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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UM FELIZ E PROMISSOR 2010 PARA TODOS NÓS!!!



Agora estou saindo de fériaaaasssssssss. vou dar um descanso para a mente e para a "carcaça", só volto em fevereiro, a todos boas fériassss!!! Em breve estarei postando novas páginas ao BLOG.








RESUMO _ BIOGRAFIA de Sócrates

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prisão onde teria ficado Sócrates



vista panorâmica desde o interior da prisão de Sócrates


Sócrates


Biografia deste importante filósofo da Grécia Antiga, considerado o ícone da Filosofia Ocidental





Sócrates

Biografias / Prof. Lucio

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Sócrates - (470-399 a.C) São consideradas três fontes primárias acerca da biografia de Sócrates: os autores Xenofonte (Ditos e feitos memoráveis de Sócrates e Apologia de Sócrates), Aristófanes (As Nuvens) e Platão, em seus Diálogos. Não deixou nada escrito, e o retrato de sua pessoa diverge consideravelmente nos três autores. Na comédia de Aristóteles, Sócrates aparece sem nenhum glamour de circuspecto filósofo. Já em Platão ele é eleito o pai da doutrina da Academia, tornando-se seu porta-voz e muitas vezes se afastando do Sócrates histórico. Os primeiros diálogos de Platão, ditos aporéticos, são considerados os documentos mais próximos do Sócrates histórico. Era Ateniense, filho de uma parteira chamada Fenarete e de um escultor, chamado Sofronisco. Recebeu uma educação tradicional, estudando a obra de Homero (A Ilíada e A Odisséia, que contam, como vocês sabem, a história da guerra de Tróia entre gregos contra os troianos, e o retorno do herói Ulisses para sua terra natal . São de caráter épico. Muitos chegaram a duvidar da existência de Homero, ou disseram que ele seria só um coletor de contos do folclore popular, e não o legítimo autor.) Desde a juventude interessou-se pela filosofia, e conhecia o pensamento anterior e contemporâneo dos filósofos gregos. É lendário seu interesse pela conversa em locais públicos, fazia muitas andanças conversando nas praças, mercados e ginásios de sua cidade. Participou do movimento de renovação da cultura e foi um educador popular, já que não cobrava por suas preleções, como os sofistas. Nunca trabalhou e só pensava no presente. Muitas vezes, só comia quando seus discípulos o convidavam para suas mesas. Sócrates é famoso por ter tido um soberbo auto-controle, não se deixando nem mesmo embriagar pelo vinho, como é contado no Banquete de Platão. Foi casado com Xantipa, de quem teve três filhos, mas na velhice não parava em casa. Quando jovem, participou, como soldado, de incursões militares como as de Potidéia, Delos e Anfipólis. Recebeu reconhecimento por alguns feitos de bravura, como quando salvou Xenofonte (ou segundo outras fontes Alcíbiades), tombado, com seu próprio corpo. De ínicio, interessava-se pelos ensinamentos dos filosófos da natureza, como Anaxágoras, mas depois revoltou-se contra eles, pois eles haviam sido filósofos físicos, que procuravam respostas nas causas exteriores e gerais da natureza. Achava que existe algo mais digno para se estudar, a psyche, ou a mente do homem. Por isso sondou a alma humana, em questões como a da facilidade e da justiça dos atenienses. Esses lidavam com tanta facilidade com a vida e a morte, honra, patriotismo, moralidade. E em que se baseavam? E o que entendem de si próprios? Chegou assim numa reflexão sobre a alma, considerada superior ao corpo, imortal. Embora alguns autores o tenham associado aos sofistas, a imagem tradicional é a de ter sido seu notório adversário, por achar que a verdade é apenas uma, e condenar o relativismo e parte da retórica.


Os sofistas foram mestres da oratória, que vendiam para os cidadãos suas habilidades com o discurso, fundamental para a política. Assim, defendiam a opinião de quem lhes pagasse bem. Acreditavam que a verdade vêm do consenso entre os homens. Os principais foram Górgias, Protágoras e Hipías. Para eles a realidade sensível não é inteligível, a linguagem é arbitrária, as palavras traem os pensamentos. Como afirma a frase de Protágoras de Abdera, "o homem é a medida de todas as coisas, das que são, enquanto são, e das que não são, enquanto não são ". Por exemplo, o frio "real" não existe, o frio é frio apenas para quem o sente. E também não existiriam um sentimento natural de pudor. Os sofistas destruíram a fé que a juventude tinha nos deuses do Olimpo e no código moral que se baseava no medo da divindade.


Sócrates usava nas suas conversas com os cidadãos um método chamado maiêutica, que consiste em forçar o interlucutor a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que ele pensa conhecer, e e evidenciar a contradição. A atividade maiêutica é comparada por Sócrates à profissão de sua mãe, mas ao invés de trazer à luz rebentos ele trazia à luz idéias que já existiam em seus interlocutores. Tem uma frase famosa de Sócrates: "Só sei que nada sei". Sócrates fala disso na Apologia para mostrar que, por mais que investigasse as doutrinas e conversassem com os sábios, não havia encontrado ninguém que conseguisse participar da sua dialética sem cair em evidente erro de raciocínio. Por isso ele se mantinha um investigador desintessado e não afirmava possuir um saber, como os outros. Por reconhecer sua própria ignorância, a pitia do Oráculo de Delfos o reconheceu como o mais sábio dentre os homens, na ocasião da consulta de Querofonte, amigo de juventude de Sócrates. Já a frase "Conhece-te a ti mesmo" (pois conhecendo-te conhecerá todos os mistérios do universo), apesar de muitas vezes a ele atribuída, era um dos pilares da sabedoria lacedemônoca, sendo por isso inscrita no pórtico do Oráculo de Delfos.


O verdadeiro filósofo sabe que sabe muito pouco, e ele se autodenominava assim. O personagem Sócrates de Platão faz uma brilhante defesa da filosofia no diálogo Górgias. A palavra filosofia significa amizade ao saber. As etapas do saber seriam: ignorar sua ignorância, conhecer sua ignorância, ignorar seu saber e conhecer seu saber. As opiniões (doxa) não são verdades pois não resistem ao diálogo crítico. Conversar com Sócrates podia levar alguém a expor-se ao ridículo, e ser apanhado numa complexa linha de pensamento exposta através de palavras, ficar totalmente envolvido ou perplexo. É no diálogo Teeteto de Platão que Sócrates compara sua atividade à de uma parteira (como sua mãe), que embora não desse a luz à um bebê, ajudava no parto. Ele diz que ajudava as pessoas a parirem suas próprias idéias. Diz que Atenas era uma égua preguiçosa, e ele um pequeno mosquito que lhe mordia os flancos para provar que estava viva. Achava que a principal tarefa da existência humana era aperfeiçoar seu espírito. Acreditava ouvir uma voz interior, de natureza divina (um daimon), que lhe apontava a verdade e como agir.


Sócrates foi convidado para o Senado dos quinhentos, e manifestou sua convicção de liberdade combatendo as medidas que considerava injustas. A democracia estava se implantando em Atenas, e Sócrates respondia qual era o melhor Estado, como poderia se salvá-lo. Os homens mais sábios deviam governá-lo, pois eles podem controlar melhor seus impulsos violentos e anti-sociais. Assim, nos afastaríamos do comportamento de um animal. O Estado não confiava na habilidade e reverenciava mais o número do que o conhecimento. Portanto, Sócrates era aristocrático, pois há inteligência que baste para se resolver os assuntos do Estado.


A reação do partido democrático de Atenas não poderia ser outra. Em um juri de cinquenta pessoas, foi acusado, condenado por negar os deuses do Estado e por “perverter a juventude de Atenas”. Muitos jovens seguiam Sócrates, e tornavam-se seus discípulos. Anito, um líder democrático, tinha um filho que se tornou discípulo de Sócrates, ria dos deuses do pai, voltava-se contra eles. Sócrates foi considerado, aos setenta anos, líder espiritual do partido revoltoso. A verdadeira causa da morte de Sócrates é política, ele ameaçava o partido democrático dominante. Foi condenado à morte, e teve de ingerir cicuta (uma plata venenosa). Podia ter fugido da prisão, ou pedido clemência, ou ter saído de Atenas, mas não quis. Quis cumprir as leis da cidade. Assim, se tornou o primeiro mártir da filosofia. Não deixou nenhuma obra escrita. Sua morte nos é contada por Platão, que foi um de seus discípulos, eis aqui um resumo:


“(…) Ele se levantou e se dirigiu ao banheiro com Críton, que nos pediu que esperássemos, e esperamos, conversando e pensando (…) na grandeza de nossa dor. Ele era como um pai do qual estávamos sendo privados, e estamos prestes a passar o resto da vida orfãos. (…) A hora do pôr do sol estava próxima, pois ele tinha passado um longo tempo no banheiro .(…) Pouco depois, o carcereiro entrou e se postou perto dele, dizendo:


-A ti, Sócrates, que reconheço ser o mais nobre, o mais delicado e o melhor de todos os que já vieram para cá, não irei atribuir sentimentos de raiva de outros homens(…) de fato, estou certo de que não ficarás zangado comigo, porque como sabes, são os outros , e não eu o culpado disso. E assim, eu te saúdo, e peço que suportes sem amargura aquilo que precisa ser feito, sabes qual é a minha missão - e caindo em prantos, voltou-se e retirou-se.


Sócrates olhou para ele e disse:


- Retribuo tua saudação, e farei como pedes.- E então, voltando-se para nós disse:- Como é fascinante esse homem; desde que fui preso, ele tem vindo sempre me ver,e agora vede a generosidade com que lamenta a minha sorte. Mas devemos fazer o que ele diz; Críton, que tragam a taça, se o veneno estiver preparado.(…)


Críton, ao ouvir isso fez um sinal para o criado, o criado foi até lá dentro, onde se demorou algum tempo; depois voltou com o carceireiro trazendo a taça de veneno. Sócrates disse:


-Tu, meu bom amigo, que tem expêriencias nesses assuntos, irá me dizer como devo fazer.


O homem repondeu:


- Basta caminhar de um lado para outro, até que tuas pernas fiquem pesadas., depois deita-te e o veneno agirá.-Ao mesmo tempo estendeu a taça a Sócrates, (..) que segurou-a (…)


E então levando a taça aos lábios, bebeu rápida e decididamente o veneno.


Até aquele instante a maioria de nós conseguira segurar a dor; mas agora, vendo-o beber e vendo, também que ele tomara toda a bebida, não pudemos mais nos conter; apesar de meus esforços, lágrimas corriam aos borbotões. (…) Apolodoro, que estivera soluçando o tempo todo, irorrompeu num choro alto que transformou-nos a todos em covardes. (…)


E então, o próprio Sócrates apalpou as pernas e disse:


-Quando chegar ao coração, será o fim.- (…) e disse aquelas que seriam as suas últimas palavras:


- Críton, eu devo um galo a Esculápio, vais lembrar de pagar a dívida?


-A dívida será paga - disse Críton. (…)


Foi esse o fim de nosso amigo, a quem posso chamar sinceramente de o mais sábio, mais justo e melhor de todos que conheci. ”



domingo, 27 de dezembro de 2009

Filosofia e Literatura: 4 dicas de Leituras para você!!!

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O Menino do Dedo Verde
Maurice Druon

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Literatura para todas as idades, de pura ficção,

transbordante de humor e gratuidade lírica, de poesia.

A simbologia quase evangélica deste pequeno livro

faz dele realmente um acontecimento.

É para ser relido ao longo dos anos, se se tiver

a sorte de descobri-lo na idade cronológica certa.

Livro para meditar em toda a sua riqueza,

se já o conhecemos adultos, pois pode ser comparado,

sem exageros, com o Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry.

Enquanto o Pequeno Príncipe pertence a uma mitologia,

Tistu, o menino do dedo verde, está, ao contrário,

preso às contingências sociológicas

do mundo em que existimos.

O primeiro é intemporal;

o segundo é filho da era da poluição,

da agressividade e do desentendimento.

Sobre um mundo cinza e enlutado,

Tistu deixa impressões digitais misteriosas que suscitam

o reverdescimento e a alegria.

Sua missão é justamente despoluir, humanizar,

reintroduzir a poesia num universo

do qual ela se encontra exilada.

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O MENINO NO ESPELHO

Fernando Sabino

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Nas palavras do autor: "Quando eu era menino,

os mais velhos perguntavam:

-Que é que você quer ser quando crescer?

Hoje não perguntam mais. Se perguntassem,

eu diria que quero ser menino."

Fernando Sabino relata sua infancia no livro

"O menino no espelho". Um livro que retrata além

das peripécias da infância do autor,

também os elementos da cultura mineira em seu cotidiano

- de uma forma poética, engraçada, entusiasta, bela...

Nesta obra, o menino Fernando,

que vem a ser o próprio autor,

vive todas as fantasias de sua infância,

através de aventuras mirabolantes.

Ensina uma galinha a conversar,

aprende a voar com os pássaros,

fica invisível, encontra-se com Tarzan e Mandrake,

visita o sítio do Pica Pau Amarelo,

torna-se agente secreto e campeão de futebol,

vive aventuras na selva, enfrenta o valentão da sua escola.

E, no menino que vê refletido no espelho,

descobre o melhor de si mesmo,

a projeção do ideal de pureza

que só uma criança pode alcançar

simbolizada na libertação dos passarinhos.

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Memórias

de um

Redivivo



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Acabei de ler Carneiro "Memórias de um Redivivo"

e gostei demais...

Recomendo a leitura, vale a pena...

através do livro fazemos uma viagem no tempo

e com as personagens do livro

experimentamos aventuras magníficas...

Você já se imaginou ali cara a cara com Sócrates,

o pai da filosofia Grega e mais que isso,

ser um dos seus discípulos,

tendo o privilégio de presenciar

os últimos minutos de vida do Mestre,

antes que esse tomasse o cálice de veneno

- sentença que recebera pela acusação

de corromper os jovens da Grécia e mais...

estar ali cara a cara com Jesus Cristo,

observá-lo de pertinho, ouvir seus ensinamentos,

testemunhar seus milagres...

É o melhor livro que tenho lido nos últimos tempos...

Encontrei ele por acaso empoeirado numa estante

de biblioteca e não demorei

para adquirir meu próprio exemplar.

Do autor eu já tinha lido "Pecado nos Trópicos",

muito massa esse romance também...

voltarei a relê-lo futuramente e com certeza

as outras obras também...

CECÍLIO JOSÉ CARNEIRO

nasceu em Paracatu em 03/12/1911

e faleceu em São Paulo em 10/10/1970.

A sua formação foi

Secundário no Ginásio Oswaldo Cruz em SP.

Também Cursou medicina em São Paulo.

Teve como Atividades Profissionais:

Médico,romancista, conferencista de literatura

na Universidade de Colúmbia.

Ainda encontrou tempo para Atividades Intelectuais,

Científicas e Literárias:

Colaborador em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Produção Cultural – Principais Obras:

"O livro de Xerozada",

"Memória de Cinco",

"A fogueira" – romance traduzido para o inglês e

lançado nos EEUU e Inglaterra.

"Pecados dos Trópicos",

"Memórias de um Redivivo",

Lúcifer, As filhas das Águas, O rei adolescente.

São romances inéditos.



Cecilio J. Carneiro
MEMÓRIAS DE UM REDIVIVO.


Ed. Lake
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"Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.

O essencial é invisível para os olhos."



Le Petit Prince


O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry


O Pequeno Príncipe foi escrito em 1943

por Antoine de Saint-Exupéry.

Essa é a sua obra mais conhecida,

e a única que ele escreveu para crianças.

Ele fez também as ilustrações, e o resultado

é bonito e gostoso de ler.

O livro conta a história de um piloto de avião

que sofre um acidente e cai no deserto do Saara.

O aviador fazia a viagem sozinho,

e precisava consertar a sua máquina em poucos dias,

antes que seu estoque de água acabasse.

Perdido no meio de um deserto enorme,

o piloto se surpreende ao encontrar um garoto

- o Pequeno Príncipe. Aos poucos,

ele descobre a fabulosa história do menino.

Ele morava em um asteróide, chamado de B-612.

Ali, a maior preocupação do

Pequeno Príncipe eram os baobás

grandes árvores que poderiam destruir o asteróide.

O garoto precisava arrancar as mudas dos baobás

antes que eles crescessem.

Ele decide então vir para a Terra à procura de um carneiro,

que poderia comer as mudas dos baobás,

poupando-o desse trabalho.

Durante a viagem, ele encontra várias pessoas e animais.

O livro foi escrito para crianças,

mas muitos adultos, como eu, também adoram lê-lo.

O Pequeno Príncipe representa a criança

que todo adulto já foi um dia.

Narrando o encontro do piloto com o garoto no deserto,

Saint-Exupéry nos conta a história de alguém

que redescobre a sensibilidade artística

que tinha quando era criança

e que foi reprimida pelos adultos.

"O Pequeno Príncipe",

do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry,

é um dos mais conhecidos títulos

da literatura infanto-juvenil mundial.

O livro já rendeu várias adaptações para o cinema e a tv.

Resumindo, um livro infantil ,

mas que todas as pessoas deveriam ler.

O livro contém passagens que nos fazem pensar ,

e lições de vida. Ideal para crianças e adultos .

O livro tem um profundo sentido poético

trabalhando o tema amizade como ninguém

jamais trabalhou ou poderia vir a fazê-lo...

Através de uma narrativa poética,

o livro apresenta uma visão de mundo e

mergulha no próprio inconsciente,

reencontrando a criança de cada um de nós.

Ao explicar como adaptou o clássico para o teatro

Luana Piovani foi feliz ao dizer que...

"(..)O livro fala de criar laços, de se envolver,

não só com as pessoas que te cercam,

mas com as coisas que você faz, você se doar.

A raposa diz isso.

A raposa também diz que o essencial à vida

é invisível aos olhos e ela tem muita razão.

Alegria, amor, carinho, compreensão,

tolerância, todas essas coisas são sentimentos.

Não se pega, são invisíveis".

Pra finalizar, uma das passagens

que mais me impressionou no livro é a dedicatória

que o autor faz de sua obra,

as palavras dele nos faz entender melhor o "terreno fértil"

donde brotou tão singular e incomparável obra:

(...)Peço perdão às crianças por dedicar

este livro a uma pessoa grande.

Tenho uma desculpa séria:

essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo.

Tenho um outra desculpa:

essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas,

até mesmo os livros de criança.

Tenho ainda uma terceira:

essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio.

Ela precisa de consolo.

Se todas essas desculpas não bastam,

eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi.

Todas as pessoas grandes foram um dia crianças.

(Mas poucas se lembram disso.) (...)

"Os verdadeiros milagres fazem pouco barulho." ho."


Clip da música The Little Prince

observação: deixe carregar primeiro, antes de executar

TheLittlePrince



ALEGORIA DA CAVERNA do Filósofo Platão

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Filosofia Grega Antiga


O Mito da Caverna


SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem. 

GLAUCO - Imagino tudo isso. 


SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio. 


GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos! 


SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira? 


GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida. 


SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras? 


GLAUCO - Não. 


SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam? 


GLAUCO - Sem dúvida. 


SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos? 


GLAUCO - Claro que sim. 


SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram. 


GLAUCO - Necessariamente. 


SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via. Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados? 


GLAUCO - Sem dúvida nenhuma. 


SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados? 


GLAUCO - Certamente. 


SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais? 


GLAUCO - A princípio nada veria. 


SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida. 


SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida. 


SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna. 


GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões. 


SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente. 


SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia? 


GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga. 


SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas? 


GLAUCO - Certamente. 


SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto? 


GLAUCO - Por certo que o fariam. 


SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol, no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.


fonte: "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291
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Sócrates

Biografia deste importante filósofo da Grécia Antiga, considerado o ícone da Filosofia Ocidental Organizado pelo professor Lucio LOPES para subsidiar os alunos das Primeira Séries


Sócrates - (470-399 a.C) São consideradas três fontes primárias acerca da biografia de Sócrates: os autores Xenofonte (Ditos e feitos memoráveis de Sócrates e Apologia de Sócrates), Aristófanes (As Nuvens) e Platão, em seus Diálogos. Não deixou nada escrito, e o retrato de sua pessoa diverge consideravelmente nos três autores. Na comédia de Aristóteles, Sócrates aparece sem nenhum glamour.


Já em Platão ele é eleito o pai da doutrina da Academia, tornando-se seu porta-voz e muitas vezes se afastando do Sócrates histórico. Os primeiros diálogos de Platão, ditos aporéticos, são considerados os documentos mais próximos do Sócrates histórico. Era Ateniense, filho de uma parteira chamada Fenarete e de um escultor, chamado Sofronisco. Recebeu uma educação tradicional, estudando a obra de Homero (A Ilíada e A Odisséia, que contam, como vocês sabem, a história da guerra de Tróia entre gregos contra os troianos, e o retorno do herói Ulisses para sua terra natal . São de caráter épico. Muitos chegaram a duvidar da existência de Homero, ou disseram que ele seria só um coletor de contos do folclore popular, e não o legítimo autor.) Desde a juventude interessou-se pela filosofia, e conhecia o pensamento anterior e contemporâneo dos filósofos gregos. É lendário seu interesse pela conversa em locais públicos, fazia muitas andanças conversando nas praças, mercados e ginásios de sua cidade. Participou do movimento de renovação da cultura e foi um educador popular, já que não cobrava por suas preleções, como os sofistas.


Nunca trabalhou e só pensava no presente. Muitas vezes, só comia quando seus discípulos o convidavam para suas mesas. Sócrates é famoso por ter tido um soberbo auto-controle, não se deixando nem mesmo embriagar pelo vinho, como é contado no Banquete de Platão. Foi casado com Xantipa, de quem teve três filhos, mas na velhice não parava em casa. Quando jovem, participou, como soldado, de incursões militares como as de Potidéia, Delos e Anfipólis. Recebeu reconhecimento por alguns feitos de bravura, como quando salvou Xenofonte (ou segundo outras fontes Alcíbiades), tombado, com seu próprio corpo.


De ínicio, interessava-se pelos ensinamentos dos filosófos da natureza, como Anaxágoras, mas depois revoltou-se contra eles, pois eles haviam sido filósofos físicos, que procuravam respostas nas causas exteriores e gerais da natureza. Achava que existe algo mais digno para se estudar, a psyche, ou a mente do homem. Por isso sondou a alma humana, em questões como a da facilidade e da justiça dos atenienses. Esses lidavam com tanta facilidade com a vida e a morte, honra, patriotismo, moralidade. E em que se baseavam? E o que entendem de si próprios? Chegou assim numa reflexão sobre a alma, considerada superior ao corpo, imortal. Embora alguns autores o tenham associado aos sofistas, a imagem tradicional é a de ter sido seu notório adversário, por achar que a verdade é apenas uma, e condenar o relativismo e parte da retórica. 


Os sofistas foram mestres da oratória, que vendiam para os cidadãos suas habilidades com o discurso, fundamental para a política. Assim, defendiam a opinião de quem lhes pagasse bem. Acreditavam que a verdade vêm do consenso entre os homens. Os principais foram Górgias, Protágoras e Hipías. Para eles a realidade sensível não é inteligível, a linguagem é arbitrária, as palavras traem os pensamentos. Como afirma a frase de Protágoras de Abdera, "o homem é a medida de todas as coisas, das que são, enquanto são, e das que não são, enquanto não são ". Por exemplo, o frio "real" não existe, o frio é frio apenas para quem o sente. E também não existiriam um sentimento natural de pudor. Os sofistas destruíram a fé que a juventude tinha nos deuses do Olimpo e no código moral que se baseava no medo da divindade.
Sócrates usava nas suas conversas com os cidadãos um método chamado maiêutica, que consiste em forçar o interlucutor a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que ele pensa conhecer, e e evidenciar a contradição. A atividade maiêutica é comparada por Sócrates à profissão de sua mãe, mas ao invés de trazer à luz rebentos ele trazia à luz idéias que já existiam em seus interlocutores. Tem uma frase famosa de Sócrates: "Só sei que nada sei". Sócrates fala disso na Apologia para mostrar que, por mais que investigasse as doutrinas e conversassem com os sábios, não havia encontrado ninguém que conseguisse participar da sua dialética sem cair em evidente erro de raciocínio. Por isso ele se mantinha um investigador desintessado e não afirmava possuir um saber, como os outros.

Por reconhecer sua própria ignorância, a pitia do Oráculo de Delfos o reconheceu como o mais sábio dentre os homens, na ocasião da consulta de Querofonte, amigo de juventude de Sócrates. Já a frase "Conhece-te a ti mesmo" (pois conhecendo-te conhecerá todos os mistérios do universo), apesar de muitas vezes a ele atribuída, era um dos pilares da sabedoria lacedemônoca, sendo por isso inscrita no pórtico do Oráculo de Delfos.

O verdadeiro filósofo sabe que sabe muito pouco, e ele se autodenominava assim. O personagem Sócrates de Platão faz uma brilhante defesa da filosofia no diálogo Górgias. A palavra filosofia significa amizade ao saber. As etapas do saber seriam: ignorar sua ignorância, conhecer sua ignorância, ignorar seu saber e conhecer seu saber. As opiniões (doxa) não são verdades pois não resistem ao diálogo crítico. Conversar com Sócrates podia levar alguém a expor-se ao ridículo, e ser apanhado numa complexa linha de pensamento exposta através de palavras, ficar totalmente envolvido ou perplexo.

É no diálogo Teeteto de Platão que Sócrates compara sua atividade à de uma parteira (como sua mãe), que embora não desse a luz à um bebê, ajudava no parto. Ele diz que ajudava as pessoas a parirem suas próprias idéias. Diz que Atenas era uma égua preguiçosa, e ele um pequeno mosquito que lhe mordia os flancos para provar que estava viva. Achava que a principal tarefa da existência humana era aperfeiçoar seu espírito. Acreditava ouvir uma voz interior, de natureza divina (um daimon), que lhe apontava a verdade e como agir.

Sócrates foi convidado para o Senado dos quinhentos, e manifestou sua convicção de liberdade combatendo as medidas que considerava injustas. A democracia estava se implantando em Atenas, e Sócrates respondia qual era o melhor Estado, como poderia se salvá-lo. Os homens mais sábios deviam governá-lo, pois eles podem controlar melhor seus impulsos violentos e anti-sociais. Assim, nos afastaríamos do comportamento de um animal. O Estado não confiava na habilidade e reverenciava mais o número do que o conhecimento. Portanto, Sócrates era aristocrático, pois há inteligência que baste para se resolver os assuntos do Estado.

A reação do partido democrático de Atenas não poderia ser outra. Em um juri de cinquenta pessoas, foi acusado, condenado por negar os deuses do Estado e por “perverter a juventude de Atenas”. Muitos jovens seguiam Sócrates, e tornavam-se seus discípulos. Anito, um líder democrático, tinha um filho que se tornou discípulo de Sócrates, ria dos deuses do pai, voltava-se contra eles. Sócrates foi considerado, aos setenta anos, líder espiritual do partido revoltoso. A verdadeira causa da morte de Sócrates é política, ele ameaçava o partido democrático dominante. Foi condenado à morte, e teve de ingerir cicuta (uma plata venenosa). Podia ter fugido da prisão, ou pedido clemência, ou ter saído de Atenas, mas não quis. Quis cumprir as leis da cidade. Assim, se tornou o primeiro mártir da filosofia. Não deixou nenhuma obra escrita.

Sua morte nos é contada por Platão, que foi um de seus discípulos, eis aqui um resumo: “(…) Ele se levantou e se dirigiu ao banheiro com Críton, que nos pediu que esperássemos, e esperamos, conversando e pensando (…) na grandeza de nossa dor. Ele era como um pai do qual estávamos sendo privados, e estamos prestes a passar o resto da vida orfãos. (…) A hora do pôr do sol estava próxima, pois ele tinha passado um longo tempo no banheiro .(…) Pouco depois, o carcereiro entrou e se postou perto dele, dizendo:

-A ti, Sócrates, que reconheço ser o mais nobre, o mais delicado e o melhor de todos os que já vieram para cá, não irei atribuir sentimentos de raiva de outros homens(…) de fato, estou certo de que não ficarás zangado comigo, porque como sabes, são os outros , e não eu o culpado disso. E assim, eu te saúdo, e peço que suportes sem amargura aquilo que precisa ser feito, sabes qual é a minha missão - e caindo em prantos, voltou-se e retirou-se.
Sócrates olhou para ele e disse:

- Retribuo tua saudação, e farei como pedes.- E então, voltando-se para nós disse:- Como é fascinante esse homem; desde que fui preso, ele tem vindo sempre me ver,e agora vede a generosidade com que lamenta a minha sorte. Mas devemos fazer o que ele diz; Críton, que tragam a taça, se o veneno estiver preparado.(…)

Críton, ao ouvir isso fez um sinal para o criado, o criado foi até lá dentro, onde se demorou algum tempo; depois voltou com o carceireiro trazendo a taça de veneno. Sócrates disse:

-Tu, meu bom amigo, que tem expêriencias nesses assuntos, irá me dizer como devo fazer.

O homem repondeu:
- Basta caminhar de um lado para outro, até que tuas pernas fiquem pesadas., depois deita-te e o veneno agirá.-Ao mesmo tempo estendeu a taça a Sócrates, (..) que segurou-a (…)

E então levando a taça aos lábios, bebeu rápida e decididamente o veneno.

Até aquele instante a maioria de nós conseguira segurar a dor; mas agora, vendo-o beber e vendo, também que ele tomara toda a bebida, não pudemos mais nos conter; apesar de meus esforços, lágrimas corriam aos borbotões. (…) Apolodoro, que estivera soluçando o tempo todo, irorrompeu num choro alto que transformou-nos a todos em covardes. (…)

E então, o próprio Sócrates apalpou as pernas e disse:
-Quando chegar ao coração, será o fim.- (…) e disse aquelas que seriam as suas últimas palavras:

- Críton, eu devo um galo a Esculápio, vais lembrar de pagar a dívida?
-A dívida será paga - disse Críton. (…) Foi esse o fim de nosso amigo, a quem posso chamar sinceramente de o mais sábio, mais justo e melhor de todos que conheci. ”


OUTRO RESUMO/Sócrates
Texto complementar de filosofia / Prof. Lucio

Sócrates nasceu em Atenas, em 470 a.C., e se tornou uma das maiores figuras da filosofia ocidental. Ao contrário de outros filósofos, Sócrates realizava seus trabalhos em locais públicos de maneira simplificada e descontraída, de forma que todas as pessoas pudessem compreender. Segundo Platão, seu principal aluno, Sócrates não objetivava reunir discípulos e sim educar a maior parte dos residentes em Atenas. Como se dedicava às pessoas, não deixou nenhum pensamento escrito, tudo o que se sabe a seu respeito foi escrito por pessoas que o conheciam.

Revoltou-se contra os sofistas (os primeiros filósofos socráticos) acusando-os de não respeitarem a verdade e a sabedoria, mas em contrapartida concordava com esses em relação à educação ultrapassada que os atenienses recebiam. Sócrates propunha que as pessoas deveriam primeiramente se conhecer e somente após tal conhecimento buscarem o conhecimento da natureza e tentarem persuadir outras pessoas, foi quando surgiu a famosa frase: “Conhece-te a ti mesmo”. Por preocupar-se demasiadamente com as pessoas e por questioná-las, Sócrates foi acusado de corromper os jovens, além de ser chamado de ateu por causa das coisas que dizia a respeito do conhecimento interior de cada um, o que não passava de pretextos, já que tais acusações foram embasadas em ressentimentos que os governadores mantinham dele. Na Ágora ateniense, sob júri composto por 501 pessoas, Sócrates foi condenado à morte. Seus companheiros sugeriram que ele fugisse e se auto-exilasse, mas Sócrates preferiu ser executado a favor de sua filosofia.


Sócrates " _ Animai-vos _ disse ele aos amigos que se mostravam tristes _ e dizei que estão enterrando apenas o meu corpo."


Texto de DURANT, Will. A história da filosofia. Rio de Janeiro: Record, 2000. pp.30-32.


Podemos dizer que a filosofia em suas origens na Grécia antiga passou por três momentos distintos: o primeiro momento foi aquele do rompimento com o conhecimento "convencional" estabelecido em Atenas: o conhecimento mitológico. A primeira missão dos filósofos chamados COSMOLOGISTAS ou FÍSICOS foi exatamente oferecer novas explicações para as questões existenciais acerca do COSMO.

No lugar da autoridade dos deuses entrou a autoridade da razão (comum a todos os homens). Expulsando os deuses dos elementos físicos eles foram capazes de construirem um novo conjunto de conhecimentos - com conteúdos desconhecidos e conflitantes com aqueles "convencionais" de até então. Esgotada esta etapa, passamos a um segundo momento: agora estamos na etapa dos chamados sofistas - professores de filosofia que cobravam por suas aulas e por isso ganharam a antipatia de Sócrates. Os sofistas ensinavam a seus alunos como pensar, falar e discutir bem para participar da vida política em Atenas.

Neste contexto a "retórica" era um instumento importantíssimo ensinada por eles. Neste momento podemos dizer que a filosofia estava voltada para as questões existenciais acerca da SOCIEDADE e os sofistas procurava dar conta de uma pluralidade de temas. Chegamos ao terceiro momento, nesta etapa o homem é colocado em evidencia: a abordagem filosófica antropológica é apresentada por Sócrates. Este acreditava que somente após conhecer-se a si mesmo é que o homem estaria preparado para se aventurar em outras dimensões de ivestigações racionais. As ivestigações de questões existenciais acerca do homem marcam esta etapa.

Por isso, a relevância de nos ocuparmos aqui, e agora, da vida deste homem que representa para a filosofia aquilo que Jesus representa para o Cristianismo... Conhecer Sócrates é uma questão "sine qua non" para compreendermos a filosofia e de quebra, o conhecimento Ocidental.


Quadro de David (1787), “A morte de Sócrates”. 


"(...) Somos privilegiados por podermos ler aquela simples e corajosa (senão legendária) "apologia", ou defesa, na qual o primeiro mártir da filosofia proclamou os direitos e a necessidade de livre pensamento, sustentou seu valor pessoal para o Estado e recusou-se a pedir clemência à multidão que ele sempre desprezara. Ela detinha poderes para perdoá-lo; ele desdenhou de fazer o apelo. Foi uma singular confirmação de suas teorias o fato de os juízes quererem pô-lo em liberdade, enquanto a multidão irada votava pela sua morte. Não tinha ele negado os deuses? Maldito aquele que ensinava aos homens mais depressa do que eles podem aprender. Por isso, decretaram que ele deveria tomar cicuta. Seus amigos dirigiram-se à prisão onde ele se achava e lhe ofereceram uma fuga fácil: haviam subornado todos os funcionários que se achavam entre ele e a liberdade. Ele se recusou. Estava com setenta anos de idade agora (399 a.C.); talvez achasse que estava na hora de morrer, e que nunca teria nova oportunidade de morrer de forma tão proveitosa. _ Animai-vos _ disse ele aos amigos que se mostravam tristes _ e dizei que estão enterrando apenas o meu corpo. "Ao acabar de proferir aquelas palavras", diz Platão em uma das grandes passagens da literatura mundial (Fédon, 116-118, na tradução inglesa de Jowett):

ele se levantou e se dirigiu ao banheiro com Críton, que nos pediu que esperássemos; e esperamos, conversando e pensando (...) na grandeza de nossa dor. Ele era como um pai do qual estávamos sendo privados, e estamos prestes a passar o resto da vida órfãos. (...) A hora de pôr-do-sol estava próxima, pois já se passara um longo tempo desde que ele entrara no banheiro. Quando saiu, tornou-se a sentar-se conosco (...), mas não se falou muito. Pouco depois, o carcereiro (...) entrou e postou perto dele, dizendo: _ A ti, Sócrates, que reconheço ser o mais nobre, o mais dedicado e o melhor de todos o que já vieram para cá, não irei atribuir os sentimentos de raiva de outros homens, que se enfureceram e praguejam contra mim quando, em obediência às autoridades, lhes mando beber o veneno... de fato, estou certo de que não ficarás zangado comigo; porque como sabes, são outros, e não eu, os culpados disso. E assim eu te saúdo, e peço que suportes sem amargura aquilo que precisa ser feito; sabes qual é a minha missão. _ E caindo em prantos, voltou-se e retirou-se. Sócrates olhou para ele e disse: _ Retribuo tua saudação, e farei como me pede. _ E então, voltando-se para nós, disse: _ Como é facisnante este homem; desde que fui preso, ele tem vindo sempre me ver, e agora vede a generosidade com que lamenta a minha sorte. Mas devemos fazer o que ele diz, Críton; que tragam a taça, se o veneno estiver preparado; se não estiver, que o encarregado o prepare. _ No entanto _ disse Críton _, o sol ainda se encontra no topo das montanhas, e vários têm tomado a bebida tarde da noite. E depois de feita a comunicação, têm comido, bebido e se dedicado aos prazeres da carne; não te apresse, pois; ainda há tempo. Sócrates disse: _ Sim, Críton, e esses de quem falas estão certos ao fazerem isso, porque pensam que vão lucrar com a demora. Mas tenho razão ao não fazê-lo, porque acho que não iria ganhar coisa alguma por beber um pouco mais tarde; estaria poupando e salvando uma vida que já se acabou, só me caberia rir de mim mesmo por causa disso. Peço-te, pois, que faças o que digo, e não te recuses. Críton, ao ouvir isso, fez um sinal para o criado; o criado foi até lá dentro, onde se demorou algum tempo; depois voltou com o carcereiro trazendo a taça de veneno. Sócrates disse: _ Tu, meu bom amigo, que tens experiência nesses assuntos, irás me dizer como devo fazer. O homem respondeu: _ Basta caminhar de um lado para o outro, até que tuas pernas fiquem pesadas; depois, deita-te, e o veneno agirá. _ Ao mesmo tempo, estendeu a taça a Sócrates, que, com a maior naturalidade e elegância, sem o menor medo ou sem a menor mudança de cor ou de fisionomia, olhando fixamente para o homem, como era seu costume, segurou-a e disse: _ O que achas de uma libação a um deus qualquer, derramando um pouco desta bebida? Posso, ou não posso? O homem respondeu: _ Nós só preparamos, Sócrates, a quantidade que achamos necessária. _ Compreendo _ disse ele. _ No entanto, posso e devo rezar aos deuses para que protejam minha viagem deste para o outro mundo; que isto, então, que é minha oração, me seja concedido. _ E então, levando a taça aos lábios, bebeu rápida e decididamente o veneno. Até aquele instante, a maioria de nós conseguia controlar a dor; mas agora, vendo-o beber e vendo, também, que ele tomara toda a bebida, não pudemos mais nos conter; apesar de meus esforços, lágrimas corriam aos borbotões. Cobri o rosto e chorei por mim mesmo; pois não havia dúvida de que não estava chorando por ele, mas por pensar na calamidade de ter perdido tal companheiro. E não fui o primeiro, pois Críton, quando se vira incapaz de conter as lágrimas, levantara-se e se afastara, e eu o segui; e naquele momento, Apolodoro, que estivera soluçando o tempo todo, prorrompeu num choro alto que nos transformou todos em covardes. Sócrates foi o único a manter a calma: _ Que tumulto estranho é esse? _ disse ele _ Mandei as mulheres embora principalmente para que eleas não causassem um tumulto desses, pois ouvi dizer que um homem deve morrer em paz. Acalmai-vos, pois, e tenhais paciência. Ao ouvirmos aquilo, sentimo-nos envergonhados e contivemos as lágrimas; e ele andou de um lado para outro, até que, como nos disse, as pernas começaram a fraquejar; então ele se deitou de costas, segundo as instruções, e o homem que lhe dera o veneno examinava-lhe, de vez em quando, os pés e pernas. Depois de algum tempo, o homem apertou-lhe o pé com força e perguntou se ele sentia; ele respondeu que não. depois apertou-lhe a perna, e foi subindo, subindo, e nos mostrou que ele estava insensível e rígido. E então o próprio Sócrates apalpou as pernas e disse: _ Quando o veneno chegar ao coração, será o fim. Ele estava começando a ficar insensível na virilha, quando descobriu o rosto (pois havia se coberto) e dise _ e foram suas últimas palavras: _ Críton, eu devo um galo a Asclépio; vais te lembrar de pagar essa dívida? _ A dívida será paga _ Disse Críton. _ Mais alguma coisa? Não houve resposta àquela pergunta, mais um ou dois minutos depois ouviu-se um movimento, e o criado o descobriu; os olhos estavam parados, e Críton fechou-lhe os olhos e a boca. Foi este o fim de nosso amigo, a quem posso sinceramente chamar de o mais sábio, mais justo e melhor de todos os homens que conheci".


FONTES consultadas: ALVES, Fátima e outros. A chave do agir: Introdução à Filosofia. Lisboa: Texto Editora Ltda, 1998.
ARANHA Maria Lúcia de Arruda, MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 2.ed. São Paulo: Moderna, s.d.
CARDOSO, Osvaldo e outros. Filosofia: Ensino Médio (Livro Didático da S.E.ED./PR). 2. ed.Curitiba: SEED/PR, 2008.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 6.ed. São Paulo, Ática,1997.
CHAUI, Marilena, OLIVEIRA, Pérsio S. Filosofia e Sociologia. São Paulo: Ática, 2007.
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: ser, saber e fazer. 8 ed. São Paulo, 1993.
DELEUZE, Gille, GUATARI, Felix. O que é a Filosofia? Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.
DURANT, Will. A história da Filosofia. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.
REZENDE, Antonio e outros. Curso de Filosofia. 13. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.



filoparanavaí 2012

"CORPO SÃO, MENTE SÃ": Saúde da Mulher e do Homem

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Hábitos saudáveis podem estender vida em 14 anos

Fonte: BBC BRASIL

Uma pesquisa britânica aponta uma fórmula que pode estender a

vida em até 14 anos: fazer exercícios físicos, ter uma

alimentação rica em frutas e verduras,

beber álcool moderadamente e não fumar.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Conselho

de Pesquisa Médica de Norfolk afirmam que as pessoas que

não seguem nenhum destes quatro preceitos têm quatro

vezes mais chances de morrer.

Além disso, os resultados da pesquisa permaneceram inalterados

quando foram estudadas pessoas mais pobres ou mais gordas.

O estudo foi realizado com cerca de 20 mil homens e

mulheres de Norfolk com idades entre 45 e 79 anos,

sendo que nenhum tinha câncer ou problemas cardiovasculares

no início da pesquisa, em 1993.

Pontuação

As pessoas recebiam um ponto para cada um dos seguintes hábitos:

não fumar, consumir entre uma e 14 unidades de álcool

por semana (o equivalente a meio e sete copos de vinho),

ingerir cinco porções de frutas ou verduras por dia e

não ser fisicamente inativo.

Este último hábito foi definido como ter uma profissão sedentária

e realizar meia hora de exercício por dia ou ter um emprego

não-sedentário, como o de enfermeira ou encanador.

De acordo com os resultados, os pesquisadores afirmam que

o grupo que marcou quatro pontos tinha menos risco de morrer

e que uma pessoa com 60 anos com zero ponto tinha


o mesmo risco de morrer que uma pessoa de 74 anos com quatro pontos.

"Sabemos que isoladamente medidas como não fumar e praticar

exercícios podem ter um impacto na longevidade, mas esta

é a primeira vez que olhamos para todos os hábitos

ao mesmo tempo", disse o professor Kay-Tee Khaw, chefe da pesquisa.

"Também descobrimos que a classe social e o

IMC (Índice de Massa Corporal) realmente não têm nenhuma

influência", acrescentou. "Isso significa que uma grande

parte da população realmente pode perceber benefícios

na saúde com mudanças moderadas."

As descobertas foram mais acentuadas na redução das mortes

por doenças cardiovasculares: pessoas com nenhum

ponto tinham cinco vezes mais risco de

morrer do que aquelas com quatro pontos.






Segredos para uma VIDA Saudável e Longa...

BANIR o CIGARRO e o consumo exagerado
de BEBIDAS com álcool, bem como
o consumo exagerado de refrigerantes
(que deveriam ser trocados por sucos)
é imprescindível se você quer viver mais e com saúde...
Quem FUMA, por exemplo, não pode reclamar se
mais tarde a doença chegar sem aviso...
a cada cigarro fumado a certeza de menos
saúde e menos tempo de vida...






Sem gastar dinheiro... ou quase sem gastar...


A maioria dos mortais podem conseguir perder peso,
sem precisar recorrer a profissionais, academias e remédios.
E é quase de graça... o importante é sempre ter o objetivo, que
deve ser sempre o de preservar a saúde. Os resultados estéticos
devem sempre ser encarados como lucro e não como objetivo.
Pra perder peso é necessário respeitar três etapas: redefinir
alimentação diária com controle das calorias ingeridas, exercícios
e finalmente, esperar pelos efeitos benéficos cumulativos.
Os efeitos demoram, as vezes, a chegarem
- mas quando chegam, eles chegam com a
certeza de que é para sempre... O desafio é
então o de conseguir manter seu peso ideal
conquistado. Para isto a reeducação alimentar
e a continuidade dos exercícios físicos deve
de serem constantes.




Um Checape...





Um exame completo e minucioso principalmente após os 25 anos, pelo
menos a cada dois anos - é muito importante. Pode sair mais
barato do que imaginamos e com certeza, nos ajudará a
evitar dissabores, ao longo dos anos, com o estado de nossa saúde.


A massa corporal...

É necessário que vc descubra seu peso ideal, isso varia
de pessoa pra pessoa - devido a estrutura óssea e idade de cada um.
Por exemplo, um homem que tenha 1,77m de altura deveria tirar disso
- 10 para o mínimo e 2 para o máximo - para calcular seu peso ideal
ou seja, o peso ideal dele estaria entre 67 e 75 kilos. Para um mais
joven jogamos o peso para a casa do mínimo; já para um veterano,
jogamos o peso para o máximo.




Confira seu peso ideal neste site




EMAGRECIMENTO: MITOS e VERDADES

SEU peso IDEAL: Calculadora IMC


Alimentação...


Você deve estar disposto a retirar alguns alimentos de sua dieta
e incluir outros, que você até pode não sentir atração por eles.
Mas, este é um sacrifício "sine qua non", sem o qual tudo estará
perdido. Banir frituras, gorduras animais (banir entre aspas é claro,
nada impede a cada 3 meses um boa feijoada, até porque ninguém
é de ferrro) e manerar no sal e doces, é um segredo importante
- pois além de preservar a saúde de suas artérias, ajuda a perder peso.




Quanto mais colorido, mais saudável!!!


Tanto o homem, quanto a mulher necessitam de um mínimo
diário de calorias (em média 2.500) - que varia entre os dois sexos.
Neste mínimo, é considerado apenas o que seria gasto
por uma pessoa em estado sedentário.
O ideal seria uma dieta combinada que não excedesse as 2.000.
No entanto, esta dieta não poderia ser a base de um bife,
um ovo e um copo de suco de laranja...
Esta dieta deveria incluir
carnes e derivados em pequena quantidade, grãos,
legumes, verduras e frutas




Nosso organismo necessita de


quantidades mínimas


de proteínas, vitaminas e sais minerais


a falta destes pode ser


extremamente prejudicial à saúde corporal

Nunca diga, eu consumo verduras, legumes... quando você
apenas se alimenta de uma rodela de tomate
e uma folha de alface. Em uma dieta semanal você deveria
consumir ao menos uma verdura ou legume diferente. No Brasil,
em nossa mesa, podemos ter uma variedade quase que infinita
destes alimentos... Basta saber escolher, na hora de ir ao mercado...



Verduras, Legumes e Frutas - são verdadeiros remédios
naturais para nosso corpo
previnem e até são capazes de curar doenças




A SOJA



A mãe de todos os grãos: é fonte de saúde incontestável,
além de ser fonte da juventude. É um dos alimentos mais
completos que podemos encontrar na natureza
e com efeitos extremamente benéficos.


Inclua ela em sua dieta


Somos um dos maiores produtores mundiais do grão e talvez um dos
menores consumidores. Nossa soja vai quase toda embora para os
mercados estrangeiros. É verdade que o sabor não é lá
muito agradável, mas a soja temperada com outros alimentos,
fica deliciosa. Três porções semanais, com efeitos cumulativos
ao longo do tempo, podem fazer verdadeiros milagres.



Banir alimentos produzidos com gordura


TRANS é um dever e um direito seu.




Se você já possui os hábitos bons em sua alimentação,
basta mantê-los. Se não os possui: é hora de repensá-los.


______________________________________

ATENÇÃO

Há pessoas que do dia para a noite despertam para
questões relacionadas a sua saúde ou controle de peso,
quando isso não
acontece já numa mesa de cirurgia de algum hospital.
Então, fazem loucuras - simpatias, remédios (drogas),
exercícios loucos e dietas mais loucas ainda...


Assim como doenças são resultados,
quando não genéticas é claro,
de efeitos nocivos cumulativos...


Há que se entender...


Que a saúde também está relacionada
diretamente aos efeitos benéficos
cumulativos de bons hábitos.


Uma pessoa que busca perder peso e opta por uma alimentação
saudável com controle de calorias e pratica religiosamente exercícios
diários... é como alguém que abre uma conta-poupança e deposita
lá XX reais por mês... com o passar do tempo e a perseverança...
terá em um tempo razoável, boas surpresas...


__________________________________


EXERCÍCIOS

Combinados com uma alimentação inteligente, são eles os
responsáveis diretos pela nossa saúde não somente corporal,
mas também psicológica e de quebra, com ganhos estéticos.
A beleza do corpo bem cuidado, não é uma questão apenas
de exigências de padrões de beleza ocidental
- que se explodam esses padrões -
é acima de tudo questão de saúde pública. A obesidade é fonte
para um número infinito de doenças. A barriga volumosa em homens,
por exemplo, a famosa barriga de chopp - é o anúncio de
futuros problemas cardíacos.


Ninguém precisa gastar o que não tem,


ou o pouco que tem com EXERCÍCIOS


Há quem se adapte a academias, possibilidade de pagar,
espaço de relações sociais, assistência de profissionais...

Melhor que isso e de graça é ao ar livre, é só você localizar um
espaço próximo e onde outras pessoas frequentam e optar por
um desses dois ou pelos dois em dias alternados: corrida no famoso
trote - sem exigir além daquilo que
seu corpo pode dar ou a simples caminhada.
Que a caminhada não seja menos que uma hora e
que a corrida não seja mais que uma hora.


A não ser que vc deseje ser maratonista


Uma pessoa normal faz 1 quilômetro em
aproximados 10 minutos - caminhando; já correndo faz o mesmo
quilômetro pela metade do tempo. Se caminhando a pessoa faz


6 quilômetros/hora - correndo fará 12 km.


Buscar motivações diárias. Não é fácil iniciar, quanto mais manter
para sempre atividades físicas em nossa rotina diária. Fazer exercícios
físicos é uma necessidade que deveria ser incluida naturalmente em nosso
cotidiano tal como o dormir, comer, se banhar... Mas, sabemos que
não é fácil assim... portanto é preciso a cada dia buscar novas
motivações, o importante é não parar... pois se parar o reinício
será mais difícil com certeza...


Alternar dia-caminhada / dia-corrida, é muito recomendável

Rápido e bem feito aquecimento antes e desaquecimento depois
da atividade física protege sua estrutura óssea e massa muscular
de complicações futuras ou dores.
Cuide do calçado, não precisa ser o mais caro,
mas também não precisa ser o mais barato. Exija
que ele tenha um bom amortecedor de impactos.


Importante, quanto mais longe de vias-públicas com intenso
fluxo de carro melhor. Senão, você estará vivenciando aquele
ditado chulo - "seria o mesmo que cagar e sentar em cima".
Pois estaria inalando um ar poluído e por demais
prejudicial ao organismo




Confira algumas dicas de


especialistas


pra quem quer correr:




Faça um alongamento muscular antes e depois da corrida:
antes, ele prepara as articulações para o exercício;
após a atividade, ele prepara o corpo para o próximo treinamento
Diz o ditado que a mais longa caminhada sempre começa com
um primeiro passo. O dito popular é especialmente adequado
para quem sonha em começar a correr e, quem sabe,
até participar de uma maratona.


Se esse é o seu caso, saiba que não está sozinho: basta prestar
atenção nos parques e nas ruas da cidade e ver a quantidade
de pessoas que já aderiram ao esporte. O número de
competições, profissionais e amadoras, cresce proporcionalmente
a esse interesse. Isso é ótimo, pois ajuda a divulgar uma prática
saudável, que aumenta a resistência cardiovascular, regula
os índices glicêmicos e promove o contato com o ar livre,
entre outros benefícios.
No entanto, muita avidez pode levar algumas pessoas a
correr sem buscar orientação adequada e, muitas vezes,
desrespeitando os limites do próprio corpo.

Para começar

1. A primeira coisa a fazer é a avaliação médica.
Para quem tem menos de 30 anos e pretende
praticar numa intensidade moderada (100 metros/minuto),
basta fazer uma avaliação clínica e um eletrocardiograma.
Quem tem de 30 a 60 anos e quer correr por lazer precisa
fazer também um hemograma, uma avaliação das funções
renal e hepática e um exame ergométrico ou ergoespirométrico
(que mede o consumo de oxigênio durante o esforço físico).
Se a intenção é competir, é bom também fazer um ecocardiograma.
Quem tem mais de 60 anos deve fazer a bateria
completa dos exames.
Isso ajuda a identificar problemas que
exijam uma adaptação nos treinos.

2. A avaliação podopostural, feita nas clínicas de ortopedia,
também ajuda os iniciantes a correr de modo seguro.
Ela analisa vícios de postura, torções do tronco, estrutura
esquelética e marcha. Em casos de problema acentuado
de coluna ou encurtamento de uma das pernas, o exercício
pode ser mais danoso que benéfico -
-e é o ortopedista quem pode avaliar isso.

3. A caminhada é uma ótima preparação para os iniciantes.
Comece andando cerca de 40 minutos três dias por semana.
À medida que for evoluindo, aumente a intensidade da
caminhada, movimentando pernas e braços vigorosamente.
Aproximadamente um mês depois, alterne com alguns minutos
de trote, primeiro apenas um dia semanalmente e depois nos
outros dias de exercício. Quando tiver evoluído, alterne a
caminhada com a corrida, sempre aos poucos. Quem é
sedentário ou está com sobrepeso deve priorizar a caminhada
nas primeiras quatro ou seis semanas. Correr nessas condições
pode sobrecarregar os músculos e as articulações.

Primeiros passos

4. No início, busque correr em terrenos mais macios.
Esteira, grama, terra batida, pedrisco e asfalto -
-essa é a seqüência de terrenos para corrida por grau de dificuldade.
Na grama, tenha cuidado com buracos e raízes, que podem
levar a quedas. Deixe para correr no asfalto, o terreno que
causa mais impacto nas articulações, depois de quatro a
seis semanas de prática. Quem corre na rua não deve fazê-lo
próximo ao meio-fio. Essa região é inclinada para facilitar
o escoamento da água das chuvas, o que leva a forçar
mais um joelho do que o outro.

5. Quando estiver acostumado a correr em terrenos
planos, você poderá inserir subidas e descidas no treinamento.
Nessas inclinações, muda o centro de gravidade do corpo.
Na descida, a contração excêntrica
(contração em alongamento) gera uma dor tardia.
Subindo ou descendo, sempre inicie o movimento com
o calcanhar antes de apoiar a frente do pé.

6. Associe a corrida a um programa de condicionamento
físico, com exercícios que exercitem outros grupos musculares.
Fortalecer os músculos abdominais é muito importante,
pois eles são os principais responsáveis pela sustentação da coluna.

Com que roupa
7. Correr é sinônimo de usar vestimentas leves.
Os shorts devem ter uma abertura lateral para
não dificultar o movimento das pernas. Mulheres devem
substituir o sutiã por tops que dêem melhor sustentação
à musculatura do seio, desenhados especialmente para a
prática de esportes. Procure também meias especiais para
a corrida; elas absorvem melhor o suor e provocam menos fricção nos pés.



8. Os tênis, além de ter amortecimento, devem ser
adequados ao tipo de pisada do corredor: pronada
(com rotação para dentro na movimentação do
calcanhar para a ponta), supinada (rotação para fora)
ou neutra (rotação para a frente). Ao escolher o calçado,
procure um número que permita a distância de um dedo
entre a ponta do dedão e a ponta do calçado.

9. Não use o mesmo tênis todos os dias, pois isso
desgasta o calçado. Tente revezar. Além disso, preste
atenção à durabilidade do tênis --especialmente de seus


sistemas de amortecimento.


Fonte do artigo
"confira algumas dicas de especialistas para quem quer correr":
Folha online


Cuidados com a Alimentação,


Exercícios Físicos,


Efeitos Benéficos Cumulativos...


Eis o SEGREDO


para uma vida saudável e longa!!!



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