sexta-feira, 2 de março de 2012

Não pode existir Gestão Democrática na Escola sem um GRÊMIO que represente os alunos e seja ao mesmo tempo autônomo e ativo.

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A GESTÃO DEMOCRÁTICA


Só poderá ocorrer de verdade no âmbito da escola se todos os atores envolvidos com a escola forem realmente representados. Claro, que nessa representação não podem ficar de fora os alunos. O espaço de organização mais comum para eles chama-se GRÊMIO ESTUDANTIL [que possui um papel vital na ação coletiva escolar para fazer uma escola de todos, onde todos participem de fato das decisões acerca das atividades educacionais no âmbito da escola e no entorno dela, ou seja, na comunidade onde moram as famílias dos estudantes].

LEMBRE-SE o GRÊMIO estudantil não existe na escola para servir os interesses políticos da DIREÇÃO, existe para colaborar com a direção do colégio nas ações de interesse de toda a coletividade escolar.

Muitas podem ser as contribuições de um Grêmio Estudantil e é a capacidade de organização e a capacidade de atuação que dará no tempo características próprias a cada Grêmio. Um Grêmio estudantil precisa ser colaborativo com a Direção nas ações coletivas, mas tem que ser autônomo - para não servir a interesses políticos não coletivos [de grupo].

O governo do Estado do Paraná, através da Secretária de Estado da Educação, tem orientado as suas escolas à reativarem os grêmios. Existe uma política pedagógica que orienta todo o processo de reativação e funcionamento dos Grêmios estudantis no Paraná e, por isso mesmo, prefiro deixar aqui o LINK para que você mesmo consulte:


Conheça a política de expansão, criação e reativação de grêmios estudantis na rede estadual de ensino do Paraná. Modelo de Estatuto; Modelo de Chapa; Modelo de Ata de Eleição; Modelo de ata de Posse; Modelo de Reunião; Modelo Completo da Ata de Criação de Grêmio; Leis Federais e Estaduais Leia estes itens nas páginas do site oficial da SEED/PR:



O MOVIMENTO ESTUDANTIL NA HISTÓRIA POLÍTICA DO BRASIL



Enquanto estudante sempre atuei em Grêmio Estudantil - apesar de ter feito essa experiência apenas em uma das escolas onde tivemos a oportunidade de formá-lo quase que de maneira clandestina. Uma vez que a pedagogia do medo implantada pelo Regime Militar ainda imperava em nossas escolas.

Mais tarde atuei em Diretórios Acadêmicos na Universidade Federal do Paraná. Lá tivemos uma vitória para nossa turma de Filosofia em um entrave com um professor por questões de didática relacionada a uma das disciplinas.

Mais tarde na PUC/PR conquistamos o direito de escolhermos o professor coordenador do curso de Filosofia pelo voto direto. O que na época era uma profanação do poder.

Essas experiências me ajudaram muito a construir ideiais políticos e pude fazer a experiência de participar de lutas coletivas ainda que localizadas, porém mais amplas. Participei do processo popular que exigia o retorno da democracia, participei do movimento "Pela Ética na Política" que derrubaria com a força dos estudantes o ex-presidente COLLOR; de ocupações de sem-tetos em Curitiba [em um tempo que a demanda por moradias lá era infinitamente mais injusta que hoje]; e outras ações.

O Grêmio Pode ser um espaço de politização. Quando essa politização consegue criar IDEAIS COLETIVOS, então contribui diretamente para que possamos experienciar uma DEMOCRACIA mais autêntica e agirmos como verdadeiros cidadãos críticos de nossas ações: fazendo escolhas conscientes, livres e sendo responsáveis por essas escolhas.

A juventude sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, também é assim. Selecionamos alguns momentos importantes em que os estudantes organizados se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor. E fizeram História.


1710 - Quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os.
1786 - Doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Alguns estudantes desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.
1827 - Foi fundada a primeira faculdade brasileira, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.
1897 - Estudantes da Faculdade de Direito da Bahia divulgaram, através de um documento escrito, as atrocidades ocorridas em Canudos (BA).
1901 - Fundação da Federação de Estudantes Brasileiros, que iniciou o processo de organização dos estudantes em entidades representativas.
1914 - Estudantes tiveram participação significativa na Campanha Civilista de Rui Barbosa ocorrida em meados do século XX, e na Campanha Nacionalista de Olavo Bilac, promovida durante a 1ª Guerra Mundial.
1932 - A morte de quatro estudantes (MMDC – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) inspirou a revolta que eclodiu na insurreição de São Paulo contra o Governo Central (Revolução Constitucionalista).
1937 - Criação da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.
1952 - Primeiro Congresso Interamericano de Estudantes, no qual se organizou a campanha pela criação da Petrobrás – “O Petróleo é Nosso”.
1963/64 - Os estudantes foram responsáveis por um dos mais importantes momentos de agitação cultural da história do país. Era a época do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, que produziu filmes, peças de teatro, músicas, livros e teve uma influência, que perdura até os dias de hoje, sobre toda uma geração.
1964 - Em 1º de abril, o Golpe Militar derrubou o presidente João Goulart. A partir daí foi instituída a ditadura militar no Brasil, que durou até o ano de 1985. Neste período as eleições eram indiretas, sem participação direta da população no processo de escolha de presidente e outros representantes políticos.
Os estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.
1968 - Em março, morre o estudante Edson Luís, assassinado por policiais no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. No congresso da UNE, em Ibiúna, os estudantes reuniram-se para discutir alternativas à ditadura militar. Houve invasão da polícia, muitos estudantes foram presos, mortos ou desapareceram, evidenciando a repressão e a restrição à liberdade de expressão que eram características desse período. Em junho deste ano ocorre a passeata dos Cem Mil, que reuniu artistas, estudantes, jornalistas e a população em geral, em manifesto contra os abusos dos militares.
Em dezembro, durante o governo do general Arthur da Costa e Silva, foi assinado e decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5) que cassou a liberdade individual, acabando com a garantia de Habeas Corpus da população. O que é HABEAS CORPUS? É o instrumento de defesa contra atos arbitrários que ferem o direito de ir e vir de cada indivíduo.
1979 - As entidades estudantis começam a ser reativadas. Acontece a primeira eleição por voto direto na história da UNE, quando é eleito o presidente baiano Rui César Costa e Silva.
1984 - “1,2,3,4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil!!!” Diretas Já! – movimento da população, com participação fundamental dos estudantes e dos políticos progressistas, para a volta das eleições diretas para presidente no Brasil. O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que as próximas eleições, em 1989, seriam diretas. Depois de 34 anos de eleições indiretas Fernando Collor de Melo é eleito presidente.
1992 - Acontecem sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo dando início ao movimento de estudantes chamado Caras Pintadas, que resultou no Impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Melo. O que é IMPEACHMENT? É a cassação do mandato do presidente – ou outro cargo executivo – por razões de conduta que não estejam de acordo com a lei.


Fonte: Caderno Grêmio em Formação, do Instituto Sou da Paz.
Site: http://www.soudapaz.org/


filoparanavai 2012

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