nas quais orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas, ignoradas ou perseguidas por práticas sociais, crenças ou políticas. Logo, apenas as expressões heterossexuais são consideradas normais) carregam uma bandeira revolucionária em caminho à justiça e equidade nas diferenças. 

    Fonte: Cadernos Temáticos da Diversidade.Sexualidade/ Secretaria de estado da Educação. Superintendência de Educação.Departamento de Diversidade. Núcleo de Gênero e Diversidade sexual. Curitiba: SEED/PR, 2009. 216 p. 

    Algumas considerações pertinentes:

    No Chile, no último 27 de março um jovem de 24 anos, brutalmente espancado, não resistiu e morreu. Morreu porque era homossexual. Daniel Zamudio entrou para a lista de casos de crimes de ódio e intolerância que imperam em pleno Século XXI. Hoje (17), Dia Internacional de Luta contra Homofobia, manifestações por direitos humanos se realizam em vários países do mundo pedindo respeito à orientação sexual, direito à cidadania e justiça para casos como esses. 

    Todas essas manifestações fazem um contraponto a dados alarmantes que representam sérios retrocessos no trato dos direitos humanos de homens e mulheres, independente de suas orientações sexuais. 

    O relatório lançado ontem pela Associação Internacional Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersex (ILGA, por suas siglas em inglês) indica que 40% dos países membros da Organização das Nações Unidas criminalizam atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Mais: 78 países de 193 ainda possuem leis punitivas para pessoas que mantenham relações homoafetivas. Assim, por exemplo, é ilegal ser gay no Irã, na Argélia, Bangladesh (com pena de prisão perpétua), Arábia Saudita, entre outros. 

    Este relatório, lançado em Genebra, se concentra no levantamento de leis que criminalizam a atividade sexual com consentimento entre pessoas do mesmo sexo. "Lamentavelmente, esta sexta edição de nosso relatório anual sobre a homofobia de Estado contempla um aumento do número total de países no mundo cuja legislação persegue as pessoas em função de sua orientação sexual – agora são 78 contra os 76 do ano passado”, afirma o documento da Ilga. 

    Entre alguns avanços, o Brasil é citado por conta da homologação que reconhece a união entre pessoas do mesmo sexo, como pessoas possíveis de constituir famílias. No entanto salienta que o país ainda não tem uma legislação que puna devidamente casos de homofobia e dedique maiores proteção a esta população. 

    "Todavia, as políticas públicas em defesa e em favor das pessoas LGBT não são suficientes nem eficazes na redução da violência homofóbica, que inclui assassinatos de gays e lésbicas, violência moral e os preconceitos no trabalho e nos meios de comunicação. O Brasil não conta com nenhuma instituição pública nem um projeto específico contra as ocorrências de crimes por homofobia e violência, seja física ou simbólica”, assinala o relatório. 

    Na América Latina, diz o documento, apesar de os países serem signatários de vários tratados e convenções que protegem os direitos humanos no que diz respeito à orientação sexual e identidade de gênero, às condições de igualdade e liberdade cidadã, ainda não há um compromisso real e prático dos Estados em oferecer mecanismos que ponham fim à violência à população LGBT. 

    Nesta parte o levantamento do Ilga relata a morte do jovem chileno Daniel Zamudio e de 11 lésbicas na região da América Latina e Caribe que eram reconhecidas ativistas pelos direitos humanos. "É uma violência que não é coerente com a vontade expressada pelos governos que representam os estados assinantes [dos tratados e convenções]”, complementa. 

    Em Honduras, de setembro de 2008 a fevereiro deste ano, foram 71 mortes registradas de pessoas LGBT, segundo relatou à Ilga a Rede Lésbica Cattrachas. O Caribe também representa uma preocupação, já que 11 países dessa região ainda perseguem e castigam com prisão pessoas com orientações diversas que não sejam heterossexuais. 

    De todo modo, o relatório elogia as iniciativas da sociedade civil organizada que lutam cotidianamente pelos cumprimentos dos direitos LGBT, salientando que através delas é que é possível conseguir mudanças significativas neste cenário, neste mundo onde as pessoas precisam ser respeitadas pelo que são.



    filoparanavaí 2013

    domingo, 12 de maio de 2013

    DEUS, Religião e NÓS: Felicidade, ALIENAÇÃO, Liberdade

    DEUS E OS
    HOMENS E MULHERES,
    EM PROFUNDA COMUNHÃO NA GRATUIDADE...
    É DESSA "RELIGIÃO" QUE O MUNDO ESTÁ CARENTE...


    COM O TEMPO...


    ESTE É O MEU CREDO OFICIAL
    PROFESSO COM LIBERDADE MEU CREDO
    RESPEITO TODOS OS CREDOS
    QUE O MEU TAMBÉM
    SEJA RESPEITADO...


    DESCOBRI QUE A CULTURA DE MEU PAÍS FOI MOLDADA E SUBJUGADA PELOS DITAMES MORAIS 
    DA IGREJA CATÓLICA E 
    DEMAIS DENOMINAÇÕES CRISTÃS...
    PORQUE SE ELAS POSSUEM 
    DIVERGÊNCIAS DOUTRINÁRIAS, ENTRE SI,
    NÃO ACONTECE O MESMO QUANDO TRATA-SE DE 
    VALORES MORAIS, POIS TODAS 
    [OU A MAIORIA, PARA NÃO SER DESONESTO,
    CASO TENHA ALGUMA QUE NÃO COMUNGA] 
    COMUNGAM DO FUNDAMENTALISMO PAULINO
    ARRAIGADO EM PASSAGENS DO VELHO TESTAMENTO...
    DESCOBRI QUE AS LEIS DE MEU PAÍS 
    FORAM ESTABELECIDAS COM FORTE INFLUÊNCIA DOS VALORES MORAIS IMPOSTOS PELA IGREJA CATÓLICA EUROCÊNTRICA...
    DESCOBRI QUE A IGREJA CATÓLICA "ABENÇOOU" A 
    SUBJUGAÇÃO DOS NEGROS AFRICANOS;
    A IGREJA APOIOU TOTALMENTE O TRÁFICO HUMANO
    EM NOME DE "DEUS";
    A IGREJA JUSTIFICAVA QUE OS NEGROS ERAM PAGÃOS
    E QUE PRECISAVAM SER SALVOS...
    A ESCRAVIDÃO ERA UMA FORMA DE SALVAR OS NEGROS
    SEGUNDO A VISÃO MÍOPE DA IGREJA CATÓLICA E DE SUA INSANIDADE INTELECTUAL...
    O NEGRO SOFRE AQUI, GERA LUCROS, A ALEGRIA DOS BRANCOS RICOS E DA IGREJA...
    EM TROCA O NEGRO GANHA A 
    LIBERDADE APÓS SUA MORTE,
    GANHA A VIDA ETERNA... 
    ERA ESSA IDEOLOGIA DOUTRINÁRIA CRISTÃ QUE
    PERMITIA UM CATÓLICO SAIR DA MISSA, 
    EM UM DOMINGO COMUM, PASSAR PELA PRAÇA
    DE TORTURA DOS ESCRAVOS, E NÃO TER PESO
    DE CONSCIÊNCIA DIANTE DAS ATROCIDADES...
    "O SENHOR DAQUELE ESCRAVO É UM HOMEM BOM,
    BATE EM SEU NEGRO PARA QUE ELE APRENDA
    A SER UM BOM ESCRAVO E, ASSIM, QUANDO
    MORRER SERÁ UM NEGRO SALVO"...
    FICO PENSANDO COMIGO,
    EM QUAL LUGAR NO CÉU, ELES IMAGINAVAM,  
    QUE O NEGRO FICARIA,
    UMA VEZ QUE DEVIAM IMAGINAR IR PARA LÁ TAMBÉM?
    CAPTURADOS COMO "ANIMAIS SELVAGENS",
    MARCADOS COM FERRO EM BRASA;
    CONVERTIDOS EM "MERCADORIAS", "DOMADOS" E
    OBRIGADOS AO TRABALHO ESCRAVO...
    TINHAM EXPECTATIVA DE VIDA DE APENAS 10 ANOS,
    QUANDO MORRIAM, ERAM SUBSTITUÍDOS...
    MAIS DE 60 MILHÕES DE HOMENS E MULHERES EM QUATRO SÉCULOS;
    MEIO EFICAZ DE ATINGIR O LUCRO RÁPIDO E FÁCIL...
    QUE GERAVA O CAPITAL DOS SENHORES DE ENGENHO
    E GERAVA O "DÍZIMO" QUE A IGREJA RECEBIA;
    TRABALHO ESCRAVO QUE SUSTENTAVA OS BANQUETES
    DE "RICOS E BISPOS" ENQUANTO OS NEGROS
    NAS SENZALAS COMIAM OS RESTOS QUE ELES
    PERMITIAM... 
    DESCOBRI QUE A IGREJA CATÓLICA GOSTA
    DE FAZER MEIA CULPA, "PEDIMOS PERDÃO",
    DIANTE DE SUAS ATROCIDADES HISTÓRICAS...
    COMO SE UM PEDIDO DE PERDÃO APAGASSE
    SEUS PECADOS DO PASSADO E LHE DESSE
    DIREITO A CONTINUAR SUA SINA DE PECADORA HOJE...
    QUANDO QUER IMPOR SEUS DITAMES MORALISTAS
    EM DETRIMENTO DE DIREITOS HUMANOS À DIGNIDADE...
    DESCOBRI QUE ESSA MORAL DETURPADA 
    DO CRISTIANISMO CONTRADIZ OS ENSINAMENTOS DE
    JESUS CRISTO PORQUE É DE CARÁTER EXCLUDENTE...
    DESCOBRI QUE FAZ APENAS MAIS DE UM SÉCULO QUE
    ESTAMOS APRENDENDO A SER LAICOS 
    E APRENDENDO A RESPEITAR AS DIFERENÇAS DE
    FORMA INCLUSIVA...
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO É INSTRUMENTO 
    DE ALIENAÇÃO UTILIZADO PELOS BRANCOS RICOS
    E PELAS CLASSES SOCIAIS ABASTADAS DE NOSSO TEMPO E DE TODOS OS POVOS E TEMPOS HISTÓRICOS...
    DESCOBRI QUE DEUS NÃO É UMA IDEIA;
    DESCOBRI QUE DEUS HABITA MEU "SANTUÁRIO"
    INTERIOR, QUE DEUS VIVE EM MEU PRÓXIMO E 
    NA NATUREZA QUE SE RENOVA A CADA DIA...
    EM UMA HARMONIOSA RELAÇÃO:
    MICROESFÉRICA, MESOESFÉRICA E 
    MACROESFÉRICA...
    DESCOBRI QUE DEUS NÃO ESTÁ LIMITADO
    PELAS PÁGINAS FRIAS DE UM LIVRO CHAMADO BÍBLIA...
    DESCOBRI QUE DEUS É DEUS E BÍBLIA É BÍBLIA;
    DESCOBRI QUE DEUS SEMPRE SERÁ DEUS
    E QUE A BÍBLIA NÃO PASSA DE UMA REUNIÃO DE LIVROS
    QUE RELATAM A EXPERIÊNCIA DE DEUS
    FEITA POR UM POVO ESPECÍFICO... 
    DESCOBRI QUE TENHO QUE CRER EM DEUS E
    NÃO CEGAMENTE EM UM LIVRO DISTANTE DE
    MINHA REALIDADE E COM NORMAS MORAIS
    CASTRADORAS DA ESSÊNCIA DO HUMANO...
    DESCOBRI QUE A BÍBLIA SERVIU DE "DESCULPA"
    PARA A IGREJA CATÓLICA, NA IDADE MÉDIA,
    SILENCIAR PENSADORES E ATIVISTAS POR 
    DIREITOS HUMANOS...
    PARA A IGREJA CATÓLICA QUEIMAR MILHÕES
    DE HOMENS E MULHERES NA FOGUEIRA
    APÓS TORTURAS SATÂNICAS EM NOME DE "DEUS"...
    PARA A IGREJA CATÓLICA IMPOR E SUSTENTAR
    SEU PODER POLÍTICO E ECONÔMICO...
    DESCOBRI QUE A BÍBLIA É USADA PARA 
    JUSTIFICAR VALORES MORAIS QUE NEGAM O
    DIREITO À DIGNIDADE HUMANA À MILHÕES
    DE HOMENS E MULHERES POR SEREM DIFERENTES...
    DESCOBRI QUE A BÍBLIA É UTILIZADA PARA
    JUSTIFICAR PRECONCEITOS E INCENTIVAR
    DISCRIMINAÇÕES EM NOME DE "DEUS"...
    DESCOBRI QUE XENOFOBIA, HOMOFOBIA,
    PREVALÊNCIA DO GÊNERO MASCULINO SOBRE O FEMININO [MACHISMO], INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, ENCONTRAM ABSURDA SUSTENTAÇÃO NA CULTURA
    JUDAICA ANTIGA CONTESTADA POR JESUS CRISTO, EM SEU TEMPO...
    DESCOBRI QUE DEUS NÃO É PROPRIEDADE DE 
    MINHA EX-IGREJA CATÓLICA E NEM DO CRISTIANISMO...
    NEM DOS BRANCOS RICOS, NEM DO SISTEMA QUE ELES
    CRIARAM...
    DESCOBRI QUE DEUS SALVA [SIM] FORA DA IGREJA CATÓLICA;
    DESCOBRI DEUS EM TODAS AS RELIGIÕES;
    DESCOBRI QUE DEUS SALVA QUEM ELE QUER 
    E ONDE ELE QUER...
    DESCOBRI QUE DEUS NÃO PRECISA DE PAPA, NEM DE BISPO,
    NEM DE PASTOR, NEM DE PADRE, NEM DE IGREJA, 
    NEM DE DÍZIMO, NEM DE BÍBLIA... 
    DESCOBRI QUE DEUS NÃO PRECISA DE RELIGIÃO;
    DESCOBRI QUE NÃO PRECISAMOS DE RELIGIÃO;
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO DESUMANIZA;
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO ALIENA E 
    FAZ AS PESSOAS INFELIZES E MEDROSAS...
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO CONFUNDE: DEUS X BÍBLIA;
    DEUS X PODER; DEUS X DINHEIRO...
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO SE ADAPTA AO SISTEMA CAPITALISTA E COMERCIALIZA MUITO CARO A FÉ...
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO LIMITA NOSSA LIBERDADE;
    DESCOBRI QUE RELIGIÃO IMPEDE AMARMOS SEM LIMITES;
    DESCOBRI QUE QUEM PRECISA DA GENTE É A RELIGIÃO;
    DESCOBRI QUE SEM RELIGIÃO A CADA DIA SOU MAIS LIVRE;
    DESCOBRI QUE SEM RELIGIÃO A CADA DIA SOU MAIS HUMANO;
    DESCOBRI QUE SEM RELIGIÃO A CADA DIA APRENDO AMAR MAIS;
    DESCOBRI QUE SEM RELIGIÃO PERMITO QUE DEUS SEJA DEUS;
    DESCOBRI QUE SOU FELIZ SEM RELIGIÃO;
    DESCOBRI QUE NA RELIGIÃO TEM MUITA COISA BOA 
    MAS FORA DELA TAMBÉM TEM...
    DESCOBRI QUE DEVO RESPEITAR QUEM ENTENDE PRECISAR DE RELIGIÃO;
    DESCOBRI QUE DEVO RESPEITAR TODAS AS RELIGIÕES E 
    ATRIBUTOS DADOS A DEUS: CRISTO, ALÁ, ETC... 
    DESCOBRI QUE DEVO RESPEITAR QUEM CRÊ EM NÃO CRER EM DEUS;
    DESCOBRI QUE DEVO RESPEITAR NOSSAS DIFERENÇAS 
    E QUE RESPEITAR AS DIFERENÇAS É RESPEITAR NOSSO SER IGUAL...
    DESCOBRI QUE NOSSO SER IGUAL VEM DO MESMO CRIADOR..
    DESCOBRI UM DEUS APAIXONADO PELAS
    PESSOAS SIMPLES E HUMILDES...
    UM DEUS CAPAZ DE SOLIDARIZAR-SE AO EXTREMO
    COM OS QUE SOFREM AS CONSEQUÊNCIAS [DO PECADO]
    DE UMA IDEOLOGIA BURGUESA EXCLUDENTE E 
    PROMOTORA DAS "DESIGUALDADES SOCIAIS";
    PROMOTORA DA MORTE...
    DESCOBRI UM DEUS COMUNISTA/SOCIALISTA;
    SE ASSIM QUISÉSSEMOS DEFINI-LO...
    DESCOBRI UM DEUS QUE NÃO TEM NADA QUE O
    IDENTIFIQUE COM ESSE PREGADO PELOS
    "LÍDERES RELIGIOSOS" DO CAPITALISMO...
    DESCOBRI UM DEUS DO AGIR COLETIVO, UM DEUS QUE
    AMA A VIDA EM PLENITUDE, UM DEUS DA GRATUIDADE;
    UM DEUS DESPOSSUÍDO DE BENS MATERIAIS E RICO
    DE ALEGRIA...
    DESCOBRI QUE DEUS ESTÁ E AGE NA HISTÓRIA,
    NA MINHA HISTÓRIA, NA SUA HISTÓRIA, NA NOSSA HISTÓRIA...
    DESCOBRI QUE DEUS CRUZA MEUS CAMINHOS A TODO MOMENTO...
    NAS PESSOAS QUE ELE PERMITE, POR GRAÇA, PASSAREM
    POR MINHA VIDA...
    DESCOBRI QUE DEUS ME AMA DO JEITINHO QUE SOU
    E NÃO DO JEITO QUE AS PESSOAS E A SOCIEDADE
    QUEREM QUE EU SEJA...
    DESCOBRI QUE SOU LIVRE PARA ESCOLHER OS
    VALORES QUE QUERO CULTIVAR EM MINHA VIDA...
    DESCOBRI QUE DEUS ME AMA NA GRATUIDADE E QUE
    QUANTO MAIS EU ME RELACIONAR COM ELE, NA
    GRATUIDADE, TANTO MAIS EU O AMAREI NA VERDADE...
    DESCOBRI QUE DEUS É LIVRE
    TANTO QUANTO NÓS PODEMOS SER...
    POIS SOMOS IMAGEM E SEMELHANÇA DELE...
    DESCOBRI QUE PECADO É UMA FORMA DE
    SUBJUGAR MENTES E CORAÇÕES...
    DESCOBRI QUE SOU LIVRE PARA ERRAR SEM
    PESO DE CONSCIÊNCIA TANTAS QUANTAS VEZES
    FOR NECESSÁRIO...
    DESCOBRI QUE AQUILO QUE CHAMAM DE PECADO
    NÃO É PECADO E AQUILO QUE NÃO CHAMAM DE PECADO É PECADO...
    DESCOBRI QUE PECADO É INVADIR A VIDA DOS 
    OUTROS, JULGAR E CONDENAR ATOS E PESSOAS...
    DESCOBRI QUE PECADO É VIVER COMO UM "ASNO"
    DEIXANDO OS OUTROS PENSAREM EM NOSSO LUGAR,
    DECIDINDO NOSSO DESTINO...
    DESCOBRI QUE DEUS ME DEU A FACULDADE DA RAZÃO
    PARA SER USADA NO DISCERNIMENTO SÉRIO,
    PARA FAZER ESCOLHAS LIVRES, SER RESPONSÁVEL PELAS
    CONSEQUÊNCIAS DESSAS ESCOLHAS...
    SENDO QUE NOSSA VOCAÇÃO É SER HUMANOS EM
    PLENITUDE...
    DESCOBRI QUE ERRAR É UMA ARTE
    E DESSA ARTE QUERO SEMPRE SER UM ARTISTA;
    DESCOBRI QUE ERRANDO É QUE ACERTAMOS...
    DESCOBRI QUE POR MEIO DE DERROTAS
    CHEGAMOS ÀS VITÓRIAS...

    por Lucio Lopes [12.05.2012] 


    A imagem é de James Hugh Calum Laurie (Oxford, Inglaterra, 
    11 de Junho de 1959) é um ator britânico, conhecido 
    pelo seu papel de Dr. House na série televisiva House MD.

    filoparanavaí 2013

    DICAS: redação dissertativa-argumentativa

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    filoparanavaí 2013

    quinta-feira, 9 de maio de 2013

    ATUALIDADE: De olho na mídia, O GLOBO do PIG mente sem qualquer pudor...

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    Assentamento Itamarati, no Mato Grosso do Sul
    Hoje, é o maior assentamentos da América Latina e possui uma população maior do que muitos municípios de Mato Grosso do Sul. O último censo revela que nos 50.127 hectares do assentamento vivem, aproximadamente, 13.730 habitantes, perfazendo um total populacional maior do que diversas cidades de Mato Grosso do Sul, como Antônio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia e Nioaque, por exemplo.



    DE OLHO NA MÍDIA QUE É PORTA VOZ 
    DA BURGUESIA FINANCEIRA 
    E DA BURGUESIA RURALISTA

    Coutinho Júnior: 
    O que o Globo não viu no assentamento Itamarati 
    publicado em 9 de maio de 2013 às 17:36
    por José Coutinho Júnior, ESPECIAL viomundo


    No dia 5 de maio, o jornal O Globo publicou uma matéria intitulada “De antigo império da soja à maior favela rural no interior do Brasil”. O repórter visitou o assentamento Itamarati, no Mato Grosso do Sul, e, de acordo com a matéria, o assentamento é a prova concreta de que a Reforma Agrária no Brasil fracassou. De acordo com O Globo, a maioria dos assentados, carentes de assistência técnica e meios para produzir, arrenda seus lotes para grandes fazendeiros: “sem financiamentos ou assistência técnica, os pequenos agricultores não conseguem sobreviver da lida no campo. Até traficantes de drogas arrendam terras por lá. Tem fazendeiro que arrenda até 15 lotes”. 

    O Globo também alega que os “silos e armazéns de grãos estão apodrecendo”, e que “a prefeitura de Ponta Porã aguarda até o dia em que o Incra conceda a área para o município. Ali, quer que nasça uma nova cidade”. 

    No ano passado, estive no assentamento para fazer uma matéria sobre a produção do Itamarati para uma revista especial que o MST irá lançar. Por isso, posso afirmar que a reportagem do jornal não corresponde à realidade. 


    “A maior favela rural do Brasil”, como afirma o título da reportagem, conta com duas formas de trabalhar a produção agrícola: áreas individuais e coletivas. Nos lotes individuais de até 10 hectares, as famílias produzem frutas e vegetais, como acerola, laranja, mandioca e criam animais. Essa produção é voltada ao consumo interno e venda em pequena escala. 

    Já as 66 áreas coletivas têm por volta de 120 hectares e um pivô de irrigação [ é uma estrutura da área coletiva que, quando ligada, rega a área coletiva em diversos pontos ao mesmo tempo], capaz de concentrar a produção em larga escala, de onde se extraem os alimentos para a comercialização. Há plantação de milho, soja, amendoim, feijão e pastagem para o gado. 

    A produção em larga escala passa então para as cooperativas, criadas pelos assentados para desenvolver o assentamento. Dados da Cooperativa dos Agricultores Familiares do Itamarati (Cooperafi), responsável pela produção de leite e grãos do assentamento, apontam que a produção de leite no Itamarati chega a 500 mil litros por mês; soja, milho e feijão atingem um milhão, 800 mil e 200 mil sacas por safra, respectivamente. 

    Os silos e armazéns de grãos estão longe de apodrecer. Pelo contrário, a Cooperafi revitalizou o maquinário que já existia na fazenda e se encontrava deteriorado, e hoje o Itamarati, com dez silos ativos, armazena 70 mil sacas de grãos em cada um, além de contar com um silo maior capaz de comportar 1,5 milhão de sacas. Este silo maior se encontra desativado, mas Jacob Alberto Bamberg, presidente da Cooperafi, afirma que ele terá pelo menos 25% de sua capacidade reformado ainda este semestre. 

    O Itamarati conta com uma segunda cooperativa, chamada Cooperativa Agroindustrial Ceres (Coopaceres). Essa cooperativa é responsável pela produção de sementes: na safra do ano passado, 180 produtores do assentamento receberam sementes e produziram 500 toneladas de feijão. Parte dessa produção e das sementes foi exportada para a Venezuela, que comprará mais mil toneladas na próxima safra. 

    O arrendamento de lotes e a falta de assistência técnica por parte do governo são problemas de fato enfrentados pelo Itamarati. No entanto, à medida que as iniciativas das duas cooperativas se solidificam, esses problemas começam a ser superados. 

    A Cooperafi contratou técnicos que atualmente vivem no assentamento, especializados na recuperação do solo, além de uma veterinária, também residente lá. Além disso, há planos de construção de um laticínio para agregar mais valor ao leite, de frigoríficos e de cisternas para o período das secas. 

    O assentamento Itamarati surgiu de uma ocupação em 2002. Nos dois primeiros anos de assentamento, porém, os agricultores perderam muito dinheiro por conta de uma seca. 

    Segundo Olívia de Moraes, diretora do colégio Carlos Pereira, “nos dois primeiros anos de assentamento as pessoas foram convencidas por agrônomos da região de que estas terras eram uma mina de ouro, e que todos ficariam ricos rápido. A maioria dos produtores investiu nas lavouras, mas como tivemos um período de seca, eles perderam tudo. Muitos inclusive deixaram o assentamento por conta desses primeiros anos”. 

    Some-se a isso o fato de que a produção de leite na região era alvo de um cartel das empresas leiteiras, que obrigavam os produtores a vender o litro de leite a R$ 0,30 centavos, e muitos produtores deixaram seus lotes ou passaram a arrendá-los por não ver uma saída. 

    Somente após o surgimento das cooperativas (a Coopaceres surgiu em 2006 e a Cooperafi, em 2010), é que a situação começa a melhorar para os assentados: hoje, o litro do leite, graças à Cooperafi, é vendido a R$0,78 centavos. 

    As sementes de feijão produzidas pela Coopaceres começam a se difundir, aumentando a produção do grão no assentamento, oferecendo mais uma alternativa economicamente viável aos produtores. Assim, mais produtores deixam de arrendar para voltar a produzir, pois notam que isso é economicamente viável agora. 



    A reportagem de O Globo é mais uma tentativa de desacreditar a Reforma Agrária frente à opinião pública por meio da manipulação dos fatos. Estranho é que na mesma página o jornal publica uma matéria sobre os resultados positivos da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul, mas não cita uma única vez que a cooperativa em questão é organizada pelo MST. É uma pena que a nossa grande imprensa seja capaz de um jornalismo tão ruim e tendencioso.

    Enem será nos dias 26 e 27 de outubro; 
    inscrições começam na segunda 
    Portal do MEC 




    Os candidatos a vagas na educação superior que pretendem participar da edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem fazer a inscrição, exclusivamente pela internet, a partir de segunda-feira, 13, às 10 horas. O período se estenderá até as 23h59min do dia 27 próximo, de acordo com o horário oficial de Brasília. O edital do exame foi publicado nesta quinta-feira, 9. 

    Para os candidatos não isentos, a taxa de inscrição, de R$ 35, deve ser paga até o dia 29. Estão isentos os concluintes do ensino médio em 2013, matriculados em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica. Também não precisa pagar a taxa o participante com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou, como bolsista integral, em escola da rede particular. Por fim, estará isento aquele que se declarar integrante de família de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

    Fonte: educadores.diaadia.pr.gov.br



    Marco Feliciano e seus seguidores são pseudos-cristãos que nos ensinam que o "inferno" é uma opção saudável diante do "Céu" que eles pregam... São o "Pedro" que continuou a negar Jesus mesmo depois da terceira cantoria do galo... 


    Crime 
    PASME: ATÉ A VEJA NÃO ESCONDE A VERDADE 
    Marco Feliciano e os amigos poderosos do pastor Marcos Pereira 

    Polícia Civil afirma que deputado do PSC passou a segunda-feira reunido com o líder evangélico preso por estupro no Rio. Lista de amizades inclui ainda Anthony Garotinho, Alvaro Dias, Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho 

    A lista de amigos influentes do pastor Marcos Pereira, preso por estupro na noite de terça-feira, é extensa e vai bem além dos templos da Baixada Fluminense. Desde a última quinta-feira, quando foram expedidos os mandados de prisão pela Justiça do Rio, policiais da Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) monitoraram os passos do pastor. De acordo com o delegado Márcio Mendonça, ao longo de toda a última segunda-feira Marcos Pereira ficou dentro de um templo em São João de Meriti na companhia de outro pastor ilustre: o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e alçado à fama tanto por suas declarações como pelas reações destemperadas que as frases causaram. 

    Na noite em que foi preso, Pereira imediatamente telefonou para amigos influentes – entre eles alguns deputados da bancada do Rio. Chamou também fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), para protestar contra sua prisão. Pelo menos um deputado atendeu prontamente ao chamado: o deputado Geraldo Pudim, do PR fluminense, aliado e braço direito do deputado e ex-governador Anthony Garotinho, foi à delegacia ainda de madrugada. 

    A influência de Pereira sobre traficantes e o domínio que exerce em áreas controladas pelo tráfico na Baixada Fluminense sempre intrigaram quem acompanha de perto os dois assuntos - política e criminalidade. Nunca havia se provado, no entanto, que ele tenha ido além do papel de líder religioso. Em março do ano passado, no entanto, VEJA tornou públicas as acusações formais contra ele, em uma remportagem que detalha inquéritos por estupro e a relação próxima com traficantes. Há mais de um ano, portanto, quem se aproxima de Pereira tem noção exata das acusações que pesam contra ele. 

    Um vídeo publicado no Youtube mostra Marco Feliciano, em 19 de fevereiro deste ano, fazendo uma defesa de Marcos Pereira na tribuna da Câmara dos Deputados. Para Feliciano, Pereira e Silas Malafaia sofrem perseguição de órgãos da imprensa. Em outro vídeo, Feliciano é ovacionado em uma pregação para fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, corrente comandada por Marcos Pereira. Feliciano relata, em um dos vídeos, ter ficado impressionado com o poder de Pereira de salvar jovens do tráfico e das cracolândias. Ele relata ter estado com o pastor no carnaval, em uma fazenda onde estavam reunidos 500 jovens. 

    A diferença entre os dois personagens defendidos por Feliciano é bastante clara: um enfrenta reações por suas opiniões, e, como o próprio presidente da Comissão de Direitos Humanos, torna-se alvo sempre que - usando sua liberdade de expressão - manifesta-se contra o casamento gay e outros temas. Já Pereira entrou na mira da polícia por algo que nada tem a ver com liberdade ou religião: é acusado de crimes gravíssimos, como abuso sexual - que motivou a prisão - e homicídio, ainda em investigação. 

    Os pedidos de prisão preventiva foram expedidos este mês em função de dois depoimentos prestados por vítimas em abril, o que embasou a necessidade de manter o acusado em detenção. 

    Fonte: veja.abril.com.br

    filoparanavaí 2013

    domingo, 5 de maio de 2013

    ATUALIDADES: A Terra precisa atualmente de quase 18 meses para repor o que a humanidade lhe tira em um ano. De solução, o consumismo insustentável tornou-se a maior ameaça ao planeta e à civilização

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    Nas últimas décadas, Estados Unidos, nações da Europa Ocidental, Japão e demais países desenvolvidos foram responsabilizados pelo nível avassalador a que chegou o consumismo. Os índices de consumo de bens perecíveis, bem como os do desperdício desses bens, há muito ultrapassaram os limites da sustentabilidade. Agora, também as nações em desenvolvimento atingem altos patamares de consumo, em detrimento do meio ambiente, da saúde e da felicidade, de acordo com o WI - Worldwatch Institute (sediada em Washington, essa organização destaca-se na promoção de uma sociedade ambientalmente sustentável, onde as necessidades humanas sejam atendidas sem ameaças à saúde da natureza - www.worldwatch.org.br). 

    Nos últimos anos, cerca de 2 bilhões de indivíduos em todo o mundo entraram naquilo que se convencionou chamar de "classe consumidora" – o grupo de pessoas caracterizado por dietas de alimentos altamente processados, desejo de morar em casas maiores, possuir mais carros e de tamanhos maiores, níveis mais altos de endividamento, e estilo de vida devotado à acumulação de bens não essenciais. 

    Hoje, cerca de metade dos consumidores globais mora em países em desenvolvimento, incluindo 260 milhões na China e 130 milhões na Índia – mercados com maior potencial para a expansão. 

    "O aumento mundial do consumo ajudou a satisfazer necessidades básicas e a criar empregos", diz Christopher Flavin, presidente do Worldwatch Institute em recente entrevista. "Mas à medida que avançamos no século 21, esse apetite consumista nunca antes verificado está corroendo os sistemas naturais dos quais todos dependemos, e tornando ainda mais difícil para os pobres do mundo satisfazer suas necessidades básicas". 

    Os relatórios do WI expõem os custos devastadores que o consumismo significa para as reservas mundiais de água doce, os recursos naturais e os ecossistemas, corrompidos por uma massa gigantesca de câmeras e outros artefatos descartáveis, sacos e embalagens plásticas, além de muitos outros objetos de custo barato cujo principal denominador comum é a obsolescência. Objetos manufaturados produzidos dentro do conceito "usar e jogar fora". 

    "Boa parte dos problemas ambientais dos nossos dias são ligados ao consumismo", diz Gary Gardner, diretor de pesquisas do Worldwatch. "Apenas para dar um exemplo, saiu há pouco nos jornais a notícia de que 37% das espécies poderão em breve ser declaradas extintas, e isso está diretamente relacionado ao consumismo". 


    Da necessidade ao luxo 

    A globalização é hoje o principal fator a fazer com que mercadorias e serviços outrora de acesso difícil para as nações em desenvolvimento tenham se tornado facilmente adquiríveis. Itens antes considerados como luxo – televisões, telefones celulares, computadores, ar condicionado – são agora vistos como necessidades. 

    A China oferece possivelmente o melhor mostruário dessas realidades em mutação. Durante décadas, as ruas das maiores cidades chinesas eram caracterizadas por um virtual oceano de pessoas movendo-se a pé ou em bicicletas; há 25 anos, existiam pouquíssimos automóveis privados em toda a China. Já no ano 2000 , 5 milhões de veículos rodavam no território chinês. Ao redor do ano 2010, esse número aproximava-se dos 30 milhões. Ele deverá superar a casa dos 70 milhões até o final deste ano, e chegará à casa dos 200 milhões de veículos registrados no país até 2020, segundo estimativas do Ministério Chinês da Indústria e da Informação Tecnológica. 

    Nos Estados Unidos existem mais carros nas ruas do que condutores com carteira regular de motorista. 

    Internet reforça consumismo 

    O Worldwatch também questiona o crescente uso do apelo ecológico no lançamento de novos produtos. Uma preocupante tendência na relação entre internet, publicidade e consumismo foi detectada pelo WI: Com base em exaustiva pesquisa sobre o mercado publicitário, um estudo divulgado no fim de março mostra que o avanço da mídia digital levou a um aumento nos gastos globais com publicidade. Mais ainda: o consumismo foi vitaminado pelas novas formas da propaganda no mundo virtual, relata o estudo Advertising Spending Continues Gradual Rebound Driven by Growth in Internet Media, disponível on-line. 

    Segundo o serviço Vital Signs Online, do Worldwatch, as despesas globais com publicidade cresceram 3,3% em 2012, para US$ 497,3 bilhões, prosseguindo o movimento de recuperação gradual do tombo sofrido em 2009. Naquele ano, os gastos declinaram 9,6% como efeito da recessão. 

    A internet foi a mídia com maior expansão no ano passado, quando ampliou para 18% sua fatia no mercado global da publicidade – puxada, sobretudo, pelas redes sociais e anúncios nos vídeos on-line. Não surpreende, portanto, que os telefones celulares e as redes sociais já respondam por mais da metade de toda a receita publicitária nos Estados Unidos. 

    Em meio à expansão espetacular do mercado publicitário, parece paradoxal que a propaganda na mídia pré-internet esteja perdendo eficácia, segundo o relatório. Como resposta à fadiga com comerciais televisivos, anúncios na imprensa e outdoors, as agências de propaganda concebem técnicas mais sutis, tais como materiais promocionais em blogs e publicidade interativa nas redes sociais, especialmente Facebook e Twitter. "A distinção entre publicidade
e conteúdo na mídia, dessa forma, fica cada vez mais turva", disse Shakuntala Makhijani, autora do estudo, em sua apresentação. 

    O relatório também questiona o crescente uso do apelo ecológico no lançamento de novos produtos. Nos Estados Unidos, o número de novos produtos "verdes" subiu de 100 itens comercializados em 2004 para 1.500 em 2009. Para o Worldwatch, a autêntica sustentabilidade demandará menos consumo material e, portanto, limites mais severos sobre a publicidade, de modo a frear sua expansão e crescente presença no cotidiano das pessoas. 

    O que eu e você podemos fazer? 

    Algumas perguntas que estão, mais do que nunca, na ordem do dia: você precisa mesmo levar todas as suas compras de supermercado em sacolas plásticas? É indispensável ter na garagem aquele utilitário esportivo tão imponente quanto gastador? E o banho de 15 minutos, que tal encurtá-lo? 

    A revisão dos atuais (e inviáveis) modelos de consumo já havia sido objeto de um contundente alerta em novembro de 2009, dado pela organização internacional Global Footprint Network: de acordo com um estudo produzido por ela, a Terra precisa atualmente de quase 18 meses para produzir os serviços ecológicos que os quase 7 bilhões de humanos utilizam em um ano. 

    Segundo o Worldwatch institute, um exame cuidadoso da rotina dos membros da "classe consumidora global" mostra que há várias situações nas quais é possível consumir de forma mais sensata e sustentável. 

    Invertendo a equação, estamos consumindo praticamente um planeta e meio em 12 meses. Não é preciso ser gênio para perceber que a conta não fecha. No atual ritmo, dizem os autores do estudo, no início da década de 2030, precisaremos de duas Terras para atender a nossa demanda anual – um nível tão alto de gasto ecológico que poderá causar um colapso de ecossistemas de grandes proporções. 

    "Os padrões culturais são a causa de uma convergência sem precedentes de problemas econômicos e sociais, incluindo a mudança do clima, uma epidemia de obesidade, um enorme declínio na biodiversidade, perda de terras agricultáveis e produção de resíduos tóxicos", afirma Erik Assadourian, diretor do Worldwatch. Devolver a saúde a esse quadro exige uma proposta de aplicação urgente: a necessidade de uma transformação radical dos padrões culturais dominantes, que segundo o economista bengali Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006, assinala no prefácio, envolve "uma das maiores mudanças culturais imagináveis: a partir de culturas de consumo para as culturas de sustentabilidade".  

    Por Luis Pellegrini 
    REVISTA RADIS 
    ÓTIMO EDITORIAL 
    Número: 128 Maio 2013 

    Abrindo Caminho 

    Nossa matéria de capa traz depoimentos e experiências interessantes, é leve e tem tudo a ver com saúde. Antes, porém, uma reflexão. Algumas conquistas sociais de grupos específicos estão furando a onda conservadora que assola o Brasil e o mundo. Será que isso ameaça o direito de todos? 

    Em toda parte se vê fundamentalismo econômico, político e religioso, subtração de direitos e de garantias às condições dignas de vida. Em matéria especial para a Radis, uma jovem repórter mostra a reação dos europeus ao desmonte do estado de bem estar social. Para salvar bancos e o capital especulativo, empregos e salários diminuíram, sistemas de saúde e previdenciários estão em risco. 

    Na América do Sul, que nem alcançou tal padrão de direitos e serviços, novas leis anunciam direito universal à saúde. Mas a equidade e a integralidade da atenção estão ameaçadas pela segmentação dos sistemas de saúde e pelas desigualdades, segundo estudo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde. Neste continente, a Saúde caminha para a privatização e o crescimento dos subsistemas privados. 

    No Brasil, o fato de a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados estar nas mãos de um deputado contrário aos princípios de igualdade e do respeito aos direitos humanos expõe acordo na base de apoio do governo para entregar ao obscurantismo religioso grande parte dos votos numa comissão vital à evolução civilizatória de qualquer país. Não se trata apenas de sustentar um bufão desfilando sua ignorância sobre os mais diversos assuntos. O grave é alimentar um projeto retrógrado de Estado não laico. 

    Este é apenas um dos exemplos frequentes de situações que atingem grupos específicos de menor poder, ora ameaçando direitos de mulheres ou de pessoas LGBT, ora subtraindo terra e direitos de índios, quilombolas, trabalhadores rurais ou comunidades urbanas pobres. 

    Quando esses movimentos de gênero, raça, etnia, segmento social ou ambientais — vistos por alguns como de minorias focadas em obter ganhos restritos a grupos, ou privilégios — entram em luta por mudanças e reparações, acabam abrindo caminho e rompendo tradições ou aparatos jurídicos conservadores, conveniências econômicas ou político- -partidárias, para redefinir e ampliar os direitos individuais e coletivos. Ao defender enfaticamente pessoas LGBT contra a homofobia, por exemplo, o secretário- -geral da ONU, Ban Ki-moon declarou, em abril, que “os governos têm o dever legal de proteger a todos”. 

    Para a construção do Sistema Único de Saúde brasileiro, existir uma política específica e experiências de atenção voltadas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais significa ir além do acesso para todos (universalização). É experimentar acolher de forma diferente e adequada os diferentes (equidade) e aprender como cuidar, de fato, levando em conta o contexto e as singularidades de cada grupo e cada indivíduo (integralidade). O que parece particular, então, estabelece precedentes positivos para todos. Um colorido sopro de mudança e conquista para a coletividade. 

    Autor: Rogerio Lannes Rocha 
    Coordenador do Programa Radis 

    Igualdade de direitos para empregados domésticos 

    Setenta anos após a instituição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os empregados domésticos finalmente passaram a contar com os mesmos direitos dos demais trabalhadores. A Proposta de Emenda Constitucional 66, chamada de PEC das Domésticas, foi aprovada por unanimidade (26/3) no Senado, e promulgada em 2/4, trazendo novos benefícios para a categoria, que reúne profissionais como governantas, cozinheiros, babás, lavadeiras, mordomos, caseiros e acompanhantes de idosos. As medidas contemplarão 6,6 milhões e brasileiros, 92% mulheres, informou o portal de notícias G1 (1/4). 

    Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o Brasil está em primeiro lugar em número de empregados domésticos (Valor, 9/1). De cada dez trabalhadores domésticos, no entanto, só três têm, hoje, registro na carteira de trabalho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE, de 2011. A taxa de informalidade chega a 69%. 

    Entre as mudanças que passam a valer imediatamente estão garantia a salário nunca inferior ao mínimo, jornada de trabalho de 44 horas semanais e de oito horas diárias, com mínimo de uma hora e máximo de duas de descanso, pagamento de hora extra e proibição de trabalho noturno, perigoso e insalubre a menores de 18 anos. Outros direitos passarão por regulamentação para entrar em vigor, como FGTS, adicional noturno, seguro desemprego, auxílio-creche e indenização por demissão sem justa causa. A previsão é que essa regulamentação ocorra até julho. 

    Já na aprovação da CLT, em 1943, o trabalhador doméstico fora excluído, considerado como categoria à parte, informou O Globo (7/4). O primeiro direito trabalhista dos domésticos se deu em março de 1973, com obrigatoriedade da carteira assinada — o que não extinguiu a informalidade. Outros direitos foram estendidos a esses trabalhadores com a Constituição, em 1988, como salário mínimo, repouso remunerado, 13º e irredutibilidade de salários. 

    IDH 2013: Brasil mantém posição 

    O Brasil está no grupo dos países com índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado, indicou a edição de 2013 do Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) — há, ainda, os índices muito elevado, médio e baixo. De acordo com o levantamento, divulgado em 14/3, o país ocupa o 85º lugar no ranking de 187 nações avaliadas, mesma posição registrada em 2011. Numa escala de 0 a 1, quanto mais o IDH se aproxima de 1, maior é o desenvolvimento humano — avaliado a partir dos níveis de expectativa de vida, acesso a educação e renda da população. Os dados são referentes a 2012. O índice brasileiro foi de 0,730 (em 2011 foi de 0,728). A média da América Latina foi de 0,741, informou a Folha de S. Paulo (14/3). O país com melhor classificação no continente foi o Chile (0,819) na 40ª posição, informou o site da revista Carta Capital (14/3). 

    O Brasil está entre os 15 países que mais reduziram o déficit do IDH entre 1990 e 2012, melhorando o índice em 24% — o maior avanço entre os países da América do Sul. O destaque deveu-se ao foco na redução das desigualdades e da pobreza e à política estrutural de longo prazo adotada no país, segundo o Pnud. O relatório aponta ainda que o grupo das três principais nações em desenvolvimento (Brasil, China e Índia), está remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”. 

    O Pnud calculou também um ranking com base nas desigualdades internas em saúde, educação e renda. Nesse caso, mesmo Noruega e Austrália, 1º e 2º colocados, perdem pontos, embora mantendo, ainda, suas posições. Já os Estados Unidos despencam do 3º lugar para o 16º. O Brasil fica 12 posições abaixo, passando à 97º. 

    Como ocorrera após a divulgação do IDH de 2011 (Radis 112), o governo brasileiro criticou os resultados do relatório do Pnud. Segundo os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o documento é elogioso aos avanços brasileiros; no entanto, são necessários ajustes, informou o Portal do MEC (14/3). 

    Os ministros apontaram que, em Educação, os dados utilizados são de 2005 e oriundos de fontes não reconhecidas pelas agências estatísticas nacionais. De acordo com os ministros, o relatório do Pnud não incluiu nos cálculos 4,6 milhões de crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola, bem como nas classes de alfabetização, nem considerou a jornada escolar atual de nove anos. “Se fizéssemos só esta correção, subiríamos 20 posições”, ressaltou Mercadante. 

    Educação infantil obrigatória a partir dos quatro anos 

     Lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada (4/4) no Diário Oficial da União torna obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos quatro anos de idade. As redes estaduais e municipais de ensino do país terão prazo até 2016 para se adequar e acolher os alunos. A lei, de número 12.796, ajusta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) à emenda constitucional 59, de 11 de novembro de 2009, que tornou obrigatória a oferta gratuita de educação básica dos quatro aos 17 anos, informou O Globo (5/4). Fica estabelecido também que a educação infantil, que contemplará crianças de quatro e cinco anos, deve se dar em, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e sete, para a jornada integral, de acordo com o Portal do MEC. Isso já valia para o ensino fundamental e o ensino médio. 

    Segundo a lei, “a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”, informou o Portal do MEC (5/4). 

    A lei trata, ainda, da avaliação na educação infantil, registrando que não haverá retenção ou reprovação das crianças nessa etapa de ensino e que a avaliação será feita “mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças”. Foi contemplada, também, a educação especial, “modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”, descreve o texto, garantindo que “o poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos” com esse perfil. A lei incluiu também no texto da LDBEN a “consideração com a diversidade étnico-racial” entre os pontos nos quais o ensino será baseado. 

    Apenas 67% dos municípios fiscalizam sua água 

    Apenas 67% das cidades brasileiras dispõem de mecanismos para fiscalizar e avaliar a qualidade da água. A informação foi apresentada (19/3) pelo diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, informou a Agência Brasil (19/3). Segundo ele, a meta é aumentar esse índice para 70% neste ano e para 75% até 2015. O que caracteriza o controle é a capacidade de cadastrar as fontes de fornecimento de água e gerar dados sobre o serviço de abastecimento. Para Guilherme Franco, que apresentou os dados em painel no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, promovido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o desafio de incluir mais municípios nesse perfil será cada vez maior à medida que a taxa avançar .“Aumentar dois pontos percentuais depois que atingirmos 80% será mais difícil”. 

    No mesmo evento, o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Léo Heller, destacou a necessidade de se ampliar também a qualidade da distribuição de água, diferenciando cobertura de acesso. “Acesso significa que a pessoa dispõe de um serviço de qualidade, e não apenas da ligação com o sistema de distribuição”, explicou. 

    Segundo Heller, pelos dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), 33% da população brasileira não têm acesso à água nos termos mencionados por ele e cerca de 50% não dispõem de tratamento de esgoto. Ele defendeu “uma abordagem menos tecnocêntrica”, com visão mais ampla dos problemas dos locais onde os projetos são implementados, para que a percepção da população seja captada. “Em grandes investimentos de infraestrutura, se perde essa dimensão, o que compromete os esforços públicos”, analisou. 

    Para o professor, o Plansab deve moldar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e não o contrário. “O PAC prioriza a visão física e perde a visão de política pública. Obra, em si, não é o suficiente”. 

    FONTE DESSAS ÚLTIMAS INFORMAÇÕES: 

    filoparanavaí 2013
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