domingo, 7 de março de 2010

MULHERES A LUTA CONTINUA: Mais do que comemorar o 08 de Março é necessário que as mulheres renovem suas agendas de Lutas...

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Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. Hoje, já é real a possibilidade de uma Mulher no mais alto posto de Governo do País, a Presidência da República. Dilma Rousseff, atual Chefe da Casa Civil e Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, devem disputar as próximas eleições presidenciais e enriquecerem o debate político. Ambas comungam de projetos de governos aliados às aspirações populares, ou seja, de todo o conjunto da sociedade brasileira e, devem, assim, combater o monstro do falido neoliberalismo - governo voltado aos mais ricos em detrimento dos serviços do Estado ao conjunto total da sociedade - encarnado hoje em partidos mais à direita como são os casos de PSDB/PPS e DEM.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Muitas foram as vitória, mas há muito o que se conquistar ainda.

URGE ainda uma REFLEXÃO a mais... (prof. Lucio 07.03.2010)

No Brasil, ainda é latente a Cultura do Machismo. Esta Cultura é alimentada por uma Moral Cristã de mais de cinco séculos e que se faz presente em nossas Leis e no senso comum de nosso povo. Apesar de Jesus Cristo ter rompido com este movimento de violência contra a mulher, movimento de violência este que é provindo de um ciclo vicioso herdado da Cultura Judaica disseminada no tempo de Jesus e que ainda é latente hoje (Esta Cultura Machista é possível de comprobação nos livros do Velho Testamento da Bíblia utilizada pelos Cristãos. A relação combativa de jesus com esta Cultura pode ser constatada nas entrelinhas dos quatro evangelhos do Novo Testamento - basta recordar seu encontro com a Samaritana).

Porém, o Cristianismo não firmou-se na Moral inclusiva de Cristo e sim, na Moral machista, homofóbica, xenofóbica, excludente, dos Judeus antigos, resgatada por um tal Paulo que nem sequer conhecera Jesus, mas que arroga para si mesmo uma conversão fantástica. Mais tarde será Constantino,Imperador da Roma em processo de dissolvição, que vendo ser um bom negócio aliar-se aos inimigos - os Cristão, já que não podia vencê-los, também os ludibria com uma fantástica conversão e assim, coopta a Igreja Católica, que rapidamente se cristaliza como uma Instituição poderosa e de domínio das mentes e destinos do povão. Karl Marx não estava errado, Ópio do povo mesmo.

Não demorou para que o Capitalismo cooptasse também a Igreja Católica e demais igrejas cristãs para que estas sustentassem sua ideologia. Quando o Cardeal Joseph Ratzinger,hoje papa e, no passado um combatente da Teologia da Libertação (que forjava uma Igreja verdadeiramente do lado dos pobres e suas causas, esmagada por sua caneta, em seu direito arrogante chegou a afirmar que "Só na Igreja Católica tem salvação"; não nos deve causar estranhesa. Esta concepção monopolista de Deus faz parte do papel da Igreja que hoje anda tão bem afinada com o Sistema Capitalista.

Se querem dominar Deus, não deixá-lo livre para "soprar onde quiser", mas sim somente nas quatro paredes da Ig.Católica, imagine você o que não fazem com os pobres fiéis. Aliás, desde Constantino ela, a Ig. Católica, sempre esteve afinada com qualquer que fosse o sistema econômico de produção, desde que não fosse contrariada em seus ineteresses apoiava até mesmo governos ditatoriais. Claro, têm exceções de verdadeiros cristãos e heróis em meio a estas histórias de conchavos: homens e mulheres que sempre levaram a sério a opção preferencial pelos pobres.

Hoje as igrejas cristãs vivem mais ainda cooptadas e descaracterizadas em relação aos ensinamentos de Jesus Cristo - converteram o Deus Cristão em mercadoria valiosa a ser comercializada - a custo de um Marketing idêntico ao do mercado capitalista e só muda na forma estética: o mercado capitalista trabalha só com o Belo para vender, o mercado religioso exalta o Feio (diabo) para vender o Belo (Deus) - Teologia do medo; em sua maioria, centram suas pregações na Teologia da Retribuição em contraposição à Teologia da Gratuidade, esta segunda ensinada por Jesus. Pregam a imagem de um Deus pacífico e condescendente diante das injustiças sociais. Rituais que mais se aproximam de lavagem cerebral e que descaracterizam o Ordinário do Homem comum e o faz transceder a um Extraordinário imaginário. A indústria do milagre prospera em meio a um povo carente de tudo e sobretudo do pleno uso de sua Razão. Um povo que se torna presa fácil dos charlatões religiosos de plantão.

O meio utilizado pelos detentores do poder econômico e político para impor sua ideologia aos mais pobres são os meios de comunicações. Não é por acaso que ao lado de poucas redes de televisões, dominadas por uma dezena de famílias em todo o Brasil, estejam paralelamente e proporcionalmente outro tanto de canais televisivos nas mãos de instituições religiosas que gritam o nome de Deus e ao mesmo tempo "dê seu dinheiro para nós". A saída é a Internet e os canais de televisões públicas que começam a se firmar como uma boa opção: pelo menos eu já sou telespectador de canais como TV BRASIL, Tv Cultura, TVs do Legislativo, Governo Federal, onde podemos ter acesso a debates sobre o cotidiano de nosso país com temas sempre oportunos em relações aos nossos problemas, bons filmes, etc. Pesquisa recente diz que 10% dos brasileiros já se ligam nos canais públicos, isto é animador. Bons ventos sopram nestas terras tupiniquins.

Mas o que nos interessa ao destacar esta dinâmica de manutênção da ideologia dos mais ricos sobre os mais pobres é sobretudo que a Mulher também foi cooptada pelo capitalismo. Ao ser inserida no mercado de trabalho reduziu-se o salário médio dos homens e ela, segundo dados do IBGE, continua ganhando em média a metade do salário do homem. Seria simbolicamente mais ou menos isto: se há 40 anos atrás um homem tinha o poder de prover as necessidade de uma família inteira sem a necessidade da mulher trabalhar, por exemplo, com 1000 reais, hoje o salário dele é de 700 reais e o da mulher, que deixa os filhos em casa carentes de seus cuidados de mãe, recebe 300. Na verdade não mudou nada em termos de ganhos. Mas para os capitalistas resultou em um bom negócio. Para o Sistema o Homem só tem importância enquanto ser potencial gerador de lucros. Assim é que a mulher, a criança, o idoso, o homossexual, etc; recebem a atenção daqueles que fazem o comércio capitalista mover-se.

Mulher, não se engane ao receber em um comércio um souvenir (presente) em seu dia, você não passa para o mercado de um objeto valioso. Só isso. Você não será reconhecida pelo seu SER mulher, mas enquanto você mulher apenas na dimensão do TER. Não se esqueça que ao lado da indústria do milagre, a indústria dos cosméticos é a que mais prospera.

As mulheres são vítimas da imposição de vários turnos de trabalhos: fora de casa e em casa ainda, são, geralmente, cozinheiras, faxineiras, babás, e devem ao final do dia estar inteiras e bonitas ao irem ao quarto de encontro a seus maridões.

As mulheres são vítimas de imposições machistas a todo momento e isto muitas vezes resultam em agressões domésticas muitas vezes chegando até mesmo à morte. Os números de assassinatos no Brasil são altíssimos. Não é de estranhar que as mulheres também tenham se convertido na parcela da sociedade mais exposta ao vírus HIV, engrossando os números de infectados no país.

A violência contra a mulher não é um drama somente no Brasil, mas um problema em quase todo o Planeta e exige um basta. Uma nova mentalidade para as mulheres e homens de hoje e uma educação mais humanizada dos homens e mulheres do futuro, é a principal arma. A Lei Maria da Penha já veio tarde, apesar de boa, a Cultura Machista presente entre nossas autoridades políciais e judiciais vai fazer com que agora a luta seja por sua implementação real. Sair do papel e encarnar-se na realidade eis o desafio para a Penha.

Por tudo isto, a Luta continua Mulheres!!!

ARTIGO compartilhado pelo site PT: Leia ainda aqui, o belo artigo Filosófico aqui compartilhado. Seu conteúdo é para estremecer as mentes dominadas pelos moralismos dogmáticos religiosos e, teologias do pecado, em relação ao ABORTO. Pecado é viver na alienação, na hipocrisia.

Antes vamos esclarecer que: O Aborto não é um problema de Fé apenas, no Brasil deve ser encarado como um problema de saúde pública e de responsabilidade do Estado. As Igrejas possuem o Direito de sentarem-se com as organizações civis da sociedade e apresentar seus posicionamentos sobre o tema, o que não podem é se fecharem ao diálogo e se colocarem como as detentoras da verdade, como é mais comum. Impedir a sociedade de debater este tema e para ele buscar as soluções possíveis é ingerir nas decisões soberanas do povo. Já se foi o tempo que o Estado dizia amém à Igreja. Vivemos em um Estado Laico e plurireligioso. Que a Igreja (s) imponha à seus fiéis sua moral é uma coisa, agora querer impor ao conjunto da sociedade brasileira, é uma aberração. O aborto ceifa anualmente a vida, na clandestinidade, milhões de crianças e milhares de mães são vítimas destes procedimentos clandestinos.Esta é a realidade explícita. É um problema de saúde público que carece de atenção rápida e objetiva, sem os sentimentos religiosos que fazem com que este problema se arraste sem solução, este e outros problemas como a criminalização da Homofobia, a união civil de homossexuais, o direito à eutanásia e outros mais.

Saiba mais: Estado laico é Estado leigo, neutro.

Conforme De Plácido e Silva: "LAICO. Do latim laicus, é o mesmo que leigo, equivalendo ao sentido de secular, em oposição do de bispo, ou religioso." (SILVA. De Plácido. Vocabulário Jurídico. 12ª ed. v. III, Rio de Janeiro: Editora Forense, 1997. p. 45)

O termo laico remete-nos, obrigatoriamente, à idéia de neutralidade, indiferença. É também o que se compreende nos ensinamentos de Celso Ribeiro Bastos, onde

"A liberdade de organização religiosa tem uma dimensão muito importante no seu relacionamento com o Estado. Três modelos são possíveis: fusão, união e separação. O Brasil enquadra-se inequivocadamente neste último desde o advento da República, com a edição do Decreto119-A, de 17 de janeiro de 1890, que instaurou a separação entre a Igreja e o Estado.

O Estado brasileiro tornou-se desde então laico. (...) Isto significa que ele se mantém indiferente às diversas igrejas que podem livremente constituir-se (...)".

(BASTOS. Celso Ribeiro. Curso de Direito Constitucional. 17ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 1996.p. 178)

O Estado e a Igreja sempre andaram muito próximos, por várias vezes confundindo-se, e isto desde as antigas civilizações. Diferente não foi com a formação do Estado brasileiro, que em seus primórdios já foi chamado de Terra de Santa Cruz e teve como primeiro ato solene uma missa.

No Brasil, a Constituição outorgada de 1824 estabelecia a religião católica como sendo a religião oficial do Império, que perdurou até o início de 1890, com a chegada da República.

extraído (último acesso 02.03.2010) de: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8519

Amor, aborto e Dia Internacional da Mulher


A reação da direita à proposta de descriminalização do aborto, contida na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, deve ser objeto de reflexão nessa segunda feira, 8 de março. A celebração do centenário da declaração do Dia Internacional da Mulher não pode passar ao largo de bandeiras caras ao movimento feminista que, nas últimas três décadas, lutou pelo direito da mulher de deliberar sobre seu corpo, sua vida e o permanente questionamento da divisão sexual no trabalho e na vida cotidiana.

A questão de fundo, por trás da gritaria dos setores conservadores e da sua grande imprensa, é a apropriação sistemática do corpo feminino por uma ideologia autoritária que se julga no direito de legislar para a mulher, negando a ela qualquer protagonismo. Sem contar a falácia da defesa do "livre-arbítrio" que seduz parcelas expressivas da classe média, sempre contando com discursos inversamente proporcionais aos seus atos cotidianos. Argumentar, simplesmente, que não cabe ao Estado programar políticas públicas sobre o que deve ser decisão privada das famílias, é incorrer em três erros fundamentais.

Em primeiro lugar, tal visão supostamente esclarecida, coloca a família como uma instituição à parte da sociedade, sem levar em conta seu papel na reprodução, organização e manutenção da força de trabalho, já fartamente regulamentado pelo Estado, através do Código Civil e da proibição do aborto. Admite, em última instância, que cabe à estrutura familiar- leia-se à mulher- a responsabilidade não só pela reprodução, mas também pela educação, alimentação e saúde dos filhos. E é nesse ponto que se juntam “liberais”, reacionários e a Igreja Católica.

Ao fechar os olhos às diferenças econômicas que obrigam grande parte das mulheres pobres a recorrer a procedimentos abortivos arriscados ao invés de ter assistência médica devida, os arautos da criminalização, alimentam a linha de montagem da saúde que só prospera a partir de um aparelho reprodutor lesado em " açougues" sem qualquer estrutura de atendimento. Por tudo, bem diferentes das clínicas caras a que recorrem suas congêneres mais abastadas.

Os que atacaram o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, por defender uma” bandeira feminista”, fingem ignorar um fato que é de conhecimento internacional: em todos os países onde o aborto foi descriminalizado a redução do número de casos foi enorme.

O acesso a uma clínica-ginecológica obstétrica normal inscreve a mulher em um programa de controle da reprodução. Ao invés do risco cirúrgico, a orientação clínica prestada por consultórios legalizados de interrupção voluntária da gravidez. Uma mudança que faz toda a diferença quando o valor maior é a integridade do ser humano.

Lutar pela vida é querer que o Estado se responsabilize pelo atendimento à saúde das mulheres nas diferentes fases da vida. Que coloque à disposição de todas elas o conhecimento e acesso a métodos de contracepção, ampliando o número e a qualidade dos postos de saúde. A opção por não ter filhos deve vir acompanhada por investimentos que facilitem a opção pela maternidade desejada.

Planejamento familiar significa, antes de qualquer coisa, condições reais de alternativas que não existem numa conjuntura de preconceito, exploração econômica, racismo, e onde o aborto é considerado um ato criminoso. Se, por volta dos anos 1970, a luta feminista era tratada pela Academia e pelos meios de comunicação como ideologia importada, há um bom tempo ela é reconhecida como expressão social interna da sociedade brasileira.

Repensar o pacto doméstico, atenuando a dupla jornada e reivindicar, como faz a CUT, a “ratificação da Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)– atualmente aguardando votação na Câmara dos Deputados –, que determina a equidade de tratamento e oportunidades para os trabalhadores dos dois sexos com responsabilidades familiares, e a ampliação das licenças maternidade e paternidade para seis meses" são maneiras explícitas de declarar amor às mulheres.

Como explica em entrevista ao Portal Mundo do Trabalho, a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores, Rosane Silva, “um dos argumentos para não contratar ou não promover nossas companheiras é que ficamos muito tempo fora da empresa devido à licença-maternidade". É a lei do valor redefinindo o significado da Lei do Ventre Livre.

Reconhecer o valor da mulher é lutar ao lado dela por conquistas legais e pela implementação de políticas públicas que respondam satisfatoriamente a reivindicações seculares. Avançar com propostas globais, estruturais é acariciar uma síntese de múltiplas gerações. Convém mandar flores.


Gilson Catoni Filho é professor das Faculdades Inrtegradas Hélio Alonso, no Rio.

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