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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ARTIGO: As mulheres miram o infinito da liberdade...

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Resenha
da Semana


Por Lucio LOPES_março 08.2009


Ensaio

8 de Março

Homenagem a vc mulher...



Hoje, 08 de março por coincidência eu estava remexendo minha coleção de CD's e por acaso me deparei com um CD empoeirado pelo tempo do baiano Roberto Malvezzi - que adquiri em uma loja de Salvador (quando estive na Bahia há alguns anos).Ele dedica uma de suas faixas à mulher, com título daletra idem "MULHER": a letra em linhas gerais diz: " O que seria da vida sem o toque feminino? E dos homens e meninos Sem a força da mulher? (...) então o compositor que é o próprio Malvezzi ensaia algumas respostas: (...) Um céu sem estrela Um dia sem sol Seria um show sem artista (...)" Hoje, meu ensaio vai tratar um pouco das questões que envolvem a Cultura do Machismo e a luta feminista. Nossa cultura machista tem duas vertentes originárias: uma vem desde o Mito Grego Antigo onde o homem recebe de Zeus a mulher como uma forma de dar sequência ao castigo imposto ao criador do HOMEM, o deus do conhecimento Prometeu - que tendo roubado o fogo da presença de Zeus deu-lhe de presente ao Homem possibilitando assim a distinção homínidea em relação ao demais seres do Cosmo. Se é verdade que o homem precisa casar-se para ter descendentes e quem cuide de si na velhice e com quem deixar seus bens quando morrer, também é verdade que o homem grego precisa manter a mulher em sua condição de submissão para não ter dores de cabeça. Não será estranho que mais tarde, mesmo já com a Filosofia sendodifundida na grécia da democrática Atenas, a mulher se mantenha fora do grupo seleto dos cidadãos da pólis. Esta vertente se casa com uma outra tão cruél quanto: a cultura judaica - onde a mulher vive em extrema submissão ao homem: gerar filhos, cuidar dos filhos, cuidar do lar, ter relações de diálogo com o esposo de forma discreta... Enfim... Não é necessário uma extensa dissertação para falar das atitudes machistas que são ainda tão presentes em nosso cotidiano: ainda hoje muito homens olham para a mulher e não conseguem ver nela mais que um objeto de seus desejos sexuais e uma "empregada doméstica"... Muitos homens possuem um sinistro medo de ficarem sozinhos sem a mamãezinha e/ou uma mulher que a suceda... É verdade que a letra do Malvezzi retrata aspectos poética do feminino, mas também poderia dizer que muitos homens sem a mulher passariam fome ou no mínimo se alimentariam mal... Pois precisam de uma cozinheira... Também é verdade que na crise existêncial pela qual passamos - e eu quero acreditar que esta crise é para melhor - logo logo teremos relações mais igualitárias entre homens e mulheres, onde os homens serão capazes de compartilhar as tarefas domésticas com suas esposas. Respeitá-las com o respeito que sua condição humana exige - a tão sonhada eqüidade. Quando me refiro a luta feminista, entendo o verbete tal qual o verbete equivalente em francês que define feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil. Extirpar raízes de uma cultura machista extremamente tão profundas como estas, exigirá da mulher a utilização de duas ferramentas muito importantes: a Filosofia com seu poder de contestação e uma práxis contestatória concreta em seu cotidiano.. As vitória localizadas já são muitas e elas devem continuar exercendo sua função que é de colocar a mulher na posição equitativa ao seu oposto que é o homem. Eqüidade entre homens e mulheres talvez seja ou possa ser o grande projeto de toda a humanidade para este milênio...






A mulher tem muito ainda para superar... a LUTA continua... Enquanto o sonho não se realiza em Plenitude,
Mulher felicidades pra você nesta luta incessante e conte comigo... Beijos

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