domingo, 17 de janeiro de 2010

TEMA DE REDAÇÃO: AIDS, SIDA, HIV, VIH, informações, histórico...

Counter





Acesso ao diagnóstico
ainda tardio

“Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007”, relatório submetido a cada dois anos à Assembléia Geral Especial das Nações Unidas sobre HIV e Aids (na sigla em inglês, Ungass), trouxe uma surpresa desagradável ao país, que registra tendência de queda na incidência de aids — 32.628 novos casos em 2006 contra 38.816 em 2002: das 115.441 pessoas que começaram ase tratar entre 2003 e 2006, 50.393, ou 43,7%, chegaram tardiamente às terapias. Há várias causas para esse fenômeno, no entendimento de Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

A primeira está ligada ao diagnóstico precoce: quanto mais cedo, melhor. Dos 50.393 em tratamento tardio, 28,7%, ou 14.462, morreram no início da terapia. Mas as taxas variam conforme a região: no Sul, 59% iniciam o segmento clínico (acompanhamento) em período oportuno (quando ainda não há sintomas nem imunodeficiência); na Região Norte, esse índice cai para 47%. “Então, existe um gradiente regional”, avalia Mariângela.

“A pauperização da aids também tem influência nisso, porque a pobreza está ligada à dificuldade de acesso ao serviço”, diz. Outra causa pode ser o medo do estigma, da discriminação que ainda cerca o viver com aids. A terceira é a percepção da vulnerabilidade. No Brasil, a aids é predominantemente heterossexual e está distribuída em 85% dos municípios (85% deles têm pelo menos um caso), ou seja, circula quase no país inteiro. “Há o lado do profissional, que não reconhece na pessoa que procura o serviço as situações de vulnerabilidade”, observa. Às vezes é uma mulher casada de meia-idade e o profissional não pede um teste — que não é obrigatório. “Então, vemos casos de pacientes que circulam por vários serviços antes de o diagnóstico ser feito”. Há também o paciente que reluta em se submeter ao teste. “Se acha que se expôs a uma situação de risco, como sexo sem preservativo, tem que procurar a testagem”.

A taxa está na média de alguns países do Primeiro Mundo, mas isso não consola Mariângela. “É inaceitável porque os resultados do Brasil deveriam ser melhores que os dos EUA”, diz. “O Brasil
tem oferta de diagnóstico e tratamento em todo o território nacional, enquanto os EUA não têm política de acesso universal”, lembra. “Deveríamos estar melhores do que eles, não é?”

A versão preliminar do relatório, apresentada à Ungass em fevereiro, responde a 25 indicadores em três categorias — de compromisso e ação nacionais (indicadores 1 ao 11), de conhecimento e comportamento (do 12 ao 21) e de impacto (22 a 25) —, e é produto do esforço conjunto
de várias áreas do governo, da sociedade civil, de universidades e organismos internacionais. Um dos participantes foi o sanitarista Francisco Inácio Bastos, do Icict/Fiocruz.

Os dados apontam forte diferencial no início do segmento clínico entre categorias de exposição — como homossexuais, que são mais mobilizados, e usuários de droga, que custam a procurar o serviço e muitas vezes desistem logo do tratamento. “A longo prazo, pode haver um paradoxo: uma situação de acesso universal com utilização diferenciada”, avalia. “Achamos que o acesso universal garante o tratamento, por exemplo, de todos os doentes com hanseníase e tuberculose, mas isso não acontece, e minha pergunta é: será que a aids vai virar mais uma endemia brasileira, como tuberculose, hanseníase e malária? A classe média se trata e vira uma doença dos pobres?”

Para Francisco, recentemente indicado representante da América do Sul no Grupo de Referência da ONU em HIV e Uso de Drogas Injetáveis, a questão é interessante, pois normalmente se pensa que acesso universal é sinônimo de eqüidade, e não é. O professor também destaca a importância da procura do exame pela população. A transmissão vertical, por exemplo, poderia ser eliminada. “Há falhas no diagnóstico, sim, mas há também mulheres que não procuram uma unidade para fazer o pré-natal”, observa. “Um percentual expressivo de mulheres não recebe o diagnóstico no momento adequado e outras nem sequer fazem pré-natal: é preciso melhorar o serviço, diminuir as filas, o tempo de espera etc. e também conscientizar a população de que a procura rápida é fundamental”.

Francisco considera as campanhas brasileiras de boa qualidade. “Viajo muito e vejo que não é um problema de mídia: o Brasil tem cobertura da rádio e TV gigantesca, poucos segmentos isolados não têm acesso a informação”, diz. “Na minha opinião, as limitações são estruturais:
desigualdade, problemas na educação”.

Mariângela Simão agrega que o ministério já vem buscando ampliar o acesso ao diagnóstico. “É uma questão que está posta sempre: desde 2003 fazemos a campanha Fique Sabendo, disponibilizando testes rápidos (hoje de 15 a 30 minutos já se tem o resultado do exame), um deles fabricado pela Fiocruz e outro pela Universidade Federal do Espírito Santo”, conta. “É um avanço”.

A situação do tratamento tardio é mais grave entre homens e pessoas mais velhas: 50% dos homens com HIV procuram tarde o tratamento, mas entre as mulheres doentes o índice cai para 36% — graças, inclusive, ao pré-natal. Entre os jovens de 15 a 19 anos, 83,8% iniciaram o tratamento no momento adequado. Mas, com os brasileiros acima de 60 anos, a probabilidade de procura tardia é sete vezes maior.

O professor Francisco destaca outros pontos do relatório. Na opinião dele, 2007 foi um ano paradoxal para a aids. Houve ampliação do acesso ao tratamento, novos remédios foram lançados e o Brasil participa das pesquisas. Por outro lado, duas áreas centrais da produção, vacinas e microbicidas, tiveram resultado negativo, aponta. “Uma pesquisa de microbicida foi suspensa, uma de vacina da Merck também, ou seja, foi um ano em que as estratégias de prevenção tiveram resultado muito ruim”.

“São recursos que não funcionam como o esperado: do ponto de vista social, a frustração desses estudos impacta fortemente a comunidade que participava deles”, atesta. “Os próximos deveriam ser mais cautelosos, levarem em conta a esperança que se dá a comunidade”. Na avaliação de Francisco, nos países em desenvolvimento houve ampliação do acesso a medicamentos e também na área de genéricos, com oferta variada. Já no licenciamento compulsório a dificuldade é maior. “Estamos sempre correndo atrás do prejuízo, mas solução a longo prazo é produzir inovações”. Para o professor, pela primeira vez vemos pesquisas básicas consistentes, com grupos tentando produzir seus anti-retrovirais. “É um caminho longo até os testes com animais e depois as pesquisas clínicas”.

Um ponto que Francisco destaca é o relacionado aos custos. “O Brasil vai se defrontar com grande dificuldade nos próximos anos”, afirma: na medida em que os soropositivos vivem mais, a tendência é o aumento dos custos. Até 2005, houve redução devido à melhora nos padrões, mas desde 2006 sobe o preço dos medicamentos. “Os novos tratamentos são muito refinados e devem ficar mais dispendiosos”. A saída é justamente o diagnóstico precoce: “Os pacientes não entrarão em tratamento com a saúde já debilitada e, sem dúvida, os custos serão menores”.
fonte: radis/fiocruz
A história da AIDS começou oficialmente em 05 de junho de 1981



o Boletim Semanal do Centro Epidemiológico de Atlanta, publicou um breve informe relatando 5 casos de pneumonia de pneumocistis carinii em homossexuais. Dez anos depois do início desta epidemia, a O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) estimava em mais de um milhão de casos de AIDS em adultos. No início dos anos 90 se contabilizou, por outro lado, mais de 500.000 casos de AIDS em crianças, ligados a uma transmissão perinatal, com 90% destes casos na África subsahariana. Nos meados de 96 estimava-se em 29.4 milhões o número total de infectados entre crianças e adultos.

De 1981 a 1986, havia 2.500 vítimas de aids nos Estados Unidos. Cinco anos mais tarde, o número de enfermos era 10 vezes maior.




Em 1996 o número de mortes por VIH/aids em todo o mundo foi de 1,5 milhões.


O Dr. Jonathan Mann, representando a O.M.S. predisse «15 milhões de novos contágios no mundo, particularmente na África, onde parece que 20-30% dos adultos estão infectados». Les Cahiers de l'Express, 1991. Para o ano 2000 foi previsto um total acumulado de 40 milhões de homens, mulheres e crianças infectados em todo o mundo. Depois de todas estas cifras alarmantes, será que os homens e mulheres do mundo inteiro aprenderam a conviver com a AIDS? Existe alguma esperança? O Prof. Luc Montagnier, que foi o primeiro a isolar o vírus rresponsável por esta enfermidade, forneceu aos soropositivos, as seguintes normas em um internacional sobre a AIDS em Florença, em Junho de 1991: "Ânimo, paciência e vida ordenada."


Parece que os primeiros que compreenderam a necessidade de uma vida bem ordenada foram exatamente os membros das categorias mais afetadas: os homossexuais, que passaram a utilizar os preservativos cada vez mais; reduziram o número de parceiros e evitaram as chamadas práticas de risco. Ao contrário, os heterossexuais, tendem somente a diminuir o ritmo e continuam a se comportar como se a doenças não tivesse nada a ver com eles; apesar de estarem conscientes do risco. O que, a princípio, parecia ser uma epidemia circunscrita somente à esfera homossexual e toxicômanos acabou por tomar dimensões de uma pandemia sem controle, alcançando um número cada vez maior entre os homens e mulheres heterossexuais.

Leia MAIS

Os sintomas da doença, os exames, vacina, prevênção e tratamento



AIDS: Respeite e acolha quem tem



CUIDE-SE pra Não TER

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas relativos ao HIV/aids são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos.

NÚMEROS ALARMANTES – No Brasil, 433 mil casos de HIV/Aids foram registrados oficialmente até 2007 e, no mundo, existem 40 milhões de pessoas infectadas com o vírus. De acordo com pesquisas recentes, a população brasileira está bem informada quanto à transmissão do HIV por relações sexuais e também sabe que o uso do preservativo pode evitar a infecção.

No entanto, usar a camisinha ainda parece ser um tabu. Nos relatórios, 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% dos entrevistados citaram o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção, mas apenas 38% da população sexualmente ativa relatou ter usado o preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria.

Camisinha aumenta o pênis e melhora desempenho sexual

O fabricante de camisinha Futura Medical disse, que o resultado de um estudo mostrou que sua nova camisinha, que aumenta o tamanho do pênis, tem ajudado homens a terem ereções maiores e mais firmes, bem como uma experiência sexual mais duradoura.

A Futura disse que o estudo com 108 casais saudáveis mostrou que a camisinha CSD500 ajudou os homens a terem ereções mais rígidas quando comparadas com as camisinhas padrão, aumentaram o tamanho do pênis e tornaram a relação sexual mais duradoura, entregando resultados estatisticamente significantes.

A camisinha tem uma pequena quantidade de gel na ponta que dilata as artérias e aumenta a circulação sangüínea no pênis. O diretor executivo da empresa, James Barder, disse que os resultados do estudo dão apoio para a expectativa de que o contraceptivo comece a gerar lucro em 2008.

"Nós esperamos conseguir a aprovação regulatória da União Européia ainda neste ano e, a partir disso, pensaremos no lançamento do produto em seqüência, sendo assim, os lucros só serão percebidos em 2008", disse o diretor.

"Uma pesquisa de mercado mostrou que o interesse na camisinha é enorme", disse Barder. "Mais de 80% dos usuários de camisinha existentes se interessariam em experimentar o produto e, mais importante do que isso, 49% dos não-usuários de camisinha se interessariam em usá-la, uma vez que o produto ajuda a manter a ereção", ele disse.

Barder disse que o consumo global de camisinha é por volta de 14 bilhões por ano e que metade das camisinhas vendidas são de marca e as demais são camisinhas distribuídas para promover o sexo seguro e o desenvolvimento dos países.

Reuters e Agência Brasil



Leia mais sobre camisinha = preservativo:

WIKIaids

dstaids



País inaugura 1ª fábrica de camisinhas este no Acre


Foi inaugurada a primeira fábrica de camisinhas do País, em Xapuri, no Acre.Temos agora, então, camisinhas made in Brasil para colocar na política de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

fonte: Agência Brasil



Kit para o teste

MUNDO ESTÁ PERDENDO O mais importante conselheiro do ex-presidente americano, George W. Bush, para questões ligadas à Aids disse que o mundo está perdendo a batalha contra o vírus. Anthony Fauci afirmou em uma conferência internacional sobre a doença em Sydney, Austrália, que o número de pessoas que são infectadas com o vírus HIV é maior do que o número de pessoas recebendo tratamento.
"Para cada uma das pessoas que colocamos em tratamento, seis outras são infectadas. Então estamos perdendo este jogo... o jogo dos números", disse o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Em 2004, menos de 300 mil pessoas nos países em desenvolvimento tinham acesso a medicamentos anti-retrovirais que ajudam no tratamento do vírus HIV. Em 2006, o número aumentou para 2,2 milhões de pessoas, mas novos casos de infecção pelo vírus continuam superando os esforços globais para tratar e educar pacientes.

Em muitas partes do mundo em desenvolvimentoestratégias preventivas eficazes como preservativos e seringas descartáveis para usuários de drogas estão disponíveis para menos de 15% da população.

"A matemática está contra nós, pois as modalidades comprovadas de prevenção não são acessíveis a qualquer proporção substancial de pessoas que precisam delas", acrescentou Fauci.





O alerta dado por Fauci foi repetido por outras autoridades. O presidente da Associação Britânica de HIV, Brian Gazzard, reconheceu que está havendo progresso na oferta de medicamentos anti-retrovirais, mas fez a ressalva de que a doença ainda está fora de controle em partes da Ásia e África.

Apenas um quarto das pessoas que precisam do tratamento está recebendo, disse Gazzard. Isto significa que outros três quartos vão continuar a espalhar a epidemia que ainda está no estágio de crescimento exponencial.

Fonte: Folha online com a BBC Brasil

NOVA DÉLHI (Reuters) - O número de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Índia é de 2,47 milhões, menos da metade da estimativa oficial anterior, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira pelo governo indiano com apoio das Nações Unidas.


A Índia era considerada o país com o maior número de pessoas com HIV positivo no mundo, com 5,7 milhões de infecções, mas a nova estimativa fica abaixo dos números da África do Sul e da Nigéria.

O novo número foi calculado com ajuda de agências internacionais, incluindo a ONU e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

"Temos cerca de 2,47 milhões de casos estimados, o que é algo enorme em termos de números", disse o ministro indiano da Saúde, Anbumani Ramadoss, em entrevista coletiva. "Em termos de vidas humanas afetadas, o número ainda é alto, na verdade muito alto. Isso é muito preocupante para nós."

A porcentagem de contaminação estimada agora é de cerca de 0,36 por cento dos mais de 1,1 bilhão de habitantes da Índia. O número anterior era de 0,9 por cento, disse o ministro.

Ramadoss fez os comentários no lançamento do novo Programa Nacional de Controle da AIDS, de 2,8 bilhões de dólares, que pretende expandir o tratamento gratuito para pessoas com HIV positivo e conter a epidemia através de mais campanhas de prevenção.

A ONU usava antes o número de 5,7 milhões, estimado através do uso de centenas de centros de observação que faziam testes de sangue em mulheres grávidas e em grupos de alto risco, como usuários de drogas injetáveis e prostitutas, quatro meses por ano.

Mas a nova pesquisa, que coletou amostras de sangue de 102.000 pessoas do público geral, e não de grupos específicos, indica pela primeira vez que as estimativas de HIV na Índia foram muito superestimadas.

A UNAIDS, agência da ONU que trata do combate à AIDS, afirma que pesquisas populacionais que não dependem de pessoas apresentando-se em clínicas do governo são "mais representativas" e geram "informação mais precisa" em áreas rurais e entre a população masculina.

Grupos voluntários que fazem campanhas contra a AIDS dizem que os números novos, mais baixos, não devem desviar a atenção da necessidade de conter a disseminação do vírus letal em um país com um sistema público de saúde precário.





Resisência do HIV adia descoberta de vacina, diz descobridor do vírus. O biólogo americano Robert Gallo, que descobriu o vírus da Aids, afirmou que a pesquisa para conseguir uma vacina para a doença está avançando, mas que a solução "ainda demorará".

Em meados da década de 80, Gallo foi o responsável pelo exame sanguíneo capaz de identificar o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e um de seus descobridores como causador da Aids. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, na França, desenvolveu pesquisa no mesmo sentido, e por isso houve disputa pelo crédito da descoberta do HIV. Em 1992, o americano e o francês entraram em acordo.

Em entrevista coletiva em Frankfurt, Gallo considerou que "não é possível dar uma data concreta para a conquista de uma vacina". Por isso, o cientista insistiu em que é necessária "mais pesquisa para obter novos remédios, porque é uma doença crônica e o vírus está desenvolvendo resistência".

Gallo considerou que foram alcançados três avanços práticos para controlar a doença: os exames de sangue, o tratamento anti-retroviral e os programas de formação. Pela primeira vez, antes de conseguir a vacina contra o vírus, foi possível desenvolver um tratamento que permite prolongar a expectativa de vida do paciente, disse Gallo.




Ele afirmou que é necessário o interesse público, de políticos e da imprensa em relação à doença para promover programas de prevenção social, já que a pesquisa não é suficiente para combater a doença.

Anti-retrovirais

A presidente da Sociedade Austríaca da Aids, Brigitte Schmied, afirmou que "queremos aproximar a população do problema para que reflita sobre a doença".
Schmied destacou que os novos tratamentos a médio prazo contra a Aids --que, quando se combina com outras doenças, dificulta a eficácia dos remédios anti-retrovirais-- e as estratégias de prevenção, principalmente para conseguir mais efetividade entre os jovens.

Ela considerou que o problema para controlar a doença na África se deve "não só às dificuldades para levar os remédios". "É preciso melhorar o sistema de saúde desses países e formar pessoal", afirmou.

Schmied disse que 80% da população infectada pelo HIV em todo o mundo não tem acesso a tratamentos anti-retrovirais, que permitem prolongar a expectativa de vida dos pacientes.


fonte: folhaonline

Circuncisão pode evitar contágio de milhões c/vírus HIV. A prática da circuncisão masculina como método para reduzir

o risco de transmissão da AIDS pode evitar o contágio de milhões de pessoas. O professor de Epidemiologia da Universidade de Illinois (Chicago, Estados Unidos) Robert Bailey assegurou que a circuncisão reduz a transmissão do HIV em 60%. Bailey, que realizou trabalhos sobre circuncisão em Uganda, Quênia, Malawi, Zâmbia e Estados Unidos, explicou que suas conclusões se baseiam em 45 estudos com testes clínicos e várias pesquisas biológicas.

O especialista americano disse que a circuncisão foi considerada
pela primeira vez no âmbito científico como uma técnica preventiva para a AIDS 24 anos atrás e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a medida em março. Apesar de se tratar de uma prática originária do Egito, que data do ano 2.300 a.C., e praticada em 67% dos homens na África, em muitos países do continente, com a maior incidência da AIDS, há uma forte oposição por motivos culturais e religiosos. "É preciso passar da pesquisa às políticas, é necessário que a circuncisão possa ser praticada de forma segura, higiênica e
que eticamente não seja discriminatória", ressaltou Bailey.

Apoio
Para o professor, enquanto a circuncisão não for promovida pelas
comunidades e autoridades locais será difícil receber o apoio dos países doadores com fundos e programas de ajuda. "Os doadores internacionais não vão querer que suas propostas sejam vistas como uma imposição de valores acima dos valores autóctones de cada
país", afirmou Bailey.

Apesar dos temores das mulheres diante das possíveis reações dos homens
à prática, foram realizados diversos estudos que indicam que elas são as primeiras a relacionar a circuncisão com higiene, acrescentou. Bailey afirmou que serão elas que, como mães, deverão decidir a circuncisão dos filhos, de preferência imediatamente após o nascimento.

Filoparanavaí © ²º10




2 comentários:

Mary disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ministério da saúde disse...

A melhor prevenção é a informação. Por isso, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Use Sempre, para informar as pessoas sobre as medidas para prevenir as DST/Aids. Não podemos vacilar. É preciso, além de usar camisinha, ajudar a disseminar importantes informações sobre assunto. E você, por meio do seu blog, pode nos ajudar nesta tarefa. Podemos contribuir em sua página, com informações, vídeos e outros materiais.
Para mais informações Fernanda.scavacini@saude.gov.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...