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domingo, 27 de dezembro de 2009

"Mente sã em corpo são": Saúde do Homem e da Mulher

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O provérbio latino "MENS SANA IN CORPORE SANO", popularizado pelo filósofo e poeta antigo Juvenal, no poema Sátira X, era na verdade mais que uma simples frase na cultura grega, era sobretudo uma forma de culturar os deuses da sabedoria e da beleza, pela busca de um equilíbrio harmonioso entre a mente e o corpo. Ora, este equilíbrio esboçado na "Ética a Nicomacos" de aristóteles com excelência moral, nos convida a cuidarmos de nosso corpo também. A longevidade desta "máquina perfeita" depende dos cuidados que dedicamos a ela.






Especialistas comentam 15 práticas que

prometem combater envelhecimento



Medo, orgulho, estranheza, tranqüilidade, paz. Um leque de
sentimentos diversos costuma acompanhar a chegada da velhice.
Alguns deles se tornarão determinantes, fazendo com que essa
etapa da vida seja encarada com naturalidade por uns
e com receio por outros.
Numa época de prateleiras lotadas de cosméticos que prometem
apagar os traços da idade, de pílulas que sugerem a retomada do
vigor sexual da juventude, de cirurgias que esculpem corpos e
rostos para que vençam o tempo, o que passou a significar,
afinal, envelhecer?

De um lado, autores ancorados em inovações tecnológicas anunciam que, num tempo não muito distante, será possível recorrer a milhares de ferramentas para driblar o envelhecimento e sua indesejável "decrepitude". Do outro, geriatras enfatizam que não há fórmula nenhuma que permita não envelhecer e que, portanto, o melhor caminho a ser trilhado é manter a preocupação de simplesmente envelhecer bem.

No meio das duas correntes, fios de cabelos brancos despontam numa geração de homens e mulheres que se deparam com uma expectativa de vida cada vez maior.
E, em busca de atalhos para alcançar a satisfação
naquela que tradicionalmente ficou conhecida como "a
idade da sabedoria", não são poucos os riscos de se deparar
com promessas infundadas e com muito charlatanismo.

De técnicas de estética e dicas de dieta a crenças populares,
a Folha ouviu especialistas que comentaram 15 truques de
"eterna juventude" para esclarecer se funcionam ou não.

ISSO REJUVENESCE?

1. Vitamina C


Não. Assim como todas a vitaminas, a C faz parte de um

complexo que protege da ação dos radicais livres -causadores
das doenças degenerativas. A suplementação vitamínica previne
distúrbios, mas a ingestão isolada ou exagerada de uma vitamina
pode fazer mal. No caso da vitamina C, o excesso predispõe ao
surgimento de cálculos renais. Já o uso tópico de vitamina C de
fato combate o envelhecimento da pele

2. Reposição Hormonal




Não. Embora a maioria das mulheres que não iniciam
a reposição nos primeiros cinco anos de menopausa
apresentem um envelhecimento mais acelerado do que
aquelas que iniciam, é bom saber que a reposição hormonal
não é um método para "frear" o envelhecimento nem é
recomendada a todos. Cerca de 80% das mulheres precisam
de reposição hormonal, 20% não. Já entre os homens,
apenas 30% devem recorrer ao método

3. Ioga


Sim. A prática incrementa a flexibilidade da coluna, que
tende a ficar mais rígida com o passar dos anos. O aspecto
de juventude está muito ligado à mobilidade, e quem tem a
coluna mais flexível está mais apto continuar usando o corpo
como quer --para dirigir ou para amarrar os próprios sapatos,
por exemplo. As posturas inversas (feitas com a cabeça abaixo
do coração) beneficiam a pele, e os exercícios
de respiração melhoram o humor

4. Leite de soja




Não. Substâncias contidas na soja que são consideradas
fito-hormônios e usadas em tratamentos dos sintomas indesejados
da menopausa têm, em geral, ação preventiva ao envelhecimento.
Porém, a eficiência do consumo depende da forma como ele ocorre
na dieta. Quem come soja a vida inteira se beneficia das
propriedades dela. Já quem começa a beber um copo diário
de leite de soja aos 50 anos só está se enganando

5. Tomate




Não. O tomate contém licopeno, um agente antioxidante que,
quando consumido regularmente, contribui para a prevenção dos
processos degenerativos que caracterizam o envelhecimento. Mas
é preciso comer tomate todo dia por muitos anos para que isso
faça diferença, e a eficiência dessa contribuição alimentar
ainda não foi mesurada por nenhum estudo científico. Manter
uma dieta balanceada já é uma atitude preventiva

6. Qualidade de vida


Sim. Quem evita trabalhar de segunda a segunda
se protege do envelhecimento acelerado. A razão é simples: essas
pessoas costumam assumir também posturas preventivas de
saúde, encontrando tempo para praticar atividades físicas,
combatendo o estresse, alimentando-se melhor e não se privando
de horas de sono. Costumam também aderir à medicina
de prevenção, cuidando-se antes de os problemas acontecerem

7. Cápsulas rejuvenescedoras da pele




Não. Também conhecidas como "pílulas da beleza", as
versões mais recentes dessas cápsulas são o Inneov e o Reage,
que devem chegar ao Brasil nos próximos anos e prometem
rejuvenescimento mais eficiente da pele ao ingeri-las. Mas o
que os estudos apontam é que, para combater o envelhecimento
da pele, a aplicação tópica de substâncias como o ácido retinóico
e a vitamina C tem efeito superior do que a ingestão de remédios

8. Demae
Não. O efeito do Demae (Dimetil-aminoetanol) é cosmético.
Após aplicá-lo, as células sofrem uma contratura, que se torna
perceptível em 20 minutos. Obtida do salmão, a substância surgiu
como suplemento nutricional homeopático para portadores de doenças
degenerativas neurológicas e crianças com déficit de atenção e
observou-se que gerava contratura da musculatura cervical.
Não atua como tratamento, e sim como um coadjuvante

9. Dormir muito


Não. Ao contrário do que muitos pensam, quem dorme
muitas horas por noite não mantém a aparência mais jovem por
isso. De acordo com os especialistas, mais importante do que
dormir muito é dormir bem. Quem acorda várias vezes durante
a noite, tem pesadelos, apnéia e costuma levantar cansado,
não está dormindo bem. Pessoas ansiosas tendem a ter esse
tipo de sono. Desse jeito não adianta dormir dez horas por dia

ISSO ENVELHECE?

10. Preocupação
Não. A máxima popular de que preocupação dá rugas e
cabelos brancos não tem fundamento científico, afirmam os
especialistas. Para eles, não há relação direta entre excesso de
preocupação e aparecimento precoce desses sinais: o
branqueamento dos pelos está mais ligado à predisposição
genética, e as rugas têm relação com a exposição solar e as
expressões faciais. O que se sabe é que o estresse, de maneira
geral, leva ao envelhecimento indireto

11. Predisposição genética
Sim. A genética é um componente determinante na manifestação
dos sinais do tempo, mas não é o único. Ela se soma a heranças
ambientais, como o estilo de vida, a exposição solar e a dieta.
Acredita-se que, no futuro, uma ciência batizada de nutrogenômica
permitirá contornar a ação específica dos genes a partir da alimentação.
Comeremos determinado alimento por recomendação
médica para inibir a ação da herança genética

12. Sol


Sim. O efeito envelhecedor da exposição solar inadequada é
comprovado e reconhecido. Os raios solares promovem alterações
tão sérias nas células da pele que, quando examinadas microscopicamente,
chegam a apresentar aparência de 15 anos a mais que a idade real,
e podem levar a estágios précancerosos. Vale lembrar, porém, que
tomar sol é importante na prevenção de doenças como a osteoporose

13. Cigarro
Sim. Além do risco cancerígeno, as diversas substâncias
tóxicas presentes
no cigarro têm forte efeito oxidante e aceleram o
envelhecimento do organismo,
degradando células e dificultando uma série de
reações corriqueiras no corpo. Assim, embora se fale
muito do aspecto envelhecido da pele dos fumantes,
os especialistas alertam para o envelhecimento orgânico
causado pelo cigarro, que é ainda mais perigoso

14. Dietas calóric
as

Sim. Essa é uma das informações mais bem-definidas
pela ciência em relação ao envelhecimento até agora:
dietas baseadas na restrição calórica de fato fazem com que
os seres vivos envelheçam mais devagar. Descobertas recentes
comprovam que o envelhecimento é um processo inflamatório
microscópico de células, e que o consumo elevado e contínuo
de calorias leva o organismo a produzir mais substâncias
infamatórias naturais

15. Sedentarismo
Sim. A partir dos 40 anos, quem não faz atividade física
perde gradativamente a força muscular e a flexibilidade.
Conseqüentemente, corre mais risco de desenvolver doenças
como osteoporose e artrose. Mesmo para que foi sedentário
durante toda a vida, nunca é tarde para começar. Os benefícios
do exercício são perceptíveis: as articulações se tornam
mais lubrificadas e ganha-se mais mobilidade nas tarefas
cotidianas

Fontes: CLÁUDIA FERNANDES, professora de educação física, fisioterapeuta e coordenadora do programa de exercícios Melhor Idade, em São Paulo; NICOLE WITEK, consultora de ioga e professora do Espaço Respire Yoga, em São Paulo; MÔNICA AZULAY, professora de dermatologia e responsável pelo setor de dermatologia cosmética da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); RICARDO SPILBORGHS, clínico-geral pela Escola Paulista de Medicina e especialista em geriatria; WILMAR ACCURSIO, endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4218.shtml

CORAÇÃO:

Motor tinindo











fonte: folha online

O perfil estava acima de qualquer suspeita imediata: aparentemente saudável, 45 anos, não-fumante, longe da obesidade, sem problemas com hipertensão, colesterol elevado e diabetes, sem nenhum histórico familiar de doenças do coração. Ainda assim, o infarto do miocárdio veio, fulminante. Você acha que isso é raro?

Pois é bem menos do que parece: cerca de 40% dos pacientes de doenças coronárias não apresentam os chamados fatores clássicos de risco, informa Protásio Lemos da Luz, 63, diretor da unidade clínica de aterosclerose do Incor

(Instituto do Coração). A ocorrência é mais preocupante

quando se sabe que as doenças cardiovasculares são a primeira

causa de morte do país (33% do total). De cada dez vítimas,

seis, em média, são do sexo masculino.

Para entender como esse mecanismo fulminante pode ser

detonado, imagine uma bomba em constante funcionamento,

enviando sangue para todo o corpo, se contraindo e relaxando

mais de 100 mil vezes por dia. Para que o "motor" não perca a

potência, é indispensável um bom suprimento de "combustível",

o sangue com oxigênio e nutrientes transportado pelas

coronárias, artérias que irrigam o coração.

Ainda que o órgão esteja sadio, uma obstrução no trajeto,

dependendo do tamanho, pode fazer o motor engasgar ou "fundir",

provocando de angina (dor no peito) a morte súbita. O problema

é que, em 40% dos casos de doença coronária, a primeira manifestação

é o infarto, com índice médio de mortalidade de 8%, segundo

um estudo feito entre 1.600 infartados atendidos pelo Hospital do Coração.

Daí a importância de exames preventivos de rotina, que possam identificar

aterosclerose precoce a partir dos 35 anos, alerta Protásio.

"É uma avaliação preventiva que busca identificar a doença

vascular e impedir a formação dos depósitos de gordura, que podem

se acumular durante anos", explica. Se houver casos familiares de

colesterol elevado ou problemas cardiovasculares, o médico recomenda

avaliações periódicas a partir dos 20 anos.

Entre as causas do infarto em pacientes não-convencionais estão baixa

dosagem do colesterol bom (HDL), excesso de uma proteína, chamada

homocisteína, que forma placas precoces nas artérias, além do aumento

de uma proteína especial conhecida como Lp (a), que, em quantidades

elevadas, ajuda a entupir as veias.

Esses fatores de risco podem ser verificados através de exames específicos,

solicitados pelo médico, após análise clínica. Com os resultados em mãos,

o especialista terá como avaliar se o paciente precisa passar por outros tipos

de exame não-invasivos, como ultra-som das carótidas (artérias do pescoço),

teste de esforço, ecocardiograma, ressonância magnética

e tomografia computadorizada.

Independentemente da idade, é bom estar atento aos sintomas

aparentemente comuns, mas que podem indicar uma ameaça de infarto,

para reduzir os danos e riscos de sequelas, como insuficiência cardíaca,

AVC (acidente vascular cerebral) e até paralisia parcial do corpo.

"Muita gente desconhece que uma dor na barriga ou no braço,

por exemplo, pode ser sintoma de infarto e atrasa a ida para o hospital.

A demora vai comprometendo o músculo (miocárdio) e, seis horas depois,

o paciente pode ter a falência da bomba cardíaca", explica Luiz Francisco

Cardoso, 44, coordenador da unidade coronária do Sírio Libanês.

Revisões frequentes do funcionamento

do sistema cardiovascular são ainda

mais necessárias quando se leva em

conta o estresse diário a que todos são

submetidos. "Esse é um dos elementos

que mais contribuem negativamente

para a ocorrência de problemas cardíacos",

afirma Marcos Barbosa, 55, diretor

da unidade coronária do Hospital do Coração.

"E, infelizmente, não há exame

que possa avaliar seu estrago."


Entenda o infarto do miocárdio



- É uma lesão no músculo cardíaco causada

pela obstrução da artéria coronária,

responsável pela irrigação do coração

- Quando a artéria entope, parte do músculo cardíaco (miocárdio) deixa

de receber sangue e nutrientes

- Cerca de 20 minutos depois, essa privação mata os tecidos da

região atingida. Quanto maior a artéria bloqueada, maior a área afetada


Sintomas


- Dor ou forte pressão no peito
- Dor no peito refletindo nos ombros, braço esquerdo (ou os dois),

pescoço e maxilar
- Dor abdominal
- Suor
- Palidez
- Falta de ar
- Síncope (perda temporária de consciência)
- Sensação de morte iminente
- Náuseas e vômitos

Fatores de risco


- Histórico familiar de doença coronária
- Idade (a partir dos 60 anos)
- Colesterol alto
- Triglicérides elevado
- Hipertensão arterial
- Obesidade
- Diabetes
- Fumo
- Estresse
- Sedentarismo

Como se prevenir


- Alimentação balanceada (pobre em gorduras animais)
- Praticar exercícios de 30 a 40 minutos de três a quatro vezes por semana
- Manter o peso sob controle
- Exames de prevenção (avaliação clínica periódica,

eletrocardiograma de repouso, hemograma, colesterol total e

frações, triglicérides, glicose e teste de esforço)

Fontes: Luiz Francisco Cardoso (hospital Sírio Libanês); Marcos Barbosa (Hospital do Coração); Protásio Lemos da Luz (Incor)

BARRIGA: Cuidado com as curvas













fonte: folha online

Guarde bem essa medida: 102 cm.

É ela que transforma um abdome meramente fora de forma em um real problema de saúde, capaz de inscrever seu portador na categoria das espécies

ameaçadas. A medida foi estabelecida pelo Instituto

Internacional de Saúde, depois de estudos comprovando que,

a partir dessa centimetragem, as taxas de i

ncidência de doenças crescem de forma exponencial.

Mas isso não isenta de riscos os donos de barrigas menos explícitas: o aumento

da gordura abdominal está sempre relacionado a

problemas de saúde. A partir dos 30, a concentração de

tecido adiposo na área da cintura se torna mais crítica

e pode acarretar diabetes, pressão alta, colesterol elevado, trazendo o risco de um derrame

ou infarto. O quadro é mais alarmante para quarentões e companhia.

Ganhar peso com os anos é normal para todo ser humano, embora

homens e mulheres tenham um jeito diferente de acumular gordura.

Nelas, o excesso fica acumulado nas coxas e nos quadris; neles,

estaciona na barriga.

Por volta dos 18 anos, a porcentagem de gordura varia de 15% a 18%

do peso do homem. Esse percentual pode aumentar cerca de 8% a cada

década, chegando ao dobro a partir dos 45 anos, quando a barriga atinge

o seu "pico", explica Roberta Villas-Boas Weffort, 38, chefe do serviço de

endocrinologia do hospital Nove de Julho.

Ao mesmo tempo, a chamada massa magra (músculos e ossos) vai

perdendo terreno, deixando braços e pernas mais finos, o que acaba

acentuado ainda mais o perfil de "pêra". "O certo é que cada vez mais

os homens estão ficando barrigudos mais cedo, antes dos 30 , por causa

da vida sedentária e alimentação rica em gordura, conservantes, sal", diz.

Exercícios físicos são indispensáveis, principalmente os aeróbicos.

"Mas não podem ser esporádicos, devem

ser incorporados ao modo de vida",

recomenda Turibio Leite de Barros Neto, 53,

coordenador do Centro de Medicina

da Atividade Física e do Esporte, da Unifesp. Com o metabolismo

mais lento e consumindo menos calorias nas funções fisiológicas

básicas, o ideal é "gastar" a gordura com atividades, como nadar,

caminhar ou pedalar por 30 minutos diariamente ou uma hora durante

três vezes por semana.

Equilíbrio alimentar é outro importante aliado. Márcia Pottier, 46,

professora de nutrição e dietoterapia da Unifesp, diz que as três

principais refeições devem ter carboidratos, carnes, frutas, legumes.

Açúcares e doces, alimentos energéticos, são indispensáveis, mas

devem ser consumidos com moderação. Passe longe de frituras e

alimentos gordurosos, evite sanduíches, batatas fritas, bolachas, pipoca

amanteigada, salgadinhos e doces, principalmente no intervalo entre as

refeições. "Troque aquela latinha de cerveja diária por uma taça de

vinho tinto", recomenda Márcia.

Depois dos 35, compense o desgaste natural do corpo caprichando

no consumo de minerais e vitaminas (frutas, verduras e legumes)

e produtos à base de cereais integrais.


Combustível diário


(Calorias necessárias para homens de 18 a 60 anos)

Peso (kg): 55 / 60
Atividade leve* : 2.140 / 2.250
Moderada** : 2.575 / 2.715
Intensa***: 3.045 / 3.205

Peso (kg): 60 / 65
Atividade leve* : 2.220 / 2.360
Moderada** : 2.675 / 2.840
Intensa***: 3.160 / 3.360

Peso (kg): 65 / 70
Atividade leve* : 2.300 / 2.465
Moderada** : 2.770 / 2.975
Intensa***: 3.280 / 3.515

Peso (kg): 70 / 75
Atividade leve* : 2.380 / 2.575
Moderada** : 2.870 / 3.100
Intensa***: 3.395 / 3.670

Peso (kg): 75 / 80
Atividade leve* : 2.465 / 2.680
Moderada** : 2.970 / 3.230
Intensa***: 3.510 / 3.825

Peso (kg): 80 / 85
Atividade leve* : 2.545 / 2.790
Moderada** : 3.070 / 3.360
Intensa***: 3.630 / 3.975

* Vai de carro ao trabalho e fica muito tempo sentado;

faz trabalhos domésticos leves

**Trabalho sedentário, mas faz academia duas vezes

por semana ou pratica tênis e ciclismo; caminha em

média 6 km por hora duas vezes por semana

***Tem um trabalho dinâmico e ativo e vai diariamente à academia


Fonte: Márcia Pottier (Unifesp)

O teste do abdominal


(Para avaliar a capacidade muscular local)

Idade: Até 20

FRACO - Número de exercícios: Menos de 32
REGULAR - Número de exercícios: 36 a 37
MÉDIO - Número de exercícios: 38 a 41
BOM - Número de exercícios: 42 a 47
ÓTIMO - Número de exercícios: acima de 48

Idade: 20-29

FRACO - Número de exercícios: 28
REGULAR - Número de exercícios: 29 a 32
MÉDIO - Número de exercícios: 33 a 36
BOM - Número de exercícios: 37 a 42
ÓTIMO - Número de exercícios: 43

Idade: 30-39

FRACO - Número de exercícios: 21
REGULAR - Número de exercícios: 22 a 26
MÉDIO - Número de exercícios: 27 a 30
BOM - Número de exercícios: 31 a 35
ÓTIMO - Número de exercícios: 36

Idade: 40-49

FRACO - Número de exercícios: 16
REGULAR - Número de exercícios: 17 a 21
MÉDIO - Número de exercícios: 22 a 25
BOM - Número de exercícios: 26 a 30
ÓTIMO - Número de exercícios: 31

Idade: Acima de 60

FRACO - Número de exercícios: 6
REGULAR - Número de exercícios: 7 a 11
MÉDIO - Número de exercícios: 12 a 16
BOM - Número de exercícios: 17 a 22
ÓTIMO - Número de exercícios: 23



Comida picante pode ajudar a prevenir o câncer


ndo sua fontes de energia.


A família de compostos em que se inclui essa substância, os vanilóides,

favorece a apoptose (morte celular programada) pela união de

proteínas na mitocôndria sem causar danos às células vizinhas saudáveis.

Os pesquisadores, dirigidos por Timothy Bates, acreditam que a capsaicina,

que atualmente é usada em remédios contra a psoríase e problemas musculares,

poderia ser a base de uma nova geração de remédios contra o câncer.

Seu estudo sugere ainda que uma dieta rica da substância possa ajudar

a prevenir ou a controlar a doença.

Os especialistas analisaram no laboratório o efeito dos vanilóides em

células cancerígenas de pulmão, com resultados "surpreendentes", segundo o

doutor Bates. Um teste similar em células de pâncreas

também deu resultados "significativos".

"Visto que estes compostos atacam o centro dos tumores, acreditamos ter

encontrado 'o calcanhar-de-aquiles' do câncer", afirmou o cientista. "Isto

é muito emocionante e pode explicar por que os habitantes de países como

o México e a Índia, que seguem uma dieta com alimentos muito picantes,

têm menor incidência de alguns tipos de câncer bastante freqüentes nos

países ocidentais", acrescentou.

Bates, que procura parceiros empresariais para dar prosseguimento

à pesquisa e ao desenvolvimento de remédios contra o câncer, ressaltou

que seu projeto é "único no Reino Unido" e pode ser muito significativo

na luta contra o câncer em nível internacional.


Índio cultivava pimenta há 6.100 anos

EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo


Há 6.100 anos, antes mesmo de os índios americanos

inventarem a cerâmica, eles já dominavam o cultivo da

pimenta e do pimentão. O que sustenta a tese de que

em vários pontos do continente já se praticava

uma agricultura complexa.

Registros arqueológicos apresentados na revista

"Science" (www.sciencemag.org) mostram que, depois

dessas domesticações, as variedades de pimenta

espalharam-se pelas Américas. Após os europeus

atravessarem o Atlântico, elas acabaram

ganhando o mundo também.

"Acredito que as pimentas começaram a ser usadas

como condimento pelo mesmo motivo que as torna

populares hoje. O sabor é bom e deixa a enfadonha

dieta do dia-a-dia muito mais interessante", disse à

Folha a arqueóloga Linda Perry, do Museu Smithsonian

de História Natural, em Washington.

A pesquisadora, primeira autora do artigo científico, analisou

o material fóssil (sementes principalmente) de sete localidades,

dispersas pelas Américas e localizadas em cinco países: Bahamas,

Equador, Panamá, Peru e Venezuela.

Em todos os sítios arqueológicos estudados as pimentas

de cinco espécies do gênero Capsicum (ao qual pertencem o chili

mexicano, a páprica e a malagueta) apareceram junto

com o milho, base da dieta indígena.

"Nossas evidências mostram que essas duas plantas migraram

juntas ao longo das Américas." Para a pesquisadora, o milho

e a pimenta formaram uma espécie de complexo

alimentar daquela época.

Complexidade

Como analisou a presença de sementes fossilizadas

de pimenta e de outros alimentos tanto no solo quanto em

fragmentos de rochas, de ferramentas de pedra e de pedaços de

cerâmica (no caso das amostras mais recentes), Perry pôde evidenciar

a forte presença de uma agricultura complexa nos pontos estudados.

Segundo a pesquisadora, no sítio de Loma Alta, no Equador, o mais

antigo a ser estudado, havia uma série de evidências que mostravam

a importância da agricultura para a região.

"Eles tinham um sistema complexo de agricultura por lá. Havia uma

preocupação com a existência de área irrigáveis naturalmente",

comenta Perry, em seu estudo publicado hoje.

O artigo colabora ainda com novos dados sobre a história

da domesticação das pimentas.

"As evidências apenas botânicas mostravam até agora que a

pimenta poderia ter sido domesticada há 6.000 anos no México.

Nosso material fóssil mostra que já havia domesticação da

pimenta no Equador há 6.100 anos", afirma a cientista.

"Mas não temos condições de precisar com exatidão o local do

primeiro centro de domesticação e dispersão ainda", analisa.

Provavelmente, segundo os cientistas, a pimenta chegou

domesticada ao Equador.

"A origem mesmo do Capsicum foi na Bolívia. E, talvez,

a espécie domesticada no Equador não esteja entre as cinco

mais importantes do ponto de vista econômico", afirma Perry.

Bastante confiante em seu método de rastrear as dietas pré-históricas,

Perry admite que a história da pimenta está longe de chegar ao fim.

"Estamos animados com os microfósseis. Eles nos permitem traçar

a origem, a domesticação e a dispersão das pimentas. Temos é

que achar mais sítios", avisa a pesquisadora, que agora quer vir

para o Brasil.

"O potencial de acharmos fósseis de pimenta no Brasil

é muito grande. Nossas próximas pesquisas poderão

revelar novos padrões interessantes."

fonte: folha equlibrio/folha online


Cerveja ajuda a prevenir o câncer, dizem especialistas




Especialistas europeus afirmam que as plantas utilizadas

na fabricação da bebida sagrada do povo celta são ricas

em substâncias responsáveis por inúmeros efeitos

biológicos benéficos.


Norbert Flank, médico do Centro Alemão de Pesquisa

sobre o Câncer, diz que um dos componentes da cerveja,

o xanthohumol, tem um papel antioxidante que chega a ser

mais importante que o da vitamina E e pode ajudar na

prevenção de câncer.


A cerveja também é rica em silício natural, elemento que

permite melhorar a densidade mineral dos ossos e prevenir

a osteoporose, de acordo com um estudo de Jonathan Powell,

professor do Conselho de Investigação Médica em Cambridge.

Flavonóides


De todos os componentes da cerveja, os que somam

mais benefícios são os flavonóides, um grupo de

compostos encontrados em frutas e vegetais e

proporcionados à cerveja pelo lúpulo e a malta.



"Com essa propriedade, a cerveja pode proteger o corpo

contra alergias e patologias inflamatórias", afirma

Ascensión Marcos, professora do Conselho Superior de

Investigações Científicas da Espanha.


Segundo os especialistas, o efeito antiinflamatório da

cerveja contribui com a saúde cardíaca ao diminuir os riscos

de infarto do miocárdio, além de evitar a má coagulação

sanguínea e a incidência de trombose.


Além disso, os pesquisadores dizem que a cerveja

proporciona outros benefícios cardiovasculares que são

inerentes a todas as bebidas fermentadas.


"A mídia e o público costumam prestar atenção ao vinho.

No entanto, as novas evidências provam que os benefícios

estão relacionados também ao próprio álcool. Outras bebidas,

como a cerveja, também têm um lado positivo", afirma o

professor Powell.


Pesquisas conduzidas pela Universidade de Graz, na

Áustria, indicam que o álcool presente nas bebidas

também tem a capacidade de preservar as funções

cerebrais em pessoas de idade avançada.


"O consumo moderado, então, ajuda a prevenir a demência

e o Mal de Alzheimer", diz o professor Manfred Walzl, responsável

por esse estudo.


De acordo com Walzl, pessoas que bebem diariamente

dois copos de cerveja ou um de vinho têm uma agilidade

mental melhor que os abstêmios.


"Além disso, são mais felizes, se suicidam menos e têm menos

baixas no trabalho", acrescenta.


No caso da cerveja, a dose ideal para cada efeito

esperado ainda desperta polêmica, mas os especialistas

concordam que não se deve superar dois copos diários,

no caso das mulheres, e quatro, para os homens.

Riscos

O álcool, no entanto, também está relacionado a problemas de saúde.


Um estudo publicado pela revista médica Lancet diz

que o álcool causa tantas mortes e doenças quanto o cigarro,

e os únicos fatores que causam mais danos à saúde do que

o álcool e o tabaco são a obesidade e o sexo sem proteção.



Além de tudo isso, outras pesquisas indicam que o consumo de álcool

pode causar pressão alta, complicações gastrointestinais como

úlceras e gastrites e prejudicar a absorção de certas vitaminas e minerais.


fonte: BBC Brasil




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