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quinta-feira, 15 de março de 2012

Lucio e Adonis conversam sobre natureza humana e felicidade: Estilo platônico de filosofar.

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Reflexões Filosóficas

Lucio e Adonis conversam sobre natureza humana e felicidade.


A Lua Cheia, de ontem, levou-me ao campo de Ergon Zaragon. Era quase madrugada de um novo dia, estava eu sem sono e com muitos pensamentos ativando meu cérebro. Iluminado pela luz do Sol que radiava na Lua Cheia, formosa ali diante meus olhos, ouvi passos. Não me assustara porque não era a primeira vez que isso acontecia. Eu sabia que era ele...


Estava só,viajava em pensamentos, quando aproximou-se de mim Adonis. Veio com uma nova pergunta que lhe quedara saber uma resposta.


Perguntou:


- Há quem diga que o Homem vive o tempo todo representando papéis na sociedade, como se ele estivesse em uma peça teatral. Na escola é um, no trabalho é outro, na rua ainda um outro totalmente diferente, e assim por diante... Ora, se a Felicidade encontra-se na verdade, qual seria a chance de um Homem que leva a vida assim, chegar a ser plenamente, uma vez que representa o que ele não é e,ao mesmo tempo, não sendo ele mesmo?


Um silêncio irrompeu o intervalo entre a pergunta de Adonis e minha fala e, nesse ínterim, dialogava comigo mesmo em pensamentos perplexo e contemplando os olhos brilhantes, pela luz da Lua, de Adonis, que me fitava.


A pergunta de Adonis deixou-me estático por um momento, enquanto meu raciocínio percorria minha memória argumentativa em busca da construção de uma resposta. Adonis, já tinha conseguido me impressionar com pergunta tão inteligente e ao mesmo tempo crucial quando tratamos de Felicidade. Lembrei-me de imediato de uma hoste de velhos hipócritas que representando o papel de moralistas, religiosos, bons moços, não ocupam-se mais do que com o próprio umbigo. São dissimulados ao ponto de vender a própria alma para satisfazerem seus desejos por meio de uma dinâmica relacional pragmática.


Então perguntei a Adonis:


- Adonis, meu caro amigo, responde com toda sinceridade, mas antes construa seus argumentos de forma racional para que seu coração não se cerre em uma resposta frágil e romântica. Que natureza tem o Homem: Boa ou má?

Adonis, por um momento pensou, esboçou uma resposta, retrocedeu, como que reformulando seu pensamento e, então disse:


- Penso que Boa e Má. O que acha?


Respondi:

- Concordo com você em parte. Boa e Má porque ambas estão no Homem. Mas entendo que todo Homem tem natureza Boa. Acontece porém que essa natureza sem o uso da razão pode ser manipulada e degenerada pelos algozes da natureza boa, que buscam satisfazer interesses mesquinhos e egocêntricos. A degeneração é tão estupida que esses algozes que chegaram à canície praticando tal violência são capazes de converter a Boa natureza em má, ao ponto de que já se esqueça que o Homem agora com natureza degenerada foi um dia de natureza Boa. Este Homem dissimula sua natureza má, para que aceito e respeitado pelos outros possa preparar um golpe fatal e sem reação dos pseudos inimigos que ele vir como tal. O Homem nesta situação é tão miserável que mesmo não dizendo qualquer palavra que revele seu interior, possibilita um desavisado perceber sua energia negativa que toma conta do ar como enxofre inflamado e, isso obviamente provoca profunda infelicidade de espírito nessa criatura humana lastimável. É capaz de enganar-se que é Feliz... Pobre mortal...


Adonis permanecia ouvindo o tempo todo que falei. Parei, fiquei incomodado,queria saber o que ele tinha a dizer do pensamento que ali expusera até então.


Então divagou em pensamentos e perguntou:

- A vida neste mundo tem apenas algumas décadas que não faz mais do que lhe denota profunda condição efêmera. Por que esse Homem com o espírito confuso assim como você mesmo descreveu não percebe isso e se liberta?


Respondi:


- Ora Adonis, esse tipo de gente pensa ser o supra-sumo da humanidade. Apenas ela tem o direito ao último pensamento e a uma última palavra. Discutir argumentos é algo por demais penoso para ela. Seria uma forma de purificação de seu espírito pela qual ela não estaria disposta enfrentar. Esse tipo de pessoa pensa ser eterna e faz suas ações dentro dessa perspectiva. Tudo o que consegue cooptar e, em especial, consciências alheias para si; trata como amigos. Na verdade atrai para si pessoas tão mesquinhas o quanto é seu próprio espírito e engana-se por achar nelas amigas... Afinal seu Império não passa de ilusões efêmeras. Tudo o que ameaça seu IMPÉRIO de cooptações converte-se em inimigos mortais. Ofuscado pelo poder que constrói não só perde a dimensão da ação coletiva que deve impregnar o espírito de alguém que queira ser verdadeiramente feliz, mas perde sua própria identidade interior sendo capaz de ações das mais bizarras possíveis para manter este poder tal qual ela concebe.


Adonis, fez ainda uma última pergunta antes de partirmos para tomar um chá pré-sono:


- Meu caro Lucio, concluo que então o Homem tendo natureza boa há que fazer uso da razão para possibilitar que essa natureza se manifeste todo o tempo de sua vida. O contrário é a sentença de morte dessa natureza própria do homem. Mas, onde encontrar essas pessoas que perderam a lembrança de que um dia tiveram natureza boa em sua mais profunda pureza?


Respondi:


- Adonis, sei que você é inteligente e perspicaz. Não será difícil identificar essas pessoas entre tantos encontros e desencontros pelos quais passamos todos os dias... Poderemos retomar esse diálogo após suas pesquisas. Vamos tomar um chá que nos espera sobre a mesa...


Divagações Filosóficas em forma de diálogo.
Autoria: Professor Lucio Lopes
Data 15 de Março de 2012 - 11h30'



Filoparanavai 2012

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