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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TEMA DE REDAÇÃO: AQUECIMENTO GLOBAL: o mal do século. (ATUALIZAÇÕES/CONHECIMENTOS GERAIS)

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Aquecimento Global/Efeito Estufa



Terremoto/Chile
Forte abalo durante madrugada provoca mortes e tsunami
fonte RFI Reportagem publicada em 27/02/2010 Última atualização 27/02/2010 16:54 TU

Um violento terremoto abalou na madrugada do sabado o Chile, causando mais de cem mortos, número que não pára de aumentar, além de provocar um tsunami e desmoronamento de residências em várias cidades. O abalo alcançou magnitude 8,8 na escala Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, com epicentro no sul do país. O governo chileno declarou estado de catástrofe.

O terremoto fez a capital Santiago tremer, derrubando pontes, destruindo prédios, causando incêndios e cortando o serviço de eletricidade. O sistema telefônico fora de serviço. Um tsunami arrasou metade de um povoado na ilha chilena de Juan Fernández, segundo a presidente Michelle Bachelet. As ondas gigantes atingiram costas continentais em Iloca, onde não havia registro imediato de vítimas.

O movimento sísmico, muito mais poderoso que o trágico terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar e na turística Ilha da Páscoa. Depois de várias réplicas, a maior delas de magnitude 6,9, os aeroportos na capital foram fechados e rádios locais reportavam que ao menos três hospitais haviam sido abalados.



Apesar de o sismo ter tido epicentro no sul chileno, perto da localidade de Maule, 321 quilômetros a sudoeste de Santiago e a 104 quilômetros de Talca, o tremor também foi sentido na vizinha Argentina.


Aquecimento global

O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objeto de análise por parte dos cientistas. Causas naturais ou responsabilidade humana?

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.


Denomina-se efeito de estufa à absorção, pela atmosfera, de emissões infravermelhas impedindo que as mesmas escapem para o espaço exterior.

O efeito de estufa é uma característica da atmosfera terrestre, sem este efeito a temperatura seria muito mais baixa. O desequilíbrio actual acontece porque este efeito está a aumentar progressivamente.

Os principais gases causadores do efeito de estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos). Atualmente as suas concentrações estão a aumentar. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera).

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.


Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão a diminuir, do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes.

O Protocolo de Quioto visa a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa. Contudo os EUA, o maior poluidor mundial, ainda não assinou esse protocolo.

Leia mais: http://www.aquecimentoglobal.com.br/

Conferência de Copenhague 2009: Vale a pena lembrar que essa Conferência foi frustrante, depois de 12 dias de longas negociações e reuniões bilaterais, na tentativa de obter um consenso em relação à redução de emissões de gases poluentes e limitar o aumento da temperatura terrestre em 2° até o fim do século acabou acaba sem compromisso jurídico.

Segundo fontes diplomáticas brasileiras, houve progressos com relação ao principal ponto de divergência entre Estados Unidos e China, o chamado MRV, mecanismo internacional que prevê medir e verificar ações nacionais de redução de emissões de CO2. Contrários a esse princípio, os chineses poderiam voltar atrás e aceitar a menção no texto final. Os chineses propuseram uma redução de 40 a 45% de intensidade energética (emissão de dióxido de carbono por unidade de PIB) em 2020, em relação aos índices de 2050. Uma meta considerada insuficiente por muitos países.

Os norte-americanos não revisaram para cima suas metas de redução de gás carbônico, consideradas pouco ambiciosas pela maior parte dos países participantes, e tampouco se comprometeram a torná-las obrigatórias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, estava frustrado com o avanço das negociações. "É importante que nós, os países em desenvolvimento e ricos, não pensemos que estamos fazendo um favor, dando esmola, porque esse dinheiro que vai ser colocado na mesa, é o pagamento pela emissão de gases causadores de efeito estufa, feitos durante 2 séculos, por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro. Não é uma barganha de quem tem ou não dinheiro. É um compromisso mais sério, é um compromisso para saber o que é verdadeiro ou não o que os cientistas estão dizendo, que o aquecimento global é irreversível."

O chefe de estado brasileiro salientou que não foi a Copenhague para barganhar, e anunciou que o Brasil está disposto a fazer um esforço para destravar as negociações, embora o tenha deixado claro que somente um milagre poderia ajudar a superar as divergências, mas se disse disposto a ajudar os países mais pobres. "Se for necessário fazer um sacríficio a mais, o Brasil está disposto a colocar mais dinheiro na mesa para os outros países."

Os países industrializados decidiram deixar para janeiro de 2010 a discussão da adoção de metas de redução até 2020 estipuladas até agora. Vamos esperar então...
fonte: RFI
TEM MAIS... Efeito estufa
Agência Internacional de Energia alerta para catástrofe A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou um relatório ao final de 2009, afirmando que nos próximos 20 anos, o petróleo, o gás e o carvão continuarão a ser as principais fontes de energia, piorando o aquecimento global. Até 2030, segundo o documento, seria necessário um investimento de 10,5 trilhões de dólares para evitar uma catástrofe ambiental. De acordo com a AIE, cerca da metade dos recursos deveriam ser destinados a melhorias no sistema de transportes, e o restante, distribuído entre o setor da construção civil, as centrais elétricas e a pesquisa de biocombustíveis.

Segundo a AIE, se os países ricos e emergentes continuarem a poluir indiscriminadamente, o petróleo, o gás e o carvão representariam 80% do consumo de energia em 2030. Com isso, a temperatura global poderia subir seis graus. Em 100 anos, a temperatura da Terra subiu 0,7%.

Se os países investirem massivamente em energias renováveis em políticas de desenvolvimento sustentável, controlando as emissões de gases poluentes, o consumo anual de energia aumentaria 0,8% em vez de 1,5% - uma economia que poderia diminuir o aumento da temperatura global em 2 graus.


O relatório ainda destaca que "é chegado o momento de partir para a ação", numa referência a um substituto de metas ao protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Os países ocidentais ainda não definiram claramente uma meta de redução de gases poluentes. O Brasil defende uma diminuição de 40% até 2020.
TODOS PODEM CONTRIBUIR PARA A DIMINUIÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES Ex-Beatle Paul McCartney defende "segunda-feira sem carne"
O objetivo da campanha é de que as pessoas se tornem vegetarianas um dia por semana para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. McCartney - que é vegetariano há muitos anos - afirmou que as pessoas vão estar combatendo o aquecimento global se mudarem os seus hábitos alimentares. O músico ressaltou que a ingestão de um quilo de carne bovina equivale a viajar 250 km de carro.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o setor pecuarista é responsável por 18% dos gases de efeito estufa. O que acontece é que as vacas emitem uma grande quantidade de metano através do arroto e das flatulências. O metano é um gás que tem o potencial de acumular 23 vezes mais calor do que o dióxido de carbono. Além disso, grandes extensões de terra têm sido desmatadas para se transformarem em pastos para o gado.

Justa distribuição da terra agrária no Brasil pode ajudar a salvar o Planeta. O país precisa fazer uma profunda e séria reforma agrária. Conferindo os NÚMEROS DO IBGE Divulgado no fim de setembro de 2009 pelo IBGE, o Censo Agropecuário 2006 indicou que a concentração de propriedades rurais permaneceu praticamente inalterada em 10 anos. O Índice de Gini variou de 0,856 em 1996 para 0,854 em 2006. Quanto mais próximo de 1, maior é a concentração; quanto mais perto de zero, menor.

No Brasil, vale a pena lembrar, 46% das áreas cultiváveis são controladas por apenas 1% dos proprietários; muitos destes proprietários não dão "função social" (A Constituição estabelece que “compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”, atendendo simultaneamente a requisitos de “aproveitamento racional e adequado, utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente, observância das disposições que regulam as relações de trabalho, exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores”.) às suas propriedaes, sonegam impostos, rolam dívidas de empréstimos de dinheiro público, e possuem títulos de propriedades suspeitos. Estas terras controladas por esta hoste que defende com "unhas e dentes" o direito à propriedade privada para eles apenas, estão em produção nociva ao ambiente visando o mercado externo. Destruição do meio ambiente por meio de agrotóxicos, pesada maquinaria agrária, transgênicos, tudo para atender o agronegócio sempre mais exigente.
É bom saber ainda.
Propriedades rurais com trabalhadores em situação análoga à escravidão, que causem danos ao meio ambiente e improdutivas são, portanto, passíveis de desapropriação. A Lei nº 8.629 de 1993, que regulamenta a reforma agrária, considera propriedades improdutivas as destinadas a agricultura, pecuária ou extrativismo florestal com grau de utilização da terra menor de 80% e grau de eficiência na exploração menor de 100% (quando comparadas a índices fixados pelo governo).

Artigo desta mesma lei (modificado pela Medida Provisória nº 2183-56 de 2001) estabelece que “parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. A atualização é hoje uma das principais reivindicações do movimento sem terra MST: os índices em vigor datam de 1975.
é Importante SABER. Aquecimento global altera padrão de chuva em todo o mundo A mudança no padrão de chuvas observada em todo o mundo ao longo do último século é conseqüência do aquecimento global, afirma estudo divulgado pela revista "Nature" (www.nature.com). O trabalho projeta para o futuro a tendência de áreas secas ficarem mais secas e áreas chuvosas, mais chuvosas.

A ocorrência de tempestades mais intensas e inundações no norte do Hemisfério Norte e de secas severas em áreas ao norte do Equador (como México e região do Saara) é fruto, acreditam os cientistas, do aquecimento promovido pelo agravamento do efeito estufa.

Depois de os climatologistas terem mostrado que a humanidade é responsável pelo aumento na temperatura e no nível do mar, agora eles sugerem que há, sim, uma parcela de culpa humana na mudança dos padrões de chuva.

Estudos anteriores não tinham conseguido mostrar essa relação porque consideravam a quantidade global de chuvas. Assim, mesmo que em um lugar diminuísse e em outro aumentasse,
no geral a precipitação se mantinha a mesma, o que mascarava o resultado. Agora foi levada em conta a média por faixa de latitude.

Cientistas americanos, britânicos e japoneses compararam as mudanças observadas na precipitação média do século 20 com as simuladas por programas de computador e as dividiram em três grupos.
O primeiro levou em conta somente as emissões humanas de gases-estufa, o segundo considerava apenas o impacto de fenômenos naturais --como erupções vulcânicas-- e o terceiro
continha os dois.

Foi esta última análise que apresentou os melhores resultados. Na faixa que inclui o norte da América do Norte e da Europa, o nível de precipitação aumentou 62 mm entre 1925 e 1999. Os pesquisadores estimam que entre 50% e 85% deste aumento possa ser atribuído a atividades humanas. Nas alterações medidas na faixa de 0 a 30 ao sul da linha do Equador, também existe uma parcela grande de culpa humana.

"[Essas mudanças] já podem ter causado efeitos significativos nos ecossistemas, na agricultura e
na saúde humana em regiões sensíveis a mudanças de precipitação", escreve a equipe liderada por Xuebin Zhang, da Divisão de Pesquisa Climática do Canadá.

Além disso, os cientistas perceberam que na comparação entre as mudanças já observadas e outras simuladas nos modelos climáticos computadorizados, as primeiras foram mais intensas. Isso sugere que as projeções que vêm sendo feitas para os impactos da crise do clima podem estar subestimadas.

O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) já qualificou como "inequívoca" a
responsabilidade humana pelo aquecimento global, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis. Os cientistas estimaram que até o final do século as temperaturas podem subir até 4C.
O PIOR ESTÁ ainda por vir Aquecimento fará milhões de famintos e sem água neste século, diz estudo
O aquecimento global fará com que milhões de pessoas passem fome por volta de 2080 e causará grave falta de água na China, Austrália e em partes da Europa e Estados Unidos. O quadro faz parte de um estudo sobre o clima global.

Segundo o relatório da Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, até o final do século as mudanças climáticas trarão escassez de água para até 3,2 bilhões de pessoas, com um aumento médio de temperatura na ordem de 2ºC a 3ºC.

O estudo diz ainda que até 600 milhões de pessoas enfrentarão falta de alimentos até 2080. Países pobres, como os da África e Bangladesh, seriam os mais afetados, por serem os menos capazes de lidarem com secas e inundações litorâneas, também previstas pelos cientistas.


O Painel Intergovernamental foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa Ambiental da ONU para orientar as políticas globais sobre o aquecimento. O grupo estima que até 2100 a temperatura média do mundo estará
de até 4,5ºC acima dos níveis pré-industriais.
Fontes: folha online, agência Reuters e Fotos do aquivo do Jornal El País

Uma criança come sobras de alimentos tomadas do lixo das ruas da cidade indiana de Nova Deli
Uma criança carrega água em um povoado ao oeste de Dafur, no Sudão
Mais informações / EFEITO ESTUFA Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo, diz ONU


Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma.

Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.

Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO.

Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado. Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta.

A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.

Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água.

O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.

"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma a agência das Nações Unidas.

Nova conferência ambiental no Brasil
Em 2012, 20 anos após a realização da Eco-92, no Rio de Janeiro, o Brasil sediará outra conferência ambiental — a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Aprovada em dezembro de 2009 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, a conferência, batizada de Rio+20, terá como objetivo “avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumido pelos líderes mundiais na Eco-92”, informou a Agência Envolverde (4/1). Também será discutida a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável, que só permite decisões com aprovação de todos os países — modelo que já fora contestado na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro de 2009.

domingo, 17 de janeiro de 2010

TEMA DE REDAÇÃO: AIDS, SIDA, HIV, VIH, informações, histórico...

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Acesso ao diagnóstico
ainda tardio

“Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007”, relatório submetido a cada dois anos à Assembléia Geral Especial das Nações Unidas sobre HIV e Aids (na sigla em inglês, Ungass), trouxe uma surpresa desagradável ao país, que registra tendência de queda na incidência de aids — 32.628 novos casos em 2006 contra 38.816 em 2002: das 115.441 pessoas que começaram ase tratar entre 2003 e 2006, 50.393, ou 43,7%, chegaram tardiamente às terapias. Há várias causas para esse fenômeno, no entendimento de Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

A primeira está ligada ao diagnóstico precoce: quanto mais cedo, melhor. Dos 50.393 em tratamento tardio, 28,7%, ou 14.462, morreram no início da terapia. Mas as taxas variam conforme a região: no Sul, 59% iniciam o segmento clínico (acompanhamento) em período oportuno (quando ainda não há sintomas nem imunodeficiência); na Região Norte, esse índice cai para 47%. “Então, existe um gradiente regional”, avalia Mariângela.

“A pauperização da aids também tem influência nisso, porque a pobreza está ligada à dificuldade de acesso ao serviço”, diz. Outra causa pode ser o medo do estigma, da discriminação que ainda cerca o viver com aids. A terceira é a percepção da vulnerabilidade. No Brasil, a aids é predominantemente heterossexual e está distribuída em 85% dos municípios (85% deles têm pelo menos um caso), ou seja, circula quase no país inteiro. “Há o lado do profissional, que não reconhece na pessoa que procura o serviço as situações de vulnerabilidade”, observa. Às vezes é uma mulher casada de meia-idade e o profissional não pede um teste — que não é obrigatório. “Então, vemos casos de pacientes que circulam por vários serviços antes de o diagnóstico ser feito”. Há também o paciente que reluta em se submeter ao teste. “Se acha que se expôs a uma situação de risco, como sexo sem preservativo, tem que procurar a testagem”.

A taxa está na média de alguns países do Primeiro Mundo, mas isso não consola Mariângela. “É inaceitável porque os resultados do Brasil deveriam ser melhores que os dos EUA”, diz. “O Brasil
tem oferta de diagnóstico e tratamento em todo o território nacional, enquanto os EUA não têm política de acesso universal”, lembra. “Deveríamos estar melhores do que eles, não é?”

A versão preliminar do relatório, apresentada à Ungass em fevereiro, responde a 25 indicadores em três categorias — de compromisso e ação nacionais (indicadores 1 ao 11), de conhecimento e comportamento (do 12 ao 21) e de impacto (22 a 25) —, e é produto do esforço conjunto
de várias áreas do governo, da sociedade civil, de universidades e organismos internacionais. Um dos participantes foi o sanitarista Francisco Inácio Bastos, do Icict/Fiocruz.

Os dados apontam forte diferencial no início do segmento clínico entre categorias de exposição — como homossexuais, que são mais mobilizados, e usuários de droga, que custam a procurar o serviço e muitas vezes desistem logo do tratamento. “A longo prazo, pode haver um paradoxo: uma situação de acesso universal com utilização diferenciada”, avalia. “Achamos que o acesso universal garante o tratamento, por exemplo, de todos os doentes com hanseníase e tuberculose, mas isso não acontece, e minha pergunta é: será que a aids vai virar mais uma endemia brasileira, como tuberculose, hanseníase e malária? A classe média se trata e vira uma doença dos pobres?”

Para Francisco, recentemente indicado representante da América do Sul no Grupo de Referência da ONU em HIV e Uso de Drogas Injetáveis, a questão é interessante, pois normalmente se pensa que acesso universal é sinônimo de eqüidade, e não é. O professor também destaca a importância da procura do exame pela população. A transmissão vertical, por exemplo, poderia ser eliminada. “Há falhas no diagnóstico, sim, mas há também mulheres que não procuram uma unidade para fazer o pré-natal”, observa. “Um percentual expressivo de mulheres não recebe o diagnóstico no momento adequado e outras nem sequer fazem pré-natal: é preciso melhorar o serviço, diminuir as filas, o tempo de espera etc. e também conscientizar a população de que a procura rápida é fundamental”.

Francisco considera as campanhas brasileiras de boa qualidade. “Viajo muito e vejo que não é um problema de mídia: o Brasil tem cobertura da rádio e TV gigantesca, poucos segmentos isolados não têm acesso a informação”, diz. “Na minha opinião, as limitações são estruturais:
desigualdade, problemas na educação”.

Mariângela Simão agrega que o ministério já vem buscando ampliar o acesso ao diagnóstico. “É uma questão que está posta sempre: desde 2003 fazemos a campanha Fique Sabendo, disponibilizando testes rápidos (hoje de 15 a 30 minutos já se tem o resultado do exame), um deles fabricado pela Fiocruz e outro pela Universidade Federal do Espírito Santo”, conta. “É um avanço”.

A situação do tratamento tardio é mais grave entre homens e pessoas mais velhas: 50% dos homens com HIV procuram tarde o tratamento, mas entre as mulheres doentes o índice cai para 36% — graças, inclusive, ao pré-natal. Entre os jovens de 15 a 19 anos, 83,8% iniciaram o tratamento no momento adequado. Mas, com os brasileiros acima de 60 anos, a probabilidade de procura tardia é sete vezes maior.

O professor Francisco destaca outros pontos do relatório. Na opinião dele, 2007 foi um ano paradoxal para a aids. Houve ampliação do acesso ao tratamento, novos remédios foram lançados e o Brasil participa das pesquisas. Por outro lado, duas áreas centrais da produção, vacinas e microbicidas, tiveram resultado negativo, aponta. “Uma pesquisa de microbicida foi suspensa, uma de vacina da Merck também, ou seja, foi um ano em que as estratégias de prevenção tiveram resultado muito ruim”.

“São recursos que não funcionam como o esperado: do ponto de vista social, a frustração desses estudos impacta fortemente a comunidade que participava deles”, atesta. “Os próximos deveriam ser mais cautelosos, levarem em conta a esperança que se dá a comunidade”. Na avaliação de Francisco, nos países em desenvolvimento houve ampliação do acesso a medicamentos e também na área de genéricos, com oferta variada. Já no licenciamento compulsório a dificuldade é maior. “Estamos sempre correndo atrás do prejuízo, mas solução a longo prazo é produzir inovações”. Para o professor, pela primeira vez vemos pesquisas básicas consistentes, com grupos tentando produzir seus anti-retrovirais. “É um caminho longo até os testes com animais e depois as pesquisas clínicas”.

Um ponto que Francisco destaca é o relacionado aos custos. “O Brasil vai se defrontar com grande dificuldade nos próximos anos”, afirma: na medida em que os soropositivos vivem mais, a tendência é o aumento dos custos. Até 2005, houve redução devido à melhora nos padrões, mas desde 2006 sobe o preço dos medicamentos. “Os novos tratamentos são muito refinados e devem ficar mais dispendiosos”. A saída é justamente o diagnóstico precoce: “Os pacientes não entrarão em tratamento com a saúde já debilitada e, sem dúvida, os custos serão menores”.
fonte: radis/fiocruz
A história da AIDS começou oficialmente em 05 de junho de 1981



o Boletim Semanal do Centro Epidemiológico de Atlanta, publicou um breve informe relatando 5 casos de pneumonia de pneumocistis carinii em homossexuais. Dez anos depois do início desta epidemia, a O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) estimava em mais de um milhão de casos de AIDS em adultos. No início dos anos 90 se contabilizou, por outro lado, mais de 500.000 casos de AIDS em crianças, ligados a uma transmissão perinatal, com 90% destes casos na África subsahariana. Nos meados de 96 estimava-se em 29.4 milhões o número total de infectados entre crianças e adultos.

De 1981 a 1986, havia 2.500 vítimas de aids nos Estados Unidos. Cinco anos mais tarde, o número de enfermos era 10 vezes maior.




Em 1996 o número de mortes por VIH/aids em todo o mundo foi de 1,5 milhões.


O Dr. Jonathan Mann, representando a O.M.S. predisse «15 milhões de novos contágios no mundo, particularmente na África, onde parece que 20-30% dos adultos estão infectados». Les Cahiers de l'Express, 1991. Para o ano 2000 foi previsto um total acumulado de 40 milhões de homens, mulheres e crianças infectados em todo o mundo. Depois de todas estas cifras alarmantes, será que os homens e mulheres do mundo inteiro aprenderam a conviver com a AIDS? Existe alguma esperança? O Prof. Luc Montagnier, que foi o primeiro a isolar o vírus rresponsável por esta enfermidade, forneceu aos soropositivos, as seguintes normas em um internacional sobre a AIDS em Florença, em Junho de 1991: "Ânimo, paciência e vida ordenada."


Parece que os primeiros que compreenderam a necessidade de uma vida bem ordenada foram exatamente os membros das categorias mais afetadas: os homossexuais, que passaram a utilizar os preservativos cada vez mais; reduziram o número de parceiros e evitaram as chamadas práticas de risco. Ao contrário, os heterossexuais, tendem somente a diminuir o ritmo e continuam a se comportar como se a doenças não tivesse nada a ver com eles; apesar de estarem conscientes do risco. O que, a princípio, parecia ser uma epidemia circunscrita somente à esfera homossexual e toxicômanos acabou por tomar dimensões de uma pandemia sem controle, alcançando um número cada vez maior entre os homens e mulheres heterossexuais.

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CUIDE-SE pra Não TER

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas relativos ao HIV/aids são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos.

NÚMEROS ALARMANTES – No Brasil, 433 mil casos de HIV/Aids foram registrados oficialmente até 2007 e, no mundo, existem 40 milhões de pessoas infectadas com o vírus. De acordo com pesquisas recentes, a população brasileira está bem informada quanto à transmissão do HIV por relações sexuais e também sabe que o uso do preservativo pode evitar a infecção.

No entanto, usar a camisinha ainda parece ser um tabu. Nos relatórios, 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% dos entrevistados citaram o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção, mas apenas 38% da população sexualmente ativa relatou ter usado o preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria.

Camisinha aumenta o pênis e melhora desempenho sexual

O fabricante de camisinha Futura Medical disse, que o resultado de um estudo mostrou que sua nova camisinha, que aumenta o tamanho do pênis, tem ajudado homens a terem ereções maiores e mais firmes, bem como uma experiência sexual mais duradoura.

A Futura disse que o estudo com 108 casais saudáveis mostrou que a camisinha CSD500 ajudou os homens a terem ereções mais rígidas quando comparadas com as camisinhas padrão, aumentaram o tamanho do pênis e tornaram a relação sexual mais duradoura, entregando resultados estatisticamente significantes.

A camisinha tem uma pequena quantidade de gel na ponta que dilata as artérias e aumenta a circulação sangüínea no pênis. O diretor executivo da empresa, James Barder, disse que os resultados do estudo dão apoio para a expectativa de que o contraceptivo comece a gerar lucro em 2008.

"Nós esperamos conseguir a aprovação regulatória da União Européia ainda neste ano e, a partir disso, pensaremos no lançamento do produto em seqüência, sendo assim, os lucros só serão percebidos em 2008", disse o diretor.

"Uma pesquisa de mercado mostrou que o interesse na camisinha é enorme", disse Barder. "Mais de 80% dos usuários de camisinha existentes se interessariam em experimentar o produto e, mais importante do que isso, 49% dos não-usuários de camisinha se interessariam em usá-la, uma vez que o produto ajuda a manter a ereção", ele disse.

Barder disse que o consumo global de camisinha é por volta de 14 bilhões por ano e que metade das camisinhas vendidas são de marca e as demais são camisinhas distribuídas para promover o sexo seguro e o desenvolvimento dos países.

Reuters e Agência Brasil



Leia mais sobre camisinha = preservativo:

WIKIaids

dstaids



País inaugura 1ª fábrica de camisinhas este no Acre


Foi inaugurada a primeira fábrica de camisinhas do País, em Xapuri, no Acre.Temos agora, então, camisinhas made in Brasil para colocar na política de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

fonte: Agência Brasil



Kit para o teste

MUNDO ESTÁ PERDENDO O mais importante conselheiro do ex-presidente americano, George W. Bush, para questões ligadas à Aids disse que o mundo está perdendo a batalha contra o vírus. Anthony Fauci afirmou em uma conferência internacional sobre a doença em Sydney, Austrália, que o número de pessoas que são infectadas com o vírus HIV é maior do que o número de pessoas recebendo tratamento.
"Para cada uma das pessoas que colocamos em tratamento, seis outras são infectadas. Então estamos perdendo este jogo... o jogo dos números", disse o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Em 2004, menos de 300 mil pessoas nos países em desenvolvimento tinham acesso a medicamentos anti-retrovirais que ajudam no tratamento do vírus HIV. Em 2006, o número aumentou para 2,2 milhões de pessoas, mas novos casos de infecção pelo vírus continuam superando os esforços globais para tratar e educar pacientes.

Em muitas partes do mundo em desenvolvimentoestratégias preventivas eficazes como preservativos e seringas descartáveis para usuários de drogas estão disponíveis para menos de 15% da população.

"A matemática está contra nós, pois as modalidades comprovadas de prevenção não são acessíveis a qualquer proporção substancial de pessoas que precisam delas", acrescentou Fauci.





O alerta dado por Fauci foi repetido por outras autoridades. O presidente da Associação Britânica de HIV, Brian Gazzard, reconheceu que está havendo progresso na oferta de medicamentos anti-retrovirais, mas fez a ressalva de que a doença ainda está fora de controle em partes da Ásia e África.

Apenas um quarto das pessoas que precisam do tratamento está recebendo, disse Gazzard. Isto significa que outros três quartos vão continuar a espalhar a epidemia que ainda está no estágio de crescimento exponencial.

Fonte: Folha online com a BBC Brasil

NOVA DÉLHI (Reuters) - O número de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Índia é de 2,47 milhões, menos da metade da estimativa oficial anterior, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira pelo governo indiano com apoio das Nações Unidas.


A Índia era considerada o país com o maior número de pessoas com HIV positivo no mundo, com 5,7 milhões de infecções, mas a nova estimativa fica abaixo dos números da África do Sul e da Nigéria.

O novo número foi calculado com ajuda de agências internacionais, incluindo a ONU e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

"Temos cerca de 2,47 milhões de casos estimados, o que é algo enorme em termos de números", disse o ministro indiano da Saúde, Anbumani Ramadoss, em entrevista coletiva. "Em termos de vidas humanas afetadas, o número ainda é alto, na verdade muito alto. Isso é muito preocupante para nós."

A porcentagem de contaminação estimada agora é de cerca de 0,36 por cento dos mais de 1,1 bilhão de habitantes da Índia. O número anterior era de 0,9 por cento, disse o ministro.

Ramadoss fez os comentários no lançamento do novo Programa Nacional de Controle da AIDS, de 2,8 bilhões de dólares, que pretende expandir o tratamento gratuito para pessoas com HIV positivo e conter a epidemia através de mais campanhas de prevenção.

A ONU usava antes o número de 5,7 milhões, estimado através do uso de centenas de centros de observação que faziam testes de sangue em mulheres grávidas e em grupos de alto risco, como usuários de drogas injetáveis e prostitutas, quatro meses por ano.

Mas a nova pesquisa, que coletou amostras de sangue de 102.000 pessoas do público geral, e não de grupos específicos, indica pela primeira vez que as estimativas de HIV na Índia foram muito superestimadas.

A UNAIDS, agência da ONU que trata do combate à AIDS, afirma que pesquisas populacionais que não dependem de pessoas apresentando-se em clínicas do governo são "mais representativas" e geram "informação mais precisa" em áreas rurais e entre a população masculina.

Grupos voluntários que fazem campanhas contra a AIDS dizem que os números novos, mais baixos, não devem desviar a atenção da necessidade de conter a disseminação do vírus letal em um país com um sistema público de saúde precário.





Resisência do HIV adia descoberta de vacina, diz descobridor do vírus. O biólogo americano Robert Gallo, que descobriu o vírus da Aids, afirmou que a pesquisa para conseguir uma vacina para a doença está avançando, mas que a solução "ainda demorará".

Em meados da década de 80, Gallo foi o responsável pelo exame sanguíneo capaz de identificar o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e um de seus descobridores como causador da Aids. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, na França, desenvolveu pesquisa no mesmo sentido, e por isso houve disputa pelo crédito da descoberta do HIV. Em 1992, o americano e o francês entraram em acordo.

Em entrevista coletiva em Frankfurt, Gallo considerou que "não é possível dar uma data concreta para a conquista de uma vacina". Por isso, o cientista insistiu em que é necessária "mais pesquisa para obter novos remédios, porque é uma doença crônica e o vírus está desenvolvendo resistência".

Gallo considerou que foram alcançados três avanços práticos para controlar a doença: os exames de sangue, o tratamento anti-retroviral e os programas de formação. Pela primeira vez, antes de conseguir a vacina contra o vírus, foi possível desenvolver um tratamento que permite prolongar a expectativa de vida do paciente, disse Gallo.




Ele afirmou que é necessário o interesse público, de políticos e da imprensa em relação à doença para promover programas de prevenção social, já que a pesquisa não é suficiente para combater a doença.

Anti-retrovirais

A presidente da Sociedade Austríaca da Aids, Brigitte Schmied, afirmou que "queremos aproximar a população do problema para que reflita sobre a doença".
Schmied destacou que os novos tratamentos a médio prazo contra a Aids --que, quando se combina com outras doenças, dificulta a eficácia dos remédios anti-retrovirais-- e as estratégias de prevenção, principalmente para conseguir mais efetividade entre os jovens.

Ela considerou que o problema para controlar a doença na África se deve "não só às dificuldades para levar os remédios". "É preciso melhorar o sistema de saúde desses países e formar pessoal", afirmou.

Schmied disse que 80% da população infectada pelo HIV em todo o mundo não tem acesso a tratamentos anti-retrovirais, que permitem prolongar a expectativa de vida dos pacientes.


fonte: folhaonline

Circuncisão pode evitar contágio de milhões c/vírus HIV. A prática da circuncisão masculina como método para reduzir

o risco de transmissão da AIDS pode evitar o contágio de milhões de pessoas. O professor de Epidemiologia da Universidade de Illinois (Chicago, Estados Unidos) Robert Bailey assegurou que a circuncisão reduz a transmissão do HIV em 60%. Bailey, que realizou trabalhos sobre circuncisão em Uganda, Quênia, Malawi, Zâmbia e Estados Unidos, explicou que suas conclusões se baseiam em 45 estudos com testes clínicos e várias pesquisas biológicas.

O especialista americano disse que a circuncisão foi considerada
pela primeira vez no âmbito científico como uma técnica preventiva para a AIDS 24 anos atrás e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a medida em março. Apesar de se tratar de uma prática originária do Egito, que data do ano 2.300 a.C., e praticada em 67% dos homens na África, em muitos países do continente, com a maior incidência da AIDS, há uma forte oposição por motivos culturais e religiosos. "É preciso passar da pesquisa às políticas, é necessário que a circuncisão possa ser praticada de forma segura, higiênica e
que eticamente não seja discriminatória", ressaltou Bailey.

Apoio
Para o professor, enquanto a circuncisão não for promovida pelas
comunidades e autoridades locais será difícil receber o apoio dos países doadores com fundos e programas de ajuda. "Os doadores internacionais não vão querer que suas propostas sejam vistas como uma imposição de valores acima dos valores autóctones de cada
país", afirmou Bailey.

Apesar dos temores das mulheres diante das possíveis reações dos homens
à prática, foram realizados diversos estudos que indicam que elas são as primeiras a relacionar a circuncisão com higiene, acrescentou. Bailey afirmou que serão elas que, como mães, deverão decidir a circuncisão dos filhos, de preferência imediatamente após o nascimento.

Filoparanavaí © ²º10




Sinopse: OLGA, o filme

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O FILME

Olga é um filme realizado em 2004 pelo diretor brasileiro Jayme Monjardim, inspirado na biografia de Olga Benário, escrita por Fernando Morais, sobre a alemã, judia e comunista que veio ao Brasil lutar por seus ideais. Este é o primeiro filme do diretor Jayme Monjardim, especialista em telenovelas. O roteiro foi realizado por Rita Buzzar, com quem o diretor já havia trabalhado anteriormente na novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de 1990. A produção também é de Rita Buzzar. Decididos a fazer uma reconstituição correta do contexto histórico, Monjardim e a a equipe de produção foram à Alemanha, onde conheceram os lugares freqüentados por Olga e os campos de concentração onde ela esteve prisioneira.

Os cenários foram reconstituídos em estúdio no Brasil. As cenas que se passavam no Rio de Janeiro foram realizadas em locações. O trabalho superou grandes desafios técnicos - por exemplo, foram filmadas seqüências na neve em pleno verão carioca. A fotografia foi dirigida por Ricardo Della Rosa, também estreante em longa-metragem. A trilha sonora esteve a cargo de Marcus Viana, compositor com quem o diretor também já havia trabalhado em diversas ocasiões na televisão.

A atriz Camila Morgado, que interpretou Olga Benário, precisou emagrecer muito para fazer as cenas no campo de concentração. Também precisou raspar a cabeça. Foi grande sucesso de bilheteria. 385 mil pessoas o assistiram apenas no fim de semana de estréia.

Sinopse

O filme conta a história de Olga Benário Prestes. Nascida em Munique, na Alemanha, em 1908, filha de pais judeus, Olga tornou-se uma ativista do comunismo. Após libertar seu namorado Otto Braun da cadeia, eles são forçados a fugir para a União Soviética, onde recebem treinamento de guerrilha. Olga logo se destaca no Partido Comunista, onde conhece Luís Carlos Prestes, que viria a se tornar um dos principais líderes comunistas do Brasil. Em 1934, quando Prestes volta ao Brasil, designado pela Internacional Comunista para liderar uma revolução armada, Olga é designada para escoltá-lo. Passam a viver na clandestinidade enquanto planejam a derrubada do governo de Getúlio Vargas. Durante este período, a relação amorosa entre Prestes e Olga amadurece e ela fica grávida em 1935.

Quando o movimento revolucionário é derrotado pelas forças de Vargas, Olga e Prestes são presos pelo duro chefe de polícia Filinto Müller. Diante de rumores de que seria deportada, Olga divulga sua gravidez e solicita asilo político por ser casada e estar grávida de Prestes. O governo Vargas, que neste momento simpatizava com a ditadura de Adolf Hitler, deporta Olga, mesmo grávida de sete meses. Na prisão alemã, dá à luz uma filha que batiza de Anita Leocádia, em homenagem a D. Leocádia, mãe de Prestes. Após o período de amamentação, a menina foi retirada de Olga e entregue à D. Leocádia. Após anos de prisão em campos de concentração, durante os quais a opinião pública internacional fez inúmeras tentativas de libertá-la, Olga é morta na câmara de gás. Somente anos depois, Prestes e sua filha leriam a última carta de Olga, onde faz uma comovente despedida.


ELENCO
Camila Morgado .... Olga Benário
Caco Ciocler .... Luís Carlos Prestes
Osmar Prado .... Getúlio Vargas
Floriano Peixoto ... Filinto Muller
Fernanda Montenegro .... Dona leocádia Prestes
Luís Melo .... Léo Benário
Anderson Müller .... Paul Gruber
Murilo Rosa .... Estevan
Werner Schünemann .... Arthur Ewert
Guilherme Weber .... Otto Braun
Mariana Lima .... Lígia Prestes
Eliane Giardini .... Eugénie Benário
Jandira Martini .... Sarah
Milena Toscano .... Hannah


Premiações
Graças à precisão de sua caracterização histórica,
Olga recebeu os seguintes prêmios no Grande
Prêmio BR de Cinema Brasileiro de 2005:
Melhor direção de arte - Tiza de Oliveira
Melhor figurino - Paulo Lóes
Melhor maquiagem - Marlene Moura


Recepção
Olga não teve boas resenhas de alguns críticos especializados, que consideraram, à época do lançamento, o filme excessivamente "televisivo". Contando uma história de amor típica das telenovelas, o filme usa muitos recursos desta linguagem, tais como close-ups extremos, plano e contraplano nos diálogos e música incidental em quase todas as cenas. A maior parte dos comentários de especialistas foram bastante negativos, e quase unânimes em sua rejeição ao trabalho de Monjardim. Nestas resenhas, destaca-se como objeção mais frequente a superficialidade do roteiro, que teria se fixado no aspecto romântico da história de Olga e Prestes sem retratar com muita precisão o período histórico, nem as motivações das personagens. Alguns críticos julgaram também os diálogos pobres e excessivamente didáticos, e tampouco as interpretações mereceram elogios, sendo usualmente consideradas artificiais e excessivamente teatrais.

Curiosidades
O diretor Luiz Fernando Carvalho e a atriz Patrícia Pillar estiveram cotados para trabalhar no filme, em 2001. - Inicialmente Antônio Calloni interpretaria Arthur Ewert, Dan Stulbach interpretaria Otto Braun, Thiago Lacerda interpretaria Estevan e Tuca Andrada interpretaria Filinto Müller.
- Filme de estréia de Jayme Monjardim como diretor.
- Para interpretar Olga Benário a atriz Camila Morgado teve um personal trainer que a acompanhou para que ganhasse definição muscular de forma a ter um corpo de militante. Como
parte de sua preparação para a personagem, a atriz treinou ainda defesa pessoal.
- Camila Morgado teve as madeixas naturalmente escurecidas por uma espécie de henna, feita exclusivamente para ela.
- Para realizar as cenas em que Olga Benário é presa no campo de concentração Camila Morgado perdeu 7 quilos.
- O diretor Jayme Monjardim realizou mais de 40 testes para a escolha do intérprete ideal de Luís Carlos Prestes, devido à dificuldade em encontrar alguém que, além de ser um bom ator, tivesse também os traços físicos do personagem.
- Em 20 de outubro de 2003 a produção de Olga recriou a Alemanha com neve artificial em Bangu, o bairro mais quente da cidade do Rio de Janeiro. A antiga fábrica de tecidos de Bangu virou o campo de concentração de Havensbruck, para onde Olga Benário foi levada.
- Para a realização da cena em Bangu foram usadas máquinas de neve sobre os telhados e sal grosso no chão, de forma a imitar neve, pastores alemães, oficiais nazistas com pesadas roupas de lã e prisioneiras esqueléticas com a cabeça totalmente raspada. Foram usados nesta cena 178 figurantes, entre crianças, homens e mulheres.
- Teve a 3ª melhor abertura de um filme brasileiro desde a Retomada, levando 385 mil espectadores em seu fim de semana de estréia. Apenas Carandiru (2003) e Os Normais (2003) tiveram melhor desempenho.
CRÍTICA DE SADER
" Olga incomoda? Sim! Ninguém sai do cinema alheio ao belo filme, que desagradou a alguns "formadores de opinião". "Olga incomoda porque conta a história pessoal de dois revolucionários. Incomoda saber que militantes comunistas são gente, que amam, sofrem, e são felizes, identificando-se profundamente com as causas pelas quais lutam, que não buscam vantagens pessoais, mas a justiça e a solidariedade.

Olga incomoda porque recorda as brutalidades repressivas que se cometeram contra os comunistas e judeus, aqui e na Alemanha. O carrasco brasileiro Filinto Müller († 1972), por suas atrocidades, foi alvo de um livro de David Nasser, escrito em 1950, sob o título "Falta alguém em Nürenberg". Ele entrega Olga, grávida de sete meses - a mando de Vargas - à Gestapo. Ela seria executada em 1942, numa câmara de gás em Bernbug...

O filme recorda a omissão de tantos, inclusive o papa Pio XII, diante do nazismo. Olga incomoda sobretudo os que vivem de interesses, de lucros, do latifúndio, de prestígio, de ganhos imediatos, de poder-saber que outro tipo de vida e de valores é possível. Olga incomoda talvez por mostrar Fernanda Montenegro, nossa principal atriz, dando vida a Leocádia, mãe de Luís Carlos Prestes. Talvez incomode ouvir o hino da Internacional, em variados arranjos, inclusive como fundo das cenas de amor dos revolucionários.

É possível que Olga incomode também porque é uma produção de ótima qualidade, apesar de procurar fugir dos cacoetes de estilo norte-americano a que tanto nos acostumaram nos cinemas. Mas, sobretudo, Olga incomoda porque é um filme que toma posição: é de esquerda - como o são "Diários de Motocicleta" e as fitas de Michael Moore - quando nos querem convencer de que isso não existe mais, e que os valores hoje são outros.

E Olga além do mais é um filme humanista, que não poupa os carrascos, que diz as coisas pelos nomes que as coisas têm. Vejam Olga, no cinema ou em DVD, apesar dos conservadores. Que os jovens saibam, os adultos se recordem, e todos vejam e julguem, com os seus olhos, e seus sentimentos, sua razão e os seus valores".


Quem é Emir SADER?


Emir Sader nasceu em São Paulo, no ano de 1943. Formou-se em Filosofia na Universidade de São Paulo. Fez Mestrado em Filosofia Política e Doutorado em Ciência Política, ambos na Universidade de São Paulo. Na mesma universidade, trabalhou como professor, primeiro de filosofia, depois de ciência política. Foi, ainda, pesquisador do Centro de Estudos Sócio Econômicos da Universidade do Chile, professor de Política na UNICAMP e coordenador do Curso de Especialização em Políticas Sociais na Faculdade de Serviço Social da UERJ. Atualmente dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia.

Livros de SADER
Século XX - Uma biografia não-autorizada. Ed. Fundação Perseu Abramo, 2000.
O Anjo Torto (Esquerda e Direita no Brasil). Ed. Brasiliense, 1995
Estado e Política em Marx (Ed. Cortez)
A transição no Brasil: da ditadura à democracia? (Ed. Atual)
Cuba, Chile e Nicarágua: o socialismo na América Latina (Ed. Atual)
Que Brasil é este? (Ed. Atual)
O poder, cadê o poder? (Ed. Boitempo)
A Revolução Cubana (Ed. Scritta)
Democracia e Ditadura no Chile (Ed. Brasiliense)
Governar para todos (Ed. Scritta)
Da independência à redemocratização (Ed. Brasiliense)

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olga_(filme)
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br

TEMA FILOSOFIA: em imagens

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